Análise de cenário de desmatamento para o estado de Goiás

Análise de cenário de desmatamento para o estado de Goiás

Autor(a):

Maria Luíza Corrêa Brochado

Resumo:

O Cerrado é o segundo maior bioma do País. Ocupa principalmente a região mais central do Brasil e possui aproximadamente 203 milhões de hectares (25% do território) (IBGE). Conta com grande diversidade biológica e presta serviços ambientais essenciais na regulação do ciclo hidrológico. Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Se, por um lado, com a antropização desse bioma, o país alcançou um respeitável patamar econômico, sobretudo pela elevada produção de grãos, carnes e derivados (commodities no mercado externo), por outro, hoje já se reconhece que uma significativa parcela de sua biodiversidade foi perdida (ou simplesmente não foi identificada a tempo), com o risco de extinção ainda presente. Muitos são os fatores que contribuem para a devastação do Cerrado. Entre eles pode-se citar: o processo de carvoarias, a preferencia pela agropecuária extensiva, a transformação local em pastagens, o inchaço das áreas urbanas, plantações de soja direcionadas ao mercado externo, bem como o cultivo da cana-de–açúcar (bioenergia), algodão, eucalipto (celulose) e queimadas. A região delimitada para o presente estudo é o estado de Goiás (estando inserido o Distrito Federal), por estar quase inteiramente inserido no cerrado, possuir a terceira maior área de vegetação entre os estados abrangidos pelo bioma, ocupar a nona posição entre as maiores economia do país e possuir perfil produtivo predominante na atividade agropecuária. Frente ao acelerado desmatamento no bioma, o presente estudo tem como objetivo modelar esse fenômeno no período de 2013 a 2040 para o estado de Goiás. Para construção do modelo, foram utilizadas informações de solos, centros urbanos, declividade, altitude, rodovias, desmatamento no período de 2008 a 2010 e unidades de conservação, bem como, Terras Indígenas. Os dados foram preparados em ambiente ArcGis 10.2 e depois as projeções de desmatamento foram geradas no software DINAMICA EGO.A resolução espacial utilizada foi de 120 metros. O modelo foi regionalizado por municípios. Optou-se por esse tipo de regionalização, pois o estado de Goiás vivencia uma grande explosão demográfica e um maior peso foi dado ao componente socioeconômico. A matriz de transição gerada para o modelo sem regionalização indicou que foram desmatados no estado de Goiás 10,4% de vegetação nativa no período de dois anos (2008 a 2010). A matriz de transição anual indica que foram desmatados 5,3% de vegetação nativa ao ano. Na geração de pesos observou-se que as variáveis mais determinantes para o fenômeno foram a distancia de centros urbanos, distancia de Rodovias e distancia do desmatamento. Os mapas de simulação e probabilidade gerados na simulação do modelo retrataram bem o desmatamento em 2010 em relação ao mapa referencia e indicaram as regiões de áreas de proteção integral e terras indígenas como baixas probabilidades de desmatamento e regiões de uso sustentável, em especial APA, com maiores probabilidades de ocorrência de desmatamento. Na validação do modelo as maiores similaridades foram encontradas para as janelas com tamanho de 13 x 13 pixels. Na simulação para o ano de 2040 verificou-se uma área desmatada de 275.064,7 Km². Apesar de as taxas de desmatamento calculadas nas matrizes de transição serem relativamente altas, o resultado final corrobora os estudos de diversas entidades acerca do desaparecimento do bioma até o ano de 2030.

Referência:

BROCHADO, Maria Luíza Corrêa. Análise de cenário de desmatamento para o estado de Goiás. 2014. 58 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Mudanças florísticas na vegetação lenhosa em cerrado sentido restrito de vale na estação ecológica do Jardim Botânico de Brasília (2009-2013)

Mudanças florísticas na vegetação lenhosa em cerrado sentido restrito de vale na estação ecológica do Jardim Botânico de Brasília (2009-2013)

Autor(a):

Matheus do Vale Mendes

Resumo:

O Cerrado no Brasil Central se destaca pela elevada diversidade em espécies e figura entre as savanas mais ricas do mundo. A ampla variedade de fitofisionomias coexiste e se mistura mesmo em condições edáficas semelhantes. O objetivo deste trabalho foi avaliar a florística do Cerrado sentido restrito de Vale (V) que ocorre sobre solos distróficos na Estação Ecológica no Jardim Botânico de Brasília (EEJBB-DF) no período 2009-2013 quando não foram registrados incêndios. Na área foram estabelecidas dez parcelas permanentes de 20×50 m cada (1.000 m²) com o total de um hectare amostrado. Foram mensurados os diâmetros e estimadas as alturas totais de todos os indivíduos, inclusive os mortos em pé, com Db30cm ≥ 5 cm. Foram calculados parâmetros absolutos e relativos de densidade, frequência, área basal e IVI. A estrutura de tamanhos foi avaliada em intervalos fixos de altura e diâmetro. Foram amostradas, nos inventários de 2009 / 2013, respectivamente: 28 / 34 famílias, 45 / 53 gêneros e 59 / 72 espécies. Outras 15 espécies foram incluídas na amostragem em 2013, principalmente algumas típicas da mata de galeria (*), que se expande sobre as parcelas mais próximas nos limites com o Cerrado sentido restrito. Foram estas: Erythroxylum suberosum, Banisteriopsis sp., Aegiphila lhozkiana, Vochysia tucanorum (*), Symplocos nitens (*), Lamanonia ternata, Ocotea spixiana (*), Miconia leucocarpa, Emmotum nitens (*), Byrsonima laxiflora (*), Myrcia splendens (*), Maprounea guianensis (*), Copaifera langsdorffii (*), Rourea induta e Bacharis sp. Duas espécies, Vernonanthura ferruginea e Eremanthus goyazensis, amostradas em 2009 não foram encontradas em 2013. As mesmas famílias foram as mais representadas em 2009 / 2013 (Fabaceae, Vochysiaceae e Malpighiaceae). As espécies de maior IVI no período foram: Eriotheca pubescens/E. pubescens, Qualea parviflora/Guapira noxia, G. noxia/Q. parviflora, Poliouratea hexasperma/P. hexasperma e Roupala montana/R. montana, pois somaram 29,5 / 29,9% do IVI total. A diversidade (H’) e a equabilidade (J’) foram, respectivamente, de 3,31 nats.ind-1 e 0,81 / 3,49 nats.ind-1 e 0,82. A densidade total foi de 1155 / 1126 ind.ha-1 com área basal de 8,23 / 8,10 m².ha-1. Os indivíduos mortos em pé representaram 23,3% (269 ind. ha-1) / 7,3% (82 ind.ha-1) da densidade relativa total e 18,5% (1,52 m².ha-¹) / 8,9% (0,72 m².ha-¹) da área basal total. A distribuição dos diâmetros na comunidade apresentou curvas de aspecto J-reverso com balanço positivo entre recrutamento e mortalidade em ambos os inventários.

Referência:

MENDES, Matheus do Vale. Mudanças florísticas na vegetação lenhosa em cerrado sentido restrito de vale na estação ecológica do Jardim Botânico de Brasília (2009-2013). 2013. 39 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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Monitoramento sazonal e recuperação pós-fogo da vegetação do Cerrado usando dados do sensor MODIS

Monitoramento sazonal e recuperação pós-fogo da vegetação do Cerrado usando dados do sensor MODIS

Autor(a):

Greison Moreira de Souza 

Resumo:

O bioma Cerrado no Distrito Federal (DF) tem importantes formações nativas protegidas por unidades de conservação. No entanto, o bioma no DF é altamente ameaçado devido à expansão urbana. O Cerrado brasileiro apresenta forte contraste sazonal entre a estação seca e a estação chuvosa, a marcante sazonalidade climática exerce forte influência na fenologia da vegetação. O fogo no Cerrado é outra variável que exerce também forte influência na dinâmica do Cerrado. Os efeitos do fogo sobre a vegetação do Cerrado é um processo complexo e ainda está em amplo debate no meio científico. O presente estudo tem como objetivo caracterizar o comportamento sazonal das formações savânicas e campestres do Cerrado no Distrito Federal, relação entre os índices de vegetação (NDVI e EVI) e a precipitação pluviométrica e também a recuperação do vigor da vegetação pós-fogo com o uso de sensoriamento remoto. Selecionaram-se áreas dentro de unidades de conservação sem registro de incêndios e com registro de incêndios. Para construção das séries temporais foram utilizados os índices de vegetação NDVI e EVI do MOD13Q1 acoplado ao sensor MODIS/TERRA. As imagens datam do período de 2000 a 2012, de 250 m a cada 16 dias. Os espectros do NDVI e EVI foram obtidos após a confecção do cubo multitemporal 3D. Os dados de precipitação pluvial foram extraídos das estações de Brasília (1547004) e Taquara (1547013) com dados mensais de 2000 a 2012. A análise da sazonalidade com os índices de vegetação foi estudada somente nas áreas de referência, ou seja, sem queimadas. A transformada de Fourier foi empregada para separar os dados em componentes de diferentes frequências, ou seja, identificar os ciclos sazonais completos. Adicionalmente, foram elaborados gráficos de perfis sazonais e anomalias do NDVI e EVI que é a diferença entre a média mensal de cada ano e a média mensal de todo o período em estudo. O monitoramento pós-fogo foi realizado em áreas com registros de queimadas e em áreas de referência. A transformada de Fourier possibilitou verificar que no Cerrado do DF um ciclo sazonal completo é compreendido em um ano, representado pelo período seco e o período chuvoso. Os dados do MODIS delinearam satisfatoriamente o forte contraste sazonal da vegetação do Cerrado. Verificou-se que a correlação entre o NDVI com a precipitação nas áreas de Cerrado sentido restrito e Campos naturas é maior com dois (2) meses de atraso, para o EVI a maior correlação foi no mês corrente até um (1) mês de atraso. Para o NDVI a quantidade de dias pós-fogo necessários para recuperação das áreas de Cerrado sentido restrito foi em média de 100 e 94 dias em áreas de Campos naturais. Para o EVI em Cerrado sentido restrito foi de 105 dias e 102 dias para áreas de Campos naturais. Os dados do MODIS foram adequados para monitorar a recuperação do vigor da vegetação pós-fogo. Os resultados mostraram o potencial da recuperação das taxas fotossintéticas e vigor da vegetação pós-fogo, no entanto, devem-se atentar os danos à fauna, flora e a beleza cênica.

Referência:

SOUZA, Greison Moreira de. Monitoramento sazonal e recuperação pós-fogo da vegetação do Cerrado usando dados do sensor MODIS. 2014. xii, 93 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Comparação de métodos de amostragem na descrição florístico-estrutural da vegetação arbórea em área de cerradão no estado de Tocantins

Comparação de métodos de amostragem na descrição florístico-estrutural da vegetação arbórea em área de cerradão no estado de Tocantins

Autor(a):

Mirella Basileu de Oliveira Lima

Resumo:

O cerradão é uma fitofisionomia florestal do bioma Cerrado que ocorre geralmente sobre solos mais férteis, sem a presença de corpos hídricos ou áreas de intervlúvios. A fim de conhecer a composição florística, a diversidade, a riqueza e a estrutura fitossociológica das populações presentes, destaca-se a realização de inventários florestais. A escolha do melhor método de amostragem torna-se essencial nas estimativas com menor erro de precisão e baixo custo. O presente estudo teve por objetivo analisar a eficiência de diferentes métodos de amostragem em relação ao censo florestal quanto à caracterização florística-estrutural em área de cerradão, localizada no Parque Estadual do Lajeado, Município de Palmas, Tocantins. Realizou-se primeiramente um censo florestal na área (2,16 ha), onde foram levantadas e identificadas todas as árvores vivas em pé, com DAP (diâmetro tomado à 1,30 m do solo) igual ou superior a 5 cm. Sequencialmente, na área inventariada, estabeleceu-se de forma aleatória 27 parcelas de 20 x 20 metros (400 m²), obedecendo ao método de Área Fixa (AF). Em seguida, foi lançado o mesmo número de unidades amostrais (ua) para os métodos de Strand (S), Prodan (P) e Quadrantes (Q) nas mesmas parcelas em que ocorreu a medição dos indivíduos pelo método de AF. Foram estimados os números de espécies, de indivíduos e de área basal por hectare para cada método de amostragem; foi realizado um comparativo com os parâmetros encontrados no censo florestal em forma de percentual e também o teste L&O. A suficiência amostral de cada método foi avaliada traçando curvas de rarefação com diferentes estimadores: Bootstrap, Jacknife 1, Jacknife 2 e Chao 1. A diversidade foi analisada utilizando os índices de Shannon-Weinner e Pielou, e traçando um perfil de diversidade para cada método de amostragem. A dispersão dos indivíduos de cada espécie foi analisada utilizando-se o índice de dispersão de Morisita, e a similaridade entre os métodos foi avaliada por meio do índice de similaridade de Jaccard. Por fim, a caracterização da estrutura horizontal da vegetação foi dada pelos parâmetros de Densidade ou Abundância, Dominância, Frequência, Índice de Valor de Importância (IVI) e Índice de Valor de Cobertura (IVC). Verificou-se que o método de amostragem de AF foi o que mais se aproximou do censo, porém o método de S apresentou-se eficaz, variando em 20% dos valores encontrados no censo. O estimador de riqueza Bootstrap é o que melhor estima a riqueza pelo método de AF; para os outros métodos, o mais adequado foi o Jacknife 2. O método de amostragem de AF não se diferiu quanto à classificação da dispersão dos indivíduos por espécie em relação ao censo. Já os métodos de S, P e Q tendem a categorizar a distribuição dos indivíduos por espécie em aleatória ou agregada. O método mais similar ao censo é o de AF; em seguida, o método de S, e, por fim, os métodos de P e Q, ambos com o mesmo grau de similaridade ao censo. Todos os métodos de amostragem foram eficazes na amostragem das espécies mais representativas da comunidade (maior IVI) e pouco se diferiram quanto à caracterização floristica-estrutural da área estudada. Sugere-se, por fim, aumentar o esforço amostral quando se optar pelos métodos de amostragem de P e Q para a realização de inventários florestais em áreas de cerradão.

Referência:

LIMA, Mirella Basileu de Oliveira. Comparação de métodos de amostragem na descrição florístico-estrutural da vegetação arbórea em área de cerradão no estado de Tocantins. 2015. v, 53 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Uso popular e comércio informal de plantas medicinais no município de Sanclerlândia, Goiás, Brasil

Uso popular e comércio informal de plantas medicinais no município de Sanclerlândia, Goiás, Brasil

Autor(a):

 Anna Carolina Machado Ribeiro, Karlla Beattriz Marques Sousa, Luana Angélica de Paula, Sandra Alves de Sousa

Resumo:

O presente trabalho teve como objetivo principal, avaliar o comércio informal através do trabalho realizado pelo raizeiro de Sanclerlândia-GO, e as principais plantas utilizadas pela população. A metodologia consistiu na realização de entrevistas do tipo descritiva, observacional com o raizeiro da cidade, e com a população acima de 30 anos. Na cidade foi encontrado apenas um “raizeiro”, que atua nessa área há 25 anos e seus conhecimentos são baseados em estudos e de hereditariamente. Através dos resultados obtidos, nota-se que a população adquiriu seus conhecimentos sobre as plantas medicinais pela vivência com parentes (pais, avós) de forma hereditária, sendo que 83,5% dos usuários adquiriram as plantas medicinais por conta própria (quintais, cerrados, entre outros). A gripe foi à doença com maior número de citação de uso, seguido de inflamação, estresse/insônia. Em relação à preparação das plantas, observou-se a predominância dos chás (54%). É importante ressaltar fatores que podem representar riscos para os consumidores dessas preparações populares: conhecimento insuficiente sobre as plantas comercializadas falta de controle de qualidade do material vegetal e o uso de misturas de plantas sem considerar as suas interações.

Referência:

Ribeiro, A.C.M. et al. Uso popular e comércio informal de plantas medicinais no município de Sanclerlândia, Goiás, Brasil. Revista Faculdade Montes Belos (FMB): v. 6, n° 1, p.1-13, 2013

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Etnobotânica e ampliação do conhecimento sobre plantas medicinais em escolas públicas do Distrito Federal

Etnobotânica e ampliação do conhecimento sobre plantas medicinais em escolas públicas do Distrito Federal

Autor(a):

Marcos João da Cunha, Leonardo Barbosa Leal Júnior, Mayron Paes de Almeida, Prof. Gilberto Oliveira Brandão

Resumo:

No Cerrado, estima-se que existam 270 espécies utilizadas na medicina popular. O presente estudo teve por objetivo disponibilizar às escolas públicas do DF um manual contendo informações sobre plantas comumente utilizadas na medicina popular. Além disso, procurou-se encontrar distorções entre o conhecimento popular e o científico, através de questionários que foram aplicados a alguns raizeiros do Tocantins. Foram estudadas dez espécies de plantas do Cerrado e dez plantas cultivadas amplamente utilizadas como fitoterápico. De maneira geral, para as plantas do Cerrado, os caules e as folhas foram às partes das plantas que apresentaram maior utilização medicinal. Enquanto para as plantas cultivadas foram as folhas e flores. 30% das plantas nativas e 90% das cultivadas apresentam certa toxicidade ou restrição ao uso. De todas as informações prestadas pelos raizeiros, 65% delas foram totalmente corretas e 29% parcialmente corretas. Somente 6% das informações foram totalmente incompatíveis com a literatura. Apesar da maioria dos voluntários não possuir conhecimento teórico a respeito das plantas medicinais, o conhecimento prático adquirido através das gerações não pode ser desprezado, pois apresenta alto grau de acerto quando comparados com a literatura. Todas as plantas com potencial tóxico foram mencionadas por pelo menos um dos voluntários pesquisados. Entretanto, apenas um dos sete entrevistados (14,3%) mencionou o potencial tóxico da pata de vaca e da mama cadela. Esses resultados refletem que nem todas as pessoas que indicam fitoterápicos tem conhecimento sobre o potencial toxicológico das plantas.

Referência:

CUNHA, M.J.da et al. Etnobotânica e ampliação do conhecimento sobre plantas medicinais em escolas públicas do Distrito Federal. Anuário da produção de iniciação científica discente da Faculdade Anhanguera de Brasília: v. 13, N. 20, p.65-75, 2010.

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RAÍZEIROS DO CERRADO: Uma opção popular

RAÍZEIROS DO CERRADO: Uma opção popular

Autor(a):

Jael Flávia de Paiva Araújo, Poliene Soares dos Santos Bicalho

Resumo:

O interesse desta pesquisa é ajudar a ciência a aprimorar as técnicas utilizadas, ressaltando que a tradição, principalmente a dos raizeiros, por mais que seja cunhada nos hábitos, é praticada por algum motivo de essência racional. A falta de trabalhos voltados para o estudo da botânica e da ecologia do cerrado, pelo viés histórico, torna este trabalho desafiador, já que nos cursos de História os aspectos ambientais são, muitas vezes, negligenciados, mesmo sendo decisivos para a compreensão da cultura e da formação social de um povo. É possível perceber que em Anápolis/GO o desenvolvimento econômico sufocou várias práticas culturais, como a cura por meio de elementos puramente naturais praticados pelos raizeiros e benzedeiros. Os raizeiros encontrados nas ruas do centro da cidade, em sua maioria, não eram próprios da região, mesmo possuindo vínculos com o tipo da vegetação local.

Referência:

Araújo, J.F.P.; Bicalho, P.S.S. Raízeiros do Cerrado: uma opção popular. Anais do Seminário de Pesquisa, Pós-Graduação, Ensino e Extensão do Câmpus Anápolis de CSEH: v.1, 2016.

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A interferência antrópica no cerrado e o depauperamento das plantas medicinais: estudo de caso no município de Morrinhos – Goiás

A interferência antrópica no cerrado e o depauperamento das plantas medicinais: estudo de caso no município de Morrinhos – Goiás

Autor(a):

Francisco Leandro Martins Costa, Renato Adriano Martins

Resumo:

A procura pela cura através de plantas medicinais vem aumentando nos últimos tempos, assim a indústria farmacêutica tem se utilizado dessas plantas para obter matéria prima para seus medicamentos. Este trabalho objetiva mostrar o empobrecimento que o Cerrado vem sofrendo através do uso antrópico, pois a importância de plantas medicinais existentes no Cerrado é do saber de todos, porém vê-se que no município de Morrinhos-Goiás algumas espécies vêm se perdendo ao longo do tempo. Algumas plantas, que são destinadas ao uso benéfico para a saúde, não têm sido mais encontradas. Este trabalho pretende mostrar como o ambiente que nos cerca tem sido agredido, como algumas plantas têm se perdido e como a sociedade pode ajudar contra esta agressiva e constante derrota que tem sido vivida pelo nosso Cerrado. Ainda em relação às plantas medicinais, será apresentado o conhecimento formal e informal de determinadas plantas, visto que, a maioria da população as conhece apenas de maneira informal, ou seja, popularmente falando. Para a realização deste trabalho foi necessário o levantamento bibliográfico feito através de artigos e o download do livro Farmacopeia popular do Cerrado, houve observação quanto ao quesito raizeiro, pois como é sabido em nossa cidade existem ainda pessoas que trabalham com este material coletado no Cerrado e que os raizeiros não se perderam, pelo contrário, se profissionalizaram.

Referência:

DA COSTA, F.L.M; MARTINS, R.A. A interferência antrópica no Cerrado e o depauperamento das plantas medicinais: estudo de caso no município de Morrinhos – Goiás. I Simpósio Interdisciplinar em Ambiente e Sociedade: v. 1, n. 1, 2017.

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Plantas medicinais utilizadas pela população de Caldas Novas, GO e o conhecimento popular sobre a faveira (Dimorphandra mollis Benth Mimosoideae).

Plantas medicinais utilizadas pela população de Caldas Novas, GO e o conhecimento popular sobre a faveira (Dimorphandra mollis Benth Mimosoideae).

Autor(a):

Oriane F. do Vale Oliveira, Maria José da Costa Gondim

Resumo:

O trabalho teve por objetivo levantar o conhecimento de plantas medicinais pela população urbana de Caldas Novas-GO, realizado entre abril e maio de 2008. Os dados foram coletados por meio de formulários semiestruturados (n:251), abrangendo diferentes faixas etárias, sendo levantadas informações quanto ao conhecimento e consumo de plantas medicinais, indicações e modo de uso. Além dessas informações, avaliou-se o conhecimento da população sobre a espécie nativa do cerrado Dimorphandra mollis (faveira), indicações para seu uso e partes utilizadas para fins medicinais. A maioria possui conhecimentos e faz uso de plantas medicinais, resultando em 586 citações com 92 nomes populares. Através da análise da nomenclatura popular em bibliografia especializada, foi possível identificar 73 gêneros (ou espécies, quando possível), inclusas em 43 famílias (as principais são Asteraceae e Lamiaceae). Os jovens com escolaridade entre ensino médio e ensino superior demonstraram maior conhecimento de espécies medicinais utilizadas. As plantas mais citadas foram o boldo, erva-cidreira, hortelã. Os chás constituem o principal modo de preparo. A faveira mostrou ser uma planta pouco conhecida pela população. Quando empregada para fins medicinais, as partes mais comuns são a casca, folhas e raiz, sendo relatado um alto resultado satisfatório com seu uso.

Referência:

OLIVEIRA, O.F.V; GONDIM, M.J.C. Plantas medicinais utilizadas pela população de Caldas Novas, GO e o conhecimento popular sobre a faveira (Dimorphandra mollis Benth-Mimosoideae). Rev. Bras. de Agroecologia.: v.8(1): p.156-169, 2013

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Prospecção fitoquímica preliminar de plantas nativas do cerrado de uso popular medicinal pela comunidade rural do assentamento vale verde – Tocantins

Prospecção fitoquímica preliminar de plantas nativas do cerrado de uso popular medicinal pela comunidade rural do assentamento vale verde – Tocantins

Autor(a):

BESSA, N.G.F.de; BORGES, J.C.M.; BESERRA, F.P.; CARVALHO, R.H.A.; PEREIRA, M.A.B.; FAGUNDES, R.; CAMPOS, S.L.; RIBEIRO, L.U; QUIRINO, M.S2; CHAGAS JUNIOR, A. F; ALVES, A.

Resumo:

Este estudo objetivou caracterizar qualitativamente grupos de metabólitos secundários e alguns constituintes de 9 espécies de plantas medicinais nativas do cerrado utilizadas pela comunidade rural do Assentamento Vale Verde, identificando potencialidades biológicas e farmacológicas. As informações referentes às plantas de uso medicinal foram obtidas por meio de estudos etnobotânicos e etnofarmacológicos, realizados no período de 2010 a 2012. O material botânico coletado foi identificado e depositado no Herbário da Universidade Federal do Tocantins, Porto Nacional (TO). O extrato etanólico e metanólico foi obtido a partir do material seco em estufa, filtrado e concentrado em evaporador rotatório sob pressão reduzida, pesados e novamente colocados em estufa por 24h a 50ºC, obtendo o rendimento (m/m) resultante da relação entre a massa de extrato concentrado e após seco. A análise fitoquímica das plantas selecionadas foi feita usando a metodologia da Prospecção Preliminar, realizando testes para detecção de alguns constituintes importantes e dos principais grupos de metabólitos: saponinas, fenóis e taninos, catequinas, esteróides e triterpenóides, cumarinas, antraquinonas e flavonóides. Os testes foram considerados positivos através de reações de precipitados com colorações, formações de espumas e manchas coloridas. Os testes fitoquímicos realizados nos extratos revelarem a presença de constituintes do metabolismo secundário das plantas que podem contribuir para a identificação de marcadores químicos para as espécies estudadas, sendo estes indispensáveis para os testes de qualidade e integridade de fitoterápicos e uso popular mais seguro das plantas medicinais, possibilitando melhor controle farmacognóstico dessas espécies e direcionamento dos seus usos e aplicações na pesquisa pela bioatividade preliminarmente conhecida. Neste caso, especialmente devido às atividades antimicrobianas, antioxidantes e contra insetos, sugerindo relação com a presença de compostos fenólicos e flavonoídicos, positivos nos extratos da maioria das espécies. Estas informações são inéditas no Tocantins e estratégicas para fortalecimento das políticas de conservação de Áreas de Reserva Legal no âmbito do Cerrado, bioma prioritário para conservação da biodiversidade, melhorando a caracterização dos recursos medicinais ainda disponíveis na flora nativa regional bem como vislumbrando suas aplicações biológicas e farmacológicas.

Referência:

BESSA, N.G.F.de et al. Prospecção fitoquímica preliminar de plantas nativas do cerrado de uso popular medicinal pela comunidade rural do assentamento vale verde – Tocantins. Rev. bras. plantas med. [online]. 2013, vol.15, n.4, suppl.1, p.692-707.

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