A fitossociologia do cerrado sentido restrito no Parque Recreativo do Gama (Prainha) – DF

A fitossociologia do cerrado sentido restrito no Parque Recreativo do Gama (Prainha) – DF

Autor(a):

Henrique Sarmento Caldeira Brant

Resumo:

O cerrado é a vegetação típica no Brasil Central, e é caracterizada por mosaicos de diferentes fitofisionomias que possuem grande diversidade florística. O ritmo acelerado de destruição neste bioma preocupa, pois existe carência de informações fisiológicas, ecológicas, florísticas e fitossociológicas, acerca do bioma. Neste intuito, o estudo foi conduzido no Distrito Federal, no Parque Recreativo do Gama. O local é área de proteção integral com vegetação nativa. O objetivo do trabalho foi estudar a composição florística e a fitossociologia no cerrado sentido restrito para colaborar com a conservação do cerrado no Distrito Federal. Foram alocadas 10 parcelas de 20×50m (10.000 m² ou 1 ha) nos locais mais conservados e de maior vegetação arbórea, onde foram amostrados todos os troncos com diâmetro maior ou igual a 5 cm, obtidos a 30 cm do solo. Calcularam-se os parâmetros fitossociológicos e foi feito a classificação usando TWINSPAN no parque e entre 11 áreas no DF. Foram amostradas 76 espécies distribuídas em 56 gêneros e 33 famílias. A família Fabaceae apresentou o maior número de espécies (16), seguida da Vochysiaseae (6). As espécies com maior Índice do Valor de Importância foram Qualea parviflora, Tachigali subvelutina, Ouratea hexasperma, Qualea grandiflora e Pouteria ramiflora. A densidade absoluta foi de 1689 ind/ha e a área basal de 18,05 m²/ha. As árvores mortas somaram 118 (7% do total). A diversidade de Shannon & Wienner (H’) foi de 3,73 e a uniformidade de Pielou (J’) foi de 0,86. A distribuição diamétrica na comunidade apresentou formato J-invertido, indicando característica auto-regenerativa. A classificação TWINSPAN indicou que as espécies Agonandra brasiliensis, Brosimum gaudichaudii, Platymenia reticulata, Salvertia convallariaeodora e Aspidosperma macrocarpon são preferenciais do Gama. A escolha da área da unidade de conservação foi acertada visto que o local guarda elevada diversidade e mostra-se importante para a conservação do cerrado no Distrito Federal.

Referência:

BRANT, Henrique Sarmento Caldeira. A fitossociologia do cerrado sentido restrito no Parque Recreativo do Gama (Prainha) – DF. 2011. 55 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2011.

Disponível em:

Uso e disponibilidade de recursos medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil

Uso e disponibilidade de recursos medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil

Autor(a):

Cristiane Soares Pereira da Silva e Carolyn Elinore Barnes Proença

Resumo:

(Uso e disponibilidade de recursos medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil). O objetivo do presente
estudo foi realizar um levantamento etnobotânico das plantas medicinais usadas por comunidades rurais e urbanas no município de Ouro
Verde de Goiás, situado na mesorregião do mato grosso goiano; eleger espécies nativas do bioma Cerrado potenciais para estudos farmacológicos com base na concordância de uso popular corrigida (CUPc); e avaliar se o conhecimento botânico e o cultivo de espécies medicinais em quintais podem ser afetados por classes de idade, gênero, escolaridade, local de nascimento e procedência rural/urbana do informante pelos testes Kruskal-Wallis (H) e Qui-quadrado (c2). Foram selecionados 84 informantes por meio de amostragens aleatórias, sendo efetuadas entrevistas estruturadas. As fontes disponíveis de recursos medicinais foram: quintais, áreas antrópicas, matas de galeria e remanescentes de florestas estacionais. Foram registradas 98 espécies distribuídas em 45 famílias destacando-se em número as exóticas cultivadas. Nos quintais, foram catalogadas 78 espécies cultivadas, sendo 39,7% para remédios, e demais associações com a alimentação (39,7%) e a ornamentação (20,5%). Vinte espécies são adquiridas pelo extrativismo na vegetação do entorno, sendo todas nativas do bioma Cerrado, com exceção de Senna occidentalis, que é invasora. Duas espécies de florestas estacionais (Forsteronia refracta e Celtis iguanaea)
apresentaram a CUPc > 50%, evidenciando consensos de uso popular. Verificou-se que 41% dos informantes da zona rural recorrem ao
extrativismo na vegetação nativa, procura que é consideravelmente maior em relação aos informantes da zona urbana (16,7%). A quantidade
de espécies citadas foi significativamente maior entre os informantes que tinham quintal. O número de espécies citadas e a presença de
quintal independem do grau de escolaridade, gênero, local de nascimento, idade e zona de procedência rural ou urbana do informante.

Referência:

SILVA, C.S.P.; PROENÇA, C.E.B. Uso e disponibilidade de recursos medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil. Acta Botânica Brasílica. v. 22, n. 2, p.481-492, 2008

Disponível em:

Fungos micorrízicos arbusculares em lavouras de soja e algodão com ocorrência de nematóides do gênero pratylenchus em condições de cerrado

Fungos micorrízicos arbusculares em lavouras de soja e algodão com ocorrência de nematóides do gênero pratylenchus em condições de cerrado

Autor(a):

Carlos Guilherme Ribeiro de Alencar

Resumo:

As micorrizas arbusculares são associações simbióticas entre fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) e raízes, de ocorrência bastante ampla, tanto em espécies vegetais colonizadas como em distribuição geográfica. Os principais benefícios dessa simbiose para as plantas estão relacionados ao aspecto nutricional, mas a associação micorrízica também reduz danos por estresses bióticos. (MIRANDA, 2008). Para os nematóides especificamente, a interação com os FMAs pode resultar no aumento, redução ou nenhum efeito sobre o ataque. Existem evidências de maior resistência de plantas micorrizadas e redução na reprodução dos nematóides em várias culturas (MOREIRA e SIQUEIRA, 2002). Estudos sobre a interação de Pratylenchus e FMAs em espécies agrícolas importantes para o Cerrado praticamente inexistem. Portanto, a caracterização das populações de FMAs em áreas de ocorrência de danos por Pratylenchus podem reverter em práticas de controle do patógeno. O objetivo do presente estudo foi avaliar a ocorrência de fungos micorrízicos nas fazendas Assahi, Triunfo e Xanxerê, localizadas no oeste baiano, a partir de levantamentos quantitativos das populações, comparando áreas de cultivo de algodão e soja danificadas ou não por Pratylenchus e, em cultura de soja nas fazendas Dacar (Vera, MT) e Sementes Primavera (Planaltina, DF), em pontos dentro, fora e intermediários às reboleiras.

Referência:

ALENCAR, Carlos Guilherme Ribeiro de. Fungos micorrízicos arbusculares em lavouras de soja e algodão com ocorrência de nematóides do gênero pratylenchus em condições de cerrado. 2013. 23 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

Disponível em:

A análise da abordagem do tema bioma cerrado nos livros didáticos de ciências no ensino fundamental

A análise da abordagem do tema bioma cerrado nos livros didáticos de ciências no ensino fundamental

Autor(a):

Maria Eduarda Peres de Oliveira

Resumo:

O presente trabalho teve como objeto de estudo analisar alguns dos livros didáticos distribuídos aos alunos do ensino público do Distrito Federal, através do Programa Nacional do Livro Didático de 2011. Com o intuito de conhecer a abordagem dos livros didáticos, analisou-se o conteúdo Cerrado abordado nos livros didáticos de Ciências, 5ª série, e sua forma de abordagem. Além disso, foi realizada a leitura e análise dos PCN de Ciências e das Orientações Curriculares do DF para conhecer a proposta de abordagem do tema Cerrado contidas nesses documentos. Após as leituras e análises, pudemos constatar que os livros exemplificam o conteúdo ou informam sobre ele, ou seja, são subjetivos e superficiais em relação ao tema. Conduto recomendamos que os autores façam uma reavaliação dos assuntos que estão presentes nos livros didáticos, ressaltando o Cerrado e sua importância possibilitando que o aluno conheça e aprenda sobre este bioma.

Referência:

OLIVEIRA, Maria Eduarda Peres de. A análise da abordagem do tema bioma cerrado nos livros didáticos de ciências no ensino fundamental. 2013. [16] f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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As plantas medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil : uma abordagem etnobotânica

As plantas medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil : uma abordagem etnobotânica

Autor(a):

Cristiane Soares Pereira da Silva

Resumo:

Este trabalho retrata a utilização de plantas medicinais entre curadores populares e integrantes de comunidades rurais e urbanas de um pequeno município do Centro goiano localizado a 70 km da capital do Estado, Goiânia. Foi solicitada uma autorização de acesso junto ao CGEN/IBAMA como forma de garantir a propriedade intelectual daqueles informantes que detém conhecimentos tradicionais. A escolha do município de Ouro Verde de Goiás foi feita intencionalmente, pois se objetivou investigar o sistema sócio-cultural que rege o uso dos recursos naturais de um dos sete municípios que compõem a Área de Proteção Ambiental do Ribeirão João Leite, Goiás. A escolha do local de estudo baseou-se em critérios demográficos e ecológicos, pois este apresenta uma população relativamente reduzida (cerca de 4.500 hab.) e onde há a predominância de formações florestais, ambientais que ainda não haviam sido especificamente abordados em estudos etnobotânicos para o Cerrado goiano. O trabalho de campo aconteceu entre janeiro e março de 2006 e o pesquisador fixou residência na região por três meses. Através da técnica da bola de neve, foram registrados seis curadores populares, todos do sexo feminino. Foram empregadas entrevistas estruturadas e semi-estruturadas complementadas com técnicas de observação participante, história de vida e grupos de discussão. Houve o registro de 130 espécies distribuídas em 51 famílias, com maior número de representantes em Asteraceae (20), Lamiaceae (10) e Fabaceae (9). As espécies nativas do Cerrado foram coletadas em áreas antrópicas e áreas de vegetação primária, como matas de galeria, bordas de mata e remanescentes de florestas estacionais. O conjunto de saberes tradicionais aliado à dinâmica sócio-cultural das informantes na comunidade faz com que sejam, simbolicamente, tratadas como agentes de saúde locais, na qual exercem um tratamento alternativo para o controle, a prevenção e até mesmo a cura das enfermidades. O saber tradicional das especialistas locais entrevistadas não pode ser extrapolado para os demais membros da comunidade e por isso, também houve a necessidade de averiguar o uso de plantas medicinais entre informantes da zona rural e urbana escolhidos através de uma amostragem aleatória simples. Nesta abordagem, foram empregadas entrevistas estruturadas e cada informante foi visitado uma única vez. A maioria dos entrevistados foi do sexo feminino (82%), pois as mulheres, quase sempre, estão envolvidas nas atividades domésticas e dedicam-se, diretamente, ao cuidado dos filhos e do marido. Foram registradas 98 espécies medicinais distribuídas em 45 famílias, das quais se destacaram as exóticas cultivadas. Dentre as espécies medicinais cultivadas nos quintais e que são utilizadas para outras finalidades na residência foi constatado que 40% são usadas exclusivamente para fins terapêuticos; 29% são utilizadas na alimentação; 21% na ornamentação; e 10% como condimento. Entre os recursos medicinais cultivados nos quintais da zona urbana e rural foi encontrado um índice de similaridade de 67%, evidenciando um número considerável de espécies comuns. Relacionando a freqüência de citação das doenças com o número de espécies citadas sugere-se que gripes, problemas digestivos e transtornos dos rins são as enfermidades mais incidentes na comunidade. Foi constatado que o uso de plantas medicinais, o número de espécies citadas e a presença quintal independem da idade, do grau de escolaridade, do gênero (Ma, Fe), do local de nascimento e da procedência rural/urbana, resultado também encontrado por outras pesquisas etnobotânicas realizadas em Goiás e outros estados brasileiros

Referência:

SILVA, C.S.P. As plantas medicinais no município de Ouro Verde de Goiás, GO, Brasil: uma abordagem etnobotânica. 2007. 153 fl. Dissertação (Mestrado em Botânica), Universidade de Brasília, Brasília – DF. 2007.

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Árvores do Cerrado: o complexo processo de formação de conceitos

Árvores do Cerrado: o complexo processo de formação de conceitos

Autor(a):

Hingrid Lorrane Vieira da Costa

Resumo:

O Cerrado é uma formação do tipo savana tropical, abrangendo em torno de dois milhões de quilômetros quadrados e conta com 6.000 espécies de árvores, sendo a fitofisionomia mais comum delas: arbustos baixos coexistindo com uma camada rasteira graminosa, mas também existem outras fitofisionomias indo desde os campos limpos até as formações arbóreas. O objetivo desta pesquisa foi conhecer o processo de construção do conceito árvores do cerrado por alunos do sexto ano de uma escola rural de Planaltina-DF, antes e depois da mediação pedagógica no ensino de ciências por meio de desenhos. A metodologia utilizada teve uma abordagem qualitativa porque tem foco na produção de significados sobre árvores do cerrado, através de imagens. A pesquisa evidenciou que os alunos não demonstraram a apropriação do conceito árvores do cerrado propriamente dito, mas que a maioria deles está em processo de construção desse conceito, necessitando, portanto, de mais desafios pedagógicos para a sua construção.

Referência:

COSTA, Hingrid Lorrane Vieira da. Árvores do Cerrado: o complexo processo de formação de conceitos. 2013. 20 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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Utilização de dados orbitais para avaliação da dinâmica da paisagem da bacia hidrográfica do rio São Bartolomeu (DF/GO)

Utilização de dados orbitais para avaliação da dinâmica da paisagem da bacia hidrográfica do rio São Bartolomeu (DF/GO)

Autor(a):

Glauber das Neves

Resumo:

Este trabalho teve como objetivo avaliar a dinâmica da paisagem do rio São Bartolomeu por meio da descrição das mudanças da cobertura da terra entre os anos de 1991 e 2011 e identificar a relação entre essas mudanças e as características geomorfológicas da região. Para a avaliação das mudanças da cobertura da terra foram utilizados dados do sensor Thematic Mapper (TM) a bordo do satélite Landsat 5. A identificação das relações entre relevo e cobertura da terra foi realizada através dos dados de altitude e declividade gerados a partir do projeto Shuttle Radar Topography Mission – SRTM em função das unidades geomorfológicas. Para isso, foram consideradas as unidades de Chapada, Frente de Recuo Erosivo, Rampa de Colúvio e Depressão Dissecada, que são as classes de relevo mais abrangentes da bacia. Foi possível observar que a cobertura natural sofreu uma perda de 813,6 km² durante os vinte anos avaliados. Dentre os usos que proporcionaram essa conversão, as atividades Agropastoris se mostraram como principal agente modificador da paisagem, entre o período estudado essa classe apresentou um crescimento de 599,2 km². Entretanto, este crescimento não ocorreu de forma constante. Através da análise por períodos foi possível observar que entre 1991 e 1996, esse crescimento foi em torno de 1,14% ao ano. Entre 1996 e 2001, houve um ganho de área de aproximadamente 0,84% ao ano. Entre 2001 e 2006, observou-se uma redução considerável da taxa anual de crescimento, que foi de 0,2% ao ano. No último período avaliado, entre 2006 e 2011, não se constatou crescimento dessa atividade. Isso demonstrou que ao longo do tempo, as áreas propícias para a expansão humana estão se limitando. Através da sobreposição dos dados de cobertura com os parâmetros morfométricos do relevo, identificou-se os ambientes em que as classes de cobertura da terra se associam. As atividades agropastoris apresentaram predominância na Chapada e nas áreas menor declividade da Depressão Dissecada. A Rampa de Colúvio apresentou uma maior abrangência de áreas construídas. E por fim, a Frente de Recuo Erosivo se mostrou preservada, tendo sua maior totalidade coberta por áreas naturais, por conta de ser uma região de grande declividade. Esses resultados demonstraram que o relevo é um fator determinante para a ocupação antrópica. Isso realça a importância de uma abordagem sistêmica em relação aos processos que estruturam a paisagem e podem auxiliar em políticas públicas que objetivem a melhoria da gestão dos recursos naturais.

Referência:

NEVES, Glauber das. Utilização de dados orbitais para avaliação da dinâmica da paisagem da bacia hidrográfica do rio São Bartolomeu (DF/GO). 2014. 45 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2014.

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Dinâmica da população de tachigalli rubiginosa (MART. e TUL.) Oliveira-Filho (FABACEAE) no ecótono mata de galeria/campo sujo na fazenda Água Limpa, Distrito Federal

Dinâmica da população de tachigalli rubiginosa (MART. e TUL.) Oliveira-Filho (FABACEAE) no ecótono mata de galeria/campo sujo na fazenda Água Limpa, Distrito Federal

Autor(a):

Daiane Rodrigues Gonçalves

Resumo:

A elaboração de projetos que visem à restauração de áreas perturbadas e programas de manejo para áreas ainda conservadas somente é possível através de informações oriundas do estudo da estrutura e da dinâmica de populações. Assim, com a finalidade de entender o comportamento da espécie arbórea Tachigalli rubiginosa (Mart. e Tul.). Oliveira-Filho no campo, o objetivo deste trabalho foi caracterizar a dinâmica (2007-2014) de sua população na Mata de Galeria do Capetinga/ Ecótono / Campo Sujo na Fazenda Água Limpa no Distrito Federal. O estudo tem como hipótese de que há avanço da população dessa espécie da Mata de Galeria do córrego Capetinga para o Campo Sujo circundante. A área delimitada compreende o local onde há indícios de avanço da Mata de Galeria sobre o Campo Sujo, detectados pela presença de indivíduos jovens de T. rubiginosa. Neste local foram estabelecidos sistematicamente 20 transectos de 5 x 155 m, dispostos perpendicularmente ao córrego Capetinga e alocados no gradiente de borda que vai da Mata de Galeria, Ecótono, para o Campo Sujo que circunda a mata. Cada transecto foi subdividido em 31 parcelas de 5 x 5 m, correspondente a 620 parcelas total instalada na área de estudo compreendendo 1.55 ha. Foram amostrados 277 indivíduos em 2007 e 391 em 2014. Foram encontrados 154 indivíduos regenerantes e 40 mortos, com taxas de recrutamento e mortalidade de 55,60% e 14,44%, concomitantemente. O padrão de distribuição espacial encontrado foi agrupado. A estrutura diamétrica apresentou curva J-invertido indicando que a população é autorregenerante. Houve uma diminuição de 5,26% no número de indivíduos na Mata de Galeria, um aumento de 38,24% no Ecótono e 100% no Campo Sujo. Sendo assim, pode-se inferir que está havendo expansão da espécie florestal T. rubiginosa da Mata de Galeria em direção ao
Campo Sujo. Portanto, essa expansão deve ser acompanhada e cabe ao gestor responsável criar um plano de manejo que vise a preservação dos recursos naturais e leve em consideração a legislação vigente em prol dos interesses ecológicos, econômicos e sociais da sociedade local.

Referência:

GONÇALVES, Daiane Rodrigues. Dinâmica da população de tachigalli rubiginosa (MART. e TUL.) Oliveira-Filho (FABACEAE) no ecótono mata de galeria/campo sujo na fazenda Água Limpa, Distrito Federal. 2015. 36 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

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Composição florística e estrutural da vegetação arbórea de uma mata de galeria perturbada no Distrito Federal

Composição florística e estrutural da vegetação arbórea de uma mata de galeria perturbada no Distrito Federal

Autor(a):

Michelle Jesus Dezordi

Resumo:

As Matas de Galeria exercem funções ecológicas fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas do bioma Cerrado, entretanto estas vêm sendo significativamente perturbadas ou convertidas. O inventário foi realizado no ano de 2013 com o objetivo de avaliar a estrutura e florística da comunidade arbórea da Mata de Galeria do Capetinga, localizada na Fazenda Água Limpa (FAL), Brasília-DF. Todas as árvores com DAP ≥ 5 cm, foram amostradas em 100 parcelas de 10 x 10 m, dispostas em quatro linhas perpendiculares ao leito do córrego principal. A comunidade vegetal foi alvo de distúrbios no passado, incluindo incêndios e consequente presença de espécies superdominantes. No total foram amostradas 89 espécies pertencentes a 78 gêneros e 44 famílias botânicas. As famílias que apresentaram maior riqueza de espécies foram: Fabaceae (10 espécies), Myrtaceae (6), Melastomataceae (5), Lauraceae (5), Rubiaceae (5) e Apocynaceae (4). Juntas, essas famílias representaram 39% da riqueza total da área, realçando a importância das mesmas para a composição florística da área estudada. O Índice de Diversidade de Shannon foi de 3,86, expressando alta diversidade à mata do Capetinga. Foram amostrados 927 indivíduos.ha-1 que somaram área basal de 23,5 m2.ha-1, valores esses menores do que os registrados em áreas de Matas de Galeria preservadas. Observa-se que a riqueza e densidade de espécies na área se encontram inferiores aos valores de Matas de Galeria preservadas no Distrito Federal situação que pode indicar influência dos distúrbios ocorridos no passado na comunidade.

Referência:

DEZORDI, Michelle Jesus. Composição florística e estrutural da vegetação arbórea de uma mata de galeria perturbada no Distrito Federal. 2015. 24 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

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Proposição de nova abordagem metodológica para o zoneamento agrícola de risco climático da cultura da soja no bioma cerrado

Proposição de nova abordagem metodológica para o zoneamento agrícola de risco climático da cultura da soja no bioma cerrado

Autor(a):

Ana Clara Alves de Melo

Resumo:

O objetivo desse trabalho foi comparar duas abordagens metodológicas para o zoneamento de risco climático visando orientar a semeadura da cultura da soja (Glycine Max (L) Merrill), no Cerrado brasileiro. Para isso, utilizou-se um Índice de Satisfação da Necessidade de Água (ISNA), definido como sendo a relação entre a evapotranspiração real (ETr) e evapotranspiração máxima da cultura (ETm) para a frequência de ocorrência de 80%, calculado, a partir do balanço hídrico da cultura, para as fases fenológicas consideradas mais sensíveis ao déficit hídrico: desenvolvimento inicial e floração e enchimento de grãos. Foram usadas as seguintes informações: precipitação pluviométrica; evapotranspiração potencial; duração do ciclo; coeficientes culturais e reserva útil de água do solo. Considerou-se o município, como de baixo risco climático para a semeadura, quando pelo menos 20% de sua área apresentaram valores de ISNA’s superiores a 0,40 na fase de desenvolvimento inicial e maior ou igual a 0,65 na fase de floração e enchimento de grãos. Fez-se o uso do modelo de Sistema de Análises Regional do Risco Agroclimático, em seguida, os dados foram georreferenciados e espacializados em um sistema de informações geográficas (SPRING) onde foram confeccionados 72 mapas para cada abordagem. Para a confecção dos mapas temáticos, utilizou-se o programa computacional ArcGis. É importante pontuar, que o presente trabalho teve como base os dados simulados no Laboratório de Biofísica Ambiental, no período de 2014 a 2015 e que não há relação com outros trabalhos de zoneamentos já realizados em outras épocas ou com outros autores. A comparação se deu em três âmbitos: (i) porcentagem de classe de área risco; (ii) quantidade de municípios recomendados para o cultivo da soja e (iii) Época de semeadura da cultura da soja. Foram analisados esses três fatores para a abordagem tradicional, que considera como fase crítica apenas a fase III, de floração-enchimento de grãos. Em seguida, averiguou-se a nova abordagem, que estima a fase I + III, ou seja, as fases de germinação-emergência (FI) e floração-enchimento (FIII), como críticas ao desenvolvimento da planta. A comparação entre as duas abordagens levou em conta a abordagem que possuiu maior (ou menor) percentual de área de baixo risco, qual recomendou maior (ou menor) número de municípios, e qual ganhou (ou perdeu) épocas de semeaduras. Assim, observou-se que a nova abordagem apresenta maior percentual de zonas de alto risco em comparação com a abordagem tradicional; portanto, mais rigorosa e restritiva. A diferença maior entre as zonas de alto risco de ambas as abordagens ocorre principalmente no início do período chuvoso, mês de outubro. A nova abordagem apresenta maior número de municípios não recomendados para a semeadura da soja e menor número de datas de semeaduras favoráveis à cultura da soja. Em geral, solos com menor capacidade de água disponível são mais restritivos à semeadura da soja. A nova abordagem apresenta seu potencial ao oferece menor risco aos investimentos neste cenário atual de mudança climática, através de recomendações que minimizam eventuais prejuízos por estresse hídrico recorrentes em duas fases críticas da cultura da soja. Por fim, as informações geradas em estudo de zoneamento de risco agroclimático orientam os órgãos planejadores, financiadores e produtores na tomada de decisões e na formatação de políticas públicas que visam o aumento da sustentabilidade da semeadura da soja no Cerrado.

Referência:

MELO, Ana Clara Alves de. Proposição de nova abordagem metodológica para o zoneamento agrícola de risco climático da cultura da soja no bioma cerrado. 2015. 187 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015

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