III FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO DF

III FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO DF

Participe do III FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO DF, que acontecerá na sexta-feira, dia 11/09/2020, das 16h00min. às 17h30min. Vamos comemorar, com essa ação, o *Dia Nacional do Cerrado* Somos cerratenses! Viva às belezas do Cerrado! Link da videoconferência (https://meet.google.com/gfk-iypv-ibu) Divulgue essa notícia! Estamos juntos

Velame-branco

Macrosiphonia velame

Nome popular

Velame-branco

Partes utilizadas

Planta integral, mas principalmente as folhas

Descrição

É um subarbusto de menos de 1 m de altura que possui flores brancas (AMERICANO, 2015). O velame-branco ocorre no Norte (Rondônia), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

O velame-branco tem um tropismo pelo trato urinário e ginecológico atuando como antibiótico e resolvendo infecções, inflamações e tumorações nessas áreas. Ele também é um tônico que é usado pelas mulheres do campo tanto antes quanto depois do parto. A planta atua sobre o sistema nervoso central e é um bom anticonvulsionante e tônico geral para essa área. O velame-branco é considerado uma planta geriátrica que ajuda no tratamento de atrite, dores crônicas, ptoses internas, incontinências, gotas, diabetes e dores reumáticas (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

KOCH, I.; RAPINI, A.; SIMÕES, A.O.; KINOSHITA, L.S.; SPINA, A.P.; CASTELLO, A.C.D. 2015 Apocynaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB33719>.

Sucupira-preta

Bowdichia virgilioides

Nomes populares

Sucupira-preta, paricarana, sucupira-parda, sucupira-roxa, sucupira-

do-cerrado

Descrição

É uma árvore que chega até 15 m de altura na fase adulta (DALANHOL,

2014). Suas flores têm 5 pétalas roxas ou lilases e seus frutos têm até 7 cm de

comprimento e cor avermelhada (SILVA JÚNIOR, 2012). A sucupira-preta ocorre no Norte (Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), no Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo) e no Sul (Paraná).

Uso medicinal

A sucupira-preta tem propriedades antibióticas, anti-inflamatórias, depurativas, tônicas e cicatrizantes. Ela é usada para tratamento de afecções pulmonares, recuperação da pigmentação da pele, quadros artríticos melhorando tanto as infecções como as dores. Essa planta tem tropismo pelos pulmões, nariz e garganta e trata qualquer afecção nessas partes com a vantagem de ser quase atóxica. Além disso, a sucupira-preta é antidiarreico, hipoglicemiante, analgésico e é usado em casos de pneumonias ou bronquites crônicas (AMERICANO, 2015).

Curiosidades

A sucupira tem uma madeira excelente que é usada em movelaria, acabamentos internos e para fazer pequenos objetos de madeira (AMERICANO, 2015; SILVA JÚNIOR, 2012).

Referências Bibliografias

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

LIMA, H.C. de; CARDOSO, D.B.O.S. 2015 Bowdichia in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB29489>.

 

SILVA JÚNIOR, Manoel Cláudio da. 100 árvores do cerrado – sentido restrito: guia de campo. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 2012. 304 p.

Jatobá-do-cerrado

Hymenaea stigonocarpa

Nomes populares

Jatobá-do-cerrado, jatobaí

Partes utilizadas

Seiva, resina e casca

Descrição

É uma árvore de 3 a 9 m de altura com tronco acinzentado. Suas flores são

brancas e vistosas. Os frutos do jatobá-do-cerrado têm até 12 cm de comprimento e possuem cor castanho-amarelado quando maduro degradadas (KUHLMANN, 2018). Essa árvore ocorre no Norte (Pará, Tocantins), no Nordeste (Bahia, Maranhão, Pernambuco, Piauí), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

O jatobá-do-cerrado tem propriedades cicatrizantes, vermífugas, antibióticas, anti-inflamatórias renais, hematopoiéticos e anticancerígenos. Essa planta é um tônico geral e o uso continuado as sua seiva traz uma melhora geral como o fortalecendo o sistema imunológico. Ela é um ótimo coadjuvante para tratamentos de doenças autoimunes e degenerativas tumorais. Ela também é excelente na regeneração de doentes debilitados e no reestabelecimento de taxas metabólicas que estão em decadência por motivos que não se sabe ao certo. Essa planta é um bom tônico renal com especificidade para o plexo das gôndolas e também para o circuito hormonal que tem a ver com a fertilidade de forma geral. Uma coisa interessante é que o jatobá-do-cerrado tem uma atividade regeneradora mais intensa na próstata e por isso é usado até em casos de tumores malignos nessa região (AMERICANO, 2015).

Curiosidades

O jatobá-do-cerrado é usado em bolos, sorvetes, pães, geleias, tortas, sorvetes e vitaminas (KUHLMANN, 2018; SILVA JÚNIOR, 2012). A madeira do jatobá é

resistente e, por isso, é usada na construção de currais, pontes, barcos e tonéis (SILVA JÚNIOR, 2012). Essa planta é indicada para arborização urbana e em recuperação de áreas que foram degradadas (KUHLMANN, 2018).

Cuidados

Por possuir alto teor de tanino na casca e entrecasca, o seu uso continuado é

desaconselhado. No entanto, como essa planta é um excelente cicatrizante e cosuma resolver o problema antes que a dose tóxica seja atingida (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 2. ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 1 v.

 

LIMA, H.C. de; PINTO, R.B. 2015 Hymenaea in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB83206>.


SILVA JÚNIOR, Manoel Cláudio da. 100 árvores do cerrado – sentido restrito: guia de campo. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 2012. 304 p.

Guaçatonga

Casearia sylvestris

Nomes populares

Guaçatonga, língua-de-tamanduá, pau-de-lagarto, apiá-acanoçu, bugre-branco, café-bravo, cafezeiro-do-mato, cafezinho-do-mato, cambroé, chá-de- bugre, erva-de-bugre, erva-lagarto, erva-pontada, fruta-de-saíra, guaçatunga, guaçatunga-preta, língua-de-teju, língua-de-tiú, paratudo, petumba, varre-forno, vassitonga

Partes utilizadas

Folha, entrecasca, raiz

Descrição

É uma árvore de 3-6 m de altura com folhas simples e de copa arredondada

e densa. Suas flores são pequenas, perfumadas, branco-amareladas e se agrupam em inflorescências axilares. O fruto da guaçatonga tem até 6 mm de diâmetro, é globular e tem coloração de verde a vinho quando maduro (LORENZI E MATOS, 2008; KUHLMANN, 2018). Essa planta ocorre no Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins), no Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso), no Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Uso medicinal

A guaçatonga é reconhecida por ter propriedades cicatrizantes, antissépticas, fungicidas, antibióticas, antivirais, tônicas, analgésicas, anti-hemorrágicas, anti-histamínicas, cardiotônicas, anti-inflamatórias, depurativas e antirreumáticas (AMERICANO, 2015; LORENZI E MATOS, 2008, KUHLMANN, 2018). Ela tem um poder anticancerígeno orgânico muito forte; essa planta tem o resultado de uma quimioterapia drástica sem o seus violentos efeitos colaterais (AMERICANO, 2018). A guaçatonga é usada em tratamento de queimaduras, herpes, gengivites, estomatites, aftas, feridas na boca. Além disso, ela atua contra úlcera, gastrite, mau hálito (halitose), doenças de pele e também contra veneno de cobra- ela é um antiofídico universal (AMERICANO, 2015; LORENZI E MATOS, 2008, KUHLMANN, 2018).

Formas de uso

Utiliza-se principalmente o chá da folha, mas o pó da entrecasca e da raiz também é muito útil na forma de extratos e chá (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. 1 ed. Brasília: Ipsis Gráfica e Editora, 2018. 2 v.

 

LORENZI, Harri; MATOS, Francisco José de Abreu. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2. ed. Nova Odessa, Sp: Instituto Plantarum, 2008.

 

MARQUETE, R.; TORRES, R.B.; MEDEIROS, E.S. 2015 Salicaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB14384>.

 

Chapadinha

Acosmium dasycarpum

Nomes populares

Chapadinha, pau-pra-tudo, perobinha-do-campo, chapada, unha

d’anta e genciana

Partes utilizadas

Entrecasca do tronco, casca da raiz, folhas

Descrição

É uma planta de altura entre 4 a 6 m, com copa pequena e troncon tortusoso.

Suas folhas são alternadas e suas flores, brancas. A chapadinha é uma planta

característica e exclusiva dos cerrados e cerradões. Ela ocorre entre os estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Goiás (SOUSA JUNIOR ET AL, 2009).

Uso medicinal

A chapadinha é usada em tratamento de feridas e irritação dos tecidos, tanto internos quanto externos, pois ela tem propriedades secativas e cicatrizantes. Ela é usada como hepatoprotetora, como coadjuvante em fórmulas antiofídicas e em casos de afecções pulmonares com grande presença de catarro e tosse. Além disso, essa planta tem ação imunogênica, antibiogênica e, quando associada a ervas, é um poderoso antitussígeno com ação antibiótica (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

 

SOUSA JUNIOR, Paulo T. et al. Gênero Acosmium: composição química e potencial farmacológico. Rev. bras. farmacogn., João Pessoa , v. 19, n. 1a, p. 150-157, Mar. 2009.

Cainana

Chiococca racemosa

Nomes populares

Cainana, cainca

Partes utilizadas

Entrecasca, raiz

Uso medicinal

A cainana é muito efetiva e bem específica para o tratamento da coluna vertebral. Ela é apresenta uma grande ação na parte lombar, sendo um analgésico e anti-inflamatório tão poderoso que é capaz de sedar a coluna, não importando quão inflamada ela esteja. Além disso, ela é muito útil no tratamento de afecções renais e problemas nos pulmões, por isso, ela é usada para infecções urinárias, tuberculose bronquite asmática. Por suas diversas propriedades terapêuticas, ela é usada em qualquer afecção das articulações, em processos de dor crônica, nas síndromes autoimunes e nos estados de imunodeficiência crônica (AMERICANO, 2015).

Formas de uso

Entrecasca da raiz in natura ou como extrato e chá. Como nessa raiz se encontram grandes concentrações de resina amarga rica em um óleo essencial complexo, usam-se sempre porções mínimas desses preparados (AMERICANO, 2015).

Cuidados

O uso excessivo não é perigoso a ponto de proibir o uso da planta, podendo no máximo promover vômito, diarreia e/ou um estado cefaleico persistente (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.

Arnica-campestre

Lychnophora ericoides

Nomes populares

Arnica-campestre, arnica-de-Goiás, arnica-do-campo, candeia,

candieiro, pau-de-candeia e veludinho

Partes utilizadas

Folhas, a casca e a raiz

Descrição

É uma árvore com até 3 m de altura. Suas flores se dão em agrupamentos de

3 a 5 flores em capitólios (MELO, CIAMPI E VIEIRA, 2009). A arnica-campestre

ocorre no Nordeste (Bahia), no Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás) e no Sudeste (Minas Gerais, São Paulo).

Uso medicinal

É descrita como anti-inflamatória de uso interno e externo, cicatrizante, antisséptica, tônica geral, anti-hemorrágica e sedativa (raiz). Em outra categoria de efeitos, é útil para retirar manchas da pele, para recuperar a elasticidade dos tecidos, para reduzir cicatrizes e rugas e para atenuar ptoses, reestruturando todos os tecidos ósseos e conectivos (AMERICANO, 2015).

O óleo essencial apresenta propriedades antibióticas, sendo um potente  bactericida e antifúngico mediano. Além disso, possui propriedades psicoativas, trabalhando como um tônico que revigora a confiança das pessoas e o seu sentimento de poder pessoal. Em função disso, é muito útil em todos os quadros psíquicos relativos à perda de assertividade (AMERICANO).

Quando analisado quimicamente, o complexo princípio ativo da arnica-do-campo revela concentrações de goiasensolido e centraterina, dois agentes fitoquímicos potencialmente irritantes, mas inibidores do mecanismo da inflamação. Além disso, especificamente nas raízes ocorre a presença de cubebina, uma lignana analgésica encontrada em algumas plantas do cerrado que têm de se proteger de altos níveis de insolação e de queimadas periódicas (AMERICANO, 2015).

Formas de uso

A arnica geralmente é aproveitada integralmente, mas suas estruturas de maior interesse são as folhas, a casca e a raiz. Por outro lado, como tem um potencial tóxico para o uso interno e/ou o uso externo continuado por mais de 90 dias, aconselha-se utilizar também o lenho do caule como elemento seco diluente e suavizante do princípio ativo. Dessa forma, a confecção de tinturas alcoólicas e oleosas, ou mesmo aquosas, torna-se perfeitamente segura (AMERICANO, 2015).

Cuidados

Por ser utilizada de modo amplo desde tempos imemoriais, essa é uma das plantas consideradas em franca extinção no cerrado brasileiro. Portanto, sua extração deve seguir os melhores critérios de poda, e a utilização da raiz deve ser rara ou, pelo menos, não incentivada, pois implica a terminação do indivíduo vegetal (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.


LOEUILLE, B. 2015 Lychnophora in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em:

<http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB25233>.


MELO, Luciana Queiroz; CIAMPI, Ana Yamagushi; VIEIRA, Roberto Fontes. Análise da variabilidade genética de arnica (Lychnophora ericoides Less. – Asteraceae) usando marcadores RAPDs. Acta Bot. Bras., São Paulo , v. 23, n. 1, p. 259-266, Mar. 2009.

Araticum-do-campo

Annona sylvatica

Nomes populares

Araticum-do-campo, alchexú, araticu, araticu-da-mata, araticum,

araticum-grande, bananinha, biriba, cortiça, cortiça-de-comer, embira-vermelha, pinha

Partes utilizadas

Entrecasca, folhas, fruto, sementes

Descrição

É um parente rústico da fruta-do-conte (Annona squamosa) e da graviola (Annona muricata) (AMERICANO, 2015). O araticum-do-campo ocorre no Nordeste (Bahia), no Centro-oeste (Mato Grosso), Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo) e no Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina).

Uso medicinal

É um fruto rico em cálcio, sais minerais, vitaminas do complexo B e vitaminas A e C, além de fósforo, potássio, acetogeninas e triptofano. A entrecasca do tronco, assim como a casca do fruto, possui uma espessa mucilagem composta por um complexo de açúcares pesados, o que torna a polpa algo indigesta para muitas pessoas. Entretanto, a mesma mucilagem tem a capacidade de proteger o intestino de agentes irritativos, formando um “filme” que cobre as mucosas internas das vísceras de condução. Isso torna o araticum uma planta muito útil em quadros de colite, em situações diarreicas, em que a flora e a fauna intestinais estão desbalanceadas, e em outras afecções crônicas do

trato gastroentérico (AMERICANO, 2015).

Por suas qualidades nutricionais, o araticum também é um bom imunogênico, um anti- hipertensivo leve, um antifúngico ginecológico poderoso, que atua inclusive na forma intestinal da candidíase, um tônico cardíaco suave e um ansiolítico com qualidades soníferas. Vale ainda comentar que o araticum fornece elementos ativos que só são úteis quando reunidos entre si, como o triptofano, a vitamina C e os hidratos de carbono. Essa associação, para além dos ganhos para o sono e a imunidade, funciona como um ansiolítico natural, ajudando as pessoas a emagrecer pelo alto índice de saciedade que a ingestão do fruto produz, e como auxiliar no controle da deposição de gorduras e da compulsividade (AMERICANO, 2015).

Finalmente, as sementes possuem um óleo amargo irritante para o intestino e o estômago, o que as torna boas coadjuvantes em fórmulas vermífugas, vomitivas, diarreicas e desintoxicantes de forma geral (AMERICANO, 2015).

Formas de uso

Entrecasca, na forma de pó, ou in natura em maceração aquosa; folhas, na forma de pó e chá; fruto seco ou in natura; e sementes, trituradas e torradas ou in natura (AMERICANO, 2015).

Referências:

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.


MAAS, P.; LOBÃO, A.; RAINER, H. 2015 Annonaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB110263>.

Algodão-do-campo

Cochlospermum insigne

Nome popular

Algodão-do-campo

Parte utilizada

Raiz

Uso medicinal

É um anti-inflamatório e antibiótico com tropismo muito mais potente pelo trato ginecológico. Como tende a ser hemostático e estomáquico, podemos inferir que o algodão-do-campo também melhora a relação entre o fígado e o complexo do baço-pâncreas. Além disso, ele inibe a espermatogênese, o que é útil em quadros de hiperplasia prostática benigna, pois se diminui a atividade hormonal dessa glândula (AMERICANO, 2015).

Juntando essas atividades, podemos inferir com segurança que o algodão-do-campo atua diretamente sobre um circuito vital muito valorizado na medicina dos povos orientais, identificado como “circuito das águas”. Esse circuito, na prática, une a função das vísceras de alta categoria em nosso sistema e, salvo as fórmulas magistrais orientais, todas de alta complexidade e difícil elaboração, não se conhece outra fonte de substâncias que tenha esse alcance. Assim, o algodão-do-campo pode ser descrito como um tônico de largo espectro, mas que tem tropismo pelas funções e estruturas da matriz reprodutiva (AMERICANO, 2015).

Formas de uso

Neste caso em particular, o princípio ativo está muito bem protegido dentro de capas celulósicas de alta resistência mecânica e baixa reatividade química, o que leva à necessidade de manipular a massa vegetal. Tradicionalmente, o princípio ativo é extraído por um esquema de fervura lenta da raiz, após esta ter suas fibras desfiadas. Esse é um processo que pode levar de quatro horas a um dia inteiro, e por isso sempre se prepara em quantidades maiores. Obtém-se com esse método um estrato aquoso concentrado bastante amargo, ao qual não se devem agregar conservantes. A estocagem deverá ser cuidadosa, geralmente em frascos escuros muito bem tampados e mantidos ao abrigo da luz (AMERICANO, 2015).

Mas existe outro método, que produz um substrato de melhor qualidade e mais estável: a extração do polvilho da raiz. Coloca-se a raiz desfiada imersa em água por três dias, trocando-se essa água todos os dias. No quarto dia, leva-se a massa vegetal ao sol, permitindo-se a secagem completa. Tritura-se o melhor possível e coloca-se o pó assim obtido novamente em água fria. O polvilho flutua, enquanto a parte mais densa tende a afundar. Retira-se esse pó sobrenadante com uma larga espátula de madeira e novamente se seca ao sol. Esse é o polvilho pronto para consumo (AMERICANO, 2015).

Referências Bibliográficas

AMERICANO, Túlio. Fitoterapia Brasileira: uma abordagem energética. Brasília: Cidade Gráfica Editora, 2015. 420 p.