Abrangência e recorrência dos incêndios e a resiliência da vegetação na Serra dos Pireneus – Goiás

Abrangência e recorrência dos incêndios e a resiliência da vegetação na Serra dos Pireneus - Goiás

Autor(a):

Ana Flor Monteiro Ribeiro

Resumo:

O Cerrado é um hotspot devido a sua alta biodiversidade e por estar sob alto degradação. Nesse contexto, as Unidades de Conservação (UC) são fundamentais para conservação do bioma. As UC costumam ser ilhas de vegetação nativa em meio a monocultivos e pastagens. Essas áreas antropizadas costumam ser queimadas em regime anual ou bianual, no período da seca ,o que representa um enorme risco às UC, pois nesta época a vegetação está altamente inflamável tornando o fogo descontrolado. Apesar do fogo ocorrer de forma natural no Cerrado, mesmo antes da presença do homem, e ser até mesmo fundamental para diversas funções do bioma, a recorrência de incêndios provocadas por ação antrópica está superior ao que os ambientes naturais toleram, sendo um risco à conservação de áreas nativas. O presente estudo visa, portanto, contribuir com conhecimento acerca de incêndios em áreas do Cerrado. Mais especificamente, identificar e mapear as cicatrizes de incêndios florestais, obtendo-se sua amplitude e frequência, bem como a resiliência da vegetação em relação a recorrência de incêndios. Utilizando imagens dos satélites Landsat 5 e 8. A área estudada compreende o Parque Estadual dos Pireneus, Área de Proteção Ambiental dos Pireneus e seu entorno (faixa de 10 km), em Goiás. O mapeamento foi feito anualmente entre 2005 e 2015, (exceto 2012, pois não há imagens do local disponível), nos meses de agosto ou setembro. As áreas atingidas pelo fogo foram detectadas a partir de interpretação visual das imagens, e classificação supervisionada, obtendo-se as áreas das cicatrizes de incêndios em cada ano, bem como áreas atingidas por fogo em mais de um ano. O mapa da cobertura do solo foi feito através da atualização de uma classificação já existente da área. O impacto sobre a fração de cobertura da vegetação foi estimado a partir do Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI) e avaliado o efeito repetitivo do fogo para as diferentes formações vegetacionais. Para todos os anos analisados foram identificadas cicatrizes de fogo considerando a área total analisada. Os anos em que as áreas das cicatrizes foram mais amplas foram 2013, 2007 e 2010, tendo 7,84%, 7,28% e 6,52% de seus 116.604 hectares queimados, respectivamente. Na APA dos Pireneus também foram mapeadas cicatrizes de fogo todos os anos, e no Parque em 2006, 2007, 2010, 2014 e 2015. Quanto a reincidência do fogo nas mesmas áreas, dos dez anos analisados, houve regiões atingidas por fogo de 1 a 6 vezes no entorno e na APA, e de 1 a 3 vezes no Parque. As áreas mais abrangentes de cicatrizes de fogo ocorreram em média após quatro anos. Foi observada diferença significativa nos valores de NDVI de áreas não atingidas por fogo e áreas atingidas uma vez por fogo no mesmo ano paras as diferentes formações vegetacionais (campo, savana e floresta). A relação entre os valores de NDVI e a recorrência de fogo se mostrou linear para as formações campestres e savânicas, mostrando o padrão de decrescimento do índice em relação ao aumento do número de reincidência do fogo. O período decorrido sem ocorrência do fogo faz diferença nos valores de NDVI; a ocorrência do fogo mais recentemente faz as formações vegetacionais terem valor de NDVI mais baixos do que aquelas atingidas por fogo há mais tempo. No entanto, a diferença do NDVI de áreas sem incidência de fogo e com, independentemente da frequência destas, só é estatisticamente significante para formações florestais, indicando a fragilidade desta formação e a resiliência dos outros tipos vegetacionais.

Referência:

RIBEIRO, Ana Flor Montero. Abrangência e recorrência dos incêndios e a resiliência da vegetação na Serra dos Pireneus – Goiás. 2016. 85 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

Disponível em:

Dinâmica do fogo na região do MATOPIBA utilizando dados do sensor Modis

Dinâmica do fogo na região do MATOPIBA utilizando dados do sensor Modis

Autor(a):

Catherine Silva Menezes

Resumo:

A expansão da fronteira agrícola na região do MATOPIBA (MAranhão, TOcantins, PIaui, BAhia) observada nas últimas décadas foi a principal responsável pelo aumento do desmatamento, incêndios e queimadas na região. Devido as inúmeras consequências da ocorrência do fogo no meio ambiente, com destaque à destruição de habitats e da biodiversidade, torna-se relevante o estudo e atividades de monitoramento e detecção das áreas afetadas pelo fogo. No presente estudo, foram testados e validados dados do MODIS MCD45A1 produzidos para detectar cicatrizes de áreas afetadas pelo fogo na região do MATOPIBA. Os resultados mostraram que o produto nível 4 do MCD45A1 apresentou a melhor acurácia global (79%) na detecção de áreas afetadas pelo fogo. O produto derivado do MCD45A1, que apresentou maior acurácia na detecção de áreas atingidas por fogo, foi utilizado para quantificar e analisar a frequência e espacialidade dos incêndios ocorridos na região de estudo no período de 2005 a 2015. Com base nos dados nível 4 do produto Modis MCD45A1, estima-se que aproximadamente 12,5 milhões de hectares queimaram pelo menos uma vez entre 2005 e 2015. Outros 2,46 milhões de hectares pelo menos duas vezes na região e período de estudo. Em geral, mais de 6% da região do MATOPIBA queimou pelo menos uma vez. As maiores quantidades de áreas afetadas por fogo foram observadas nos anos de 2007, 2010, 2012 e 2015, com totais anuais sempre superiores a 1 milhão de hectares, indicando influência climática na ocorrência do fogo na região. A maior parte dos incêndios ocorreu nas regiões do Oeste da Bahia, Oeste do Piauí, Leste do Tocantins e Sul do Maranhão, indicando relação direta com as atividades agrícolas desenvolvidas na região. Este estudo contribuiu com o melhor entendimento da distribuição e dinâmica espacial das áreas afetadas por fogo, indicando áreas prioritárias para a implementação de ações de prevenção e combate a incêndios florestais na região do MATOPIBA.

Referência:

MENEZES, Catherine Silva. Dinâmica do fogo na região do MATOPIBA utilizando dados do sensor Modis. 2016. x, 48 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Inventário florestal participativo no Assentamento Pequeno William, Planaltina –DF

Inventário florestal participativo no Assentamento Pequeno William, Planaltina –DF

Autor(a):

Diego Ruas Silva

Resumo:

Este trabalho de pesquisa realizado no Assentamento Pequeno William,em Planaltina–DF, integrou metodologias participativas ao inventário florestal em três etapas distintas: no planejamento, na execução em campo e na discussão dos resultados. Foram amostrados aleatoriamente deztransectosde100 x10m (1000m²),totalizando 1 ha com 1.696 indivíduos arbóreos e arbustivos vivos distribuídos em 87 espécies, 37 famílias e61 gêneros. As famílias Leguminosae, Vochysiaceae, Compositae (Asteraceae) e Melastomataceae apresentaram a maior riqueza de espécies. O índice de Shannon (H’=3,64)confirma a alta diversidade encontrada na área. A área basal total encontrada foi de 15,2 m²/há e o volume total de madeira estimado ficou em 34,45 m³/ha. Das espécies identificadas 78,2%tem algum uso não-madeireiro, onde 59,8%são medicinais, 20,7%são alimentícias e 24,1% são utilizadas no artesanato. Estas espécies úteis representam 92,7%do total de indivíduos. Entre as espécies potenciais que se destacaram em abundância para o extrativismo sustentável no assentamento estão: Annonacrassiflora, Caryocar brasiliense, Byrsonima verbascifolia, Pouteria ramiflora, Roupala montana, Qualea grandiflora,Styrax ferrugineus e Kielmeyera coriacea.

Referência:

SILVA, Diego Ruas. Inventário florestal participativo no Assentamento Pequeno William, Planaltina –DF. 2016. 38 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016

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Levantamento etnobotânico das plantas medicinais do cerrado utilizadas pela população de Mossâmedes (GO).

Levantamento etnobotânico das plantas medicinais do cerrado utilizadas pela população de Mossâmedes (GO).

Autor(a):

Vila Verde, G.M. ; Paula, J.R.; Caneiro, D.M.

Resumo:

Apresentação de levantamento etnobotânico sobre o uso de plantas medicinais do cerrado pela população da cidade de Mossâmedes, estado de Goiás, localizada nas proximidades da Reserva Biológica da Serra Dourada/GO. O trabalho informa o nome científico e vulgar de 44 espécies, com alguns comentários sobre a forma de utilização de cada planta

Referência:

VILA VERDE, G.M; PAULA, J.R.; CARNEIRO, D.M. Levantamento etnobotânico das plantas medicinais do cerrado utilizadas pela população de Mossâmedes (GO). Revista Brasileira de Farmacognosia, v.13, supl., p. 64-66, 2003.

Disponível em:

Estrutura da vegetação e potencial não madeireiro das espécies arbóreas e palmeiras na mata de galeria do córrego Cabeça-de-Veado, DF.

Estrutura da vegetação e potencial não madeireiro das espécies arbóreas e palmeiras na mata de galeria do córrego Cabeça-de-Veado, DF

Autor(a):

Takumã Machado Scarponi Cruz

Resumo:

Dentre as fitofisionomias que ocorrem no bioma Cerrado, as matas de galeria se destacam por possuírem elevada riqueza florística apesar de ocuparem pequena área. Ainda que parte destas seja protegida pela legislação, existem espécies com potencial de produtos florestais não madeireiros (PFNMs), que foram pouco investigadas por meio de inventários florestais e uso da fitossociologia, podendo essas espécies estar sendo perdidas pelo desmatamento. O presente estudo foi realizado na Mata de Galeria do córrego Cabeça-de-Veado, no Jardim Botânico de Brasília, Distrito Federal e teve como objeivos: Descrever a composição florística e estrutura fitossociológica; avaliar o potencial de uso não madeireiro das 30 espécies com maiores índices de valor de importância (IVI) e outras com algum uso já reconhecido, demonstrando ainda em qual (is) categoria (s) de uso se enquadram e parte (s) da planta que são utilizadas; descrever o local onde as 30 espécies com maiores IVIs ocorrem na área amostral: se dentro ou fora da Área de Preservação Permanente (APP); e avaliar a perda de espécies e PFNMs caso a área fora da APP fosse, hipoteticamente, desmatada. As espécies arbóreas e palmeiras vivas (DAP ≥ 5 cm) foram amostradas por meio de 110 parcelas de 100 m² (10 × 10 metros) em três transeções perpendiculares ao córrego Cabeça-de-Veado, totalizando 1,1 hectares. A avaliação do potencial não madeireiro das espécies e as partes das plantas utilizadas foram realizadas por meio de consultas bibliográficas. Os resultados obtidos indicaram riqueza de 162 espécies, distribuídas em 57 famílias botânicas e 118 gêneros, com Fabaceae (lato sensu) sendo a família mais rica e Inga e Ocotea os principais gêneros. Os Índices de Shannon-Wienner (H’) e Pielou (J’) obtidos foram 4,42 nats.ind.-1 e 0,87, respectivamente. A densidade absoluta foi 1.741 indivíduos (1.583 ind./ha) e a área basal 32,89 m²/ha. A distribuição diamétrica da comunidade apresentou
formato “J reverso”, indicando característica auto-regenerativa da comunidade. Em relação ao potencial de PFNMs, das 30 espécies com maiores valores de importância, os usos que destacaram foram para paisagismo e alimentar e as partes das plantas mais utilizadas foram sementes e frutos. Dessas 30 principais espécies, 15 possuem populações que ocorrem dentro e fora dos limites legais da APP e as outras 15 espécies, como Copaifera langsdorffii (Copaíba), Anadenanthera colubrina (Angico) e Hymenaea courbaril (Jatobá-da-mata), com ocorrência apenas fora da APP, não estando legalmente protegidas e podendo ser perdidos seus múltiplos produtos caso a parte da área estudada fosse desmatada. Os resultados destacam a Mata de Galeria do córrego Cabeça-de-Veado com expressiva riqueza e diversidade florística, refletida na variedade de PFNMs potencialmente disponíveis e que são utilizados por populações rurais e urbanas do Cerrado.

Referência:

CRUZ, Takumã Machado Scarponi. Estrutura da vegetação e potencial não madeireiro das espécies arbóreas e palmeiras na mata de galeria do córrego Cabeça-de-Veado, DF. 2011. 58 f. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)-Universidade de Brasília, Brasília, 2011.

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Avaliação do desenvolvimento inicial de espécies nativas do cerrado submetidas a quatro tipos de adubação na recuperação de área degradada na APA Gama e Cabeça de Veado, DF

Avaliação do desenvolvimento inicial de espécies nativas do cerrado submetidas a quatro tipos de adubação na recuperação de área degradada na APA Gama e Cabeça de Veado, DF

Autor(a):

Francis Barbosa Rocha

Resumo:

O avanço da agricultura e pecuária no Brasil tem sido acompanhado pelo avanço da degradação do bioma Cerrado. Acompanhar o desenvolvimento das espécies de cerrado em campo é importante para conhecer as diversas necessidades ecológicas e ritmos de crescimento destas. O objetivo deste estudo foi avaliar o desenvolvimento inicial de cinco espécies nativas do bioma cerrado submetidas a 4 tipos de adubações: adubo de gado, adubo de gado + adubação verde de cobertura, lodo de esgoto e lodo de esgoto + adubação verde de cobertura. O plantio foi realizado em área de pasto degradada, na quadra 25 do Park Way, Distrito Federal, Brasil. Os 4 tratamentos foram aplicados aleatoriamente entre 16 parcelas, sendo 4 repetições por tratamento. Foram plantadas 1200 mudas correspondendo a 240 mudas para cada uma das espécies avaliadas: Astronium fraxinifolium, Eugenia dysenterica, Inga laurina, Tapirira guianensis e Tabebuia serratifolia. O plantio consistiu na abertura de linhas com sulcador, seguido pela adubação dos berços com 200 g de NPK 4-14-8, 150 g de calcário e 1 litro de esterco de gado ou lodo de esgoto curtidos, dependo do tratamento. Em seguida, os sulcos foram fechados e realizado o plantio de sementes, no devidos tratamentos, dos adubos verdes de cobertura, utilizando duas espécies: Canavalia ensiformis (L.) DC. (feijão-de-porco) e Cajanus cajan (L.) Millsp (feijão guandu). Foram avaliados os incrementos percentuais em altura, diâmetro e área de copa, além da taxa de sobrevivência, com medições semestrais de abril de 2011 a outubro de 2012. A análise estatística foi feita através do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, seguido do método de Dunn, e do teste Qui-quadrado ou “G” para a taxa de sobrevivência. O nível de significância foi de 5%. Ao final de 18 meses a espécie I. laurina apresentou os maiores valores percentuais totais para os incrementos diâmetro (141,34%), altura (124,24%) e área de copa (314,36%). Não houve diferença significativa entre os tratamentos para os parâmetros analisados ao fim do experimento. A taxa de sobrevivência foi significativamente maior para as espécies I. laurina (87,9%) e T. guianensis (81,7%). O lodo pode ser uma alternativa ao esterco de gado, dando destinação a esse tipo de resíduo. As espécies I. laurina e T. guianensis são recomendadas para plantios em áreas cobertas por capim braquiária.

Referência:

ROCHA, Francis Barbosa. Avaliação do desenvolvimento inicial de espécies nativas do cerrado submetidas a quatro tipos de adubação na recuperação de área degradada na APA Gama e Cabeça de Veado, DF. 2013. 57 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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Estudo sobre o comércio informal de plantas medicinais em Goiânia e cidades vizinhas

Estudo sobre o comércio informal de plantas medicinais em Goiânia e cidades vizinhas

Autor(a):

TRESVENZOL, L. M.; PAULA, J. R.; RICARDO, A. F.; FERREIRA, H. D.; ZATTA, D. T.

Resumo:

A prática do uso de plantas medicinais já faz parte da história da humanidade e o conhecimento sobre a arte de transformar plantas em medicamentos, tem sido transmitido ao longo de gerações. Porém, esse conhecimento popular sobre o poder terapêutico das plantas em medicamentos, tem se restringido a um número cada vez menor de pessoas. Considerando esse contexto, o raizeiro, profissional que manipula e comercializa plantas medicinais, principalmente em cidades com forte tradição na agricultura e pecuária, assume papel importante na preservação e divulgação desse conhecimento. O objetivo desse estudo foi avaliar o trabalho dos raizeiros de Goiânia e cidades vizinhas. A metodologia consistiu na realização de entrevistas com 14 raizeiros, selecionados de acordo com a idade (mais idosos) e os com mais tempo dedicado ao trabalho com plantas medicinais. As entrevistas se desenvolveram informalmente durante o trabalho do profissional e foram gravadas em fitas cassete, sendo os dados posteriormente transcritos. As entrevistas permitiram identificar como os raizeiros adquiriram o conhecimento sobre o uso de plantas medicinais, qual o efeito terapêutico que é atribuído a cada uma delas, bem como a forma de preparação e utilização, o desconhecimento quanto a interações e efeitos colaterais e como as espécies vegetais são obtidas para o comércio. No estudo foram citadas 235 plantas pelos nomes populares, sendo que das 28 mais citadas, 18 tiveram a mesma indicação terapêutica básica de todos os que a comercializavam. As 28 plantas mais citadas foram analisadas por um botânico e 24 tiveram as espécies identificadas, 03 identificadas apenas quanto ao gênero e 01 não foi identificado nem o gênero. Embora com ressalvas, a importância dos raizeiros para a população, especialmente a de baixa renda, deve ser reconhecida. Todavia, alguns fatores podem representar riscos para os consumidores dessas preparações populares: conhecimento insuficiente sobre as plantas comercializadas, risco de falsificações, falta de controle de qualidade do material vegetal e o uso de misturas de plantas sem considerar as suas interações.

Referência:

TRESVENZOL, L.M.; PAULA, J.R.; RICARDO. A.F.; FERREIRA, H.D.; ZATTA, D.T. Estudo sobre o comércio informal de plantas medicinais em Goiânia e cidades vizinhas. Revista Eletrônica de Farmácia. v. 3, n. 1, p. 23-28, 2006

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Esforço de coleta e de beneficiamento para produção de farinha de jatobá (Hymenaea spp.) pelos indígenas da aldeia Pedra Branca, terra indígena Krahô – TO

Esforço de coleta e de beneficiamento para produção de farinha de jatobá (Hymenaea spp.) pelos indígenas da aldeia Pedra Branca, terra indígena Krahô – TO

Autor(a):

Lya Mayer de Araujo

Resumo:

A exploração econômica dos produtos florestais não-madeireiros (PFNM) é uma alternativa para gerar renda e fortalecer a segurança alimentar da etnia Krahô, que sofre com a fome sazonal agravada pela descaracterização dos sistemas agrícolas tradicionais. O presente estudo estimou o custo da cadeia produtiva de farinha de Jatobá (Hymenaea spp.) na aldeia Pedra Branca, situada na Terra Indígena Krahô (TO) a fim de avaliar a viabilidade da exploração econômica deste recurso. Para isso foi registrado o tempo que os indígenas gastaram para coletar os frutos de Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne e Hymenaea courbaril L. em três áreas próximas à aldeia, indicadas pelos próprios indígenas por meio de mapeamentos participativos. Foram selecionadas 15 matrizes que tiveram a altura, o diâmetro do fuste, a 0,30 m do solo (DAS), e o diâmetro de copa (DC) medidos. Os frutos de cada árvore foram pesados separadamente com o intuito de estimar a relação entre a produção de cada matriz com as variáveis obtidas. Os 193,75 kg de frutos coletados foram separados por espécie e o beneficiamento destes foi realizado por amostras contendo 30 frutos cada, visando obter também o rendimento em farinha das duas espécies. Para obter o custo de produção da farinha por pessoa somou-se as horas trabalhadas na coleta e no beneficiamento dos frutos, que posteriormente foi dividido pelo número de pessoas envolvidas nestas atividades a fim de se obter o custo da cadeia produtiva de farinha de Jatobá por pessoa. Foi estimado custo de 0,99 horas para um trabalhador coletar e beneficiar um quilograma de farinha de Jatobá, equivalente a R$ 3,71 quando convertido no valor da diária de campo praticada na região. Simples ações como selecionar, lavar, secar e estocar apropriadamente podem agregar valor a este produto, que pode atingir valores de mercado mais elevados do que o estimado no presente estudo. H. stigonocarpa apresentou maior rendimento em
farinha (14,9%) do que H. courbaril (9,2%), e a variável que melhor explicou a produção é a área da copa, com coeficiente de determinação (R²) igual a 0,79. Os resultados apresentados poderão subsidiar políticas públicas voltadas a estimular a economia local, fortalecer a segurança alimentar, além de preservar a cultura das comunidades tradicionais e a biodiversidade do Cerrado.

Referência:

ARAUJO, Lya Mayer de. Esforço de coleta e de beneficiamento para produção de farinha de jatobá (Hymenaea spp.) pelos indígenas da aldeia Pedra Branca, terra indígena Krahô – TO. 2011. xii, 67 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2011.

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Avaliação da resposta de espécies florestais do Cerrado a espécies virais dos gêneros Potyvirus e Tospovirus e estudos de caracterização de vírus em Mimosa caesalpiniifolia

Avaliação da resposta de espécies florestais do Cerrado a espécies virais dos gêneros Potyvirus e Tospovirus e estudos de caracterização de vírus em Mimosa caesalpiniifolia

Autor(a):

Priscilla Carvalho Farias

Resumo:

A biodiversidade do Cerrado Brasileiro é muito grande e espécies florestais originárias deste Bioma tem grande potencial econômico. Tais espécies, entretanto, podem ser reservatórios de vírus fitopatogênicos, responsáveis por grandes perdas em diversas culturas de interesse agronômico. Desta forma, novas informações encontradas em plantas deste Bioma, referentes à interação entre patógenos e hospedeiras, são de grande importância, principalmente para o conhecimento de novas hospedeiras de vírus de plantas, informação esta, bastante escassa na literatura. Além disso, essas plantas apresentam potencial para uso em programas de melhoramento genético via transgenia, visando a resistência a fitopatógenos. Assim, este trabalho teve como objetivo a avaliação do tipo de resposta e o potencial de algumas espécies florestais como hospedeiras de espécies de gêneros de vírus economicamente importantes. Espécies de Potyvirus (Potato virus Y- PVY) e de Tospovirus (Groundnut ringspot virus – GRSV; e Tomato spotted wilt virus – TSWV) foram inoculadas mecanicamente via extrato vegetal tamponado. Os ensaios foram realizados em três épocas diferentes usando 22 espécies florestais do Cerrado. No primeiro e terceiro ensaio foram utilizadas mudas provenientes de sementeiras de 9 espécies distintas com duas repetições para cada espécie. No segundo, quarto, quinto e sexto ensaios, mudas provenientes da FAL (Fazenda Água Limpa), e Viveiro IV da NOVACAP de mais 13 espécies foram utilizadas, sendo cada espécie com três repetições. Foram inoculadas nos ensaios 2 amostras de cada espécie. Como controles negativos, foram usadas amostras das mesmas espécies, sem inoculação. Os ensaios foram avaliados a cada 10 dias. A detecção dos vírus foi feita através de sintomas e de anticorpos policlonais por meio de Dot-Blot. Conforme análise, as amostras em laboratório, Chorisia speciosa, Ingas laurina, Lafoensia pacari e Schinus terebinthifolius mostraram-se positivas para GRSV; Chorisia speciosa, Hymenaea stignocarpa, Kielmeyra coreacea e Lafoensia pacari mostraram-se positivas para TSWV; e Eriotheca pubescens e Ingas laurina para PVY. Sendo Ingas laurina, Kielmeyera coreacea, e Lafoensia pacari assintomáticas e Enterolobium gummiferum, Pterogyne nitens, Solanum lycocarpum e Tabebuia avellanedae apenas sintomáticas para GRSV, GRSV, TSWV e PVY, respectivamente. Ao final desse trabalho foram obtidas 11 espécies florestais como potenciais hospedeiras dos vírus citados. São elas: Chorisia speciosa, Enterolobium gummiferum, Eriotheca pubescens, Hymenaea stignocarpa, Ingas laurina, Kielmeyera coreacea, Pterogyne nitens, Lafoensia pacari, Schinus terebinthifolius, Solanum lycocarpum e Tabebuia avellanedae. Verificou-se com isso que plantas nativas do Cerrado e espécies florestais de interesse econômico apresentam grande potencial como reservatório de vírus, o que pode influenciar na distribuição e manutenção de isolados virais de importância agronômica, que possa, futuramente, também se tornar importantes no meio de produção florestal. Por outro lado, foi possível detectar Begomovirus na espécie Mimosa caesalpiniifolia, sendo que os estudos de caracterização do vírus estão sendo conduzidos, apresentando-se um trabalho com grande potencial para estudos posteriores, principalmente levando-se em conta a ausência de estudos de caracterização viral em espécies florestais.

Referência:

FARIAS, Priscilla Carvalho. Avaliação da resposta de espécies florestais do Cerrado a espécies virais dos gêneros Potyvirus e Tospovirus e estudos de caracterização de vírus em Mimosa caesalpiniifolia. 2013. 71 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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Uso de plantas medicinais na região de Alto Paraíso de Goiás, GO, Brasil

Uso de plantas medicinais na região de Alto Paraíso de Goiás, GO, Brasil

Autor(a):

Cynthia Domingues de SouzaI; Jeanine Maria Felfili

Resumo:

Os conhecimentos tradicionais dos usos mais comuns dados aos vegetais podem ser resgatados pela etnobotânica e utilizados para a valorização das plantas do Cerrado no processo de desenvolvimento econômico. Este estudo foi conduzido no município de Alto Paraíso de Goiás, localizado na microrregião denominada Chapada dos Veadeiros, a uma distância de 230 km de Brasília. O levantamento etnobotânico teve como alvo comunidades do entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e da cidade de Alto Paraíso. Foram realizadas entrevistas em aberto com os moradores locais, tentando buscar informações em níveis sócio-culturais distintos, enfocando quais plantas são mais utilizadas e suas indicações no combate a enfermidades. Observou-se que as espécies vegetais do cerrado têm uma gama considerável de utilização humana para quase todos os estratos, ervas, arbustos e árvores. Quanto às espécies arbóreas, predomina a utilização da entrecasca e sementes. A comunidade utiliza a biodiversidade nativa uma vez que 69% das 103 espécies citadas pelos entrevistados como úteis pertenceram à flora nativa. No elenco das dez espécies medicinais mais utilizadas, foram coincidentes na indicação de todos os entrevistados: chapéu de couro (Echinodorus macrophyllus (Kunth) Micheli), arnica (Lychnophora ericoides Mart.), plantas nativas de porte herbáceo/arbustivo; as arbóreas nativas, jatobá (Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne), tingui (Magonia pubescens A. St.-Hil.) e o barbatimão (Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville) e duas ruderais, carrapicho (Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze) e mastruz (Chenopodium ambrosioides L.), de porte herbáceo/arbustivo. Outro ponto importante evidenciado foi que, apesar do grande potencial de exploração extrativista vegetal, estes recursos estão sendo utilizados de forma indiscriminada, sem um programa eficiente de manejo sustentado.

Referência:

SOUZA, C.D.; FELFILI, J.M. Uso de plantas medicinais na região de Alto Paraíso de Goiás, GO, Brasil. Acta Botânica Brasílica, v. 20, n. 1, p.135-142, 2006.

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