Recursos medicinais de espécies do Cerrado de Mato Grosso: um estudo bibliográfico.

Recursos medicinais de espécies do Cerrado de Mato Grosso: um estudo bibliográfico.

Autor(a):

Germano Guarim Neto; Ronan Gil de Morais

Resumo:

A flora do Cerrado é de enorme riqueza, mas somente 1,5% de sua extensão é protegida por lei. Em vista disto, é preciso valorizar os recursos que ela oferece e que estão sob forte pressão de extinção, como as espécies medicinais. Assim, o presente estudo faz uma revisão bibliográfica aprofundada de trabalhos que indiquem as informações das espécies medicinais do cerrado mato-grossense, com intuito de se estabelecer uma base de dados regionais e, conseqüentemente, iniciar uma discussão em nível nacional. A revisão da flora medicinal constatou o total de 509 espécies, distribuídas em 297 gêneros e 96 famílias. As famílias com maior número de espécies foram Asteraceae e Fabaceae (7% das espécies) e os gêneros foram Hyptis e Tabebuia (oito espécies). As espécies com maior número de citações bibliográficas foram Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville e Anemopaegma arvense (Vell.) Stelf. O predomínio foi de espécies arbóreas (31%). Os valores relatados superaram, em muito, estimativas anteriores e, em vista das áreas que ainda não foram cobertas por pesquisas mato-grossenses, acredita-se que o presente resultado poderá ser significativamente ampliado no futuro.

Referência:

GUARIM NETO, G.; MORAIS, R.G. Recursos medicinais de espécies do Cerrado de Mato Grosso: um estudo bibliográfico. Acta Botânica Brasílica, v. 17, n.4, p. 561-584, 2003

Disponível em:

Plantas medicinais usadas para a saúde bucal pela comunidade do bairro Santa Cruz, Chapada dos Guimarães, MT, Brasil

Plantas medicinais usadas para a saúde bucal pela comunidade do bairro Santa Cruz, Chapada dos Guimarães, MT, Brasil

Autor(a):

Aneliza Meireles Borba, Miramy Macedo

Resumo:

Em Mato Grosso, populações tradicionais recorrem ao uso de espécies vegetais como alternativa terapêutica. Na cidade de Chapada dos Guimarães, o bairro Santa Cruz se destaca por abrigar famílias nascidas em áreas urbanas ou rurais que conservam esses conhecimentos transmitidos por gerações. Esta pesquisa tem como objetivo o levantamento das plantas medicinais utilizadas pela comunidade local, indicações terapêuticas, preparos e modos de uso visando a manutenção e recuperação da saúde bucal. Foram entrevistados 40 residentes, através de abordagem qualitativa, usando entrevista semi-estruturada. As espécies catalogadas foram depositadas para identificação no UFMT/Herbário Central. Foram citadas 87 espécies pertencentes a 48 famílias utilizadas na saúde bucal, encontradas no bioma Cerrado ou cultivadas nas residências. Conforme as afecções bucais citadas, as espécies utilizadas são: para erupção dentária: camomila (Matricaria chamomilla L.); candidíases, estomatites, gengivites e afta: açafrão (Crocus sativus L.); dor de dente: arnica-da-serra (Brickelia brasiliensis (Spreng.) Robinson). A folha foi a parte da planta mais usada e o chá, por decocção, modo de preparo mais comum. Pessoas idosas, líderes comunitários, parteiras e benzedeiras entrevistados apresentaram um maior conhecimento sobre o assunto. Constatou-se que a comunidade utiliza espécies vegetais, nativas do cerrado ou exóticas, com finalidade terapêutica para manutenção e recuperação da saúde bucal, sendo uma alternativa tradicional, econômica e atuante.

Referência:

BORBA, A.M.; MACEDO, M. Plantas medicinais usadas para a saúde bucal pela comunidade do bairro Santa Cruz dos Guimarães, MT, Brasil. Acta Botânica Brasílica.v.20, n. 4, p. 771-782. 2006.

Disponível em:

Comparação de métodos de amostragem na descrição florístico-estrutural da vegetação arbórea em área de cerradão no estado de Tocantins

Comparação de métodos de amostragem na descrição florístico-estrutural da vegetação arbórea em área de cerradão no estado de Tocantins

Autor(a):

Mirella Basileu de Oliveira Lima

Resumo:

O cerradão é uma fitofisionomia florestal do bioma Cerrado que ocorre geralmente sobre solos mais férteis, sem a presença de corpos hídricos ou áreas de intervlúvios. A fim de conhecer a composição florística, a diversidade, a riqueza e a estrutura fitossociológica das populações presentes, destaca-se a realização de inventários florestais. A escolha do melhor método de amostragem torna-se essencial nas estimativas com menor erro de precisão e baixo custo. O presente estudo teve por objetivo analisar a eficiência de diferentes métodos de amostragem em relação ao censo florestal quanto à caracterização florística-estrutural em área de cerradão, localizada no Parque Estadual do Lajeado, Município de Palmas, Tocantins. Realizou-se primeiramente um censo florestal na área (2,16 ha), onde foram levantadas e identificadas todas as árvores vivas em pé, com DAP (diâmetro tomado à 1,30 m do solo) igual ou superior a 5 cm. Sequencialmente, na área inventariada, estabeleceu-se de forma aleatória 27 parcelas de 20 x 20 metros (400 m²), obedecendo ao método de Área Fixa (AF). Em seguida, foi lançado o mesmo número de unidades amostrais (ua) para os métodos de Strand (S), Prodan (P) e Quadrantes (Q) nas mesmas parcelas em que ocorreu a medição dos indivíduos pelo método de AF. Foram estimados os números de espécies, de indivíduos e de área basal por hectare para cada método de amostragem; foi realizado um comparativo com os parâmetros encontrados no censo florestal em forma de percentual e também o teste L&O. A suficiência amostral de cada método foi avaliada traçando curvas de rarefação com diferentes estimadores: Bootstrap, Jacknife 1, Jacknife 2 e Chao 1. A diversidade foi analisada utilizando os índices de Shannon-Weinner e Pielou, e traçando um perfil de diversidade para cada método de amostragem. A dispersão dos indivíduos de cada espécie foi analisada utilizando-se o índice de dispersão de Morisita, e a similaridade entre os métodos foi avaliada por meio do índice de similaridade de Jaccard. Por fim, a caracterização da estrutura horizontal da vegetação foi dada pelos parâmetros de Densidade ou Abundância, Dominância, Frequência, Índice de Valor de Importância (IVI) e Índice de Valor de Cobertura (IVC). Verificou-se que o método de amostragem de AF foi o que mais se aproximou do censo, porém o método de S apresentou-se eficaz, variando em 20% dos valores encontrados no censo. O estimador de riqueza Bootstrap é o que melhor estima a riqueza pelo método de AF; para os outros métodos, o mais adequado foi o Jacknife 2. O método de amostragem de AF não se diferiu quanto à classificação da dispersão dos indivíduos por espécie em relação ao censo. Já os métodos de S, P e Q tendem a categorizar a distribuição dos indivíduos por espécie em aleatória ou agregada. O método mais similar ao censo é o de AF; em seguida, o método de S, e, por fim, os métodos de P e Q, ambos com o mesmo grau de similaridade ao censo. Todos os métodos de amostragem foram eficazes na amostragem das espécies mais representativas da comunidade (maior IVI) e pouco se diferiram quanto à caracterização floristica-estrutural da área estudada. Sugere-se, por fim, aumentar o esforço amostral quando se optar pelos métodos de amostragem de P e Q para a realização de inventários florestais em áreas de cerradão.

Referência:

LIMA, Mirella Basileu de Oliveira. Comparação de métodos de amostragem na descrição florístico-estrutural da vegetação arbórea em área de cerradão no estado de Tocantins. 2015. v, 53 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Metodologia para a classificação de unidades de conservação no cerrado em ordem de prioridade para conservação

Metodologia para a classificação de unidades de conservação no cerrado em ordem de prioridade para conservação

Autor(a):

Alessandra Gomes Batista Manzur

Resumo:

O crescente processo de ocupação antrópica no mundo, desde o início do século XX é responsável pela pressão causada à vegetação natural. Esse processo tem deixado as unidades de conservação vulneráveis e em situação de risco, já que sua área vem se tornando cada vez menor e fragmentada. Neste trabalho foi desenvolvida uma análise de vulnerabilidade para três Parques Nacionais (PN) do Bioma Cerrado – PN de Brasília, PN da Serra da Bodoquena e PN da Chapada dos Guimarães. Mais especificamente, as condições de pressão antrópica (uso da terra), topografia (declividade e densidade de drenagem) e solos (fertilidade) das zonas de amortecimento dos parques, definida a partir de um buffer de 10 km, foram analisadas para definir a ordem de prioridade para conservação dos três parques considerados. Os dados de pressão antrópica, topografia e solos foram obtidos, a partir de imagens do satélite Landsat, modelos digitais de elevação do Shuttle Radar Topograpy Mission (SRTM) e mapa de solos da Embrapa, respectivamente. Foi criada uma regra de cruzamento desses dados, com pesos diferentes, para classificar os parques em ordem de prioridade para conservação. Com base nos resultados deste estudo, o PN da Serra da Bodoquena foi o que apresentou maior prioridade para conservação, seguido do PN de Brasília e do PN da Chapada dos Guimarães. A proposta metodológica apresentada nesse estudo tem potencial de ser estendida para outros parques do bioma Cerrado ou de outros biomas. Outros parâmetros como dados climáticos e direção de drenagem podem ser incorporados na metodologia, a qual pode se tornar uma ferramenta importante nos processos de tomada de decisão, planejamento e gestão de políticas públicas e ambientais do país. 

Referência:

MANZUR, Alessandra Gomes Batista. Metodologia para a classificação de unidades de conservação no cerrado em ordem de prioridade para conservação. 2014. 63 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Efeito da adubação nitrogenada sobre o desenvolvimento e estabelecimento de mudas de ingá (Inga laurina (Sw.) Willd.) e fedegoso (Senna macranthera (Collad.) (Irwin et Barn.)) em viveiro

Efeito da adubação nitrogenada sobre o desenvolvimento e estabelecimento de mudas de ingá (Inga laurina (Sw.) Willd.) e fedegoso (Senna macranthera (Collad.) (Irwin et Barn.)) em viveiro

Autor(a):

Francisco Erivan da Rocha Brito

Resumo:

O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil, menor apenas que a Floresta Amazônica, e tem perdido mais da metade dos seus dois milhões de km2 originais pela ação antrópica. Entre as principais ações que causam essa degradação estão: agricultura, mineração e urbanização. Muitas espécies arbóreas são empregadas em projetos de recuperação de solos degradados e entre essas espécies estão ervas, arbustos e árvores da família Fabaceae (leguminosas). Um dos motivos da utilização das leguminosas na recuperação de áreas degradadas é a incorporação de nitrogênio por ser o nutriente mais exigido pelas plantas. O presente trabalho teve como propósito avaliar o efeito de três diferentes fontes de adubação nitrogenada sobre o estabelecimento e desenvolvimento de mudas de ingá (Inga laurina) e fedegoso (Senna macranthera) visando à produção de mudas para recuperação de áreas degradadas no bioma Cerrado. Adotou-se o delineamento inteiramente casualizado com 04 tratamentos e 30 repetições. Os tratamentos consistiram em: testemunha, N-P-K, uréia e sulfato de amônio. Os resultados mostraram que a adubação com sulfato de amônio apresentou melhores resultados em ambas as espécies proporcionando mudas com melhor qualidade para serem levadas ao campo.

Referência:

BRITO, Francisco Erivan da Rocha. Efeito da adubação nitrogenada sobre o desenvolvimento e estabelecimento de mudas de ingá (Inga laurina (Sw.) Willd.) e fedegoso (Senna macranthera (Collad.) (Irwin et Barn.)) em viveiro. 2014. 43 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Anatomia comparada (caule principal à folha) de Palicourea rigida kunth (Rubiaceae) em cerrado s.s. e rupestre

Anatomia comparada (caule principal à folha) de Palicourea rigida kunth (Rubiaceae) em cerrado s.s. e rupestre

Autor(a):

Débora Alves da Silva de Souza

Resumo:

Palicourea rigida kunth (Rubiaceae) é uma espécie amplamente distribuída no Brasil, ocorrendo em formações do cerrado s.l. e vegetação sobre afloramentos rochosos, entre outras. Através de estudos anatômicos da madeira, pode-se observar caracteres estruturais ou modificações que refletem o tipo de hábitat ou hábito das mesmas. O objetivo do trabalho é descrever pela primeira vez a anatomia da madeira P. rígida , avaliar as variações da madeira e folha em diferente fitofisionomia do Cerrado (cerrado s.s. e cerrado rupestre) através de análises quali e quantitativas, bem como analisar as variações axiais da espécie (caule principal à folha. Foram coletados três indivíduos no cerrado rupestre, alturas variando de 0,89 a 0,94 m, e três no cerrado s.s . com alturas entre 1,95 e 2,20 m . Quando comparados os ambientes, qualitativamente, foi observado que somente o arranjo radial foi mais pronunciado no cerrado rupestre. Entretanto, quantitativamente, por estarem dentro da mesma faixa de Cerrado, sentido restrito , a espécie apresentou diferenças quantitativas, relacionadas aos vasos e fibras e somente uma diferença qualitativa relacionada ao arranjo de vasos. Ambas se mostrando adaptadas a um ambiente mais seco . Os indivíduos variaram quanto a largura, lume e espessura de fibra dentro do mesmo ambiente , mas não há um padrão . A variação axial mostra uma diminuição no diâmetro dos vasos no sentido caule-folha, e aumento da densidade somente nos indivíduos do cerrado rupestre . As fibras e raios mostram diferenças que podem estar ligadas à altura das plantas, que por sua vez é determinada pela fitofisionomia em que estão inseridas.

Referência:

SOUZA, Débora Alves da Silva de. Anatomia comparada (caule principal à folha) de Palicourea rigida kunth (Rubiaceae) em cerrado s.s. e rupestre. 2018. 39 f.; il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Análise do potencial de erosão laminar na sub-bacia Ribeirão Ponte Alta (DF) utilizando a EUPS

Análise do potencial de erosão laminar na sub-bacia Ribeirão Ponte Alta (DF) utilizando a EUPS

Autor(a):

Paula Lopes Germano de Oliveira

Resumo:

Várias áreas ecologicamente importantes do bioma Cerrado têm sido destruídas ou estão sobre grande pressão antrópica como consequência do acelerado processo de expansão da ocupação das terras no Distrito Federal. A aceleração dos processos de erosão dos solos é um dos efeitos da expansão humana sobre os recursos naturais. O desencadeamento dos processos erosivos depende da interação das variáveis influentes no processo, como a erosividade da chuva, as propriedades do solo, características geomorfológicas do terreno e manejo do solo. A erosão laminar é originada quando a energia do escoamento superficial é maior que as forças de coesão que mantém as partículas de solo juntas. Esse tipo de erosão ocorre de forma difusa, sem o desenvolvimento de fluxos canalizados visíveis, entretanto, pode ocasionar perdas significativas de solo e de produtividade dos solos. A presente pesquisa teve como objetivo analisar o potencial de perda de solo por erosão laminar na sub bacia Ribeirão Ponte Alta (DF), através da Equação Universal de Perda de Solos (EUPS). A EUPS aliada à Sistema de Informação Geográfica – SIG permitiu a avaliação do potencial de perda de solo em diversas condições fisiográficas na área de estudo. O cálculo da perda de solo anual da área de estudo foi realizado a partir da elaboração de mapas temáticos individualizados para cada componente da EUPS, sendo eles os fatores R, K, LS e CP. Para o fator erosividade da chuva (R) a média anual para a área de estudo foi de 8.420,88 MJ.mm.ha-1.h-1. As classes de solo predominantes na área estudada foram os Cambissolos e Latossolos, os valores para o fator K adotados foram, 0,0217 e 0,0151 t.ha.h/ha.MJ.mm respectivamente. O fator topográfico LS atingiu valores máximos de 39,76. Na área desta pesquisa, observou-se uma a predominância de áreas cobertas por vários tipos de vegetação nativa alternadas por uso chácaras de uso misto e pastagens. Em geral, a taxa anual de erosão laminar estimada foi considerada baixa, apresentando variação em alguns locais normalmente devido as alterações na cobertura do solo. Os resultados da presente pesquisa poderão auxiliar o direcionamento de ações pelos gestores da sub-bacia estudada na definição e implementação de usos alternativos e manejo dos solos para redução ou mitigação dos processos erosivos mais acelerados na região de estudo.

Referência:

OLIVEIRA, Paula Lopes Germano de. Análise do potencial de erosão laminar na sub-bacia Ribeirão Ponte Alta (DF) utilizando a EUPS. 2018. 49 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Sistemas agroflorestais aliados à rochagem para recuperação de áreas degradadas

Sistemas agroflorestais aliados à rochagem para recuperação de áreas degradadas

Autor(a):

Fernanda de Paula Medeiros

Resumo:

A Estação Ecológica Pirapitinga é uma Unidade de Conservação em forma de ilha de cerrado localizada no interior do reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, Morada Nova de Minas, MG. As margens do reservatório apresentam problemas de deposição de sedimentos, trazidos pela água, o qual compromete a germinação e a sucesso natural das espécies nativas da região. Para auxiliar na reversão de tal problema, bem como avaliar a eficácia de tecnologias de fertilização nos processos de revegetação em áreas degradadas, foi implantado um Sistema Agroflorestal. Considerando que os solos da região são ácidos e de baixa fertilidade natural, foram testados diferentes insumos disponíveis na região para fertilizar o solo, entre os quais se destacam os sedimentos retidos no fundo do reservatório, rochas moídas e composto orgânico. O delineamento experimental contou com a aplicação de sete tratamentos e três repetições. Foi avaliada a taxa de germinação de sementes e o crescimento em altura de seis espécies florestais nativas da região – Jatobá (Hymenaea courbaril L.), Gonçalo Alves (Astronium fraxinifolium) Cedro (Cedrela fissilis Vell), Mutamba (Guazuma ulmifolia Lam), Baru (Dypterix allata) e Copaíba (Copaifera langsdorfii). Após dois anos de monitoramento foi possível identificar que as espécies florestais obtiveram sucesso no tratamento onde foi inseridos pó de rocha e sedimentos, evidenciando a potencialidade da rochagem na reestruturação dos solos e favorecimento da germinação e crescimento dessas espécies. Estatisticamente o tratamento que se mostrou mais eficiente para germinação das espécies florestais foi o tratamento com sedimento, composto orgânico e rocha, enquanto que o tratamento mais eficiente para crescimento das mudas foi o que continha sedimento e rocha.

Referência:

MEDEIROS, Fernanda de Paula. Sistemas agroflorestais aliados à rochagem para recuperação de áreas degradadas. 2014. [25] f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Avaliação de plantio de restauração ecológica por meio da semeadura direta no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Avaliação de plantio de restauração ecológica por meio da semeadura direta no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Autor(a):

Elton Baia Lopes de Oliveira

Resumo:

Para restaurar os processos ecológicos e a biodiversidade em savanas e campos estagnados com dominância de gramíneas exóticas, é necessária intervenção para reduzir ou eliminar a dominância de espécies exóticas e reintroduzir espécies nativas. Semeadura direta é uma metodologia que vem se confirmando eficiente para a reintrodução de espécies nativas, uma vez que grande parte das ações de restauração é feita por meio do plantio de mudas, o que torna o processo mais oneroso e com elevados custos. Neste trabalho apresentamos os resultados de um levantamento realizado no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, numa área de 57ha, semeada em novembro de 2016. O objetivo do trabalho foi verificar a eficiência do plantio e expor dados seguros que possam contribuir com informações para a seleção de espécies utilizadas em plantios de restauração por semeadura direta de áreas de Cerrado convertidas em pastagens. Para o levantamento dos dados, lançou-se aleatoriamente 10 parcelas de 20x20me pelo método “Line-point-intercept”, obteve-seo percentual de cobertura de solo por plantas divididas em quatro categorias: arbustos e ervas nativas semeadas (ARBHERB), gramínea exótica invasora (GEI), árvores (ARVORE) e espécies nativas não plantadas (NP). Calculou-se a diversidade pelo índicede Shannon-Weaver para as espécies de ARVORE e comparou os dados coma Resolução SMANº32 de SP e outros trabalhos científicos relacionados à restauração por semeadura direta em campo. Á área restaurada obteve índice de diversidade na ordem de 1,037e para a cobertura de solo, ocorreram valores médios para ARBHERB superior a 101%,GEI 29,15%,1,08% para ARVORE e 4,7% para NP. Ao comparar com a INNº 32, obtiveram-se resultados máximos, no qual evidencia o sucesso do plantio. Espécies chaves como Andropogon fastigiatus, Lepdaploaaurea, Stylosanthes sp. e Aristida sp., são fundamentais uma vez que se estabelecem e reproduzem facilmente, permanecendo por longos períodos no sistema, colonizando regiões com solo exposto e competindo com espécies invasoras. Em geral, os resultados mostram que é possível estabelecer rapidamente cobertura do solo por plantas nativas através de semeadura direta de gramíneas e arbustos, o que permite eliminar a dominância de gramíneas exóticas e reestabelecer estrutura de savana mesmo após distúrbio severo em Cerrado.

Referência:

OLIVEIRA, Elton Baia Lopes de. Avaliação de plantio de restauração ecológica por meio da semeadura direta no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. 2017. viii, 53 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Consequências da legislação sobre a compensação florestal na efetividade da recomposição da vegetação nativa no Distrito Federal

Consequências da legislação sobre a compensação florestal na efetividade da recomposição da vegetação nativa no Distrito Federal

Autor(a):

João Carlos Mendes Pereira

Resumo:

A legislação de Compensação Florestal (C.F.) no Distrito Federal está pautada no plantio de árvores em função da quantidade de indivíduos arbóreos suprimidos, independente da vegetação retirada, o que tem gerado descontentamento geral e impulsionado discussões no sentido de sua reformulação. O presente estudo teve como objetivo compreender como a legislação pertinente a C.F no Distrito Federal influencia na efetividade da recomposição da vegetação nativa. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 10 técnicos do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), oito da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e dois da Empresa executora de plantios realizados nas áreas da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) e Floresta Nacional de Brasília (FLONA), gleba 3. Além disso, nessas áreas foram avaliadas a sobrevivência das mudas plantadas, a cobertura do solo pela vegetação e a regeneração natural, esta última quanto aos parâmetros de riqueza e densidade de plantas. As entrevistas foram avaliadas de forma comparativa, observando as recorrências das respostas de acordo com cada categoria de análise. Essas categorias foram definidas por meio das características e pontos centrais identificados nas respostas dos entrevistados. Para os plantios, foram realizadas análises descritivas. Foi registrada a porcentagem de sobrevivência e de cobertura do solo e, para os regenerantes, a riqueza foi expressa pelo número de espécies por área amostral e a densidade de indivíduos por hectare. A partir da identificação dos temas levantados pelos entrevistados, percebe-se que as respostas foram concentradas em críticas, sugestões e aprimoramento da atual legislação de C.F. Em relação aos plantios avaliados, na RFFSA, a sobrevivência e a cobertura do solo estão dentro dos valores registrados em outros estudos. A densidade e riqueza de regenerantes apresentou-se baixa conforme a literatura. Na FLONA, a cobertura do solo predominante é de capim exótico invasor, como Urochloa sp. e Melinis minutiflora P. Beauv. A densidade e riqueza de regenerantes na FLONA estão dentro dos valores encontrados na literatura. No entanto, foi encontrado baixa sobrevivência das mudas plantadas. Assim, é possível concluir que atualmente não há efetividade na recomposição da vegetação nativa por meio da Compensação Florestal no Distrito Federal. A legislação de deve ser atualizada no sentido de flexibilizar as técnicas de restauração ecológica; melhorar a avaliação e o monitoramento dos plantios; criar condições para ampliar os projetos de restauração em áreas privadas; relativizar o prazo de manutenção da restauração e considerar as diferentes formas de vida no cômputo da Compensação Florestal.

Referência:

PEREIRA, João Carlos Mendes. Consequências da legislação sobre a compensação florestal na efetividade da recomposição da vegetação nativa no Distrito Federal. 2017. 51 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

Disponível em: