Jacupemba

Penelope superciliaris Temminck, 1815

Nome(s) popular(es)

Jacupemba, Jacupeba, Jacu Velho, Jacucaca (RJ), Pava Chica, Yacupoí.

História Natural

É uma ave relativamente comum, típica de florestas tropicais e subtropicais, podendo ser encontrada em uma diversidade de ambientes, como bordas de florestas densas, capoeiras, e matas ralas. No Cerrado, encontra-se nas matas de galeria, matas secas, cerradões e outras formações savânicas. Herbívoro, se alimenta principalmente de frutos, como o do Murici e do Palmito Juçara, ou os das famílias Myrtaceae, Rubiaceae e Solanaceae, além de sementes, flores, folhas e brotos. Atua como um importante dispersor de sementes para as plantas que consome. Se mantém principalmente nas copas das árvores, em altas e médias alturas, mas também se desloca pelo chão, principalmente para apanhar frutos caídos. Pode viver em grupos familiares de 3 a 6 indivíduos. Se reproduz entre setembro e fevereiro, fazendo o ninho entre emaranhados de cipós e ramos, no alto das árvores ou sobre a água. Os ovos são claros.

Descrição

Mede entre 55 e 70 cm. Possui uma porção de pele nua flácida na garganta, de cor vermelho vivo, olho vermelho, topo da cabeça escuro, sobrancelha clara, rosto e pescoço cinza escuro com discretas estrias claras pelas bordas das penas. Dorso castanho oliváceo ou escuro, com bordas das penas ferrugíneas. Barriga, porção traseira inferior e coxas castanho avermelhado.

Distribuição

Possui ampla distribuição no Brasil, estando presente em todo o Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e Sul é menos abundante, se limitando ao sul do rio Amazonas no primeiro, e ao norte do RS no segundo. Também encontra-se no leste do Paraguai, extremo nordeste da Argentina e leste da Bolívia.

Conservação

Pouco preocupante: é considerado não ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações vêm diminuindo (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Penelope superciliaris. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22678370A92770303. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22678370A92770303.en. Downloaded on 16 October 2019.


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Marreca Toicinho

Anas bahamensis Linnaeus, 1758

Nome(s) popular(es)

Marreca Toicinho, Queixo Branco, Paturi do Mato.

História Natural

É uma ave aquática relativamente comum que, diferente da maioria dos outros patos e marrecos (família Anatidae), está bastante associada a ambientes salinos, como manguezais, pântanos, riachos entremarés e pequenos lagos salinos ou salobros, motivo pelo qual se encontra notoriamente presente nas áreas litorâneas da América do Sul. Apesar disso, ainda pode ser encontrada em ambientes de água doce, sendo vista ocasionalmente em corpos d’água do Cerrado. Se alimenta filtrando a superfície da água, ingerindo principalmente pequenas sementes, folhas, brotos e caules de plantas aquáticas, além de pequenos crustáceos, vermes e larvas de insetos. Faz ninho entre a vegetação rasteira próximo a corpos d’água, e os ovos são esbranquiçados.

Descrição

Mede entre 40 e 50 cm. Possui as laterais da cabeça (bochechas) e garganta brancas, bem destacadas com o dorso da cabeça e pescoço marrons. O peito e barriga são castanho claro barrados de preto, o dorso é castanho escuro com manchas pretas, a cauda é branca e o bico escuro possui uma mancha vermelha marcante na base superior.

Distribuição

Possui uma ocorrência dispersa pela América do Sul, estando presente em boa parte do litoral brasileiro, desde a foz amazônica até o Sul, incluindo os estados do Nordeste e Sudeste, se estendendo no interior até o GO, MS, oeste da BA e leste do PI. Ocorre também no Uruguai, nordeste da Argentina, Paraguai, sul da Bolívia, Chile, oeste do Peru e Equador, norte da Colômbia, Venezuela, Guianas e Suriname, além das ilhas caribenhas (Cuba, Haiti, República Dominicana, etc.) e ilhas Galápagos.

Conservação

Pouco preocupante: é considerado não ameaçado (ICMBio e IUCN), apesar de suas populações mostrarem sinais de declínio (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Anas bahamensis. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22680287A92853819. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22680287A92853819.en. Downloaded on 08 October 2019.


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Wikiaves. (2019). Marreca-toicinho. Recuperado em 8 de outubro, 2019, de https://www.wikiaves.com.br/wiki/marreca-toicinho

Pé Vermelho

Amazonetta brasiliensis (Gmelin, 1789)

Nome(s) popular(es)

Pé Vermelho, Picassinha (RS), Marreca Ananai, Ananaí, Asa de Seda, Paturi (PE e BA).

História Natural

Ave aquática comum em lagoas e brejos de todos os biomas brasileiros. No Cerrado, pode ocorrer em campos alagados. É mais ativa durante o dia, passando a maior parte do seu tempo buscando alimento dentro d’água ou nas margens. Pode se manter junto de outros patos (família Anatidae), como o Irerê. Se alimenta através de filtração, consumindo principalmente plantas aquáticas, frutinhas, sementes e raízes, além de crustáceos, insetos e vermes. Seus filhotes podem ser predados por animais maiores, como o Carcará, e seus ovos podem ser comidos pelo Teiú. Faz seus ninhos entre touceiras de capim próximo a um corpo d’água, pondo de 6 a 10 ovos esbranquiçados.

Descrição

Mede entre 35 e 40 cm. Sua coloração geral é parda acinzentada, mais claro na barriga e na região posterior da cabeça (área das “bochechas”), mais castanho no peito, marrom na face e no topo da cabeça,e mais escuro no dorso. Possui as patas vermelhas, e as penas das asas refletem tons vibrantes de azul e verde, embora quando fechadas isso não seja visível. O macho possui o bico avermelhado, enquanto a fêmea o tem preto.

Distribuição

Ocorre em todo Brasil, embora pareça ser menos frequente ao norte do rio Amazonas. Sua distribuição se estende do sul do AP ao nordeste da Argentina, incluindo Uruguai, Paraguai e o leste da Bolívia, assim como porções isoladas de ocorrência no norte de RR e Guiana, e na Venezuela e Colômbia.

Conservação

Pouco preocupante: é considerado não ameaçado (ICMBio e IUCN), embora suas populações mostram sinais de declínio (IUCN).

Referências

BirdLife International 2018. Amazonetta brasiliensis. The IUCN Red List of Threatened Species 2018: e.T22680115A130025891. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2018-2.RLTS.T22680115A130025891.en. Downloaded on 01 October 2019.


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Pato do Mato

Cairina moschata (Linnaeus, 1758)

Nome(s) popular(es)

Pato do Mato.

História Natural

É um pato localmente comum, típico de rios, lagoas e charcos tropicais, estando presente em todos os biomas brasileiros. Costuma voar pela manhã ou fim de tarde, entre os locais de descanso e de alimentação. Se empoleira para descansar ou dormir, dando preferência para árvores e galhos que não estejam obstruídos por vegetação densa, para facilitar seu acesso. Se alimenta principalmente de raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, grãos e frutos, além de pequenos peixes, insetos e crustáceos, filtrando o fundo dos corpos d’água ou apanhando diretamente o alimento. Seus ovos podem ser predados pelo Teiú. Vive em pequenos grupos, e os machos podem disputar por territórios ou por fêmeas. Se reproduz de outubro a março, fazendo ninhos em cavidades de árvores mortas próximas a corpos d’água.

Descrição

Mede entre 66 e 85 cm. Os machos são maiores que a fêmea. De coloração toda preta, com exceção de uma área branca sobre a asa que aumenta conforme a idade e de tons esverdeados no dorso. Possui protuberâncias carnosas na face (base do bico e ao redor do olho) coloridas de vermelho.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo do México ao norte da Argentina. No Brasil está presente em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), porém algumas populações vêm diminuindo (IUCN), principalmente em regiões onde é mais caçado, como no Nordeste e Sul brasileiro.

Referências

Azara, F. de. (1805). Apuntamientos para la historia natural de los Pácharos del Paraguay y rio de la Plata (Vol. 3). Madrid: Ibarra.


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Marreca Cabocla

Dendrocygna autumnalis (Linnaeus, 1758)

Nome(s) popular(es)

Marreca Cabocla, Marreca Asa Branca, Asa Branca, Marajoara.

História Natural

É uma ave aquática, comum em lagoas, rios, pântanos e manguezais, mas que também frequenta áreas secas próximas a corpos d’água, como savanas, campos e plantações. Pode viver e se reproduz próximo a áreas urbanas. Costuma se empoleirar em árvores para descansar. Se alimenta principalmente de matéria vegetal, notoriamente grama e grãos, porém pode apanhar vermes, larvas de insetos e pequenos crustáceos. Pode formar grandes grupos, de várias dezenas de indivíduos. Se reproduz em ninhos feitos em ocos de árvores ou no chão, e mais de um casal pode usar o mesmo ninho, se alternando nos cuidados com os ovos e filhotes.

Descrição

Mede entre 43 e 53 cm. Sua cabeça e peito são pardo acinzentado, com topo da cabeça, pescoço e dorso castanhos, e a barriga preta se destacando com mancha horizontal branca na asa. O bico é laranja e as patas são rosadas. Possui um anel branco ao redor do olho.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina. No Brasil está presente em todos os estados, sendo menos abundante no Sul.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações parecem estar crescendo (IUCN).

Referências

BirdLife International 2018. Dendrocygna autumnalis. The IUCN Red List of Threatened Species 2018: e.T22679780A131907111. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2018-2.RLTS.T22679780A131907111.en. Downloaded on 01 October 2019.


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Irerê

Dendrocygna viduata (Linnaeus, 1766)

Nome(s) popular(es)

Irerê, Paturi, Marrecão (RS), Siriri, Marreca Viúva, Chega e Vira, Marreca Piadeira.

História Natural

É uma abundante ave aquática, presente em corpos d’água ao longo de sua ampla distribuição, até mesmo em lagos um pouco poluídos ou próximos de áreas urbanas. Se torna mais ativo durante o crepúsculo e à noite. Alimenta-se principalmente de plantas aquáticas e gramíneas nas margens dos lagos, além de pequenos peixes, girinos, insetos e moluscos. Pode formar grandes bandos, de dezenas de indivíduos. Faz ninhos no chão, entre a grama e a vegetação, utilizando as próprias folhas para forrá-lo. A fêmea põe de 8 a 14 ovos brancos. Tanto o macho quanto a fêmea podem chocar os ovos e cuidar dos filhotes.

Descrição

Mede entre 40 e 48 cm. Possui face e testa brancas contrastando com a nuca e pescoço pretos, além de uma mancha branca logo abaixo da garganta, com a base do pescoço castanha, peito e barriga negros, laterais estriadas de branco e preto e dorso amarronzado.

Distribuição

Possui uma distribuição ampla, ocorrendo da Argentina à Costa Rica, estando presente em praticamente todo o Brasil, com menos abundância na região amazônica. Também ocorre na África subsaariana, incluindo Madagascar.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações estão aumentando (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Dendrocygna viduata. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22679763A92829021. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22679763A92829021.en. Downloaded on 01 October 2019.


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Anhuma

Anhima cornuta (Linnaeus, 1766)

Nome(s) popular(es)

Anhuma, Inhuma, Inhaúma, Unicorne, Licorne, Anhima, Alicorne, Cuintáu, Ema Preta, Cametau, Guandu (MT), Caiuí, Itaú.

História Natural

É uma ave típica de ambientes alagados ou úmidos, como pântanos, charcos, beiras de rios ou lagoas e florestas alagadas. É nativa da Amazônia, dos Llanos Venezuelanos, dos Chaco Bolivianos e do Cerrado, neste último estando associado a ecossistemas úmidos, como as veredas. No Pantanal é menos comum que a Tachã. É prioritariamente herbívoro, se alimentando de folhas, brotos, flores e raízes de plantas aquáticas, apenas ocasionalmente se alimentando de insetos. É monogâmico, fazendo grandes ninhos de folhas secas na vegetação acima da água. Seus ovos são marrom oliváceos.

Descrição

Mede cerca de 86 cm. É uma ave corpulenta, com patas e pescoço grossos e cabeça desproporcionalmente pequena. Possui uma espícula córnea na cabeça, comprida e fina, com 12 cm de comprimento, e esporões nas asas. Sua coloração geral é preta, com a barriga branca e o pescoço e topo da cabeça manchados de branco

Distribuição

Sua distribuição é ampla, ocorrendo desde a Colômbia e Venezuela até o norte do PR, incluindo as Guianas, Suriname, o leste do Equador e do Peru, e o norte da Bolívia. No Nordeste brasileiro, porém, está presente apenas no MA, PI, e no leste e sul da BA.

Conservação

Pouco preocupante: é considerado não ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações mostram sinais de declínio (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Anhima cornuta. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22679723A92826187. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22679723A92826187.en. Downloaded on 28 September 2019.


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Codorna Amarela

Nothura maculosa (Temminck, 1815)

Nome(s) popular(es)

Codorna Amarela, Codorna, Codorna Comum, Codorniz, Inhambuí, Perdizinho, Perdiz.

História Natural

É uma espécie rasteira típica de campos, estando presente nos campos rupestres, campos sujos e campos limpos do Cerrado, na Caatinga e outros ambientes semelhantes. Pode frequentar plantações e áreas ocupadas por pessoas, desde que não perturbada. Onívora, se alimenta de grãos, sementes, frutos e bagas, insetos (formigas, cupins, besouros), aracnídeos e moluscos. Serve de presa para uma diversidade de animais maiores, como a Jaguatirica, o Lobo Guará, a Águia Serrana, o Falcão de Coleira e o Quiriquiri. Faz ninhos no chão, entre os capinzais, e os ovos são brilhantes, de cor marrom escuro ou arroxeados, sendo chocados pelo macho.

Descrição

Mede cerca de 24 cm. Possui a coloração com um padrão geral estriado e barrado, com garganta branca, face, peito e barriga mais claros, com tons de amarelo palha pálido, e o resto do corpo castanho, principalmente o topo da cabeça e o dorso, com estrias claras e manchas escuras.

Distribuição

Sua ocorrência é ampla, se estendendo do Nordeste brasileiro ao centro da Argentina, incluindo Paraguai, Uruguai, e o Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil. Não está tipicamente presente na Amazônia, portanto é encontrada até o MT e TO.

Conservação

Pouco preocupante: é considerada não ameaçada (ICMBio e IUCN), e suas populações mostram sinais de aumento (IUCN).

Referências

Abreu, K. C., Moro-Rios, R. F., Silva-Pereira, J. E., Miranda, J. M., Jablonski, E. F., & Passos, F. C. (2008). Feeding habits of ocelot (Leopardus pardalis) in Southern Brazil. Mammalian Biology, 73(5), 407-411.


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Perdiz

Rhynchotus rufescens (Temminck, 1815)

Nome(s) popular(es)

Perdiz, Perdigão (RS), Perdiz do Cerrado, Perdiz Brasileira, Perdiz Nativa, Napopé e Inhambupé (região Nordeste).

História Natural

É uma ave rasteira típica de campos, sendo nativa do Cerrado, Caatinga, Pampas e os Chacos Bolivianos. Se mantém entre as touceiras de capim, e pode ser ouvida cantando ao longe. É uma espécie abundante. Onívora, se alimenta de insetos (cupins, formigas, gafanhotos), aracnídeos e ocasionalmente pequenos roedores, além de sementes, frutas, raízes e brotos. Pode servir de presa para o Lobo Guará. Se reproduz entre setembro e março, fazendo ninho numa pequena depressão no solo coberta de capim e folhas secas. O macho incuba os ovos, de coloração marrom arroxeado brilhante.

Descrição

Medindo cerca de 40 cm, é o maior tinamídeo (família Tinamidae) campestre. Possui a face e barriga claras, com o topo da cabeça negro, pescoço e peito de cor canela e dorso mais escuro, com padrões barrados de marrom escuro, castanho, cinza e branco.

Distribuição

Possui ampla distribuição, ocorrendo em todos os estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul, e praticamente todos os estados do Nordeste, com exceção do RN, se restringindo ao sul da PB e do CE e ao leste do MA. Ocorre também na Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina, além do extremo leste do Peru.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e apesar de ainda ser abundante, suas populações mostram sinais de declínio (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Rhynchotus rufescens. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22733941A95069901. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22733941A95069901.en. Downloaded on 28 September 2019.


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Inhambu Chororó

Crypturellus parvirostris (Wagler, 1827)

Nome(s) popular(es)

Inhambu Chororó, Lambú, Inhambu Mirim, Espanta Boiada, Bico de Lacre, Inhambuzinho, Nambu de Pé Vermelho.

História Natural

É típico de formações campestres e savânicas do Cerrado, assim como da Caatinga e florestas não muito densas da Mata Atlântica. Pode ocorrer também em pastos, plantações de grãos e de eucaliptos, desde que próximas a matas. É um dos tinamídeos (família Tinamidae) mais comuns do Brasil. Ave rasteira e onívora, se alimenta de pequenas sementes (como das famílias Cyperaceae, Euphorbiaceae, Malvaceae), insetos (notoriamente formigas e cupins) e vermes. Pode ser predado, por exemplo, pelo Lobo Guará e o Gavião de Cauda Curta. Se reproduz em ninhos feitos em pequenas depressões no solo, cobertas de folhagens e entre a vegetação densa, com ovos rosados. O macho choca os ovos e cuida dos filhotes.

Descrição

É a menor ave do gênero, medindo cerca de 20 cm. Se assemelha muito ao Inhambu Chintã, se diferenciando dele principalmente pelo tamanho menor, bico mais curto, pernas levemente mais curtas e de coloração vermelho vivo semelhante ao bico. O macho possui a ponta do bico levemente enegrecida.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelo Brasil, sendo encontrado desde o sul do rio Amazonas até o noroeste do RS. Sua distribuição abrange todo litoral que vai desde o PA até MG, e se estende ao interior do país até o leste e norte do Paraguai e Bolívia, também estando presente localmente em algumas regiões do Peru.

Conservação

Pouco preocupante: é considerado como não ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações vêm diminuindo (IUCN), principalmente no Cerrado, devido à perda de habitat.

Referências

BirdLife International 2016. Crypturellus parvirostris. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22678232A92762648. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22678232A92762648.en. Downloaded on 27 September 2019.


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Wikiaves. (2019). Inhambu-chororó. Recuperado em 27 de setembro, 2019, de https://www.wikiaves.com.br/wiki/inhambu-chororo