Cura para quase tudo: entre raizeiros e raízes, a ressignificação do conhecimento tradicional no Distrito Federal

Cura para quase tudo : entre raizeiros e raízes, a ressignificação do conhecimento tradicional no Distrito Federal

 

Autor(a): 

Eliana Aparecida Silva Santos Feitosa 

 

Resumo: 

O objetivo da presente tese é identificar e mapear os raizeiros e raizeiras do Distrito Federal, analisando suas relações na dinâmica urbana e seu conhecimento tradicional construído e compartilhado em seus espaços de cura, e as subjetividades que ameaçam a perpetuação de seus saberes através de seu ofício. A Ressignificação do ofício tradicional das raizeiras ocorre através do ingresso na modernidade que se processa de várias maneiras: da rede de produção, comercialização e divulgação dos produtos naturais. Os saberes(conhecimentos adquiridos e experimentados) e fazeres (as experimentações e receitas dos preparados tradicionais) presentes na medicina ancestral não se estabelecem somente pela identificação das plantas, antes retratam o aprimoramento dos usos medicinais a partir dos relatos de cura partilhados entre todos da comunidade.Considerar que o conhecimento tradicional sobre as propriedades terapêuticas das plantas medicinais, ervas e seus usos, expressão do ofício de raizeiros e raizeiras, tem tido grande procura não só pelo baixo custo no tratamento, mas pela tradição.Foram seleciona dos 6 entrevistados, residentes em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, detentores dos saberes ancestrais, notoriamente conhecidos pela comunidade local como erveiros, sujeitos que concordaram em fazer parte da pesquisa e assim contribuir com a ampliação da partilha de seus conhecimentos.O conhecimento tradicional dos raizeiros no Distrito Federal tem sido ressignificado assim como a própria evolução da sociedade, segundo os raizeiros intensificou-se a procura por xaropes, garrafadas de saúde, produtos e especiarias para aumento da imunidade e diversos males característicos da modernidade como a depressão e ansiedade. 

 

Referência: 

FEITOSA, Eliana Aparecida Silva Santos. Cura para quase tudo: entre raizeiros e raízes, a ressignificação do conhecimento tradicional no Distrito Federal. 2023 137 f., il. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2023. 

Disponível em: 

http://repositorio.unb.br/handle/10482/48217 

Pesto de baru com manjerona e azeite

Pesto de baru com manjerona e azeite

200g de baru torrado e sem casca


200g de queijo parmesão 


100g de folhas de manjerona 


500ml azeite 


sal a gosto 


Pimenta a gosto 


Bata tudo no liquidificador e pronto: agora é só usar a criatividade para servir!  

 

Receita da  chef de cozinha Di Oliveira, proprietária do Brasis Ateliê Gastronômico, restaurante em Brasília que utiliza muitos elementos do Cerrado em seus pratos, como o pequi, o murici, a castanha-de-baru, o cajuzinho-do-cerrado e a framboesa-do-cerrado. 

Bioeconomia

Bioeconomia

A sociobiodiversidade do Cerrado é um patrimônio genético, social e econômico que pode e deve gerar o aproveitamento dos recursos biológicos para inseri-los na produção local em cadeias de valor e incorporar os saberes ancestrais que é central para uma apropriação democrática da bioeconomia. 

No 6 de junho de 2024, o governo publicou o Decreto nº 12.044/2024, instituindo a Estratégia Nacional de Bioeconomia. Este decreto visa coordenar e implementar políticas públicas destinadas ao desenvolvimento do setor da bioeconomia em parceria com a sociedade civil e a iniciativa privada. Um dos eixos do decreto é dedicado exclusivamente à bioeconomia e sistemas agroalimentares. O objetivo principal é fomentar atividades econômicas produtivas sustentáveis, promovendo a descarbonização, a agricultura regenerativa e a bio industrialização. 

O decreto define “bioeconomia” como um modelo de desenvolvimento produtivo e econômico que gera produtos, processos e serviços de maneira eficiente, utilizando a biodiversidade de forma sustentável, regenerativa e conservadora. Esse modelo é guiado por conhecimentos científicos e tradicionais, bem como inovações tecnológicas, visando agregar valor, gerar trabalho e renda, e promover a sustentabilidade e o equilíbrio climático. 

#cerrado #bioeconomia #saberesancestrais #agriculturaregenerativa 

 

Encontro de Comunidades e Povos do Cerrado: DAS RE-EXISTÊNCIAS BROTAM A VIDA

Encontro de Comunidades e Povos do Cerrado: DAS RE-EXISTÊNCIAS BROTAM A VIDA

Entre os dias 28 e 30 de outubro, o Piauí recebe o Encontro de Comunidades e Povos do Cerrado: Das Re-existências brotam a vida. O evento, organizado pela Articulação das CPT’s do Cerrado, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), objetiva promover o diálogo e a troca de saberes e experiências entre comunidades do campo, povos tradicionais e movimentos sociais que lutam pela preservação do Cerrado, em toda sua sociobiodiversidade.

 

A programação conta com rodas de conversa e oficinas com temáticas centrais do Cerrado: Terra e Território, as Águas, as Sementes e os Povos. Ainda, entre outras atividades, será realizada uma Feira de troca de sementes e produtos das comunidades, com tema “Saberes e Fazeres das Re-existências“, promovendo o intercâmbio de sementes crioulas, de produtos beneficiados por frutos do Cerrado e de saberes tradicionais dos povos cerradeiros.

 


O Encontro receberá povos e comunidades camponesas dos estados do Piauí, Tocantins, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia, Maranhão e Roraima. O momento representa a força coletiva e a organização das comunidades camponesas do Cerrado, que promovem vida frente às diversas violências que enfrentam em defesa dos seus direitos e de seus territórios.

#Cerrado #BerçoDasÁguas #TerraTerritório #PovosDoCerrado 

ACAV, CERRADO VIVO: ARTE E NATUREZA EM HARMONIA

ACAV, CERRADO VIVO: ARTE E NATUREZA EM HARMONIA

Hoje será a inauguração da mostra anual da ACAV, CERRADO VIVO: ARTE E NATUREZA EM HARMONIA. Convidamos a todos(as) para prestigiarem a bela exposição que ficará no Centro de Visitantes do Jardim Botânico de Brasília de 22 de outubro a 21 de novembro. Apareçam! 

O Cerrado é um dos biomas brasileiros mais ameaçados e por isso é tão importante fomentar ações e atividades que contribuam para a conscientização sobre o quanto é necessário conhecer para proteger esse bioma tão rico e biodiverso. 

O Jardim Botânico de Brasília abre suas portas para visitação pública de terça-feira a domingo, inclusive feriados, das 9h às 17h, com entrada permitida até às 16:30. 

 

Valor do ingresso: R$ 5,00 por pessoa. 

Estão isentas de pagamento de ingressos mediante apresentação de documento de identificação: 

crianças até 12 anos de idade incompletos; 

pessoas com deficiência; 

pessoas maiores de 60 anos. 

* Entrada gratuita para pedestres e ciclistas entre 7h30 e 8h50. 

 

#museucerrado 

 

Flor do Moinho

Flor do Moinho

Flor do Moinho. Direção: Érika Bauer. Produção Flor dos Santos, Luz & Filmes e Decifra TV WE. Brasil, 2016.

Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=LZOmtBp3J2U.

 
Documentário que dá protagonismo a Dona Flor (Florentina Pereira dos Santos), raizeira e parteira que vive no Povoado do Moinho, próximo a Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, Goiás, constituído de entrevistas com a personagem, seus familiares e moradores da comunidade, e de imagens do local, situado em um vale maravilhoso com sua natureza quase intocada. Dona Flor exemplifica a mulher sábia do interior do Brasil, matriz e fonte de uma riqueza sociocultural que não se pode perder, cuja experiência no manuseio das plantas e na execução de partos tornaram-na uma referência no Brasil central. Duração: 52 minutos Ano de Produção: 2016 Ficha Técnica Produção Executiva: Flor dos Santos, Luz & Filmes e Decifra TV WEB Direção: Érika Bauer Direção de Produção: Cidinha Matos e Flavia Soledade Argumento: Flor dos Santos Pesquisa: Flor dos Santos e Fernanda Sarkis Roteiro: Érika Bauer Direção de Fotografia: Billa Franzoni Câmera Adicional: Ivone Lopes Som Direto: Nazareno Freitas Drone: Cecéu e Alexandre Comar Edição: Isabelle de Oliveira Araújo Finalização: Paulo Freitas Colorista: Luiz Vieira “Grillo” Sound Designer/Mixagem Final: Claiton Magrini Apoio: Fabrika Filmes Elenco: Dona Flor, seus familiares e moradores do Povoado do Moinho.
 
Página: www.facebook.com/Flor-do-Moinho-1595437674033548/ Este filme se tornou possível graças ao trabalho voluntário de algumas pessoas da equipe, a recursos da produtora e a recursos via financiamento coletivo. 

GOsTO: um punhado de mandioca e um bocado de cerrado

GOsTO: um punhado de mandioca e um bocado de cerrado

Autora 

Thamyris Carvalho Andrade (Org.) 

 

Título 

GOsTO: um punhado de mandioca e um bocado de cerrado 
 

Editora 

Eduft 
 

Ano 

2020 

Assuntos 

Gastronomia; Memória Gustativa; Cerrado; Comunidades Tradicionais; Evento Gastronômico 
 

Síntese 

O livro é um esforço coletivo de um grupo de pesquisadoras cujo objetivo consiste em apresentar a história e ações desenvolvidas pelo projeto de pesquisa e extensão “GosTo – um punhado de mandioca um bocado de Cerrado” desenvolvido no âmbito do Curso de Turismo Patrimonial e Socioambiental da Universidade Federal do Tocantins, campus de Arraias, e também apresentar discussões teóricas que dialogam diretamente com o contexto que o projeto compreende, o bioma Cerrado, a gastronomia, o território do nordeste goiano e do sudeste do Tocantins, o uso metodologias ativas, as boas práticas em eventos, a formação das memórias gustativas entre outros assuntos. 
 

Referência 

ANDRADE, Thamyris Carvalho. GOsTO: um punhado de mandioca e um bocado de cerrado. Palmas: Eduft, 2020. 134 p. 

Disponível em :http://hdl.handle.net/11612/2526 

 

Riquezas do Cerrado: o potencial das plantas no nosso cotidiano

Riquezas do Cerrado: o potencial das plantas no nosso cotidiano

 

A Universidade do Agro participa pela primeira vez da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia: Riquezas do Cerrado, com o tema “Riquezas do Cerrado: o potencial das plantas no nosso cotidiano”. O evento acontecerá nos dias 16 e 17 de outubro, no campus Aeroporto, e é coordenado pela professora Ana Maria Guidelli Thuler, tem como objetivo explorar o potencial das plantas nativas do cerrado, uma das savanas mais biodiversas do mundo. A Semana é direcionada a estudantes, professores, pesquisadores, profissionais da área de ciência e tecnologia, além de pessoas interessadas em sustentabilidade, conservação ambiental e inovação por meio de recursos naturais. O propósito é sensibilizar a comunidade acadêmica e o público sobre as riquezas naturais do cerrado. 

 

“Durante o evento, diversos temas serão abordados, com foco no potencial das plantas nativas do cerrado. A programação inclui oficinas e palestras que destacam métodos de extração de ativos vegetais e suas propriedades farmacológicas. A contribuição dos cursos de Farmácia, Enfermagem, Engenharia Química e Medicina será fundamental para o sucesso das atividades, pois esses cursos estarão diretamente envolvidos em oficinas e palestras que explorarão diferentes aspectos das plantas do cerrado, desde sua aplicação na área da saúde até a utilização de compostos vegetais em cosméticos e alimentação”, explica a professora Ana Maria Guidelli Thuler. 

 

Entre as atividades, teremos oficinas e palestras sobre o uso de plantas do cerrado para fins farmacológicos, cosméticos, fitoterápicos e alimentares. “Entre as atividades, teremos uma oficina de Farmácia sobre extração e utilização de compostos das plantas do cerrado para fins farmacológicos; a Enfermagem trará uma oficina sobre o uso de fitoterápicos do cerrado no tratamento de feridas, abordando práticas de saúde e bem-estar; a Engenharia Química participará de uma oficina de cosméticos, ensinando métodos de criação de produtos com plantas nativas; e o curso de Medicina enriquecerá os debates sobre as propriedades medicinais das plantas nativas, com ênfase em sua aplicação terapêutica. Além disso, também será realizada uma palestra sobre plantas alimentícias não convencionais (PANCs), destacando a biodiversidade alimentar e sua integração à dieta. São temas que visam informar e inspirar os participantes sobre as diversas aplicações do cerrado em áreas como saúde, alimentação e cosméticos, além de promover discussões sobre a importância da preservação do bioma e como suas riquezas podem ser integradas ao cotidiano da sociedade, promovendo inovações e soluções”, avalia Ana Maria. 

 

A expectativa é grande para essa primeira participação da Universidade do Agro na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). “O evento promete engajamento acadêmico, atraindo estudantes, professores e pesquisadores em um ambiente dinâmico de troca de conhecimento, além de aumentar o interesse dos alunos. A visibilidade institucional também será fortalecida, mostrando o compromisso da Uniube com ciência, tecnologia e inovação, o que reforça seu posicionamento na comunidade científica local e nacional. O evento também pode despertar novos interesses em pesquisa e desenvolvimento, motivando os alunos a se envolverem em atividades extracurriculares. Por fim, a presença de diferentes cursos e disciplinas facilitará o surgimento de parcerias e projetos interdisciplinares. A participação na SNCT abre portas para futuras colaborações entre professores e alunos em diversas áreas”, conclui Thuler. 

OBJETIVOS 

Esta atividade busca sensibilizar e informar a comunidade acadêmica e o público em geral sobre o vasto potencial das plantas e matérias-primas nativas do cerrado. A proposta destaca como esses recursos podem ser integrados ao cotidiano da sociedade, seja através de inovações tecnológicas, produtos de bem-estar ou soluções práticas para o consumo. Além disso, a atividade visa promover o reconhecimento da importância do bioma cerrado para o desenvolvimento de tecnologias e práticas que respeitam o meio ambiente. 

Inscrições gratuitas: 

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – Cerrado 

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia - Cerrado

Salve na sua agenda, temos um encontro marcado na próxima terça-feira! 

 

A Academia de Ciência da Bahia promoverá na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2024 um debate sobre o bioma cerrado, que é o segundo maior bioma brasileiro e um dos hotspots mundiais, isso implica dizer que sua rica biodiversidade endêmica está ameaçada pela expansão da atividade humana. Vamos juntos, refletir sobre a situação atual desse bioma na Bahia, seu desenvolvimento sustentável e as tecnologias sociais aplicadas! 

 

Moderação: 

Acad. Maria Aparecida Castellani, doutora em Proteção de Plantas e Vice-Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Fitotecnia) na UESB – Vitória da Conquista. 

 

Palestrantes: 

• Dr. José Rafael de Souza, doutor em agronomia (fitotecnia) e Coordenador do curso de Agronomia e Pós-Graduação em Produção Vegetal no Cerrado – PGPVC 

• Dr. Valney Rigonato, doutor em geografia coordenador do curso de licenciatura em geografia na UFOB. 

• Dra. Alessandra Terezinha Reis, doutora em botânica e sócia fundadora da Sustentabili-CEO. 

Vamos todos! 

 

📅 Data: 15/10 

🕝 Horário: 17h 

 

📍Onde assistir? No canal da ACB pelo link: