Local: Associação Artesanal Xique-Xique – Pedro II, PI
Descrição do local: A Associação Artesanal Xique-Xique foi criada em 1990 com o objetivo de expandir o mercado de artesanato. O local organiza, reúne e fortalece o trabalho dedicado de mulheres artesãs de Pedro II.
A Xique-Xique conta com 25 artesãs que produzem diversas peças que agregam a tradição e identidade cultural de Pedro II, comercializam localmente e exportam para outras partes do Brasil e também do mundo. A associação, inclusive, tem parceria comercial com a Alemanha.
Todo o processo de produção das peças tem como foco as tradições locais de tecelagem e ainda pontos bem característicos da região, como o “olho-de-pombo (fruto do Cerrado)”, o “tapeueuirana” e o “catado”.
A Associação Xique-Xique é composta por três grupos. Tem o grupo Santa Fé, que fica na área urbana de Pedro II e é onde está a parte administrativa e comercial. E tem ainda o São João e Barroca, que ficam na zona rural.
Como chegar: Rua Epifanio Retirana, 1300 Bairro Santa Fé – Pedro Ii/PI
Dicas: As mãos macias e resistentes produzem redes, colchas, bolsas, jogos americanos, caminhos de mesa, mochilas, sacolas de viagem, toalhas, dentre outros.
Descrição do local: Pedro II possui mais de 200 painéis de sítios arqueológicos catalogados. Desses, quatro são abertos à visitação, como é o caso do Sítio Arqueológico da Torre.
O sítio arqueológico da Torre contém painéis de inscrições rupestres que nos mostram a presença de civilizações primitivas que habitaram a região. A Torre 1, por exemplo, conta com 3 painéis, onde há a maior concentração de figuras. As inscrições mais antigas são de 12 mil anos.
Além de toda essa riqueza histórica, ao visitar o sítio arqueológico da Torre você é ainda agraciado com um rico bioma com área de cerrado e espécies dessa vegetação e também da caatinga, tanto com animais e plantas pertencentes a esses biomas. Raposas, répteis, anfíbios e aves do cerrado e caatinga é possível encontrar por lá.
Como chegar: o Sítio Arqueológico da Torre fica distante a cerca de 8 km da cidade de Pedro II. O principal acesso até ele se dá pela BR-404 que liga o município de Pedro II ao Poranga, no Ceará.
Em apenas 15 minutos de carro e depois fazer uma caminhada por uma pequena e fácil trilha você já consegue chegar nas muitas inscrições rupestres.
Dicas: Nesses espaços você aprecia como se dava a ocupação de nossos antepassados. Em alguns, representada por meio de grafismos mais abstratos, isto é, pinturas que não dizem respeito a imagens nem de animais, nem humana e nem da natureza. Em outros já podemos verificar pinturas com figuras humanas e de animais.
Descrição do local: No sítio você encontra um engenho de cana bem original, puxado a boi, onde se vê o preparo da rapadura; tem uma Casa de Farinha, espaço onde são feitas as farinhadas e preparado um delicioso beiju, feito de goma e coco babaçu ralado; também você encontra plantios e ainda criações de animais.
Em toda a área que está localizado o sítio Buritizinho é possível ainda ver plantas do cerrado e da caatinga, como a imponência do angico branco, a beleza do pau d’arco amarelo, o Jatobá e outras espécies mais.
Dicas: A visita ainda pode ser fortalecida com a degustação de caldo de cana, doces, sucos de frutas que são produzidas no sítio e, claro, a deliciosa culinária da Cozinha Sabor da Roça, com pratos típicos que inclui a leitoa a pururuca, capão, carne de sol e aquela cerveja geladinha.
Descrição do local: Em seu estado quase original, de uma atmosfera quase transcendental e de puro encantamento, o Cânion do rio Poti é um paraíso no meio do sertão nordestino que reúne, em um só lugar, rio, pedras, cachoeiras, fendas geológicas, fauna, flora, arte rupestre e pontos para aventuras radicais.
O cânion do rio Poti é um lugar simplesmente sensacional, com uma beleza incalculável. Navegar pelo rio Poti no cânion é ser acompanhado(a) por paredões de pedras com aproximadamente 60 metros de altura, que formam enormes fendas geológicas, abertas pela natureza e o rio.
Em um trecho chamado Poço da Bebidinha, ponto que é bastante preservado, há um grande acervo de arte rupestre, de importância histórica e de grande interesse de pesquisadores.
Ao andar e navegar pelo local você se depara com muitas plantas entre as pedras e uma vegetação de transição entre a caatinga e o cerrado, além de ver muitos animais, como lagartos, roedores e diversas aves.
Como chegar: Assim que chegar no município de Castelo do Piauí, zere o odometro em frente à prefeitura e ao Banco do Brasil. Depois é só seguir direto no calçamento pelo caminho que passa pela linha do trem até chegar em uma estrada de piçarra. Até aqui você terá percorrido apenas 0,9 km, até encontrar a igreja da Cohab. Do balão(rotatória) que dá início à estrada de piçarra até o parque do cânion serão 45 km.
Seguindo por essa estrada de piçarra, em 1,7km você encontrará uma bifurcação, onde terá que permanecer pela via principal. Já com 1,9 km pegue a esquerda e, em 200 metros à frente, passará por um “mata-burro”. Mantenha-se pela principal até 8 km, onde chegará no assentamento Angico Branco. Nesse momento, vire à esquerda e siga em frente.
Em 20,2 km você verá uma outra um bifurcação, onde seguirá pela via principal, ou seja, pela esquerda. Quando chegar em 25,7 km, permaneça pela via principal, dessa vez, a sua direita. Siga em frente, onde, em 26,6 km, encontrará outro “mata-burro”, referência que indica a divisa dos municípios de Castelo do Piauí e Buriti dos Montes.
Ao chegar em 31 km percorridos, você passará próximo da parede de uma barragem. Nesse momento, pegue a direita e siga em frente até passar pelo assentamento Miraíma. Em 32,9 km, após o “mata-burro”, em frente ao lago, pegue a esquerda. Continue a seguir e, em 41,8 km, você já vai entrar na área do parque estadual cânion do rio Poti. Ao passar da sede da fazenda do Enjeitado é só pegar a direita, seguir em frente, e pronto, chegou ao seu destino!
Dicas: Para chegar até o cânion, há duas rotas, uma pelo município de Juazeiro do Piauí e a outra por Castelo do Piauí. Porém, o acesso que é mais usado e fácil tem como porta de entrada o município de Castelo do Piauí, pela fazenda do Enjeitado.
Mas caso queria sair de sua cidade já com todo o roteiro montado e com uma equipe que conhece bem toda a região, é só entrar em contato com o pessoal da Adrenalina, por meio do Maurício. Os telefones são (86) 999973-6851 / 98177-0924.
Descrição do local: O nome Tingidor se deve à tonalidade forte das rochas, que deixa a água que desce por elas com certa cor, às vezes azulada. A cachoeira fica bem na encosta do rio Poti e é formada pelas águas de um açude que fica dentro da cidade.
A queda d’água, que é bem alta, forma diversas outras cascatas menores. Inclusive, ficar debaixo dessas cascatas é um verdadeiro contato íntimo com a natureza e com um total descanso da mente e do corpo. Além disso, forma ainda um riacho que percorre por quase todo a área da cachoeira.
No entanto, é importante destacar que no local não tem qualquer estrutura, é somente a natureza e toda a sua autoridade. O que já basta! Por isso, leve sua água ou alimentos, mas sempre lembrando de levar seu saquinho para colocar os restos de comida nele e levar de volta para a cidade para ser jogado em devido lugar de lixo.
Dicas: A cachoeira não é perene, ou seja, a queda d´água não dura o ano todo, sendo a melhor época para visitar é no chamado período chuvoso, de janeiro até início de maio.
Como o Tingidor pertença a uma propriedade particular, o que antes a entrada era permitida gratuitamente, agora é necessário que a visita seja feita mediante ofício a junto ao Ibama ou a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
Mas caso queira estar na cachoeira para se refrescar, somente em uma parte do dia, e depois retornar, uma boa parada para almoço é no restaurante do Sr. Geraldo, em Juazeiro. O local tem uma comida caseira saborosa, o chamado prato feito(PF), que só custa o valor de R$15,00. O ambiente também conta com wi-fi liberado para os clientes.
Descrição do local: A Pedra do Castelo é o nome que se deu a uma grande formação rochosa que está localizada a 20 km da área urbana de Castelo do Piauí. Quem chega ao local, aberto de quarta a domingo, de fácil acesso e de visitação gratuita, já avista aquela formação que, com um pouco de imaginação, consegue ver nela um formato de castelo, daqueles medievais.
Assim é a Pedra do Castelo, situada no Parque Municipal de igual nome no município de Castelo do Piauí, distante 190 km de Teresina, capital piauiense.A Pedra do Castelo possui 13 compartimentos. Sim, nos paredões de até 18 metros têm diversas divisões, câmaras, salões, onde seres humanos já residiram neles há milhares de anos.
Dicas: O único bar e restaurante próximo ao Parque Municipal Pedra do Castelo é o da Dona Francisca, que fica a 500 metros da entrada da BR à esquerda antes do parque. Junto a ela, você pode reservar seu almoço por meio do telefone (86)998117-5977.
Descrição do local: Numa área de transição entre caatinga e cerrado, reúne sete grupos de formações rochosas apelidados de “cidades”. Ventos, chuvas, calor e flora esculpiram os monumentos naturais, dando origem a formas que lembram símbolos, animais e figuras humanas.
É preciso pelo menos meio dia para ver todas as atrações, que incluem ainda pinturas rupestres, mirante, um olho d’água para banho e a Cachoeira do Riachão (21 m).
Como chegar: BR-222, 25 km. A partir de Piracuruca, pela BR-343, 18 km.
Dicas: No centro de visitantes, os guias combinam os passeios. Não é cobrado ingresso, mas guias ficam na entrada para acompanhar os visitantes e cobram, dependendo do roteiro escolhido, de R$ 30 a R$ 50 por veículo, de R$ 35 a R$ 70 por grupo de até 10 pessoas em bicicletas e de R$ 50 a R$ 80 em grupos de até seis pessoas a pé.
A melhor época é de dezembro a julho, quando a cachoeira e a piscina natural têm um bom volume de água e a vegetação está mais verde.
Descrição do local: Todos os visitantes de Buriti dos Montes são interessados em desfrutar a sua beleza selvagem e, também para pesquisar as inscrições rupestres, bem como a fauna, a flora e suas características geológicas.
Algumas rochas possuem inscrições rupestres muito antigas, porém diferentes das encontradas no parque de Sete Cidades e no Sítio Arqueológico da Serra da Capivara, pois estas já foram esculpidas em baixo-relevo nas pedras das encostas.
Grande parte das preciosidades desta cidade, ainda encontram-se semidesconhecidas, sendo visitadas apenas por pescadores e ecologistas que enfrentam as rústicas trilhas de difícil acesso.
Dia 21 de abril é a data comemorativa da inauguração da capital do Brasil! Floresceu em 1960 em meio ao Cerrado uma cidade que divide com as águas que nascem aqui a beleza do por do sol!
Hoje é o Dia Mundial da Terra que foi organizado pela primeira vez em 22 de abril de 1970, pelo movimento ambientalista Earth Day Network, e reconhecido pela ONU em 2009. Atualmente conta com a adesão de 193 países, comprometidos em promover a democracia ambiental em todos os níveis. Este é um aniversário marcado pela pandemia do Covid-19, que já causou dezenas de milhares de vítimas e obrigou milhões de pessoas a adotarem medidas inéditas de isolamento e distanciamento social.
O tema este ano é “Proteja nossas espécies”.
Ao contrário do destino dos dinossauros, no entanto, a rápida extinção de espécies de hoje é resultado da atividade humana: desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e pesticidas.
O cerrado brasileiro, tem mais de 4,6 mil espécies de plantas e animais que não são encontrados em nenhum outro lugar. Aproximadamente 20% da flora exclusiva do Cerrado já desapareceram e cerca de 130 espécies de animais da região também correm o risco de sumir de vez.