Brycon falcatus Müller & Troschel, 1844. (voadeira)

Brycon falcatus Müller & Troschel, 1844

CP 18,5 cm

Nome(s) popular(es):

Voadeira.

Tamanho

Até 37,0 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Ingerindo peixes, crustáceos, insetos aquáticos e terrestres, pedaços de folhas, flores, frutos e sementes.

Nome Xavante:

Pehöire’a.

Dimorfismo sexual secundário

Os machos maduros geralmente apresentam ganchos nas nadadeiras anal e pélvicas, i.e., as nadadeiras tornam-se ásperas. É caráter transitório.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento, principalmente os jovens representam bom potencial para a aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo relativamente alongado, forte, recoberto por escamas ciclóides; boca terminal, com três séries de dentes multicúspides no pré-maxilar e duas no dentário, sendo a externa composta por dentes multicúspides e a interna composta por um par de dentes cônicos pequenos junto a sínfise e afastada dele. Posteriormente, uma fileria de dentes cônicos muito pequenos e pouco visíveis; linha lateral completa, 51-64 escamas; nadadeira caudal nua. Corpo prateado, mancha umeral negra, caudal negra transversal e alaranjada nos raios medianos; adiposa avermelhada; mancha avermelhada sobre a pupila. Espécie rara nos cursos superiores, frequente nos médios e abundantes nos inferiores dos riachos e córregos do PESA, principalmente nos períodos de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.64.

Cachoeira 3 quedas – Brotas, São Paulo

Cachoeira 3 quedas - Brotas, São Paulo

Local: Cachoeira 3 quedas – Brotas, São Paulo

 

Descrição do local: Localizada no centro do estado de São Paulo, Brotas é o lugar perfeito para quem procura descanso, natureza e gastronomia. E nesse cenário se encontra a Cachoeira 3 Quedas, um sítio turístico com tudo o que você precisa para uma viagem inesquecível. 3 lindas cachoeiras, opções de hospedagem para todos os gostos, culinária da fazenda com ecoturismo e turismo de aventura.

 

Como chegar: Rodovia Luiz Benedito Pinto dos Santos, BR-040, Km: 17 Patrimônio, Brotas – SP, 17390-000.

 

Dicas: Para você que está planejando uma viagem para Brotas, o Eco Parque Cachoeira 3 Quedas oferece diferenciadas formas de hospedagem.

 

Tirolesa: Oferecem uma incrível Tirolesa com cabo duplo de 500 metros de extensão em um lance único. 

Valor: R$ 50,00 por pessoa – Sem Day-use R$ 60,00 por pessoa.

 

Passeio a cavalo: O passeio é de aproximadamente 40 minutos dentro do nosso sítio e conta com instrutor especialmente treinado que garante total segurança para toda a família. Incluso Seguro. 

Duração: 40 minutos Distância percorrida: 2,5 km 

Valor: R$ 60,00 por pessoa – Sem Day-use R$ 70,00 por pessoa.

 

Canionismo: O Canionismo é um esporte radical que consiste na exploração progressiva de um rio, transpondo obstáculos através de diversas técnicas de rapel. Eles exploram as cachoeiras da Andorinha e da Figueira, de 20 e 47 metros de altura, com muita segurança e diversão. 

Valor: R$ 205,00 por pessoa.

 

Passeio do buggy: Disponível porém é necessário agendar para saber os valores.

 

Pesca recreativa: Essa é uma das atividades de lazer que muitos pais adoram praticar.

Valor: R$ 10,00 por dia por pessoa (incluí uma vara e ração). Mas vale lembrar que a nossa pesca recreativa funciona no modelo pesque e solte. 

 

Atendimento:
Das 08h às 22h
(14) 3653-6215 | (14) 99157-2278
(Claro/WhatsApp)

 

Cachoeira Andorinha:

 

Cachoeira Andorinha - Cachoeira 3 Quedas

Cachoeira Figueira:

 

Cachoeira Figueira - Cachoeira 3 Quedas

 

Cachoeira da Nascente:

 

Cachoeiras em Brotas | Cachoeira 3 Quedas

 

Atividades:

 

Fonte: https://cachoeira3quedas.com.br/

Cachoeira Saltão – Itirapina, São Paulo

Cachoeira Saltão - Itirapina, São Paulo

Local: Cachoeira Saltão – Itirapina, São Paulo 

 

Descrição do local: Os amantes da natureza encontram na Cachoeira Saltão um dos cenários mais belos que a natureza local oferece. São 75 metros de altura de uma deslumbrante queda d’água. Um banho nas águas dessa cachoeira é como uma injeção de ânimo, trazendo de volta aquela animação e energia que deixamos no dia a dia de responsabilidades, trabalhos e pressões.

 

Como chegar: 

Rota São Paulo – Cachoeira Saltão

 

Via Rodovia Anhanguera: Saindo pela Rodovia Anhanguera, siga até Limeira. Passando pela cidade, logo após o pedágio, acesse à Rodovia Washington Luiz saída 153 no sentido Rio Claro – São Carlos.

 

Via Rodovia dos Bandeirantes: Partindo da Rodovia dos Bandeirantes, siga até Cordeirópolis e acesse a Rodovia Washington Luiz (saída 168), sentido Rio Claro – São Carlos.

 

Dicas: Está incluso em seu Day Use, visitação na Cachoeira Saltão, Cachoeira Monjolinho e Cachoeira Ferradura.

 

Valor por pessoa: R$ 35,00. Crianças de 6 a 10 anos pagam R$ 20,00.

 

Oferecemos cortesia para crianças de 0 a  5 anos (desde que acompanhadas dos responsáveis).

Temos disponíveis alguns quiosques com churrasqueira que podem ser utilizados sem custo por ordem de chegada.

 

Cachoeira do Saltão:

 

Cachoeira Monjolinho:

 

Cachoeira Ferradura: 

 

Fonte: https://www.saltao.com.br/cachoeira-saltao

Edital de Seleção de Bolsistas – Museu do Cerrado

Edital de seleção de bolsistas para compor o projeto Museu do Cerrado

EDITAL DE SELEÇÃO DE BOLSISTAS PARA COMPOR O PROJETO MUSEU DO CERRADO

Edital nº 01/2021 do Programa  Institucional de Bolsas de Extensão – (PIBEX-DEX)

1.   REQUISITOS

2.1.  Ser estudante devidamente matriculado(a) em curso de Licenciatura ou Bacharelado de Pedagogia, Química, Computação

e Design da Universidade de Brasília.

2.2.     Não possuir pendências acadêmicas ou administrativas relacionadas aos compromissos assumidos anteriormente em eventos, projetos ou programas.

2.3.     Ter disponibilidade de 15 (quinze) horas semanais para realizar as atividades do projeto, incluídas planejamento, estudo, avaliação e atividades em geral. Devido à pandemia, serão necessárias atividades não presenciais, possivelmente via videoconferência, não excedendo 15 (quinze) horas semanais.

2.4.     Caso haja retorno das atividades presenciais da Universidade de Brasília, o estudante deverá ter disponibilidade para continuar com o estabelecido no plano de trabalho dentro do projeto.

2.5.  Não receber bolsa PIBEX ou quaisquer outras remunerações em programas institucionais, exceto assistência estudantil.

2.6.  Em caso de seleção, o bolsista deverá participar, em 2021, de, pelo menos, uma atividade de extensão (evento, projeto, programa ou semana universitária) organizada pelo DEG ou DEX.

2.       DAS BOLSAS E VAGAS

3.1.    Serão ofertadas 02 (duas) bolsas de extensão por projeto, 2 remuneradas e financiadas pelo Decanato de Extensão e Decanato de Ensino de Graduação.

3.2.  A bolsa tem o valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) mensais, a ser paga no mês subsequente ao exercício as atividades.

3.3.   A vigência das bolsas será a partir de maio de 2021 e o término em outubro de 2021, condicionadas à disponibilidade de orçamento do DEG e DEX.

3.4.    Caso haja disponibilidade financeira, as bolsas poderão ser estendidas para os meses de novembro e dezembro de 2021.

3. DAS INSCRIÇÕES, SELEÇÃO E RECURSO

4.1. Para a submissão da inscrição o(a) discente deverá realizar sua inscrição no SIGAA, da seguinte forma: SIGAA >> Módulos >> Portal Discente. Ao realizar esse procedimento, o sistema SIGAA abrirá novamente a tela de Login e Senha. Depois do Login, clicar em “Bolsa”, selecionar “Oportunidade de Bolsa”, clicar em “Pesquisar o projeto”, e iniciar a inscriçãoacessando o ícone de inscrição, preencher o campo “Qualificação”, com os requisitos especificados neste Edital e incluir o link do Currículo Lattes.

4.2.    Os requisitos de inscrição deste Edital estão especificados no item. 2.

4.3.    Os(as) candidatos(as) inscritos(as) até o dia e horário especificados no item 6 receberão resposta automática do SIGAA por e-mail confirmando a inscrição. O candidato deverá verificar sua caixa de Spam.

4.4.    A responsabilidade pela inscrição é somente do(a) discente interessado(a).

4.5.      A documentação apresentada e demais informações são de inteira responsabilidade do(a) discente, que responderá por quaisquer aspectos relativos à falsidade de informações.

4.6.    Ao se inscrever para esta Chamada Pública, o(a) candidato(a) concorda ter lido todos os itens desta Chamada Pública e também do EDITAL CONJUNTO DEX/DEG/CIL N° 01/2021, divulgado no site do Decanato de Ensino de Graduação (DEG).

4.7.  O(a) candidato(a) à bolsista no projeto Museu do Cerrado deverá obrigatoriamente consultar o resultado acessando o SIGAA → Módulos → Portal do Discente → Extensão → Visualizar Resultados das Inscrições.

4.8.     Do resultado do julgamento caberá pedido de reconsideração, que deverá ser encaminhado para o e- mail museudocerrado.unb@gmail.com do projeto nos prazos estabelecidos no cronograma do item 6 e no item 7.

4.9.   Ao se inscrever para este Edital, a/o candidata/o concorda com todos os itens nele presentes.

 

Edital completo: http://www.fe.unb.br/images/extensao/editais-e-chamadas/2021/EDITAL_DE_SELEO_DE_BOLSISTAS_PARA_COMPOR_O_PROJETO_MUSEU_DO_CERRADO.pdf

Brasília Ambiental e UnB reforçam ações em parceria

Brasília Ambiental e UnB reforçam ações em parceria

Autarquia e Museu do Cerrado trabalham juntos na busca de soluções de problemas socioambientais locais

O Instituto Brasília Ambiental e a Universidade de Brasília (UnB) firmaram parceria para trabalhar em prol de benefícios para o meio ambiente do Distrito Federal. O instituto atua por meio da Unidade de Educação Ambiental (Educ); a UnB, pelo Museu do Cerrado. Ambos estão no Comitê Interinstitucional de Educação Ambiental (Ciea) com a tarefa de construir canais de diálogo para a efetiva implantação da Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea).

Um dos principais ganhos que o trabalho conjunto dos dois órgãos proporciona é a divulgação das ações da Educ do Brasília Ambiental. Todo o material educativo produzido é amplamente divulgado pelo Museu do Cerrado. Estão lá, à disposição da visitação virtual pela população, publicações como Guia de Parques, Guia de Unidades de Conservação, Manual do Biodetetive e todos os cartazes da coleção Eu Amo o cerrado, como Flores do cerrado, Aves do cerrado e Peixes do cerrado, entre outros.

“Essa parceria se propõe a divulgar, deixar mais conhecida a biodiversidade do nosso cerrado”

Marcus Paredes, chefe da Educ/Brasília Ambiental

O chefe da Educ, Marcus Paredes, explica que a educação ambiental é uma atividade multissetorial e multi-institucional, ou seja, todos podem fazer, desde que bem-orientados. “Partindo desse princípio, o objetivo principal dessa parceria é fazer com que as ações de EA [educação ambiental] tenham maior visibilidade e, dessa forma, sejam multiplicadas”, afirma. “Não preservamos aquilo que não amamos e não amamos aquilo que não conhecemos. Então, tendo a possibilidade de conhecer, a chance de gostarmos é bem maior, e essa parceria se propõe a divulgar, deixar mais conhecida a biodiversidade do nosso cerrado”.

Atuação conjunta

 

A diretora-geral do Museu do Cerrado, Rosângela Corrêa, ressalta a importância do trabalho conjunto. “Trabalhamos há anos com o Brasília Ambiental”, diz. “Não é preciso a assinatura de um contrato para que a parceria aconteça, até porque estamos juntos em diferentes instâncias de ação pública. Toda parceria é fundamental para fortalecermos as ações coletivas que são necessárias na solução dos problemas socioambientais locais”.

“O nosso museu não fecha portas, então temos que estar continuamente atualizando informações, notícias, exposições”

Rosângela Corrêa, diretora do Museu do Cerrado

Na avaliação da gestora, o trabalho desenvolvido pelo Brasília Ambiental tem sido produtivo. “A divulgação desse trabalho no Museu do Cerrado amplia seu campo de ação, já que temos 11 mil acessos por mês de brasileiros e pessoas de outros países”, destaca.

Centro de referência 

 

O Museu do Cerrado é uma iniciativa da área de Educação Ambiental e Ecologia Humana da Faculdade de Educação da UnB. Foi criado em 18 de junho de 2017. Tem como missão ser um centro de referência nacional sobre o sistema biogeográfico do cerrado para divulgar e preservar os conhecimentos científicos, os saberes e os fazeres populares acerca da sociobiodiversidade, contribuindo para a formação de profissionais e cidadãos comprometidos com a cultura do cuidado e da sustentabilidade desse bioma.

Criado no ambiente virtual, o Museu do Cerrado tem o objetivo de alcançar o maior número de pessoas com diferentes idades e nichos. “Agora, com a pandemia, em que as pessoas devem ficar em casa, sempre que possível, os museus virtuais tomaram uma dimensão muito importante, pois mais pessoas estão interessadas em nos visitar”, observa Rosângela Corrêa. “O nosso museu não fecha portas, então temos que estar continuamente atualizando informações, notícias, exposições”.

O museu interage com a sociedade por meio de lives, exposições presenciais e virtuais, podcast, redes sociais – como Instagram e Facebook –  e correspondência com o público. É um espaço aberto para divulgação de informações/ações/projetos para a conservação, preservação, recuperação, valorização do patrimônio ecológico, arqueológico e cultural das tradições culturais dos povos do cerrado. Para tanto, oferece conteúdos audiovisuais, artigos, teses, livros, documentos, manifestações artísticas, materiais pedagógicos, entre outros trabalhos produzidos sobre o bioma.

Inhambu de Cabeça Vermelha

Tinamus major (Gmelin, 1789)

Nome(s) popular(es)

Inhambu de Cabeça Vermelha, Inhambuaçu, Inhambu Galinha (AM), Inhambu Grande, Inhambu Serra, Inhambu Toró, Macuco do Pantanal, Inhambuzão.

História Natural

É uma espécie florestal rasteira, vivendo no chão e pernoitando em galhos baixos. Está presente tanto em áreas de terra-firme quanto de várzea da Amazônia, além de outras florestas tropicais e subtropicais ao norte desta. Pode ser vista ocasionalmente em matas de galeria do Cerrado próximas à Amazônia, em áreas de ecótono (transição de biomas), como no norte do MT. Onívoro, se alimenta de frutas, bagas e sementes (principalmente da família Sapothaceae, Myrtaceae, Annonaceae e Lauraceae), além de pequenos invertebrados, como vermes e insetos. Os adultos podem ser predados por Onças e Jaguatiricas, e seus ovos podem ser comidos por cobras, Quatis, Iraras, Queixadas e Saruês. Fazem ninhos rasteiros, e os ovos possuem uma coloração verde azulada vibrante.

Descrição

Mede entre 40 e 46 cm. Possui coloração no geral parda, com face e pescoço acinzentados, garganta e barriga mais claras, topo da cabeça ruivo e dorso marrom com pequenas estrias pretas.

Distribuição

Sua distribuição abrange toda a Amazônia, indo do norte do MT e da Bolívia até o sudeste da Venezuela, estando presente na Colômbia, nas Guianas, no Suriname, no leste do Peru e do Equador, bem como no norte deste e no oeste da Colômbia, se estendendo até o sudeste do México.

Conservação

Pouco preocupante: é considerado não ameaçado no Brasil (ICMBio) e quase ameaçado globalmente (IUCN), pois suas populações vêm diminuindo, principalmente devido à perda de habitat e caça.

Referências

BirdLife International 2017. Tinamus major (amended version of 2016 assessment). The IUCN Red List of Threatened Species 2017: e.T22678148A110915916. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2017-1.RLTS.T22678148A110915916.en. Downloaded on 11 September 2019.

 

Cabot, J., Jutglar, F., Garcia, E.F.J., Boesman, P. & Sharpe, C.J. (2019). Great Tinamou (Tinamus major). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52412 on 11 September 2019).

 

Brennan, P. L. R. Clutch predation in great tinamous Tinamus major and implications for the evolution of egg colour. Journal of Avian Biology 41(4): 419-426. 2010.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

 

Sick, H. (1997). Ornitologıa brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

 

Silva, J. M. C. da (1995). Birds of the cerrado region, South America. Steenstrupia, 21(1), 69-92.

 

Weckel, W., et al. Jaguar (Panthera onca) feeding ecology: distribution of predator and prey through time and space. Journal of Zoology 270(1): 25-30. 2006.


Wikiaves. Inhambu-de-cabeça-vermelha. 2019. Disponível em: <https://www.wikiaves.com.br/wiki/inhambu-de-cabeca-vermelha> Acesso em: 11 set. 2019.

Socó Boi Escuro

Tigrisoma fasciatum (Such, 1825)

Nome(s) popular(es)

Socó Boi Escuro, Socó Jararaca.

História Natural

Ave arredia associada a rios pedregosos, é incomum ou rara, e por isso não se conhece muito a fundo seus hábitos. Está presente em áreas preservadas, e habita córregos e rios límpidos de fundo rochoso com margens florestadas, especialmente aqueles em áreas de altitude e com corredeiras, ao contrário do Socó Boi, que prefere águas paradas. É bastante sensível a distúrbios humanos, e as populações ao longo de sua distribuição parecem estar bem isoladas. No Cerrado pode ser encontrado nas matas de galeria e matas ciliares que circundam tais rios. Se alimenta principalmente de peixes, além de insetos, como libélulas, e possivelmente sapos. Caça esperando pacientemente pela presa nas margens ou sobre rochas na água. Se reproduz em ninhos feitos com gravetos em cima de árvores próximas à água.

Descrição

Mede entre 61 e 71 cm de comprimento. De coloração escura, possui um padrão tigrado de estrias claras amareladas sobre um pardo enegrecido, quase preto, na cabeça, face, laterais e dorso do pescoço e peito, assim como costas e asas. Possui uma faixa vertical marrom descendo da garganta até o peito, ladeada por uma faixa clara de cada lado, com o peito e barriga castanho acanelado bem claro. Bico e pernas escuros. Íris e região da face entre o olho e o bico amarela.

Distribuição

Ocorre da Costa Rica à Argentina, incluindo Panamá, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia e Paraguai. No Brasil ocorre no MT, MS, GO, RR, AP, RJ, SP, PR, SC e RS.

Conservação

Vulnerável: é considerado como vulnerável no Brasil (ICMBio), e como pouco preocupante globalmente (IUCN). Devido à especificidade de seu hábitos de vida e comportamento arredio, é uma espécie sensível a perturbações ambientais, e suas principais ameaças são a destruição de habitat, assoreamento dos rios, contaminação por defensivos agrícolas, construção de hidroelétricas e turismo desordenado.

Referências

BirdLife International 2017. Tigrisoma fasciatum (amended version of 2017 assessment). The IUCN Red List of Threatened Species 2017: e.T22697264A118863107. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2017-3.RLTS.T22697264A118863107.en. Downloaded on 29 November 2019.

 

Fasciated Tiger-Heron (Tigrisoma fasciatum), In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. retrieved from Neotropical Birds Online: https://neotropical.birds.cornell.edu/Species-Account/nb/species/father1

 

Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume III – Aves. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 709p. 

 

Martínez-Vilalta, A., Motis, A. & Kirwan, G.M. (2019). Fasciated Tiger-heron (Tigrisoma fasciatum). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52715 on 29 November 2019).

 

Sick, H. (1997). Ornitologıa brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

 

Silva, J. M. C. da (1995). Birds of the cerrado region, South America. Steenstrupia, 21(1), 69-92.


Wikiaves. Socó-boi-escuro. 2018. Disponível em: <https://www.wikiaves.com.br/wiki/soco-boi-escuro> Acesso em: 29 nov. 2019.

Curicaca Real

Theristicus caerulescens (Vieillot, 1817)

Nome(s) popular(es)

Curicaca Real, Maçarico Real, Curicaca Cinza.

História Natural

Ave típica de ambientes abertos e campestres. É nativa do Pantanal, dos Pampas, Chacos Bolivianos e algumas regiões do Cerrado, principalmente as mais próximas desses outros biomas. Pode ser vista em campos alagados e secos, brejos, nas margens de lagoas e em lavouras. No Cerrado ocorre nos campos sujos, campos úmidos e savanas mais ralas. Não costuma se juntar a outras aves associadas a ambientes alagados, e nem ocorre em grande grupos, normalmente vivendo aos pares ou solitária. Vocaliza bastante, e seu canto potente é bastante comum no Pantanal. Busca seu alimento caminhando lentamente sobre a água rasa ou pela vegetação ribeirinha enquanto vasculha o fundo lamacento com o bico comprido, capturando insetos, caramujos, e eventualmente peixes. Se reproduz entre agosto e setembro, fazendo seu ninho de gravetos sobre uma árvore próxima à água.

Descrição

Mede entre 71 e 76 cm de comprimento. Sua coloração geral é cinza. Seu bico é negro, longo, fino e curvo. Possui uma pequena mancha branca na testa, e seus olhos são alaranjados. Possui uma crista espessa na nuca e pescoço, que se mantém abaixada. Seu peito e barriga são de um cinza mais claro. Sobre as asas e dorso possui manchas de tons castanhos e ligeiramente azulados. Suas patas são avermelhadas.

Distribuição

Ocorre no norte e sudeste da Bolívia, no Paraguai, Uruguai, nordeste da Argentina e Brasil. No Brasil, está presente na região Sul e nos estados MS, MT, MG e RO.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerada ameaçada (ICMBio e IUCN), e suas populações se mostram estáveis.

Referências

BirdLife International 2016. Theristicus caerulescens . The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697435A93613867. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697435A93613867.en. Downloaded on 21 December 2019.

 

Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 4162 p.

 

Keppeler, F. W., et al. The role of deterministic factors and stochasticity on the trophic interactions between birds and fish in temporary floodplain ponds. Hydrobiologia 773(1): 225–240, 2016.

 

Matheu, E., del Hoyo, J., Bonan, A., Garcia, E.F.J. & Boesman, P. (2019). Plumbeous Ibis (Theristicus caerulescens). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52767 on 21 December 2019).

 

Plumbeous Ibis (Theristicus caerulescens), In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. retrieved from Neotropical Birds Online: https://neotropical.birds.cornell.edu/Species-Account/nb/species/pluibi1

 

Sick, H. (1997). Ornitologıa brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

 

Silva, J. M. C. da (1995). Birds of the cerrado region, South America. Steenstrupia, 21(1), 69-92.


Wikiaves. Curicaca-real. 2018. Disponível em: <https://www.wikiaves.com.br/wiki/curicaca-real> Acesso em: 20 dez. 2019.