Avaliação do desenvolvimento inicial de espécies nativas do cerrado submetidas a quatro tipos de adubação na recuperação de área degradada na APA Gama e Cabeça de Veado, DF

Autor(a):

Francis Barbosa Rocha

Resumo:

O avanço da agricultura e pecuária no Brasil tem sido acompanhado pelo avanço da degradação do bioma Cerrado. Acompanhar o desenvolvimento das espécies de cerrado em campo é importante para conhecer as diversas necessidades ecológicas e ritmos de crescimento destas. O objetivo deste estudo foi avaliar o desenvolvimento inicial de cinco espécies nativas do bioma cerrado submetidas a 4 tipos de adubações: adubo de gado, adubo de gado + adubação verde de cobertura, lodo de esgoto e lodo de esgoto + adubação verde de cobertura. O plantio foi realizado em área de pasto degradada, na quadra 25 do Park Way, Distrito Federal, Brasil. Os 4 tratamentos foram aplicados aleatoriamente entre 16 parcelas, sendo 4 repetições por tratamento. Foram plantadas 1200 mudas correspondendo a 240 mudas para cada uma das espécies avaliadas: Astronium fraxinifolium, Eugenia dysenterica, Inga laurina, Tapirira guianensis e Tabebuia serratifolia. O plantio consistiu na abertura de linhas com sulcador, seguido pela adubação dos berços com 200 g de NPK 4-14-8, 150 g de calcário e 1 litro de esterco de gado ou lodo de esgoto curtidos, dependo do tratamento. Em seguida, os sulcos foram fechados e realizado o plantio de sementes, no devidos tratamentos, dos adubos verdes de cobertura, utilizando duas espécies: Canavalia ensiformis (L.) DC. (feijão-de-porco) e Cajanus cajan (L.) Millsp (feijão guandu). Foram avaliados os incrementos percentuais em altura, diâmetro e área de copa, além da taxa de sobrevivência, com medições semestrais de abril de 2011 a outubro de 2012. A análise estatística foi feita através do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis, seguido do método de Dunn, e do teste Qui-quadrado ou “G” para a taxa de sobrevivência. O nível de significância foi de 5%. Ao final de 18 meses a espécie I. laurina apresentou os maiores valores percentuais totais para os incrementos diâmetro (141,34%), altura (124,24%) e área de copa (314,36%). Não houve diferença significativa entre os tratamentos para os parâmetros analisados ao fim do experimento. A taxa de sobrevivência foi significativamente maior para as espécies I. laurina (87,9%) e T. guianensis (81,7%). O lodo pode ser uma alternativa ao esterco de gado, dando destinação a esse tipo de resíduo. As espécies I. laurina e T. guianensis são recomendadas para plantios em áreas cobertas por capim braquiária.

Referência:

ROCHA, Francis Barbosa. Avaliação do desenvolvimento inicial de espécies nativas do cerrado submetidas a quatro tipos de adubação na recuperação de área degradada na APA Gama e Cabeça de Veado, DF. 2013. 57 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

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