Você sabe o que são os povos e comunidades tradicionais?

Você sabe o que são os povos e comunidades tradicionais?

O dicionário político da Articulação Agro é Fogo debate esse e outros termos que atravessam a luta pela terra e território no Brasil. São 18 verbetes que buscam apontar como o avanço do agro afeta a vida no chão dos territórios de povos e comunidades do campo, gerando violência, exploração e degradação ambiental.


No Brasil temos cerca de 28 povos e comunidades tradicionais, entre eles: indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, raizeiras, apanhadoras de flores, ribeirinhas ou beiradeiras, de fundo e fecho de pasto, pescadoras, vazanteiras, retireiras, seringueiras, geraizeiras, pantaneiras… Isso sem falar nos acampamentos e assentamentos da reforma agrária.


Saiba mais sobre isso! Baixe e compartilhe agora, gratuitamente, o Dicionário Político da Articulação Agro é Fogo: www.agroefogo.org.br

7 de abril é celebrado o Dia Mundial da Anta          

7 de abril é celebrado o Dia Mundial da Anta

No mundo, há quatro espécies de anta: além da anta-brasileira (Tapirus terrestris), temos a anta-da-montanha (que vive nos Andes), a anta-centro-americana (encontrada na América Central) e a anta-asiática (Indonésia, Malásia, Mianmar e Tailândia).

                                    Jardineira das florestas e savanas

Por conta da ingestão desses frutos, em geral com grandes sementes, e por um trato digestivo capaz de otimizar a germinação, a anta é reconhecida pelos cientistas como jardineira da floresta, pela contribuição expressiva com o próprio ambiente em que vive, ou seja, onde tem semente que passou pelo trato digestivo do animal, tem semente pronta para germinar!!! 

Outra característica da espécie é o fato de percorrer longas distâncias. A anta vive em áreas de em média 800 hectares (cerca de 800 campos de futebol) e percorre entre 3 e 9 km/dia, levando sementes de uma área para outra. Uma floresta sem antas é uma floresta que corre grande perigo de extinção. Isso não é nenhum exagero!

No Cerrado, as antas lidam com muitas rodovias e colisões constantes, caça ilegal e um risco elevado de contaminação por agrotóxicos, em função da expansão da agropecuária em larga escala.  Estudos científicos realizados a partir de amostras biológicas de anta, tais como sangue, tecido, entre outras, têm identificado elevados níveis de agrotóxicos no Cerrado do Mato Grosso do Sul.                                                                                                                                                                                             #antaÉelogio #cerrado #museucerrado                                                                                                                       Fonte: https://ipe.org.br/noticias/27-de-abril-e-celebrado-o-dia-mundial-da-anta-o-maior-mamifero-terrestre-da-america-do-sul-2/

Curso MATOPIBA e as mudanças climáticas.

Curso MATOPIBA e as mudanças climáticas.

Ministrado por Horácio Antunes, coordenador do @gedmma_oficial e Professor do Departamento de Sociologia e Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFMA. A atividade será realizada na próxima terça-feira (30/04), a partir das 9h30, com transmissão pelo Youtube da Rede de Agroecologia do Maranhão.  

Para receber certificação de participação, preencha o formulário de inscrição no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfVoBK6pdKT02G08ZiI1zskx95UF1UqJQ712eSPWA_FsMycmg/viewform

 Para assistir acesse: https://youtube.com/live/an7l7_t06tA?feature=share

 

Esse minicurso faz parte de uma série de atividades pensadas pela coalizão Agroecologia para a Proteção das Florestas da Amazônia. São cinco organizações que juntas têm discutido estratégias pela justiça climática, contra o racismo ambiental, a injustiça ambiental e esse modelo de desenvolvimento predatório. 

Desmatamento no Cerrado 2023-2024 

Desmatamento no Cerrado 2023-2024

De acordo com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que elabora o relatório SAD Cerrado, municípios do Oeste da Bahia estão entre os dez que lideram a destruição do Cerrado. Dentre eles estão os municípios de:

1. São Desidério, com 37,4 mil hectares;

4. Cocos, com 25 mil hectares;

6. Correntina, com 19,2 mil hectares;

7. Jaborandi* com 18,4 mil hectares;

10. Formosa do Rio Preto, com 14,5 mil hectares.

Só essa região concentra um total de 114,5 mil hectares de desmatamentos, tornando o centro do desmatamento, provocado pelo avanço das fazendas do agronegócio. Acontece que o avanço da destruição no Cerrado aponta problemas graves para toda a sociedade, pois os desmatamentos ocorrem nas poucas áreas que ainda restam de recarga do Aquífero Urucuia e onde ficam localizadas nascentes responsáveis por contribuir com grande parte da vazão dos rios do Oeste da Bahia, até o Rio São Francisco.

Acontece que a região não lidera apenas desmatamentos, vêm se tornando centro de conflitos agrários, perseguição e violência contra povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares, que clamam ao Governo do Estado pela agilidade nas ações discriminatórias de seus territórios.

No município de Correntina, o Estado da Bahia, através do Inema, autorizou a Supressão de Vegetação Nativa – ASV, de 2.226,9138 hectares, dentro da área do Território Tradicional de Fecho de Pasto Vereda da Felicidade, este já reconhecido como Área de Fecho de Pasto pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial – SEPROMI, que emitiu certificado de reconhecimento de comunidade tradicional e pelo órgão gestor das terras públicas na Bahia a SDA – Superintendência de Desenvolvimento Agrário, que inclusive já havia deflagrado Ação Discriminatória Rural para mesma área. O que não se sabe é se a SDA foi consultada pelo INEMA, antes de autorizar a supressão da vegetação nativa, em Áreas de Preservação Permanente (APP), com veredas e nascentes, que abastecem inclusive o Rio Correntina.

O que deixa transparecer é que o Estado da Bahia não possui o controle da situação, enquanto isso as comunidades tradicionais buscam órgãos competentes fora da Bahia, na tentativa de frear os ataques e garantir que o Cerrado continue de pé, produzindo água e sociobiodiversidade para todos.

 

Matéria completa:

 

https://cptba.org.br/municipios-do-oeste-da-bahia-estao-entre-os-dez-que-mais-desmataram-o-cerrado-entre-janeiro-de-2023-e-fevereiro-de-2024/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR3sx075dsKNtw1NiKRwvl1QIKLfG42EPgAaBClPzOL68gfP-oVPSiL0bU8_aem_AR36Ya982HbSeFseiyYw0xQGKtUw-PLTx3afpsY3fkXwBlft08S_4rCiXbDc0dEzxc36nVJiRR_-4–tDA3QWvXR

Mapa do Veneno no Maranhão

Mapa do Veneno no Maranhão

A Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA) e a Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (FETAEMA), em colaboração com o Laboratório de Extensão, Pesquisa e Ensino de Geografia da Universidade Federal do Maranhão (LEPENG), apresentam um levantamento cartográfico do uso indiscriminado de veneno em comunidades tradicionais no estado por parte do agronegócio.

 

O mapa intitulado “Territórios Diretamente Vitimados por Agrotóxicos no Maranhão – janeiro a abril de 2024”, aponta que 34 comunidades tradicionais, quilombolas e assentamentos rurais em 12 municípios de nosso estado estão sofrendo graves consequências devido à pulverização de agrotóxicos.

 

Lamentavelmente, essa prática tem se tornado cada vez mais comum, trazendo consigo uma série de impactos para essas comunidades e para a natureza, como a contaminação das águas, envenenamento dos alimentos, perda de produção da agricultura familiar, além de adoecimento, tanto físico quanto psicológico.

 

Estamos diante de uma verdadeira guerra química contra as comunidades tradicionais. Além de promover a grilagem de terras e o desmatamento de ecossistemas vitais como o cerrado, a Amazônia maranhense e a Mata dos Cocais, essa guerra busca amedrontar as comunidades, forçando-as a abandonar suas terras para o avanço do agronegócio.

 

Queremos Territórios Livres de Veneno!

Conheça e apoie nossa a Campanha “Chega de Agrotóxicos!”

 

*Texto completo no site da Rama:

 

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20 anos do Acampamento Terra Livre (ATL)

20 anos do Acampamento Terra Livre (ATL)

De 22 a 26 de abril, povos indígenas de todas as regiões vão ocupar Brasília (DF) nos 20 anos do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização indígena do país, coordenada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).  ATL 2024 abordarão algumas temáticas como saúde mental, emergência climática, educação escolar indígena, comunicação indígena e políticas afirmativas.

 

Nesta segunda-feira, 22 de abril, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), em conjunto com suas sete organizações de base, torna pública a carta “Vinte anos de Acampamento Terra Livre e urgência de ação”. A carta será enviada aos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) nos próximos dias. No documento, a Apib apresenta as urgências do movimento indígena no Brasil, como a celeridade nas demarcações de terras indígenas e a retirada de tramitação e arquivamento definitivo das Propostas de Emenda à Constituição que desconstitucionalizam os direitos indígenas, a exemplo da PEC 132/2015, PEC 48/2023, PEC 59/2023 e PEC 10/2024.

 

Leia a carta completa: https://bit.ly/4daCVog  

 

Previstas para terça-feira (23/04) às 9h e quinta-feira (25/04) às 15h, respectivamente, as marchas “#EmergênciaIndígena: Nossos Direitos não se negociam” e “Nosso marco é ancestral. Sempre estivemos aqui!” conduzirão milhares de pessoas pelas ruas de Brasília (DF), entre indígenas, membros de organizações do terceiro setor e apoiadores da causa socioambiental.

 

 

Acesse ao site da Apib: https://apiboficial.org/atl2024/

 

MP-GO ajuíza ação por equidade no Conselho da APA Pouso Alto 

MP-GO ajuíza ação por equidade no Conselho da APA Pouso Alto

 

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP), com pedido de liminar, na Justiça, para exigir representação equilibrada da sociedade civil e entidades nos conselhos consultivos, principalmente do Conselho da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pouso Alto (Conapa). A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) ressaltou que não há desequilíbrio na formação do conselho. A Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) informou que não foi notificada ainda.

 

A denúncia ao MP-GO foi protocolada pelo coordenador do movimento SOS Chapada dos Veadeiros, Álvaro De Angelis. Segundo ele, a formação do Conselho do Pouso Alto, não contempla a “paridade representativa para a sociedade civil socioambientalista”.

 

“A ausência de uma participação socioambiental insuficiente nas decisões do Conapa mina a legitimidade do processo democrático e dificulta a implementação de políticas eficazes de proteção ambiental. Isso gera conflitos de interesses entre a preservação do meio ambiente e as demandas do governo, agronegócio, energia, mercado imobiliário e mineração, que têm projetos de alto impacto ambiental para a região da Chapada dos Veadeiros”, disse De Angelis ao Jornal Opção.

 

 

Fonte: https://www.jornalopcao.com.br/ambiente/mp-go-ajuiza-acao-por-equidade-no-conselho-pouso-alto-para-semad-formacao-e-representativa-599469/

Aumento de temperatura compromete fotossíntese de plantas do Cerrado

Aumento de temperatura compromete fotossíntese de plantas do Cerrado

Pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP revelam que o aquecimento global está lançando desafios à flora do Cerrado, um dos biomas cruciais do Brasil. Em sua pesquisa para o doutorado em Biologia Comparada, Tony César de Sousa Oliveira descobriu que o calor está afetando a capacidade das plantas da região de realizar a fotossíntese de forma eficaz.

Segundo Oliveira, as espécies de árvores do Cerrado têm uma temperatura foliar ótima para a fotossíntese muito próxima à temperatura média ambiente. Isso significa que o aumento da temperatura pode reduzir a eficiência desse processo vital para essas plantas.

Além disso, o estudo destaca que o calor interfere na capacidade de fotossíntese das plantas mesmo antes de atingir a temperatura ideal. Esse impacto se deve principalmente ao funcionamento do fotossistema II (PSII), responsável por converter a energia luminosa em energia bioquímica necessária para a fotossíntese.

 

Os resultados revelaram que a eficiência do PSII diminui pela metade quando a temperatura se iguala ou ultrapassa ligeiramente a temperatura média local, o que evidencia o desafio enfrentado pelas plantas na captação de carbono em temperaturas mais altas.

 

O professor Tomas Domingues, orientador do estudo e responsável pelo Laboratório de Ecologia de Comunidades e Funcionamento de Ecossistemas (Ecoferp) da FFCLRP, alerta que o Cerrado está experimentando um aumento de temperatura mais significativo em comparação com outros biomas brasileiros. Ele prevê que essa situação tende a se agravar nos próximos 50 anos, tornando a fotossíntese menos eficiente durante os períodos mais quentes do dia.

 

 

Fonte: https://jornal.usp.br/campus-ribeirao-preto/aumento-de-temperatura-compromete-fotossintese-de-plantas-do-cerrado/

O agronegócio é o setor econômico que mais escraviza no Brasil

O agronegócio é o setor econômico que mais escraviza no Brasil

Entre 1995 e o começo de outubro de 2023, cerca de 49 mil pessoas haviam sido resgatadas do trabalho escravo em atividades de desmatamento, pecuária, monocultivo de árvores, plantio de cana-de-açúcar e outras lavouras temporárias e permanentes. Mas não é só isso: o agro, quando expulsa as comunidades de sua terra, também promove o trabalho escravo. O trabalho escravo é alimentado pela concentração fundiária, pelo abandono dos assentamentos de reforma agrária e pela invasão de territórios tradicionais. Assim, garantir a essas comunidades o acesso à terra e a permanência em seus territórios, com fartura e vida digna, é a melhor estratégia para se combater a escravidão (Dados compilados pela Campanha De Olho Aberto para não virar escravo/Comissão Pastoral da Terra).
 
Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas de forma remota e sigilosa no Sistema Ipê da Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho. O Sistema Ipê é o único sistema exclusivo para recebimento de denúncias de trabalho análogo à escravidão e integrado a Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.
 

Dia Mundial da Água

Dia Mundial da Água

Houve redução nas chuvas em todas as regiões do Cerrado nos últimos 20 anos, como consequência disso, as bacias hidrográficas do Cerrado estão secando e perdendo sua capacidade de abastecer alguns dos principais rios brasileiros, como o Madeira, o Paraná, o Araguaia, o Tocantins, o Xingu e o São Francisco. O fenômeno resulta de uma combinação de fatores, relacionados à diminuição do volume de chuvas e ao aumento da perda de água no solo por evaporação e pela transpiração das plantas, combinação conhecida como evapotranspiração (Manzoni et. al 2023). Paralelo a esta situação, existe um processo de exploração intensa e apropriação das águas do Cerrado, ou seja, 70,4% dos pivôs centrais do Brasil estão no Cerrado em uma área de 1,35 milhão de hectares (ANA 2023). Desta maneira, o Cerrado está deixando de ser um grande coletor de água porque cada vez mais está saindo água para atender as grandes e médias propriedades e entrando menos no bioma.
 
O consumo real de água permanece invisibilizado porque não se considera o consumo indireto feito pelo agronegócio. Assim, um único quilo de carne bovina demanda 15,5 mil litros de água para ser produzido e comercializado. Agora, faça a conta, o Brasil tem 234,4 milhões de cabeças de gado (IBGE 2023).