Cartilha do Babaçu

Construção do Museu Vivo dos Povos Tradicionais de Minas Gerais

Mais uma cartilha que trata das boas práticas de manejo e beneficiamento de produtos florestais não madeireiros para você fazer download.

Esta edição fala sobre o Babaçu, uma palmeira de grande importância para comunidades extrativistas, tanto por razões de subsistência quanto por questões econômicas, em função dos diversos usos que ela oferece.

 

Clique aqui para baixar: https://bit.ly/CartilhaBabaçu

 

#BemDiverso #Embrapa #Pnud #Gef

Capacitações Técnicas na Plataforma de Conhecimento do Cerrado

Construção do Museu Vivo dos Povos Tradicionais de Minas Gerais

Participe das nossas capacitações via transmissão ao vivo por nosso canal do YouTube: Plataforma de Conhecimento do Cerrado. Confira as datas:

 

26/01/2021 – Análises Socioambientais
08/02/2021 – Análises de Relevo
22/02/2021 – Índices de Vegetação e Operações com Imagens Aéreas
08/03/2021 – Classificação de Imagens
30/03/2021 – Análises Ambientais no Google Earth Engine

Todas as capacitações ocorrerão das 14 ás 17h


Conheça a Plataforma de Conhecimento do Cerrado (https://cepf.lapig.iesa.ufg.br/).
A plataforma oferece centenas de informações sobre o bioma Cerrado, com acesso público e irrestrito na visualização e download dos arquivos, além da possibilidade de contribuição interativa.
– Uso do solo;
– Desmatamentos;
– Biodiversidade;
– Recursos hídricos;
– Socioeconomia;
– Queimadas;
– Acervos de fotos, vídeos e textos;
– Tutoriais.

 

Inscrições:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeNfYAvWY3CSPu7IA8DPb5GpX8NJuR7i_w4t0uMY1oKCQl0gw/viewform

Construção do Museu Vivo dos Povos Tradicionais de Minas Gerais

Construção do Museu Vivo dos Povos Tradicionais de Minas Gerais

Há quem diga que a imagem de uma vereda é também sinônimo de vida. Essa ideia norteia os saberes tradicionais do povo veredeiro, moradores de áreas próximas a veredas e chapadas, na região do semiárido mineiro. Ali, esse povo extrai frutos, plantas medicinais e cultiva de maneira tradicional pequenas roças que alimentam a comunidade e abastecem as feiras e mercados da região.

A cultura dos veredeiros é tecida pelo encontro de referências africanas e indígenas que abarcam folias e danças ancestrais. A importância desse legado é reconhecida de geração a geração e que tem um novo norte: a luta pela preservação socioambiental das veredas de Minas Gerais. Algo reconhecido por Tamires Silva, da comunidade de Capoeirão, que afirma. “ser veredeira é reconhecer e lutar pelo que nós temos”, afirma a jovem.

 

👉 Para partilhar essas histórias, para salvar as nossas veredas, nós precisamos do seu apoio. Colabore para a construção do Museu Vivo dos Povos Tradicionais de Minas Gerais!

 

➡ Para doar, acesse o link: https://benfeitoria.com/museudospovosdemg

Aphyocharax alburnus (Gunther, 1869). (Piaba)

Aphyocharax alburnus (Gunther, 1869).

3,1 cm

Nome(s) popular(es):

Piaba, piabinha. 

Tamanho

Até 3,5 cm de comprimento padão.

Alimentação

Principalmente algas, crustáceos, larvas 9inclusive de peixes) e insetos aquáticos.

Nome Xavante:

Pe’atõmõtsiwaptó.

Dimorfismo sexual secundário

Os machos maduros apresentam ganchos nas nadadeiras anal, provavelmente um caráter transitório.

Usos e importância da espécie

Potencial para a aquariofilia, elo importante na cadeia alimentar dos ambientes onde vive.

Descrição da espécie

Corpo estreito e comprimido lateralmente; boca terminal; dentes tricúspides, a cúspide mediana maior, em série única na mandíbula (13-20 dentes) e na maxila (9-20 dentes); nadadeira adiposa presente; nadadeira caudal nua; origem da nadadeira anal atrás da vertical da origem da dorsal; dorsal próxima da metade do corpo, linha lateral incompleta. Corpo prateado, mancha umeral negra lembrando uma barra (o que a diferencial facilmente de Aphyocharax sp.1), conspícua caudal vermelha, demais nadadeiras incolores o que a distingue prontamente de Aphyocharax sp.1). Espécie frequente e numerosa nos riachos e córregos do PESA, principalmente nos cursos inferiores.

Referência:

Venere, Paulo Cesar; Garutti, Valdener.Peixes do Cerrado-Parque Estadual da Serra Azul-Rio Araguaia, MT. São Carlos: RiMa Editora, FAPEMAT, 2011.p.68.

Brasil está entre os países que mais concentram desmatamento

Brasil está entre os países que mais concentram desmatamento

No Cerrado brasileiro, onde vivem 5% dos animais e plantas do planeta, foram perdidos 7.340km2 entre agosto de 2019 e julho de 2020, um valor 13% superior ao ano anterior. Segundo o estudo do WWF, apenas na “frente de desmatamento” do Cerrado (que corresponde à porção norte do bioma), um terço (32,8%) da área florestal remanescente foi perdida entre 2004 e 2017, principalmente para a produção de gado e soja.

O desmatamento e a degradação florestal estão entre os principais fatores para o surgimento de doenças zoonóticas como HIV/AIDS, Ebola, SARS, Febre do Vale Rift e, a partir de 2020, a Covid-19. Isso ocorre porque o aumento da densidade de animais em áreas desmatadas e degradadas também eleva as doenças nessas populações de animais selvagens que, por sua vez, têm mais interações com pessoas devido à maior presença humana nas áreas de floresta degradada. Resultado: mudanças no uso da terra contribuíram para quase metade das doenças zoonóticas que afetaram humanos entre 1940 e 2005.

 

Informação disponível em:
wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?77668/Brasil-esta-entre-os-paises-que-mais-concentram-desmatamento

Óleo de Pequi

Óleo de Pequi

Nome científico da planta

Caryocar brasiliense Camb.

Nomes populares da planta

Pequi, pequi-do-cerrado, piqui, pequiá, amêndoa de espinho, grão de cavalo e amêndoa do Brasil (LIMA, 2007).

Características do óleo

Pode ser extraído tanto da amêndoa quanto da polpa, o óleo extraído da polpa possui coloração amarelo-alaranjado (DE DEUS, 2008), e já o óleo extraído da amêndoa possui cor clara, com cheiro suave e peculiar (OLIVEIRA, 2010).

Usos

O óleo da amêndoa e da polpa são usados pela indústria farmacêutica e de cosméticos na produção de emulsões, sabonetes e cremes (PIANOVSKI, 2008; ROESLER et al, 2007). E, além disso, o óleo da polpa é usado contra bronquites, gripes, resfriados, no controle de tumores, e é usado na alimentação (ROESLER et al, 2007)

Benefícios

Possui vitamina A, o qual é um antioxidante que restaura e constrói novos tecidos, é um ótimo hidratante (PIANOVSKI et al, 2008), possui ácido oléico, no qual é essencial ao organismo humano, pois participa do metabolismo e é fundamental na síntese de hormônios (DE DEUS, 2008), é rico em vitaminas C e E, sais minerais e proteínas (DO MONTE, 2013).

Uso em comunidades tradicionais

O óleo de pequi é muito utilizado em comunidades tradicionais, como os quilombolas, geraizeiros, povos indígenas e vazanteiros, tanto na alimentação quanto na comercialização. No qual os principais locais de comercialização são feiras locais, feiras em outros municípios e no mercado municipal (VICTOR, 2017).

Referências bibliográficas

AVIDOS, Maria Fernanda Diniz; FERREIRA, Lucas Tadeu. Frutos dos Cerrados. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento, v. 3, n. 15, p. 36-41, 2000. Disponível em: <http://www.almanaquedocampo.com.br/imagens/files/frutos%20do%20Cerrado.pdf>.


DE DEUS, T. N. Extração e caracterização de óleo do pequi (Caryocar brasiliensis Camb.) para o uso sustentável em formulações cosméticas óleo/água (O/A). 2008. 75 f. Master’s thesis, Universidade Católica de Goiás, Goiânia, Brazil, 2008. Disponível em: <http://tede2.pucgoias.edu.br:8080/bitstream/tede/2591/1/TATIANA%20NOGUEIRA%20DE%20DEUS.pdf>.


LIMA, Alessandro de et al . Composição química e compostos bioativos presentes na polpa e na amêndoa do pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal , v. 29, n. 3, p. 695-698, 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-29452007000300052&lng=en&nrm=iso>.


MONTE, Graciane Costa do. Desenvolvimento e avaliação da estabilidade física de condicionador capilar contendo óleo de pequi (Caryocar brasiliense Camb.). 2013. 49 f., il Monografia (Bacharelado em Farmácia) – Universidade de Brasília, Ceilândia-DF, 2013. Disponível em: <https://bdm.unb.br/handle/10483/7100>.


OLIVEIRA, Washington Luis de. Boas práticas de manejo para o extrativismo sustentável do pequi. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, 2010. 84 p. Disponível em: 
<http://www.bibliotecadigital.abong.org.br/bitstream/handle/11465/303/ISPN_boas_praticas_manejo_aproveitamento_extrativismo_sustentavel_Pequi.pdf?sequence=1>.


PIANOVSKI, Aline Rocha et al . Uso do óleo de pequi (Caryocar brasiliense) em emulsões cosméticas: desenvolvimento e avaliação da estabilidade física. Rev. Bras. Cienc. Farm., São Paulo , v. 44, n. 2, p. 249-259, 2008 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-93322008000200010&lng=en&nrm=iso>.


ROESLER, Roberta et al . Atividade antioxidante de frutas do cerrado. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas , v. 27, n. 1, p. 53-60, 2007 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612007000100010&lng=en&nrm=iso>.


VICTOR, Guilherme Batista et al. Economia invisível, sociobiodiversidade e conservação do cerrado: o panorama do pequi mineiro. XII Encontro Nacional da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica, Universidade Federal 
de Uberlândia, 2017. Disponível em: <http://sustentar.org.br/site/lib/_textEditor/uploads/files/PROJETO%20PEQUI/ecoeco17_Pequi_Economia_Invisivel_Sarah%20Melo.pdf>.

Óleo de Macaúba

Óleo de Macaúba

Nome científico da planta

Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd.

Nomes populares da planta

Macaúba, bocaiúva, coco de catarro, macaíba, macabira, mocajuba (COIMBRA, 2010), xodó e coco-babosa (KUHLMANN, 2018).

Características do óleo

O óleo extraído da amêndoa é transparente, incolor, fino, e comestível (COIMBRA, 2010; ALMEIDA et al, 1998). Já o óleo extraído da polpa possui coloração laranja intensa (CICONINI, 2011).

Usos

O óleo extraído da polpa é usado em sorvetes, em licores, como óleo de cozinha, em analgésico, como hidratante capilar, e como componente de biodiesel (LORENZI e NEGRELLE, 2006). Já o óleo extraído da amêndoa além de ser usado como óleo de cozinha, como componente de biodiesel, e como hidratante capilar também é usado em lamparinas e como laxante. (CICONINI, 2011). E ambos são usados na produção de sabão.

Benefícios

Possui alto teor de carotenoides que possuem ação antioxidante, e no organismo viram vitamina A, e possui fontes de vitamina E (COIMBRA, 2010). E o óleo extraído da polpa tem indicado eficiência na redução do LDL-colesterol e aumento do HDL-colesterol (CICONINI, 2011).

Uso em comunidades tradicionais

O uso do óleo de macaúba em comunidades tradicionais como os de Poconé e Barão de Melgaço foram relatados por Lorenzi (2006) o uso como óleo de cozinha, hidratante capilar, em lamparinas, como ingrediente de sabão, como analgésico, e como laxante.

Referências bibliográficas

ALMEIDA, S. P. ; PROENÇA, C. E. B. ; SANO, S. M. ; RIBEIRO, J. F. .CERRADO: espécies vegetais úteis. 01. ed. Planaltina, DF: EMBRAPA-CPAC, 1998. 464 p. AVIDOS, Maria Fernanda Diniz; FERREIRA, Lucas Tadeu. Frutos dos Cerrados. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento, v. 3, n. 15, p. 36-41, 2000. Disponível em: <http://www.almanaquedocampo.com.br/imagens/files/frutos%20do%20Cerrado.pdf>.


COIMBRA, Michelle Cardoso. Caracterização dos frutos e dos óleos extraídos da polpa e amêndoa de guariroba (Syagrus oleracea), Jerivá (Syagrus romanzoffiana) e macaúba (Acromia aculeata). 2010. 92 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, 2010. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/88418>.


DE GOIS AQUINO, Fabiana et al. Distribuição geográfica das espécies acrocomia aculeata (jacq.) Lodd. Ex mart. e caryocar brasiliense cambess. no bioma cerrado. IX Simpósio Nacional Cerrado e II Simpósio Internacional Savanas Tropicais, 2008. Disponível em:<
http://www.ppmac.org/sites/default/files/distribuicao_geografica_macauba_pequi_no_cerrado.pdf>.


KUHLMANN, Marcelo. Frutos e sementes do Cerrado: espécies atrativas para a fauna. Volumes I e II, Brasília, 2018. Disponível
em: <http://frutosatrativosdocerrado.bio.br/>.


LORENZI, G. M. A. C.; NEGRELLE, R. R. B. Acrocomia aculeata (JACQ.) LODD. EX MART.: ASPECTOS ECOLÓGICOS. Visão Acadêmica, v. 7, n. 1, 2006. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/academica/article/view/9021/6314>.


LORENZI, G. M. A. C. Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. Arecaceae: bases para o extrativismo sustentável. Curitiba, PR, 2006. Disponivel em: <https://www.sapili.org/livros/pt/cp035426.pdf>.

Óleo de Gueroba

Óleo de Gueroba

Nome científico da planta

Syagrus oleracea Mart.

Nomes populares da planta

Guariroba, guarirova, gueroba, gueiroba, catolé, cocoamargoso, coco-babão, coco-catolé, jaguaroba, palmito-amargoso, patiamargoso, pati (DOS REIS et al, 2016; DIAS, 2012).

Características do óleo

Possui fragrância delicada e de fácil absorção (PACARI, 2012), e pode ser extraído tanto da polpa do fruto quanto da amêndoa.

Usos

Usado como óleo comestível, na produção de sabões devido a sua alta composição lipídica (COIMRA, 2010), e na produção de cosméticos como, óleo hidratante corporal, loções corporais, shampoo e condicionadores (DIAS, 2012).

Benefícios

O óleo de gueroba possui ácidos graxos essenciais que estão diretamente relacionados com a produção de energia, manutenção das membranas celulares, funções cerebrais e transmissão de impulsos nervosos, e possui também carotenóides que são associados a funções importantes como a proteção da visão e efeitos benéficos contra câncer e doenças cardíacas (SILVA-CARDOSO et al, 2017). E devido a sua propriedade emoliente ele promove hidratação na pele (CARACIOLO, 2016).

Uso em comunidades tradicionais

O óleo de gueroba é produzido de forma semiartesanal pela Associação dos Ipês, no qual possui como gestoras mulheres localizadas no município de Buriti de Goiás, em parceria com a Articulação Pacari, no qual possuem como objetivo a promoção da agrobiodiversidade, a geração de renda para agricultores familiares e o protagnonismo de mulheres na gestão de empreendimento. A partir da produção do óleo de gueroba são produzidos 11 diferentes cosméticos, através da terceirização de uma indústria que atende ás exigências da ANVISA, para a comercialização (DIAS, 2012).

Referências bibliográficas

COIMBRA, Michelle Cardoso. Caracterização dos frutos e dos óleos extraídos da polpa e amêndoa de guariroba (Syagrus oleracea), Jerivá (Syagrus romanzoffiana) e macaúba (Acromia aculeata). 2010. 92 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, 2010. Disponível em: <http://hdl.handle.net/11449/88418>.


CARACIOLO, Anellyse Ferreira. Óleo de catolé: determinação do EHL, ação promotora de absorção de fármacos e efeito hidratante na pele humana. Universidade Federal de Pernambuco, 2016. Disponível em: <https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/21468>.


DIAS, Jaqueline Evangelista. Cadeia produtiva do óleo de gueroba (Syagrus oleracea becc.): geração de renda para agricultores familiares e promoção da agrobiodiversidade, Buriti de Goiás (GO). 2012. x, 136 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu, 2012. Disponível em:
<http://hdl.handle.net/11449/93571>.


DOS REIS, Edésio Fialho; PINTO, Jefferson Fernando Naves; FALEIRO, Fábio Gelape. Syagrus oleracea: Gueroba. Embrapa Cerrados-Capítulo em livro científico (ALICE), 2016. Disponível em: <https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1074710/1/gueroba.pdf>.


PACARI. Gueroba. Articulação Pacari – Plantas medicinais do cerrado, 2012. Disponível em: < http://www.pacari.org.br/gueroba-syagrus-oleracea-becc/>.


SILVA-CARDOSO, Inaê Mariê de A.; DE SOUZA, Anderson Marcos; SCHERWINSKI-PEREIRA, Jonny Everson. The palm tree Syagrus oleracea Mart.(Becc.): A review. Scientia Horticulturae, v. 225, p. 65-73, 2017. Disponível em: <https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S030442381730393X>.