Levantamento inédito do MapBiomas sobre quilombolas

Levantamento inédito do MapBiomas mostra que os territórios quilombolas no Brasil estão entre as áreas de menor desmatamento no país.


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“Coletar e plantar sementes na quantidade de estrelas do céu”. A frase poética de Claudomiro Almeida Cortes, um dos fundadores da Associação Cerrado de Pé, da Chapada dos Veadeiros (GO), transmite o propósito de vida que o coletor de sementes vem multiplicando no bioma mais ameaçado pelo desmatamento no Brasil.
🧑🏻🌾👩🏻🌾 A associação reúne 159 famílias de coletores de sementes da região da Chapada dos Veadeiros e recebe apoio do Projeto Cerrado Resiliente (Ceres), executado pelo ISPN, por meio do Fundo PPP-ECOS, em parceria com @wwfbrasil , @wwfpy e WWF-Holanda, com recurso da União Europeia.
🌳 Realizada com o apoio da @redesementesdocerrado , a produção de sementes nativas para a restauração ecológica de áreas degradadas promove inclusão social e gera renda à população local, além de contribuir com a restauração ambiental. Em 2023, a Cerrado de Pé coletou 27 toneladas de sementes e, para 2024, a meta é chegar a 30 toneladas.
🌱A técnica de muvuca de sementes permite uma recuperação ambiental com diversas espécies vegetais, inclusive gramíneas (capim), essenciais para a manutenção do bioma Cerrado.
Em 2021, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a década da Restauração dos Ecossistemas, para prevenir, interromper e reverter a degradação dos ecossistemas em todos os continentes e oceanos. O objetivo final é ajudar a erradicar a pobreza, combater as mudanças climáticas e prevenir uma extinção em massa.
No Brasil, o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), lançado em 2017 pelo governo federal, tem a meta de recuperar 12 milhões de hectares até 2030, sobretudo em Áreas de Proteção Permanente (APPs) e Reservas Legais, mas também em áreas degradadas com baixa aptidão agrícola. A meta brasileira faz parte do Desafio de Bonn que pretende restaurar 350 milhões de hectares no mundo até 2030.


A Lei Estadual 13.550/09 é uma das poucas ferramentas das quais o poder público e a coletividade – aos quais cabe defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações (Art. 225 da Constituição Federal) – dispõe para lutar contra a extinção do Cerrado no estado de São Paulo, especialmente nas situações de ameaças prementes. Enfraquecer essa lei significa abrir mão de um precioso instrumento que tem servido para impor limites a pessoas e grupos que o colocam em risco. A lei serve para proteger não apenas a comunidade dos seres vivos que habitam o Cerrado, muitos dos quais são ameaçados de extinção, mas também os processos de suporte da vida das quais as comunidades humanas se beneficiam. Assim, opor-se à flexibilização da lei não significa impor obstáculos ao desenvolvimento agrícola e urbano, mas garantir que ocorra de maneira responsável e sustentável. Por outro lado, a lei 13.550/09 já permite a supressão da vegetação de Cerrado em casos específicos e oferece indicações claras para que cada situação seja analisada e ponderada individualmente, sendo, portanto, inoportuno alterar uma lei estadual para atender a demandas setoriais.
Pedimos ao sr. governador do estado de São Paulo que reconheça a importância da Lei 13.550/09 e não permita qualquer revisão que implique o enfraquecimento das medidas de proteção que ela estabelece.
ATENÇÃO – Assinem o abaixo-assinado: https://www.change.org/p/n%C3%A3o-queremos-o-enfraquecimento-da-lei-de-prote%C3%A7%C3%A3o-do-cerrado-em-sp

No dia 19 de novembro iremos celebrar o Dia do Tamanduá!
Esse ano é especial, pois completamos 10 anos desde a primeira edição da celebração. E para comemorar em grande estilo, preparamos uma semana repleta de conteúdos sobre esse dia tão importante para nós.
O dia do tamanduá foi criado em 2014, pelo Instituto Tamanduá em parceria com o Instituto Jurumi e outras organizações não governamentais que atuam com conservação. O principal objetivo é ter um dia dedicado exclusivamente à sensibilização das pessoas sobre os tamanduás e os desafios para a sobrevivência das espécies na natureza.
O público alvo se estende a todas as faixas etárias. Por isso, trouxemos algumas propostas de atividades a serem desenvolvidas no dia do tamanduá, de modo que facilite a organização e execução das ações. Confira as atividades no carrossel e compartilhe com os amigos, instituições, projetos e organizações para que juntos façamos mais uma edição incrível: https://www.tamandua.org/

O grande problema é que o Cerrado é muito difícil de ser restaurado. Nas últimas décadas, várias alternativas de restauração foram testadas. Mas nenhuma se mostrou totalmente efetiva. Para entender o potencial de cada uma delas e a possibilidade de serem consorciadas em uma estratégia de conjunto, uma pesquisa apoiada pela FAPESP compilou um amplo conjunto de dados de 82 áreas distintas, distribuídas por cinco Estados e pelo Distrito Federal. Os resultados do estudo foram divulgados no Journal of Applied Ecology.
O artigo Challenges and directions for open ecosystems biodiversity restoration: an overview of the techniques applied for Cerrado pode ser acessado em: https://besjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1365-2664.14368.
“Com base nesses resultados, podemos concluir que, para uma restauração efetiva do Cerrado, não existe uma panaceia. Uma única técnica de restauração isolada não será capaz de trazer todos os componentes que garantam a resiliência e o funcionamento do bioma. Além disso, as técnicas com melhores resultados – semeadura e transplante – são altamente dependentes de áreas conservadas para aquisição de sementes e material vegetal [plantas inteiras e raízes]. Assim, políticas e estratégias que promovam a conservação são tão ou mais urgentes do que a restauração propriamente dita”, sintetiza Pilon.
E acrescenta: “Quando se fala em Floresta Amazônica, o discurso é ‘vamos preservar’. Mas, em relação ao Cerrado, o discurso muda para ‘vamos restaurar’. Nosso estudo mostrou que, embora imprescindível, a restauração não é fácil. E depende da preservação. Apesar de toda a destruição, ainda existe muito Cerrado a preservar, principalmente na faixa norte, na área do Matopiba [acrônimo que denomina a região que se estende por porções dos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]. O desafio é que essa área está sendo fortemente impactada pela expansão agrícola, a exemplo do que já ocorreu em Goiás e no Mato Grosso”.

Novos dados do MapBiomas, obtidos a partir do monitoramento do território brasileiro por satélites, mostram que a perda de florestas naturais no Brasil entre 1985 e 2022 foi intensa. Nesse período, a área ocupada por florestas naturais passou de 581,6 milhões de hectares para 494,1 milhões de hectares, uma redução de 15%. Os últimos cinco anos responderam por 11% dos 87,6 milhões de hectares de florestas naturais suprimidas nestes 38 anos. Desse total, mais de 75 milhões de hectares estavam em propriedades privadas. Os dados fazem parte dos dados publicados na Coleção 8 do Mapeamento Anual da Cobertura e Uso da Terra no Brasil realizado pelo MapBiomas.
A formação savânica cobre 12% do território brasileiro, ou 104,5 milhões de hectares – o equivalente a três vezes o estado de Goiás. Esta formação que se caracteriza pela vegetação com espécies arbóreas distribuídas de forma mais esparsa e em meio à vegetação herbácea-arbustiva contínua é a segunda classe de floresta natural mais representativa em área no Brasil e proporcionalmente a que teve o maior desmatamento. Entre 1985 e 2022 a perda de formação savânica totalizou 29 milhões de hectares ou 22% em relação à área existente em 1985. O ritmo de devastação foi de aproximadamente 700 mil hectares por ano. De cada cinco hectares desmatados, mais de quatro (83%) foram suprimidos no Cerrado. “Em biomas como no Cerrado e na Caatinga, que já perderam parte significativa de sua vegetação nativa, o ritmo do desmatamento das savanas é alarmante, principalmente na região do Matopiba, que ainda
apresenta grandes remanescentes deste ecossistema, mas que estão sendo convertidos para a expansão da agropecuária”, destaca a pesquisadora da equipe do Cerrado no MapBiomas, Barbara Costa. Fonte: https://brasil.mapbiomas.org/2023/10/20/em-38-anos-o-brasil-perdeu-15-de-suas-florestas-naturais/
O Herbário UB está em festa! Este ano, celebramos 60 anos de pura dedicação à botânica.
Somos o maior acervo de plantas do cerrado e o maior dentro de uma universidade pública!
Preparem-se para dois dias repletos de exposições, convidados especiais, oficinas, concursos de fotografia e o lançamento do aguardado livro que conta a história deste legado.
COORDENAÇÃO
Coordenadora: Julia Sonsin Oliveira
Vice coordenadora: Regina Célia de Oliveira
Email: pgbot@unb.br
No Cerrado, a situação do desmatamento continua alarmante, com um aumento de 14,5% entre janeiro e abril de 2023. Os dados são do Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e revelam que a área que mais sofre com esses atos criminosos é justamente onde está acontecendo a expansão do agronegócio na fronteira agrícola conhecida como MaToPiBa (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).
O monocultivo industrial tem destruído nascentes, rios, florestas, fauna e flora de todo o bioma. São mais de 20 milhões de hectares só ocupados pela soja para exportação, uma área maior que a Itália que arrasou com grande parte do bioma. Não é só a soja que exportamos, também nossa água.
O Cerrado é a caixa d’água do Brasil, sendo o bioma responsável por nossa segurança hídrica do país e abrigar importantes bacias hidrográficas e os maiores reservatórios de abastecimento de água das grandes cidades.
Apesar do aumento do número de embargos de uso na área desmatada ilegalmente em 216% desde janeiro, com apreensão de produtos oriundos de infrações ambientais
(maior em 210%), o agronegócio continua apostando na impunidade
e em cortinas de fumaça culpabilizando outros pelos crimes que cometem.
Fonte: Árvore, Ser Tecnológico
Saiba mais:
INPE – Desmatamento aumenta no Cerrado, Agência Brasil: https://bit.ly/3BqxdN9
“Destaques do mapeamento anual de cobertura e uso da terra entre 1985 a 2021”, Mapbiomas: https://bit.ly/3W7uBNC
