Quantificação da biomassa e potencial energético de Tachigali vulgaris em áreas plantadas no estado do Amapá

Autor(a):

Bruna Bárbara Maciel Amoras Orellana

Resumo:

Biomassa é todo recurso renovável oriundo de matéria orgânica que pode ser utilizado para produção de energia. O Tachigali vulgaris, conhecido popularmente como tachi-branco, é uma árvore de rápido crescimento e produtividade alta, muito utilizada na produção de carvão vegetal e recuperação de áreas degradadas. Este trabalho teve por objetivo analisar a produção de biomassa lenhosa da parte aérea e o potencial energético em dois plantios experimentais desta espécie localizados em ecossistemas distintos no estado do Amapá, um em área de cerrado e outro em área de terra-firme. Para a coleta das amostras, foram obtidos dados dendrométricos de todas as árvores dos plantios que permitiu classificá-las em classes diamétricas. Após a seleção ao acaso de 3 árvores por classe procedeu-se a retirada de 5 discos em diferentes posições do tronco e 3 amostras de galhos. Foram determinados a umidade máxima, a análise imediata, o poder calorífico superior, a massa seca, a densidade básica pelo método do máximo teor de umidade e a densidade energética. O plantio do cerrado produziu mais árvores por hectare, logo mais biomassa por área (246.214kg/ha), enquanto o plantio da terra-firme gerou 84.766kg/ha. Nos dois plantios, as classes 3, 4 e 5 foram as que mais produziram massa seca no fuste, sendo este componente o que mais contribuiu na produção de biomassa por árvore. Na produção individual de massa seca a classe 7 apresentou os maiores valores, porém, na relação da produção por hectare a classe 4 se destacou nos dois plantios. Observou-se nos plantios uma tendência de aumento da densidade básica conforme o diâmetro do tronco aumenta. Os valores médios de densidade básica foram respectivamente 581,25kg/m³ e 562,41kg/m³, para cerrado e terra-firme. As médias de poder calorífico por área foram 19MJ/kg na terra-firme e 19,10MJ/kg no cerrado. Os teores de materiais voláteis e cinzas e o carbono fixo mostraram-se de acordo com o encontrado em estudos semelhantes. Ao analisar a produção energética por hectare observou-se que a classe 4 foi a mais produtiva nos dois plantios, e estabeleceu um limite no crescimento do incremento energético anual que tende a declinar a partir desta classe. A produção energética anual foi significativamente maior no plantio do cerrado nos níveis experimentais propostos e nas condições edafoclimáticas do ambiente de cerrado na Amazônia.

Referência:

AMORAS ORELLANA, Bruna Bárbara Maciel. Quantificação da biomassa e potencial energético de Tachigali vulgaris em áreas plantadas no estado do Amapá. 2015. xi, 77 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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