A transição agroecológica no assentamento colônia I em Padre Bernardo- GO: articulando as dimensões de um processo socioeducativo

Autor(a):

Marcela Souto de Oliveira Cabral Tavares

Resumo:

Este trabalho trata de um Estudo de Caso sobre o processo de transição agroecológica realizado no assentamento Colônia I em Padre Bernardo – GO. Destaca-se no trabalho a análise da mudança do modelo produtivo convencional e a adoção de modelos de produção agroecológicos por meio da formação socioeducativa e da colaboração de parceiros institucionais aos assentados. Como hipótese considerou-se que a transição agroecológica foi um processo educativo de ruptura de antigos paradigmas que exigiram da comunidade a construção de novos saberes. A metodologia desenvolvida buscou conjugar aspectos da pesquisa quantitativa e qualitativa, combinando instrumentos de coleta de dados: observação participante, grupos focais, e entrevistas semi-estruturadas. Como resultado foi possível apontar: 1. empoderamento do grupo de mulheres Sabor do Cerrado; 2. o fortalecimento das aprendizagens grupais; 3.a gestão participativa do Grupo Vida e Preservação, 4. a construção, dentro da UnB de um espaço formativo e transformador de conhecimento; 5. um aumento considerável do valor médio da renda familiar em Hum mil duzentos e vinte sete reais e sessenta e sete centavos (R$ 1.227,67) por unidade de produção;6. a ampliação exponencial da disponibilidade de produtos para o consumo familiar e posteriormente para a comercialização 7. o acesso mais estável a água e a minimização das perdas dos fluxos mediante o manejo do microclima local; 8. no solo, a realização de mosaicos produtivos que tem gerado cada vez mais agroecossistemas estáveis ecologicamente e economicamente, reduzido a ação de pragas e enfermidades; 9. A compreensão da complementaridade entre as duas lógicas produtivas: a lógica coletivista e a lógica camponesa; 10. as significativas melhoras na capacidadede organização social e econômicas do grupo para o enfrentamento do mercado inclusive subvertendo sua ordem econômica em detrimento da garantia da ordem moral e simbólica camponesa. Finalmente, conclui-se pela necessidade de fortalecimento da agricultura agroecológica sustentável, onde o pequeno agricultor camponês, seja central e promotor no desenvolvimento de um novo projeto de campo com repercussões para toda a sociedade. Onde esse campo seja o lugar de vida e trabalho; campo como produtor de alimentos, numa visão estratégica de segurança e soberania alimentar; campo como gerador de trabalho e renda; campo como guardião da biodiversidade; campo como formador de cultura, campo como um modo de vida,- Campo como continuidade da narrativa histórica!

Referência:

TAVARES, Marcela Souto de Oliveira Cabral. A transição agroecológica no assentamento colônia I em Padre Bernardo- GO: articulando as dimensões de um processo socioeducativo. 2012. xviii, 247 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

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