Buriti

Buriti

Nome científico: Mauritia flexuosa

 

Nome popular: Buriti

 

Família: Arecaceae (Palmae)

 

Forma de vida: Palmeira arbórea

 

Frutificação: ao longo do ano

 

Dispersão: mamíferos (mastocoria)

 

Habitat e distribuição: Savânico e florestal, em Mata de Galeria e Veredas, próximo a nascentes. 

 

Domínios: Cerrado, Amazônia e Caatinga.

 

Características da espécie: Palmeira de até 30 metros de altura, com estipe lisa. Quando adulta, possui 20 a 30 folhas palmadas, dispostas quase sempre em leque. Suas flores amarelo-alaranjadas são polinizadas pelo vento e apresentam-se em longas inflorescências ou cachos de até 3m de comprimento. Esta espécie destaca-se por ser uma ótima indicadora de água no solo, pois estão associadas com a existência de nascentes e poços de água.

 

Características dos frutos: Os frutos são ovoides, cobertos por escamas com coloração castanho-avermelhado, carnosos e com polpa marcadamente amarela e rica em cálcio. A maturação dos frutos tem pico entre julho e fevereiro.

Aproveitamente: O Buriti possui um grande potencial socioeconômico em decorrência de sua utilização comercial na produção de óleo, o qual contém quantidades expressivas de carotenoides (até o momento é fruta campeã mundial no teor de carotenoides) e vitamina E, apresentando atividade cicatrizante e antibacteriana. Os frutos, ricos em vitamina A e C, e possuindo ferro, cálcio e fibras podem ser consumidos ao natural ou em receitas, como doces, sucos ou outros produtos regionais. O fruto também possui ácidos graxos monoinsaturados, que auxiliam na absorção de vitamina A, e possui também alto teor de ácido oleico. Além disso, suas folhas e pecíolos são utilizados como matéria prima em construções e artesanatos.

 

Extração e Comercialização: Seguindo um padrão de outros frutos, o buriti também é colhido preferencialmente do chão depois de caírem naturalmente da árvore. Entretanto, os extrativistas que fazem a colheita também retiram cachos inteiros quando percebem que os frutos dali estão prestes a cair, a retirada desses cachos é por meio de escalada amarrando cordas nos pés quando este cacho está mais alto, e usa-se também varas de bambu para alcançar cachos mais baixos. 

 

Os catadores têm o cuidado de levar somente os frutos que eles conseguirão processar em um dia de trabalho, pois o fruto apodrece muito rápido depois de maduro, e o que não conseguirá ser processado deve ficar nos campos para que animais possam comer e fazer a dispersão, dando continuidade a espécie.

 

No processo para comercialização, a massa do buriti é conservada na geladeira para ser consumida in natura, ou poderá também ser desidratada para aumentar seu tempo de consumo em até um ano.

 

O óleo de buriti também é bastante vendido por estes produtores, algumas pequenas e grandes empresas compram esse óleo para cosméticos, e também para o uso como óleo essencial para aroma-terapia.

 

Aplicações: Tudo do buriti pode ser aproveitado, desde as folhas da árvore até a casca do fruto. 

 

É muito comum nas regiões centro-oeste encontrar artesanatos feitos com as folhas da árvore do buriti, uma vez trançadas, as folhas podem virar bolsas, cestos, vassouras, entre outros itens. A madeira do buriti só é usada por estes artesãos quando a árvore cai sozinha, a partir da queda então, os artesãos conseguem fazer bancos e mesas que são muito apreciados para a montagem de jardins ornamentais, que muitas vezes, também tem a própria árvore como ornamento, uma vez que ficam muito bonitas quando agrupadas.

 

O óleo de buriti também vem sendo explorado pela indústria de cosméticos, já que ele possui muitas vitaminas. Tem sido aplicado em loções pós sol pois ajuda a proteger a pele contra a descamação, aliviando a vermelhidão por conta de efeito que relaxa a área. No rosto, o óleo garante o brilho e maciez, podendo ser usado até para peles acneicas pois ajuda na cicatrização. Nos cabelos, ele garante hidratação profunda, podendo ser utilizado em xampus e condicionares.

 

Na gastronomia o buriti também é aproveitado para receitas, principalmente, doces, como bolos, sucos, mousse e geleias. 

 

Importância social e econômica: O buriti tem um impacto gigante no agroextrativismo, uma vez que pode ser usado de diversas maneiras. Por isso, o uso sustentável do buriti tem grande prestígio para as comunidades que dele dependem, desde os extrativistas que colhem o fruto, até artesãos que usam as folhas das árvores em seus trabalhos. O buriti ajuda a manter a qualidade da água nas veredas, o que beneficia toda a população próxima.

Estima-se que 2.000 kg de massa de buriti gere R$ 10.000 (dez mil) durante o período de uma safra (ISPN, 2011).

 

Ameaças: Não é novidade que o fogo vem destruindo o cerrado e suas plantações únicas, isso vem ocorrendo com uma frequência devastadora. Com o buriti também não é diferente, o fogo destrói as plantações, o que acarreta em toda uma cadeia de produtividade e sustentabilidade afetada. O desmatamento também vem sendo constante, devido a boa qualidade da madeira do buriti, as árvores têm sido cortadas para fabricação de móveis rústicos por grandes empresas que além de destruírem o cerrado, ainda tiram o sustento de famílias que dependem dessas árvores para sobreviver.

 

Referências

AVIDOS, Maria Fernanda Diniz; FERREIRA, Lucas Tadeu. Frutos do Cerrado: preservação gera muitos frutos. Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento. 

 

BATISTA, Jael Soares et al. Atividade antibacteriana e cicatrizante do óleo de buriti Mauritia flexuosa L. Ciência Rural, Santa Maria, v. 42, n. 1, p. 136-141, jan. 2012. 

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2ª ed., Brasília, 2018.

 

ROSSI, Ana Aparecida Bandini; GOMES, André Delgado; SILVEIRA, Greiciele Farias da; RAMALHO, Aline Bueno; BARBOSA, Rosieli.  Caracterização morfológica de frutos e sementes de Mauritia flexuosa (Arecaceae) com ocorrência natural na Amazônia Matogrossense. Enciclopédia Biosfera, Goiânia, v. 10, n. 18, p. 852-862, 01 jul. 2014. 

 

KINUPP, Valdely; LORENZI, Harri. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, 2019. São Paulo.

 

LULKIN, Claudia Isabel. Do cerrado para a mesa: articulando agricultura familiar com alimentação escolar pelas frutas nativas. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Sociobiodiversidade e Sustentabilidade no Cerrado) —Universidade de Brasília, Alto Paraíso de Goiás – GO, 2018. Disponível em: https://bdm.unb.br/bitstream/10483/22281/1/2018_ClaudiaIsabelLulkin_tcc.pdf

 

SAMPAIO, Maurício. Boas Práticas de Manejo e Extrativismo Sustentável do Buriti. Brasília. 2011. Disponível em <https://ispn.org.br/site/wp-content/uploads/2018/10/BoasPraticasBuriti.pdf> Acesso em: 20 out. 2020

 

ALMEIDA, Semiramis; SILVA, José. Piqui e Buriti – Importância alimentar para a população dos cerrados. EMBRAPA. Brasília, 1996. Disponível em <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/548665/1/doc54.pdf> Acesso em: 21 out. 2020.

Isolamento e identificação de flavonóide leishmanicida de Connaraceae

Isolamento e identificação de flavonóide leishmanicida de Connaraceae

Autor(a):

Laís da Silva Morais

Resumo:

A leishmaniose é uma doença causada por parasitas do gênero Leishmania spp., que pode apresentar quadros clínicos distintos como feridas, deformações mucosas, ou quadros severos que levam a hepatomegalia. O Brasil é o país com maior número de casos de leishmaniose cutânea, e um dos de maior incidência de leishmaniose visceral nas Américas. A resistência, toxicidade, custo e a administração parenteral da maioria dos tratamentos atuais estimulam a busca por novos tratamentos. Dentro desse contexto, uma alternativa para o tratamento da leishmaniose é a pesquisa de substâncias ativas extraídas de produtos naturais. O Cerrado brasileiro é detentor de uma vasta biodiversidade vegetal podendo servir de fonte para a busca de novas moléculas de interesse terapêutico. Esse estudo teve como objetivo investigar a atividade de 9 diferentes extratos de espécie de Connaraceae isolar compostos ativos através de fracionamento bioguiado em formas promastigota de Leishmania (Leishmania) amazonensis. O extrato Arbo0346 apresentou CI50 de 14 μg/mL, e seu fracionamento resultou no isolamento de Arbo18A004I que apresentou CI50 de 38 μM. O índice de seletividade calculado com a CC50 de macrófagos J774, foi aproximadamente 1, que é considerado baixo. Apesar disso, a presença de diferentes grupos orgânicos na molécula e a diferença que existe entre as formas promastigotas e amastigotas, fazem com que o Arbo18A004I possa ser ativo na forma intracelular em concentrações não tóxicas. As modificações estruturais presentes na molécula conferem características que contribuem para a facilidade da criação de formulações, possibilitando um tratamento menos invasivo e mais eficiente.

Referência:

MORAIS, Laís da Silva. Isolamento e identificação de flavonóide leishmanicida de Connaraceae. 2018. 28 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Farmácia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Estudo de Erythroxylum suberosum ocorrente no Distrito Federal

Estudo de Erythroxylum suberosum ocorrente no Distrito Federal

Autor(a):

Caio Fernandes Monteiro Leite

Resumo:

O presente trabalho de conclusão de curso descreve o estudo químico, atividade biológica de folhas de Erythroxylum suberosum, espécie do bioma Cerrado do Distrito Federal, conhecida popularmente como cabelo de negro. Além de desenvolver e validar um método analítico por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) para quantificar o marcador fitoquímico rutina no extrato aquoso de Erythroxylum suberosum. Durante este trabalho foi identificado por RMN (Ressonância Magnética Nuclear) de 13C e 1H o flavonóide isoquercetrina no extrato etanólico das folhas de Erythroxylum suberosum e o flavonoide rutina na análise comparativa do padrão de rutina e o extrato aquoso das folhas por CLAE, nas folhas do extrato hexânico submetida à CCD em comparação com padrão de lupeol, sugeriu a presença desse composto. As folhas dos extratos brutos hexânico, etanólico, aquoso e fração aquosa do extrato etanólico apresentaram baixa toxicidade utilizando como modelo larvas de Artemia salina, pelo qual, amostras que apresentam DL50 > 1000ppm são consideradas inativas. Na avaliação da atividade alelopática, foi determinada a ação dos extratos brutos sobre a germinação e crescimento das sementes de Lactuca sativa. Dos extratos estudados nenhum foi capaz de inibir a germinação de sementes de sementes de Lactuca sativa, nas concentrações teste. Em relação ao crescimento radicular a fração aquosa do extrato etanólico apresentou inibição dose-dependente, sendo inibido moderadamente o crescimento das partes aéreas. O extrato aquoso não inibiu o crescimento das partes aéreas de sementes de L. sativa, ocorrendo inibição dose dependente apenas do crescimento radicular. Os extratos etanólico, aquoso e fração aquosa do extrato etanólico foram avaliados quanto à atividade antioxidante através do modelo de redução do complexo de fosfomolibdênio, realizado segundo PRIETO (1999), no qual os extratos apresentaram significativa atividade antioxidante quando testados com o BHT, quercetina e ácido ascórbico. No que diz respeito à validação de método, o presente trabalho conseguiu desenvolver uma rápida e confiável técnica de CLAE para determinação do flavonoide rutina no extrato aquoso de folhas de E.suberosum. Sendo assim, validado de acordo com todos os parâmetros determinados tanto nacionalmente quanto internacionalmente.

Referência:

LEITE, Caio Fernandes Monteiro. Estudo de Erythroxylum suberosum ocorrente no Distrito Federal. 2013. viii, 69 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Farmácia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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Nanoestruturação do óleo de Baru (Dipteryx alata Vog.)

Nanoestruturação do óleo de Baru (Dipteryx alata Vog.)

Autor(a):

Anna Paula Oliveira Faria

Resumo:

O cerrado brasileiro corresponde a cerca de 23% do território nacional, e estima-se que seja responsável por 5% da biodiversidade mundial. O desenvolvimento sustentável deve contemplar, simultaneamente, o aproveitamento do potencial produtor contido nesse bioma e a minimização dos impactos ambientais decorrentes de sua exploração. O baru (Dipteryx alata Vog.) é uma espécie nativa do cerrado, a qual tem destaque por sua amplitude de ocorrência, propriedades nutricionais e, mais recentemente, propriedades farmacológicas. Com base nessas propriedades e nos benefícios associados à nanoencapsulação de fármacos, o objetivo deste trabalho foi avaliar a nanoestruturação do óleo de baru. As nanocápsulas com óleo de baru, produzidas pelo método de precipitação de polímero pré-formado, apresentaram aspecto leitoso, diâmetro de 396,3 ± 37,7 nm, índice de polidispersão (PDI) de 0,3, potencial zeta de -33,6 ± 0,9 mV, pH de 5,53 ± 0,06 e eficiência de encapsulamento de 36,02%. Após a produção das nanocápsulas, foi analisada a estabilidade da suspensão sob temperatura ambiente pelo período de 30 dias. Nas condições experimentais analisadas, as nanocápsulas contendo óleo de baru possuem características físico-químicas próprias para uso tópico e são estáveis à temperatura ambiente durante 30 dias de armazenamento.

Referência:

FARIA, Anna Paula Oliveira. Nanoestruturação do óleo de Baru (Dipteryx alata Vog.). 2014. 49 f., il. Monografia (Bacharelado em Farmácia)—Universidade de Brasília, Ceilândia-DF, 2014.

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Estudo da composição química de madeiras advindas do Cerrado para aplicação em envelhecimento de cerveja

Estudo da composição química de madeiras advindas do Cerrado para aplicação em envelhecimento de cerveja

Autor(a):

Jessica Ferreira do Nascimento

Resumo:

A cerveja é a bebida alcoólica mais consumida no Brasil. Dentro desta produção, estão inseridas as cervejas especiais e a aplicação do estilo Wood Aged com a maturação de cervejas em madeira. Pode ser armazenada na presença de cubos, lascas e chips ou em barris, cuja essa última variação originou o estilo Barrel Aged . A diferença entre os processos está relacionada à exposição a área superficial, a qual proporcionará características sensoriais e visuais diferenciadas à bebida, tais como a turbidez e a influência na bebabilidade de cervejas amadeiradas. Em vista da vasta variedade de espécies de madeira no Cerrado, é possível vislumbrar sua aplicação para tal fim, porém para isso é fundamental a coleta de dados relacionados a caracterização de diversas madeiras para sua aplicação. Por esse motivo, foram analisadas amostras de madeiras do Cerrado para inseri-las em formato de cubos numa amostra de cerveja puro malte. Diante do exposto, o objetivo desse trabalho foi caracterizar a composição química de tais madeiras tostadas a fim de aplicá-las na etapa de maturação do processo para produzir cervejas do estilo Wood Aged. Para isso, observou-se os efeitos físico-químicos e sensoriais sobre a bebida, a qual apresentará maior valor agregado no mercado, em comparação com a cerveja base padrão. Dentre as análises realizadas, para teor de extratíveis as madeiras de Ipê (Tabebuia) (28,19%), Bálsamo (Myroxylon balsamum) (16,57%) e Carvalho (Quercus spp) (16,55%) se destacaram, indicando que a aplicação delas na maturação garantiu aromas característicos provindos da degradação térmica da lignina. A cerveja base adotada é uma cerveja tipo Lager com teor alcoólico de 6,60% (v/v), extrato primitivo de 16,00 ºP e coloração de 17 EBC. Diversas amostras apresentaram maior turbidez, alteração de pH, de coloração e extrato aparente em decorrência da aplicação de madeiras e de contaminações microbiológicas nas amostras. De acordo com os resultados, a maturação em cubos é efetiva para aplicação em envelhecimento de cerveja, influenciando principalmente na análise organoléptica e visual. Com base na análise de mercado, esse processo proporciona maior valor agregado ao produto, diminui custos de produção, aumenta a eficiência e produtividade do processo cervejeiro produzindo cervejas com características sensoriais únicas.

Referência:

NASCIMENTO, Jessica Ferreira do. Estudo da composição química de madeiras advindas do Cerrado para aplicação em envelhecimento de cerveja. 2017. 52 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Química Tecnológica)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Cerrado como eixo temático na disciplina de química no ensino médio do Distrito Federal

O cerrado como eixo temático na disciplina de química no ensino médio do Distrito Federal

Autor(a):

Caio Lopes dos Santos Althoff

Resumo:

Numa perspectiva Ciência-Tecnologia-Sociedade para o ensino de ciências, utiliza-se temas de relevância social para trabalhar conceitos científicos, buscando um ensino de ciências com maior significado para a vida dos estudantes. O foco deste trabalho é construir uma proposta de organização dos conteúdos de química do Ensino Médio em torno de um eixo-temático, visando alcançar maior integração entre os temas escolhidos pelo professor para contextualização de suas aulas. O eixo temático optado pelo autor é o Cerrado, pois considera-se este abrangente o suficiente para agrupar temas de relevância social que guardam relação com a química, envolvendo as dimensões políticas, econômicas e tecnológicas. O Cerrado encontra-se em preocupante estado de desmatamento, sua importância ecológica, a riqueza socioambiental e a biodiversidade encontram-se seriamente ameaçadas, configurando-se como urgente uma mudança de atitude em relação ao trato recebido da sociedade por este. A educação pode contribuir na formação de cidadãos que pensem e ajam criticamente em relação a este cenário, buscando tomar caminhos mais sustentáveis e responsáveis com as gerações futuras.

Referência:

ALTHOFF, Caio Lopes dos Santos. O cerrado como eixo temático na disciplina de química no ensino médio do Distrito Federal. 2017. 45 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Química)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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A agricultura no processo de modificação do cerrado no município de Goiás-GO

A agricultura no processo de modificação do cerrado no município de Goiás-GO

Autor(a):

Raphael da Silva Aguiar Pires

Resumo:

O presente estudo faz uma abordagem dos efeitos nocivos que a ocupação desordenada, provocou no bioma Cerrado com especial atenção para o Município de Goiás. Desta forma, procura-se fazer uma investigação sobre os impactos causados pela agricultura no cerrado. Sabe-se que o processo de ocupação provocado pelas atividades humanas é a principal causa dos problemas ambientais que o bioma tem sofrido, dos quais os mais graves são o desmatamento com perda da riqueza vegetal e animal, além da degradação de solos e rios, para dar lugar as pastagens e lavouras. Com isso, o cerrado já perdeu cerca de 80% de sua vegetação original, restando apenas 20% de áreas conservadas.O projeto adota como recorte espacial o Município de Goiás – GO, haja vista que este território tem como cobertura vegetal o cerrado e uma atividade agrícola predominante, por pequenos agricultores de base familiar, quanto por grandes agricultores, em minoria, que utilizam mão-de-obra assalariada temporariamente,que juntos transformam a região dos cerrados em uma grande produtora agrícola. Isso se deve a aplicação de corretivos e técnicas agrícolas para a melhoria do solo, que por um lado favorece a expansão da agricultura e por outro lado, acarreta sérios impactos ambientais. Nesse contexto, é imprescindível rever as formas como o cerrado vem sendo ocupado e encontrar medidas para uma utilização sustentável do mesmo; repensar o modelo de desenvolvimento atual e criar urgentemente políticas que conciliem crescimento econômico com preservação do Bioma Cerrado. A pesquisa utiliza metodologia qualitativa, pois a mesma é uma forma de compreender a natureza de um fenômeno. Aplicou-se o total de 04 questionários aos agricultores, sendo 02 para os grandes agricultores e 02 para os pequenos agricultores, selecionados por amostragem.

Referência:

PIRES, Raphael da Silva Aguiar. A agricultura no processo de modificação do cerrado no município de Goiás-GO. 2015. 42 f., il. Monografia (Licenciatura em Geografia)—Universidade de Brasília, Universidade Aberta do Brasil, Cidade de Goiás-GO, 2015.

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Levantamento de invasão da gramínea brachiaria decumbens em área inserida no arboreto da UnB

Levantamento de invasão da gramínea brachiaria decumbens em área inserida no arboreto da UnB

Autor(a):

Geraldo Edvaldo Nunes

Resumo:

As invasões biológicas de espécies exóticas causam grandes prejuízos ao meio ambiente. Espécies animais e vegetais exóticas invasoras estão presentes em todo planeta. No Brasil destacam-se as invasões vegetais, presentes em todos seus biomas florestais. O Cerrado tem todas suas fitofisionomias invadidas por espécies exóticas. As matas são infestadas por espécies arbóreas. As áreas de cerrado lato senso são invadidas por gramíneas de origem africana, como a Brachiaria decumbens, Pennisetum purpureum, e Melinis minutiflora e outras menos significantes. A área do estudo está inserida no Arboreto da UnB que contém grave infestação de espécies exóticas, sendo a Brachiaria decumbens responsável pela tomada de mais 75% das porções de cerrado lato senso.

Referência:

NUNES, Geraldo Edvaldo. Levantamento de invasão da gramínea brachiaria decumbens em área inserida no arboreto da UnB. 2012. 25 f., il. Monografia (Licenciatura em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

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Unidades de conservação no Distrito Federal: o caso do Parque Ecológico Ezechias Heringer

Unidades de conservação no Distrito Federal: o caso do Parque Ecológico Ezechias Heringer

Autor(a):

Fernanda Pereira Rodrigues

Resumo:

Este trabalho teve por finalidade analisar a dinâmica de uma Unidade de Conservação, Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Distrito Federal – DF, inserido em um meio urbano como alvo de pressões e interesses adversos à Conservação do Cerrado. Além de observar a efetividade da aplicação da Legislação Ambiental sobre o Parque e por fim, caracterizar a configuração espacial do mesmo entre os anos de 2000 a 2010. Como base metodológica ocorreu entrevistas, apoio bibliográfico e utilizou-se o programa ArcGis, para melhor visualização da área de estudo. Com os resultados obtidos observou-se que a área do Parque é um lugar de conflitos, pois há interesses discrepantes aos objetivos legais de uma Unidade de Conservação, visto que a expansão urbana tende a ocupar diversas áreas, desconsiderando as funções ecológicas que, intrinsecamente, algumas possuam. Além disso, foi possível suscitar prognósticos e compreender a importância de mapear periodicamente as UCs visando o fortalecimento de uma manutenção e/ou fiscalização na área.

Referência:

RODRIGUES, Fernanda Pereira. Unidades de conservação no Distrito Federal: o caso do Parque Ecológico Ezechias Heringer. 2012. 68 f., il. Monografia (Bacharelado/Licenciatura em Geografia)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

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Uma proposta pedagógica relacionada ao relevo aplicada junto aos alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Albion de Castro Curado: Cidade de Goiás

Uma proposta pedagógica relacionada ao relevo aplicada junto aos alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Albion de Castro Curado: Cidade de Goiás

Autor(a):

Sarah Silva Lobo Moura

Resumo:

Este trabalho realiza um estudo sobre como a elaboração de uma proposta de ensino do relevo e os impactos ambientais no setor Bacalhau, situado na cidade de Goiás, a partir de trabalho realizando junto aos alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Dr. Estadual Albion de Castro Curado. Para isso, buscou-se conhecer os principais fatores que compõem a paisagem do entorno do colégio, enfatizando as observações nas alterações realizadas pelos seres humanos ao logo do tempo, que ocasionou os principais problemas de hoje. A partir disso foi possível elaborar uma proposta pedagógica apoiada no levantamento de informações sobre a realidade do relevo local para orientar a aplicação das atividades que pôde ser desenvolvida junto aos alunos sobre as questões do relevo do cerrado. Ao aplicar essa proposta no Colégio Dr. Estadual Albion de Castro Curado, percebeu se que o envolvimento e a participação tanto dos alunos quanto dos professores, contribuiu para o aprimoramento do conhecimento sobre as questões ambientais do entorno do local onde estudam e também da dinâmica do relevo do cerrado do como um todo.

Referência:

MOURA, Sarah Silva Lobo. Uma proposta pedagógica relacionada ao relevo aplicada junto aos alunos do 1º ano do ensino médio do Colégio Albion de Castro Curado: Cidade de Goiás. 2013. [57] f., il. Monografia (Licenciatura em Geografia)—Universidade de Brasília, Universidade Aberta do Brasil, Goiás, 2013.

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