Gavião Preto

Urubitinga urubitinga (Gmelin, 1788)

Nome(s) popular(es)

Gavião Preto, Cauã (MG), Gavião Caipira, Gavião Fumaça, Tauató Preto, Urubutinga.

História Natural

Gavião relativamente comum, costuma estar associado a ambientes úmidos, como brejos e pântanos, além de bordas de mata e formações savânicas, principalmente na proximidade da água. Também é encontrado em ambientes alterados, como pastos e parques com corpos d’água. No Cerrado pode ser visto em uma diversidade de ambientes, como em bordas de matas de galeria e matas ciliares, em cerradões e cerrados densos, veredas e campos alagados. Gosta de se empoleirar em galhos secos, e pode ser visto planando alto, aproveitando as correntes térmicas para se sustentar no ar. Quando caça, costuma partir de um poleiro, mas pode voar por dentro da mata a procura de presas. É um predador poderoso, e sua dieta é bem variada, se alimentando de roedores, morcegos e outros pequenos mamíferos, aves, tanto adultos quanto filhotes e ovos, lagartos e cobras, anfíbios, até peixes, caranguejos, e eventualmente frutas, como o Cajá Mirim. Pode procurar queimadas para capturar os animais em fuga ou mortos pelo fogo. Entre suas presas, pode-se citar Jararacas, Suindara, Asa Branca, Xexéu, Saruê, Mico Estrela e Macaco de Cheiro. Faz seu ninho com gravetos no alto de árvores, geralmente próximo a corpos d’água, pondo de 1 a 2 ovos.

Descrição

Mede entre 51 e 63 cm de comprimento. Sua coloração é totalmente preta, com leves tons castanhos no dorso. Possui a base da cauda branca até a metade, com uma fina faixa branca na ponta. A base de seu bico é amarela, assim como suas patas. Por sua coloração preta, pode lembrar o Gavião Urubu, este porém possui uma ou mais barras brancas na cauda, e o Gavião Preto costuma ser um pouco maior e tem um bico mais robusto.

Distribuição

Sua distribuição é ampla e se estende do Uruguai e nordeste da Argentina até o norte do México, incluindo boa parte da América Central e da América do Sul a leste dos Andes. No Brasil está presente em quase todo o território, sendo menos comum na região Nordeste.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações aparentam estar estáveis (IUCN).

Referências

BirdLife International. 2016. Buteogallus urubitinga. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22695827A93529071. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22695827A93529071.en. Downloaded on 21 May 2020.

 

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Gavião Caboclo

Heterospizias meridionalis (Latham, 1790)

Nome(s) popular(es)

Gavião Caboclo, Gavião Casaca de Couro, Gavião Telha, Gavião Pardo, Gavião Tinga e Gavião Paracatejê (PA), Gavião Fumaça (MT), Gavião Mariano (CE).

História Natural

Gavião comum típico de áreas abertas, especialmente próximos de água, habita campos, savanas, banhados, manguezais e bordas de mata, e pode ser visto em pastagens ou áreas urbanas arborizadas. Não frequenta o interior de matas ou florestas densas, estando presente apenas em algumas regiões da Amazônia. É bem típico do Cerrado, Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica, Pampas, dos Chacos Bolivianos e dos Llanos Venezuelanos. No Cerrado pode ser visto nos campos sujos e campos limpos, nos cerrados típicos, cerradões e veredas, além das bordas de matas de galeria e matas ciliares. Costuma planar, aproveitando as correntes de ar quente para se sustentar no ar, mas também pode ficar pousado por muito tempo em um local com boa visão dos arredores, descansando ou em busca de presas, se empoleirando em árvores, cupinzeiros, e mesmo cercas e postes, ou até no chão. É um caçador oportunista e astuto, se alimentando de uma variedade de animais, como pequenos mamíferos, outras aves, anfíbios, lagartos, cobras, aranhas e insetos, até caranguejos. Pode capturar presas em pleno ar, partindo de um poleiro ou seguindo pelo chão. Costuma se aproveitar de queimadas para caçar, ficando em um galho à frente do fogo para pegar os animais espantados por ele, ou seguindo as chamas por trás para consumir os animais queimados ou machucados, chegando a se aproximar a apenas alguns metros das chamas. Também pode tentar roubar a comida de outras aves, como cegonhas (família Ciconiidae) e garças (família Ardeidae). Costuma ser territorialista, mantendo e defendendo uma área de caça contra outros Gaviões Caboclos, porém quando a comida é abundante, pode tolerar a presença de outros gaviões (família Accipitridae) e até se manter em grupos. Na época reprodutiva, entre julho e novembro, o casal se comunica de forma constante com um assobio fino e longo, repetidamente. Faz seu ninho com gravetos em árvores baixas ou palmeiras, pondo de 1 a 2 ovos.

Descrição

Mede entre 50 e 61 cm de comprimento. Possui uma coloração geral castanho pardo, com um padrão finamente barrado no pescoço, peito e barriga. Suas costas e dorso das asas são escuros. Suas asas são castanho avermelhado com as margens negras, e a cauda é preta com uma faixa branca. Seu olho é castanho, e a base do bico, assim como as pernas, são amarelas.

Distribuição

Sua ocorrência se estende pela América do Sul, ocorrendo na Colômbia, Venezuela, Guianas e Suriname, sudoeste do Equador e extremo noroeste do Peru, Bolívia, Brasil, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina, além do Panamá. No Brasil está presente em boa parte do território, sendo mais escasso na região Norte.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações podem estar aumentando (IUCN), talvez por estar se beneficiando com o desflorestamento em algumas regiões.

Referências

Bierregaard, R. O. and G. M. Kirwan (2020). Savanna Hawk (Buteogallus meridionalis), version 1.0. In Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, D. A. Christie, and E. de Juana, Editors). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. https://doi.org/10.2173/bow.savhaw1.01

 

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Gavião Caramujeiro

Rosthramus sociabilis (Vieillot, 1817)

Nome(s) popular(es)

Gavião Caramujeiro, Gavião Aruá (AP).

História Natural

Gavião associado a ambientes úmidos e alagados, frequenta brejos, lagos, rios, pântanos e banhados. É localmente comum, o que significa que nas áreas em que ocorre, se encontra de forma abundante, além de ser facilmente observado devido a seus hábitos extremamente sociáveis e por pousar em poleiros altos e expostos. No Cerrado habita veredas, campos alagados, matas de galeria e matas ciliares. Sua dieta é uma das mais especializadas dentre todos os gaviões (família Accipitridae), pois se alimenta quase que exclusivamente de caramujos aquáticos. Quando os caramujos estão mais escassos, também pode se alimentar de caracóis de água doce e caranguejos. Seu bico delgado e bastante curvo é muito bem adaptado para retirar o corpo mole dos caramujos de dentro da concha sem quebrá-la, diferentemente do Gavião Caracoleiro, que também se alimenta de caramujos mas que, porém, costuma quebrar a concha para retirar os moluscos de dentro, além de possuir uma dieta mais variada que o Gavião Caramujeiro. Costuma voar lento e baixo sobre os brejos, à procura de um caramujo, e ao encontrá-lo o captura com uma pata e voa até um poleiro habitual onde vai repetidamente, para se alimentar, deixando um amontoado de conchas vazias largadas abaixo. Seus hábitos sociáveis também são notáveis, pois se reúne em grandes grupos de até centenas de indivíduos para passar a noite em poleiros, se alimentar ou para buscar outro lugar onde os caramujos estejam mais abundantes, quando os gaviões podem ser vistos planando alto. Já foi observado um grupo com cerca de 1000 indivíduos. Faz seus ninhos com gravetos em cima de arbustos ou árvores, nas proximidades da água e em grandes colônias, pondo de 2 a 3 ovos.

Descrição

Mede entre 40  48 cm de comprimento. Sua característica mais notável é o bico, bem afilado e muito curvo na ponta, terminando num gancho proeminente. Suas garras também são finas e compridas. A coloração é diferente entre os sexos. O macho possui plumagem praticamente toda preta, com a base do bico e a pele nua entre este e o olho amarelo vivo bem contrastante. Seu olho é vermelho e as patas são amarelo alaranjado. Sua cauda possui a base branca, seguida de uma larga faixa preta e terminada em pontas brancas. A fêmea possui uma coloração menos uniforme, de um marrom escuro com padrões estriados de castanho nas costas e nuca, face e garganta cremes, com uma faixa escura se estendendo atrás do olho até a nuca, e peito e barriga estriados de creme e marrom escuro.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo no extremo sudeste dos Estados Unidos, partes do México e da América Central, e grande parte da América do Sul, da Colômbia ao Uruguai e Argentina. No Brasil está presente em todo o território.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações aparentam estar aumentando (IUCN).

Referências

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Gavião Belo

Busarellus nigricollis (Latham, 1790)

Nome(s) popular(es)

Gavião Belo, Gavião Velho, Gavião Padre, Gavião Panema, Gavião Lavadeira (MT), Gavião Balaio (AM).

História Natural

Gavião típico de áreas úmidas e alagadas, principalmente aquelas não muito fundas, sendo relativamente comum nos locais onde está presente. Frequenta as margens de lagoas, brejos, pântanos, manguezais, e até represas e barragens. É nativo da Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado, e diversos outros biomas tropicais e subtropicais das Américas, especialmente o Pantanal. No Cerrado pode ser visto em matas de galeria, matas ciliares, veredas e campos alagados. Costuma aproveitar correntes de ar quente para se sustentar no ar e planar alto, porém na maior parte do tempo fica empoleirado em um galho baixo, próximo da água, à espera de que uma presa apareça, pois se alimenta principalmente de peixes. Ao detectar um peixe próximo à superfície, ou entre a vegetação aquática, se lança do poleiro e o captura com os pés. Suas garras são finas e compridas, e a sola de seus dedos possuem pequenos espinhos, para auxiliar a agarrar suas presas escorregadias. Diferente da Águia Pescadora, que pode mergulhar e pegar peixes mais a fundo, o Gavião Velho os captura próximos da superfície da água em voos rasantes, molhando apenas as patas. Apesar da dieta especializada, também pode se alimentar de insetos aquáticos, anfíbios, filhotes de aves, crustáceos e caramujos, e eventualmente pequenos roedores, lagartos, cobras, e até filhotes de jacarés. Faz seu ninho com gravetos, construído por ambos os pais, no alto de árvores próximas da água, e põe de 1 a 2 ovos cinzentos. O casal pode reutilizar o mesmo ninho, o qual mantém reforçando, e realizam voos acrobáticos em conjunto durante a estação reprodutiva, subindo, descendo e circulando no ar.

Descrição

Mede entre 46 e 53 cm de comprimento. Possui a cabeça esbranquiçada, bem contrastante com o resto do corpo, de cor castanho avermelhado vivo. No seu pescoço há um colar negro que separa o branco da cabeça do castanho do peito, que é um pouco mais claro que no resto do corpo. As penas de voo da sua asa são negras, assim como as da cauda, que possuem finas faixas alaranjadas. Suas asas são largas e arredondadas, e sua cauda é relativamente curta.

Distribuição

Está presente na maior parte da América do Sul e Central. Sua distribuição se estende do México a até o Uruguai e nordeste da Argentina. No Brasil está presente em praticamente todo território.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações podem estar diminuindo (IUCN), sendo que a deterioração de áreas úmidas é sua principal ameaça.

Referências

Bierregaard, R. O., G. M. Kirwan, and P. F. D. Boesman (2020). Black-collared Hawk (Busarellus nigricollis), version 1.0. In Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, D. A. Christie, and E. de Juana, Editors). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. https://doi.org/10.2173/bow.blchaw1.01

 

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Sovi

Ictinia plumbea (Gmelin, 1788)

Nome(s) popular(es)

Sovi, Gavião Sauveiro, Gavião Pombinha (RS).

História Natural

Ave rapinante comum típica de áreas florestadas. Pode ser visto no interior e na borda das matas, empoleirado em galhos expostos, ou sobrevoando alto em círculos, tanto sozinho quanto em bandos. Também é encontrado em áreas urbanas arborizadas. No Cerrado está presente principalmente nas matas de galeria, matas ciliares e cerradões. Insetívoro, costuma capturar insetos no ar e se alimentar em pleno voo, mas também pode capturá-los em pousados. É um caçador habilidoso, caçando cigarras, libélulas, besouros, formigas e cupins alados em revoada, pegos sobre ou até entre a copa das árvores, com mergulhos dados a partir de voo planado ou de um poleiro. Ocasionalmente também captura aves e pequenos lagartos e cobras no solo, e já foi visto se alimentando dos frutos da Batinga (Eugenia rostrifolia). Pode sobrevoar queimadas a procura de pequenos animais acuados pelo fogo, e seguir grupos de Saguis pela copa da mata, capturando os insetos espantados pelo movimento deles. Faz seus ninhos com gravetos no alto das árvores, pondo de 1 a 2 ovos brancos. Ambos os pais participam da construção do ninho e incubação, e podem reutilizar o ninho mais de uma vez. Pode ser agressivo e territorial com outros gaviões (família Accipitridae), principalmente na estação reprodutiva, entre setembro e dezembro, atacando qualquer invasor que se aproxime do ninho.

Descrição

Mede de 34 a 37 cm de comprimento. Sua coloração é cinzenta, com a região ao redor do olho e as costas mais escuras, asas e cauda negras. Possui a região mais na ponta das asas castanha, e duas faixas brancas na cauda. Seu olho é vermelho e suas patas amareladas. Suas asas são compridas e pontudas. Se parece bastante com o Sovi do Norte, uma ave migratória menos comum, que possui o cinza no geral mais claro, sem as faixas marcadas na cauda e sem as extremidades das asas castanhas, o que ajuda a diferenciá-los.

Distribuição

Possui ampla distribuição pela América do Sul, ocorrendo da Colômbia ao norte da Argentina, em todos os países exceto o Chile e Uruguai. Na América Central e no México ocorre de forma migratória. No Brasil está presente em quase todo o território, sendo porém ausente no interior do Nordeste.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações parecem estar diminuindo (IUCN).

Referências

BirdLife International. 2018. Ictinia plumbea. The IUCN Red List of Threatened Species 2018: e.T22695069A130186979. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2018-2.RLTS.T22695069A130186979.en. Downloaded on 15 May 2020.

 

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Gavião Bombachinha Grande

Accipiter bicolor (Vieillot, 1817)

Nome(s) popular(es)

Gavião Bombachinha Grande, Gavião Bicolor, Gavião Caçador, Tauató Caçador.

História Natural

Gavião florestal incomum e de comportamento esquivo, é de difícil observação. Habita diversos tipos de formações florestais, desde matas mais densas até áreas com vegetação mais esparsa. No Cerrado pode ser visto em matas de galeria, matas ciliares, matas secas, cerradões e cerrados mais densos. Costuma ficar muito tempo empoleirado na copa da mata, raramente planando acima da floresta ou ficando em um galho exposto, porém ocasionalmente pode ser visto voando não muito alto indo de uma mata a outra, ou até caçando em áreas urbanas. Predador astuto, se alimenta principalmente de aves, tanto arbóreas quanto terrestres, porém pode ser um tanto oportunista. Costuma aguardar em um galho até que uma presa apareça para então investir. Caça pombas (família Columbidae), sabiás (família Turdidae), inhambus (família Tinamidae), saracuras (família Rallidae), chocas (família Thamnophilidae), e até araçaris (família Ramphastidae). Eventualmente também preda lagartos, morcegos, pequenos roedores e insetos. Pode seguir formigas de correição, interessado nas outras aves que também seguem as formigas para se aproveitar de suas presas. Já foi visto seguindo grupos de Macacos Prego para capturar os insetos espantados pelos primatas, além de também já ter sido registrado tentando atacar Macacos de Cheiro e Saguis. Faz seus ninhos com gravetos e ramos na copa das árvores, onde põe de 1 a 4 ovos. A fêmea incuba os ovos e os filhotes enquanto o macho traz alimento.

Descrição

Mede de 33 a 46 cm de comprimento, sendo que as fêmeas são maiores. Possui uma coloração cinzenta, com o topo da cabeça, costas e dorso das asas de um cinza mais escuro. O interior das asas e as coxa são castanho avermelhado, e alguns indivíduos podem ter a barriga levemente alaranjada também. A cauda é negra e possui quatro barras mais claras, embora a primeira costume ficar oculta. Seu olho, base do bico e patas são amarelos. A ausência de uma estria preta na garganta ajuda a diferenciá-lo do Gavião Bombachinha, que possui a estria.

Distribuição

Possui uma ampla distribuição pela América do Sul e Central, que se estende do México ao norte da Argentina, incluindo todos os países intermediários, e com uma mancha de ocorrência no extremo sudeste da América do Sul, no Chile e Argentina. No Brasil está presente em todo o território.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN).

Referências

Bierregaard, R. O., G. M. Kirwan, P. F. D. Boesman, and J. S. Marks (2020). Bicolored Hawk (Accipiter bicolor), version 1.0. In Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, D. A. Christie, and E. de Juana, Editors). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. https://doi.org/10.2173/bow.bichaw1.01

 

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Gavião Peneira

Elanus leucurus (Vieillot, 1818)

Nome(s) popular(es)

Gavião Peneira, Gavião Peneirador, Peneira, Peneireiro Cinzento.

História Natural

Ave rapinante relativamente comum, habita áreas mais abertas e savânicas, além de ambientes florestais permeados por campos ou vegetação esparsa. Costuma ficar empoleirado em um galho alto e exposto, que lhe conceda uma boa visão da área. É bem típico do Cerrado, Caatinga, Pampas, Chacos Bolivianos e os Llanos Venezuelanos. Pode frequentar áreas urbanas, e é uma das poucas espécies beneficiadas pela conversão de florestas em áreas de agropecuária, graças à sua preferência por vegetações mais abertas e pela abundância de suas presas nessas áreas rurais. No Cerrado pode ser encontrado nos cerradões, cerrados típicos, veredas, nos campos sujos ou sobrevoando os campos limpos, além das margens de formações florestais, como as matas de galerias e as matas ciliares. Sua preferência pelas áreas abertas está relacionada com sua estratégia de caça, que também lhe dá seu nome: vasculha os campos com sua visão aguçada enquanto plana a uma altura de cerca de 30 metros, procurando pequenos mamíferos, especialmente roedores, principal item de sua dieta, e paira parado no ar enquanto bate as asas rapidamente acima do corpo (“peneirar”) para melhor localizar sua presa. Ao encontrar uma mergulha, em sua direção e a captura com as patas. Ocasionalmente também pode se alimentar de lagartos, pequenas aves, anfíbios e insetos. Durante a época reprodutiva o casal estabelece um território grande o suficiente para provê-los com as presas necessárias para criar sua ninhada, que com 3 a 5 ovos, é maior do que a da maioria dos outros gaviões (família Accipitridae). Costumam aproveitar ninhos abandonados por outras aves no topo das árvores, o forrando com capim seco. A fêmea incuba os ovos e os filhotes enquanto o macho traz alimento para todos. Juntamente com a Suindara, é um predador eficiente do Rato Doméstico, espécie exótica invasora e vetor da Hantavirose, contribuindo para o controle de suas populações.

Descrição

Mede entre 35 e 43 cm de comprimento. Sua cor é quase totalmente branca, com exceção das costas e dorso das asas, que são de um cinza claro, e da mancha negra sobre cada asa, na região dos ombros. Por baixo, possui manchas negras no centro das asas, assim como as penas da ponta dessas mais escuras, visíveis quando em voo. Seu olho é vermelho, com uma mancha negra entre ele e o bico. A ponta do bico é negra e a base é amarela, assim como as patas. Graças ao branco bem uniforme de sua coloração, é facilmente reconhecível.

Distribuição

Possui uma distribuição ampla e dispersa pelas Américas, ocorrendo do oeste dos Estados Unidos até o centro do Chile (a oeste dos Andes) e da Argentina. No Brasil está presente em quase todo território, com possível exceção do AC e AM, sendo incomum na região amazônica no geral.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações aparentam estarem aumentando (IUCN), principalmente devido ao processo de conversão de áreas florestais nativas em pastos e produções agrícolas, sendo uma das poucas espécies beneficiadas por esse processo graças à sua preferência por habitats abertos.

Referências

Bierregaard, R.O., Jr, Marks, J.S., Boesman, P. & Kirwan, G.M. (2020). White-tailed Kite (Elanus leucurus). In: del Hoyo, J., Elliott, A., Sargatal, J., Christie, D.A. & de Juana, E. (eds.). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona. (retrieved from https://www.hbw.com/node/52968 on 30 April 2020). 

 

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Gaviãozinho

Gampsonyx swainsonii Vigors, 1825

Nome(s) popular(es)

Gaviãozinho, Cri Cri (Pantanal do MT).

História Natural

Ave de rapina relativamente incomum, típica de áreas mais abertas e secas. Seu tamanho pequeno, bico curto e asas afiladas lhe dão uma aparência parecida com a dos falcões (família Falconidae), mas na verdade é um gavião (família Accipitridae). No Cerrado pode ser encontrado principalmente nos cerradões, cerrados típicos e campos sujos. Também pode ser visto em áreas urbanas ou até mesmo pastos e plantações, tendo se mostrado um tanto quanto bem adaptado à expansão urbana e rural. Costuma ficar pousado em poleiros próximos de campos, inclusive postes e fiações, de onde vasculha o ambiente. Ao observar uma presa no chão, mergulha para capturá-la. Predador, se alimenta principalmente de lagartos, além de insetos e outras aves. Faz seu ninho com gravetos entre os galhos da copa, entre 4 e 7 m de altura, pondo cerca de 3 ovos brancos com manchas castanhas.

Descrição

Mede entre 20 e 28 cm de comprimento, sendo o menor gavião (família Accipitridae) do Brasil. Possui a testa, laterais da cabeça e pescoço, a garganta, o peito e a barriga brancos, com manchas creme alaranjadas nas coxas, testa e nas “bochechas” (região abaixo do olho). O topo da cabeça, a nuca todo o dorso, incluindo asas e cauda, são cinza escuro. Também apresenta manchas laterais cinza escuro indo das costas, logo acima da asa, até as laterais do peito, formando uma espécie de semi colar. Suas patas são amarelas. e seu olho avermelhado.

Distribuição

Ocorre desde a América Central até o norte da Argentina, estando presente em boa parte da América do Sul, exceto o Chile e o Uruguai. No Brasil está presente em todos os estados, porém é menos comum no Sul.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações aparentam estar aumentando (IUCN), possivelmente pela conversão de áreas florestadas em áreas abertas, tanto para uso agrícola quanto urbano, sendo uma das poucas espécies que vem se mostrando beneficiadas por esse processo.

Referências

Bierregaard, R. O. and G. M. Kirwan (2020). Pearl Kite (Gampsonyx swainsonii), version 1.0. In Birds of the World (J. del Hoyo, A. Elliott, J. Sargatal, D. A. Christie, and E. de Juana, Editors). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. https://doi.org/10.2173/bow.peakit1.01

 

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Águia Pescadora

Pandion haliaetus (Linnaeus, 1758)

Nome(s) popular(es)

Águia Pescadora, Gavião Pescador, Gavião do Mar, Gavião Papa Peixe, Gavião Caipira (AM).

História Natural

Ave relativamente comum, se mantém próxima a corpos d’água, como lagos, grandes rios e na costa marítima. No Cerrado pode ser encontrada nesses locais, sobrevoando ou pousada em árvores altas, principalmente nas matas de galeria, matas ciliares e cerradões. Predadora, se alimenta principalmente de peixes, realizando mergulhos para capturá-los com as garras, e depois os carregando até um poleiro para se alimentar. Ao mergulhar, dobra as asas para trás e estica as patas para a frente. Seus pés são adaptados para agarrar sua presa escorregadia, possuindo dois dedos virados para trás e dois para frente, e rugosidades na palma para aumentar a aderência. Além de peixes, pode predar outras aves, répteis e pequenos mamíferos. Não se reproduz no Brasil: as aves vistas por aqui se reproduzem nas regiões temperadas da América do Norte.

Descrição

Mede entre 55 e 60 cm de comprimento. É uma ave de rapina grande com asas longas. Sua barriga e peito são brancos, com leves manchas escuras no peito formando um colar. Possui uma faixa escura que passa pelo olho até a nuca, como uma máscara, com a garganta e topo da cabeça brancos. Asa e costas marrom escuro. Por baixo, as asas e cauda são brancas barradas de marrom claro.

Distribuição

Possui uma distribuição ampla pelo mundo inteiro, ocorrendo em todos os continentes exceto a Antártica. Se reproduz principalmente no hemisfério norte, porém no inverno migra para o hemisfério sul. No Brasil ocorre em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações parecem estar aumentando (IUCN).

Referências

BirdLife International 2019. Pandion haliaetus (amended version of 2016 assessment). The IUCN Red List of Threatened Species 2019: e.T22694938A155519951. https://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2019-3.RLTS.T22694938A155519951.en. Downloaded on 22 April 2020.

 

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Luízes, um quilombo em contexto urbano: história, memória, travessia e re-existência dos pretos das piteiras

Luízes, um quilombo em contexto urbano: história, memória, travessia e re-existência dos pretos das piteiras

Autor(a):

Miriram Aprigio Pereira

Resumo:

O presente estudo analisa o processo de travessia experimentado pelos Remanescentes Quilombolas Luízes através da compreensão de sua história, da escuta da narrativa de suas memórias, da auscultação de seus processos de resistência e da percepção de aspectos de sua identidade. Na condição de território quilombola, sua base é estruturada em processos históricos específicos que vão de uma condição de total isolamento ao reconhecimento na categoria de quilombo em contexto urbano. Transcorreram poucas décadas desde a chegada da urbanização que invadiu o território, sendo indissociáveis os aspectos históricos de formação do Quilombo dos Luízes e o contexto de surgimento e expansão da cidade em que está localizado: Belo Horizonte, Minas Gerais. O objetivo deste estudo é propor uma reflexão acerca da importância da auto-reflexão acerca dos processos identitários do Quilombo dos Luízes, possibilitando que a comunidade repense suas práticas ao apresentar aspectos relevantes de sua cultura e histórias. Através da metodologia específica de uma pesquisa implicada, buscou-se destacar o protagonismo de seus sujeitos através da oralidade e das fontes documentais analisadas, além de estabelecer interlocução exclusivamente com estudos elaborados por teóricos quilombolas e pesquisadoras (es) pretas(os). O resultado é uma produção voltada para o coletivo em questão, fomentada por seus próprios recursos e reveladora da importância da manutenção e continuidade do legado Luízes, como mecanismo de resistência a inspirar outros segmentos tradicionais e étnico-raciais. 

Referência:

PEREIRA, Miriam Aprigio. Luízes, um quilombo em contexto urbano: história, memória, travessia e re-existência dos pretos das piteiras. 2018. 180 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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