Óleo de Copaiba

Óleo de Copaiba

Nome científico da planta

Copaifera langsdorffii Desf.

Nomes populares da planta

Copaíba, copaibeira, pau-de-óleo, copaúva, copai, copaibarana, copaibo, copal, marimari e bálsamo dos jesuítas (PIERI et al., 2009).

Características do óleo

Possui coloração vermelha, cheiro forte e sabor amargo (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002; HECK et al, 2012). É um óleo-resina extraído do tronco da árvore de Copaíba, no qual é o produto da desintoxicação do organismo vegetal, e funciona como defesa da planta contra animais e fungos (HECK et al, 2012).

Usos

As indústrias de produtos naturais comercializam o óleo para as indústrias farmacêuticas, no qual vendem para as farmácias em forma de cápsulas ou envasados em frascos (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002). É usado na indústria de perfumes como matéria-prima por ser um bom fixador, e na indústria de cosméticos em sabonetes, cremes, espumas de banho, xampus, cremes condicionadores e loções hidratantes (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Benefícios

Possui propriedades emolientes, antinflamatórias, antibacterianas, antimicrobiana, cicatrizante e antivirais. Na medicina popular o óleo de copaíba possui algumas propriedades farmacológicas relatadas. Nas vias urinárias é relatado seu uso como antiblenorrágico, antiflamatório, antigonorreíco e antisséptico, e já nas vias respiratórias é relatado seu uso como antiasmático, espectorante e em inflamações de garganta (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Contraindicações

Possui efeitos adversos por ingestão de altas doses do óleo causando diarreia, irritação gastrointestinal, vômitos, náuseas, e depressão do sistema nervoso central (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Uso em comunidades tradicionais

Há relatos do uso do óleo de copaíba pelos indígenas latino-americanos desde a chegada dos primeiros exploradores europeus. No qual observaram que os índios usavam principalmente como cicatrizantes e anti-inflamatórios, e devido a essa descoberta do uso do óleo de copaíba pelos indígenas, os primeiros médicos que vieram trabalhar no Brasil puderam contornar a falta de remédios que estava tendo na Europa (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Referências bibliográficas

HECK, Michele Cristina; VIANA, Lilian Ávila; PIMENTA VICENTINI, Veronica Elisa. IMPORTÂNCIA DO ÓLEO DE Copaifera sp. (COPAÍBA). SaBios-Revista de Saúde e Biologia, [S.l.], v. 7, n. 1, abr. 2012. ISSN 1980-0002. Disponível em: <http://revista2.grupointegrado.br/revista/index.php/sabios2/article/view/992>.


PIERI, F.A.; MUSSI, M.C.; MOREIRA, M.A.S.. Óleo de copaíba (Copaifera sp.): histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Rev. bras. plantas med., Botucatu , v. 11, n. 4, p. 465-472, 2009. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722009000400016>.


VEIGA JUNIOR, Valdir F.; PINTO, Angelo C.. O gênero copaifera L. Quím. Nova, São Paulo , v. 25, n. 2, p. 273-286, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-
40422002000200016&lng=en&nrm=iso>

Óleo de Buriti

Óleo de Buriti

Nome científico da planta

Mauritia flexuosa L.

Nomes populares da planta

Buriti, coqueiro-buriti, buriti-do-brejo, miriti, muriti, muritim, palmeira-dos-brejos, carandá-guaçu e carnadaí-guaçu.

Características do óleo

Características organolépticas de sabor, aroma agradável parecido com o da fruta, e cor avermelhada (FERREIRA, 2005).

Usos

Na indústria de alimentos pode ser utilizado como corante natural de queijos, margarinas e em algumas massas comestíveis, também pode ser usado no preparo de molhos para saladas e na produção de emulsões, como maioneses, requeijões e cremes vegetais (PESSÔA, 2017; FERREIRA, 2005). Além de ser usado em alimentos pode também ser usado em cosméticos, e em polímeros (AQUINO et al., 2012).

Benefícios

Reduz o colesterol total, o LDL colesterol e os triglicerídeos e aumenta o HDL colesterol (BINKOSKI et al., 2005; AQUINO et al., 2012). Além disso, o óleo vegetal de buriti possui ação antioxidante e possui pró-vitamina A, vitamina E e A, esse último sendo um micronutriente importante para as funções visuais, e funcionamento do sistema imunológico (AQUINO et al., 2012).

Uso em comunidades tradicionais

Esse óleo é usado tradicionalmente pelos povos do Cerrado para curar picadas de cobras, para atenuar problemas respiratórios, na atenuação de dores de picadas de insetos, e para ajudar na cicatrização de feridas e queimaduras (SAMPAIO et al, 2011).


Vale citar a Cooperativa Regional de Produtores Agrossilviextrativistas Sertão Veredas – CoopSertão (MG) que é uma cooperativa que comercializa vários produtos do Cerrado, inclusive o óleo de buriti, produzidos por comunidades tradicionais, afim de gerar acréscimo de renda para essas famílias e valorizar o Cerrado e seus produtos (SAMPAIO et al, 2011).

Referências bibliográficas

AQUINO, Jailane de Souza et al . Refining of buriti oil (Mauritia flexuosa) originated from the Brazilian Cerrado: physicochemical, thermal-oxidative and nutritional implications. J. Braz. Chem. Soc., São Paulo , v. 23, n. 2, p. 212-219, Feb. 2012 . Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-50532012000200004&script=sci_arttext>


BINKOSKI, Amy E. et al. Balance of unsaturated fatty acids is important to a cholesterol-lowering diet: comparison of mid-oleic sunflower oil and olive oil on cardiovascular disease risk factors. Journal of the American Dietetic Association, v. 105, n. 7, p. 1080-1086, 2005. Disponível em: <https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0002822305004839>.


FERREIRA, M. G. R. Buriti (Mauritia flexuosa L.). Porto Velho, RO: 2005. 2 p.. Disponível em: <http://www.cpafro.embrapa.br/media/arquivos/publicacoes/folder_buriti.pdf>.


PESSÔA, Pedro Alberto Pavão. Avaliação das propriedades do óleo de buriti (Mauritia flexuosa L.) e sua aplicação em creme vegetal. São José do Rio Preto, 2017. Disponível em: <https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/150837/pessoa_pap_dr_sjrp_int.pdf?sequence=4&isAllowed=y>


SAMPAIO, Maurício Bonesso et al. Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável do buriti. 2011. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.abong.org.br/bitstream/handle/11465/292/ISPN_boas_praticas_manejo_do_Buriti.pdf?sequence=1>.

Óleo de Baru

Óleo de Baru

Nome científico da planta

Dipteryx alata Vog.

Nomes populares da planta

Baru, barujó, cumaru, cumbaru, castanha-de-ferro, cocofeijão, cumarurana, cumbary, emburena-brava, feijão-coco, pau-cumaru e
meriparajé.

Características do óleo

Óleo muito fino, extraído da amêndoa do baru, e de cor amarela (DE OLIVEIRA et al, 2011).

Usos

Na medicina popular é usado como antirreumático (SANO et al, 2004; FERREIRA, 1980), e na indústria farmacêutica e química é usado como matériaprima (NEPOMUCENO, 2006). Além desses usos pode ser usado para a síntese de polímeros (DRUMMOND, 2008) e pode ser usado como óleo comestível (MARANHÃO, 2019).

Benefícios

Possui propriedades tônicas, sudoríferas, reguladoras da menstruação, é antirreumático (SANO et al, 2004; FERREIRA, 1980), e possui vitamina E, o qual funciona como um antioxidante (TOGASHI, 1993).

Referências bibliográficas

AVIDOS, Maria Fernanda Diniz; FERREIRA, Lucas Tadeu. Frutos dos Cerrados. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento, v. 3, n. 15, p. 36-41, 2000. Disponível em: <http://www.almanaquedocampo.com.br/imagens/files/frutos%20do%20Cerrado.pdf>.


DE OLIVEIRA, Lizandra Carla Pereira et al. Estudo da extração e avaliação do rendimento de óleo de baru. Outubro, v. 1, n. 1, 2011.Disponível em: <https://hestia.org.br/wpcontent/uploads/2012/07/CITINOAno1V01N1Port03.pdf>.


DRUMMOND, Adriana Linhares. Compósitos poliméricos obtidos a partir do óleo de Baru: síntese e caracterização. 2008. Disponível em: <https://repositorio.unb.br/handle/10482/935>.


FERREIRA, M.B. Plantas portadoras de substâncias medicamentosas, de uso popular, nos cerrados de Minas Gerais. Informe Agropecuário. Belo Horizonte, v.6, n.61, p.19-23, 1980.


SANO, Sueli M.; RIBEIRO, José F.; DE BRITO, M. A. Baru: biologia e uso. Embrapa Cerrados-Documentos (INFOTECA-E), 2004. Disponível em: <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/566595>.


TOGASHI, Marie et al. Composição e caracterização química e nutricional do fruto do baru (Dipteryx alata, Vog.). Universidade Estadual de Campinas, 1993. Disponível em: <http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/255665>

Óleo de Babaçu

Óleo de Babaçu

Nome científico da planta

Attalea speciosa Mart. ex. Spreng.

Nomes populares da planta

Babaçu, coco-palmeira, coco-de-macaco, coco-pindoba, baguaçu, uauaçu, catolé, andaiá, andajá, indaiá, pindoba e pindobassu.

Características do óleo

É um óleo extraído das amêndoas do coco babaçu, possui alto teor de ácido láurico, odor e sabor suave característico (MIQCB, 2020).

Usos

É utilizado pela indústria alimentícia para a fabricação de óleo comestível, gordura vegetal, margarinas (COSTA MACHADO et al., 2006) e gorduras especiais para confeitaria; é usado também pela indústria química e farmacêutica para a produção de cosméticos e produtos de limpeza, como sabonetes, xampus, sabões, glicerina, ácidos graxos, velas, pomadas, cremes faciais, corporais e emulsões de limpeza (COSTA MACHADO et al., 2006; GUMIERO, 2011)

Benefícios

Possui propriedade anti-inflamatória, cicatrizante, antisséptica, antiviral, antifúngica, bactericida e vários estudos comprovaram as atividades antitumorais (GUMIERO, 2011).

Uso em comunidades tradicionais

Nas comunidades tradicionais o babaçu é totalmente aproveitado, uma das partes aproveitadas é a amêndoa, no qual é usada para a produção de óleo para o consumo doméstico e para o comércio que contribui para a renda familiar. Essa produção é feita quase que exclusivamente por mulheres, denominadas de quebradeiras de coco babaçu, que passam essa prática de gerações em gerações (ALBIERO, 2007).


Souza et al. (2011) avaliou as principais formas de uso terapêutico de produtos e subprodutos de babaçu na comunidade quebradoras de coco babaçu no Maranhão e verificou que o óleo de babaçu é utilizado pela comunidade por via oral para cicatrização de feridas cutâneas, no tratamento de gastrite e em forma de banhos de assento para o tratamento de vulvovaginites. Segundo Silva e Parente (2001) o uso do óleo de babaçu para tratamentos inflamatórios no trato genital feminino é explicado devido a sua ação anti-inflamatória. Estes dados contribuem para a validação do conhecimento popular sobre a utilidade do babaçu para o tratamento de doenças inflamatórias (GUMIERO, 2011).


De acordo com González-pérez et al. (2012) para os Kayapó o principal uso do óleo de babaçu é para a estética e devido ao seu cheiro agradável. Também é usado em rituais, o qual é misturado com sementes de urucum para obter uma pasta vermelha que posteriormente é passada na pele para a prática de diversos rituais diferentes como em casamentos, funerais, festa do milho, entre outros.


Os Kayapó diferentemente de outras comunidades tradicionais não usam o óleo de babaçu na alimentação, pois para eles o sabor é muito forte podendo causar dor de barriga. Esse óleo também é usado por eles para o comércio a base de trocas de recursos entre parentes de outras aldeias (GONZALEZ-PEREZ et al., 2012).

Referências bibliográficas

ALBIERO, Daniel; MACIEL, Antonio José da Silva.; LOPES, Antonio Cândido; MELLO,  Claudia Assad; GAMERO, Carlos Antonio. Proposta de uma máquina para colheita mecanizada de babaçu (Orbignya phalerata Mart.) para a agricultura familiar. Acta amazônica. vol. 37, p.337 – 346, jul./set. 2007. Disponível em:< https://www.scielo.br/pdf/aa/v37n3/v37n3a04>.


CAVALLARI, Marcelo Mattos; TOLEDO, Marcos Miranda. What is the name of the babassu? A note on the confusing use of scientific names for this important palm tree. Rodriguésia, Rio de Janeiro, v. 67, n. 2, p. 533-538, Jun. 2016. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2175-
78602016000200533&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 24 Out. 2020.


Cooperativa Interestadual das Mulheres Quebradeiras de Coco Babaçu
(CIMQCB). MIQCB, 2020. Disponível em:  https://www.miqcb.org/>. Acesso em: 23 out. 2020.


COSTA MACHADO, Getúlio; PAES CHAVES, José Benício; ANTONIASSI, Alecrim. COMPOSIÇAO EM ÁCIDOS GRAXOS E CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE ÓLEOS HIDROGENADOS DE COCO BABAÇU. Revista Ceres, vol. 53, nº 308, 2006, pp.463-470. Universidade Federal de Viçosa, Brasil. Disponível em: <https://www.redalyc.org/articulo.oa?d=305226674005>.


GONZALEZ-PEREZ, Sol Elizabeth et al . Conhecimento e usos do babaçu (Attalea speciosa Mart. e Attalea eichleri (Drude) A. J. Hend.) entre os Mebêngôkre-Kayapó da Terra Indígena Las Casas, estado do Pará, Brasil. Acta Bot. Bras., Feira de Santana , v. 26, n. 2, p. 295-308, Junho 2012 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?cript=sci_arttext&pid=S0102-33062012000200007&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 24 Out. 2020.


GUMIERO, Viviane Cristina. Desenvolvimento e avaliação de nanoemulsões à base de óleo de babaçu (Orbignya oleifera) e extratos vegetais (Areca catechu, Glycyrrhiza glabra e Portulaca oleracea) para uso pós-sol. 2011. Tese (Doutorado em Medicamentos e Cosméticos) – Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, 2011. doi:10.11606/T.60.2011.tde-30112011-084007. Disponível em:<https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60137/tde-30112011-084007/en.php>.

Folia de Reis – Santa Maria da Vitória – BA

Folia de Reis - Santa Maria da Vitória - BA

A nossa #RiquezadoCerrado de hoje é uma tradicional festividade religiosa popular. #Folia de Reis, Companhia de Reis, #Reisado ou Festa de Santos Reis, com suas especificidades a depender das regiões do Brasil, elas se caracterizam pela celebração dos três #ReisMagos ao nascimento de Jesus Cristo.

🎶🥁🎙🪕 Os instrumentos musicais e as cantorias são elementos fortes nesses festejos, como o acordeon, violão, viola, cavaquinho, reco-reco, caixa, pandeiro e outros. 🚩🏳 Com bandeiras e estandartes, o grupo de #foliões caminha por longas distâncias, principalmente no campo, e visita casas, de porta em porta.

🎊🙋🏽‍♀️🥁🧓🏼Os #festeiros e as #festeiras recebem em suas residências a folia com orações, cantos e muitos convidados e convidadas, e uma grande fartura de comida e doces para celebrar e agradecer por esse momento muito aguardado.

📌🎄🎆 No Brasil, essas festas ocorrem, principalmente, entre o #Natal e o dia 6 de janeiro, quando são lembrados os três #ReisMagos. Em 2017, @thojbauer registrou essa imagem da folia de Zé de Lausinha, no município baiano de Santa Maria da Vitória. 👀 E você, conhece essa festividade❓

#emdefesadocerrado #cultura #popular #culturapopular #cerrado #folia #reisado #brasil #eudefendocerrado

 

Tô no Mapa

Aplicativo "Tô no Mapa"

O Tô no Mapa é um aplicativo desenvolvido para que povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares brasileiros realizem o automapeamento de seus territórios.

Uma ferramenta acessível e gratuita, construída a partir do diálogo entre diversas comunidades e organizações sociais.

Com mais esse instrumento político, você fortalece a sua luta por direitos territoriais ainda não reconhecidos. É a oportunidade de mostrar que você também está no mapa!

Esta é uma iniciativa do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) junto ao Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), com apoio da Rede Cerrado.

O Tô no Mapa visa gerar uma base de dados georreferenciados e atuais sobre os territórios tradicionais, visando suprir a lacuna existente nos dados oficiais. O objetivo central é utilizar essas informações para apoiar a elaboração de políticas públicas e outras iniciativas promovidas por movimentos, redes e organizações sociais.

Ao mapear o seu território e integrar esta rede, você potencializa a luta pela garantia de direitos, desenvolvimento social, proteção ambiental, reconhecimento do território e respeito ao modo de vida do seu povo ou de sua comunidade.

A inclusão no Tô no Mapa não garante a legalização, titulação ou demarcação da terra pelo órgão competente, mas é fundamental para que grupos tradicionais, especialmente os mais ameaçados, passem a ser vistos como centro de atividades governamentais e de ações de proteção.

 

Mais informações: https://tonomapa.org.br/#sualuta

 

Dúvidas: contato@tonomapa.org.br

 

Veja o vídeo para entender essa iniciativa:

https://www.youtube.com/watch?v=ZuN15vQy5vA&feature=emb_logo

Sabonete de Coco Macaúda da Dona Raimunda

Projeto Rural Sustentável - Cerrado

SABONETE DE COCO DE DONA RAIMUNDA

 

Temos um #convite para você❗ Que tal conhecer o novo site da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, visitar a nossa #biblioteca e ainda aprender a fazer um sabonete caseiro de coco macaúba?

 

🌴📌 Dona Raimunda Francisca Gonçalves Lopes é agricultora, mora na comunidade de Sapé, no município de Jaboticatubas (MG), e participa, junto com o marido Dazinho, da feira agroecológica #RaízesdoCampo.

 

🍂🧼 O sabonete produzido por Dona Raimunda é feito a partir do azeite de #CocoMacaúba, também conhecido por #SabãoPreto, e é o principal produto que a trabalhadora leva para a feira. Receita que aprendeu a fazer com a sogra, Dona Maria Bejamina, em 1992. De lá para cá, inovou e acrescentou plantas medicinais que cuidam da pele e do cabelo.

 

📲 Acesse o link e confira a publicação e o nosso novo portal >> http://bit.ly/35i7irj

Cerrado dos Povos: Histórias e Lutas pela Terra no Brasil

Cerrado dos Povos: Histórias e Lutas pela Terra no Brasil

“A gente já sabe, mas não custa lembrar: não foram os portugueses que descobriram o Brasil”. É com essa lembrança que começa a animação “Histórias e Lutas pela Terra no Brasil”, a primeira da websérie “Cerrado dos Povos”, produzida pela Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e pela ActionAid Brasil. O material audiovisual foi lançado no dia 17 de dezembro de 2020 em formato digital e pode ser acessado gratuitamente.

Em 2020 os povos indígenas e as comunidades tradicionais do Cerrado enfrentaram muitos desafios. Agravados pela pandemia, os conflitos agrários, os incêndios criminosos e o crescimento do desmatamento fizeram parte da vida das pessoas que vivem na região. Apesar do cenário de destruição, os povos cerradeiros resistem.

De acordo com Emmanuel Ponte, assessor de campanhas da ActionAid Brasil, o lançamento do vídeo, neste contexto, nos ajuda a compreender que as lutas de ontem desaguam nas resistências de hoje. “Precisamos conhecer nossa história para compreender que os conflitos de hoje não surgiram este ano. As raízes são profundas e precisamos refinar nossa compreensão para melhor organizar nossos projetos de valorização e defesa dos povos e da biodiversidade do Cerrado”, destaca.

A produção do vídeo foi uma construção coletiva e balizada por uma pesquisa e levantamento de informações que contou com o apoio de diversas organizações e comunidades que compõem a Campanha em Defesa do Cerrado. “Para além do objetivo de comunicar, o material visa se tornar um instrumento formativo e que já está disponível para ser utilizado pelas comunidades tradicionais e pelas entidades, movimentos e organizações do campo socioambiental”, explica o assessor da ActionAid.

O material formativo é uma iniciativa do Projeto “Articulação em rede e participação social para a conservação do Cerrado”, realizado pela ActionAid e Campanha em Defesa do Cerrado com o apoio do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF). A primeira exibição do vídeo aconteceu na última oficina virtual da Campanha, realizada em 27 de novembro, contando com participantes de territórios e comunidades tradicionais dos estados do Tocantins, Maranhão e Piauí.

Se você tem interesse em baixar o vídeo para utilizar com fins educacionais, entre em contato com a Campanha em Defesa do Cerrado através do e-mail contato@campanhacerrado.org.br.

 

Serviço:

Lançamento do vídeo formativo “Histórias e lutas pela Terra no Brasil”

Realização: Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e ActionAid Brasil

Pesquisa e Conteúdo: Associação dos Advogados de Trabalhadores Rurais (AATR)

Parceria: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

Produção audiovisual: Estúdio Animadissimos

Texto: Bruno Santiago/Campanha em Defesa do Cerrado

 

Cerrado: pau que nasce torto

Cerrado: pau que nasce torto (2020, 23 min)

Quando caminhamos pelo Cerrado é possível notar a diversidade de espécies de plantas, e as vezes de animais, que compõe a nossa savana, que aliás, é a mais biodiversa e ameaçada do mundo inteiro!

Além das árvores, quem nunca admirou espécies como o chuveirinho (palipalan) e o capim dourado, presentes nas áreas campestres do Cerrado?!

Convidamos a todos e todas para conhecer um pouco mais sobre os mistérios do bioma Cerrado, tão magnífico e antigo, onde nasce pau torto, onde os capins secam e ficam dourados, onde existem matas secas e também sempre-verdes. “O Cerrado não revela seus mistérios à gente que não é cativa desse destinozinho de chão”.

 

Direção: Ana Carla dos Santos e Nádia Malena Moda.
Roteiro: Ana Carla dos Santos; Nádia Malena Moda; Isabel Belloni Schmidt; Rafael Oliveira.
Música: Aparício Ribeiro

Projeto Rural Sustentável – Cerrado

Projeto Rural Sustentável - Cerrado

O Projeto Agricultura de Baixo Carbono e Desmatamento Evitado para Reduzir a Pobreza no Brasil Fase II – Desenvolvimento Rural Sustentável no Cerrado – ATN/LC-1708-BR, ou Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado), tem como principais objetivos mitigar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) no bioma Cerrado, por meio da promoção da adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono. Visa ainda a implantação de atividades que melhorem o acesso dos(as) produtores(as) à assistência técnica e à capacitação, bem como apoio à organizações de produtores(as) para fortalecer a organização produtiva e a comercialização da produção rural.

Além disso, contribui na melhora das capacidades dos(as) provedores(as) locais de assistência técnica (tanto instituições quanto profissionais individuais) para trabalharem com tecnologias de baixa emissão de carbono e com práticas integradas e sustentáveis de produção.

O projeto atua nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, em municípios que possuem um percentual significativo de pastagens degradadas, elevadas taxas de desmatamento e aptidão para introdução de sistemas integrados de produção.