10a edição da Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

10ª edição da Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros

É com prazer que convidamos vocês para a 10a edição da Feira de Sementes e Mudas da Chapada dos Veadeiros. Esse ano o evento será em formato virtual devido à pandemia da COVID-19 que estamos vivendo atualmente. Teremos nessa edição rodas de conversa, oficinas, saraus, reuniões dos guardiões de sementes e da Rede Pouso Alto Agroecologia.

A transmissão será feita através no Canal do YouTube da Rede Pouso Alto Agroecologia

https://www.youtube.com/channel/UCqGEKXle6kEFy6WM3VoEuuQ

Para informações e acompanhar a programação acesse a página

https://www.facebook.com/feiradesementesemudas/

Está imperdível essa edição! Contamos com sua presença!

 

Programação

III FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO DF

III FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO DF

Participe do III FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO DF, que acontecerá na sexta-feira, dia 11/09/2020, das 16h00min. às 17h30min. Vamos comemorar, com essa ação, o *Dia Nacional do Cerrado* Somos cerratenses! Viva às belezas do Cerrado! Link da videoconferência (https://meet.google.com/gfk-iypv-ibu) Divulgue essa notícia! Estamos juntos

Velame-branco

Macrosiphonia velame

Nome popular

Velame-branco

Partes utilizadas

Planta integral, mas principalmente as folhas

Descrição

É um subarbusto de menos de 1 m de altura que possui flores brancas (AMERICANO, 2015). O velame-branco ocorre no Norte (Rondônia), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

O velame-branco tem um tropismo pelo trato urinário e ginecológico atuando como antibiótico e resolvendo infecções, inflamações e tumorações nessas áreas. Ele também é um tônico que é usado pelas mulheres do campo tanto antes quanto depois do parto. A planta atua sobre o sistema nervoso central e é um bom anticonvulsionante e tônico geral para essa área. O velame-branco é considerado uma planta geriátrica que ajuda no tratamento de atrite, dores crônicas, ptoses internas, incontinências, gotas, diabetes e dores reumáticas (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

KOCH, I.; RAPINI, A.; SIMÕES, A.O.; KINOSHITA, L.S.; SPINA, A.P.; CASTELLO, A.C.D. 2015 Apocynaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB33719>.

Sucupira-preta

Bowdichia virgilioides

Nomes populares

Sucupira-preta, paricarana, sucupira-parda, sucupira-roxa, sucupira-

do-cerrado

Descrição

É uma árvore que chega até 15 m de altura na fase adulta (DALANHOL,

2014). Suas flores têm 5 pétalas roxas ou lilases e seus frutos têm até 7 cm de

comprimento e cor avermelhada (SILVA JÚNIOR, 2012). A sucupira-preta ocorre no Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), no Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo) e no Sul (Paraná).

Uso medicinal

A sucupira-preta tem propriedades antibióticas, anti-inflamatórias, depurativas, tônicas e cicatrizantes. Ela é usada para tratamento de afecções pulmonares, recuperação da pigmentação da pele, quadros artríticos melhorando tanto as infecções como as dores. Essa planta tem tropismo pelos pulmões, nariz e garganta e trata qualquer afecção nessas partes com a vantagem de ser quase atóxica. Além disso, a sucupira-preta é antidiarreico, hipoglicemiante, analgésico e é usado em casos de pneumonias ou bronquites crônicas (AMERICANO, 2015).

Curiosidades

A sucupira tem uma madeira excelente que é usada em movelaria, acabamentos internos e para fazer pequenos objetos de madeira (AMERICANO, 2015; SILVA JÚNIOR, 2012).

Referências Bibliografias

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

LIMA, H.C. de; CARDOSO, D.B.O.S. 2015 Bowdichia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB29489>.

 

SILVA JÚNIOR, Manoel Cláudio da. 100 árvores do cerrado – sentido restrito: guia de campo. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 2012. 304 p.

Jatobá-do-cerrado

Hymenaea stigonocarpa

Nomes populares

Jatobá-do-cerrado, jatobaí

Partes utilizadas

Seiva, resina e casca

Descrição

É uma árvore de 3 a 9 m de altura com tronco acinzentado. Suas flores são

brancas e vistosas. Os frutos do jatobá-do-cerrado têm até 12 cm de comprimento e possuem cor castanho-amarelado quando maduro degradadas (KUHLMANN, 2018). Essa árvore ocorre no Norte (Pará, Tocantins), no Nordeste (Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

O jatobá-do-cerrado tem propriedades cicatrizantes, vermífugas, antibióticas, anti-inflamatórias renais, hematopoiéticos e anticancerígenos. Essa planta é um tônico geral e o uso continuado as sua seiva traz uma melhora geral como o fortalecendo o sistema imunológico. Ela é um ótimo coadjuvante para tratamentos de doenças autoimunes e degenerativas tumorais. Ela também é excelente na regeneração de doentes debilitados e no reestabelecimento de taxas metabólicas que estão em decadência por motivos que não se sabe ao certo. Essa planta é um bom tônico renal com especificidade para o plexo das gôndolas e também para o circuito hormonal que tem a ver com a fertilidade de forma geral. Uma coisa interessante é que o jatobá-do-cerrado tem uma atividade regeneradora mais intensa na próstata e por isso é usado até em casos de tumores malignos nessa região (AMERICANO, 2015).

Curiosidades

O jatobá-do-cerrado é usado em bolos, sorvetes, pães, geleias, tortas, sorvetes e vitaminas (KUHLMANN, 2018; SILVA JÚNIOR, 2012). A madeira do jatobá é

resistente e, por isso, é usada na construção de currais, pontes, barcos e tonéis (SILVA JÚNIOR, 2012). Essa planta é indicada para arborização urbana e em recuperação de áreas que foram degradadas (KUHLMANN, 2018).

Cuidados

Por possuir alto teor de tanino na casca e entrecasca, o seu uso continuado é

desaconselhado. No entanto, como essa planta é um excelente cicatrizante e cosuma resolver o problema antes que a dose tóxica seja atingida (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2. ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 1 v.

 

LIMA, H.C. de; PINTO, R.B. 2015 Hymenaea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB83206>.


SILVA JÚNIOR, Manoel Cláudio da. 100 árvores do cerrado – sentido restrito: guia de campo. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 2012. 304 p.

Guaçatonga

Casearia sylvestris

Nomes populares

Guaçatonga, língua-de-tamanduá, pau-de-lagarto, apiá-acanoçu, bugre-branco, café-bravo, cafezeiro-do-mato, cafezinho-do-mato, cambroé, chá-de- bugre, erva-de-bugre, erva-lagarto, erva-pontada, fruta-de-saíra, guaçatunga, guaçatunga-preta, língua-de-teju, língua-de-tiú, paratudo, petumba, varre-forno, vassitonga

Partes utilizadas

Folha, entrecasca, raiz

Descrição

É uma árvore de 3-6 m de altura com folhas simples e de copa arredondada

e densa. Suas flores são pequenas, perfumadas, branco-amareladas e se agrupam em inflorescências axilares. O fruto da guaçatonga tem até 6 mm de diâmetro, é globular e tem coloração de verde a vinho quando maduro (LORENZI E MATOS, 2008; KUHLMANN, 2018). Essa planta ocorre no Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), no Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Uso medicinal

A guaçatonga é reconhecida por ter propriedades cicatrizantes, antissépticas, fungicidas, antibióticas, antivirais, tônicas, analgésicas, anti-hemorrágicas, anti-histamínicas, cardiotônicas, anti-inflamatórias, depurativas e antirreumáticas (AMERICANO, 2015; LORENZI E MATOS, 2008, KUHLMANN, 2018). Ela tem um poder anticancerígeno orgânico muito forte; essa planta tem o resultado de uma quimioterapia drástica sem o seus violentos efeitos colaterais (AMERICANO, 2018). A guaçatonga é usada em tratamento de queimaduras, herpes, gengivites, estomatites, aftas, feridas na boca. Além disso, ela atua contra úlcera, gastrite, mau hálito (halitose), doenças de pele e também contra veneno de cobra- ela é um antiofídico universal (AMERICANO, 2015; LORENZI E MATOS, 2008, KUHLMANN, 2018).

Formas de uso

Utiliza-se principalmente o chá da folha, mas o pó da entrecasca e da raiz também é muito útil na forma de extratos e chá (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 1 ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 2 v.

 

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, Sp: Instituto Plantarum, 2008.

 

MARQUETE, R.; TORRES, R.B.; MEDEIROS, E.S. 2015 Salicaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14384>.

 

Chapadinha

Acosmium dasycarpum

Nomes populares

Chapadinha, pau-pra-tudo, perobinha-do-campo, chapada, unha

d’anta e genciana

Partes utilizadas

Entrecasca do tronco, casca da raiz, folhas

Descrição

É uma planta de altura entre 4 a 6 m, com copa pequena e troncon tortusoso.

Suas folhas são alternadas e suas flores, brancas. A chapadinha é uma planta

característica e exclusiva dos cerrados e cerradões. Ela ocorre entre os estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Goiás (SOUSA JUNIOR ET AL, 2009).

Uso medicinal

A chapadinha é usada em tratamento de feridas e irritação dos tecidos, tanto internos quanto externos, pois ela tem propriedades secativas e cicatrizantes. Ela é usada como hepatoprotetora, como coadjuvante em fórmulas antiofídicas e em casos de afecções pulmonares com grande presença de catarro e tosse. Além disso, essa planta tem ação imunogênica, antibiogênica e, quando associada a ervas, é um poderoso antitussígeno com ação antibiótica (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

SOUSA JUNIOR, Paulo T. et al. Gênero Acosmium: composição química e potencial farmacológico. Rev. bras. farmacogn., João Pessoa , v. 19, n. 1a, p. 150-157, Mar. 2009.

Cainana

Chiococca racemosa

Nomes populares

Cainana, cainca

Partes utilizadas

Entrecasca, raiz

Uso medicinal

A cainana é muito efetiva e bem específica para o tratamento da coluna vertebral. Ela é apresenta uma grande ação na parte lombar, sendo um analgésico e anti-inflamatório tão poderoso que é capaz de sedar a coluna, não importando quão inflamada ela esteja. Além disso, ela é muito útil no tratamento de afecções renais e problemas nos pulmões, por isso, ela é usada para infecções urinárias, tuberculose bronquite asmática. Por suas diversas propriedades terapêuticas, ela é usada em qualquer afecção das articulações, em processos de dor crônica, nas síndromes autoimunes e nos estados de imunodeficiência crônica (AMERICANO, 2015).

Formas de uso

Entrecasca da raiz in natura ou como extrato e chá. Como nessa raiz se encontram grandes concentrações de resina amarga rica em um óleo essencial complexo, usam-se sempre porções mínimas desses preparados (AMERICANO, 2015).

Cuidados

O uso excessivo não é perigoso a ponto de proibir o uso da planta, podendo no máximo promover vômito, diarreia e/ou um estado cefaleico persistente (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

Arnica-campestre

Lychnophora ericoides

Nomes populares

Arnica-campestre, arnica-de-Goiás, arnica-do-campo, candeia,

candieiro, pau-de-candeia e veludinho

Partes utilizadas

Folhas, a casca e a raiz

Descrição

É uma árvore com até 3 m de altura. Suas flores se dão em agrupamentos de

3 a 5 flores em capitólios (MELO, CIAMPI E VIEIRA, 2009). A arnica-campestre

ocorre no Nordeste (Bahia), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

É descrita como anti-inflamatória de uso interno e externo, cicatrizante, antisséptica, tônica geral, anti-hemorrágica e sedativa (raiz). Em outra categoria de efeitos, é útil para retirar manchas da pele, para recuperar a elasticidade dos tecidos, para reduzir cicatrizes e rugas e para atenuar ptoses, reestruturando todos os tecidos ósseos e conectivos (AMERICANO, 2015).

O óleo essencial apresenta propriedades antibióticas, sendo um potente  bactericida e antifúngico mediano. Além disso, possui propriedades psicoativas, trabalhando como um tônico que revigora a confiança das pessoas e o seu sentimento de poder pessoal. Em função disso, é muito útil em todos os quadros psíquicos relativos à perda de assertividade (AMERICANO).

Quando analisado quimicamente, o complexo princípio ativo da arnica-do-campo revela concentrações de goiasensolido e centraterina, dois agentes fitoquímicos potencialmente irritantes, mas inibidores do mecanismo da inflamação. Além disso, especificamente nas raízes ocorre a presença de cubebina, uma lignana analgésica encontrada em algumas plantas do cerrado que têm de se proteger de altos níveis de insolação e de queimadas periódicas (AMERICANO, 2015).

Formas de uso

A arnica geralmente é aproveitada integralmente, mas suas estruturas de maior interesse são as folhas, a casca e a raiz. Por outro lado, como tem um potencial tóxico para o uso interno e/ou o uso externo continuado por mais de 90 dias, aconselha-se utilizar também o lenho do caule como elemento seco diluente e suavizante do princípio ativo. Dessa forma, a confecção de tinturas alcoólicas e oleosas, ou mesmo aquosas, torna-se perfeitamente segura (AMERICANO, 2015).

Cuidados

Por ser utilizada de modo amplo desde tempos imemoriais, essa é uma das plantas consideradas em franca extinção no cerrado brasileiro. Portanto, sua extração deve seguir os melhores critérios de poda, e a utilização da raiz deve ser rara ou, pelo menos, não incentivada, pois implica a terminação do indivíduo vegetal (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.


LOEUILLE, B. 2015 Lychnophora in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:

<http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB25233>.


MELO, Luciana Queiroz; CIAMPI, Ana Yamagushi; VIEIRA, Roberto Fontes. Análise da variabilidade genética de arnica (Lychnophora ericoides Less. – Asteraceae) usando marcadores RAPDs. Acta Bot. Bras., São Paulo , v. 23, n. 1, p. 259-266, Mar. 2009.

Araticum-do-campo

Annona sylvatica

Nomes populares

Araticum-do-campo, alchexú, araticu, araticu-da-mata, araticum,

araticum-grande, bananinha, biriba, cortiça, cortiça-de-comer, embira-vermelha, pinha

Partes utilizadas

Entrecasca, folhas, fruto, sementes

Descrição

É um parente rústico da fruta-do-conte (Annona squamosa) e da graviola (Annona muricata) (AMERICANO, 2015). O araticum-do-campo ocorre no Nordeste (Bahia), no Centro-oeste (Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Uso medicinal

É um fruto rico em cálcio, sais minerais, vitaminas do complexo B e vitaminas A e C, além de fósforo, potássio, acetogeninas e triptofano. A entrecasca do tronco, assim como a casca do fruto, possui uma espessa mucilagem composta por um complexo de açúcares pesados, o que torna a polpa algo indigesta para muitas pessoas. Entretanto, a mesma mucilagem tem a capacidade de proteger o intestino de agentes irritativos, formando um “filme” que cobre as mucosas internas das vísceras de condução. Isso torna o araticum uma planta muito útil em quadros de colite, em situações diarreicas, em que a flora e a fauna intestinais estão desbalanceadas, e em outras afecções crônicas do

trato gastroentérico (AMERICANO, 2015).

Por suas qualidades nutricionais, o araticum também é um bom imunogênico, um anti- hipertensivo leve, um antifúngico ginecológico poderoso, que atua inclusive na forma intestinal da candidíase, um tônico cardíaco suave e um ansiolítico com qualidades soníferas. Vale ainda comentar que o araticum fornece elementos ativos que só são úteis quando reunidos entre si, como o triptofano, a vitamina C e os hidratos de carbono. Essa associação, para além dos ganhos para o sono e a imunidade, funciona como um ansiolítico natural, ajudando as pessoas a emagrecer pelo alto índice de saciedade que a ingestão do fruto produz, e como auxiliar no controle da deposição de gorduras e da compulsividade (AMERICANO, 2015).

Finalmente, as sementes possuem um óleo amargo irritante para o intestino e o estômago, o que as torna boas coadjuvantes em fórmulas vermífugas, vomitivas, diarreicas e desintoxicantes de forma geral (AMERICANO, 2015).

Formas de uso

Entrecasca, na forma de pó, ou in natura em maceração aquosa; folhas, na forma de pó e chá; fruto seco ou in natura; e sementes, trituradas e torradas ou in natura (AMERICANO, 2015).

Referências:

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.


MAAS, P.; LOBÃO, A.; RAINER, H. 2015 Annonaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB110263>.