Detecção de foco de incêndio subterrâneo em turfa por câmera portátil termal

Detecção de foco de incêndio subterrâneo em turfa por câmera portátil termal

Autor(a):

André Matos Pinto Cota

Resumo:

Os incêndios subterrâneos em turfa ocorrem na região de campos úmidos no Bioma do cerrado do Distrito Federal na época da estiagem, geralmente se iniciam após um incêndio superficial e apresentam comportamento extremamente devastador para o ecossistema local e principalmente para o solo. Muitas vezes chegam a esterilizar o solo. A sua severidade pode se tornar tão grande, que se não controlado rapidamente pode queimar até que o período da estiagem chegue ao fim e que se apague somente com a chegada da chuva. A detecção dos focos deste tipo incêndio não é simples de visualizar no espectro visível, pois ocorrem no subsolo, além de que andar em um terreno instável, com fogo abaixo dos pés para identificar focos não é seguro. Assim, o objetivo deste trabalho é testar a potencialidade de se utilizar radiômetro que opera no infravermelho termal para observar a sua eficiência na detecção dos focos em incêndios reais, ou seja, não provenientes de queima controlada. A área de estudo foi delimitada por uma ocorrência de incêndio florestal que houve na Área de Proteção Ambiental Gama e Cabeça de Veado no dia 12 de setembro de 2014. Partindo-se de informações realizadas em experimentos anteriores, nos quais se obteve dados do comportamento da queima subterrânea em turfa, foram obtidas imagens no solo após o controle do incêndio superficial e imagens aéreas no dia seguinte à ocorrência, pela manhã, com a finalidade de analisar se os dados obtidos pelo radiômetro infravermelho possuem o mesmo comportamento. Observou-se que é nítida na identificação dos focos os padrões de comportamento de queima igual aos experimentos realizados por outros pesquisadores. As imagens aéreas não permitiram uma análise pontual do foco, porém permitem gerar um rápido reconhecimento para que as equipes de combate em solo possam se orientar quanto a localização e propagação do incêndio. A utilização do sensor termal possibilitou a rápida detecção, assim provendo as equipes de combate rápida ação para a extinção do incêndio.

Referência:

COTA, André Matos Pinto. Detecção de foco de incêndio subterrâneo em turfa por câmera portátil termal. 2014. 38 f., il. Monografia (Bacharelado em Ciências Ambientais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Ações de gestão e seus efeitos na época de fogo e área queimada na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins

Ações de gestão e seus efeitos na época de fogo e área queimada na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins

Autor(a):

Camila de Souza Souto

Resumo:

Neste trabalho busca-se mostrar os efeitos das atividades de gestão desenvolvidas na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantis (EESGT), como assinatura de um Termo de Compromisso (TC) com comunidades locais residentes na Unidade e a aplicação de técnicas de Manejo Integrado do Fogo (MIF), sobre a ocorrência de fogo nesta Unidade de Conservação Federal (UC). Especificamente, analisou-se a época e a área queimada em anos anteriores e posteriores à adoção destas práticas de gestão. Foram analisados mapas de áreas queimadas da EESGT entre 2010 e 2015 com queimas classificadas em precoces (16 de outubro a 15 de julho), modais (16 de julho a 15 de agosto) e tardias (16 de agosto a 15 de outrubro). Além das atividades de gestão, a precipitação pode ter influencia direta nos fatores analisados, por isto também foi considerada. O regime de fogo predominante na EESGT é de queimadas bienais de grande extensão especialmente no final da estação seca (incêndios tardios). Em geral, a frequência mínima de queima de uma mesma área queimada é de dois anos, que seria o tempo necessário para a biomassa se recuperar e durante a estação seca e se transformar em combustível disponível para queima. Não se constatou influência de variações na precipitação nos padrões de queima mapeadas. O TC, estabelecido em 2012 na EESGT, foi elaborado para mediar conflitos entre a gestão e os residentes da unidade, dentre eles o uso do fogo. Após a adoção do TC tornou-se permitido o uso do fogo pelos residentes, mas de forma restrita, sendo proibido o uso nos meses de agosto e setembro, com isso espera-se que as queimadas em época tardia na EESGT sejam reduzidas, mas isto não ocorreu nos três anos seguintes à assinatura do TC. As práticas de MIF na EESGT começaram em 2014 e são pioneiras no Brasil, e contribuíram para avanços na gestão da UC, no entanto, como era esperado, estas práticas não resultaram em mudanças visíveis na
época e extensão de área queimada na UC. A gestão de UCs e manejo de fogo são atividades de longo prazo cujos resultados são em geral evidentes em pequena escala nos primeiros anos. As atividades de gestão visando a redução de incêndios descontrolados na EESGT parecem ter tido efeitos na redução de conflitos e especialmente aumento do diálogo entre UC e comunidades locais e é provável que seus resultados possam ser observados em escala de paisagem (mapas de áreas queimadas) nos próximos anos, mesmo que isto não tenha ocorrido de forma imediata.

Referência:

SOUTO, Camila de Souza. Ações de gestão e seus efeitos na época de fogo e área queimada na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. 2016. 51 f., il. Monografia (Bacharelado em Ciências Ambientais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Florística de trepadeiras nativas no bioma Cerrado

Florística de trepadeiras nativas no bioma Cerrado

Autor(a):

Bruno Mesquita de Castro

Resumo:

Esse trabalho objetivou a realização de estudo florístico de trepadeiras nativas no bioma Cerrado com enfoque na elaboração de descrições e registro fotográfico. Para tal, foram consideradas como trepadeiras todos os indivíduos terrestres, herbáceos ou lenhosos, que utilizam suporte para sustentação. Foram coletados apenas indivíduos férteis e o esforço de coleta se concentrou em diferentes fitofisionomias no Distrito Federal e em Goiás, com algumas expedições em Minas Gerais. No total, foram coletadas 95 espécies, distribuídas em 55 gêneros e 26 famílias, das quais 72 espécies identificadas até o nível específico e para essas foram feitas as descrições e disponibilizado o registro fotográfico. O esforço de coleta resultou em novas ocorrências, sendo Merremia tuberosa (L.) Rendle (Convolvulaceae) para o Distrito Federal, Aristolochia eriantha Mart. & Zucc. (Aristolochiaceae) e Bonamia agrostopolis (Vell.) Hallier f. (Convolvulaceae) para o Estado de Goiás. Além disso, foi realizado levantamento de espécies de trepadeiras nativas para o bioma Cerrado e para o Distrito Federal, utilizando a Lista da Flora do Brasil (2015) e comparado quantitativamente com a lista de Mendonça et al. (2008) para o bioma Cerrado e a lista de Ramalho (2003) para o Distrito Federal .

Referência:

CASTRO, Bruno Mesquita de. Florística de trepadeiras nativas no bioma Cerrado. 2015. 65 f., il. Monografia (Bacharelado em Ciências Ambientais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Turismo, gastronomia e educação ambiental: uma abordagem a partir das trilhas sensoriais desenvolvidas pelo projeto de extensão “Pitadas de cerrado”

Turismo, gastronomia e educação ambiental: uma abordagem a partir das trilhas sensoriais desenvolvidas pelo projeto de extensão “Pitadas de cerrado”

Autor(a):

Leiliane Ribeiro de Melo

Resumo:

Em meio a um cenário de crise socioambiental, observa-se, por um lado, o turismo sendo criticado por seus impactos negativos e, por outro lado, sendo exaltado por seus benefícios. Visto que o turismo é um fenômeno mundial e que o interesse pelas viagens dificilmente se extinguirá, é de suma importância que a atividade turística, em todos os seus segmentos, seja planejada e gerida em longo prazo visando à sustentabilidade social, ambiental e econômica, a fim de potencializar seus impactos positivos e minimizar os negativos. A gastronomia, enquanto um dos produtos do turismo cultural, ou o turismo gastronômico, por si só motivador de deslocamentos, encontra no desenvolvimento de suas atividades um campo fértil para se trabalhar questões voltadas à educação ambiental, visto que o meio ambiente natural e cultural podem ser considerados insumos essenciais para o desenvolvimento da atividade turística voltada à gastronomia. Dito isto, qual seria a contribuição dos projetos como o “Pitadas de Cerrado”, objeto de estudo desta pesquisa, na construção de um turismo mais consciente? Partindo da máxima “pensar global e agir local” a presente pesquisa objetiva argumentar sobre as relações entre turismo, gastronomia e meio ambiente e o potencial desses elementos para a educação ambiental no bioma Cerrado por meio das vivências proporcionadas pelas trilhas sensoriais desenvolvidas pelo projeto de extensão “Pitadas de Cerrado”, visto que o Cerrado é um bioma de biodiversidade extremamente rica, considerado um dos hotspots mundiais, e ainda assim possui taxas de desmatamento que superam a da Amazônia. Com objetivo de verificar se as práticas do projeto condizem com suas propostas e atestar seu potencial para a educação ambiental, o principal método utilizado na coleta de dados foi a realização de entrevistas não estruturadas com 10 (dez) participantes das trilhas
sensoriais. Por meio dos dados obtidos com as entrevistas foi possível constatar, entre outras questões, que a iniciativa do “Pitadas de Cerrado” por ser lúdica, estimular os diferentes sentidos e abordar os temas de forma multi e interdisciplinar tem um alto grau de eficácia ao transmitir as mensagens pretendidas aos seus interlocutores, além de ser uma proposta com grande potencial de ser incorporada a oferta turística e gastronômica local.

Referência:

MELO, Leiliane Ribeiro de. Turismo, gastronomia e educação ambiental: uma abordagem a partir das trilhas sensoriais desenvolvidas pelo projeto de extensão “Pitadas de cerrado”. 2019. 67 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Turismo)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.

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Leituras e compreensões de cerrado pela comunidade do Assentamento de Rio Bonito, em Cavalcante

Leituras e compreensões de cerrado pela comunidade do Assentamento de Rio Bonito, em Cavalcante

Autor(a):

Angela Valdilena Velasco França

Resumo:

Este trabalho é um mergulho no universo dos moradores do Assentamento Rural Rio Bonito/Órfãos, no Norte de Goiás, para entender as percepções e interrelações deles com o lugar e com o Cerrado. Os conceitos utilizados foram os de Pertencimento, Topofilia e Representação Social. Na pesquisa, foram feitas entrevistas semi-estruturadas, com abordagem direta e coleta de dados por meio de interações e descrições de pessoas e lugares. A técnica para análise do material é a do Discurso do Sujeito Coletivo, que tem como foco captar as representações sociais, com fundamento na teoria da Representação Social. Consiste na sistematização de dados qualitativos por meio da tabulação dos dados. Para isso, foi empregada a ferramenta Qualiquantisoft, que auxilia na identificação das representações sociais. O trabalho identificou de que forma os moradores se apropriam do ambiente e interagem com ele e em que medida sua relação com o lugar lhes é relevante ou indiferente. Viu-se que essa tarefa, ao mesmo tempo em que é facilitada pelo fato de 70% dos entrevistados terem afeição pelo lugar e de 47% se sentirem pertencentes a ele, é dificultada pela precariedade da infraestrutura e pela carência de serviços públicos básicos no assentamento. Mas o senso de pertencimento e as representações sociais que as pessoas têm sobre o Cerrado podem ajudar a impedir a degradação ambiental. Ao mesmo tempo em que 29% demonstram, em suas respostas, manter com o Cerrado uma relação sustentável, e 30%, uma relação de fruição, é expressiva (32%) a parcela dos que não expressam uma compreensão conceitual do Cerrado. Para esses a interação com o bioma se dá puramente pela vivência. Quanto ao significado do Cerrado, as visões dos moradores são muito diversificadas – a maioria o vê como reserva ambiental (22%) ou tem dele uma visão utilitarista (22%). Outras visões são a beleza cênica (12%), o aspecto lúdico (6%). Chega a 13% o total dos moradores que vêem o Cerrado como área a ser desmatada para produção. As múltiplas formas de representação dos moradores com o Cerrado evidenciam que, na maioria, eles estabelecem uma relação de fruição com o ambiente e têm dele uma visão utilitarista, de aproveitamento do solo para agricultura e pecuária e de extração de madeira para construção. Na prática, aceitam que uma parte do Cerrado seja removida para o plantio e para a criação de gado. Outros têm o Cerrado como lugar de coleta de frutas e plantas medicinais. Ou seja, o bioma é de suma relevância para as pessoas, pois podem usufruir dos recursos naturais. Uma parcela mínima da comunidade considera o Cerrado irrelevante para reproduzir modos de vida. E alguns até vendem madeira, retirada da reserva legal, sem se preocupar com o replantio, como forma de conseguir renda para amenizar a situação precária em que vivem.

Referência:

FRANÇA, Angela Valdilena Velasco. Leituras e compreensões de cerrado pela comunidade do Assentamento de Rio Bonito, em Cavalcante, Goiás. 2014. 69 f., il. Monografia (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Relato sobre a importância dos serviços ecossistêmicos e da recuperação ecológica em áreas de preservação permanente

Relato sobre a importância dos serviços ecossistêmicos e da recuperação ecológica em áreas de preservação permanente

Autor(a):

Marco Aurélio de Carvalho Vieira e Silva

Resumo:

O Cerrado é um ambiente muito diverso, em termos ecológicos, porém pouco reconhecido em políticas públicas visando a sua adequada valorização, tanto dos recursos naturais quanto dos serviços ecossistêmicos, inclusive aqueles prestados pelas áreas de preservação permanente (APPs). Neste trabalho de Conclusão de Curso, derivado do Estágio Obrigatório realizado na Embrapa Cerrados, apresentam-se os benefícios gerados pelos serviços ecossistêmicos provenientes das áreas de preservação permanente, mostrando sua importância ambiental, para o desenvolvimento econômico e o bem-estar da sociedade. Como parte do entendimento sobre os serviços ecossistêmicos das APPs ripárias, foi realizado o Estágio Obrigatório, durante três meses, incluindo atividades de restauração ecológica em APPs ripárias que proporcionaram uma visão complementar acerca do tema. Dentre as atividades realizadas, destacam-se o monitoramento e o plantio das espécies vegetais nativas do bioma Cerrado plantadas em áreas degradadas de preservação permanente, localizadas em Brasília, no Distrito Federal.

Referência:

SILVA, Marco Aurélio de Carvalho Vieira e. Relato sobre a importância dos serviços ecossistêmicos e da recuperação ecológica em áreas de preservação permanente. 2014. 68 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão do Agronegócio)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Emissões de N2O em área de cana-de-açúcar submetida a diferentes lâminas hídricas no cerrado do Planalto Central

Emissões de N2O em área de cana-de-açúcar submetida a diferentes lâminas hídricas no cerrado do Planalto Central

Autor(a):

Thais Rodrigues de Sousa

Resumo:

A cana-de-açúcar uma cultura grande importância socioeconômica e ambiental para o Brasil, pelo seu efeito mitigador nas mudanças climáticas e pelo fato de ser matéria prima básica para diversos produtos industrializados. O País é o principal produtor de etanol de cana-de-açúcar do mundo. O cultivo irrigado apresenta-se como uma iniciativa de incremento da produtividade e promove a sustentabilidade econômica da atividade sucroalcooleira. A intensificação de gases de efeito estufa é uma das causas do aquecimento global, sendo que o N2O é um dos principais gases de origem na agricultura e sua concentração na atmosfera estima em mais de 130 anos. O uso de fertilizantes agrícolas com a presença de água tem intensificado as emissões de N2O em áreas de cana-de-açúcar no solo. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar as emissões de N2O em área de cana-de-açúcar no Cerrado do Planalto Central submetida a diferentes lâminas hídricas. O experimento foi instalado na Embrapa Cerrados (Planaltina-DF), com delineamento experimental em blocos casualisados (3 blocos) e parcelas subdivididas com as lâminas hídricas, sendo sequeiro (S), lâmina hídrica (LH17%), lâmina hídrica (LH46%) e lâmina hídrica (LH75%) da evapotranspiração da cultura (Etc), e uma área de Cerrado nativo adjacente ao experimento como testemunha absoluta. A cultivar de cana foi a RB855536 e a irrigação foi aplicada conforme o sistema Line Source Sprinkler System, modificado em barras lineares acopladas a um carretel e o método de coletas de N2O foi das câmaras estáticas, no tempo 0, 15, 30 min respectivamente. As amostras de solo foram coletadas na profundidade 0-10 cm, com 3 subamostras em cada parcela. As análises de N2O foram realizadas por cromatografia gasosa, coluna Porak Q e um elétron detector e o N-mineral, por colorimetria Lachat Quik Chen (FIA). Os fluxos diários de N2O, variaram em média, de -41,20 a 109,95 μg m2 h-1. A intensidade diária das emissões de N2O foi influenciada pela dinâmica de N no solo e os fatores que contribuíram para os processos de imobilização, equilíbrio e mineralização foram a fonte de N aplicada na adubação (sulfato de amônio), as covariavéis edafoclimáticas (espaço poroso preenchido por água (EPSA), temperaturas do solo (TS), teores de amônio (NH4+) e nitrato (NO3-) no solo). Houve efeito da lâmina hídrica aplicada, sendo que a de 75% (LH75%) resultou nos maiores fluxos de N2O. A forma de nitrogênio mineral predominante no solo foi NH4+ devido ao sulfato de amônio utilizada como fonte de N na adubação, associado à eventos de fertilização, precipitação pluviométrica e/ou irrigação. Os maiores picos de N2O foram observados depois da segunda adubação, possivelmente, devido ao efeito combinado das temperaturas mais elevadas com C/N e lignina/N mais favoráveis à mineralização de N dos resíduos vegetais da cana-de-açúcar. A presença de água, fertilização e decomposição da palhada promovem impactos sobre os fluxos de N2O e sua magnitude depende das condições específicas.

Referência:

SOUSA, Thais Rodrigues de. Emissões de N2O em área de cana-de-açúcar submetida a diferentes lâminas hídricas no cerrado do Planalto Central. 2016. 58 f., il. Monografia (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Análise do cenário da produção de mogno africano (Khaya ivorensi) no cerrado

Análise do cenário da produção de mogno africano (Khaya ivorensi) no cerrado

Autor(a):

Gustavo Souza Natividade

Resumo:

Este trabalho teve como objetivo geral analisar o cenário da produção de Khaya ivorensi (Mogno Africano) no cerrado brasileiro. Neste estudo foram levantadas informações da espécie Khaya ivorensi sobre mercado consumidor e produtos desdobrados da madeira, dados envolvidos na implantação de uma floresta de produção e da adaptabilidade no cerrado. Estima-se que, em virtude da baixa velocidade que vem ocorrendo o reflorestamento de madeiras nobres para atender a demanda futura, a médio prazo haverá problemas de abastecimento. Neste sentido tem crescido a utilização de espécies exóticas, em especial, o mogno-africano por apresentar madeira com características consideradas de excelente qualidade pelo mercado madeireiro. É uma espécie de moderado a rápido crescimento, possibilitando rotações mais curtas, característica que a torna um investimento atrativo para produtores do Agronegócio. O cultivo desta espécie contribuirá, sem dúvida, com o aumento da oferta de madeira para as indústrias moveleiras e na construção civil, que se beneficiarão com a utilização de uma madeira classificada como nobre. Desta forma concluí- se que a atividade de reflorestamento do Khaya ivorensis (mogno-africano), contribuirá efetivamente com a economia brasileira, gerando riquezas e oportunidades de negócios, além de atender as demandas nacional e internacional por madeira de boa qualidade.

Referência:

NATIVIDADE, Gustavo Souza. Análise do cenário da produção de mogno africano (Khaya ivorensi) no cerrado. 2016. 45 f., il. Monografia (Bacharelado em Gestão de Agronegócios)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016

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Comportamento espectral das fitofisionomias do cerrado na estação ecológica do Jardim Botânico de Brasília-DF

Comportamento espectral das fitofisionomias do cerrado na estação ecológica do Jardim Botânico de Brasília-DF

Autor(a):

Rodrigo Cardoso de Arruda

Resumo:

Em termos nacionais, o monitoramento da ocupação dos solos do Cerrado é um dos mais difíceis de serem obtidos, principalmente pela sua extensão de cerca de 203 milhões de hectares, pela acentuada sazonalidade, pelo rápido avanço das atividades agrícolas, pela elevada diversidade de fitofisionomias e especialmente pela confusão espectral entre algumas classes de uso antrópico e de vegetação natural. Alguns índices de vegetação, em particular, têm sido utilizados para melhorar e quantificar sinal fotossintético “verde” e permitir significativas comparações espaciais e temporais da atividade da vegetação. Estes índices são efetivamente usados no monitoramento da dinâmica sazonal da vegetação, detecção de mudanças e classificação da cobertura terrestre. No presente estudo, foi comparado o comportamento espectral das principais fitofisionomias do Cerrado localizadas na Estação Ecológica do Jardim Botânico em Brasília-DF utilizando imagem de satélite Landsat 8 OLI/TIRS, verificando diferenças estatísticas da variação do EVI – Enhanced Vegetation Index em áreas de fitofisionomias distintas. A área de 4.518 hectares foi separada em 5 blocos, a partir da feição morfológica da paisagem. Foram coletadas amostras da reflectância de todas as diferentes fitofisionomias do Cerrado local, utilizando Sistemas de Informação Geográfica – SIG. O índice foi submetido ao teste de normalidade Shapiro-Wilk, análise de variância Kurskal-Wallis e teste comparações múltiplas de Nemenyi–Damico–Wolfe–Dunn. Os resultados indicam diferenças significativas para o EVI nas fitofisionomias: Campo Limpo, Campo Sujo, Campo Úmido, Cerrado Ralo, Cerrado Denso e Cerrado Sentido Estrito. A única fitofisionomia que apresentou comportamento semelhante em relação ao EVI foi a Mata de Galeria, que pode estar relacionado a variação espectral que tem efeito atenuado neste caso, pois em um pixel só se observa a copa das árvores,
recebendo pouca interferência de outros elementos da paisagem, especialmente do solo, que é mais exposto em fitofisionomias com dossel mais aberto.

Referência:

ARRUDA, Rodrigo Cardoso de. Comportamento espectral das fitofisionomias do cerrado na estação ecológica do Jardim Botânico de Brasília-DF. 2018. 44 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Variação intra-anual da vegetação natural na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central DF/GO

Variação intra-anual da vegetação natural na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central DF/GO

Autor(a):

João Victor Carvalho de Almeida

Resumo:

Cerrado é o segundo maior Bioma do Brasil, porém possui apenas 8% de áreas legalmente protegidas, com um avanço intenso de sua ocupação a partir de 1970, principalmente para atividades agropecuárias. Nesse cenário de conservação da biodiversidade e uso racional dos recursos naturais, o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC) categorizou as Unidades de Conservação de Uso Sustentável. Dentro desta categoria, destaca-se a Área de Proteção Ambiental (APA), com objetivos básicos de proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. Foi nesse contexto que foi criada a Área de Proteção Ambiental do Planalto Central (APAPC), visando proteger os mananciais, regular o uso dos recursos hídricos e o parcelamento do solo, garantindo o uso racional dos recursos naturais e protegendo o patrimônio ambiental e cultural da região. Considerando a diversidade de usos e ocupações e a necessidade de conservação do funcionamento da vegetação natural da APAPC, o objetivo foi caracterizar os padrões intra-anuais da cobertura vegetal natural presente no território da APAPC, por meio de dados orbitais temporais. Foram consideradas as divisões hidrográficas existentes no território da APAPC: Tocantins/Araguaia (TO), São Francisco (SF) e Paraná (PR). Dentro de cada região hidrográfica, foram consideradas as formações florestais (3), savânicas (4) e campestres (12), conforme o Mapbiomas (http://mapbiomas.org). Em cada uma dessas classes de cobertura vegetal natural foram gerados 50 pontos aleatórios, totalizando 450 pontos em toda área da APAPC em plataforma de sistema de informação geográfica. Para avaliação das variações intra-anuais, foram utilizados dados orbitais do Operational Land Imaging (OLI), a bordo do satélite Landsat-8, compreendendo o intervalo entre abril e setembro de 2016, referente à três índices de vegetação: Normalized Difference Vegetation Index (NDVI), Enhanced Vegetation Index (EVI) e Normalized Difference Moisture Index (NDMI). Foram gerados perfis dos padrões temporais dos índices por classe e por bacia hidrográfica. A avaliação das variações da cobertura vegetal foi realizada a Análise de Variância Multivariada Permutacional (PERMANOVA), por meio do programa R, pacote Vegan. Foi constato que todos os valores dos índices reduziram ao longo do período avaliado, tendo sido mais intenso nas formações florestais da bacia do Tocantins/Araguaia. As análises estatísticas analisaram as diferenças entre as médias dos índices das vegetações naturais e indicaram diferença significativa entre todas as bacias hidrográfica (p=0.001). Dentre as interações entre coberturas vegetais naturais das bacias hidrográficas, não foram significativas apenas as interações SF4xTO4 (0.107), PR3xSF3 (0.073) e SF3xTO3 (0.053). Conclui-se que os padrões intra-anuais da vegetação natural da APAPC apresentaram diferenças em função das características fisiográficas das bacias hidrográficas (TO, SF, PR). Tendo em vista que o trabalho foi realizado com apenas um ano (2016), sendo assim, para aprimorar essa abordagem sugere-se o emprego de dados multi-temporais e o emprego de variáveis climáticas.

Referência:

ALMEIDA, João Victor Carvalho de. Variação intra-anual da vegetação natural na Área de Proteção Ambiental do Planalto Central DF/GO. 2018. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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