Dia Nacional da Conservação do Solo

Dia Nacional da Conservação do Solo

Celebrado em 15 de abril, o Dia Nacional da Conservação do Solo foi instituído pela lei 7.876 publicada em novembro de 1989.  A data faz homenagem ao nascimento de Hugh Hammond Bennett que é considerado o “pai” da conservação do solo. Abrigo para várias espécies e para a água dentre outros recursos essenciais à vida, o solo é fonte de alimentos e matéria-prima para os mais diversos fins e ainda, responsável pela reciclagem de matéria orgânica, filtragem e diversos outros processos.

O solo do Cerrado é importante para a conservação de água e da vegetação. “É de conhecimento de muitos, que o solo do Cerrado é pobre em nutrientes exatamente por ser um solo antigo que recebe muita água. Chovem 1500 mm, em média, por ano, em cada área de Cerrado o que corresponde a 1500 litros por metro quadrado a cada ano. Neste sentido, temos muita água entrando neste solo e causando a lixiviação ao levar os nutrientes para o fundo. A importância do solo no Cerrado está relacionada à sua capacidade de promover a conservação de água e a conservação de uma vegetação que é tão antiga e adaptada a essas condições climáticas e de solo”, destaca o analista ambiental do ICMBio, Alexandre Sampaio, que é também o coordenador do Projeto Mercados de Sementes desenvolvido pela Rede de Sementes do Cerrado (RSC).

 

O analista detalha a importância de conservar a água do Cerrado. “O Cerrado é conhecido como a caixa d’agua do Brasil, uma vez que se encontra no Planalto Central, onde temos nascentes de todas as principais bacias do país. Aqui no Cerrado, tem nascentes de rios das bacias hidrográficas que vão para Amazônia, para o São Francisco e para a Bacia do Prata no sul do país. O Cerrado leva água para todos os biomas brasileiros e para todas as regiões. Para explicar a importância do Cerrado, eu costumo dar esse exemplo da caixa d’água, pois as pessoas sabem que é preciso proteger, especialmente as matas próximas aos rios, que são áreas de proteção permanente, mas são como a tubulação e a torneira de uma casa, ou seja, caso não haja água na caixa d’água não levarão água a lugar nenhum”, explicou.

Alexandre ressalta ainda, as consequências do desmatamento no Cerrado.  “O desmatamento do Cerrado acarreta mudanças no tipo de vegetação e, consequentemente, reduz a entrada de água no solo ocasionando a diminuição na vazão de rios e recarga lençóis freáticos e isso acaba reduzindo também, a quantidade de água que fica e a que é levada para outras bacias hidrográficas em outros lugares do país”, acrescentou.

É neste contexto de desmatamento, ou melhor, de conservação, que se destaca o trabalho da Rede de Sementes do Cerrado. Com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF) e do Instituto Caixa Seguradora, a RSC, em parceria com a Associação Cerrado de Pé, realiza, através do projeto Mercado de Sementes e Restauração: Promovendo Serviços Ambientais e Biodiversidade, a restauração deste importante bioma.

 Vale lembrar que, por meio do Projeto, a Rede faz a comercialização de sementes nativas do Cerrado que são usadas no processo restauração do Cerrado pela técnica de plantio denominada semeadura direta, que é um método mais barato e eficiente para restaurar o bioma.

Sítio Geranium

Sítio Geranium

Local: Sítio Geranium 

 

Descrição do local: O Sítio Geranium é um centro de referência em Educação Socioambiental e produção de alimentos orgânicos. Também oferece espaço para realização de cursos e eventos. O Sítio funciona como um ambiente vivo para trocas, aplicação, ensino e pesquisa de conhecimentos e técnicas que possibilitem o desenvolvimento de uma cultura da sustentabilidade.

 

Atualmente, além do trabalho com agroecologia o Sítio desenvolve atividades ecopedagógicas e também eventos.

 

Como chegar: Núcleo Rural de Taguatinga, Chácara 29 – Via de Ligação Samambaia e Setor QNL de Taguatinga – DF.

 

Dicas: O horário de funcionamento para visitação ao espaço é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

 

Contato: +55 61 3358-1497

 

Colégio Carmen Sallés – Blog Conhecer

VISITA AO SÍTIO GERANIUM/DSCN8262

Marina e Filipe - Gabriela Pires Fotografia

Sítio Geranium - Guia Brasília Rural

 

Fonte: https://www.sitiogeranium.com.br/

Urubu Rei

Sarcoramphus papa (Linnaeus, 1758)

Nome(s) popular(es)

Urubu Rei, Corvo Branco, Urubu Real, Urubu Branco, Urubutinga, Urubu Rubixá, Urubu Preto e Branco, Iriburubixá.

História Natural

Ave carniceira incomum, típica de regiões tropicais florestadas ou savânicas de baixa altitude, não ocorrendo em áreas montanhosas ou desérticas. No Cerrado, habita savanas, matas de galeria, matas ciliares, campos sujos, campos limpos e campos rupestres. Demanda grandes áreas preservadas e possui hábitos solitários. Se empoleira em galhos altos para descansar durante a noite. Costuma planar a grandes alturas, utilizando as correntes térmicas para facilitar sua sustentação e batendo pouco as asas. Enquanto plana busca visualmente por alimento, já que seu olfato não é tão desenvolvido quanto o do Urubu de Cabeça Vermelha e do Urubu de Cabeça Amarela. Também se mantém atento à atividade de outros urubus, que pode indicar a presença de uma carcaça, e ao se aproximar de uma incita uma postura respeitosa nas outras aves carniceiras, até mesmo nos grupos de Urubu de Cabeça Preta, graças a seu tamanho. Com seu bico robusto consegue rasgar tecidos que os outros urubus não conseguiriam, acessando e tornando acessíveis partes da carcaça antes intocadas. Também pode se alimentar de presas de outros animais, como aquelas tragas por um Harpia até o ninho para alimentar seus filhotes, ou as carcaças deixadas por uma Onça, podendo até mesmo procurá-la e seguí-la pela mata na espera de um abate. Caso carcaças estejam escassas, pode se alimentar de frutos de Embaúba, embora seja raro. Sua reprodução ocorre entre julho e dezembro, e envolve rituais de cortejo com batidas de asa e exibição dos apêndices coloridos da face. Os ninhos são feitos no chão ou entre pedras, em morros e paredões. São postos 1 ou 2 ovos. Os urubus (família Cathartidae), e aves carniceiras em geral, possuem um papel ecológico de extrema importância, pois ao se alimentar de carcaças eliminam do ecossistema toxinas e bactérias do processo de putrefação perigosas a outros organismos, além de reintroduzir os nutrientes da carcaça no ciclo natural. Também ajudam a controlar epidemias dentre as populações naturais, eliminando os cadáveres contaminados ou os animais doentes agonizantes.

Descrição

Mede entre 75 e 85 cm de comprimento. É o maior urubu (família Cathartidae) brasileiro. Sua cor principal é branco, com um colar preto ou cinzento no pescoço e as penas da asa e cauda pretas. Possui a cabeça nua e bem colorida, com apêndices carnosos, bem característica. O bico é robusto e terminado em gancho, com a ponta laranja, possuindo uma crista carnosa alaranjada ou amarela que fica pendurada. Possui a face negra coberta por uma fina penugem, com uma mancha nua de tom lilás entre o bico e o olho, que possui uma íris branca bem contrastante. Na região da bochecha possui um apêndice carnoso de tom pardacento que se estende até a nuca. O topo da cabeça e a região superior do pescoço são laranjas vivo, com a garganta amarelada. Suas patas são cinzentas.

Distribuição

Sua distribuição é ampla pelas Américas, se estendendo desde o sul do México ao nordeste da Argentina, incluindo quase toda a América Central e América do Sul a leste dos Andes, exceto o Chile e o Uruguai. No Brasil ocorre em todos os estados.

Conservação

Quase ameaçado: é considerado quase ameaçado no Brasil (ICMBio), pouco preocupante globalmente (IUCN), e suas populações vêm decaindo, principalmente devido à perda de habitat.

Referências

Aguiar-Silva, F. H., Jaudoin, O., Sanaiotti, T. M., Seixas, G. H., Duleba, S., & Martins, F. D. (2017). Camera trapping at Harpy Eagle nests: interspecies interactions under predation risk. Journal of Raptor Research, 51(1), 72-78.

 

BirdLife International 2016. Sarcoramphus papa . The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697645A93627003. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697645A93627003.en. Downloaded on 07 January 2020.

 

Carvalho Filho, E. P. M. de, Zorzin, G., & Specht, G. V. (2004). Breeding biology of the King Vulture (Sarcoramphus papa) in southeastern Brazil. Ornitologia Neotropical, 15, 219-224.

 

Clements, J. F. (2012). The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press.

 

Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.

 

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Houston, D., Kirwan, G.M. & Marks, J.S. (2020). King Vulture (Sarcoramphus papa). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52944 on 7 January 2020).

 

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Wikiaves. (2018). Urubu-rei. Recuperado em 7 de janeiro, 2019, de https://www.wikiaves.com.br/wiki/urubu-rei

Urubu de Cabeça Preta

Coragyps atratus (Bechstein, 1793)

Nome(s) popular(es)

Urubu de Cabeça Preta, Urubu Preto, Urubu Comum, Apitã.

História Natural

Ave carniceira muito comum e abundante, é uma das espécies mais facilmente avistada em regiões urbanas. Pode ser visto em regiões florestadas, savânicas e campestres, porém ocorre em maiores números próximo a assentamentos urbanos, rurais ou urbanos, e em menores números em áreas densamente florestadas livres da presença humana. No Cerrado pode ser encontrado em praticamente todos os ambientes, como campos limpos, campos sujos, campos úmidos, savanas, veredas, matas de galeria e matas ciliares. Costuma planar em grandes alturas, economizando energia ao utilizar as correntes de ar quente para se sustentar e batendo pouco as asas. Ao contrário do Urubu de Cabeça Vermelha e o Urubu de Cabeça Amarela, seu olfato não é muito desenvolvido, contando então com sua visão mais apurada para localizar alimento enquanto plana, e também buscando por agrupamentos de outros urubus como indício de uma fonte de comida, além de já se manter em bando como uma forma de aumentar a chance de encontrar alimento. Assim, por agir em conjunto, apesar de não costumar ser o primeiro a encontrar uma carcaça, possui um comportamento agressivo e dominante ao disputá-la com as outras espécies menores de urubu (família Cathartidae). Sua principal fonte de alimento são carcaças de animais selvagens e domésticos, porém são bem generalistas, também podendo caçar pequenos vertebrados e insetos, como ovos e filhotes de aves e répteis (tartarugas, jacarés), além de buscar restos de comida na proximidade humana. Pode ser predado pela Sucuri. Faz seus ninhos em ocos de árvores ou no solo, abrigados entre pedras, pondo cerca de 2 ovos esbranquiçados com manchas marrons. Os urubus, e aves carniceiras em geral, possuem um papel ecológico de extrema importância, pois ao se alimentar de carcaças eliminam do ecossistema toxinas e bactérias do processo de putrefação perigosas a outros organismos, além de reintroduzir os nutrientes da carcaça no ciclo natural. Também ajudam a controlar epidemias dentre as populações naturais, eliminando os cadáveres contaminados ou os animais doentes agonizantes.

Descrição

Mede entre 56 e 76 cm de comprimento. Possui a coloração totalmente preta, exceto pelas patas, de cor cinza claro, e a superfície inferior das penas de voo nas pontas das asas, que são esbranquiçadas, podendo ser vistas enquanto plana. Sua cabeça é preta e nua, com a pele bastante enrugada.

Distribuição

Possui uma ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo dos Estados Unidos até o Chile e Argentina. No Brasil está presente em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações estão aumentando.

Referências

Ballejo, F., & de Santis, L. J. (2013). Dieta estacional del Jote Cabeza Negra (Coragyps atratus) en un área rural y una urbana en el noroeste patagónico. El hornero, 28(1), 07-14.

 

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Urubu de Cabeça Amarela

Cathartes burrovianus Cassin, 1845

Nome(s) popular(es)

Urubu de Cabeça Amarela.

História Natural

Ave carniceira que habita uma diversidade de ambientes, podendo ser encontrado em regiões florestadas, savânicas e campos, inclusive áreas rurais. Possui certa preferência por regiões mais abertas e úmidas. No Cerrado pode ser encontrado em praticamente todos os ambientes, como campos limpos, campos sujos, campos úmidos, savanas, veredas, matas de galeria e matas ciliares. Não costuma ser visto voando a grandes alturas, porém assim como os outros urubus (família Cathartidae), plana batendo pouco as asas e se aproveitando das correntes de ar. Se alimenta principalmente de carcaças e possui um ótimo olfato, se utilizando dele para encontrar animais em decomposição, porém também pode caçar pequenos vertebrados ativamente em voos rasantes, como anfíbios, cobras e outras aves. Também pode, ocasionalmente, se alimentar de pequenos frutos de palmeiras. Costuma planar baixo sobre campos e pantanais enquanto busca alimento sozinho, e assim como o Urubu de Cabeça Vermelha, geralmente é um dos primeiros urubus a encontrar uma carcaça graças a seu excelente olfato, porém pode ser afastado dela por grupos de Urubus de Cabeça Preta. Faz seus ninhos em ocos de árvores, pondo ovos claros manchados de marrom. Os urubus, e aves carniceiras em geral, possuem um papel ecológico de extrema importância, pois ao se alimentar de carcaças eliminam do ecossistema toxinas e bactérias do processo de putrefação perigosas a outros organismos, além de reintroduzir os nutrientes da carcaça no ciclo natural. Também ajudam a controlar epidemias dentre as populações naturais, eliminando os cadáveres contaminados ou os animais doentes agonizantes.

Descrição

Possui entre 53 e 65 cm de comprimento. Sua coloração é predominantemente negra, de um preto acastanhado. As penas de voo das asas são claras por baixo, só ficando evidente ao planar. Possui a cabeça nua, com uma grande mancha amarelo vivo bem característica na face, e outras manchas menos marcantes, como uma região azulada acima do olho e pequenas manchas negras atrás e à frente dele. O restante da cabeça é rosada e a ponta do bico, curva e pontuda, é clara. Suas patas são cinzentas.

Distribuição

Possui uma ampla distribuição pelas Américas, embora difusa em manchas regionais, ocorrendo desde o México ao nordeste da Argentina, incluindo a América Central, Colômbia, Venezuela, Suriname e Guianas, Peru, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Brasil. No Brasil está presente em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações se mostram estáveis.

Referências

Batista-da-Silva, J. A., & Souza, A. E. (2014). Complementary diet of Cathartes burrovianus (Cathartidae) with fruit Elaeis guineensis (Arecaceae). Journal of Agricultural Science, 6(11), 58-62.

 

BirdLife International 2016. Cathartes burrovianus . The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697630A93625866. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697630A93625866.en. Downloaded on 05 January 2020.

 

Clements, J. F. (2012). The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press.

 

Eitniear, J. C. (2014). Lesser Yellow-headed Vulture (Cathartes burrovianus), version 1.0. In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. https://doi.org/10.2173/nb.lyhvul1.01

 

Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.

 

Houston, D., Kirwan, G.M., Boesman, P. & Marks, J.S. (2020). Lesser Yellow-headed Vulture (Cathartes burrovianus). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52941 on 5 January 2020).

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

 

Oliveira, T., Machado, F. C., & Costa, H. C. (2010). Exchanging carrion for fresh meat: the vulture Cathartes burrovianus (Aves, Cathartidae) preys on the snake Xenodon merremii (Serpentes, Dipsadidae) in southeastern Brazil. Biotemas, 23(4), 177-180.

 

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Urubu de Cabeça Vermelha

Cathartes aura (Linnaeus, 1758)

Nome(s) popular(es)

Urubu de Cabeça Vermelha.

História Natural

Ave carniceira comum que habita uma diversidade de ambientes, desde florestas e bosques a campos e desertos, podendo ser encontrado inclusive em áreas urbanas. Possui, porém, uma preferência por áreas de maior altitude. No Cerrado pode ser encontrado em praticamente todos os ambientes, como campos limpos, campos sujos, campos úmidos, savanas, veredas, matas de galeria e matas ciliares. Costuma planar a grandes e pequenas alturas, se mantendo com as asas abertas e raramente as batendo, aproveitando as colunas de ar quente para se sustentar, e se empoleira em grupos sobre árvores para descansar à noite. Se alimenta principalmente de carcaças, utilizando seu olfato altamente apurado para encontrá-las a grandes distâncias. Assim, pode consumir uma grande variedade de animais, porém a maior parte de sua dieta inclui carcaças de mamíferos, inclusive aqueles de criação pecuária e vítimas de atropelamento. Também pode, ocasionalmente, se alimentar de pequenos frutos de palmeiras. Geralmente busca seu alimento sozinho, e embora seja maior que o Urubu de Cabeça Preta, pode ser expulso por ele das carcaças devido ao hábito deste de se alimentar em grupos. Raramente caça presas vivas, e quando faz geralmente captura pequenos vertebrados em voos rasantes, como por exemplo ovos e filhotes de outras aves, tartarugas e jacarés. Faz seus ninhos principalmente no solo, entre a vegetação, embora também possa usar ocos de árvores. Põe cerca de 2 ovos e ambos os pais ajudam no cuidado com os filhotes. Os urubus (família Cathartidae), e aves carniceiras em geral, possuem um papel ecológico de extrema importância, pois ao se alimentar de carcaças eliminam do ecossistema toxinas e bactérias do processo de putrefação perigosas a outros organismos, além de reintroduzir os nutrientes da carcaça no ciclo natural. Também ajudam a controlar epidemias dentre as populações naturais, eliminando os cadáveres contaminados ou os animais doentes agonizantes.

Descrição

Mede entre 62 e 81 cm de comprimento. Possui a coloração predominantemente negra, de um preto acastanhado, exceto pelas penas de voo das asas, que são brancas por baixo, só ficando visíveis, porém, ao planar. Sua cabeça não possui penas, e é de cor vermelha, com uma pequena mancha preta na frente dos olhos. Possui a nuca manchada de branco e a ponta do bico clara, curva e pontiaguda. Suas patas são avermelhadas. Ao ser avistado planando, as penas brancas da asa e o tamanho ligeiramente maior ajudam a diferenciá-lo do Urubu de Cabeça Preta.

Distribuição

Possui uma ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo desde o Canadá até o extremo sul da Argentina, incluindo praticamente todas as regiões da América Central e do Sul. No Brasil ocorre em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN) e suas populações se mostram estáveis.

Referências

Batista-da-Silva, J. A., & Souza, A. E. (2014). Complementary diet of Cathartes burrovianus (Cathartidae) with fruit Elaeis guineensis (Arecaceae). Journal of Agricultural Science, 6(11), 58-62.

 

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Hiraldo, F., Delibes, M., & Donazar, J. A. (1991). Comparison of Diets of Turkey Vultures in Three Regions of Northern Mexico. Journal of Field Ornithology, 62(3), 319-324.

 

Houston, D., Kirwan, G.M., Christie, D.A. & Marks, J.S. (2020). Turkey Vulture (Cathartes aura). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52940 on 5 January 2020).

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

 

Kelly, N. E., Sparks, D. W., DeVault, T. L., & Rhodes, O. E. (2007). Diet of black and turkey vultures in a forested landscape. The Wilson Journal of Ornithology, 119(2), 267-270.

 

Platt, S. G., Charruau, P., & Rainwater, T. R. (2014). Scavenging of crocodile eggs by vultures (Cathartes aura and Coragyps atratus) in Quintana Roo, Mexico. Bulletin Texas Ornithological Society, 47, 37-40.

 

Salera Junior, G., Malvasio, A., & Portelinha, T. C. G. (2009). Avaliação da predação de Podocnemis expansa e Podocnemis unifilis (Testudines, Podocnemididae) no rio Javaés, Tocantins. Acta Amazonica, 39(1), 207-213.

 

Sick, H. (1997). Ornitologıa brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

 

Silva, J. M. C. da (1995). Birds of the cerrado region, South America. Steenstrupia, 21(1), 69-92.

 

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Wikiaves. (2018). Urubu-de-cabeça-vermelha. Recuperado em 5 de janeiro, 2019, de https://www.wikiaves.com.br/wiki/urubu-de-cabeca-vermelha

Curicaca

Theristicus caudatus (Boddaert, 1783)

Nome(s) popular(es)

Curicaca, Carucaca, Curicaca Comum, Curicaca Branca, Curicaca de Pescoço Branco, Caricaca (MG), Despertador (Pantanal).

História Natural

Ave comum, típica de ambiente abertos e campestres, é encontrada em campinas secas e úmidas, brejos, savanas e áreas florestadas não muito densas, inclusive em pastagens e áreas urbanas, onde cada vez mais pode ser vista caminhando pelos gramados. É nativa do Cerrado, Pantanal, Pampas, Chacos Bolivianos e Llanos Venezuelanos. No Cerrado está presente em campos limpos, campos sujos, campos alagados, savanas e veredas. Vive em pequenos grupos e vocaliza bastante, possuindo um canto potente e nasal. Se alimenta de uma diversidade de itens animais, incluindo insetos, aranhas, centopeias, vermes, caramujos, anfíbios, pequenos lagartos e serpentes, pequenos roedores e aves menores. Busca seu alimento de dia e ao pôr-do-sol, vasculhando a terra e o estrato rasteiro com seu longo bico. Pode ser predada pelo Gavião de Penacho, e seus ovos e filhotes podem ser predados pelo Carcará, Jacurutu, Falcão Peregrino, Águia Chilena e o Tucano. Faz seus ninhos com gravetos e em grandes colônias, sobre árvores, sobre rochas em campos ou em paredões rochosos, pondo de 2 a 4 ovos.

Descrição

Mede entre 71 e 76 cm de comprimento. Seu bico é cinza escuro, longo, fino e curvo, e a pele da região da face é negra e sem penas, com os olhos vermelhos. Possui o topo da cabeça, base do pescoço (tanto no dorso quanto no ventre) e peito de cor castanho avermelhado vibrante, com o resto da cabeça e pescoço de cor clara, amarelada e pálida. Seu dorso é cinzento, e possui uma grande mancha branca sobre as asas. Sua barriga é negra, e suas patas são avermelhadas.

Distribuição

Está presente em regiões amplas e dispersas pela América do Sul, principalmente no norte dela, na Colômbia, Venezuela, Suriname e Guianas, na foz do rio Amazonas e no Brasil central, incluindo o Paraguai, leste da Bolívia, nordeste da Argentina e Norte do Uruguai. No Brasil ocorre principalmente no Centro-Oeste e no Sul, além dos estados de SP, MG, BA, PI, CE, MA, e em RR, AP, PA, AM e RO.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerada ameaçada (ICMBio e IUCN), e suas populações se mostram estáveis.

Referências

BirdLife International 2016. Theristicus caudatus . The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697441A93614046. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697441A93614046.en. Downloaded on 21 December 2019.

 

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Tapicuru

Phimosus infuscatus (Lichtenstein, 1823)

Nome(s) popular(es)

Tapicuru, Tapicuru de Cara Pelada, Maçarico Preto, Maçarico do Banhado (Sul), Chapéu Velho, Frango D’Água.

História Natural

Ave associada a ambientes abertos úmidos e alagados, podendo ser encontrado em brejos, banhados, campinas, margens de rios e lagos e campos recentemente arados. É típica dos Llanos Venezuelanos, Cerrado, Pantanal, Pampas, e os Chacos Bolivianos. No Cerrado está presente nos campos alagados, veredas e savanas. Vive em grupos, que podem ser vistos voando, indo ou voltando dos locais de descanso. Repousa empoleirado em áreas abertas ou pousado no chão. Se alimenta vasculhando o solo lamacento ou a água rasa com o bico curvo e comprido enquanto caminha vagarosamente, atrás de crustáceos, moluscos, insetos e vermes, e também pode ingerir folhas e sementes. Se reproduz no começo da estação chuvosa. Os casais costumam se separar do grupo para construir os ninhos, feitos com gravetos e folhas secas entre os juncos e capins, ou sobre galhos baixos. São postos até 4 ovos, de cor pardo azulado.

Descrição

Mede entre 46 e 54 cm de comprimento. Possui a coloração geral preta, com a face nua vermelha, bico longo, fino e curvo de cor creme claro, e patas avermelhadas. Apesar de possuir um leve tom brilhoso esverdeado nas asas, esse geralmente fica escondido quando está pousado, portanto sua face e patas avermelhadas e coloração preta, uniforme e fosca, são boas maneiras para diferenciá-lo do Coró Coró, que possui tons verdes vivos.

Distribuição

Ocorre em duas principais áreas distintas da América do Sul: uma mais ao norte, abrangendo Colômbia, Venezuela, Equador, Suriname e Guianas, e uma mais no centro leste do continente, incluindo boa parte do Brasil, Paraguai, Uruguai, leste da Bolívia e nordeste da Argentina.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN) e suas populações parecem estar estáveis (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Phimosus infuscatus . The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697418A93613032. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697418A93613032.en. Downloaded on 20 December 2019.

 

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Colhereiro

Platalea ajaja Linnaeus, 1766

Nome(s) popular(es)

Colhereiro, Colhereiro Americano, Ajajá.

História Natural

Ave comum associada a ambientes aquáticos, pode ser vista em manguezais, brejos, charcos, lagoas salobras e de água doce, e margens de rios. É típico do Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Pampas, os Chacos Bolivianos e os Llanos Venezuelanos. No Cerrado pode ser visto em veredas, campos alagados, matas de galeria e matas ciliares. Realiza migrações sazonais e vive em grupos. Se alimenta filtrando a água com o bico especializado, o mergulhando e sacudindo na água para capturar peixes, pequenos anfíbios, insetos aquáticos, crustáceos (especialmente camarões) e moluscos. Sua cor rosada provém de substâncias (carotenóides) presentes no seu alimento. Pode ser predado pela Sucuri, e seus filhotes e ovos possivelmente pelo Carcará e o Gavião Carijó. Se reproduz em colônias juntamente com outras espécies de aves aquáticas, fazendo ninhos com gravetos e capim seco em árvores próximas da água. A fêmea põe de 2 a 4 ovos.

Descrição

Mede entre 68 e 86 cm de comprimento. Sua coloração geral é rosada, com tons variados. Nas asas, dorso e barriga o rosa é mais intenso, podendo apresentar penas avermelhadas em algumas regiões, enquanto no pescoço a cor é esbranquiçada, por vezes totalmente branco. As patas e os olhos são avermelhados. A cabeça é nua, e possui tons amarelos, com uma mancha negra circundando-a pelas laterais na estação reprodutiva. Seu bico cinzento é longo e achatado, com a ponta larga e arredondada, bem característico, lembrando uma colher.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo do extremo sul dos Estados Unidos ao leste da Argentina, incluindo as regiões costeiras da América Central, as ilhas caribenhas e todos os países da América do Sul. No Brasil está presente em praticamente todos os estados, porém sua principal ocorrência é no Centro Oeste, Sudeste e Sul.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN) e suas populações se mostram estáveis.

Referências

BirdLife International 2016. Platalea ajaja . The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697574A93621961. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697574A93621961.en. Downloaded on 30 December 2019.

 

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Coró Coró

Mesembrinibis cayennensis (Gmelin, 1789)

Nome(s) popular(es)

Coró Coró, Caraúna, Curubá, Curicaca Parda, Tapicuru, Íbis Verde, Coroca.

História Natural

Ave comum de matas úmidas, lamacentas ou alagadas, é considerado o único íbis (família Threskiornithidae) tipicamente florestal. Ocorre em vários tipos de florestas tropicais da América do Sul, como a Amazônia, a Mata Atlântica, e as matas do Cerrado, além de estar presente em áreas urbanas arborizadas. No Cerrado é encontrado principalmente em matas de galeria, matas ciliares e veredas, e ocasionalmente em campos alagados. Normalmente se mantém sozinho ou aos pares, e vocaliza bastante no começo do dia, ou ao voar assustado pela aproximação de alguém. Seu canto é trêmulo e rouco, bem característico. Se alimenta vasculhando o solo lamacento ou a água rasa com seu bico longo, capturando insetos (gafanhotos, besouros), minhocas, caramujos, alguns crustáceos, frutos e plantas aquáticas. Pode ser predado pelo Gavião Relógio. Faz seu ninho com gravetos no alto das árvores de matas úmidas, e seus ovos são pardos esverdeados.

Descrição

Mede entre 48 e 58 cm de comprimento. Sua coloração geral é escura com reflexos metálicos esverdeados, e sob pouca luz pode parecer totalmente preto. Sua face é cinzenta, com cabeça, pescoço, peito e barriga negros. Possui penas verdes brilhosas espalhadas pela nuca e dorso do pescoço. Suas asas e dorso no geral apresentam tons verdes e cobre. Seu bico é fino e curvo, cinza esverdeado, assim como suas patas.

Distribuição

Possui ampla distribuição pela América do Sul, ocorrendo desde a Nicarágua até o sul do Brasil e extremo nordeste da Argentina, incluindo todos os países sul-americanos, exceto o Chile e o Uruguai. No Brasil está presente em quase todo o território, com exceção do Nordeste, onde só ocorre no MA, oeste do PI e sudoeste da BA, e no RS, onde só ocorre no norte do estado.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações tendem a diminuir (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Mesembrinibis cayennensis . The IUCN Red List of 

Threatened Species 2016: e.T22697460A93614511. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697460A93614511.en. Downloaded on 20 December 2019.

 

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Clements, J. F. (2012). The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press.

 

Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.

 

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Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

 

Matheu, E., del Hoyo, J., Boesman, P. & Kirwan, G.M. (2019). Green Ibis (Mesembrinibis cayennensis). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52771 on 20 December 2019).

 

Molfetto, D. (2011). Green Ibis (Mesembrinibis cayennensis), version 1.0. In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. https://doi.org/10.2173/nb.greibi1.01

 

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Wikiaves. (2018). Coró-cocó. Recuperado em 20 de dezembro, 2019, de https://www.wikiaves.com.br/wiki/coro-coro