Uso das plantas medicinais do cerrado na Comunidade Kalunga, Ribeirao dos Bois, Teresina – GO

Uso das plantas medicinais do cerrado na Comunidade Kalunga, Ribeirao dos Bois, Teresina – GO

Autor(a):

Aneli Soares da Silva

Resumo:

Este trabalho registra a importância do uso das plantas medicinais do Cerrado e o que está levando à perda desses saberes e fazeres na comunidade Kalunga Ribeirão dos Bois, Teresina – GO. Foi feita uma abordagem da variedade popular do uso das plantas mais usadas pela comunidade para o tratamento de enfermidades. Este trabalho foi realizado por meio de entrevistas, tendo como referencial teórico -metodológico a história oral. As entrevistas foram realizadas com moradores de duas gerações da comunidade. A pesquisa traz uma variedade de plantas medicinais utilizadas, principalmente pelas pessoas mais velhas de Ribeirão dos Bois e revela que esse conhecimento está se fragmentando entre os moradores, especialmente os mais jovens, pois a necessidade desses sujeitos do campo terem que deixar suas localidades permite que o conhecimento tradicional do uso das plantas não seja reproduzido entre as gerações mais novas.

Referência:

SILVA, Aneli Soares da. Uso das plantas medicinais do cerrado na Comunidade Kalunga, Ribeirao dos Bois, Teresina – GO. 2013. 46 f., il. Monografia (Licenciatura em Educação do Campo)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2013.

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Proposta de intervenção no ensino integral: bioma Cerrado

Proposta de intervenção no ensino integral: bioma Cerrado

Autor(a):

Guilherme Caldas de Mesquita

Resumo:

O trabalho realizado propõe alternativas para o ensino de conceitos do Bioma Cerrado e da Educação Ambiental aos docentes que atuam no Ensino Integral. A atividade proposta foi realizada no CEF 02 de Planaltina, com 28 alunos do Ensino Integral, no formato de minicurso, com duração de 20h e buscou a complementação de conceitos não trabalhados nos livros didáticos. Após a atividade de minicurso foi aplicado um questionário aos alunos objetivando avaliar atividades desenvolvidas no ensino integral, a validade do minicurso e o aprendizado adquirido. A proposta também visa auxiliar o professor com atividades de reforço e aprofundar conceitos com os alunos sobre a importância do Bioma Cerrado.

Referência:

MESQUITA, Guilherme Caldas de. Proposta de intervenção no ensino integral: bioma Cerrado. 2014. 27 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2014.

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Avaliação da paisagem da sub-bacia do alto São Bartolomeu pelo modelo Pressão-Estado-Resposta

Avaliação da paisagem da sub-bacia do alto São Bartolomeu pelo modelo Pressão-Estado-Resposta

Autor(a):

Fernando Ramos de Oliveira

Resumo:

Os múltiplos tipos de atividades realizadas pela sociedade humana na busca da satisfação de suas demandas econômicas, culturais e sociais causam alterações ambientais cada vez mais perceptíveis em curtas escalas de tempo. No Cerrado, essas transformações trouxeram grandes danos ambientais: fragmentação de habitats, extinção da biodiversidade, invasão de espécies exóticas, erosão dos solos, poluição de aquíferos, degradação de ecossistemas, alterações nos regimes de queimadas, desequilíbrios no ciclo do carbono e possivelmente modificações climáticas regionais. Para minimizar todos esses efeitos, tem sido proposto cada vez mais o estudo e planejamento da paisagem. Nesse contexto, este estudo realizou, através da interpretação de métricas de paisagem, a avaliação da paisagem da sub-bacia do alto curso do rio São Bartolomeu. Partindo-se da interpretação das métricas resultantes do uso de sensoriamento remoto foi possível identificar o estado atual dessa paisagem e, através do histórico de uso e ocupação dessa área, averiguar os fatores de pressão. Essas informações posteriormente deram base ao desenvolvimento de um modelo Pressão-Estado-Resposta (PER), na qual a “resposta” foi considerada como sendo as contribuições de um gestor ambiental dentro de um contexto de planejamento e monitoramento ambiental de curto, médio e longo prazo. As métricas indicaram que os fragmentos remanescentes de vegetação nativa da área em estudo encontram-se em dimensões reduzidas e possivelmente sob efeito de borda, principalmente os da formação florestal, essencial para a provisão de serviços ecossistêmicos e manutenção da biodiversidade. Além disso, mesmo os maiores fragmentos como as Unidades de Conservação PNB e ESEC-AE apresentam-se extremamente pressionadas pela matriz em função do acelerado processo de ocupação do solo em seu entorno, nem sempre planejado e organizado. Através do uso do modelo PER foi possível identificar o estado atual da paisagem investigada, bem como os seus principais fatores de pressão antrópica e estabelecer uma resposta para corrigir ou atenuar o quadro de dilapidação dos recursos naturais.

Referência:

OLIVEIRA, Fernando Ramos de. Avaliação da paisagem da sub-bacia do alto São Bartolomeu pelo modelo Pressão-Estado-Resposta. 2013. xi, 41 f., il. Monografia (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2013

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Teores de mercúrio em plantas do cerrado senso restrito da estação ecológica Águas Emendadas, Distrito Federal

Teores de mercúrio em plantas do cerrado senso restrito da estação ecológica Águas Emendadas, Distrito Federal

Autor(a):

Luciana Frota Madeira

Resumo:

O presente trabalho teve por objetivo avaliar as concentrações de mercúrio total (Hg) no estrato arbóreo e herbáceo (gramíneas) da vegetação de cerrado sensu stricto da Estação Ecológica Águas Emendadas, Planaltina – DF, Brasil. A concentração do Hg foi determinada por espectrometria de absorção atômica. Os teores médios encontrados no estrato arbóreo e herbáceo foram de 36 ng/g (5,32-80,9 ng/g) e 15ng/g (4,54-48,5 ng/g), respectivamente. As famílias Annonaceae, Vochysiaceae e Fabaceae apresentaram as maiores concentrações médias (> 40 ng/g de Hg). O estudo revelou que as espécies do cerrado estudadas bioacumularam nos seus tecidos foliares concentrações de Hg abaixo dos valores de fitotoxicidade e por isso convivem naturalmente com este metal sem apresentar quaisquer efeitos deletérios. Entretanto, são necessários estudos mais específicos da origem e dinâmica do mercúrio nesses ambientes e da resposta fisiológica das plantas.

Referência:

MADEIRA, Luciana Frota. Teores de mercúrio em plantas do cerrado senso restrito da estação ecológica Águas Emendadas, Distrito Federal. 2013. 17 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2013.

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Avaliação da cobertura da terra do Parque Recreativo Sucupira e de sua zona influencia direta

Avaliação da cobertura da terra do Parque Recreativo Sucupira e de sua zona influencia direta

Autor(a):

Mabby Camarda Bernardes

Resumo:

O Brasil é considerado megadiverso por abrigar cerca de 20% das espécies do planeta. No entanto, estudos indicam que asatividades antrópicas apresentam-se como ameaça para essa biodiversidade. No intuito depromover a conservação da diversidade biológica, foi regulamentada a Lei 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), estabelecendo critérios e normas para a gestão de unidades de conservação. Uma das principais demandas para essa gestão é o monitoramento da cobertura da terra da unidade de conservação e seus entorno para a tomada de decisão dos gestores. Dentre as formas de obtenção dessas informações, destacam-se os sensoresorbitais, que proporcionam a geração sistemática de dados referentes à superfície terrestre. Além da geração de dados sistemáticos, também é importante salientar seu potencial de obter dados de diferentes datas, permitindo a avaliação da dinâmica da ocupação antrópica. Nesse contexto, O objetivo desse trabalho foi avaliar a cobertura da terra do Parque Recreativo Sucupira (PRS) e de sua Zona de Influência Direta (ZID) entre os anos de 1996 e 2010 por meio de análise multitemporal de dados orbitais. O PRS possui uma área de 124,44 hectares, estando localizado dentro da Região Administrativa VI de Planaltina. Considerando os limites desse parque estabelecidos pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a ZID foi gerada abrangendo 500 metros em seu entorno. A primeira etapa foi a geração do mapa de cobertura da terra referente ao ano de 2010, gerado em função no mosaico de fotografia aéreas, fornecido pela Companhia Imobiliária de Brasília (TERRACAP) e vetorização digital em tela. Para a análise multitemporal, foram organizadas imagens do sensor Landsat 5-TM, de 1996, 1999, 2003 e 2007, que foram registradas em função do mosaico de fotografia aéreas. A partir do mapa gerado para 2010 foi realizada a análise multitemporal por meio de retro análise dos dados. Foi empregado um sistema de classificação híbrido, adaptado para o Cerrado e dividido em 3 níveis categóricos. Os resultados indicaram que a área interna do PRS apresentou cerca de 50 % de área vegetal plantada em 2010, sendo que 36,58 % foi caracterizado por pastagem. Observou-se um crescimento de 18,83 % dessa classe nos 14 anos avaliados. A ZID possuiu uma área de 337,16 hectares, dos quais cerca de 42 % estavam cobertos por áreas construídas em 2010. Na ZID o loteamento e a pastagem apresentaram os maiores variações ao longo do período estudado, com incremento de 7,26 % e 6,03 %, respectivamente. Em ambas as áreas (PRS e ZID) foram observadas reduções da vegetação perturbada, fato que indica que a ocupação antrópica dessa área de estudo tem sido iniciada com a alteração da cobertura vegetal natural, especialmente da camada arbórea. Essa abordagem favoreceu a compreensão da dinâmica da ocupação antrópica no Cerrado, servindo como subsídio para o ordenamento territorial, tanto para atividades agropastoris, quanto para áreas urbanas.

Referência:

BERNARDES, Mabby Camarda. Avaliação da cobertura da terra do Parque Recreativo Sucupira e de sua zona influencia direta. 2013. xi, 35 f., il. Monografia (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina, 2013.

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Análise quantitativa de mercúrio no bioma Cerrado: estudo de caso na Lagoa Bonita, Planaltina, DF

Análise quantitativa de mercúrio no bioma Cerrado: estudo de caso na Lagoa Bonita, Planaltina, DF

Autor(a):

Tiago Borges Kisaka

Resumo:

Aspectos relacionados à contaminação por mercúrio têm despertado o interesse da comunidade científica em função de seu elevado potencial tóxico. Devido ao aumento do fluxo de mercúrio na Biosfera, tornou-se necessário a emergência de estimativas nas emissões de mercúrio, identificadas pelas Nações Unidas como um problema antrópico que supera a governança nacional, além da geopolítica vigente em que o poder do país vem sendo definido pela disponibilidade de recursos naturais em seu território. O mercúrio é um elemento químico considerado não essencial a qualquer processo metabólico, porém, é facilmente acumulado na maioria dos organismos. Grande parte dos estudos desenvolvidos no Brasil com relação ao mercúrio tem enfatizado a atividade garimpeira como principal responsável pela contaminação do meio ambiente. Contudo, a literatura tem demonstrado que determinadas regiões consideradas não impactadas pela mineração do ouro apresentam níveis de mercúrio comparáveis aos de regiões com histórico de garimpo, indicando assim, que existe um aporte natural de mercúrio para o ambiente. O conhecimento da concentração, transporte e dinâmica deste metal no ambiente é necessário para predizer o grau de impactos negativos que o ecossistema esta submetido, o potencial de risco sobre os seres humanos, bem como avaliar a qualidade de vida no ambiente. Deste modo o presente estudo teve por objetivo analisar o teor de mercúrio total em amostras de peixe, macrofitas, solo e sedimento a fim de obter níveis de referência (background) na Lagoa Bonita, Estação Ecológica de Águas Emendadas, Planaltina, DF. A Lagoa Bonita é a maior lagoa natural do Distrito Federal, com uma área de 120 hectares, águas transparentes e fundo recoberto por uma de plantas aquáticas, com predominância da espécie Eleocharis spp. As coletas compreenderam os meses de maio, setembro e dezembro de 2012, para as amostras de sedimento, solo e
macrófita, e os meses de janeiro de 2011 e abril, junho e agosto de 2012 para os peixes. Foi utilizado o equipamento RA-915+ PYRO, específico para análises de amostras sólidas de Hg total por espectrofotometria de absorção atômica acoplado a uma câmara de pirólise. O estudo alcançou a identificação das concentrações de mercúrio total possibilitando a definição de valores de referência local para a região da ESECAE, que ainda não apresenta dados relacionados ao tema. As variáveis sedimento, solo superficial, solo a 10 cm e macrófita demonstraram valores médios de mercúrio total iguais a 52,96 (μg/Kg); 37,88 (μg/Kg); 30,23 (μg/Kg) e 29,49 (μg/Kg), respectivamente. Em relação aos peixes amostrados, a única espécie identificada foi o tucunaré, considera exótica, portanto não coube como referencia (background) para a região. Nas análises das matrizes solo, sedimento e peixes não se detectaram concentrações acima do permitido pela Legislação Brasileira. Por fim a área de estudo demonstrou, por meio da correlação entre o mapa de uso e ocupação, o modelo de elevação do terreno, associado ao regime hídrico, que os níveis de mercúrio foram mais elevados nas regiões de maiores altitude, com predominância de atividade agrícola. Práticas agrícolas inadequadas aumentam a erosão do solo, acelerando o transporte de Hg para cursos d’água. Teores de mercúrio total, logo, puderam fornecer uma indicação importante e sensível da presença atividades antrópicas em torno da Lagoa Bonita.

Referência:

KISAKA, Tiago Borges. Análise quantitativa de mercúrio no bioma Cerrado: estudo de caso na Lagoa Bonita, Planaltina, DF. 2013. 60 f., il. Monografia (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina, 2013.

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Dinâmica de nitrogênio mineral em sistemas integrados de intensificação ecológica e cerrado nativo

Dinâmica de nitrogênio mineral em sistemas integrados de intensificação ecológica e cerrado nativo

Autor(a):

Rafael Rodrigues Silva

Resumo:

O objetivo deste trabalho foi avaliar a dinâmica do N mineral no solo nas formas de amônio (N- NH4+) e nitrato (N- NO3-) em três sistemas integrados de intensificação ecológica, (ILP, ILPF, SPD) e três Cerrado Nativos. Os estudos foram desenvolvidos na Embrapa – Cerrados, região de Planaltina Distrito Federal (DF). Os experimentos foram realizados com delineamento de blocos ao acaso e três repetições. As amostras de solo foram coletadas na profundidade de 0-5 cm. As avaliações nos Sistemas Integrados (ILP-ILPF) teve duração de dois anos de Fevereiro de 2012 a Fevereiro de 2014. Já o experimento no Sistema de Intensificação Ecológica Plantio Direto (SPD), foi realizado com milho em sucessão às plantas de cobertura e foi implantado em 2005. O nitrogênio mineral do solo nos experimentos foi analisado por destilação e posteriormente titulado. Os dados foram transcritos para uma planilha e tratados utilizando um programa para gerar gráficos de distribuição temporal. Os estudos no ILP e ILPF demonstraram uma variação total do nitrogênio mineral de (N- NH4+ e N- NO3-) foi de 0 a 93 mg N kg-1. O teor médio de N- NH4+ (0 a 93 mg N kg-1) foi geralmente mais elevado do que o teor de N- NO3- (0 a 25 mg N kg-1). Além de o N- NH4+ apresentar maior média geral (11,8 mg N kg-1 contra 3,2 mg N kg-1 ). O experimento conduzido no SPD demonstrou que os maiores teores de amônio e nitrato foram encontrados logo após os período de aplicação de fertilizantes. Após a primeira e segunda aplicação os maiores teores de amônio foram encontrados na braquiária ruziziensis com um pico de (40,74 mg N- NH4+) dois dias depois a primeira aplicação e no feijão-bravo-do-ceara com (15,05 mg N- NH4+) no dia seguinte após a segunda aplicação. Para o nitrato os valores mais altos foram observado no milheto e feijão-bravo-do-ceara logo as aplicações de N, ficando na faixa de (23,08 e 21,74 mg N- NO3-), o menor valor foi encontrado na braquiária ruziziensis. No entanto a forma amoniaca predomina no solo sob vegetação de Cerrado Nativo e a forma nítrica nos SIP e SPD. 

Referência:

SILVA, Rafael Rodrigues. Dinâmica de nitrogênio mineral em sistemas integrados de intensificação ecológica e cerrado nativo. 2015. 37 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

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Fluxos de N2O e nitrogênio mineral no solo em sistemas de produção agrossilvipastoris no planalto do Brasil Central

Fluxos de N2O e nitrogênio mineral no solo em sistemas de produção agrossilvipastoris no planalto do Brasil Central

Autor(a):

Luciano Gomes Timóteo

Resumo:

O N2O, dentre os gases de efeito estufa, é o que possui maior importância para o setor agropecuário devido às suas emissões estarem relacionadas com a disponibilidade e dinâmica de nitrogênio (N) do solo nos agroecossistemas. Com o uso crescente de sistemas integrados de produção, a avaliação dos efeitos desses sistemas nas mudanças climáticas globais e dos fatores que influenciam na emissão de N2O devem ser amplamente estudados e debatidos. Neste sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar os fluxos de N2O e os teores de nitrogênio mineral em solo e sob Integração Lavoura-Pecuária (ILP), Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Sistema Agroflorestal (SAF), cerradão e pastagem de baixa produtividade, correlacionando-os com os fatores edafoclimáticos: precipitação pluviométrica, temperatura e umidade do solo, espaço poroso saturado por água (EPSA) e teores de N mineral no solo (N-NH4+ e N-NO3-). As coletas de N2O e de solo foram realizadas considerando-se os períodos de sazonalidade do Cerrado: Transição chuva-seca (TCS), Seca (SE), Transição seca-chuva (TSC) e Chuva (CH), em Planaltina, DF, totalizando quatro períodos de coletas. O solo foi coletado no intervalo de profundidade de 0-10 cm e analisado para N-NH4+ e N-NO3- colorimetricamente em um Lachat Quikchem FIA 8500, série 2. Câmaras estáticas fechadas foram utilizadas para amostragem e as concentrações de N2O foram determinadas por cromatografia gasosa. Os teores médios de N-NH4+ (1,63 a 19,75 mg.kg-1) foram maiores que os teores médios de N-NO3- (0,46 a 8,14 mg.kg-1); no entanto o cerradão e o SAF apresentaram uma relação NH4+/NO3- maior que o ILP e o ILPF. Os fluxos de N2O foram maiores no ILP e ILPF com 0,19 e 0,11 kg ha-1 em 111 dias respectivamente. O cerradão e a Pastagem resultaram em menores emissões. As maiores emissões foram observadas nos períodos de transição chuva-seca e chuva enquanto as menores emissões foram verificadas no período de seca. O EPSA, Precipitação Pluviométrica e Umidade do solo e do ar apresentaram relação significativa e positiva com N2O, reforçando a relação direta que essasco-variáveis apresentam com os fluxos de N2O. O nitrogênio na forma amoniacal (N-NH4+) predomina no solo em relação a forma nítrica (N-NO3-); O cerradão e o SAF apresentam uma relação NH4+/NO3- maior que o ILP e o ILPF; cerradão e o SAF apresentam uma relação NH4+/NO3- maior que o ILP e o ILPF; e as maiores correlações significativas de N2O acumulado são estabelecidas com EPSA em todo período e nos períodos de chuva-seca e de chuva.

Referência:

TIMÓTEO, Luciano Gomes. Fluxos de N2O e nitrogênio mineral no solo em sistemas de produção agrossilvipastoris no planalto do Brasil Central. 2015. 51 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

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A dinâmica da regeneração natural de uma mata de galeria perturbada no Distrito Federal: 2002-2013

A dinâmica da regeneração natural de uma mata de galeria perturbada no Distrito Federal: 2002-2013

Autor(a):

Patrícia de Alcântara Oliveira

Resumo:

O presente trabalho teve como objetivo analisar mudanças na florística e densidade total das espécies nativas lenhosas da regeneração natural na Mata de Galeria do Capetinga em Brasília, Distrito Federal, no período de 2002-2013 (11 anos). Essa é uma mata perturbada com histórico de dois eventos de fogo, em 1976 e 1987, e consequente proliferação da samambaia Pteridium aquilinum (L.) Kuhn. var. arachnoideum (Kaulf.) Herter e da gramínea nativa Ichnanthus bambusiflorus (Trin.) Döl, ambas superdominantes na área. Sendo assim, é imprescindível o acompanhamento do desenvolvimento do processo de regeneração natural da área. Para isso foram alocadas quatro linhas perpendiculares ao leito do córrego principal. No total, foram alocadas 100 parcelas contíguas de 10x10m. No interior de cada parcela de 10x10m foram alocadas sub-parcelas de 5x5m para amostragem de arvoretas (>1m de altura <5cm de DAP) e, dentro destas, sub-parcelas de 2x2m para amostragem de mudas (até 1m de altura e DAP <5cm). Foram analisadas as amostragens dos inventários realizados em 2002, 2007 e 2013. Vinte e seis anos após último fogo na área e consequente invasão por espécies superdominantes, a mata do Capetinga apresentou valores de riqueza e densidade de indivíduos regenerantes menores do que aqueles encontrados em Mata de Galeria preservadas. Apesar dos baixo valores de riqueza e densidade registrados em 2002 e 2007, observou-se queda brusca desses valores do inventário de 2007 para 2013. Esses resultados podem indicar que o adensamento das espécies superdominantes estejam interferindo negativamente na germinação e/ou estabelecimento de espécies nativas tornam-se fundamentais ações de manejo nesse local para reduzir o avanço das espécies superdomintes.

Referência:

OLIVEIRA, Patrícia de Alcântara. A dinâmica da regeneração natural de uma mata de galeria perturbada no Distrito Federal: 2002-2013. 2015. 23 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

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Acompanhamento de um plantio de recuperação de vegetação ripária no assestamento Itaúna em Goiás

Acompanhamento de um plantio de recuperação de vegetação ripária no assestamento Itaúna em Goiás

Autor(a):

Adalberto Chaves Rodrigues

Resumo:

As principais bacias hidrográficas do país têm origem no Cerrado. Todavia, em virtude de atividades antrópicas, as áreas de nascentes hídricas do Cerrado têm sofrido considerável impacto ambiental. Apesar da proteção via legislação ambiental, a vegetação ripária de nascentes são submetidas à redução gradativa para a abertura de áreas agrícolas. A recuperação ambiental dessas áreas é necessária e se traduz em um conjunto de ações planejadas, contidas no projeto de recuperação de áreas degradadas (PRAD). O presente trabalho foi conduzido em uma área de zona riparia degradada de uma nascente localizada no Assentamento Itaúna – Goiás e teve o objetivo de monitorar a área em recuperação e subsidiar futuros projetos de recuperação de áreas degradadas no assentamento Itaúna. No processo de recuperação da vegetação da nascente, foram plantadas 800 mudas de 27 espécies botânicas nativas de Cerrado (novembro de 2011), das quais 350 indivíduos de 14 espécies foram selecionados aleatoriamente para a avaliação do crescimento inicial e sobrevivência. O monitoramento do plantio foi realizado durante 21 meses, em quatro períodos de intervalos periódicos (3, 9, 15 e 21 meses após plantio). Considerando a sobrevivência e o crescimento das espécies avaliadas, as mais indicadas para plantio em projetos de recuperação de áreas degradadas na poligonal do assentamento, foram Byrsonima coccobifolia, Inga laurina, Tachigali subvelutina, Alibertia macrophylla, Hancornia speciosa, e Tocoyena formosa. Dos 350 indivíduos monitorados, 199 sobreviveram, sendo que a taxa de sobrevivência foi de 57% no final do 4o período de monitoramento.

Referência:

RODRIGUES, Adalberto Chaves. Acompanhamento de um plantio de recuperação de vegetação ripária no assestamento Itaúna em Goiás. 2014. 35 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2014

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