Garça da Mata

Agamia agami (Gmelin, 1789)

Nome(s) popular(es)

Garça da Mata, Socó Azul, Socó Beija Flor, Garça da Guiana,  Garça de Peito Castanho, Garça Beija Flor.

História Natural

Ave incomum, escassa e arredia, associada a ambientes aquáticos. Seus hábitos não são muito conhecidos. Pode ser encontrada principalmente nas margens de riachos, córregos e pequenos rios em meio à floresta densa, onde costuma se manter escondida entre a vegetação, empoleirada. Pode ocorrer também em lagoas, pântanos, manguezais e outros pequenos corpos d’água, quase nunca sendo vista em águas abertas. No Cerrado ocorre em matas de galeria e matas ciliares. Se mantém longos períodos imóvel na beira da água, ou se movendo vagarosamente, aguardando que algum peixe entre em seu alcance, quando então usa seu pescoço longo e arqueado e o bico fino e comprido para desferir um bote firme, apunhalando a presa. Também pode se alimenter de insetos, ocasionalmente. Costumam viver solitários, porém na época reprodutiva, que vai de junho a setembro, se unem em casais monogâmicos e constroem ninhos com gravetos e ramos sobre árvores e arbustos na beira da água, geralmente em grandes colônias. Põe de 1 a 4 ovos azulados ou esverdeados. Buscam alimento para os filhotes de noite e distante do ninho.

Descrição

Mede entre 65 e 76 cm de comprimento. É a garça (família Ardeidae) mais colorida entre as encontradas no Brasil. Possui a face clara (rosada na época de reprodução), com as laterais da cabeça e testa negras esverdeadas, e penas longas na nuca que formam um penacho esbranquiçado, ou cinza azulado, que pode estar abaixado sobre o pescoço. Laterais do pescoço castanho avermelhado, com uma faixa castanha margeada por duas finas faixas brancas que descem da garganta até o peito, formando largas manchas branco azuladas, de aspecto estriado, nas laterais deste. Barriga e “ombros” castanho avermelhado, com o meio do dorso e asas de um negro esverdeado. Patas escuras, relativamente curtas. Bico extremamente longo (14 a 15 cm) e fino, escuro por cima e claro por baixo. Olho avermelhado.

Distribuição

Ocorre do México à Bolívia, incluindo a América Central, Colômbia, Venezuela, Guianas, Suriname, leste do Equador e Peru. No Brasil está presente principalmente na região Norte, além do TO, GO, DF, MT e MS.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerada ameaçada no Brasil (ICMBio), porém é considerada globalmente vulnerável (IUCN). 

Referências

Agami Heron (Agamia agami), In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. retrieved from Neotropical Birds Online: https://neotropical.birds.cornell.edu/Species-Account/nb/species/agaher1

 

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Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas

Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas - 16 de Março

No dia 16 de março é celebrado o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas, instituído com o objetivo de promover a conscientização da população sobre a importância de realizar ações que reduzam o impacto das mudanças climáticas. A data foi instituída em 2011, por meio da Lei nº 12.533.
É uma boa oportunidade para lembrar o porquê esse assunto interessa qualquer pessoa que habite o planeta Terra
Falar de mudanças climáticas vai além de discutir sobre um planeta alguns graus mais quente. É também falar sobre a nossa segurança alimentar, sobre o impacto dos desastres naturais na vida de mulheres e meninas, é sobre a preservação dos direitos indígenas e das florestas.
Neste 16 de março, Dia da Conscientização sobre Mudanças Climáticas, nós queremos lembrar que o assunto interessa a qualquer pessoas que habita o planeta Terra, ou seja, você, sua família e suas futuras gerações.

Essas mudanças são alterações que ocorrem no clima geral do planeta que podem ser provenientes de causas naturais ou de atividades humanas. A emissão de gases é considerada a principal causadora do aquecimento global e mudanças climáticas.
Desmatar o Cerrado significar liberar 250 milhões de toneladas de carbono por ano, correspondendo às emissões anuais de 53 milhões de carros. Devido a mudanças na temperatura do solo e na evaporação, a conversão maciça do Cerrado também afeta diretamente o regime local de chuvas, impactando a produção agrícola com crescente frequência. A desestabilização desse complexo ecossistema pode levar a um ciclo irreversível de degradação que afeta não apenas o Cerrado que é uma região vital para a produção de alimentos, mas também biomas vizinhos, incluindo a Amazônia e o Pantanal – tudo isso contribuindo para o aquecimento global acelerado e para condições climáticas extremas, com impactos econômicos e humanos graves.
Entender que a natureza é parte importante do cotidiano de uma cidade é o primeiro passo para compreendermos a necessidade das mudanças no comportamento humano frente aos recursos naturais cada vez mais escassos, não só pelas consequências, mas também pelos efeitos que essas podem originar.

Campanha: Cerrado Berço das Águas – 2020

Campanha: "Cerrado Berço das Águas" - 2020

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro em extensão, ocupando aproximadamente 24% do território nacional; compreende regiões de elevadas altitudes na porção central do país como em encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. 

O Cerrado possui alta concentração de nascentes -19.864 nascentes – 23,6% de todas as nascentes brasileiras, por isso o Cerrado é conhecido como berço das águas.   

O espaço geográfico ocupado pelo Cerrado desempenha um papel fundamental no processo de distribuição dos recursos hídricos pelo país, constituindo-se o local de origem das grandes bacias/regiões hidrográficas brasileiras e do continente sul-americano, fenômeno apelidado de “Efeito Guarda-Chuva”.  

Das oito grandes bacias hidrográficas do Brasil, seis são abastecidas pelo Cerrado: Amazônica, Araguaia/Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/ Paraguai. O maior potencial hídrico do Cerrado não está nas águas da superfície, mas nos lençóis freáticos que estão nas camadas mais profundas do solo, funciona como uma gigantesca caixa d’água que irriga as grandes bacias hidrográficas.  

As raízes profundas das árvores do Cerrado são responsáveis por absorver a água da chuva e depositá-la em reservas subterrâneas, os aquíferos. A recarga de três aquíferos subterrâneos: Bambuí, Urucuia e Guarani, que se formaram há milhões de anos, são reabastecidos pela chuva que se infiltra no solo.  Pelas características de seu solo, o Cerrado tem uma capacidade boa de infiltração da água da chuva e armazenamento dessa água que é liberada para os rios. 

As águas do Cerrado são responsáveis pela geração de energia elétrica usada por nove de cada dez brasileiros. A navegação, a indústria, o turismo e o lazer, o abastecimento de cidades, a irrigação de terras agrícolas e a própria população que toma a água desses rios que têm suas nascentes no Cerrado, se beneficiam deste bioma.

Por exemplo, 97% das águas que alimentam a Bacia do São Francisco nascem do Cerrado e várias comunidades ribeirinhas como quilombolas; os Vazanteiros que estão às margens do São Francisco na região do norte de Minas ou as comunidades Fecho de Pasto, comunidades camponesas do Cerrado da Bahia são delimitadas por morros, árvores, riachos, córregos, grotas, grotões, rios, baixas, baixões, que dependem das águas do velho Chico. A regularização das comunidades tradicionais é também a garantia das condições de inúmeros rios, nascentes e lençóis freáticos permaneçam vivos e perenes contribuindo com fornecimento de água para toda população da bacia do Rio São Francisco.

A cobertura vegetal do Cerrado é fundamental para garantir os fluxos hídricos entre as diversas regiões do Brasil, garantindo o transporte de umidade e vapor d’água da bacia amazônica para as regiões Sul e Sudeste do país e permitindo a regularidade do regime de chuvas. Precisamos da mata nativa para captar a água da chuva para abastecer os lençóis freáticos e, consequentemente, os aquíferos. Se desmatamos o Cerrado, haverá menor volume de água que chegará aos rios. O Cerrado é o elo entre os cinco biomas brasileiros através de suas águas e todos os biomas são interdependentes. Por isso a Campanha tem como objetivo mostrar o Cerrado para a sociedade brasileira e a importância das suas águas; o Brasil precisa do Cerrado! 

Dia Nacional dos Animais – 14 de março

Dia Nacional dos Animais - 14 de março

Hoje comemoramos o dia nacional dos animais e gostaríamos de trazer à discussão em como estamos lidando com os nossos animais silvestres, muitos grupos são negligenciados, ignorados ou suprimidos de propósito. Nesse dia em especial podemos colocar as nossas reflexões aos nossos impactos no meio ambiente e não ficar apenas apontando, mas trazendo soluções! Caso presencie algum tipo de crime ambiental, maus tratos ou tráfico de animais silvestres/exóticos, vá à delegacia de polícia mais próxima para lavrar o Boletim de Ocorrência (BO), ou compareça à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. O IBAMA também possui um canal, ligue para: 0800 61 8080
Salve o Cerrado! Museu do Cerrado!

Socó Boi

Tigrisoma lineatum (Boddaert, 1783)

Nome(s) popular(es)

Socó Boi, Socó Pintado, Socó Boi Ferrugem, Iocó Pinim (PA), Taiaçu.

História Natural

Ave associada a ambientes aquáticos, pode ser encontrado em pântanos, brejos e rios vagarosos rodeados por floresta. No Cerrado pode ser visto em veredas, campos úmidos, matas de galeria e matas ciliares. É incomum de ser avistado, principalmente por seu comportamento arredio e calmo, de movimentos cuidadosos, mantendo-se escondido na vegetação ribeirinha quando não está caçando. Se alimenta de uma grande variedade de animais, como peixes, crustáceos, anfíbios, répteis (como cobras e até filhotes de jacaré), e insetos. Caça andando vagarosamente sobre a água rasa, esperando e espreitando suas presas com paciência, e usa o longo pescoço arqueado para capturá-las ou perfurá-las com o bico pontudo num bote firme. Se reproduz na época da seca, entre março e outubro, quando o alimento para as aves aquáticas se torna mais farto pela concentração de presas produzida pelo baixo nível das águas. Faz ninhos com gravetos no alto das árvores, onde põe de 2 a 3 ovos esbranquiçados.

Descrição

Mede entre 66 e 76 cm de comprimento. Possui a cabeça, pescoço e peito vermelho castanho, bem característico, com um ou duas faixas brancas verticais descendo pela garganta e pescoço até o peito. Seu bico é negro e bastante comprido, com face e olhos amarelos. O dorso, asas e cauda são pardo acinzentado, as patas são cinzentas.

Distribuição

Possui ampla distribuição pela América Central e do Sul, ocorrendo do extremo sul de Honduras até o nordeste da Argentina, estando ausente apenas do Chile. No Brasil ocorre em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN).

Referências

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Biguatinga

Anhinga anhinga (Linnaeus, 1766)

Nome(s) popular(es)

Biguatinga, Carará (Amazônia), Calmaria (RS), Maria Preta (CE), Peru D’Água, Mergulhão Serpente, Biguá Bicolor, Anhinga, Arará, Meuá, Miuá, Muiá.

História Natural

Ave aquática comum, típica de corpos d’água com as margens florestadas. Pode ser encontrada em lagos, rios lentos, brejos e pântanos, e apesar de menos comum, na orla marítima. No Cerrado, pode ser visto em rios e lagos margeados por mata de galeria ou mata ciliar. Se alimenta principalmente de peixes, mas pode capturar sapos, cobras aquáticas, crustáceos e insetos aquáticos. Caça fazendo longos mergulhos, sendo um ágil nadador. Utiliza seu pescoço longo e arqueado e o bico fino e pontudo para espetar suas presas com um bote rápido, apunhalando-as sob a água e depois as levando para fora dela para engolí-las. Pode ser possivelmente predado por jacarés. Quando não está na água, onde o corpo fica submerso e só a cabeça e o pescoço ficam visíveis (podendo se assemelhar a uma cobra aquática devido à forma delgada), pode ser visto nas margens e proximidades dela, empoleirado em troncos secos, muitas vezes de asas abertas para secar as penas. Podem ser vistos em bandos mistos, ou em casais quando em reprodução. São monogâmicos, formando laços duradouros, e o casal pode usar o mesmo ninho ao longo dos anos, geralmente feito em galhos de árvores próximas ou diretamente acima da água. Podem fazer o ninho em colônias, às vezes junto a outras aves aquáticas, como o Biguá, as cegonhas (família Ciconiidae) e as garças (família Ardeidae). O macho traz o material e a fêmea constrói o ninho, feito com gravetos e forrado com galhos vivos e folhas verdes. Põe de 3 a 4 ovos branco azulados. Tanto o macho quanto a fêmea chocam os ovos e alimentam os filhotes.

Descrição

Mede de 85 a 91 cm de comprimento. Ave esguia, com pescoço fino, comprido e arqueado. Possui a cabeça estreita, o bico amarelo, fino, pontudo e comprido, e a cauda também comprida, com as pontas claras. Seus pés são palmados e amarelados. O macho possui a coloração preta, com estrias brancas no dorso e sobre as asas, que se juntam em uma faixa branca no meio dessa. A fêmea possui a coloração mais clara, com tons pardos e creme, principalmente no pescoço e no peito, onde o creme se destaca do preto da barriga. Sua aparência e hábitos se assemelham aos do Biguá, mas as manchas brancas no dorso do macho, o pescoço mais longo e esguio e o bico mais fino, comprido e pontudo (sem gancho na ponta) do Biguatinga permitem diferenciá-los.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo desde o extremo sul dos Estados Unidos até o Uruguai e nordeste da Argentina, incluindo todos os países continentais da América Central, Cuba, Trindade e Tobago, e todos os países da América do Sul com exceção do Chile. No Brasil, ocorre em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), mas suas populações mostram sinais de declínio (IUCN).

Referências

Anhinga (Anhinga anhinga), In Neotropical Birds Online (T. S. Schulenberg, Editor). Cornell Lab of Ornithology, Ithaca, NY, USA. retrieved from Neotropical Birds Online: https://neotropical.birds.cornell.edu/Species-Account/nb/species/anhing


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Biguá

Nannopterum brasilianus(Gmelin, 1789)

Nome(s) popular(es)

Biguá, Biguá Una, Imbuiá, Mergulhão, Cormorão, Miuá, Pata D’Água, Corvo Marinho.

História Natural

Ave aquática bastante comum e abundante em diversos ambientes de água doce e salgada, podendo ser encontrada em rios, lagos, pântanos, brejos, manguezais, no mar, em açudes e parques urbanos. No Cerrado, pode ser visto em rios e lagos. É um excelente nadador, mergulhando totalmente e indo atrás de sua presa, se alimentando de uma grande diversidade de itens, mas principalmente peixes, além de sapos e girinos, insetos aquáticos, crustáceos e moluscos. Pode ser predado pela Sucuri. Costuma se manter próximo à água, repousando numa pedra, no solo, ou empoleirado em uma árvore seca, muitas vezes de asas abertas para secar as penas. Pode ser visto em grandes grupos durante a época reprodutiva, na água ou sobrevoando em formação de “V”. Seu chamado é um grunhido rouco e grave, semelhante ao de um porco. Faz seus ninhos em colônias sobre árvores próximas ou acima da água, às vezes juntos com outras aves aquáticas, como o Biguatinga, as cegonhas (família Ciconiidae) e as garças (família Ardeidae). Utiliza gravetos para fazer o ninho, e o forra com algas e gramíneas, pondo de 3 a 4 ovos azulados que são incubados por ambos os pais. É monogâmico, com macho e fêmea formando laços duradouros e com uma ampla variedade de rituais de corte e estreitamento de laços entre os dois.

Descrição

Mede entre 58 e 73 cm de comprimento. De cor preta uniforme, olho azulado, bico cinzento, papo amarelado e patas pretas com pés palmados. Possui o pescoço e bico compridos e esguios, com esse último terminado em gancho.

Distribuição

Possui uma ampla distribuição pelas Américas do Sul e Central, estando presente em todos os países continentais nelas, além de Cuba, México e extremo sul dos Estados Unidos, ocorrendo até o extremo sul da Argentina. No Brasil, está presente em todos os estados.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações se mostram estáveis (IUCN).

Referências

BirdLife International 2018. Nannopterum brasilianus. The IUCN Red List of Threatened Species 2018: e.T22696773A133550739. Downloaded on 13 November 2019.


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Cabeça Seca

Mycteria americana Linnaeus, 1758

Nome(s) popular(es)

Cabeça Seca, Passarão, Cabeça de Pedra (MT), Trepa Moleque (MT), Jaburu Moleque, João Grande (RS), Padre.

História Natural

É uma ave grande e comum, associada a corpos d’água, como manguezais, pântanos, lagoas e rios, principalmente aqueles imersos em vegetação florestal. Podem ser vistos em grandes grupos, pousados no chão, na água rasa, em árvores, ou planando alto. No Cerrado pode ser visto em matas de galeria, matas ciliares, veredas e campos alagados. Se alimenta revirando o fundo lodoso dos corpos d’água com as patas para espantar suas presas, capturando peixes, anfíbios, pequenos répteis (como tartarugas) e moluscos. As condições ideais para sua alimentação são na estação seca, quando os corpos d’água ficam mais rasos e as presas mais concentradas neles. Faz grandes ninhos com gravetos em árvores próximas à água, de forma colonial, onde uma mesma árvore pode sustentar diversos ninhos. Seus filhotes podem ser predados por Guaxinins.

Descrição

Mede entre 86 e 102 cm. Possui pernas, pescoço e bico compridos, coloração branca uniforme, com penas das asas e cauda pretas, que podem estar escondidas quando está repousando mas ficam evidente quando em voo. O pescoço e a cabeça são nus, com pele cinzenta e de aspecto ressecado bem característico, com placas ósseas evidentes na cabeça.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo do sudeste e sudoeste dos Estados Unidos ao nordeste da Argentina, incluindo Cuba, estando presente de forma abundante em todo o Brasil.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), porém suas populações podem estar diminuindo (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Mycteria americana. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697648A93627312. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697648A93627312.en. Downloaded on 09 November 2019.


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Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.


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Tuiuiú

Jabiru mycteria (Lichtenstein, 1819)

Nome(s) popular(es)

Tuiuiú, Jaburu, Jaburru, Tuim de Papo Vermelho (MT e MS), Cauauá (AM), Jabiru (região Sul).

História Natural

Ave grande associada a ambientes aquáticos, é encontrado de forma abundante em corpos de água doce, como brejos, pântanos, rios e lagos, principalmente com árvores esparsas pelas margens ou por áreas abertas. É típico do Pantanal, Cerrado, Chacos Bolivianos e Llanos Venezuelanos. No Cerrado, pode ser visto em áreas alagadas como veredas, campos úmidos e outros tipos de corpos d’água. Se alimenta agitando a água rasa com o bico para assustar suas presas e poder capturá-las, comendo uma grande variedade de animais aquáticos, como peixes, sapos, cobras, filhotes de jacarés e tartarugas, moluscos e insetos. Se aproveita dos baixos níveis da água na estação da seca, quando as presas estão mais concentradas, para caçar em grupos, podendo agir de forma colaborativa para cercar os peixes. Pode ser predado pela Onça, e seus filhotes possivelmente por gaviões como o Carcará, Gavião do Banhado e o Gavião Velho. Se reproduz em grandes ninhos feitos com gravetos e forrados com capim e plantas aquáticas, no alto de árvores grandes e por vezes próximo a outros ninhos. Utiliza o mesmo ninho todo ano, onde põe 4 ovos, e a cada estação reprodutiva vai reforçando-o e adicionando material, de forma que o ninho vai crescendo, podendo atingir até 2 m de diâmetro e servindo de apoio para outras aves menores que podem construir seus ninhos em sua base.

Descrição

Mede cerca de 1,4 m de comprimento e 1,6 m de altura. Com pernas, pescoço e bico compridos e pretos, e cabeça também preta, a plumagem do corpo é totalmente branca. A cabeça e o pescoço não possuem penas. Na base do pescoço há uma faixa vermelha e um papo inchado bem característicos.

Distribuição

Sua distribuição é ampla e dispersa pela América do Sul e partes da Central, ocorrendo em algumas regiões no extremo sul do México, Guatemala, Belize, Nicarágua e Costa Rica, na Colômbia, Venezuela, Guianas e Suriname, leste do Equador e Peru, Bolívia, Paraguai e nordeste da Argentina. No Brasil está presente em SP, MG e RJ, e em todos os estados do Centro-Oeste e do Norte, sendo porém mais escasso neste último e no Sul e Nordeste.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Jabiru mycteria. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697710A93632239. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697710A93632239.en. Downloaded on 13 November 2019.


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Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.


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Silva, J. M. C. da (1995). Birds of the cerrado region, South America. Steenstrupia, 21(1), 69-92.


Wikiaves. (2018). Tuiuiú. Recuperado em 13 de novembro, 2019, de https://www.wikiaves.com.br/wiki/tuiuiu

Mergulhão Pequeno

Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766)

Nome(s) popular(es)

Mergulhão Pequeno, Mergulhão Pompom.

História Natural

Ave aquática pequena e comum, está associada a corpos de água doce de diversos biomas, especialmente aqueles com superfície livre de cobertura vegetal mas bordas densamente vegetadas, podendo ser encontrado em lagos, poças, pântanos e brejos, incluindo poças artificiais. Se alimenta principalmente de peixes, larvas e adultos de insetos (besouros, percevejos, libélulas), crustáceos e girinos, pegos sob a água em pequenos mergulhos. Também se alimenta de brotos e folhas de plantas aquáticas, e pode ser visto caçando junto com outras aves aquáticas. Entre seus predadores, pode-se citar o Cauré. Na época reprodutiva, costumam ser avistados aos pares, mas fora desta podem ser vistos em bandos de até 20 indivíduos. Seus ninhos são volumosos e flutuantes, feitos com material vegetal, como gravetos e folhas, e os ovos são esbranquiçados. Tanto o macho quanto a fêmea cuidam e alimentam os filhotes.

Descrição

Mede de 21 a 26 cm. De coloração escura bem uniforme, possui  testa e topo da cabeça pretos, dorso cinza escuro e demais regiões cinza pardacento mais claro. Bico e patas escuros, com olho amarelo vivo bem destacado.

Distribuição

Possui ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo desde o extremo sul dos Estados Unidos até o Uruguai e norte da Argentina, incluindo todos os países da América Central, as ilhas caribenhas, Colômbia, Venezuela, Suriname e Guianas, o oeste do Equador, sudeste do Peru e leste da Bolívia. No Brasil está presente em todos os estados, com menos abundância na região Norte.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações se mostram estáveis (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Tachybaptus dominicus. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22696571A93571402. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22696571A93571402.en. Downloaded on 09 November 2019.


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Gwynne, J. A., Ridgely, R. S., Argel, M., & Tudor, G. (2010). Guia Aves do Brasil: Pantanal e Cerrado. São Paulo: Horizonte.


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