Comparação do nível de herbivoria do estrato rasteiro em um fragmento de cerrado de Planaltina (DF)

Comparação do nível de herbivoria do estrato rasteiro em um fragmento de cerrado de Planaltina (DF)

Autor(a):

Lucas Gonçalves Fernandes de Deus

Resumo:

A vegetação do Cerrado sensu stricto é caracterizada por um estrato arbóreo e um rasteiro, composto por gramíneas e ervas. Há muitos trabalhos avaliando o efeito de herbivoria em espécies lenhosas do Cerrado, entretanto, nada é discutido com relação às gramíneas. Gramíneas apresentam altos níveis de sílica, o que tem sido correlacionado como possível defesa contra herbívoros. Foi observado no presente trabalho, o total de 3.182 plantas classificadas em gramíneas e não gramíneas, com ou sem sinais de herbivoria. Do total de gramíneas amostradas, 22% apresentaram sinais de herbivoria enquanto que não gramíneas apresentaram 71% de predação. Essa diferença da taxa de herbivoria observada se dá pelo fato de que gramíneas apresentam em sua composição alto nível de sílica agindo como defesa física e defesa bioquímica. A sílica pode diminuir a palatabilidade, causar o desgaste de aparelhos bucais, atrair parasitoides e patógenos de insetos herbívoros, interferindo assim na taxa de crescimento e reprodução destes. Herbívoros não conseguem desenvolver tolerância e nem se aclimatar à sílica, desta forma os efeitos são irreversíveis, persistindo até quando há uma mudança de dieta.

Referência:

DEUS, Lucas Gonçalves Fernandes de. Comparação do nível de herbivoria do estrato rasteiro em um fragmento de cerrado de Planaltina (DF). 2017. 14 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2017.

Disponível em:

Semeadura direta de 36 espécies nativas em área de pastagem abandonada no Distrito Federal.

Semeadura direta de 36 espécies nativas em área de pastagem abandonada no Distrito Federal

Autor(a):

Jussara Barbosa Leite

Resumo:

O presente estudo teve por objetivo avaliar a porcentagem de plântulas estabelecidadas em campo, e a sobrevivência de 36 espécies nativas arbóreas plantadas via semeadura direta manual, em duas áreas de pastagens abandonadas sobre Neossolo Regolítico, sendo uma levemente inclinada (Área 1) e outra mais inclinada e erodida (Área 2), próximas das margens de uma Mata de Galeria no Distrito Federal. A semeadura, que ocorreu durante o mês de dezembro de 2013, foi realizada em pequenas covas com adição de substrato comercial à base de casca de Pinus sp., que buscou facilitar as condições iniciais de emergência e sobrevivência das espécies. Em cada cova plantou-se de uma a dez sementes das espécies selecionadas, totalizando 11.550 sementes. As sementes não passaram por nenhum tratamento de quebra de dormência. O senso foi realizado aos 120 dias, 1 ano, 1,5 anos e 2 anos da semeadura. Aos 120 dias foram encontradas um total de 1.283 e 706 plântulas em campo, respectivamente nas Áreas 1 e 2. Em ambas as áreas, as espécies que se destacaram quanto a porcentagem (>20%) de número de plântulas no campo foram: H. courbaril, E. dysenterica e T. aurea. Já após 2 anos da semeadura nas Áreas 1 e 2, foram encontradas, respectivamente, 1.342 (11,61%) e 594 (4,75%) plântulas sobreviventes. Nessas áreas, após 2 anos da semeadura, duas espécies sobressaíram quanto as taxas de sobrevivência total (>20%): H. courbaril e E. dysenterica. A Área 2, que é a área mais inclinada e erodida, mostrou-se, no geral, uma menor porcentagem de sobrevivência, indicando que essa condição parece influenciar na sobrevivência das espécies. Em termos gerais, a porcentagem de plântulas encontradas no campo assim como a sobrevivência das espécies foi baixa quando comparada a outros trabalhos, mas significativa, se considerarmos o solo pobre e raso do local, ambiente característico de baixa capacidade suporte.

Referência:

LEITE, Jussara Barbosa. Semeadura direta de 36 espécies nativas em área de pastagem abandonada no Distrito Federal. 2017. 23 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2017.

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Riqueza, variação populacional e caracterização morfológica de representantes do gênero Mythimna (Lepidoptera: Noctuidae) ocorrentes em Planaltina-DF

Riqueza, variação populacional e caracterização morfológica de representantes do gênero Mythimna (Lepidoptera: Noctuidae) ocorrentes em Planaltina-DF

Autor(a):

Henrique de Medeiros Clementino

Resumo:

Os representantes do gênero Mythimna Ochsenheimer, 1816 (Sin. Pseudaletia Franclemont, 1951) são pragas polífagas de interesse econômico associadas principalmente a gramíneas, com poucos estudos a seu respeito, especialmente no Cerrado. Com o objetivo de conhecer a ocorrência de espécies no Cerrado, foram feitas coletas sistemáticas com armadilha luminosa durante 2 anos, a fim de avaliar a riqueza e a variação populacional das espécies em Planaltina-DF. Foram observadas duas espécies ocorrentes durante o período de coleta, em especial em períodos mais frios: M. adultera e M. sequax. Foi avaliada a morfologia interna de M. sequax comparada à literatura. Espécimes foram fixados a seco e incorporados a coleção entomológica da Embrapa Cerrados.

Referência:

CLEMENTINO, Henrique de Medeiros. Riqueza, variação populacional e caracterização morfológica de representantes do gênero Mythimna (Lepidoptera: Noctuidae) ocorrentes em Planaltina-DF. 2015. 20 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

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Levantamento sobre plantas medicinais comercializadas em Goiânia: abordagem popular (raizeiros) e abordagem científica (levantamento bibliográfico

Levantamento sobre plantas medicinais comercializadas em Goiânia: abordagem popular (raizeiros) e abordagem científica (levantamento bibliográfico

Autor(a):

Izabel Cristina Morais; Ludmila Divina Garcez Silva; Heleno Dias Ferreira; José Realino Paula; Leonice Manrique Faustino Tresvenzol.

Resumo:

Uma das formas de se pesquisar sobre plantas medicinais é a abordagem etnofarmacológica, que consiste em combinar informações adquiridas junto a comunidades locais que fazem uso da flora medicinal com estudos químico/farmacológicos realizados em laboratórios especializados. A seleção de espécies vegetais para pesquisa baseada na alegação de um dado efeito terapêutico em humanos pode se constituir num valioso atalho para a descoberta de fármacos, já que seu uso tradicional pode ser encarado como uma pré-triagem quanto à utilidade terapêutica em humanos, mesmo reconhecendo que estes usos caseiros não estão isentos de efeitos colaterais e toxicidade (SIMÕES, et al., 2004). Devido a fatores culturais advindo de uma economia predominantemente agro-pastorial a utilização de plantas medicinais como forma de terapia está naturalmente incorporada no dia-a-dia da população de Goiás. Este fato pode ser constatado tanto na capital, como nas cidades do interior pela presença do denominado “raizeiro”, que é procurado pela população, principalmente a de mais baixa renda, na busca de remédios para suas doenças. Em Goiânia é comum a presença de bancas com plantas ditas medicinais, sendo comercializada pelos raizeiros em feiras livres, mercados municipais, praças e avenidas (TRESVENZOL, et al., 1997). O objetivo do nosso trabalho foi realizar o levantamento das plantas medicinais comercializadas por raizeiros na cidade de Goiânia, verificar as espécies botânicas que estão sendo mais utilizadas pela população, de que forma estão sendo utilizadas, para qual finalidade e realizar um levantamento bibliográfico para verificar as informações científicas disponíveis sobre estas plantas, em especial nas áreas farmacológica e toxicológica, visando futuros trabalhos científicos.

Referência:

MORAIS, I.C. et al. Levantamento sobre plantas medicinais comercializadas em Goiânia: abordagem popular (raizeiros) e abordagem científica (levantamento bibliográfico). Revista Eletrônica de Farmácia.: v.2(1), p.13-16, 2015. 

Caracterização biológica, ecológica e de tecnologia de sementes de espécies arbóreas indicadas para a restauração de Áreas de Preservação Permanente (APP) úmidas no Distrito Federal

Caracterização biológica, ecológica e de tecnologia de sementes de espécies arbóreas indicadas para a restauração de Áreas de Preservação Permanente (APP) úmidas no Distrito Federal

Autor(a):

Déborah da Silva Santos

Resumo:

A vegetação ripária desempenha papel de elevada importância ambiental por proteger as margens dos rios, evitar o assoreamento e regularizar a vazão da água. Além de fornecer abrigo e alimentação para a fauna. No entanto, mesmo protegida pela legislação esta vem sendo alterada ou destruída. Nesse sentido, o conhecimento biológico e ecológico das espécies vegetais que compõe essa fisionomia é de extrema importância para a restauração de áreas degradadas. O presente trabalho teve como objetivo realizar ampla revisão bibliográfica a fim de identificar informações disponíveis sobre 180 espécies arbóreas indicadas na restauração de ambientes degradados em Áreas de Preservação Permanente (Mata Ciliar, Mata de Galeria e Vereda) no Distrito Federal. A base de dados proveio do Projeto WebAmbiente (MMA/Embrapa), a partir da qual, gerou-se uma matriz de espécies com seus atributos botânicos {espécie, família), ecológicos {hábito, fitofisionomia, características dos solos de ocorrência natural, categoria sucessional e tipos de dispersão) e de tecnologia de sementes (época de coleta dos frutos e taxas de germinação). As 180 espécies arbóreas estavam distribuídas em 118 gêneros e 47 famílias botânicas. O diagrama de Venn ilustrou que sete espécies têm ocorrência comum nos três habitats, e que 53 espécies ocorreram exclusivamente na Mata de Galeria e Ciliar. Adicionalmente, 13 espécies ocorreram exclusivamente na Mata de Galeria e Vereda. Por outro lado, a Vereda não apresentou espécies exclusivas. A exigência de uma ótima drenagem foi requerida por 94 espécies, representando mais da metade (52,22%) do total. Quanto a categoria sucessional, as pioneiras aconteceram em maiores proporções (60,55%). Do total, 103 espécies (57,22%) estão com frutos disponíveis na estação seca e 77 espécies (42,78%) na estação chuvosa. Verificou-se que a maioria das espécies (72,77%) apresentam porcentagem de germinação > 50%, o que é considerado um bom resultado para indicação destas espécies para a produção de mudas visando à restauração de Áreas de Preservação Permanente (APP} no Distrito Federal. Já para aquelas que apresentam germinação considerada regular e ruim (27,41%) acredita-se que a seja pela presença de dormência e a dificuldade em superá-la, seja o principal impedimento para produção de mudas. Assim, disponibilizar conhecimentos sobre características biológicas e ecológicas de espécies nativas de ambientes florestais úmidos do biorna Cerrado pode ajudar na seleção de espécies para a restauração de ambientes degradados.

Referência:

SANTOS, Déborah da Silva. Caracterização biológica, ecológica e de tecnologia de sementes de espécies arbóreas indicadas para a restauração de Áreas de Preservação Permanente (APP) úmidas no Distrito Federal. 2015. 49 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

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Estudos de paisagem aplicados ao etnomapeamento no território indígena Krahô no Brasil Central

Estudos de paisagem aplicados ao etnomapeamento no território indígena Krahô no Brasil Central

Autor(a):

Larissa Ribeiro de Castro

Resumo:

Conflitos sociais são frequentes em diversas comunidades indígenas no Brasil, especialmente em torno da posse da terra e de seus recursos naturais. Um marco legal para a mitigação desses conflitos foi o Decreto nº 7.747 de 2012, que institui a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), com objetivo recuperar e conservar os recursos naturais dos territórios indígenas. Essa política apresenta o etnomapeamento como ferramenta de diagnóstico participativo orientador das ações de gestão territorial. Esses etnomapas empregam dados de sensores orbitais para o reconhecimento dos padrões de ocupação da terra e das mudanças da cobertura da terra. O presente trabalho tem os objetivos de realizar o etnomapeamento do Território Indígena Krahô por meio de dados orbitais e entender a distribuição espacial de suas aldeias por meio de dados estruturais e funcionais sobre a paisagem. O Território Indígena Krahô está localizado no nordeste do Tocantins numa região de Cerrado, considerado a maior área continua de Cerrado preservado do Brasil habitado por uma etnia. Seu território compreende um espaço de aproximadamente 302.000 hectares com cerca de 3.000 habitantes. O crescimento populacional em um território restrito e o uso do fogo como técnica para limpeza de área vem causando o desgaste da terra. Para a realização do etnomapa do Território Indígena Krahô foi feita uma pesquisa de campo em que foram coletadas as coordenadas geográficas das aldeias, bem como seus nomes étnicos e comuns. Também foram realizadas entrevistas com membros , e nomes étnicos dos rios. Dados do sensor Shuttle Radar Topography Mission (SRTM) foram usados para gerar declividade e curvatura, para a composição colorida do relevo. No mapeamento de cobertura da terra foram usadas imagens do satélite Landsat 8, composto pelo instrumento Operational Land Imager (OLI) e, então, realizada a organização espacial das aldeias na paisagem. Como resultado foi possível observar que as aldeias seguem padrões relacionados aos elementos estruturais e funcionais da paisagem em sua espacialização, bem como a necessidade de uma gestão territorial eficiente para o controle dos recursos naturais que diminuem ao passo que acontece a expansão populacional. Os dados organizados poderão subsidiar futuras ações de gestão territorial, bem como a produção de material didático para uso nas escolas indígenas.

Referência:

CASTRO, Larissa Ribeiro de. Estudos de paisagem aplicados ao etnomapeamento no território indígena Krahô no Brasil Central. 2016. 33 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2016

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Padrões temporais da cobertura da terra em uma bacia hidrográfica da ecorregião do Planalto Central

Padrões temporais da cobertura da terra em uma bacia hidrográfica da ecorregião do Planalto Central

Autor(a):

Renato Ferreira Sousa

Resumo:

Os dados do sensor Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) fornecem informações diárias que permitem entender e modelar a dinâmica terrestre. Neste contexto, é importante o conhecimento da variação espacial e temporal caracterizados por formações naturais e antrópicas, sendo essencial configurar os padrões de cobertura da terra, organizando a fenologia da vegetação natural e antrópica. Considerando a complexidade natural do bioma Cerrado, torna-se fundamental mapear a ocupação antrópica da cobertura da terra em função de sua vegetação. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar as coberturas natural e antrópicas do alto curso da bacia hidrográfica do Rio Preto e organizar uma biblioteca de assinaturas temporais. Foi utilizado séries temporais do Normalized Difference Vegetation Index (NDVI) do produto MOD13, entre os anos de 2000 e 2010. Após a organização dos dados foram realizados tratamentos para a atenuação de ruídos, conforme as seguintes etapas: (a) aplicação de um filtro móvel de mediana e (b) separação da fração de sinal pela transformação da Fração Mínima de Ruído (FMR) e (c) restituição dos dados NDVI utilizando a fração de sinal. Os perfis construídos demonstram a dinâmica da cobertura da terra ao longo do período analisado para as formações naturais e antrópicas. Em relação as formações antrópicas os resultados indicaram: (a) as áreas de agricultura apresentaram maior variação absoluta 0,562 em seu NDVI, evidenciando o uso agrícola de plantio e colheita no alto da bacia hidrográfica. (b) A área urbana apresentou pouca variação 0,386 devido ao desenvolvimento de sua área consolidada. (c) A área de pastagem apresentou a menor mudança em seu NDVI 0,353 evidenciando a baixa refletância espectral. Em relação as formações naturais de cerrado que foram subdivididas: (a) formação florestal apresentou os maiores índices de vegetação. (b) as formações savânicas e campestres apresentaram atividades fotossintéticas similares. O estudo concluiu que por meio da abordagem multitemporal do sensor MODIS foi possível definir a dinâmica do uso e cobertura da terra evidenciando os comportamentos da vegetação ao longo do período analisado.

Referência:

SOUSA, Renato Ferreira. Padrões temporais da cobertura da terra em uma bacia hidrográfica da ecorregião do Planalto Central. 2016. 30 f. il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2016.

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Alometria de uma espécie de planta nativa do cerrado: Ouratea hexasperma (St.Hil) Bail (Ochnaceae)

Alometria de uma espécie de planta nativa do cerrado: Ouratea hexasperma (St.Hil) Bail (Ochnaceae)

Autor(a):

Breno Barboza da Silva

Resumo:

O Cerrado brasileiro sentido restrito apresenta árvores retorcidas, inclinadas e tortuosas. Diante das peculiaridades da arquitetura dessas árvores este trabalho teve como objetivo analisar se a regra de Da Vinci pode ser aplicada à espécie Ouratea hexasperma (St.Hil) Bail (Ochnaceae). Foram tomadas as medidas do perímetro do tronco e ramos, até o terceiro nível de ramificação, de 30 árvores. Os resultados mostraram que quando se considera a soma total das áreas de todas as ramificações, por nível de altura, há um crescimento linear. O mesmo resultado é obtido quando a arquitetura da árvore é decomposta em módulos. Em ambos os tipos de análises, a soma das áreas aumenta embora a diferença entre os níveis diminua, e tenta a estabilizar, nunca chegando a zero. Em ambos os casos, os resultados tende se a recuperar a forma tridimensional simplificada das árvores, similar a de uma secção de cone invertido. Desta forma, a lei de Da Vinci não se aplica à arquitetura da espécie Ouratea hexasperma.

Referência:

SILVA, Breno Barboza da. Alometria de uma espécie de planta nativa do cerrado: Ouratea hexasperma (St.Hil) Bail (Ochnaceae). 2017. 16 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2017.

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O papel de comunidades quilombolas na conservação da biodiversidade do cerrado: a experiência da Comunidade do Cedro, Mineiros-GO.

papel de comunidades quilombolas na conservação da biodiversidade do cerrado: a experiência da Comunidade do Cedro, Mineiros-GO

Autor(a):

Juliana Ferreira de Assis

Resumo:

O Cerrado é a savana mais rica do mundo, com 5% da biodiversidade global, mas é também um bioma muito ameaçado. Estima-se que 55% de sua área já tenha sido desmatada ou alterada pela ação humana. Os remanescentes de Cerrado estão frequentemente no interior de áreas protegidas (Unidades de Conservação, Terras Indígenas, Quilombos). Um desses remanescentes encontra-se no sudoeste do estado de Goiás, englobando o Parque Nacional das Emas e territórios quilombolas, como a Comunidade Quilombola do Cedro. A presente pesquisa foi realizada no Cedro e focaliza a iniciativa de uma família, Morais Pio, que constituiu uma reserva para o desenvolvimento de um experimento de conservação e recuperação ambiental, associando conhecimentos tradicionais e técnico-científicos. Coleta de dados sobre os conhecimentos e práticas mobilizados pela Família Morais Pio no manejo da reserva foram utilizados dois instrumentos de pesquisa: observação participante das práticas de plantio e manejo e entrevistas semi-estruturadas com membros da Família Morais Pio. A reserva tem área de 1 hectare e está sendo adensada por meio do plantio de espécies nativas do Cerrado, desde 2014. A decisão de criá-la e manejá-la tem se dado sem a influência direta de ONGs, governo ou empresas. Nesse sentido, é uma manifestação autônoma de defesa da biodiversidade local, já que os arredores estão sendo devastados por monoculturas de soja e milho. As motivações da família para constituir a reserva também estão associadas à manutenção de práticas de medicina popular, que dependem de várias espécies nativas do Cerrado. A Família Morais Pio oferece, com sua iniciativa, um exemplo do que alguns autores chamam de conduta de territorialidade, ou seja, uma disposição para defender um determinado lugar. Populações tradicionais podem contribuir de modo efetivo para a conservação da biodiversidade do Cerrado. As atividades de extrativismo controlado de espécies com propriedades medicinais, combinadas ao adensamento de uma área de Cerrado, por meio de mudas e do plantio direto de sementes de espécies nativas na reserva da Família Morais Pio, revelam que é possível associar metas sociais e ambientais. Afinal, a reserva tem permitido à família manter a biodiversidade em sua área, mas também seus próprios conhecimentos e práticas de manejo das plantas, a produção de remédios caseiros, a saúde e identidade comum. Por fim, a iniciativa nos informa sobre a importância de se associar conhecimentos tradicionais e técnico-científicos em prol da conservação da sociobiodiversidade. 

Referência:

 

ASSIS, Juliana Ferreira de. O papel de comunidades quilombolas na conservação da biodiversidade do cerrado: a experiência da Comunidade do Cedro, Mineiros-GO. 2016. 38 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2016.

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Viabilidade econômica da cana-de-açúcar irrigada no Cerrado brasileiro

Viabilidade econômica da cana-de-açúcar irrigada no Cerrado brasileiro

Autor(a):

Igor Caetano Rosa

Resumo:

O relatório de estágio em comento relata o acompanhamento a atividades de pesquisa sobre irrigação em cana-de-açúcar na região do Cerrado, demonstrando os impactos gerados pela irrigação na produção, e consequentemente, na economia das Usinas Sucroalcooleiras. Com vistas ao desenvolvimento do presente relatório, foi realizado o levantamento de dados em campo, através de amostragens e também análise de informações disponibilizadas sobre o tema em dissertações, teses, artigos, livros e sites. Após a descrição das atividades sumárias realizas durante o estágio, bem como o fornecimento de informações relevantes acerca dos diferentes regimes de irrigação, a caracterização do bioma cerrado e a análise da cultura da cana-de-açúcar, foi possível identificar que nas ultimas décadas percebeu-se a importância da irrigação para a produção de alimentos no país. Denotou-se ainda o destaque da técnica também no crescimento do cultivo da cana-de-açúcar em várias regiões, fenômeno que permitiu a descentralização do manejo da referida cultura do estado de São Paulo e região nordeste, com a migração da cultura para a região do Cerrado, onde a cana-de-açúcar adaptou-se bem às condições climáticas e fisiológicas do solo. Pondera-se por fim, que o estágio foi realizado na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Cerrados, com acompanhamento da linha de pesquisa desenvolvida pela empresa pública sobre irrigação em cana-de-açúcar na região do Cerrado, com realização de visitas técnicas aos experimentos mantidos na Usina Sucroalcooleira Jalles Machado, localizada no município de Goianésia-GO. Portanto, o estágio e a análise de informações relacionadas a linhas de pesquisas semelhantes, permitiram verificar que a implantação do sistema de irrigação no cerrado brasileiro é uma técnica viável, com bons índices de produção e aumento da lucratividade.

Referência:

ROSA, Igor Caetano. Viabilidade econômica da cana-de-açúcar irrigada no Cerrado brasileiro. 2016. 33 f., il. Monografia (Bacharelado em Gestão do Agronegócio)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2016.

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