Perspectivas socioeconômicas locais sobre a proposta de ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros​

Perspectivas socioeconômicas locais sobre a proposta de ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Autor(a):

Joanna Fernanda Ramos

Resumo:

O Cerrado é um bioma brasileiro de inestimável importância, no entanto é um dos mais desmatados atualmente. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV) é uma Unidade de Conservação que tem papel importante na preservação e conservação deste bioma. O histórico de criação e delimitação de limites do PNCV foi conturbado e em conjunto com problemáticas fundiárias da região os municípios do entorno do PNCV nem sempre foram influenciados positivamente. Nesse contexto, estudos sobre aspectos socioeconômicos de cidades no entorno do PNCV são essenciais para entender a dinâmica desses municípios com o PNCV e a efetividade e cumprimento dos objetivos da área protegida, em acordo com as atividades do entorno. O objetivo deste estudo é analisar a percepção da comunidade local diante de possíveis impactos sociais decorrentes da ampliação do PNCV, com ênfase em aspectos socioeconômicos nos municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás e Nova Roma. Para isso fiz uso de questionários e depoimentos que foram respondidos por comerciantes, pequenos produtores, e secretários municipais. Cavalcante foi o município com respostas mais positivas sobre a influência da ampliação PNCV, Alto Paraíso de Goiás se mostrou o mais desacreditado em relação à influência positiva da ampliação, Teresina de Goiás não acredita de maneira geral que a ampliação pode mudar sua condição atual e Nova Roma não acredita de maneira geral ser influenciado pela ampliação. Existe uma expectativa inversa entre IDHM e perspectiva local da influência positiva da ampliação do parque sobre o município.

Referência:

RAMOS, Joanna Fernanda. Perspectivas socioeconômicas locais sobre a proposta de ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. 2016. 49 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Carga de material combustível e comportamento do fogo em área de cerrado antropizado

Carga de material combustível e comportamento do fogo em área de cerrado antropizado

Autor(a):

Sarah Clariene Correia Fontoura

Resumo:

O Cerrado brasileiro possui grande importância, devido a sua extensa área e a sua grande biodiversidade, sendo considerado um hotspot mundial. Um dos elementos característicos deste bioma é o fogo. O fogo, atualmente, é causado por atividades antrópicas e possui grande intensidade e consequentemente maiores danos a fauna, flora, ao meio ambiente e à saúde humana. Porém, o fogo também pode ser essencial na manutenção da biodiversidade, além de contribuir para a redução do material combustível, quando aplicado sob forma de queima prescrita. Essa prática é capaz de reduzir a intensidade e os impactos do fogo. No presente trabalho foram delimitadas 10 parcelas ao longo de uma área localizada às margens da Fazenda Água Limpa (Brasília), onde ocorre a queima controlada uma vez ao ano. Dentro de cada parcela foram lançadas 3 repetições, totalizando 30 repetições, nas quais o material foi separado em 6 classes (gramíneas, plântulas, 1 hora, 10 horas e 100 horas e amostra controle) e acondicionado em sacos de papel. Essa separação de classes diz respeito ao estado (vivo ou morto) e ao tempo de resposta do material a umidade (timelag), como proposto pelo autor Rothermel. Os teores de umidade do material vivo foram de 55,85 e 96,56%, os do material morto, entre 16,7% e 26,21%. A temperatura máxima, a porcentagem de perda de massa total e o tempo total de combustão foram estatisticamente iguais para todas classes. A maior altura de chama observada foi em plântulas e a menor foi nas classes de 10 e 100 horas (que teve maior tempo de chama), o material vivo perdeu mais massa no período de chamas e o morto mais grosso, menos. A classe de 100 horas também foi a que necessitou de maior energia para sua ignição.

Referência:

FONTOURA, Sarah Clariene Correia. Carga de material combustível e comportamento do fogo em área de cerrado antropizado. 2016. ix, 40 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Dinâmica de nitrogênio no solo em áreas de cerrado sentido restrito com invasão biológica de capim-gordura (Melinis minutiflora) e braquiária (Brachiaria decumbens) no Planalto Central brasileiro

Dinâmica de nitrogênio no solo em áreas de cerrado sentido restrito com invasão biológica de capim-gordura (Melinis minutiflora) e braquiária (Brachiaria decumbens) no Planalto Central brasileiro

Autor(a):

Jocemara Viana de Souza

Resumo:

As gramíneas exóticas invasoras causam mudanças na estrutura e composição da vegetação, com impactos diretos sobre a biodiversidade. Dentre elas, o Melinis minutiflora (capim-gordura) e Brachiaria decumbens (capim-braquiária), apresentam ampla distribuição geográfica e mecanismos mais eficientes na utilização de nutrientes comparadas com as gramíneas nativas do Cerrado. As gramíneas africanas exercem uma forte concorrência com as espécies nativas, no entanto, normalmente não é considerado o impacto gerado quanto elas interagem entre si. O objetivo do presente estudo foi avaliar se a disponibilidade de nitrogênio no solo em área com invasão de capim gordura e braquiária podem ser diferentes quando há ocorrência de apenas uma espécie exótica invasora ou coocorrência. Para isso foi analisado a concentração de N-H4+ e N-NO3-, taxas de mineralização e nitrificação líquida de nitrogênio, teor de carbono orgânico e teor de nitrogênio total, os tratamentos estudados foram T1 (controle); T2 (remoção do capim-gordura); T3 (remoção do capim-braquiária); T4 (remoção do capim-gordura e braquiária). A concentração máxima de N-H4+ foi de 5,49 mg.kg-1 encontrada no tratamento T3, já a maior concentração de N-NO3- foi de 0,38 mg.kg-1 no tratamento T2. As taxas de mineralização e nitrificação não apresentaram diferenças entre os tratamentos estudados. A maior razão N-NH4+/N-NO3- foi observada no tratamento T4, para o teor de carbono orgânico foi observado diferença estatística entre os tratamentos T1 e T3. Os maiores teores de carbono orgânico e nitrogênio total foram observados no tratamento T1. Conclui-se que, os tratamento apresentam diferença na disponibilidade de nitrogênio no solo, e a coocorrência entre as espécies de capim-gordura e capim-braquiária reduz a concentração de nitrogênio inorgânico no solo quando comparada com a ocorrência de apenas uma das gramíneas invasoras em área de cerrado sentido restrito.

Referência:

SOUZA, Jocemara Viana de. Dinâmica de nitrogênio no solo em áreas de cerrado sentido restrito com invasão biológica de capim-gordura (Melinis minutiflora) e braquiária (Brachiaria decumbens) no Planalto Central brasileiro. 2017. 43 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Efeito do fogo na emergência e estabelecimento de plântulas em um campo sujo de cerrado

Efeito do fogo na emergência e estabelecimento de plântulas em um campo sujo de cerrado

Autor(a):

Ana Beatriz Serrão Liaffa

Resumo:

O bioma Cerrado sendo é uma das savanas mais ricas do mundo, tanto em fauna, quanto em flora. A diversidade vegetacional e sua distribuição são dadas pelo clima, pelo gradiente pedológico e pela frequência de queima, distúrbio associado à evolução do bioma. As plantas do Cerrado desenvolveram características de adequação ao regime do fogo, como a tolerância das sementes às altas temperaturas. Dependendo da frequência no qual ocorre, o fogo pode influenciar na distribuição e na estrutura da vegetação. Verifiquei as taxas de emergência e de sobrevivência de dois grupos de plântulas (monocotiledôneas e não monocotiledôneas) e os fatores ambientais que regulam essas variáveis, como a precipitação e ocorrência de fogo, em um campo sujo do Parque Nacional de Brasília. Selecionei três áreas parcialmente manejadas com fogo, permitindo comparar áreas queimadas e não queimadas adjacentes. Instalei 20 subparcelas em cada área, sendo metade em parcelas após o fogo e, as demais em parcelas sem fogo. As observações acompanharam a estação chuvosa, iniciando em outubro de 2016 e finalizando em maio de 2017. Verifiquei a emergência de plântulas e a sobrevivência das ja amostradas a cada quinze dias. Cada plântula foi demarcada e classificada como monocotiledônea ou não monocotiledônea. Também coletei amostras de solo a cada 15 dias para verificar o potencial hídrico, com amostras de cada subparcela a duas profundidades. Os dados de precipitação foram retirados do site do INMET. Houve correlação positiva entre precipitação e potencial hídrico na emergência de plântulas, o que é esperado devido à fenologia das espécies, adaptadas à sazonalidade climática da região. A precipitação também apresentou relação positiva na sobrevivência de ambos os grupos. O potencial hídrico, por sua vez, foi negativamente relacionado à sobrevivência em geral, o que foi atribuído à menor mortalidade em áreas queimadas (que possuem maior déficit hídrico). A emergência de não monocotiledôneas foi negativamente afetada pelo fogo, enquanto as monocotiledôneas foram indiferentes ao distúrbio. Monocotiledôneas possuem vantagem competitiva porque, além de serem mais abundantes em ecossistemas campestres, apresentam maior recrutamento proporcional pós fogo. Com isso, a frequência de fogo favorece a distribuição de monocotiledôneas, influenciando a composição e a estrutura da paisagem. Outros fatores, como temperatura e composição do solo, também podem explicar a relação entre emergência e sobrevivência nesses ambientes.

Referência:

LIAFFA, Ana Beatriz Serrão. Efeito do fogo na emergência e estabelecimento de plântulas em um campo sujo de cerrado. 2017. 30 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Avaliação de sementes de Myracrodruon urundeuva Fr. All. submetidas a três métodos de análise do teor de umidade

Avaliação de sementes de Myracrodruon urundeuva Fr. All. submetidas a três métodos de análise do teor de umidade

Autor(a):

Alexandre Eurico Teza de Souza

Resumo:

O mercado brasileiro necessita de técnicas para desenvolvimento da produção de mudas de espécies nativas provenientes de sementes. O método desenvolvido, ainda, mais efetivo é a secagem dos propágulos para o armazenamento, sendo uma ferramenta para a conservação das espécies que estão ameaçadas pela alta exploração. A espécie Myracrodruon urundeuva é um exemplo do uso desenfreado devido sua madeira de alta densidade e presença de tanino, além das suas propriedades farmacológicas. O trabalho teve como objetivo avaliar o métodos de secagem das sementes de M. urundeuva em estufa, em aparelho micro-ondas e aparelho medidor de umidade analisando a viabilidade fisiológica das sementes de por meio do teste de germinação. O experimento foi realizado utilizando 30 matrizes com quatro repetições, a quantidade de semente variou de acordo com o teste, no de germinação empregou-se 40 semente e nos de secagem 135 sementes. O delineamento foi inteiramente casualizado (DIC), usando a análise de variância (ANOVA) ao nível 5% de significância e o teste de Tukey. A espécie apresentou boa taxa de germinação ocorrendo nos primeiros dias de experimento. Os métodos de secagem diferiram estatisticamente entre si, não podendo eleger o melhor para a espécie, pois é necessario considerar os objetivos finais do processo a ser escolhido. 

Referência:

SOUZA, Alexandre Eurico Teza de. Avaliação de sementes de Myracrodruon urundeuva Fr. All. submetidas a três métodos de análise do teor de umidade. 2017. 46 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Riqueza florística e diversidade funcional da flora lenhosa em cerrado sentido restrito e áreas revegetadas com lodo de esgoto​

Riqueza florística e diversidade funcional da flora lenhosa em cerrado sentido restrito e áreas revegetadas com lodo de esgoto

Autor(a):

Patrícia Corrêa Guedes de Souza

Resumo:

O presente trabalho objetiva verificar se a recuperação de áreas mineradas, revegetadas a partir da aplicação de lodo de esgoto, está conduzindo esses ambientes para condições similares às do ecossistema de origem (Cerrado sentido restrito) em termos de composição florística, riqueza de espécies e diversidade funcional.

Referência:

SOUZA, Patrícia Corrêa Guedes de. Riqueza florística e diversidade funcional da flora lenhosa em cerrado sentido restrito e áreas revegetadas com lodo de esgoto. 2017. vii, 59 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Análise da qualidade fisiológica de sementes de Handroanthus impetiginosus (Mart. Ex Dc.) Mattos

Análise da qualidade fisiológica de sementes de Handroanthus impetiginosus (Mart. Ex Dc.) Mattos

Autor(a):

Alexandre Espíndola Viana

Resumo:

O Cerrado vem sofrendo baixas consideráveis em sua formação florestal causadas pelo interesse em ampliar áreas de monocultura na região central do país, destacando-se a importância do reflorestamento. As potencialidades genéticas das sementes e a qualidade das mudas são os fatores que determinam o sucesso de um reflorestamento. Portanto é relevante que se tenha conhecimento sobre as espécies recomendadas para a condução dessa forma de manejo. O ipê-roxo é indicado em recuperação de áreas degradadas devido a sua exuberância e por gerar aumento da variabilidade genética. O objetivo deste trabalho foi verificar a adequação dos testes de condutividade elétrica e do pH do exsudato-fenolftaleína para análise da qualidade fisiológica das sementes de Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos. Ambos os testes foram conduzidos em três tempos de embebição (30, 60 e 90 min), sendo que se empregou as soluções de carbonato de cálcio e fenolftaleína no teste de pH de exsudato (método colorimétrico). Ao final dos testes, as sementes foram colocadas para germinar em substrato rolo de papel, a 25ºC, com fotoperíodo de 12 horas de luz, por 30 dias. O delineamento estatístico adotado foi o inteiramente casualizado, com quatro repetições de 100 sementes. Nas condições testadas neste trabalho os testes de condutividade elétrica não se mostraram adequados para diagnosticar o vigor das sementes de Handroanthus impetiginosus, mas o de pH de exsudato-fenolftaleína foi considerado válido.

Referência:

VIANA, Alexandre Espíndola. Análise da qualidade fisiológica de sementes de Handroanthus impetiginosus (Mart. Ex Dc.) Mattos. 2017. ix, 38 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Zoneamento de risco de incêndios no Distrito Federal

Zoneamento de risco de incêndios no Distrito Federal

Autor(a):

Aline Marcimiano de Lima

Resumo:

Os incêndios em áreas naturais são fenômenos periódicos e causam severos impactos ambientais e socioeconômicos em todo o Brasil. Na estação seca, onde há um maior acúmulo de biomassa, redução da umidade do ar e aumento da temperatura, a ocorrência do fogo é abrangente e intensa, especialmente em regiões mais predispostas ao fogo, como é o caso do bioma Cerrado. O presente estudo buscou desenvolver uma proposta de zoneamento de risco de incêndios para todo o território do Distrito Federal. Para isso, foram utilizados os produtos MCD45A1 e MCD13Q1 do sensor MODIS de detecção de cicatrizes de queimadas e índice de vegetação, respectivamente, para o período entre 2000 e 2016. A relação entre áreas atingidas por fogoevariáveis espacialmente explícitas (distância de estradas, de núcleos urbanos, longitude, latitude, altitude, orientação de encostas, declividade e índice de vegetação), com efeitos potenciais na ocorrência de incêndios florestais na área de estudo, foram avaliadas com o modelo probabilístico Probit. A partir dos resultados de probabilidade do modelo Probit, foram definidos pesos para cada variável espacial utilizada para ajustar os níveis de riscos de incêndios às características e condições locais. As variáveis que afetaram significativamente (a 95% de probabilidade) a ocorrência dos incêndios na área de estudo foram: declividade, índice de vegetação, proximidade de rodovias, altitude e longitude. Por fim, foram definidas zonas de riscos de ocorrência e propagação do fogo no Distrito Federal.Com base no modelo de zoneamento proposto, estima-se que aproximadamente 28% do território do Distrito Federal foram considerados de alto e moderado risco de incêndios, respectivamente, as áreas classificadas com risco extremo (~9%) e muito alto (~23%) estão localizadas no entorno e dentro de áreas protegidas no Distrito Federal. Os resultados deste estudo ampliam o entendimento da ocorrência e propagação de eventos de fogo no Distrito Federal. Com isso, será possível a melhor definição de estratégias para prevenção e combate aos incêndios florestais na vegetação do cerrado, com destaque as áreas protegidas e seus entornos.

Referência:

LIMA, Aline Marcimiano de. Zoneamento de risco de incêndios no Distrito Federal. 2017. xi, 47 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017

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Decomposição de Serapilheira em área do cerrado sentido restrito e plantio de eucalipto no Distrito Federal

Decomposição de Serapilheira em área do cerrado sentido restrito e plantio de eucalipto no Distrito Federal

Autor(a):

Fabiula Ribeiro Batista

Resumo:

O objetivo deste trabalho foi avaliar a taxa de perda de massa foliar através das variáveis climáticas em duas vegetações: cerrado típico e em plantio de eucalipto híbrido clonal (urophylla x grandis), em função do método de sacolas de decomposição (litterbags). O decaimento foliar é observado quando há perca da massa do folhedo. Com duas estações bem definidas, a estação chuvosa tem início em outubro e estende-se até março e estação seca de abril até setembro. O experimento foi realizado na Reserva Ecológica e Experimental da Universidade de Brasília, Fazenda água Limpa (FAL). Nessa pesquisa também foram utilizados dados obtidos da estação meteorológica da FAL. Nas duas áreas fez-se o procedimento de instalação de parcelas para serem monitoradas durante o período da pesquisa. Para início do experimento foram realizadas coletadas das folhas recém caídas em agosto de 2015. A partir da coleta, as folhas foram alocadas em bolsas feitas de nylon, denominadas de sacolas de decomposição, que continham em cada amostra 20 g de folhas que foram realocadas novamente nas áreas de cerrado e eucalipto, para posterior análise da perda de biomassa. A avaliação da decomposição foi feita mensalmente, no período de outubro de 2015 a setembro de 2016. Os resultados indicaram que foi similar o porcentual de perda de massa em ambas as vegetações. Com 12 meses de análise, o cerrado e o eucalipto ainda tinha mais de 60% da sua massa inicial. Com uma alta relação C/N para as duas vegetações.

Referência:

BATISTA, Fabiula Ribeiro. Decomposição de Serapilheira em área do cerrado sentido restrito e plantio de eucalipto no Distrito Federal. 2017. ix, 40 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Incêndios florestais no Distrito Federal entre 1987 e 2017

Incêndios florestais no Distrito Federal entre 1987 e 2017

Autor(a):

Yanara Ferreira de Souza

Resumo:

Incêndios florestais ocorrem com frequência no bioma Cerrado em sua a maioria devido a fatores climáticos e antropogênicos. O fogo pode ter efeitos negativos (ex. redução do recrutamento de espécies lenhosas) e positivos ex. aumento da diversidade da vegetação) quando utilizado de forma controlada. No Distrito Federal, os incêndios têm ocorrido todos os anos, variando anualmente na frequência e na quantidade de área queimada. O objetivo do presente trabalho foi identificar as áreas afetadas por fogo entre os anos de 1987 a 2017 e analisar fatores que contribuíram para a ocorrência e propagação do fogo. Foram utilizadas imagens dos satélites Landsat 5 (sensor TM), Landsat 7 (sensor ETM+) e Landsat 8 (sensor OLI), órbita/ponto 221/071, adquiridas entre 1987 e 2017 para detecção de cicatrizes de fogo na área de estudo. As cicatrizes de fogo na vegetação foram detectadas em cada imagem a partir da transformação das imagens aplicando a Análise de Componente Principal (PC1, PC2 e PC3) e o classificador por Árvore de Decisão. Com base nos resultados deste estudo, observou-se que as maiores áreas afetadas por fogo em todo o Distrito Federal foram detectadas em 2017 e 1994, totalizando 43.087,77 hectares e 42.808,5 hectares de áreas queimadas, respectivamente. As Unidades de Conservação mais atingidas por fogo na área e período de estudo foram o Parque Nacional de Brasília, a Reserva Biológica da Contagem e a Reserva Ecológica do IBGE. Nas três décadas de análise, aproximadamente 82% do Distrito Federal não foi afetado por incêndios, 18% uma única vez, 6% duas vezes e 2% três vezes. Áreas com quatro ou mais ocorrências de incêndios representaram 1% da área territorial do Distrito Federal. A maior área atingida por fogo pelo menos uma vez na área de estudo, foi observada no período de 1987 a 1996, totalizando 83.952 hectares de vegetação nativa queimada. Os resultados desta pesquisa podem ser utilizados para apoiar a definição de estratégias de prevenção e combate de incêndios, como parte das atividades do IBAMA, Corpo de Bombeiros e outras instituições que atuam na conservação do meio ambiente no Distrito Federal.

Referência:

SOUZA, Yanara Ferreira de. Incêndios florestais no Distrito Federal entre 1987 e 2017. 2017. vii, 35 f., il. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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