Efeito do capim-gordura (Melinis minutiflora) sobre a dinâmica de nitrogênio em fragmento de cerrado sentido restrito circundado por matriz agrícola

Efeito do capim-gordura (Melinis minutiflora) sobre a dinâmica de nitrogênio em fragmento de cerrado sentido restrito circundado por matriz agrícola

Autor(a):

Natália Lopes Rodovalho

Resumo:

A invasão de gramíneas exóticas em áreas de Cerrado está intimamente ligada à conversão da paisagem nativa em áreas de agricultura e pastagem. Dentre elas, o capim-gordura é conhecido como uma das principais espécies invasoras do Cerrado. Nesse bioma ele é capaz de alterar a biomassa nativa, a comunidade de microrganismos do solo, disponibilizar mais nutrientes para o solo, possuir maior eficiência no uso do nitrogênio do que as gramíneas nativas e a se adaptar a condições de fogo. Essa gramínea invasora pode alterar a composição de espécies, a estrutura das comunidades e as principais funções dos ecossistemas naturais. O presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto do capim-gordura (Melinis minutiflora) na dinâmica de N em um fragmento de cerrado sentido restrito circundado por matriz agrícola. A seguinte hipótese foi testada: áreas de Cerrado invadidas por capim-gordura possuem maior disponibilidade e ciclagem de N no solo do que as áreas não invadidas de cerrado sentido restrito. Para isso foi determinado a taxa de decomposição (k) de cada espécie, o δ13C das gramíneas nativas, exótica e de cerrado sentido restrito para verificar a contribuição de cada grupo na matéria orgânica do solo; o δ15N dos solos sob cada grupo para montar a paisagem isotópica (isoscapes) e analisar a distribuição espacial e temporal da dinâmica de N; e a concentração de N-NH4 + e N-NO3 – , taxas líquidas de mineralização de nitrogênio e nitrificação no solo para verificar o impacto do capim-gordura no ciclo do nitrogênio em curto prazo. Capim-gordura (0,75/ano) e gramíneas nativas (0,77/ano), apresentaram taxa de decomposição (k) semelhantes e maiores do que a taxa de decomposição de cerrado sentido restrito (0,40/ano). O δ 15N foi maior em solo sob capim-gordura (6,06‰), assim como a discriminação isotópica (7,8‰), indicando uma maior ciclagem de nitrogênio em solo sob capim-gordura do que sob cerrado sentido restrito e gramíneas nativas. Na matéria orgânica do solo (0-10 cm de profundidade) de cerrado sentido restrito, 59% é composta de fonte C4 e 41% de fonte C3, em gramíneas nativas 60,64% corresponde a fonte C4 e 39,4% a fonte C3 e no capim-gordura 66,8% corresponde a fonte C4 e 33,2% a fonte C3. Não foi encontrada diferença significativa para concentração de nitrato e amônio, taxas de mineralização e nitrificação líquida de N e razão N-NH4 + / N-NO3 – entre capimgordura e os demais tratamentos. Os dados encontrados nesse trabalho corroboram com a hipótese inicial de que áreas de Cerrado invadidas por capim-gordura possuem maior disponibilidade e ciclagem de N no solo do que áreas não invadidas
de cerrado sentido restrito dominado pelo estrato arbustivo/arbóreo e gramíneas nativas.

Referência:

RODOVALHO, Natália Lopes. Efeito do capim-gordura (Melinis minutiflora) sobre a dinâmica de nitrogênio em fragmento de cerrado sentido restrito circundado por matriz agrícola. 2016. 80 f., il. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente de Desenvolvimento Rural)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Valorização de produtos agroextrativistas do Cerrado: comercialização e construção de mercados da sociobiodiversidade

Valorização de produtos agroextrativistas do Cerrado: comercialização e construção de mercados da sociobiodiversidade

Autor(a):

Jessica Pereira Garcia

Resumo:

O presente trabalho buscou, através da abordagem conceitual e teórica associada à sociologia econômica, compreender a dinâmica dos mercados agroextrativistas em alguns municípios brasileiros. Os conceitos de valor, valoração, mercado e construção social dos mercados foram extrapolados para o agroextrativismo com o objetivo de analisar a comercialização de produtos agroextrativistas do Cerrado e os atores envolvidos nesses mercados. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa qualitativa, utilizando como principal ferramenta de coleta de dados as entrevistas semiestruturadas. A fim de conhecer as formas de comercialização de produtos do Cerrado, foram escolhidos seis municípios e o Distrito Federal, além da participação em seis eventos que lidavam com a temática Cerrado ou cultura local. Além disso, como forma de aprofundar o conhecimento da construção de mercados agroextrativistas e de estratégias de valorização de produtos do Cerrado, foram escolhidas duas cooperativas que se destacam em suas atuações pela comercialização de produtos do Cerrado. As cooperativas escolhidas foram a Central do Cerrado e a Coopcerrado. Dentre os principais resultados alcançados tem-se a elaboração de uma tipologia para mercados agroextrativistas do Cerrado, que permite verificar a diferença de valores atribuídos aos produtos do Cerrado, e a análise da construção social dos mercados das cooperativas escolhidas, bem como a discussão acerca das principais formas de valorização aplicadas aos produtos do Cerrado. Com isso, percebeu-se que a construção social dos mercados agroextrativistas do Cerrado permitiu o surgimento de um novo mercado alternativo, voltado para a sociobiodiversidade dos produtos do Cerrado, que por sua vez se tornam singulares por sua identidade com o território do bioma
Cerrado.

Referência:

GARCIA, Jessica Pereira. Valorização de produtos agroextrativistas do Cerrado: comercialização e construção de mercados da sociobiodiversidade. 2017. 123 f., il. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural)—Universidade de Brasília, Planaltina, 2017.

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Capacidade de infiltração de água no solo em fitofisionomias do bioma cerrado

Capacidade de infiltração de água no solo em fitofisionomias do bioma cerrado

Autor(a):

Gleicon Queiroz de Brito

Resumo:

O Cerrado é o segundo bioma em dimensão espacial do Brasil, caracterizado por diversas fitofisionomias, divididas em formações savânicas, campestres e florestais. Esse bioma ocupa um importante patamar diante dos recursos hídricos nacionais e, por isso, é fundamental investigar o comportamento dos processos hidrológicos, em especial a infiltração de água no solo. Os objetivos deste trabalho foram (i) realizar uma revisão sistemática sobre infiltração de água no solo em fitofisionomias do bioma Cerrado e (ii) avaliar a capacidade de infiltração do solo em duas fitofisionomias do bioma Cerrado: Campo sujo e Cerrado típico. O primeiro objetivo levantou artigos em três bases científicas Web of science, Periódicos Capes, e no Google acadêmico. Os termos chaves para a pesquisa foram “infiltração” AND “Cerrado”, “infiltration” AND “Cerrado” e “infiltração no Cerrado”. Os critérios de exclusão foram, através do título, resumo e se existisse dúvida da existência da informação de interesse (capacidade de infiltração em coberturas nativas do Cerrado), os artigos eram investigados na íntegra. Essa pesquisa encontrou quinze artigos (22 experimentos), com estudos predominantes na região centro-oeste. A média da capacidade de infiltração dos estudos encontrados foi de 792 mm/h. Grande parte dos estudos dos estudos não definem estritamente a fitofisionomia (doze artigos), denominando apenas como vegetação nativa, como “Cerrado” e “Cerrado nativo” entre outros. A junção desses estudos mostra a importância hidrológica do Cerrado e das formações nativas para o processo de infiltração. No entanto, é possível existir diferenças entre os diferentes tipos de vegetação nativa do bioma, o que merece ser investigado devido sua diversidade de fitofisionomias. O segundo objetivo foi realizado na Reserva Ecológica do IBGE – Distrito Federal, onde as fitofisionomias são encontradas sobre Latossolo Vermelho. A metodologia utilizada foi a avaliação da capacidade de infiltração e a análise de variáveis que influenciam a infiltração de água no solo (densidade aparente do solo, porosidade total, resistência do solo à penetração, matéria orgânica). Os resultados apontam que a média da capacidade de infiltração de 697,8 mm/h (±521,4) no Cerrado típico foi superior e significativamente diferente da média do campo sujo de 413,5 mm/h (±181,4). Os demais aspectos avaliados do solo entre as fitofisionomias também apresentaram diferenças significativas. Este estudo identificou que o solo sob a fitofisionomia Cerrado típico apresentou maior capacidade de infiltração em comparação ao solo do Campo sujo.

Referência:

BRITO, Gleicon Queiroz de. Capacidade de infiltração de água no solo em fitofisionomias do bioma cerrado. 2019. 43 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Ambientais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.

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Produção e purificação de beta-galactosidase expressa por fungo isolado do bioma cerrado brasileiro visando à aplicação como suplemento digestivo

Produção e purificação de beta-galactosidase expressa por fungo isolado do bioma cerrado brasileiro visando à aplicação como suplemento digestivo

Autor(a):

Amanda Rocha Mortaza

Resumo:

Lactase é o nome popularmente utilizado para a enzima β-galactosidase (E.C.3.2.1.23). As β-galactosidases são encontradas na natureza em vegetais, animais e microrganismos, sendo que suas características variam de acordo com sua origem. A literatura apresenta várias enzimas produzidas por fungos e outros microrganismos com ação de interesse biológico que foram purificadas e caracterizadas. Com a melhoria no conhecimento e na purificação de enzimas, novas possibilidades de processos industriais e aplicações na saúde humana surgiram. Neste contexto, a β-galactosidase é uma importante enzima produzida por microrganismos que desperta grande interesse à saúde, pois quando ausente no organismo dos mamíferos a lactose consumida não é digerida. A ingestão oral direta da β-galactosidase por pessoas intolerantes a lactose é uma forma diferente de aplicação da β-galactosidase, visando à digestão da lactose do leite e seus derivados. Além da ingestão da β-galactosidase, esta enzima também está sendo aplicada na indústria de laticínios para hidrolisar a lactose do leite obtendo-se, assim, alimentos com baixos teores de lactose, melhorando a solubilidade e digestibilidade do leite e derivados lácteos, ideais para consumidores intolerantes à lactose. Esta aplicação dá origem a novas pesquisas nesta área, na procura de β-galactosidase com características favoráveis ao ambiente gástrico ou indicadas para o uso industrial. Neste trabalho o fungo Aspergillus foetidus isolado do Cerrado expressou a enzima β-galactosidase em meio líquido contendo resíduo de soja como fonte de carbono após sete dias de fermentação a 28°C. A enzima produzida extracelularmente foi purificada por sistema micelar de duas fases aquosas. A melhor condição de purificação foi obtida com sistema formado por 8%(p/p) Triton X-114, 10%(p/p) caldo fermentado e 28°C como temperatura de incubação. Nesta condição, 89,8% da atividade enzimática adicionada ao sistema foi recuperada na fase pobre em micelas. A caracterização bioquímica da enzima presente na fase pobre em micela revelou um pH ótimo igual a 2,6 e uma temperatura ótima igual a 60°C, valores que favorecem a aplicação industrial da β-galactosidase purificada.

Referência:

MORTOZA, Amanda Rocha. Produção e purificação de beta-galactosidase expressa por fungo isolado do bioma cerrado brasileiro visando à aplicação como suplemento digestivo. 2012. 58 f. il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)—Universidade Brasília, Brasília, 2012.

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Atividade antiprotozoária, antifúngica e citotóxica de extratos de plantas do bioma Cerrado, com ênfase em Leishmania (Leishmania) chagasi

Atividade antiprotozoária, antifúngica e citotóxica de extratos de plantas do bioma Cerrado, com ênfase em Leishmania (Leishmania) chagasi

Autor(a):

Ellen Tanus Rangel 

Resumo:

Um total de 120 extratos oriundos de 26 espécies pertencentes a 16 famílias de plantas do bioma Cerrado foi avaliado in vitro em formas promastigotas de Leishmania ssp. e epimastigotas de Trypanosoma cruzi. Através dessa triagem foram selecionados 14 extratos ativos, que foram testados em formas amastigotas de Leishmania ssp. e em leveduras Candida ssp. e Cryptococcus ssp. A toxicidade em células NIH-3T3 de fibroblastos de mamífero permitiu verificar a especificidade de ação desses extratos. Os resultados obtidos neste estudo permitiram selecionar o extrato hexânico da folha de Siparuna cujabana (Siparunaceae), com valor de IC50 de 8,75 μg/mL para amastigotas L. (L.) amazonensis, não demonstrando ser tóxico às células de mamífero com valor de IC50 de 378,55 μg/mL para NIH-3T3, apresentando assim índice de seletividade (IS) de 43,2. Esse extrato também foi ativo em Candida albicans ATCC 10231, com valor de concentração inibitória mínina (CIM) de 31,25 μg/mL, Candida krusei LMGO 174, com CIM de 62,5 μg/mL e em Cryptococcus neoformans var. gattii e Cryptococcus neoformans var. neoformans, ambos com CIM de 31,25 μg/mL. Assim, o extrato hexânico da folha de S. cujabana foi avaliado in vivo em camundongos Balb-c infectados com L. (L.) chagasi, na dose de 100 e 250 mg/Kg. Observou-se o percentual de inibição dose-dependente de 52,5% para a menor dose e de 71,2% para a maior. A miltefosina, medicamento referência na dose de 40 mg/Kg, apresentou 81,6% de inibição. A espécie Renealmia alpinia (Zingiberaceae) também destacou-se pela sua importante atividade. Para as formas amastigotas de L. (L.) chagasi e L. (L.) amazonensis, o extrato diclorometânico do rizoma desta planta apresentou IC50 de 6,03 e 11,58 μg/mL. Para as células de mamíferos, esse extrato apresentou IC50 de 235,38 μg/mL, com índice de seletividade de 39 para L. (L.) chagasi  Este extrato apresentou ainda atividade para as formas epimastigotas de T. cruzi (IC50 = 50 μg/mL), atividade próxima ao Benznidazol (IC50 = 46 μg/mL), medicamento referência do teste, e utilizado para o tratamento da doença de Chagas. O extrato diclorometânico do rizoma de R. alpinia foi ativo em leveduras: Candida krusei LMGO 174 (CIM de 31,5 μg/mL), C. parapsilosis ATCC 22019 e C. glabrata LMGO 44 (ambos com CIM de 125 μg/mL) e em Cryptococcus neoformans var. gattii (CIM de 31,5 μg/mL) e Cryptococcus neoformans var. neoformans (CIM de 7,81 μg/mL). O fracionamento cromatográfico biomonitorado do extrato hexânico da folha de S. cujabana e do extrato diclorometânico do rizoma de R. alpinia está sendo feito, com a perspectiva de identificação e desenvolvimento de compostos líderes para o tratamento da leishmaniose.

Referência:

RANGEL, Ellen Tanus. Atividade antiprotozoária, antifúngica e citotóxica de extratos de plantas do bioma Cerrado, com ênfase em Leishmania (Leishmania) chagasi. 2010. 131 f., il. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

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Análise inseticida de extratos de plantas do bioma Cerrado sobre triatomíneos e larvas de Aedes aegypti

Análise inseticida de extratos de plantas do bioma Cerrado sobre triatomíneos e larvas de Aedes aegypti

Autor(a):

André Afonso Machado Coêlho 

Resumo:

Apresenta dissertação que tem como objetivo de verificar a ação inseticida de plantas nativas do Cerrado contra os vetores Rhodnius milesi, Dipetalogaster maxima e Aedes aegypti, foram testados diversos extratos brutos de folha, caule, raiz, fruto e flor em ninfas de quarto estádio de R. milesi (ver Schmeda Hirschmann & Rojas de Arias, 1992), primeiro estádio de D. maxima (ver Leite et al., 1987) e em larvas do 3° estágio de A. aegypti (ver Rodrigues, 2004). Como a principal forma de controle dessas duas doenças é o controle vetorial, busca-se, neste estudo, uma investigação da ação inseticida sobre imaturos desses vetores, visto que impedindo o desenvolvimento dos adultos, impede-se conseqüentemente a reprodução dos mesmos, diminuindo, assim, a densidade populacional e, portanto, reduzindo a prevalência da doença.

Referência:

COÊLHO, André Afonso Machado. Análise inseticida de extratos de plantas do bioma Cerrado sobre triatomíneos e larvas de Aedes aegypti. 98 f. 2006. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

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Substância antimicrobiana de amplo espectro de Tabebuia caraiba

Substância antimicrobiana de amplo espectro de Tabebuia caraiba

Autor(a):

Lorena Carneiro Albernaz

Resumo:

As infecções bacterianas matam milhões de pessoas por ano. Estudos têm demonstrado o aumento da resistência aos antibióticos disponíveis e o perigo do surgimento de novas doenças infecciosas, que possivelmente não poderão ser combatidas pelos fármacos atuais. O controle é dificultado pela falta de sincronia entre o desenvolvimento de novos antimicrobianos e a velocidade em que a resistência é espalhada pelo mundo. O interesse em investigar moléculas eficazes inclui o potencial biológico de compostos extraídos de espécies vegetais. Diante disso, foi realizada uma triagem do Banco de Extratos de Plantas do Bioma Cerrado do Laboratório de Farmacognosia da Universidade de Brasília sobre bactérias patogênicas a seres humanos, responsáveis por infecções hospitalares e comunitárias. Duzentos e quarenta e dois extratos brutos hexânicos e etanólicos obtidos a partir de 37 espécies pertencentes a 15 famílias de plantas foram testados in vitro sobre três espécies de bactérias Gram negativas: Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Salmonella choleraesuis e duas espécies Gram positivas: Enterococcus faecalis e Staphylococcus aureus e sobre um fungo: Candida albicans. Para avaliação da atividade dos extratos foi realizado os testes de difusão em ágar, a uma concentração de 1000 μg/mL, sendo os resultados expressos pelo diâmetro da zona de inibição do crescimento microbiano (halo de inibição). O extrato hexânico da madeira do caule de Tabebuia caraiba foi selecionado para estudo, devido a importante atividade sobre E. faecalis (halo de inibição de 20 mm; concentração inibitória mínina/CIM: 31,25 μg/mL) e S. aureus (halo de inibição de 22 mm; CIM: 500 μg/mL). A partição bifásica desse extrato permitiu selecionar a fração metanólica, que foi submetida ao fracionamento químico biomonitorado em coluna cromatográfica aberta de sílica, resultando na obtenção de 24 grupos (G). O monitoramento da atividade dos grupos foi realizado por meio da técnica de autobiografia. Os mais ativos foram G2 e G11. O G2 permitiu a obtenção do sub-grupo SG2-3-4, com amplo espectro de ação sobre outras bactérias Gramnegativas: Salmonella typhimurium, Klebsiella pneumoniae, Enterobacter aerogenes, Serratia marcescens, Proteus mirabilis, Citrobacter koseri e Gram positivas: Staphylococcus epidermidis. O sub-grupo SG2-3-4 apresenta unidades arílicas, cujos espectros permitem cogitar a possibilidade estrutural da unidade capaz de ligá-las, sugerindo ser uma arilcumarina ou uma benzofuranona. SG2-3-4 encontra-se em processo de purificação para decisão da estrutura molecular.

Referência:

ALBERNAZ, Lorena Carneiro. Substância antimicrobiana de amplo espectro de Tabebuia caraiba. 2006. 91 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

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Atividade in vitro de plantas da medicina tradicional do Cerrado em dermatófitos e leveduras

Atividade in vitro de plantas da medicina tradicional do Cerrado em dermatófitos e leveduras

Autor(a):

Phellipe Norato Estrela Terra Theodoro

Resumo:

O panorama mundial das infecções fúngicas é preocupante, uma vez que tem sido observado um aumento do número de infecções, o surgimento de cepas resistentes aos medicamentos disponíveis e a toxicidade intrínseca desses medicamentos. Diante desse quadro faz-se necessário a busca de novos agentes terapêuticos. O estudo de plantas da medicina tradicional do Cerrado representa uma fonte importante de moléculas inovadoras para o tratamento de diversas doenças, incluindo as infecções fúngicas. Desse modo, o presente trabalho, à partir da etnomedicina avaliou o potencial antifúngico de extratos de plantas do Cerrado. Em uma triagem inicial foram testados 81 extratos de 14 espécies de plantas sobre os isolados clínicos de fungos dermatófitos Trichophyton rubrum, Trichophyton mentagrophytes, Microsporum gypseum, Microsporum canis e sobre as leveduras Candida albicans ATCC 10231 e Candida parapsilosis ATCC 22019, sendo encontrados 27 extratos ativos. Foram selecionados 8 extratos com halos de inibição ≥ 28 mm de diämetro para a determinação da concentração inibitória mínima (CIM) sobre 10 fungos filamentosos e 8 leveduras. Sendo encontrada potente atividade antifúngica, com valores de CIM entre 125 e 0,24 μg/mL. Os extratos mais ativos foram etanólico e acetato de etila da casca do caule, e etanólico da madeira do caule e folha de Terminalia fagifolia; etanólico da madeira do caule e da madeira da raiz de Zanthoxylum rhoifolium; acetato de etila da madeira da raiz de Diospyrus hispida e acetato de etila da casca do caule de Vismia decipiens. O fracionamento cromatográfico biomonitorado desses extratos ativos poderá permitir o isolamento de potentes compostos antifúngicos. Esse estudo mostra à importância da pesquisa de extratos de plantas do Cerrado aliado à de sua preservação.

Referência:

THEODORO, Phellipe Norato Estrela Terra. 2009. 146 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

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Atividade de inibição enzimática por espécies vegetais do bioma cerrado

Atividade de inibição enzimática por espécies vegetais do bioma cerrado

Autor(a):

Paula Monteiro Souza

Resumo:

A pesquisa por substâncias ativas presentes em plantas que possam inibir uma enzima chave em um determinado processo metabólico, de forma que sua ação seja a mais seletiva possível e com menores efeitos indesejáveis, tem sido o alvo das pesquisas na área de medicamentos. O Brasil está entre os países de maior biodiversidade mundial, abrigando cerca de 55 mil espécies de plantas superiores (aproximadamente 22% do total mundial). No entanto, o Cerrado que é o segundo maior bioma brasileiro com uma enorme variedade de espécies vegetais apresenta até então poucos estudos quanto a seus efeitos terapêuticos, principalmente como inibidores enzimáticos. Nessa direção, este projeto propôs avaliar espécies vegetais presentes no bioma Cerrado quanto à atividade de inibição das enzimas α-amilase, α-glicosidase, tirosinase e acetilcolinesterase. Os inibidores de α-amilase e de α- glicosidase, são utilizados no tratamento da diabetes por inibirem a hidrólise de carboidratos no trato digestivo diminuindo a absorção de glicose pelo organismo. A tirosinase está envolvida na formação da melanina, por isso seus inibidores são clinicamente importantes para o tratamento de doenças relacionadas a hiperpigmentação. O principal papel da acetilcolinesterase é hidrolisar rapidamente a acetilcolina na fenda sináptica das transmissões colinérgicas, sendo alvo para o tratamento de doenças como Alzheimer. Para atingir o objetivo proposto, foram investigados 39 extratos de 14 espécies oriundas de 9 famílias do bioma Cerrado sobre a atividade das enzimas. Os extratos com potencial atividade de inibição sobre a α-amilase foram os extratos aquosos das folhas de Pouteria torta, Pouteria caimito, Pouteria ramiflora e Eugenia dysenterica, além do extrato etanólico da casca do caule de Stryphnodendron adstringens. Sobre a atividade da α-glicosidase, os extratos das espécies do gênero Pouteria, S. adstringens e E. dysenterica demonstraram um elevado potencial de inibição. Os extratos que apresentaram potencial de inibição sobre a enzima tirosinase pertencem às espécies Morus nigra, S. Adstringens, E. dysenterica, P. caimito e P. torta. Porém, nenhum extrato testado, foi capaz de influenciar na atividade enzimática da acetilcolinesterase.

Referência:

SOUZA, Paula Monteiro de. Atividade de inibição enzimática por espécies vegetais do bioma cerrado. 2011. 90 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)-Universidade de Brasília, Brasília, 2011

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Potencial nutritivo de frutos do cerrado: composição em minerais e compnentes não convencional

Potencial nutritivo de frutos do cerrado: composição em minerais e compnentes não convencional

Autor(a):

Alinne Martins Ferreira Marin

Resumo:

O objetivo dessa pesquisa foi avaliar o potencial nutritivo de 18 frutos do Cerrado brasileiro, através da determinação da composição mineral, do valor calórico e da concentração de taninos e de ácido fítico. As análises foram realizadas nas polpas e amêndoas liofilizadas, e os resultados expresso sem peso fresco. A amêndoa de baru apresentou altas concentrações de zinco, cobre, ferro, fósforo  e magnésio (4.2 ± 0.4; 1.4 ± 0.1; 4.7 ± 0.3; 273.4 ± 8.8; 139.0 ± 6.0 mg/100g). Além da amêndoa de baru, alta concentração de cálcio foi encontrada na macaúba (141.4 ± 7.0; 202.3 ± 134.3 mg/100g, respectivamente). Ambas apresentaram também os maiores valores calóricos (600.1 ± 2.6; 573.2 ± 13.4 Kcal /100g, respectivamente). A amêndoa de baru apresentou as maiores concentrações de ácido fítico e de taninos (1073.6 ± 114.9; 472.2 ± 12.5 mg/100g, respectivamente), os demais frutos não apresentaram diferença significativa na concentração de ácido fítico, exceto jatobá, lobeira, ingá, buriti, murici e marmelinho que apresentaram valores abaixo do limite de detecção. Altos teores de taninos foram também encontrados no jatobá e na lobeira (376.0 ± 38.5; 172.8 ± 9.9 mg/100g, respectivamente). Apenas a amêndoa de baru apresentou razões molares [AF]:[Fe] e [AF]:[Zn] maiores que os valores críticos, 14 e 10, respectivamente, sugerindo baixa biodisponibilidade destes minerais na amêndoa do baru. As razões molares [AF]:[Ca] encontradas para todos os frutos analisados foram inferiores ao valor crítico, 1.56, indicando alta biodisponibilidade de cálcio na polpa ou amêndoas dos frutos. Os resultados sugerem que os 18 frutos estudados, em sua maioria, são boas fontes de cálcio, ferro e zinco. A presença de taninos e ácido fítico sugere um potencial efeito antioxidante dos frutos do Cerrado sendo, entretanto, necessários estudos adicionais, in vivo, que possam testar tanto este potencial antioxidante quanto a biodisponibilidade dos minerais.

Referência:

MARIN, Alinne Martins Ferreira. Pontencial nutritivo de frutos do cerrado: composição em minerais e compnentes não convencional. 2006. 121 f., il. Dissertação (Mestrado em Nutrição Humana)-Universidade de Brasília, Brasília, 2006.

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