Óleo de Copaiba

Nome científico da planta

Copaifera langsdorffii Desf.

Nomes populares da planta

Copaíba, copaibeira, pau-de-óleo, copaúva, copai, copaibarana, copaibo, copal, marimari e bálsamo dos jesuítas (PIERI et al., 2009).

Características do óleo

Possui coloração vermelha, cheiro forte e sabor amargo (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002; HECK et al, 2012). É um óleo-resina extraído do tronco da árvore de Copaíba, no qual é o produto da desintoxicação do organismo vegetal, e funciona como defesa da planta contra animais e fungos (HECK et al, 2012).

Usos

As indústrias de produtos naturais comercializam o óleo para as indústrias farmacêuticas, no qual vendem para as farmácias em forma de cápsulas ou envasados em frascos (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002). É usado na indústria de perfumes como matéria-prima por ser um bom fixador, e na indústria de cosméticos em sabonetes, cremes, espumas de banho, xampus, cremes condicionadores e loções hidratantes (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Benefícios

Possui propriedades emolientes, antinflamatórias, antibacterianas, antimicrobiana, cicatrizante e antivirais. Na medicina popular o óleo de copaíba possui algumas propriedades farmacológicas relatadas. Nas vias urinárias é relatado seu uso como antiblenorrágico, antiflamatório, antigonorreíco e antisséptico, e já nas vias respiratórias é relatado seu uso como antiasmático, espectorante e em inflamações de garganta (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Contraindicações

Possui efeitos adversos por ingestão de altas doses do óleo causando diarreia, irritação gastrointestinal, vômitos, náuseas, e depressão do sistema nervoso central (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Uso em comunidades tradicionais

Há relatos do uso do óleo de copaíba pelos indígenas latino-americanos desde a chegada dos primeiros exploradores europeus. No qual observaram que os índios usavam principalmente como cicatrizantes e anti-inflamatórios, e devido a essa descoberta do uso do óleo de copaíba pelos indígenas, os primeiros médicos que vieram trabalhar no Brasil puderam contornar a falta de remédios que estava tendo na Europa (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2002).

Referências bibliográficas

HECK, Michele Cristina; VIANA, Lilian Ávila; PIMENTA VICENTINI, Veronica Elisa. IMPORTÂNCIA DO ÓLEO DE Copaifera sp. (COPAÍBA). SaBios-Revista de Saúde e Biologia, [S.l.], v. 7, n. 1, abr. 2012. ISSN 1980-0002. Disponível em: <http://revista2.grupointegrado.br/revista/index.php/sabios2/article/view/992>.


PIERI, F.A.; MUSSI, M.C.; MOREIRA, M.A.S.. Óleo de copaíba (Copaifera sp.): histórico, extração, aplicações industriais e propriedades medicinais. Rev. bras. plantas med., Botucatu , v. 11, n. 4, p. 465-472, 2009. Disponível em: <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-05722009000400016>.


VEIGA JUNIOR, Valdir F.; PINTO, Angelo C.. O gênero copaifera L. Quím. Nova, São Paulo , v. 25, n. 2, p. 273-286, 2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-
40422002000200016&lng=en&nrm=iso>

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