Comunicação e tecnologias da informação na formação de educadores para ampliação das perspectivas críticas dos sujeitos na licenciatura em educação do campo da UnB

Comunicação e tecnologias da informação na formação de educadores para ampliação das perspectivas críticas dos sujeitos na licenciatura em educação do campo da UnB

Autor(a):

Márcio Ferreira

Resumo:

Esta pesquisa tem a intenção de contribuir para um projeto de educação, de campo e de nação a partir das necessidades e da ação popular. É um exercício de construção de novas proposições para lidar com o conceito de cultura agora como modo de vida, conjunto de ações e significados para os sujeitos e seus coletivos. Buscou olhar para a formação superior de educadores e gestores para a Escola do Campo por meio de estratégias que permitam a não ruptura dos vínculos orgânicos entre educação, política, economia e cultura. Resulta deste trabalho novos exercícios de contra-hegemonia críticos e reflexivos baseados na inserção de uma área de conhecimento denominada Comunicação e Tecnologias da Informação (CTI) na Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília (LEdoC-UnB). Objetivou analisar se as relações pedagógicas vivenciadas na área de conhecimento Comunicação e Tecnologias da Informação (CTI) no contexto da LEdoC-UnB podem contribuir para instrumentalizar os educandos para ampliar sua compreensão crítica do mundo. Amparou suas discussões pelo entendimento de novas relações de determinação entre base e superestrutura (agora numa relação de reciprocidade de determinância) pautadas num conceito de cultura amplo visto como o modo de viver, agir, pensar e trouxe o conceito de tecnologia como instrumentos e estratégias com uma estreita relação de causalidade com a acumulação. É um feito acadêmico alicerçado no conceito de Educação do Campo como espaço do trabalho, da cultura, dos saberes, das lutas sociais dos camponeses, de uma concepção de campo e projeto de campo distinta da hegemônica e de uma Escola do Campo que seja construída a partir das necessidades dos sujeitos e de seus territórios. Vê na Pedagogia da Alternância as estratégias metodológicas mais adequadas a não separação entre os sujeitos em formação e sua realidade objetiva. A tese é pautada na formação geral de professores pensada a partir de perspectivas de um entendimento de homem como ser de relações, que deve deixar emergir os conflitos e buscar o diálogo como solução para as questões da vida em sociedade. Defende uma política de formação de educadores do campo feita a partir das necessidades reais e específicas do campo para uma Escola do Campo. Apresenta algumas correntes da formação de educadores com uso de computadores e Internet sem deixar de lado o fato de que há predominância de uma relação de causa e sentido entre estas teorias e o fortalecimento de ideologias capitalistas. Assumimos uma perspectiva materialista histórica e dialética como arcabouço epistemológico para a pesquisa buscando na dialética a compreensão de nosso objeto de estudo recortado num processo de pesquisa-ação que tem como fontes a descrição do processo de inserção de CTI na LEdoC-UnB, registros das Sínteses coletivas das atividades educativas de CTI, entrevista sobre acesso aos meios de comunicação pelos educandos. Os dados revelam um rico processo educativo muito mais amplo do que o imaginado nos primeiros passos da instituição de CTI na LEdoC-UnB evidenciando processos de análise critica surgidos por meio das provocações articuladas pelo conhecimento das potencialidades de computadores e Internet, pelo uso destes recursos, no permear essas relações por conceitos do Materialismo Histórico Dialético. Conclui-se que a instauração de CTI contribuiu significativamente para as aprendizagens sobre uso de computador e Internet como instrumental para resolver questões cotidianas e para avanços do entendimento crítico do mundo da cultura, da economia, da política, da cognição.

 

Referência:

FERREIRA, Márcio. Comunicação e tecnologias da informação na formação de educadores para ampliação das perspectivas críticas dos sujeitos na licenciatura em educação do campo da UnB. 2014. viii, 296 f. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

Disponível em:

Formação de educadores do campo e tecnologias digitais: relações e desafios na licenciatura em educação do campo da UnB

Formação de educadores do campo e tecnologias digitais: relações e desafios na licenciatura em educação do campo da UnB

Autor(a):

Wanessa de Castro

 

Resumo:

Este estudo teve como tema a formação de educadores do campo para o uso de Tecnologias Digitais na Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília. Teve como sujeitos da pesquisa os educandos da Turma 2 da referida Licenciatura. O objetivo principal foi investigar e analisar em que medida o acesso e a apropriação das Tecnologias Digitais no processo de formação de educadores do campo ajudam a utilizar e produzir recursos educacionais contextualizados que possam provocar alterações, numa perspectiva transformadora/emancipadora, em suas práticas pedagógicas nas escolas do campo. Para isso, usou como fundamentação teórica: Educação do Campo; escolas do campo; formação de educadores do campo: a Licenciatura em Educação do Campo na UnB (LEdoC – UnB); tecnologias digitais, letramento digital e Recursos Educacionais Abertos; Comunicação e Tecnologias da
 Informação – a formação para uso das Tecnologias Digitais em processos educativos; história e conceito de Recursos Educacionais Abertos; criação, adaptação, uso e compartilhamento de REA; e tipos de licença Creative Commons. O percurso metodológico desenvolveu-se sob a perspectiva do Materialismo Histórico Dialético e foi realizada uma pesquisa-ação cuja abordagem foi qualitativa. Para a coleta de informações foram utilizados: questionário, entrevista estruturada online, observação participante e diálogos pedagógicos realizados em várias etapas do processo de pesquisa. A partir da pesquisa chegou-se à conclusão que, ao ingressar na LEdoC, os docentes em formação, em sua quase totalidade, não tinham conhecimentos informáticos básicos e puderam construí-los ao longo do curso tanto nas aulas de Comunicação e Tecnologias da Informação quanto nos demais componentes curriculares; também, concluiu-se que formar um educador do campo requer diferenciação no tratamento, no currículo, nas estratégias e nas práticas pedagógicas; ainda, que houve e continua a haver transformação social tanto na vida desses docentes, agora formados como nas comunidades campesinas das quais eles fazem parte; que autilização de Recursos Educacionais Abertos amplia muito as possibilidades de formação desses sujeitos; também que o uso de Tecnologias Digitais e REA, por si só, não promove transformação nas práticas pedagógicas, essa transformação somente acontecerá a partir de um conjunto de situações que tenham essa mudança como um de seus objetivos. Assim, o objetivo inicial dessa pesquisa, além de ser alcançado, ainda permitiu ampliar o escopo da pesquisa para utilização e produção de Recursos Educacionais Abertos, complementando a ideia de prática emancipatória por não utilizar programas e aplicativos pagos e compartilhar materiais que podem auxiliar outros educadores do campo. Por fim, a título de recomendação, foi feita a sugestão da criação do componente curricular Letramento Científico e Digital como disciplina e não mais oficina, com carga horária ampliada em relação à Oficina de Informática e com a criação de vaga para professor efetivo para este novo componente.

 

Referência:

CASTRO, Wanessa de. Formação de educadores do campo e tecnologias digitais: relações e desafios na licenciatura em educação do campo da UnB. 2015. xxii, 241 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Disponível em:

Docência, escola do campo e formação: qual o lugar do trabalho coletivo?

Docência, escola do campo e formação: qual o lugar do trabalho coletivo?

Autor(a):

Maria Jucilene Lima Ferreira

Resumo:

Nesta pesquisa, busca-se investigar as relações existentes entre o trabalho docente na Escola de Campo e os pressupostos teórico metodológicos da formação no curso de Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC), da UnB. Partimos das seguintes indagações: (i) como o trabalho docente, na escola, articula o conhecimento com a realidade social dos sujeitos do campo? (ii) em que medida o trabalho docente e conhecimento dialogam no processo de formação e profissionalidade do Educador do Campo? Nesse sentido, pretende-se caracterizar aspectos da realidade social e do trabalho docente, focalizando as dimensões coletivas desse trabalho na relação díade entre a gestão da escola e a comunidade, com base nos pressupostos teórico-metodológicos dos processos formativos da Licenciatura em Educação do Campo. Nosso objeto de pesquisa compreende o trabalho docente de Educadores do Campo que cursaram e que cursam a LEdoC (turmas II, III e V) e atuam na Comunidade Engenho II, Município de Cavalcante-GO. O referencial teórico de maior relevância para a pesquisa é composto por: Antunes (2009), Mészáros (2005), Marx & Engels (2009), Vázquez (2011), Luiz Freitas (2008, 2010, 2011), Helena Freitas (2002, 2003), Silva (2008, 2011), Pistrak (2000, 2009), Molina (2010, 2011, 2012), Molina & Sá (2012), Caldart (2010, 2012) e Frigotto (2009). A pesquisa se apoia no Materialismo Histórico Dialético para uma interpretação crítica acerca das relações sociais que se estabelecem entre trabalho docente, escola e processos formativos na LEdoC. A metodologia do trabalho de campo se desenvolveu a partir da observação direta das atividades escolares e da vida camponesa na Comunidade Engenho II, durante o período de agosto a outubro de 2013 e em setembro de 2014, por meio de entrevistas semiestruturadas e do preenchimento de uma ficha para obter informações como identificação pessoal, formação e aspectos da profissão docente. Também foram analisados 11 artigos científicos que tratam dos procedimentos formativos na LEdoC. Os resultados apontam aspectos de aproximação e distanciamento do trabalho pedagógico, do trabalho docente e dos processos formativos na construção da Escola do Campo, protagonizada pelos trabalhadores camponeses organizados. A conclusão do estudo defende o trabalho coletivo como força motriz para a qualificação das relações estabelecidas entre a docência, Escola do Campo e formação de educadores em favor da construção da Escola do Campo, a partir de duas teses, a saber: (I) os pressupostos teórico-metodológicos na formação de Educadores do Campo serão apreendidos, mais efetivamente, se desenvolvidos a partir de um trabalho coletivo, de perspectiva interdisciplinar, durante todo o curso de Licenciatura, tanto no Tempo Escola como no Tempo Comunidade, entre educadores em formação e professores-formadores; e (II) o trabalho coletivo entre escola (gestão), docentes, discentes e universidade (professores formadores), ancorado ao movimento da práxis criadora, favorece a qualidade dos processos formativos da escola e da universidade, bem como a formação emancipatória dos sujeitos.

Referência:

FERREIRA, Maria Jucilene Lima. Docência, escola do campo e formação: qual o lugar do trabalho coletivo?. 2015. 235 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Programa mais educação nas escolas do campo: oportunidade de aprofundamento dos princípios da educação do campo? o caso do Colégio Estadual Vale da Esperança, Formosa/GO

Programa mais educação nas escolas do campo: oportunidade de aprofundamento dos princípios da educação do campo? o caso do Colégio Estadual Vale da Esperança, Formosa/GO

Autor(a):

Samira Bandeira de Miranda Lima

Resumo:

O presente projeto de pesquisa analisou a implementação e os desdobramentos da proposta de educação integral desenvolvida na Escola do Campo localizada no Assentamento Vale da Esperança, em Formosa/GO, durante os anos de 2012 a 2014, instituída pelo Programa Mais Educação (PME), tendo por base a tríade estruturante da Educação do Campo: educação, política pública e campo. Os objetivos específicos foram analisar as práticas pedagógicas das categorias de profissionais atuantes no Colégio Estadual Vale da Esperança no desenvolvimento do PME e sua vinculação com os princípios da Educação do Campo, como também analisar os problemas e contribuições do PME na qualidade da educação, na dinamização do cotidiano social e escolar dos estudantes da Escola do Campo, na percepção dos sujeitos envolvidos no processo. Para fundamentar as discussões teóricas sobre políticas e programas educacionais no contexto do Brasil contemporâneo, da Educação Integral e da Educação do Campo, foram utilizados os autores: Jaime Giolo, Gaudêncio Frigotto, Dermeval Saviani, Jaqueline Moll, Roseli Caldart, Mônica Molina e Luiz Carlos Freitas. O percurso metodológico utilizado foi a pesquisa qualitativa, caracterizada como estudo de caso. Como estratégias e instrumentos de coleta de dados, foram utilizados: a análise documental, observações e entrevistas semiestruturadas. A teoria do conhecimento que norteou a compreensão do processo estudado foi o materialismo histórico dialético. Para a análise dos dados, foi empregado o método de análise de conteúdo do material coletado. O resultado da pesquisa evidenciou a contribuição do PME na escola para a construção dos princípios da Educação do Campo a partir da implementação dos tempos educativos, do trabalho como princípio educativo e da auto organização dos estudantes. Conclui-se que o Programa Mais Educação nas Escolas do Campo é um programa de governo de extrema relevância para contribuir na construção da Escola do Campo em direção aos seus princípios, abrindo espaço concreto para materializar uma formação multidimensional e construir uma educação integral humanista, centrada na formação e desenvolvimento integral do sujeito, na intencionalidade da Educação Omnilateral. Não foram encontrados estudos sobre o desenvolvimento do PME nas Escolas do Campo. Sendo assim, esta pesquisa pretende contribuir para a reflexão e para a problematização das questões relacionadas ao desenvolvimento da educação integral nas Escolas do Campo a partir do Programa Mais Educação.

 

Referência:

LIMA, Samira Bandeira de Miranda. Programa mais educação nas escolas do campo: oportunidade de aprofundamento dos princípios da educação do campo? o caso do Colégio Estadual Vale da Esperança, Formosa/GO. 2015. 188 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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A transição agroecológica no assentamento colônia I em Padre Bernardo- GO: articulando as dimensões de um processo socioeducativo

A transição agroecológica no assentamento colônia I em Padre Bernardo- GO: articulando as dimensões de um processo socioeducativo

Autor(a):

Marcela Souto de Oliveira Cabral Tavares

Resumo:

Este trabalho trata de um Estudo de Caso sobre o processo de transição agroecológica realizado no assentamento Colônia I em Padre Bernardo – GO. Destaca-se no trabalho a análise da mudança do modelo produtivo convencional e a adoção de modelos de produção agroecológicos por meio da formação socioeducativa e da colaboração de parceiros institucionais aos assentados. Como hipótese considerou-se que a transição agroecológica foi um processo educativo de ruptura de antigos paradigmas que exigiram da comunidade a construção de novos saberes. A metodologia desenvolvida buscou conjugar aspectos da pesquisa quantitativa e qualitativa, combinando instrumentos de coleta de dados: observação participante, grupos focais, e entrevistas semi-estruturadas. Como resultado foi possível apontar: 1. empoderamento do grupo de mulheres Sabor do Cerrado; 2. o fortalecimento das aprendizagens grupais; 3.a gestão participativa do Grupo Vida e Preservação, 4. a construção, dentro da UnB de um espaço formativo e transformador de conhecimento; 5. um aumento considerável do valor médio da renda familiar em Hum mil duzentos e vinte sete reais e sessenta e sete centavos (R$ 1.227,67) por unidade de produção;6. a ampliação exponencial da disponibilidade de produtos para o consumo familiar e posteriormente para a comercialização 7. o acesso mais estável a água e a minimização das perdas dos fluxos mediante o manejo do microclima local; 8. no solo, a realização de mosaicos produtivos que tem gerado cada vez mais agroecossistemas estáveis ecologicamente e economicamente, reduzido a ação de pragas e enfermidades; 9. A compreensão da complementaridade entre as duas lógicas produtivas: a lógica coletivista e a lógica camponesa; 10. as significativas melhoras na capacidadede organização social e econômicas do grupo para o enfrentamento do mercado inclusive subvertendo sua ordem econômica em detrimento da garantia da ordem moral e simbólica camponesa. Finalmente, conclui-se pela necessidade de fortalecimento da agricultura agroecológica sustentável, onde o pequeno agricultor camponês, seja central e promotor no desenvolvimento de um novo projeto de campo com repercussões para toda a sociedade. Onde esse campo seja o lugar de vida e trabalho; campo como produtor de alimentos, numa visão estratégica de segurança e soberania alimentar; campo como gerador de trabalho e renda; campo como guardião da biodiversidade; campo como formador de cultura, campo como um modo de vida,- Campo como continuidade da narrativa histórica!

Referência:

TAVARES, Marcela Souto de Oliveira Cabral. A transição agroecológica no assentamento colônia I em Padre Bernardo- GO: articulando as dimensões de um processo socioeducativo. 2012. xviii, 247 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

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As contribuições da licenciatura em educação do campo na transformação das relações de gênero: um estudo de caso com as educandas do assentamento Virgilândia de Formosa/GO

As contribuições da licenciatura em educação do campo na transformação das relações de gênero: um estudo de caso com as educandas do assentamento Virgilândia de Formosa/GO

Autor(a):

Maria de Lourdes Soares Pereira

Resumo:

A Educação do Campo, como projeto alternativo de sociedade coadunado aos Movimentos Sociais, tem se empenhado na luta e na conquista de políticas públicas para o campo. Nesse sentido, a Licenciatura em Educação do Campo, com sua proposta diferenciada e específica, é parte dessas políticas públicas que visa em conjunto com os (as) camponeses (as) construir um modelo de educação contra hegemônico voltado para o respeito e as especificidades dos povos do campo. Assim este trabalho busca compreender as contribuições da Licenciatura em Educação do Campo nas rupturas das relações de gênero com as mulheres egressas e estagiárias de diversas turmas, oriundas do Assentamento Virgilândia, Formosa- Goiás. Pretendemos identificar os protagonismos vivenciados por elas com visibilidade às áreas política, social, econômica, bem como a convivência delas em família e na comunidade, rompendo uma estrutura histórica de dominação e exclusão que durante séculos a elas foi imposta de uma cultura patriarcal hegemônica. O referido trabalho situa-se no campo da pesquisa qualitativa em educação caracterizada pela história de vida, onde utilizamos um roteiro de entrevista semiestruturada gravada. Num primeiro momento, a trajetória de vida dessas mulheres revela um cotidiano de exclusão e subordinação pela sua condição de mulher camponesa alijada dos seus direitos também pela falta de acesso à educação. Num segundo momento, em decorrência do acesso à LEdoC, percebe-se sinais de ruptura e emancipação dando novos sentidos e significados à vida dessas mulheres e construindo estratégias de resistência frente às posturas de discriminação.

Referência:

PEREIRA, Maria de Lourdes Soares. As contribuições da licenciatura em educação do campo na transformação das relações de gênero: um estudo de caso com as educandas do assentamento Virgilândia de Formosa/GO. 2014. xii, 88 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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A prática educativa e as contribuições do processo formativo da organicidade da licenciatura em educação do campo da UnB

A prática educativa e as contribuições do processo formativo da organicidade da licenciatura em educação do campo da UnB

Autor(a):

Elisângela Nunes Pereira

Resumo:

Esta pesquisa objetivou identificar em que medida a vivência da organicidade pelos educandos/a Kalungas da LEdoC da UnB no Tempo Escola contribui para o desenvolvimento de ações destes sujeitos no Tempo Comunidade na perspectiva do fortalecimento da organização social desta coletividade na luta para resistir e permanecer no seu território. A abordagem qualitativa da pesquisa foi o suporte para a metodologia que se consistiu de um estudo de caso. Na Licenciatura em Educação do Campo da UnB a organicidade é vista como um tempo educativo essencial para a formação do educador do campo, ela é entendida como uma estrutura preparada para educar na convivência coletiva das turmas durante o processo pedagógico do Tempo Escola na universidade. Proporcionando aos estudantes a vivência da auto-organização, privilegiando a convivência coletiva e as relações humanas, na formação de valores humanistas destes educadores do campo. Analisando os dados podemos afirmar que a organicidade possibilita a formação de sujeitos autônomos. Na prática educativa dos estudantes Kalungas é possível constatar que eles assumiram a condução de um processo de mudança na qualidade da educação que está presente no seu território. A Associação EPOTECAMPO criada a partir da mobilização destes estudantes da LEdoC objetiva contribuir com a melhoria da educação nas escolas Kalungas. Vários estudantes do território Kalunga assumiram a liderança frente aos processos de organização e avanço da Educação do Campo e dos povos do campo. As práticas dos estudantes Kalungas no seu território fortalece sua organização social enquanto povo Kalunga. Esses estudantes estão engajados e conscientes de algumas das dificuldades que sua luta por educação de qualidade no território pode enfrentar ou já enfrenta.

Referência:

PEREIRA, Elisângela Nunes. A prática educativa e as contribuições do processo formativo da organicidade da licenciatura em educação do campo da UnB – um estudo de caso no território Kalunga/Goiás. 2013. 96 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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Matrizes formativas e organização pedagógica: contradições na transição da escola rural para escola do campo

Matrizes formativas e organização pedagógica: contradições na transição da escola rural para escola do campo

Autor(a):

Pedro Henrique Gomes Xavier

Resumo:

Este trabalho tem como objetivo compreender as matrizes formativas na construção da escola do campo, tais como, a auto organização, trabalho como princípio educativo, autogestão, trabalho coletivo, interdisciplinaridade, currículo ligado com a realidade e como se deu o processo da luta pela educação no Assentamento Vale da Esperança. Para fundamentação teórica sobre a Educação do Campo, recorremos a autores como Mônica Molina, Laís Mourão Sá, Luiz Carlos de Freitas, Pistrack e Roseli Caldart. A pesquisa teve como metodologia a pesquisa qualitativa e como instrumento de pesquisa foi utilizado entrevista semiestruturada e a roda de conversas. Na análise de conteúdo foi utilizada a abordagem da análise do discurso, contendo aspectos relevantes, da história e da memória. Essas matrizes estiveram presentes na pesquisa, relacionando a parte teórica com a prática no período entre 1996 a 2014 no Assentamento Vale da Esperança. Para entender a Educação do Campo é necessária a compreensão dos dois modelos de desenvolvimento agrário em disputa no campo brasileiro. Assim, podemos mostrar a Educação do Campo e seus espaços de lutas e conquistas. A escola é um dos importantes espaços de lutas e, por assim ser, é necessário que ela esteja sempre articulada com a vida do camponês. Para pensar em Educação do Campo é preciso, antes, lutar por políticas públicas adequadas e superar os velhos paradigmas. A Licenciatura em Educação do Campo é uma política pública construída e consolidada pelo movimento da Educação do Campo, que pensa na formação de educadores e educadoras sob a perspectiva emancipadora. No percurso da organização dos conteúdos coletados, podemos destacar as seguintes categorias: o trabalho como princípio educativo, auto-organização dos estudantes, trabalho coletivo, interdisciplinaridade e uma escola do campo ligada com a vida dos estudantes. Os resultados da pesquisa nos levaram a compreender que as matrizes formativas da Educação do Campo são extremamente necessárias na escola do campo. Uma escola que deve ser pensada pelos trabalhadores do campo para os trabalhadores do campo. Podemos destacar ainda que no período pesquisado, no período em que a comunidade estava, dealguma forma, inserida de alguma forma na escola, a proposta da Educação do Campo era cultivada, e o coletivo (comunidade e escola) trabalhava em prol da Educação voltada exclusivamente para o povo camponês.

Referência:

XAVIER, Pedro Henrique Gomes. Matrizes formativas e organização pedagógica: contradições na transição da escola rural para escola do campo. 2016. xv, 132 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Por uma pedagogia com foco no sujeito: um estudo na licenciatura em Educação do Campo

Por uma pedagogia com foco no sujeito: um estudo na licenciatura em Educação do Campo

Autor(a):

Ana Maria Orofino Teles

Resumo:

Esta tese se inscreve em um modelo de ciência que não busca a comprovação e a padronização, pois o paradigma que a orienta é o da reflexão, da dialógica construtiva e da valorização da singularidade. Por esta via, busca ampliar o debate sobre a integralidade entre sujeito e objeto na educação. Para isto, pauta-se na teoria do conhecimento que considera em unidade o conhecimento e o conhecedor. Como forma de fundamentar este estudo, buscou apoio na teoria da subjetividade que, sob uma perspectiva cultural e histórica, define o sujeito como o momento singular da dinâmica multidimensional humana, momento este que se faz pela tensão constante com o subjetivo social marcado pela unidade simbólico-emocional. O campo de pesquisa, que possibilitou o aprofundamento deste estudo da integralidade entre o sujeito e objeto como unidade na educação, foi o curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília. Esse curso, dentro das muitas especificidades que possui, utiliza como estratégia de ação a pedagogia da alternância que, supostamente, busca integrar em unidade o licenciando (sujeito) e sua realidade de morador do campo (objeto) em ações de inserção na comunidade, proporcionando conjugar a teoria e a prática na práxis dialética. Foram participantes da pesquisa professores e estudantes, assim como os componentes curriculares que integravam as ações destes docentes e discentes no desafio da alternância. O objetivo geral de pesquisa foi elaborar em que sentido a pedagogia da alternância possibilita ou não consolidar a unidade entre o sujeito e seu objeto de conhecimento e, como um processo de investigação qualitativa, possibilitou gerar mais inteligibilidade sobre a pedagogia em si mesmo como um suporte reflexivo à compreensão da unidade sujeito objeto, conhecimento-conhecedor, aprendiz-aprendizagem e produtor-produto, uma vez que identificou que as vivências são o ponto forte do processo de construção do conhecimento e as singularidades são o que define as estratégias de produção e ação. Nesse sentido, defende-se que a educação, em seu sentido amplo e transformador, precisa pautar suas estratégias pedagógicas em ações criativas que conjuguem o sujeito que aprende ao conhecimento, de forma a romper com a alienação clássica entre o sujeito e seu objeto do conhecimento.

Referência:

TELES, Ana Maria Orofino. Por uma pedagogia com foco no sujeito: um estudo na licenciatura em Educação do Campo. 2015. xii, 195, n f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Formação de professores na perspectiva da epistemologia da práxis: análise da atuação dos egressos do curso de licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília

Formação de professores na perspectiva da epistemologia da práxis: análise da atuação dos egressos do curso de licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília

Autor(a):

Márcia Mariana Bittencourt

Resumo:

A tese intitulada “Formação de professores na perspectiva da Epistemologia da Práxis: análise da atuação dos egressos do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília” é resultado do projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito do programa de Pós-Graduação em Educação na mesma universidade. A pesquisa objetivou analisar a contribuição dos egressos para os princípios formativos desenvolvidos no curso de Licenciatura em Educação do Campo e a contribuição dos mesmos para a Política Pública de Formação de Educadores do Campo no Brasil, no sentido de compreender a formação na perspectiva da práxis criativo revolucionária. Para alcançarmos esse objetivo geral analisamos a Educação do Campo como novo paradigma no cenário educacional brasileiro, pautado pelo debate da questão agrária, em contraposição à Educação Rural e ao modelo da reprodução capitalista para o Brasil. Constatamos que o curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília, no contexto da regulamentação do Procampo como política de formação de professores, vem apresentando profundos elementos de transformar(ação) pedagógica que têm inovado na Organização e Método do Trabalho Pedagógico (OMTP) e na gestão da educação superior brasileira. Constatamos ainda que no que tange à produção de conhecimento gerada pelos egressos na formação continuada no âmbito da pós graduação (especialização e mestrado), os mesmos desenvolveram práticas pedagógicas no contexto da Epistemologia da Práxis. Utilizamos os referenciais epistemológicos do Materialismo Histórico Dialético para desenvolver a pesquisa, pautando-nos no desafio de ancorar os métodos de análise científica na realidade brasileira e na práxis. Concluímos que os egressos do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília incorporaram os princípios da proposição inicial realizada pelo Movimento da Educação do Campo no processo de institucionalização na Educação Superior Brasileira, tendo sua prática pautada pela perspectiva crítica emancipadora.

Referência:

BRITO, Márcia Mariana Bittencourt. Formação de professores na perspectiva da epistemologia da práxis: análise da atuação dos egressos do curso de licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília. 2017. 348 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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