Gavião Pega Macaco

Spizaetus tyrannus (Wied, 1820)

Nome(s) popular(es)

Gavião Pega Macaco, Apacanim Preto, Apacanim, Papa Mico, Papa Macaco, Urubitiga (região Norte).

História Natural

O Gavião Pega Macaco é uma águia florestal forte e incomum. Habita matas, muitas vezes nas proximidades de rios, sendo um tanto tolerante a pequenas perturbações ambientais, principalmente quando comparado a outras águias florestais mais sensíveis, como o Gavião de Penacho e o Uiraçu. Portanto, pode ser encontrado em fragmentos de florestas, matas em regeneração e ou em áreas urbanas arborizadas. Está largamente presente na Amazônia e na Mata Atlântica, assim como nas matas de galeria e matas secas do Cerrado. Costuma planar muito, sobrevoando a mata em círculos durante as horas mais quentes da manhã, aproveitando as correntes térmicas, e enquanto o faz pode vocalizar bastante, chamando atenção com seu assobio alto e melodioso. Vive solitário ou aos pares. É um caçador forte, se alimentando de animais arborícolas de pequeno a médio porte, principalmente mamíferos, como saguis e outros pequenos primatas, marsupiais, morcegos, esquilos e outros roedores, além de aves, como tucanos e araçaris (família Ramphastidae), araras (família Psittacidae) e aracuãs (família Cracidae), ocasionalmente também répteis. Costuma espreitar na mata a partir de um mesmo poleiro de preferência, se lançando ao avistar uma presa, e também pode capturar animais no solo, como preás. Faz seus ninhos com gravetos e galhos secos no alto das árvores, geralmente pondo até 2 ovos. Se reproduz entre agosto e dezembro, e o macho pode trazer alimento à fêmea e filhotes enquanto ela cuida do ninho. Assim como outras águias tropicais, o desenvolvimento de seus filhotes é lento, e os casais não se reproduzem todos os anos. Antes da reprodução, o casal faz belas exibições aéreas em conjunto, vocalizando bastante, planando alto em círculos e mergulhando, perseguindo um ao outro e se agarrando no ar pelas garras.

Descrição

Mede entre 58 e 66 cm de comprimento. Sua coloração é predominantemente preta, da cabeça à barriga e dorso. Suas pernas, pretas e finamente barradas de branco, são totalmente emplumadas, com exceção das patas, que são amarelas e com garras fortes. Possui um penacho em forma de coroa, com um pouco de branco na base das penas. Seu bico é robusto, e seu olho é alaranjado. Sua cauda larga e comprida é negra com três a quatro barras cinzentas, e suas asas são arredondadas, negras com uma padrão barrado de branco por baixo, bem marcado.

Distribuição

Ocorre do México ao sul do Brasil, extremo nordeste da Argentina e leste do Paraguai. No Brasil está presente em boa parte do território, principalmente nas regiões Norte, Sudeste, Sul e Centro-Oeste. No Nordeste está presente no Maranhão, norte do Piauí e do Ceará, litoral da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, e sul da Bahia.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), mas suas populações estão em declínio. Apesar de ser um tanto tolerante a alterações ambientais, ainda necessita de áreas extensas para manter populações saudáveis, principalmente se considerada sua baixa taxa reprodutiva, portanto é suscetível ao desmatamento e fragmentação excessiva das florestas, especialmente na Mata Atlântica.

Referências

Albano, C., Girão, W., Pinto, T. (2007). Primeiro registro documentado do gavião-pega-macaco, Spizaetus tyrannus, para o estado do Ceará, Brasil. Revista Brasileira de Ornitologia 15(1): 123-124.

 

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Gavião Pato

Spizaetus melanoleucus (Vieillot, 1816)

Nome(s) popular(es)

Gavião Pato, Apacanim, Apacanim Branco.

História Natural

O Gavião Pato é uma águia florestal rara, de hábitos pouco conhecidos. Habita uma diversidade de ambientes florestais, desde matas densas até áreas semiabertas e cerrados mais arbóreos, preferindo as florestas próximas de campos ou savanas, onde gosta de caçar. No Cerrado está presente principalmente nas matas de galeria, matas secas e cerradões, além de poder ser visto nos cerrados típicos, campos sujos e campos limpos. Vive solitário ou em pares, e costuma planar bastante, aproveitando as correntes térmicas das horas mais quentes das manhãs para se sustentar nas alturas, de onde tem uma boa visão da área e pode encontrar potenciais presas. É um predador ágil e poderoso, especializado em caçar aves. Além de buscar suas presas enquanto plana alto, pode espreitar em um poleiro exposto ou no interior da mata, investindo com um mergulho veloz ao encontrar uma, e geralmente as capturando em pleno ar. Assim, pode consumir uma variedade de aves, como Japus, Biguás, a Asa Branca e outros pombos (família Columbidae), o Pato Mergulhão, o Irerê e outros patos (família Anatidae), tucanos (família Ramphastidae), papagaios e periquitos (família Psittacidae), garças (família Ardeidae) e urus (família Odontophoridae). Ocasionalmente também pode capturar lagartos, anfíbios e pequenos mamíferos, inclusive primatas. Faz seus ninhos volumosos com gravetos e galhos secos, no alto de árvores grandes, onde geralmente põe um único ovo. Costuma reutilizar o ninho em diferentes ciclos reprodutivos. O macho fica responsável por trazer alimento à fêmea e ao filhote durante o início da reprodução, e o filhote fica dependente dos pais durante bastante tempo, por volta de um ano. Antes da reprodução, o casal faz belas exibições aéreas em conjunto, planando alto em círculos, perseguindo um ao outro e se agarrando no ar pelas garras.

Descrição

Mede de 53 a 61 cm de comprimento. Sua plumagem é branca na cabeça, pescoço, peito, barriga e pernas, que também são emplumadas. Suas costas e dorso das asas são pretos, assim como um penacho curto que possui no alto da cabeça. Seu olho é amarelo, envolto por uma mancha preta que forma uma espécie de máscara entre ele e a base do bico, que é de um laranja vivo com a ponta negra. Suas patas são amarelas, fortes e com garras compridas. Por baixo, suas asas e caudas são brancas com um padrão barrado de preto.

Distribuição

Ocorre de forma ampla porém descontínua, do México ao norte da Argentina. No Brasil está presente em boa parte do território, ausente apenas do extremo sul e da maioria da região Nordeste, nesta ocorrendo no sul da Bahia, Maranhão extremo oeste do Piauí.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações estão declinando, principalmente nas regiões de Mata Atlântica, e o desmatamento e degradação ambiental são suas principais ameaças.

Referências

Adams, D. B., & Williams, S. M. (2017). Fatal attack on a Rylands’ bald-faced saki monkey (Pithecia rylandsi) by a black-and-white hawk-eagle (Spizaetus melanoleucus). Primates, 58(2), 361–365.

 

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Zilio, F. (2017). Breeding biology and conservation of hawk-eagles (Spizaetus spp.) (Aves, Accipitridae) in southern Atlantic Forest, Brazil. Iheringia. Série Zoologia, 107.

Pato de Crista

Sarkidiornis sylvicola (Ihering & Ihering, 1907)

Nome(s) popular(es)

Pato de Crista, Pato Cachamorro, Pato do Mato, Putrião.

História Natural

Está associado a rios, lagos e pântanos, onde costuma pousar na vegetação ao redor. É nativo por todos os biomas brasileiros. Se alimenta de sementes e folhas de plantas aquáticas, pequenos peixes, vermes e outros invertebrados, apanhando o alimento diretamente ou filtrando a superfície da água. Vive em bandos, que podem ser vistos voando em fileira. Durante a reprodução, a crista do macho fica maior e suas cores mais vibrantes. O ninho é feito em cavidades de árvores, geralmente próximo à água.

Descrição

Mede entre 60 e 76 cm. O macho é bem maior que a fêmea e apresenta uma grande crista acima do bico, ambos pretos. Possui a cabeça branca manchada de preto, pescoço, peito e barriga brancos, dorso, laterais da barriga e asas preto brilhoso, podendo refletir tons de roxo, azul e verde.

Distribuição

Ocorre em praticamente todo o Brasil, sendo menos comum na região amazônica, com sua distribuição principal se estendendo até o sudeste do TO e MT e o leste do MA, ocorrendo também no Paraguai, Bolívia, norte do Uruguai e da Argentina, e em algumas regiões na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Suriname e nas Guianas.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), embora algumas populações demonstram sinais de declínio (IUCN), principalmente devido à caça e poluição.

Referências

BirdLife International 2016. Sarkidiornis sylvicola. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22724744A94877265. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22724744A94877265.en. Downloaded on 01 October 2019.

 

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Gavião Branco

Pseudastur albicollis (Latham, 1790)

Nome(s) popular(es)

Gavião Branco, Gavião Pombo da Amazônia.

História Natural

O Gavião Branco é um gavião incomum típico de florestas densas. Pode ser visto pousado no alto de uma árvore na beira da mata, onde se mantém observando os arredores, ou sobrevoando alto em círculos, aproveitando as correntes térmicas das horas mais quentes da manhã. No Brasil, é nativo principalmente da Amazônia, mas pode ser visto nas matas de galeria e matas ciliares mais densas do Cerrado. Se alimenta principalmente de répteis, notoriamente cobras, além de lagartos, como o Lagarto Preguiça, pequenos mamíferos, anfíbios, insetos e outras aves, como o Xexéu. Se desloca de galho em galho até encontrar uma presa, quando ataca com um voo rápido. Pode seguir grupos de Macaco Prego pela copa das árvores, possivelmente Quatis também, a fim de capturar cobras arborícolas ou insetos que possam se espantar por eles enquanto se movimentam. Não se sabe muito sobre sua reprodução, porém constrói ninhos com galhos secos no alto das árvores, onde põe geralmente apenas um ovo.

Descrição

Mede entre 43 e 56 cm de comprimento. Sua coloração é branca na cabeça, pescoço, peito e barriga, com um manto negro pelas costas e parte superior das asas, onde há pequenas manchas brancas. Suas asas são largas e possuem as bordas pretas com a área interna branca. Sua cauda, relativamente curta, possui a base branca, seguida de uma faixa preta no meio e outra faixa branca na ponta. Suas patas são amarelas, seu olho é castanho negro, e a região na base do seu bico é cinza azulado.

Distribuição

Sua ocorrência se estende do sul do México ao Brasil central, incluindo a América Central, Colômbia, Venezuela, Guianas, Suriname, leste do Equador, do Peru, e partes da Bolívia. No Brasil está presente principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, além do MA.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), mas suas populações podem estar diminuindo (IUCN). O desmatamento é uma grande ameaça para suas populações, visto que é típico de áreas densamente florestadas.

Referências

Beebe, W. (1944). Field notes on the lizards of Karbabo, British Guiana, and Caripito, Venezuela. Part 2. Iguanidae. Zoologica 29: 195-216.

 

BirdLife International. 2016. Pseudastur albicollis. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22695786A93527923. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22695786A93527923.en. Downloaded on 29 June 2020.

 

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Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.

 

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Zhang, S., & Wang, L. (2000). Following of brown capuchin monkeys by white hawks in French Guiana. The Condor, 102(1), 198-201.

Nós do Cerrado

Nós do Cerrado

Sinopse:
No documentário Nós do Cerrado, quatro moradores de Planaltina (DF) falam de suas experiências de vida e da arte com bordados, flores e enfeites do Cerrado. Patrimônio histórico, cultural e ambiental, inclusão social e geração de renda, criação de coletivos, tradição, modernidade e conservação do Cerrado são temas abordados nas vozes que traduzem a riqueza da arte construída com e no Cerrado.

Ficha Técnica
Direção: Regina Coelly, Cleon Homar. 
Produção Executiva:  Rita Andrade. 
Fotografia e montagem:  Cleon Homar.
Finalização: Daniel Prado. 
Mixagem de som: Bruno Sat’Anna.
Trilha Sonora: Duo Alvenaria. 
Músicas: Ely Janoville, Mariano Toniatti. 
Fotos:  Cleon Homar, Leopoldo Silva.

Bryconops alburnóides Kner, 1858. (Piaba)

Bryconops alburnoides Kner, 1858.

CP 5,2 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba, piabinha.

Tamanho

Até 6,5 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente insetos terrestres e aquáticos.

Nome Xavante:

Pe’adzarébewatsi.

Dimorfismo sexual secundário

Nas espécies B. cf. giacopinni e B. cf. melanurus, os machos maduros apresentam ganchos nas nadadeiras anal e pélvicas, i.e., as nadadeiras tornam-se ásperas. Ainda que não se tenha coletado indivíduos com esse dimorfismo, supõe-se que B. alburnoides também apresente tal característica em épocas de reprodução.

Usos e importância da espécie

Pode ser consumida como alimento, elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo comprido, estreito; osso maxilar muito longo, sua borda anterior forma um ângulo quase reto com a borda do pré-maxilar, curva-se abruptamente para trás e segue em linha aproximadamente paralela à do osso pré-maxilar; boca terminal, com duas séries de dentes multicúspides no pré-maxilar e uma série no dentário; quatro a seis dentes na série interna do pré-maxilar; linha lateral completa, 42-46 escamas; nadadeira dorsal amarelada (o que a diferencia facilmente de B. cf. giacopinni e B. cf melanurus); nadadeira caudal nua. Base da caudal com mancha negra que se estende até a extremidade dos raios caudais medianos; lobo superior da caudal amarelado (o que também a distingue prontamente de B. cf. giacopinni e B. cf. melanurus). Espécie frequente em riacho do PESA, afluente do rio das Mortes.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.89.

Astyanax xavante Garutti & Venere, 2009.(Piabinha)

Astyanax xavante Garitti & Venere, 2009.

CP 4,7 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba, piabinha.

Tamanho

Até 6,3 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Principalmente fragmentos de folhas, flores, frutos e sementes, insetos aquáticos e terrestres e larvas de insetos aquáticos.

Nome Xavante:

Pe’auptabi

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios; as fêmeas atingem maior porte que os machos.

Usos e importância da espécie

Potencial para aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo alto e comprimido lateralmente, recoberto por escamas ciclóides; boca terminal, com duas séries de dentes multicúspides no pré-maxilar e uma série no dentário; cinco dentes na série interna do pré-maxilar; linha lateral completa, 34 a 37 escamas (48 a 52 em A. elachylepis e Astyanax sp.1); 23 a 26 raios na nadadeira anal (26 a 35 em A. asuncionensis, 29 a 34 em Astyanax sp.1); nadadeira caudal nua. Mancha umeral vertical difusa ( horizontalmente ovalada em A. argyrimarginatus, A. asuncionensis e Astyanax sp.2); mancha negra nos raios caudais medianos. Espécie abundante no córrego Avoadeira, a montante da cachoeira Pé da Serra.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.88.

Mergulhão

Nome da espécie, autor e ano

Nome(s) popular(es)

Mergulhão Caçador, Peca Parra.

História Natural

Ave aquática relativamente comum que pode ser encontrada em diversos corpos de água doce de diversos biomas, especialmente aqueles com superfície aberta e vegetação aquática nas margens. Se mantém a maior parte do tempo flutuando sobre a água ou descansando próximo a ela. Se alimenta de peixes, sapos e girinos, crustáceos, insetos (besouros, libélulas, percevejos) adultos ou em estado larval, e até cobras aquáticas. Caça fazendo mergulhos que podem durar até 40 segundos, mas também pode pegar as presas sobre a vegetação aquática ou no ar. Pode ser predado pelo Jacurutu e pelo Falcão Peregrino. Faz volumosos ninhos flutuantes sobre a vegetação aquática, com gravetos, capim e juncos, onde põe de 4 a 6 ovos esbranquiçados. Em áreas tropicais pode se reproduzir o ano todo, mas principalmente entre setembro e dezembro.

Descrição

Mede entre 30 e 38 cm. Possui coloração geral cinzenta escura uniforme, com topo da cabeça e dorso mais escuros e um anel branco ao redor do olho. Fora da estação reprodutiva apresenta tons pardos e mais claros, com garganta esbranquiçada. Na estação reprodutiva, a garganta fica preta e surge uma faixa vertical preta marcante no meio do bico branco azulado, bem característica.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo do extremo sudoeste do Canadá ao sul da Argentina, incluindo as ilhas caribenhas, o Havaí e as ilhas Galápagos. No Brasil é mais abundante nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, ocorrendo em todos os estados destas e do Centro-Oeste. Na região Norte é escasso, podendo ser encontrado em algumas regiões de RR, AP e PA.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações se mostram estáveis (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Podilymbus podiceps. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22696574A93571798. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22696574A93571798.en. Downloaded on 09 November 2019.

 

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Wikiaves. Mergulhão-caçador. 2018. Disponível em: <https://www.wikiaves.com.br/wiki/mergulhao-cacador> Acesso em: 09 nov. 2019.

Caraúna

Plegadis chihi (Vieillot, 1817)

Nome(s) popular(es)

Caraúna.

História Natural

Ave associada a ambientes alagados, pode ser encontrada próxima a corpos de água doce, como rios, lagoas, pântanos e brejos, inclusive campos de plantio irrigado, como de arroz. É típica dos Pampas, Pantanal, Chacos Bolivianos e outras áreas úmidas, e ocorre no Cerrado principalmente nas regiões próximas a esses biomas, em campos alagados, veredas, matas de galeria e matas ciliares. Vive em bandos e se reúne às margens de rios e lagos. Se alimenta pela água rasa, capturando vermes, aranhas, insetos aquáticos, peixes, moluscos e crustáceos. Se reproduz em colônias, juntamente com outras aves aquáticas, e pode fazer seu ninho em árvores e arbustos, com galhos e ramos, ou no chão com junco, capim e plantas aquáticas, onde põe de 3 a 4 ovos azul esverdeados. O casal choca os ovos e cuida dos filhotes juntos. Seus ovos e filhotes podem ser predados pelo Socó Dorminhoco, Jacurutu, gaviões (família Accipitridae) e Guaxinins.

Descrição

Mede entre 46 e 66 cm de comprimento. Possui uma coloração marrom avermelhado escuro, com tons metálicos roxos e esverdeados na cabeça, pescoço, e principalmente no dorso e na asa, que é bem esverdeada. Seu bico é longo e curvo, de cor pálida rosada, e as patas são cinza rosado. Seu olho é vermelho, e durante a estação reprodutiva apresenta a pele da face nua e vermelha, com uma linha branca rodeando a face.

Distribuição

Possui duas regiões de ocorrência, uma na América do Norte, indo do México ao Canadá, e outra na América do Sul, estando presente no Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Argentina e Chile, a oeste dos Andes. No Brasil ocorre principalmente nos estados do Sul, além de SP, MS, sul de MG e de MT.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerada ameaçada (ICMBio e IUCN), e suas populações parecem estar aumentando (IUCN).

Referências

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Wikiaves. (2018). Caraúna. 2018. Recuperado em 10 de dezembro, 2019, de https://www.wikiaves.com.br/wiki/carauna