Cachorro-do-mato

Cachorro-do-mato

Nomes comuns: Cachorro-do-mato, mata-virgem, raposa, lobinho, graxaim, graxaim-do-mato, lobete, rabofofo, guancito, fusquinho.

 

Nome em inglês: Crab-eating fox, crab-eating zorro, common zorro, savannah zorro.

 

Ameaças e conservação: Retaliação/prevenção à predação de animais domésticos (frequentemente é vítima de envenenamento e tiros), confrontos com cachorros domésticos, doenças adquiridas de animais domésticos (sarna sarcóptica, cinomose, raiva, parvovirus, Leishmania spp. e Leptospira interrogans), atropelamentos. Na caatinga, sua gordura é considerada, pelo conhecimento tradicional, útil no tratamento de prolapso uterino de animais de criação, o que representa mais uma razão de mortalidade da espécie. Não há ações de conservação específicas. Ações necessárias incluem: 1) Medidas de prevenção de atropelamentos ao longo de toda a malha viária asfaltada nacional (lombadas, valetas, passagens de fauna, lombadas eletrônicas, radares, placas sinalizadoras e aumento da fiscalização); 2) Estudos e campanhas preventivas contra o efeito de doenças adquiridas de animais domésticos; 3) Ações de fiscalização, prevenção e educação que reduzam sua mortalidade em função de conflitos com animais domésticos e retaliação à predação de criações domésticas. A espécie não foi incluída na lista oficial de espécies ameaçadas do MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014).

 

Comprimento total: 97 cm (média).

 

Peso: 6,5 Kg (média).

 

Dieta: São onívoros e oportunistas. Alimentam-se de frutos, insetos, crustáceos, pequenos mamíferos, aves, répteis, anfíbios e ovos de diversas espécies; podem atuar como dispersores de sementes, tanto de frutas nativas como cultivadas e alimentar-se de carcaças de animais domésticos, como bovinos e espécie silvestres, como o tamanduá-bandeira e o gato-mourisco.

 

Número de filhotes: 3 a 6.

 

Gestação: 52 a 59 dias.

 

Longevidade: 12,7 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: São monogâmicos, vivendo em casais ou grupos familiares estendidos.

 

Padrão de atividade: Predominantemente crepuscular e noturno.

 

Distribuição geográfica: Norte da Colômbia, Venezuela, na maior parte do Brasil com exceção de parte da Amazônia, em todo o Paraguai, no norte da Argentina, em todo o Uruguai, e na Bolívia nas encostas a leste dos Andes com poucos registros no Suriname e na Guiana. Recentemente a espécie foi registrada pela primeira vez no Panamá.

 

Habitat: É generalista e flexível. Prefere bordas e ambientes mais abertos a matas densas. Utiliza florestas ombrófilas, decíduas e semidecíduas, florestas de galeria, várzeas, encraves de áreas abertas na Amazônia, florestas de altitude até 3.000 m e restinga, ocorrendo nos biomas Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampas, Pantanal e na Floresta Amazônica Oriental. Tolera perturbações antrópicas, como canaviais, plantações de eucaliptos, cultivos de frutas, pastagens, hábitats em regeneração e paisagens suburbanas.

 

Descrição física: Canídeo brasileiro mais conhecido, de coloração marrom acinzentado com tons amarelados, metade das pernas pretas. Cauda média, com pelos longos e coloração preta. As orelhas são curtas e avermelhadas.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 01.setembro.2021

CAMINHADA – 18/9/2021 – ROTA DO CAVALO – SOBRADINHO/DF (ARCO UNIÃO)

CAMINHADA - 18/9/2021 - ROTA DO CAVALO - SOBRADINHO/DF (ARCO UNIÃO)

Programamos caminhadas, giros de bike, corridas, cavalgadas e muito mais pelas trilhas do Planalto Central, para mostrar e celebrar os encantos do Cerrado e de nossos arredores.

 

Você pode participar de quantas atividades quiser. Veja a programação na página do CPC: www.caminhosdoplanaltocentral.gov.br

 

A Semana do Cerrado no DF é uma iniciativa da Secretaria do Meio Ambiente do DF, da Área de Proteção Ambiental do Planalto Central e do Projeto Caminhos do Planalto Central (CPC), com o apoio de grupos de trilheiros; profissionais e estabelecimentos de serviços de turismo; organizações não governamentais e outros movimentos. Confira abaixo nossos parceiros:

 

Agência de ecoturismo Andarilhos/DF

Batom Bikers Brasília

Bora Correr Meninas

Bora Ser Feliz

Caminhantes Livres

Canicross Bsb

Canomama

Carcará Eventos Esportivos

Centro de Treinamento Santa Paulina

Clube de Orientação Tiradentes (COTi)

Coletivo Boca da Mata/IFB

ContemplaTrilhas

Fazenda Roncador

Grupo de Caminhadas Brasília

Grupo Parque Distrital Recanto das Emas

Grupo Qual o Destino?

Insanos Running BSB

Instituto Oca do Sol

Jornal Mangueiral

Rebas do Cerrado

Rede de Voluntários do CPC

Trilha das Meninas

Trilhando Caminhos

Trilheiras de Brasília

Vila das Cabras

CAMINHADA – ROTA DO CAVALO – SOBRADINHO/DF (ARCO UNIÃO)

Tipo: caminhada
Local: Rota do Cavalo (Sobradinho/DF) – Arco União
Data e horário: 18/9/2021, às 8h
Descrição: percurso de 12km por trecho preservado de cerrado, na região bucólica da Rota do Cavalo. O Trecho Rota do Cavalo faz parte do Arco União.
Número máximo de participantes: 10
Responsável pela atividade: João Carlos Machado, Grupo de Caminhadas Brasília – GCB

Cachorro-do-mato-de-orelha-curta

Cachorro-do-mato-de-orelha-curta

Nomes comuns: Cachorro-do-mato-de-orelha-curta, cachorro-do-mato.

 

Nome em inglês: Short-eared dog.

 

Ameaças e conservação: Perda de habitat; retaliação por poder predar aves domésticas; também ocorre caça não motivada por retaliação; atropelamento; parvovirose e cinomose, presentes em cães domésticos, representam risco de contaminação. Não existem medidas específicas de proteção para esta espécie havendo necessidade de desenvolver estudos de densidade populacional e área de vida da espécie no Brasil. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 1,15 m (média).

 

Peso: 9 e 10 Kg.

 

Dieta: Carnívoro generalista. Frutos, insetos, mamíferos pequenos e médios, aves, répteis, anfíbios, caranguejos, peixes e carniça.

 

Número de filhotes: 2 a 3.

 

Gestação: Desconhecido.

 

Longevidade: 11,9 anos (cativeiro)

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Diurno e noturno.

 

Distribuição geográfica: Ainda não é perfeitamente conhecida. Registrado em locais dispersos na Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil até o norte do Mato Grosso.

 

Habitat: Ocorre em florestas não perturbadas de terras baixas na Amazônia, incluindo florestas de terra firme, florestas alagadas, florestas com predominância de bambus e florestas pioneiras ao longo dos rios, parecendo preferir habitats ripários. Existem poucos registros em habitats marginais à Floresta Amazônica de terras baixas, não sendo possível definir se a espécie é capaz de ocupar estes ambientes. Na região de Alta Floresta, no arco do desmatamento do Mato Grosso, foram obtidos sete registros independentes da espécie, mas somente em áreas de floresta contínua.

 

Descrição física: É um canídeo de médio porte, com focinho longo e afilado, orelhas relativamente curtas e arredondadas, cabeça grande, pernas longas e a cauda longa e grossa. Pelagem grossa que pode ser preta, castanha e cinza arruivada, apresentando variações individuais. Há membranas interdigitais e avistamentos em rios sugerem uma intensa associação com corpos d’água.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

Cachorro-vinagre

Cachorro-vinagre

Nomes comuns: Cachorro-vinagre, cachorro-do-mato-vinagre.

 

Nome em inglês: Bush dog.

 

Ameaças e conservação: Perda e degradação de habitat causados por desmatamento, exploração madeireira, adensamento humano, perda de base de presas (causada pelos mesmos fatores e pela caça direcionada às presas da espécie), atropelamentos e doenças (raiva, parvovirose, sarna sarcóptica) que podem ser adquiridas de animais domésticos. Não existem medidas de conservação específicas para a espécie, porém, recomenda-se: 1) Garantir a conectividade entre as áreas protegidas; 2) Assegurar a existência de Unidades de Conservação com tamanho suficientemente grande para garantir a sobrevivência de populações; 3) Verificar sua distribuição no Brasil e em países vizinhos; 4) Determinar se as ocorrências em áreas extremamente fragmentadas correspondem a populações estáveis ou a grupos isolados; 5) Criar e garantir a manutenção de corredores em áreas fragmentadas onde ocorra a espécie; 6) Divulgar a existência da espécie para a população em geral; 7) Controlar a caça predatória e conscientizar a população, principalmente a rural, do perigo que cães domésticos, especialmente aqueles treinados para caça, representam à espécie; 8) Promover campanhas de vacinação, controle populacional e posse responsável de cães domésticos em áreas onde a espécie ocorre especialmente nas proximidades de Unidades de Conservação. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 80 cm (média).

 

Peso: 4 a 7 Kg.

 

Dieta: Exclusivamente carnívora, tendo como principal presa o tatu-galinha e outros como paca, cutias, roedores menores, aves terrestres e também animais de grande porte como veados e catetos.

 

Número de filhotes: 1 a 6.

 

Gestação: 65 a 80 dias.

 

Longevidade: 14,1 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Vivem em grupos de 2 a 12 indivíduos.

 

Padrão de atividade: Diurno.

 

Distribuição geográfica: Ocorre do Panamá ao sul do Brasil (norte do Paraná), Paraguai e norte da Argentina, oeste da Bolívia, Peru e Equador. No norte do Brasil, nos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Ceará e Tocantins, a espécie é amplamente distribuída, porém suas ocorrências são fragmentadas.

 

Habitat: Predominantemente florestal e de hábitat intacto, possuindo as adaptações para este tipo de ambiente, porém, dados recentes mostram que os animais também podem utilizar ambientes perturbados e podem utilizar áreas preservadas abertas na mesma proporção que as florestais e áreas de interflúvios, distantes de cursos de água.

 

Descrição física: Corpo compacto, pernas curtas e robustas, orelhas arredondadas, cauda curta e amplo repertório vocal. Coloração castanho avermelhada, com o dorso mais claro que o ventre. A cabeça apresenta coloração mais clara, que pode se estender até a metade do dorso. Não apresentam marcações faciais. Possuem membranas interdigitais, sendo mais plantígrados que os demais canídeos. Podem deixar marcas de um quinto dígito.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

Lobo-guará

Lobo-guará

Nomes comuns: Lobo-guará, lobo-de-crina, lobo-de-juba, lobo-vermelho, lobo.

 

Nome em inglês: Maned wolf.

 

Ameaças e conservação: Mortalidade devido a atropelamento, perda do hábitat, perseguição devido a conflitos com produtores rurais e possíveis doenças transmitidas por cães domésticos.  Como medidas para a conservação, o Plano de Ação Nacional para a Conservação do Lobo-Guará, tem o objetivo: 1) Promover a integração entre instituições de pesquisa, agências de fomento e de financiamento, poder público, organizações da sociedade civil e instituições mantenedoras; 2) Caracterizar, avaliar e gerir o impacto de alterações ambientais sobre as populações de lobo-guará; 3) Aumentar a efetividade da educação para a conservação do lobo-guará; 4) Reduzir conflitos entre as comunidades e o lobo-guará. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 1,49 m (média).

 

Peso: 34 Kg.

 

Dieta: É uma espécie onívora generalista e oportunista com variação sazonal na alimentação. Consome uma grande diversidade de frutos, como a lobeira (Solanum lycocarpum), a qual dispersa as sementes pelas fezes, e pequenos vertebrados, como roedores, marsupiais, tatus, aves, répteis, bem como artrópodes. Podem incluir em sua alimentação presas de maior porte como veado-campeiro, raposa-do-campo, cachorro-do-mato, tamanduás-bandeira e porcos-do-mato.

 

Número de filhotes: 1 a 5.

 

Gestação: 60 a 65 dias.

 

Longevidade: 10 a 12 anos (vida livre) e 22 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Crepuscular e noturno.

 

Distribuição geográfica: Se distribuíam amplamente pelas áreas de campos e Cerrados da região central da América do Sul, indo dos limites do nordeste brasileiro, sudoeste Peruano, norte e leste da Bolívia e Chaco paraguaio. No Brasil, ocorre principalmente no Cerrado, até a região de transição com a Caatinga, mas também ocorre na porção leste do Pantanal e nos campos gerais no sul do país.

 

Habitat: Ocorre em áreas abertas de campos e matas de capoeira podendo habitar áreas de campos e planícies onduladas, bem como regiões de brejo e baixadas alagadas. Devido ao desmatamento da floresta atlântica, vem ampliando seu território uma vez que áreas abertas e capoeiras vão surgindo.

 

Descrição física: Caracterizado pela pelagem dourada-avermelhada, porém negra nas patas, focinho e nos pelos da nuca, formando uma densa crina. A garganta, interior das orelhas e cauda são brancas. As orelhas são grandes e eretas e os membros alongados.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

Gato-palheiro

Gato-palheiro

Nomes comuns: Gato-palheiro, gato-dos-pampas.

 

Nome em inglês: Pantanal cat, pampas cat.

 

Ameaças e conservação: Perda de habitat provocada principalmente pela expansão agrícola e pela silvicultura, queimadas, atropelamentos, predação por cães domésticos, caça retaliatória ou preventiva e envenenamento, como caça por retaliação. Como medidas de conservação é importante: 1) Destacar a utilização de felinos como “espécies bandeira” em atividades de Educação Ambiental, principalmente no meio rural, focalizando as crianças e trabalhadores rurais; 2) Manutenção ou restauração da conectividade em ambientes com características originais; 3) Ações para a conservação em áreas privadas; 4) Ampliação das UCs, sobretudo na região do Pampa, onde são muito escassas. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 88,5 cm (média).

 

Peso: 3 a 4 Kg.

 

Dieta: Principalmente pequenos mamíferos, aves, lagartos, serpentes e insetos.

 

Número de filhotes: 1 a 3.

 

Gestação: 80 a 85 dias.

 

Longevidade: 19,6 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Crepuscular e noturno.

 

Distribuição geográfica: Apresenta uma ampla distribuição na América do Sul, ocorrendo principalmente em regiões com predomínio de vegetação do tipo campestre e savana, desde campos de altitude até a região andina do Peru, Bolívia, Chile, Argentina, Paraguai. No Brasil, a espécie é registrada na região centro-oeste e sudeste (Mato Grosso do Sul, sul-sudeste do Mato Grosso, Goiás, Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, oeste da Bahia, oeste-noroeste de Minas Gerais e oeste de São Paulo) e na região sul (metade sul do estado do Rio Grande do Sul).

 

Habitat: É a espécie de felino sul-americano que frequenta a maior quantidade de habitats diferentes, não somente áreas abertas, mas também florestas, desde o nível do mar até aproximadamente os 5000 m.  Pode ser encontrado em ambientes alterados, como áreas de cultivos agrícolas, além de áreas limítrofes campos-áreas agricultáveis e cerrado-pastos.

 

Descrição física: Corpo com pelos longos e coloração que vai do vermelho alaranjado ao cinza. Possui listras de forma irregular nas patas e laterais do corpo.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

Gato-do-mato-grande

Gato-do-mato-grande

Nomes comuns: Gato-do-mato-grande, gato-do-mato.

 

Nome em inglês: Geoffroy’s cat.

 

Ameaças e conservação: Sabe-se pouco sobre as ameaças no Brasil. Porém, as principais identificadas são: caça para obtenção da pele (internacionalmente, esta espécie é a segunda mais perseguida para comercialização da pele); retaliação por predação de animais domésticos; predação por cachorros domésticos; atropelamento; perda da cobertura vegetal original. Na região central do Rio Grande do Sul foi identificada uma faixa de hibridização com Leopardus tigrinus e, recentemente, a hibridização com gatos domésticos para comercialização dos indivíduos como animal de estimação. As medidas de conservação que podem ser aplicadas são: 1) Utilizar espécies de felinos como “espécies-bandeiras” em atividades de Educação Ambiental, especialmente com crianças e trabalhadores rurais; 2) Manutenção ou restauração da conectividade de fragmentos com vegetação nativa; 3) Criação e ampliação de unidades de conservação no bioma Pampa. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 94 cm (média).

 

Peso: 4,6 kg (média).

 

Dieta: Constituída em sua grande parte por vertebrados, principalmente mamíferos como pequenos roedores, marsupiais, aves. Presas de porte maior também são consumidas como a viscacha, ratão-do-banhado e lebre.

 

Número de filhotes: 2 a 3.

 

Gestação: 76 a 78 dias.

 

Longevidade: 23 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Noturno e diurno.

 

Distribuição geográfica: Ocorre na porção centro-sul da América do Sul, do Uruguai e sul do Brasil até a região andina da Bolívia e norte da Argentina, abrangendo também a região do Chaco no oeste do Paraguai e toda a Argentina até a Patagônia, inclusive no sul chileno.

 

Habitat: No Brasil, chega a ser encontrado em áreas consideravelmente impactadas por atividades agrícolas de pequena monta. Tolera algum grau de alteração do ambiente, produzido pelo manejo de criações domésticas. No sul do Chile pode ser encontrado nas áreas com vegetação densa, arbustiva e arbórea em altitudes desde o nível do mar até 3.300 m no bioma Pampa.

 

Descrição física: A pelagem tem coloração que varia do cinza claro ao ocre, recoberta por um grande número de pequenas manchas negras. O dorso e as patas possuem pequenas listras negras e a cauda é anelada.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

Gato-do-mato-pequeno

Gato-do-mato-pequeno

Nomes comuns: Gato-do-mato-pequeno.

 

Nome em inglês: Southern tiger cat.

 

Ameaças e conservação: Caça para o comércio de peles, destruição das florestas, população reduzida devido a fragmentação e conversão de habitat natural em plantações e pastagens e restrito conhecimento sobre sua biologia. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL.

 

Comprimento total: 83,5 cm (média).

 

Peso: 1,5 Kg a 3 Kg.

 

Dieta: Composta por mamíferos muito pequenos (menos de 100 g), aves e répteis.

 

Número de filhotes: 1 a 4.

 

Gestação: 73 a 78 dias.

 

Longevidade: 11 anos.

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Noturno e diurno.

 

Distribuição geográfica: Ocorre nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, além do Paraguai e nordeste da Argentina, ocupando geralmente ambientes variados, desde áreas mais abertas àquelas com vegetação densa.

 

Habitat: Ocupa vários ambientes, desde áreas mais abertas à vegetação densa.

 

Descrição física: Junto com Leopardus tigrinus é o menor gato silvestre da América do Sul, com tamanho semelhante ao de um gato doméstico. A coloração é bem variável, com tonalidades entre o amarelo-claro e o castanho-amarelado. O melanismo também é comum na espécie. A pelagem dessa espécie, comparada com L. tigrinus, tende a tons mais escuros e com rosetas maiores e mais arredondadas, além de ser levemente mais encorpada, com uma cauda mais grossa e orelhas menores e mais arredondadas. A pelagem da barriga é pálida coberta com manchas escuras. As orelhas são pretas na porção posterior, com uma mancha central branca. A cauda equivale a 60% do comprimento da cabeça e corpo. Os pelos são todos voltados para trás, inclusive os da cabeça e nuca. Recentemente, por meio de estudos moleculares, a subespécie Leopardus tigrinus guttulus foi elevado para espécie.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

Gato-macambira

Gato-macambira

Nomes comuns: Gato-do-mato, gato-do-mato-pequeno, pintadinho, mumuninha, gato-lagartixeiro, chué, gato-maracajá-mirim, maracajá-i, gato-maracajá.

 

Nome em inglês: Oncilla, little spotted cat, northern tiger cat.

 

Ameaças e conservação: Perda e a fragmentação dos habitats naturais, abate de animais para controle de predação de aves domésticas, atropelamentos, transmissão de doenças por carnívoros domésticos e o comércio de peles. Ações de conservação são necessárias, como: 1)Aumentar o nível de conhecimento sobre a espécie; 2) Restabelecer a conectividade dos habitats fragmentados; 3) Adotar ações voltadas para a conservação fora das Unidades de Conservação, as quais incluiriam educação ambiental, conectividade, controle de doenças e de predação; 4) Fazer o manejo das populações em cativeiro; 5) Adotar medidas retaliatórias contra a caça e o comércio ilegal; 6) Implementar o Plano de Ação Nacional para Conservação da espécie. Está classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie EM PERIGO.

 

Comprimento total: 77 cm (média).

 

Peso: 2,4 Kg (média).

 

Dieta: É especialmente composta por mamíferos muito pequenos (menos de 100 g), aves e répteis. Mamíferos como cutias e pacas, também chegam a fazer parte da dieta. A média consumida está em torno de 150 g.

 

Número de filhotes: 1 a 4.

 

Gestação: 73 a 78 dias.

 

Longevidade: 21,9 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Noturno e crepuscular.

 

Distribuição geográfica: É encontrado no norte e nordeste do Brasil, e também nas Guianas e Venezuela.

 

Habitat: Ocorre numa grande variedade de ambientes, das florestas pluviais densas da Mata Atlântica e Amazônia, às áreas secas quase sem chuva da Caatinga nordestina. No Brasil estes ambientes incluem vegetação costeira das restingas, as diversas formas de florestas tropicais e sub-tropicais, assim como diversas fisionomias do Cerrado e da Caatinga. No Pantanal, sua presença parece estar restrita às áreas mais secas, de cerrado (savana).

 

Descrição física: É a menor espécie de felino do Brasil. Possui porte e proporções corporais semelhantes ao gato doméstico. Possui pelo curto e grosso com coloração castanho claro ao cinza e manchas marrom escuro com um esboço preto formando rosetas. O ventre é mais pálido que o resto do corpo, mas marcado com rosetas. A cauda é forrado com 7 a 13 anéis escuros e termina com uma ponta escuro. Os membros estão cobertos de manchas pretas colocadas aleatoriamente, e a parte de trás das orelhas são pretas com uma mancha branca perto do centro do pavilhão auricular. Embora o melanismo foi documentado nesta espécie, não existe albinismo. Recentemente, por meio de estudos moleculares, a espécie foi dividida em duas: Leopardus tigrinus e Leopardus guttulus, no Brasil.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021

Gato-maracajá

Gato-maracajá

Nomes comuns: Gato-do-mato, gato-maracajá, gato peludo, maracajá-peludo.

 

Nome em inglês: Margay.

 

Ameaças e conservação: A perda e fragmentação de habitats naturais é a principal ameaça às populações. Porém, o abate de animais para controle de predação de aves domésticas é outra ameaça importante, assim como atropelamentos, transmissão de doenças por carnívoros domésticos e a caça. É classificado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente, 2014) como espécie VULNERÁVEL. Para a conservação é necessário: 1) Intensificar a fiscalização redução de perda e fragmentação de habitats; 2) Ampliar as áreas protegidas; 3) Conectar os habitats de ocorrência da espécie; 4) Criar um Plano de Ação para a conservação da espécie.

 

Comprimento total: 97 cm (média).

 

Peso: 3,3 Kg (média).

 

Dieta: Predominam pequenos mamíferos (roedores e marsupiais), mas também inclui mamíferos de médio porte (menor que 1,5 Kg), aves e lagartos.

 

Número de filhotes: 1.

 

Gestação: 81 a 84 dias.

 

Longevidade: 24 anos (cativeiro).

 

Estrutura social: Solitário.

 

Padrão de atividade: Noturno.

 

Distribuição geográfica: O gato-maracajá é encontrado desde a zona costeira do México até o norte do Uruguai e Argentina e em todo o Brasil, com exceção do estado do Ceará e metade meridional do Estado do Rio Grande do Sul. No estado do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Sergipe é encontrado apenas na Mata Atlântica costeira.

 

Habitat: Ocorre em todos os biomas do Brasil, mas é predominantemente associado a ambientes de floresta, desde formações densas contínuas a pequenos fragmentos em ecossistemas savânicos, de matas primitivas a degradadas.

 

Descrição física: A espécie se caracteriza por apresentar olhos bem grandes e protuberantes, focinho saliente, patas grandes e cauda bastante comprida. As patas traseiras têm articulações especialmente flexíveis, permitindo rotação de até 180 graus, o que lhe dá a rara habilidade entre os felinos de descer de uma árvore de cabeça para baixo. A coloração varia entre amarelo acinzentado e castanho-amarelado, com tonalidades intermediárias. O padrão de manchas é variável, de pintas sólidas a bandas longitudinais. Leopardus wiedii é menor que Leopardus geoffroyi, com pelagem mais macia, pelos mais compridos e cauda mais longa que a dos outros pequenos felinos.

 

Fonte: Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros – CENAP/ICMBio, Disponível em: https://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html Acesso em: 31.agosto.2021