Fragmentação e viabilidade de corredores ecológicos na região do MATOPIBA

Fragmentação e viabilidade de corredores ecológicos na região do MATOPIBA

Autor(a):

Thais Jacob Mendes

Resumo:

A região do MATOPIBA está inserida num contexto social e ambientalmente diverso. Estão presentes na região de estudo a agricultura empresarial, familiar, unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas e uma grande variedade de solos e clima. É relevante, portanto, o melhor entendimento do desenvolvimento e da dinâmica espacial do uso e cobertura da terra para caracterizar e definir ações de intervenção que poderiam promover a sustentabilidade do uso da terra nessa região. Nesta pesquisa, foram conduzidas análises espaço-temporais das mudanças do uso e cobertura da terra e seus efeitos na fragmentação da vegetação nativa entre 2000 e 2016, utilizando dados de sensores remotos e técnicas de análise da paisagem. Adicionalmente, foram delimitadas áreas potenciais para formação e integridade de corredores ecológicos em direções de menor e maior grau de fragmentação utilizando a técnica do caminho de menor custo, definindo áreas prioritárias para restauração da vegetação natural. Os resultados da análise de uso e cobertura da terra na região de estudo indicam uma expressiva expansão da agricultura extensiva nesta região do Cerrado brasileiro entre 2000 e 2016. Observou-se um aumento crescente da fragmentação no período e área de estudo, sendo que o menor e o maior grau de fragmentação foram observados na direção Leste-Oeste e na direção Nordeste-Sudoeste, respectivamente. A análise estrutural de corredores indica que a maior parte dos corredores é composta por vegetação natural, com menos de 6% de suas áreas com alta prioridade de recuperação da vegetação nativa, o que aumenta a viabilidade da formação de corredores ecológicos funcionais.

Referência:

MENDES, Thais Jacob. Fragmentação e viabilidade de corredores ecológicos na região do MATOPIBA. 2018. 72 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

Disponível em:

Quantificação da biomassa e potencial energético de Tachigali vulgaris em áreas plantadas no estado do Amapá

Quantificação da biomassa e potencial energético de Tachigali vulgaris em áreas plantadas no estado do Amapá

Autor(a):

Bruna Bárbara Maciel Amoras Orellana

Resumo:

Biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica que pode ser utilizado para produção de energia. O Tachigali vulgaris, conhecido popularmente como tachi-branco, é uma árvore de rápido crescimento e produtividade alta, muito utilizada na produção de carvão vegetal e recuperação de áreas degradadas. Este trabalho teve por objetivo analisar a produção de biomassa lenhosa da parte aérea e o potencial energético em dois plantios experimentais desta espécie localizados em ecossistemas distintos no estado do Amapá, um em área de cerrado e outro em área de terra-firme. Para a coleta das amostras, foram obtidos dados dendrométricos de todas as árvores dos plantios que permitiu classificá-las em classes diamétricas. Após a seleção ao acaso de 3 árvores por classe procedeu-se a retirada de 5 discos em diferentes posições do tronco e 3 amostras de galhos. Foram determinados a umidade máxima, a análise imediata, o poder calorífico superior, a massa seca, a densidade básica pelo método do máximo teor de umidade e a densidade energética. O plantio do cerrado produziu mais árvores por hectare, logo mais biomassa por área (246.214kg/ha), enquanto o plantio da terra-firme gerou 84.766kg/ha. Nos dois plantios, as classes 3, 4 e 5 foram as que mais produziram massa seca no fuste, sendo este componente o que mais contribuiu na produção de biomassa por árvore. Na produção individual de massa seca a classe 7 apresentou os maiores valores, porém, na relação da produção por hectare a classe 4 se destacou nos dois plantios. Observou-se nos plantios uma tendência de aumento da densidade básica conforme o diâmetro do tronco aumenta. Os valores médios de densidade básica foram respectivamente 581,25kg/m³ e 562,41kg/m³, para cerrado e terra-firme. As médias de poder calorífico por área foram 19MJ/kg na terra-firme e 19,10MJ/kg no cerrado. Os teores de materiais voláteis e cinzas e o carbono fixo mostraram-se de acordo com o encontrado em estudos semelhantes. Ao analisar a produção energética por hectare observou-se que a classe 4 foi a mais produtiva nos dois plantios, e estabeleceu um limite no crescimento do incremento energético anual que tende a declinar a partir desta classe. A produção energética anual foi significativamente maior no plantio do cerrado nos níveis experimentais propostos e nas condições edafoclimáticas do ambiente de cerrado na Amazônia.

Referência:

AMORAS ORELLANA, Bruna Bárbara Maciel. Quantificação da biomassa e potencial energético de Tachigali vulgaris em áreas plantadas no estado do Amapá. 2015. xi, 77 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Crescimento inicial de 15 espécies nativas do bioma Cerrado sob diferentes condições de adubação e roçagem, em Planaltina – DF

Crescimento inicial de 15 espécies nativas do bioma Cerrado sob diferentes condições de adubação e roçagem, em Planaltina - DF

Autor(a):

Fabiola Latino Antezana

Resumo:

O Bioma Cerrado enfrenta o desafio de continuar existindo frente à ocupação do meio ambiente natural pelas atividades antrópicas. Atualmente, vem sendo discutida a valoração dos “serviços ambientais” do Cerrado como estímulo à recuperação e conservação do Bioma. Este trabalho buscou avaliar o comportamento de 15 espécies nativas em plantio de recuperação de área degradada de Cerrado sentido restrito por pastagem, submetidas a diferentes tratamentos de adubação orgânica e roçagem, em Planaltina – DF. As espécies foram selecionadas conforme preconiza o Módulo Demonstrativo de Recuperação – MDR, ou seja, a utilização de espécies de uso múltiplo e de diferentes formações vegetacionais. Ainda, foi valorado o custo de manutenção dos tratamentos aplicados. Após 12 meses de plantio, de dezembro de 2006 a dezembro de 2007, a análise individual das espécies apontou diferença significativa entre os tratamentos para Simarouba versicolor e Tabebuia reoseo-alba. A análise em grupo por fitofisionomia classificou as espécies Anadenanthera colubrina, Amburana cearensis e Genipa americana como de maior incremento, em diâmetro e altura, para as formações florestais Mata de Galeria e Mata Seca, além de apresentarem taxa de 100% de sobrevivência em todos os tratamentos aplicados. Na fitofisionomia Cerrado sentido restrito, Simarouba versicolor apresentou crescimento significativo no tratamento sem adubação com roçagem (SA-CR). Constatou-se ainda que o crescimento das espécies A. colubrina, A. cearensis, G. americana, S. versicolor e T. roseo-alba, nos tratamentos com adubação orgânica e/ou roçagem, apresentou incremento significativamente maior do que no tratamento com ausência desses fatores. Isto indica que o custo de manutenção dos tratamentos foi validado pelo melhor incremento das espécies de Mata de Galeria, Mata Seca e Cerrado sentido restrito. O melhor resultado foi obtido no tratamento sem adubação com roçagem (SA-CR), sendo seu custo de implantação e manutenção de R$ 2.493,00 e R$ 36,00, respectivamente. O resultado positivo em incremento, a baixa taxa de mortalidade do experimento e o relativo baixo custo de manutenção indica que o plantio heterogêneo de espécies nativas associado a um mínimo de cuidado com sua manutenção pode trazer resultados positivos aos proprietários rurais que investirem no MDR. Este resultado pode vir a estimular a recuperação de áreas degradadas no Cerrado ao associar ganhos econômicos à atividade de recuperação.

Referência:

ANTEZANA, Fabiola Latino. Crescimento inicial de 15 espécies nativas do bioma Cerrado sob diferentes condições de adubação e roçagem, em Planaltina – DF. 2008. 84 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

Disponível em:

https://repositorio.unb.br/handle/10482/1156

Utilização de lodo de esgoto associado a três espécies nativas do cerrado na recuperação de áreas degradadas

Utilização de lodo de esgoto associado a três espécies nativas do cerrado na recuperação de áreas degradadas

Autor(a):

Lázaro Silva de Oliveira

Resumo:

Várias técnicas têm sido utilizadas com o objetivo de recuperar solos degradados, e a maioria combina práticas mecânicascom a adição de matéria orgânica. Inúmeras fontes de matéria orgânica também têm sido utilizadas, como a do lodo de esgoto, que favorece a formação de agregados, facilitando a penetração das raízes e a vida microbiana; aumenta a resistência do solo à erosão; além de fornecer nutrientes para as plantas, propiciando maior rendimento de matéria verde e seca. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desenvolvimento das mudas de três espécies do Cerrado em relação à altura, diâmetro e copa, em diferentes épocas de plantio, inicio e final do período chuvoso, utilizando o lodo de esgoto; e assimtestar sua viabilidade como adubo orgânico na recuperação de uma superfície degradada. O lodo, cedido pelaCompanhia Ambiental do Distrito Federal (CAESB), foi submetido à análise química de macro e micronutrientes, pH, sólidos voláteis, umidade, relação C/N e metais pesados. As mudas utilizadas no experimento foram das espécies Schinus terebinthifolius Raddi(aroeira),Anadenanthera colubrina (Vellozo) Brenan(angico) e Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC) (Mart. ex DC) Mattos(ipê roxo). As três espécies apresentam crescimento superior no período de início da chuva. Por sua vez, o ipê roxo apresentou o maior crescimento em diâmetro em porcentagem nos dois períodos. Em relação à altura em porcentagem para o IC a espécie mais bem sucedida foi o ipê roxo e para o FC o angico. Em relação ao crescimento em copa a espécie que apresentou o maior crescimento para o IC foi o angico e a espécie mais bem sucedida para o FC foi a aroeira. Todas as espécies responderam de forma positiva ao uso do lodo de esgoto.

Referência:

OLIVEIRA, Lázaro Silva de. Utilização de lodo de esgoto associado a três espécies nativas do cerrado na recuperação de áreas degradadas. 2015. xi, 49 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Análise temporal da cobertura vegetal e do solo da área do EcoMuseu do Cerrado (Goiás) através de imagens MODIS e CBERS

Análise temporal da cobertura vegetal e do solo da área do EcoMuseu do Cerrado (Goiás) através de imagens MODIS e CBERS

Autor(a):

Antonio Felipe Couto Júnior

Resumo:

Utilizando o sensor sino-brasileiro, CBERS, foi possível identificar que 56,03% da cobertura atual do solo da região do EcoMuseu do Cerrado foi alterada pela ação antrópica. Os municípios de Águas Lindas de Goiás e Santo Antonio do Descoberto apresentaram os maiores graus de alterações em suas superfícies, 63,18% e 61,37%, respectivamente. O município de Pirenópolis apresentou maior integridade de cobertura natural 49,82%. O sensor MODIS permitiu realizar o monitoramento temporal da área do EcoMuseu, onde pode-se observar a dinâmica da cobertura vegetal ao longo do ano. O sensor MODIS evidenciou que a porção oeste do EcoMuseu, principalmente no município de Pirenópolis, apresentou uma maior cobertura vegetal. Na parte leste do EcoMuseu (municípios de Águas Lindas e Santo Antonio do Descoberto) foi observada maior quantidade de edificações que podem ser devido à proximidade com o Distrito Federal, em virtude de uma expansão urbana. A cobertura vegetal apresentou uma grande relação com o regime hídrico, podendo ser observadas duas tendências do NDVI da vegetação ao longo do ano, em resposta às duas estações climáticas: seca e úmida. A passagem de uma estação para outra não acontece imediatamente, foram observados padrões intermediários de NDVI, mostrando uma influência da disponibilidade/escassez hídrica da estação anterior. São apresentadas as assinaturas temporais das matas e das formações savânicas.

Referência:

COUTO JÚNIOR, Antonio Felipe. Análise temporal da cobertura vegetal e do solo da área do EcoMuseu do Cerrado (Goiás) através de imagens MODIS e CBERS. 61 f. 2007. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

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Caracterização ecológica de sementes e plântulas de árvores de Cerrado

Caracterização ecológica de sementes e plântulas de árvores de Cerrado

Autor(a):

Ivonne Andrea Narváez Zambrano

Resumo:

Realizou-se a caracterização ecológica de 37 espécies arbóreas do cerrado, considerando-se 11 atributos funcionais de sementes e plântula. Os teores de água da semente estiveram entre 6-14%. Dezessete espécies tiveram sementes planas, 18 tiveram esféricas e duas alongadas. A massa seca das sementes variou de 2 a 9.175 mg. Astronium fraxinifolium, Tabebuia. aurea, Lafoensia pacari, Aspidosperma macrocarpon e Magonia pubescens tiveram germinação rápida (< 5 dias) e índices de sincronia entre 0,6 – 2,4 bits. Dipterx alata, Luehea paniculata, Kielmeyera speciosa e Cybistax antisyphilitica, tiveram germinação intermediária (5 a 10 dias) e índices de sincronia entre 1,7 – 3,2 bits. Aspidosperma tomentosum, Zeyheria montana, Plathymenia reticulata e Curatella americana, tiveram germinação mais lenta (> 10 dias) e índices de sincronia entre 3,0 – 3,8 bits. Quatro espécies tiveram plântulas do tipo fânero epígeo-foliáceo (FEF), duas espécies fânero-epígeo-reserva (FER), três espécies fânero-hipógeo-reserva (FHR) e duas espécies cripto hipógeo-reserva (CHR). A parte aérea das espécies é predominantemente composta por folhas ao invés de crescimento em altura e a parte subterrânea investe mais em alongamento das raízes do que em engrossamento. As espécies apresentam duas estratégias de uso dos recursos, sendo colonizadoras e tolerantes ao estresse. Espécies colonizadoras apresentaram massa da semente menor, raiz principal alongada e alta área foliar específica (SLA). Espécies tolerantes ao estresse apresentaram massa da semente maior, raízes mais curtas e grossas e menor SLA. A caracterização ecológica realizada, indica a diversidade de estratégias das espécies como resposta à heterogeneidade ambiental. O uso de espécies com estratégias para colonizar e para tolerar o estresse na restauração ecológica, pode contribuir à superação de filtros ecológicos, o que aumentaria as espécies capazes de se estabelecer em áreas degradadas.

Referência:

NARVÁEZ ZAMBRANO, Ivonne Andrea. Caracterização ecológica de sementes e plântulas de árvores de Cerrado. 2017. x, 53 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Amostragem e modelagem da biomassa de raízes em um cerrado sensu stricto no Distrito Federal

Amostragem e modelagem da biomassa de raízes em um cerrado sensu stricto no Distrito Federal

Autor(a):

Gileno Brito de Azevedo

Resumo:

Estoques em biomassa são, em geral, muito variáveis entre e dentro de ecossistemas florestais. Para o bioma Cerrado, alguns estudos têm indicado que grande parte da biomassa vegetal viva encontra-se abaixo do nível do solo, ou seja, nas raízes. Contudo, estudos envolvendo a quantificação da biomassa subterrânea têm recebido pouca atenção em relação a quantificação da biomassa aérea, devido a grande dificuldade em amostrar raízes, pois as metodologias utilizadas para tal finalidade são, geralmente, difíceis de serem executadas, demandando muito tempo e muita mão de obra. Portanto, o objetivo desta pesquisa foi realizar estudos relacionados à distribuição, amostragem e modelagem da biomassa de raízes, em área de cerrado sensu stricto localizada na Fazenda Água Limpa, Distrito Federal. A biomassa acima do solo foi determinada considerando quatro estratos da vegetação: arbóreo-arbustivo, regeneração natural, herbáceo e serapilheira. Para a coleta das raízes, foram escavadas cinco subparcelas de 2 x 2 m, sendo cada uma alocada no centro de parcelas de 20 x 50 m implantadas na área para a realização do inventário florestal visando caracterizar a vegetação lenhosa arbórea e arbustiva. As escavações nas subparcelas de 2 x 2 m, foram realizadas considerando seis intervalos de profundidade (0-10, 10-30, 30-50, 50-100, 100-150 e 150-200 cm). Foram testados diferentes métodos de amostragem, que consistiram na coleta de raízes utilizando trado e escavação de monolitos e trincheiras, com diferentes dimensões, totalizando 13 tratamentos. As raízes foram separadas do solo, lavadas, classificadas de acordo com o seu diâmetro em grossas (> 10 mm), médias (5 10 mm), pouco finas (2-5 mm) e finas (< 2 mm), e, em seguida, pesadas. Subamostras de raízes com ± 300 g foram secas em estufa a 70 ± 2 ºC, visando obter a biomassa seca. Os dados obtidos nas subparcelas foram utilizados para avaliar distribuição da biomassa de raízes ao longo do perfil do solo e por classe de diâmetro. A partir dos dados da biomassa seca de raízes acumulada ao longo do perfil do solo (0-10, 0-30, 0-50, 0-100, 0-150 e 0-200 cm), em cada subparcela amostrada (total de 30 observações), foram ajustados modelos de regressão visando estimar a biomassa seca de raízes por unidade de área e por profundidade do solo. As variáveis independentes utilizadas no ajuste dos modelos foram: profundidade do solo (cm), densidade (N.ha-1), área basal (m².ha-1), diâmetro médio quadrático (cm) e altura de Lorey (m). O estoque total de biomassa verificado na área foi de 73,90 ± 12,26 Mg.ha-1, sendo 37,38 % desse total verificado acima do nível do solo e 62,62 % abaixo do nível do solo, até a profundidade de 200 cm. As camadas superficiais do solo acumularam a maior parte da biomassa estocada pelas raízes, sendo, aproximadamente 43, 74 e 86 % desse total registrada até as profundidades de 10, 30 e 50 cm. As raízes grossas contribuíram com 67,1 % da biomassa abaixo do solo, enquanto que as raízes finas representaram apenas 9,3 %. A escavação de dois monolitos de 0,5 x 0,5 m, até a profundidade de 30 cm, distribuídos em cantos opostos de uma subparcela de 2 x 2 m, mostrou ser uma estratégia eficiente para captar a variabilidade espacial da biomassa de raízes, proporcionando estimativas com precisão semelhante às obtidas com métodos que utilizaram maior área de escavação. O ajuste de modelos alométricos é uma boa alternativa para estimar, de forma indireta, a biomassa de raízes.

Referência:

AZEVEDO, Gileno Brito de. Amostragem e modelagem da biomassa de raízes em um cerrado sensu stricto no Distrito Federal. 2014. xii, 75 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)–Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Desenvolvimento de espécies nativas do cerrado a partir do plantio de mudas e da regeneração natural em uma área em processo de recuperação, Planaltina-DF

Desenvolvimento de espécies nativas do cerrado a partir do plantio de mudas e da regeneração natural em uma área em processo de recuperação, Planaltina-DF

Autor(a):

Jackeline Miclos Cortes

Resumo:

O bioma Cerrado é considerado como hot spot para conservação da biodiversidade mundial, por apresentar grande diversidade biológica, alto grau de endemismo e elevada ameaça de degradação. Este cenário tem despertado preocupação com relação a busca de informações para subsidiar projetos de recuperação das áreas degradadas. Este trabalho teve como objetivo avaliar espécies nativas do Cerrado, provenientes do plantio de mudas e da regeneração natural, presentes em uma área em processo de recuperação na Embrapa Cerrados, localizada em Planaltina-DF. Este local refere-se a uma área com histórico de degradação, onde anteriormente, em dezembro de 2006, foram plantadas 720 mudas, distribuídas em 15 espécies nativas do Cerrado, de acordo Modelo nativas do bioma. Desde dezembro de 2007 foram realizadas roçagens para garantir a sobrevivência das mudas plantadas e beneficiar as espécies provenientes da regeneração. Foram realizados três levantamentos (fevereiro de 2010, julho de 2010 e fevereiro de 2011) para avaliar a florística e fitossociologia das espécies regenerantes do local; a sobrevivência e o crescimento (em altura e em diâmetro) das mudas e das espécies regenerantes. As espécies provenientes do plantio de mudas, 50 meses após o plantio, apresentaram de 2,08% a 89,58% de sobrevivência. Dentro deste grupo, as espécies com as maiores porcentagens de sobrevivência foram Hymenaea courbaril, Plathymenia reticulata, Astronium fraxinifolium, Simarouba versicolor, Tapirira guianensis e Genipa americana. Em relação ao crescimento, as espécies Simarouba versicolor e Plathymenia reticulata apresentaram os maiores valores de incremento em altura e em diâmetro significativamente diferentes da maioria das espécies. Foram encontradas na regeneração natural até o último levantamento, 14 famílias, 23 espécies, incluídas em 23 gêneros. As espécies com maior Índice de Valor de Importância (IVI) em fevereiro de 2010 foram: Eugenia dysenterica e Machaerium acutifolium. Todas as espécies da regeneração natural apresentaram alta sobrevivência, entre 66,67% a 100% até o final da avaliação. Os valores de incrementos em altura não foram significativos para as espécies de regeneração natural.

Referência:

CORTES, Jackeline Miclos. Desenvolvimento de espécies nativas do cerrado a partir do plantio de mudas e da regeneração natural em uma área em processo de recuperação, Planaltina-DF. 2012. 89 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

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Regeneração e estabelecimento de Copaifera langsdorffii (Desf.) e Emmotum nitens (Benth.) Miers em condições naturais

Regeneração e estabelecimento de Copaifera langsdorffii (Desf.) e Emmotum nitens (Benth.) Miers em condições naturais

Autor(a):

Isaac Nuno Carvalho de Azevedo 

Resumo:

Fatores como tipo de fitofisionomia, a remoção e predação de sementes por animais e a sazonalidade climática podem limitar o estabelecimento de diversas espécies arbóreas. Copaifera langsdorffii e Emmotum nitens são duas espécies típicas do Cerrado que são encontradas desde formações florestais como os cerradões até savânicas como campo sujo e cerrado sensu stricto no Centro-Oeste brasileiro. O presente trabalho teve como objetivo geral analisar a capacidade de regeneração, a remoção e predação das sementes de Copaifera langsdorffii e Emmotum nitens, no cerradão e no cerrado sensu stricto circundante na Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília – EEJBB. Alem disso, determinar a influência do tipo de fitofisionomia no estabelecimento das duas espécies e se os efeitos da predação variam entre uma formação florestal em que as espécies já estão bem estabelecidas e, uma formação savânica adjacente, em que está ocorrendo (ou potencialmente possa ocorrer) o processo de colonização, após a dispersão das sementes. E também, determinar a capacidade de estabelecimento, os padrões fenológicos e de crescimento de C. langsdorffii nos primeiros 6 anos de vida, cujas sementes foram plantadas em um fragmento de cerradão e numa formação de campo sujo adjacente na Fazenda Água Limpa – FAL. Em um inventário do componente arbóreo do cerradão do EEJBB, E. nitens foi a espécie de maior densidade e de maior valor de importância (IVI), enquanto C. langsdorffii apresentou uma menor densidade de indivíduos e valores menores de IVI. No inventário, realizado no cerrado sensu stricto circundante ao fragmento de cerradão para a observação da existência de indivíduos adultos das duas espécies foram encontrados poucos indivíduos de E. nitens, a maioria localizados próximos ao cerradão. Não foi encontrado nenhum indivíduo de C. langsdorffii. Na análise da regeneração na área amostrada no cerradão do EEJBB foram encontrados 392 indivíduos de E. nitens o que representa uma densidade absoluta (DA) de 10.453 indivíduos por hectare, já para a C. langsdorffii foram encontrados apenas 46 indivíduos obtendo uma densidade absoluta de 1.253 indivíduos por hectare. A regeneração de E. nitens e C. langsdorffii no cerradão agrupada em classes de diâmetro apresentou uma distribuição em forma de J invertido, com a maioria dos indivíduos distribuídos nas primeiras classes, o que também pode ser observado para E. nitens no cerrado sensu stricto circundante. Essa distribuição não ficou tão evidente para C. langsdorffii nessa mesma fitofisionomia devido à pequena quantidade de indivíduos jovens encontrados. Em termos de remoção e predação, as sementes de C. langsdorffii apresentaram taxas maiores de remoção que as de E. nitens, nas duas fitofisionomias. Das 400 sementes de C. langsdorffii dispersas artificialmente em cada fitofisionomia houve remoção em torno de 78% nas duas fitofisionomias após 100 dias, alcançando remoção total das sementes que não germinaram aos 210 dias no cerradão e aos 330 dias no cerrado sensu stricto circundante. No cerradão 16,5% das sementes C. langsdorffii germinaram e houve mortalidade de 44%, sendo que 37 plantas permaneciam vivas 510 dias após o início do experimento. Para E. nitens não houve germinação em nenhuma das duas fitofisionomias e a remoção foi de 41,8% e 59% no cerradão e cerrado sensu stricto, respectivamente após os 510 dias. O experimento na FAL, as sementes de C. langsdorffii foram plantadas no cerradão e no campo sujo. A emergência foi baixa 21% no campo sujo e 28% no cerradão. Das plântulas que emergiram 59,3% e 27,8% respectivamente permaneciam vivas após 6 anos. A maior parte da mortalidade ocorreu logo após a emergência durante a época de chuva. As plantas apresentam no campo sujo um comprimento médio de 27,44 cm e no cerradão de 17,45 cm ao final de 75 meses, o número de folíolos/planta foi maior no campo sujo, onde apresentou um número médio, aos 75 meses, de 40 e no cerradão de 20 folíolos. Ao longo dos 75 meses, o número de folíolos/planta foi sempre crescente, apesar de uma diminuição sazonal no período de estiagem. A porcentagem de remoção do limbo das folhas presentes nas plantas teve nos primeiros meses seus índices mais altos, sempre caindo com o passar do tempo, atingindo 4,5 e 1%, respectivamente, aos 75 meses. Em termos de plantios de reflorestamento e de enriquecimento florestal a simples dispersão das sementes na superfície do solo não é a melhor maneira para se garantir a regeneração e estabelecimento das espécies estudadas, no entanto, o plantio em pequenas covas, aumenta consideravelmente o tempo médio para a germinação e a emergência das plântulas, sendo a fase mais limitante para o estabelecimento, os primeiros meses após a emergência. Superado esta fase inicial, estas terão grandes chances de se estabelecerem no local e colonizar a área.

Referência:

AZEVEDO, Isaac Nuno Carvalho de. Regeneração e estabelecimento de Copaifera langsdorffii (Desf.) e Emmotum nitens (Benth.) Miers em condições naturais. 2006. 83 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

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Semeadura direta de árvores do Cerrado: testando técnicas agroecológicas para o aperfeiçoamento do método

Semeadura direta de árvores do Cerrado: testando técnicas agroecológicas para o aperfeiçoamento do método

Autor(a):

Raíssa Ribeiro Pereira Silva

Resumo:

A semeadura direta é sugerida como uma alternativa eficaz e barata para a restauração ecológica, mas para que ela seja amplamente utilizada para a restauração de ecossistemas tropicais é necessário (i) conhecer as espécies e as características funcionais adequadas à técnica e (ii) aprimorar técnicas que aumentem a germinação e a sobrevivência de plântulas. Esta dissertação avaliou emergência, estabelecimento e crescimento de espécies de árvores nativas do cerrado submetidas à semeadura direta. No primeiro capítulo foram testados os tratamentos de profundidade de plantio (superfície e enterrada) e utilização de “mulch” (sem cobertura, 5 cm e 10 cm de palhada), no estabelecimento de plântulas, nas variáveis microambientais e na emergência da gramínea invasora braquiária. No segundo capítulo foram testados tratamentos de plantas companheiras (sem plantas, plantas agrícolas e adubação verde) e de adubação (sem adubo, cama de frango e adubo químico). No primeiro capítulo semeamos 30 sementes × 6 tratamentos × 3 blocos = 540 sementes de cada espécie. No segundo, semeamos 30 sementes × 9 tratamentos × 4 blocos = 1.080 sementes de cada espécie. O enterramento das sementes prejudicou as espécies com sementes achatadas. A cobertura de palhada aumentou a umidade do solo e diminuiu a emergência de braquiária, promovendo de 28 a 62% mais assimilação fotossintética. O sombreamento excessivo (95%) com adubação verde diminuiu a sobrevivência e o crescimento de algumas espécies, o que não ocorreu com as companheiras agrícolas (60% de sombreamento). A adubação não favoreceu o crescimento das plântulas. O crescimento aéreo das plântulas foi baixo em todos os tratamentos. O consórcio com plantas agrícolas que sombreie 60% pode ser utilizado nas fases iniciais da restauração. A semeadura direta é uma técnica efetiva para diversos tipos de sementes de árvores de cerrado (Aspidosperma macrocarpon, Hymenaea stigonocarpa, Dipteryx alata, Enterolobium gummiferum, Eugenia dysenterica e Magonia pubescens, neste trabalho), desde que haja bom preparo do solo e controle de espécies invasoras.

Referência:

SILVA, Raíssa Ribeiro Pereira. Semeadura direta de árvores do Cerrado: testando técnicas agroecológicas para o aperfeiçoamento do método. 2015. x, 78 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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