Psectrogaster amazonica Eigenmann & Eigenmann, 1889.(branquinha)

Psectrogaster amazonica Eigenmann & Eigenmann, 1889.

CP 13,0 cm

Nome(s) popular(es):

Branquinha.

Tamanho

Até 16,7 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Iliófaga, i.e., semelhante aos demais curimatídeos. Trata-se de peixes que se  alimentam de partículas dispersas no substrato, que podem ser de decomposição variada, desde micro-organismos até matéria orgânica em decomposição. Possuem um aparelho digestivo adaptado para selecionar o que interessa ou não à sua alimentação.

 

Nome Xavante:

Pe’anhõhi’ware.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Uso e importância da espécie

Atinge porte maior que das espécies Cyphocharax e Steindachnerina, e, portanto, desempenha papel ligeiramente maior na pesca de subsistência. Como as demais forrageiras, P.amazônica representa um importante elo na cadeia alimentar dos ambientes onde se encontra.

Descrição da espécie

corpo relativamente alto, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides; boca terminal desprovida de dentes; região pós-ventral quilhada com escamas terminando num processo espiniforme; linha lateral completa, 41 a 62 escamas; nadadeira caudal nua, bifurcada; coloração uniforme sem máculas, esverdeada acima da linha lateral, prateada abaixo. Espécie rara nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas freqüente no inferior, principalmente em períodos de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.42.

Cyphocharax notatus (Steindachner, 1908).(branquinha)

Cyphocharax notatus (Steindachner, 1908).

CP 7,1 cm

Nome(s) popular(es):

Branquinha.

Tamanho

Até 12,3 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Iliófaga, i.e., semelhante aos demais curimatídeos. Trata-se de peixes que se  alimentam de partículas dispersas no substrato, que podem ser de decomposição variada, desde micro-organismos até matéria orgânica em decomposição. Possuem um aparelho digestivo adaptado para selecionar o que interessa ou não à sua alimentação.

Nome Xavante:

Pe’adzarébétómrã.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios. Os machos emitem um certo tipo de ronco na época em que se encontram prontos para a eliminação dos gametas.

Uso e importância da espécie

Também representa um importante elo nas cadeias alimentares, uma vez que constitui uma parcela considerável dos peixes forrageiros nos ambientes onde se encontra.

Descrição da espécie

Corpo alongado, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides; boca desprovida de dentes; linha lateral completa, 30-35 escamas; nadadeira caudal nua, bifurcada, pontuda. Coloração prateada uniforme. É a única espécie do gênero com pigmentação na porção distal dos raios da nadadeira dorsal, além das máculas na porção distal dos lóbulos da nadadeira caudal, o que facilita seu reconhecimento. Pouco frequente nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas abundante nas lagos marginais ao longo do curso médio dos córregos que fluem em direção ao rio das Mortes.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p. 41.

Cyphocharax gouldingi Vari, 1992.(branquinha)

Cyphocharax gouldingi Vari, 1992

CP 6,7 cm

Nome(s) popular(es):

Branquinha.

Tamanho

Até 8,7 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Iliófaga, i.e.,  alimenta-se de partículas dispersas no substrato, principalmente micro-organismos de origem animal ou vegetal e matéria orgânica em decomposição; por isso muitos autores preferem classificá-la como detritívora. Esses peixes possuem um aparelho digestivo adaptado para selecionar o que interessa ou não à sua alimentação.

Nome Xavante:

Penhãnãre. 

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Pode ser esporadicamente consumida como alimento; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive. 

Descrição da espécie

Corpo alongado, relativamente alto, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides, relativamente grandes; boca terminal desprovida de dentes; linha lateral completa, 30-33 escamas; nadadeira caudal nua. Coloração prateada uniforme, com mácula negra na base da nadadeira caudal ( o que facilita o reconhecimento da espécie). Espécie pouco frequente nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas abundante no inferior, principalmente em períodos de águas altas; comum nas lagoas marginais.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.40.

Curimatella immaculata (Fernández-Yépez, 1948).(branquinha)

Curimatella immaculata (Fernández-Yépez, 1948).

CP 7,2 cm

Nome(s) popular(es):

Branquinha.

Tamanho

Até 9,3 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Iliófaga, i.e.,  alimenta-se de partículas dispersas no substrato, principalmente micro-organismos de origem animal ou vegetal e matéria orgânica em decomposição; por isso muitos autores preferem classificá-la como detritívora. Esses peixes possuem um aparelho digestivo adaptado para selecionar o que interessa ou não à sua alimentação.

Nome Xavante:

Pe’awaipó.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo relativamente alongado, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides; boca terminal, desprovida de dentes; linha lateral completa, com menos de 50 escamas; nadadeira caudal bifurcada, com lobos inteiramente recobertos por escamas pequenas. Coloração prateada uniforme, sem máculas. Espécie rara nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas freqüente no inferior, principalmente em períodos de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.39.

Curimata inornata Vari, 1989.(branquinha)

Curimata inornata Vari, 1989.

CP 13,0 cm

Nome(s) popular(es):

Branquinha

Tamanho

Até 13,6 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Iliófaga, i.e., alimenta-se de partículas dispersar no substrato, principalmente micro-organismos de origem animal ou vegetal e matéria orgânica em decomposição; por isso muitos autores preferem classificá-la como detritívora. Esses peixes possuem um aparelho digestivo adaptado para selecionar o que interessa ou não à sua alimentação.

Nome Xavante:

Da’watsa.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Os curimatídios, de maneira geral, formam grandes cardumes que migram rio acima, principalmente na época de reprodução. Nessa oportunidade podem ser capturadas em grande quantidade, representando boa parcela na pesca de subsistência. Constituem elo importante nas cadeias alimentares, uma vez que formam parte avultada dos peixes forrageiros. Por esse comportamento podem ser consideradas “espécie-chave” na ciclagem de nutrientes nos ambientes onde são encontrados.

Descrição da espécie

Corpo relativamente alto, fusiforme, recoberto por escamas ciclóides; escamas menores acima da linha lateral e maiores abaixo desta; boca inferior, desprovida de dentes; linha lateral completa, com cerca de 65 escamas; nadadeira caudal nua, bifurcada. Coloração prateada uniforme, sem máculas. Espécie rara nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, mas freqüente no inferior, principalmente em períodos de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.38

Parodon pongoensis (Allen, 1942).(canivete)

Parodon pongoensis sp.

CP 7,8 cm

Nome(s) popular(es):

Canivete

Tamanho

Até 10,7 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Raspadores de algas e organismos que se desenvolvem sobre elas, junto ao substrato (epifiton).

Nome Xavante:

Pedzatóre.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; potencial para aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo fusiforme; boca subinferior e fenda bucal (vista ventralmente) reta; mandíbula na forma de pá e desprovida de dentes anteriormente, mas com dois ou três dentes de cada lado; dentes com muitas cúspides arredondadas; nadadeiras peitorais e pélvicas largas, permitindo boa aderência ao substrato; linha lateral completa. Duas listras longitudinais no flanco do corpo, entremeadas por faixa clara: uma delas no dorso do corpo, outra na região mediana do corpo, estendida desde os olhos até a extremidade dos raios caudais medianos; flanco inferior esbranquiçado. Preferem águas correntes, rápidas, com cerca de 0,20 a 0,50 m de profundidade, e bem iluminadas; permanecem sobre o substrato, raspando e ingerindo o epiliton (organismos que se desenvolvem sobre as rochas, especialmente algas). Espécie freqüente nos riachos e córregos do PESA; abundante nas áreas abertas, de águas rápidas e substrato rochoso.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.37

Apareiodon argenteus Pavanelli & Britski, 2003.(canivete)

Apareiodon argenteus Pavanelli & Britski, 2003.

CP 3,7 cm

Nome(s) popular(es):

Canivete.

Nome Xavante

Pedzatórewawi.

Alimentação

Raspadores de algas e organismos que se desenvolvem sobre elas (epifiton), junto ao substrato.

Tamanho

Até 7,6 mm de comprimento padrão.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; potencial para aquariofilia; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Descrição da espécie

Corpo fusiforme; boca subinferior e fenda bucal (vista ventralmente) reta; mandíbula na forma de pá e desprovida de dentes; nadadeiras peitorais e pélvicas largas, permitindo boa aderência ao substrato; linha lateral completa, 40-42 escamas. Listra longitudinal negra estreita correndo sobre a linha lateral e quatro a cinco barras transversais negras no dorso; área prateada abaixo da faixa negra. Preferem águas correntes, rápidas, com cerca de 0,20 a um m de profundidade, e bem iluminadas. Permanecem sobre o substrato, raspando e ingerindo o epiliton (organismos que se desenvolvem sobre as rochas, especialmente algas). Espécie pouco freqüente nos riachos e córregos do PESA.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.36

Pristigaster cayana Cuvier, 1829.(papuda )

Pristigaster cayana Cuvier, 1829.

CP 11,6 cm

Nome(s) popular(es):

Papuda.

Nome Xavante:

Pedzarébétó’mrã.

Tamanho

Até 14,5 cm de comprimento padrão.

Alimentação

Insetívora, alimentando-se principalmente de insetos terrestres.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Esta espécie não é muito apreciada como alimento; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo relativamente alto, comprimido lateralmente e recoberto por escamas ciclóides; peito desenvolvido, com quilha pré-ventral; espinho pré-dorsal (firmemente inserido na musculatura) presente; nadadeiras pélvicas e adiposa ausentes; linha lateral ausente; boca ligeiramente voltada para cima, com dentes bem desenvolvidos em ambas as maxilas e dentes diminutos sobre a língua; caudal bifurcada, com lobos longos. Corpo prateado homogênio em sua maior parte. Espécie freqüente nos cursos inferiores dos riachos e córregos do PESA, principalmente em épocas de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.35

Anchoviella cf. carrikeri Fowler, 1940.Anchoviella cf. carrikeri Fowler, 1940.(manjuba)

Anchoviella cf. carrikeri Fowler, 1940.

CP 6,8 cm

Nome(s) popular(es):

Manjuba, sardinha do gato.

Nome Xavante:

Pe’awaipópare.

Alimentação

Carnívora, com preferência por pequenos peixes e crustáceos.

Tamanho

Até 6,8 cm de comprimento padrão.

Dimorfismo sexual secundário

Sem traços óbvios.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo alongado e comprimido lateralmente; recoberto por escamas ciclóides, grandes; focinho cônico e prolongado num pequeno rostro acima da boca, a qual é estreita e largamente fendida para trás; dentes em série única no dentário e no pré-maxilar; faixa lateral prateada conspícua no flanco. Espécie freqüente nos cursos inferiores dos riachos e córregos do PESA, onde adentra principalmente em período de águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.34.

Potamotrygon motoro (Müller & Henle, 1841).(arraia-de-fogo)

Potamotrygon motoro (Müller & Henle, 1841).

Nome(s) popular(es):

Arraia, arraia-de-fogo, raia.

Tamanho

Mais de 70 ,0 cm de diâmetro do disco.

Alimentação

Peixes e crustáceos.

Usos e importância da espécie

Consumida como alimento; aquariofilia.

Nome Xavante:

Têpêbö.

Dimorfismo sexual

  Os machos apresentam clásper ou pterigopódio, i.e., uma modificação das nadadeiras pélvicas e que serve como órgão copulador. É uma estrutura dotada de sulco, por onde fluem os espermatozóides durante a cópula. É caráter permanente (vide fotos comparativas de macho e fêmea).

Vista ventral: macho (detalhe do clásper) e fêmea.

Descrição da espécie

     Esqueleto cartilaginoso; corpo e cabeça achatados, em forma de disco, revestidos por diminutas escamas placóides (daí a sensação de lixa ao tocá-la); nadadeiras peitorais profundamente modificadas, formando uma orla em volta do disco, unidas na parte anterior do focinho; cauda estreita, distintamente separada do disco, e de tamanho aproximadamente igual ao diâmetro do disco; espinhos médio-dorsais relativamente grandes na cauda, geralmente dispostos em série longitudinal; fenda bucal situada ventralmente; cinco pares de aberturas branquiais situadas na região ventral; um par de olhos situados dorsalmente; uma abertura de cada lado do olho, o espiráculo. Superfície dorsal do disco variando de marrom-oliváceo a cinza-escuro, com manchas ocelares amarelas ou alaranjadas circundadas de  negro, maiores que o olho na região central do disco, diminuindo de tamanho em direção às margens. As raias são ovovíparas, i.e., a fecundação e o desenvolvimento são internos, mas sem a formação de uma placenta, de maneira que a fêmea libera filhotes; cerca de três meses de gestação. Na cópula, o macho introduz apenas um clásper. Preferem águas paradas, relativamente rasas e de substrato arenoso ou argiloso, no qual permanecem apoiadas ou semi-enterradas. Espécie pouco freqüente ou rara nos cursos superior e médio dos riachos e córregos do PESA, ocorrendo mais nos cursos inferiores, principalmente na época das águas altas.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener. Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011. p. 32-33