Dia Mundial da Água

Dia Mundial da Água

Houve redução nas chuvas em todas as regiões do Cerrado nos últimos 20 anos, como consequência disso, as bacias hidrográficas do Cerrado estão secando e perdendo sua capacidade de abastecer alguns dos principais rios brasileiros, como o Madeira, o Paraná, o Araguaia, o Tocantins, o Xingu e o São Francisco. O fenômeno resulta de uma combinação de fatores, relacionados à diminuição do volume de chuvas e ao aumento da perda de água no solo por evaporação e pela transpiração das plantas, combinação conhecida como evapotranspiração (Manzoni et. al 2023). Paralelo a esta situação, existe um processo de exploração intensa e apropriação das águas do Cerrado, ou seja, 70,4% dos pivôs centrais do Brasil estão no Cerrado em uma área de 1,35 milhão de hectares (ANA 2023). Desta maneira, o Cerrado está deixando de ser um grande coletor de água porque cada vez mais está saindo água para atender as grandes e médias propriedades e entrando menos no bioma.
 
O consumo real de água permanece invisibilizado porque não se considera o consumo indireto feito pelo agronegócio. Assim, um único quilo de carne bovina demanda 15,5 mil litros de água para ser produzido e comercializado. Agora, faça a conta, o Brasil tem 234,4 milhões de cabeças de gado (IBGE 2023).

GUERRA NO BRASIL!!! 

Guerra no Brasil!!!

 
É uma guerra silenciosa, diária, conivente com os interesses do agronegócio e omissão do Estado brasileiro que mata gente, bicho, terra, alimento, água – rios, poços, riachos e igarapés.
 
Diversas comunidades no campo brasileiro estão sendo banhadas pelo veneno que cai dos aviões e drones usados pelo agronegócio, resultando na violação dos direitos humanos e não-humanos.

 É na próxima segunda (22/04): Lançamento nacional do relatório Conflitos no Campo Brasil 2023!

É na próxima segunda (22/04): Lançamento nacional do relatório Conflitos no Campo Brasil 2023!

O lançamento ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília/DF, a partir das 9h, com transmissão pelo canal do YouTube e redes sociais da CPT.
 
Mesmo havendo redução no número de assassinatos em conflitos no campo em relação ao ano anterior (de 47 para 31), já é possível antecipar que, em 2023, foram registrados os maiores números de conflitos fundiários desde o início dos levantamentos, em 1985.
 
 O relatório também traz destaques para as violências protagonizadas pelos governos estaduais, que têm agido com repressão policial intensa contra acampamentos e assentamentos, comunidades quilombolas e terras indígenas. As ocorrências de trabalho escravo rural e de pessoas resgatadas também apresentam os maiores números desde 2011.
 
 O Conflitos no Campo Brasil é uma fonte de pesquisa para universidades, veículos de mídia, agências governamentais e não-governamentais. A publicação é construída principalmente a partir do trabalho de agentes pastorais da CPT, nas equipes regionais que atuam nas comunidades rurais em todo o país, além da apuração e confirmação de notícias, feita pela equipe de documentalistas do Centro de Documentação Dom Tomás Balduíno (Cedoc/CPT) ao longo de todo o ano.
 

Queimadas explodem no Cerrado e na Amazônia em março

Queimadas explodem no Cerrado e na Amazônia em março

 Os biomas brasileiros continuaram a sofrer com as chamas em março, mesmo sendo mês chuvoso em algumas regiões do Brasil. Com exceção do Pampa, todos os outros biomas apresentaram número de queimadas acima da média esperada para o período, com destaque para o Cerrado e a Amazônia.


Na savana brasileira, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou 1806 focos de calor, a maior cifra para o mês em toda a história do monitoramento do órgão, iniciada em 1999 para o bioma. O valor também é três vezes maior do que a média esperada para o mês (594 focos) e está 113% maior do que março de 2023, quando foram registrados 845 focos.


No Cerrado, o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas (PPCerrado) ganhou um reforço, no final de março, com a criação de uma força-tarefa dos estados inseridos no bioma para conter a destruição. A ideia é que cada estado reforce e estimule o cadastramento de propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e que se empenhe na validação das mesmas. Além disso, de acordo com a Casa Civil, um grupo de trabalho entre ministros e governadores se reunirá periodicamente para acompanhar os dados e tomar decisões.

NÃO COMPRE ROUPA NAS LOJAS ZARA!!!

NÃO COMPRE ROUPA NAS LOJAS ZARA!!!!

Zara e a H&M, as duas gigantes da moda, usam nos seus produtos, algodão oriundo de duas outras gigantes: Grupo Horita e SLC Agrícola. Instaladas na Bahia, as duas empresas exportadoras da matéria-prima têm um longo histórico de devastação e grilagem no cerrado da Bahia. Desde 1985, a Bahia perdeu quase um quarto dos 9 milhões de hectares de Cerrado para a agricultura industrial.

                                     

Maior produtora de algodão do Brasil, a SLC tem 44 mil hectares de plantações de algodão no oeste da Bahia, enquanto o Grupo Horita, sexto maior produtor, tem pelo menos 140 mil hectares de terras agrícolas na região. Juntos, os dois grupos acumulam multas milionárias relacionadas ao desmatamento de cerca de 100 mil hectares de Cerrado.                                        

A SLC Agrícola, maior exportadora de algodão do Brasil, tem um longo histórico de desmatamento no oeste da Bahia. Suas fazendas Piratini, Palmares e Parceiro desmataram pelo menos 40 mil hectares de vegetação nativa do Cerrado nos últimos doze anos. Em 2020, a empresa adquiriu a Terra Santa Agro, tornando-se um colosso do agronegócio do país e somando uma série de irregularidades ambientais.

    

O Grupo Horita ocupa um terço da fazenda Estrondo, onde cultiva algodão, soja e outras commodities. Violentas disputas fundiárias entre a Estrondo e as comunidades tradicionais marcam a história da região. Conhecidos como geraizeiros, os habitantes dessas comunidades vivem da agricultura de subsistência, caça, pesca e criação de gado em pequena escala. O Ibama multou a Horita mais de vinte vezes entre 2010 e 2019 por infrações ambientais, somando R$ 22 milhões. Boa parte dessas multas é relacionada a fazenda Estrondo. O agronegócio do oeste baiano capta quase 2 bilhões de litros de água por dia, além de  despejar 600 milhões de litros de agrotóxicos no Cerrado todos os anos. O algodão é a monocultura que utiliza mais agrotóxicos.


Fonte: https://deolhonosruralistas.com.br/2024/04/11/gigantes-da-moda-usam-algodao-sujo-do-cerrado-em-suas-roupas/?fbclid=IwAR2vpvL4L0x7moo27iE0HhpOyDKZ4FrEK1xyhtPEq_-ndzBYQ9Ere7BmqRM                                                                                                                                                    #cerrado #algodao #moda #desmatamento

DENÚNCIA: GUERRA QUÍMICA CONTRA COMUNIDADES TRADICIONAIS DO CERRADO NO MARANHÃO!!!

DENÚNCIA: GUERRA QUÍMICA CONTRA COMUNIDADES TRADICIONAIS DO CERRADO NO MARANHÃO!!!

 

No dia 3 de abril de 2024, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Maranhão (CEDDH) conduziu uma inspeção in loco nas comunidades tradicionais de São José, Baixa Nova, Morada Nova, Buriti, Capinal, Santa Vitória, Passa Mal e Maresia, todas situadas na zona rural de Timbiras, no Estado do Maranhão. Essa ação foi realizada em resposta a uma denúncia de pulverização aérea de agrotóxicos apresentada pela Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA) e pela Federação dos Trabalhadores Rurais do Maranhão (FETAEMA) durante a sessão ordinária do Conselho, que ocorreu em 27 de março de 2024. Segundo a denúncia, a pulverização aérea de agrotóxicos sobre as comunidades foi realizada em 21 de março de 2024.

 

 

As denúncias sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos por grandes fazendeiros e empresas no Maranhão têm se multiplicado, evidenciando o uso desses produtos químicos como armas, resultando em doenças e até mortes. Essa situação configura uma verdadeira guerra química, que visa a expulsão das comunidades de seus territórios.

 

 

Queremos Territórios Livres de Veneno!

Conheça e apoie nossa a Campanha “Chega de Agrotóxicos!”     

                                                                                                                                                                                Fonte: https://www.rederama.org/post/den%C3%BAncia-guerra-qu%C3%ADmica-contra-comunidades-tradicionais     

 

                                           #cerrado #agrotoxicos #comunidadestradicionais   #chegadeagrotóxicos #OAgroÉTóxico 

DENÚNCIA: GUERRA QUÍMICA CONTRA COMUNIDADES TRADICIONAIS DO CERRADO NO MARANHÃO!!!

DENÚNCIA: GUERRA QUÍMICA CONTRA COMUNIDADES TRADICIONAIS DO CERRADO NO MARANHÃO!!

No dia 3 de abril de 2024, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Maranhão (CEDDH) conduziu uma inspeção in loco nas comunidades tradicionais de São José, Baixa Nova, Morada Nova, Buriti, Capinal, Santa Vitória, Passa Mal e Maresia, todas situadas na zona rural de Timbiras, no Estado do Maranhão. Essa ação foi realizada em resposta a uma denúncia de pulverização aérea de agrotóxicos apresentada pela Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA) e pela Federação dos Trabalhadores Rurais do Maranhão (FETAEMA) durante a sessão ordinária do Conselho, que ocorreu em 27 de março de 2024. Segundo a denúncia, a pulverização aérea de agrotóxicos sobre as comunidades foi realizada em 21 de março de 2024.

 

As denúncias sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos por grandes fazendeiros e empresas no Maranhão têm se multiplicado, evidenciando o uso desses produtos químicos como armas, resultando em doenças e até mortes. Essa situação configura uma verdadeira guerra química, que visa a expulsão das comunidades de seus territórios.

 

Queremos Territórios Livres de Veneno!

Conheça e apoie nossa a Campanha “Chega de Agrotóxicos!”

 

Fonte: https://www.rederama.org/post/den%C3%BAncia-guerra-qu%C3%ADmica-contra-comunidades-tradicionais                                                                     #cerrado #agrotoxicos #comunidadestradicionais #chegadeagrotóxicos #OAgroÉTóxico 

II Exposição Ancestralidade Viva – povos originários em equilíbrio com a natureza

II Exposição Ancestralidade Viva - povos originários em equilíbrio com a natureza

O Museu de História Natural do Memorial do Cerrado e do Instituto do Trópico Subúmido (ITS) está com a “II Exposição Ancestralidade Viva – povos originários em equilíbrio com a natureza” aberta ao público, com 27 fotografias e 40 peças.
No dia 18 de abril a entrada será gratuita na exposição. 

Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Campus II – Av. Engler, S/N, Jardim Mariliza
74803-050 – Goiânia – Goiás

(62) 3946-1711
(62) 98115-7297

Comunidades de Fecho de Pasto de Morrinhos, Entre Morros e Gado Bravo obtiveram importante vitória na justiça

Vitória dos Fechos!

Após ataque de prepostos de fazendeiros aos territórios de uso coletivo das comunidades de Fecho de Pasto de Morrinhos, Entre Morros e Gado Bravo, no Oeste da Bahia, as comunidades obtiveram importante vitória na justiça. No último dia 10 de abril, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, deferiu medida cautelar que torna inválida a reintegração de posse do território tradicional de fecho de pasto, que comprometeria a subsistência de cerca de 52 famílias da comunidade, que ocupa o território há dois séculos.
Na decisão, o ministro alegou a inobservância ao decidido no julgamento da ADPF 828/DF, que determina nos casos de desocupação coletiva sejam instaladas comissões de conflitos fundiários, bem como inspeções judiciais e audiências de mediação com a participação do Ministério Público e da Defensoria Pública. Etapa que não foi cumprida pela 1ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis e Comerciais de Coribe. O deferimento do Min. Flávio Dino torna sem efeito a tentativa de reintegração de posse, realizada de maneira truculenta no último dia 04 de abril/2024 e garante a permanência das comunidades no território de uso tradicional, até que o processo legal seja finalizado.
 
 

Levantamento inédito do MapBiomas sobre quilombolas

Levantamento inédito do MapBiomas sobre quilombolas

Levantamento inédito do MapBiomas mostra que os territórios quilombolas no Brasil estão entre as áreas de menor desmatamento no país.
🪵Entre 1985 e 2022, a perda de vegetação nativa nesses territórios foi de 4,7% contra 25% em áreas privadas. Foram 240 mil hectares de supressão de vegetação nativa em 38 anos.
🌳Juntos, eles abrigam 3,4 milhões de hectares de vegetação nativa – 0,6% do total nacional.

Fonte: https://brasil.mapbiomas.org/2023/12/13/territorios-quilombolas-estao-entre-as-areas-mais-preservadas-no-brasil/?fbclid=IwAR27yzFpi6mUZErWrnZq29rSRBxAaysQ7l4tgbQy4V9ewFv361wz2rJMhBE