Investigando a concepção de formação política na luta por direitos da coletividade dos atingidos por barragens

Investigando a concepção de formação política na luta por direitos da coletividade dos atingidos por barragens

Autor(a):

Ana Rita de Lima Ferreira

Resumo:

A presente dissertação tem como objetivo identificar e caracterizar as intencionalidades do processo de formação de militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), tendo como objetivos específicos investigar a proposta político-pedagógica do curso de formação de militantes desenvolvido pelo MAB junto aos atingidos pela UHE de Santo Antônio, do Complexo Hidrelétrico do Madeira, no estado de Rondônia, no período de 2008 a 2010; e, identificar as possíveis contribuições que o curso de formação de militantes do MAB pode trazer para a construção do paradigma da Educação do Campo. Para essa pesquisa adotou-se a proposição teórica de abordagem qualitativa do tipo Estudo de Caso, enquanto metodologia que busca estudar um caso específico, bem delimitado e contextualizado com a preocupação de analisar o que o caso em estudo representa dentro do contexto no qual está inserido. O MAB surgiu no contexto da expansão do capital no campo, como resistência ao processo de construção de hidrelétricas implementado pelo setor elétrico brasileiro a partir da década de 1970. À medida que se deu a expansão do domínio do capital, o MAB foi redefinindo suas estratégias de ação e de formação de militantes, ampliando o conceito de atingido por barragem e aprofundando a articulação com outros movimentos sociais na perspectiva de somar forças visando à construção de um novo modelo energético e de uma sociedade pautada em princípios e valores socialistas. Ao situar o MAB e sua trajetória histórica e política no terreno dos conflitos e das contradições esse estudo buscou nos teóricos Antônio Gramsci e Istvan Mészáros referências para analisar a correlação entre o avanço do capital sobre os recursos energéticos e a formação política contra hegemônica do MAB. A concepção e a práxis da formação política do MAB também foi analisada tendo como referência os conceitos gramscianos de intelectual orgânico, sociedade civil, hegemonia e escola unitária, num diálogo com os princípios e as concepções da educação popular e da Educação do Campo a partir das referências de Paulo Freire e Roseli Caldart. As principais conclusões sobre as intencionalidades do processo de formação política de militantes do MAB podem ser expressas nosseguintes aspectos: • A concepção de formação política emerge no próprio processo de luta contra os impactos da expansão do capital no setor energético sobre as populações atingidas. • Formação enquanto um instrumento para que o povo se organize, se mobilize e seja capaz de contribuir na construção de uma outra ética visando a luta contra hegemônica para estabelecer um novo sistema de relações sociais. • A formação política com a finalidade de formar quadros visando à implementação da estratégia do Movimento com base no tripé: organização, formação e luta.

Referência:

FERREIRA, Ana Rita de Lima. Investigando a concepção de formação política na luta por direitos da coletividade dos atingidos por barragens. 2012. 197 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

Disponível em:

A formação de valores cooperativos e as transformações nas práticas educativas: um estudo de caso de educandos da Licenciatura em Educação do Campo da UnB, no assentamento Itaúna

A formação de valores cooperativos e as transformações nas práticas educativas: um estudo de caso de educandos da Licenciatura em Educação do Campo da UnB, no assentamento Itaúna

Autor(a):

Vicente de Paulo Borges Virgolino da Silva

Resumo:

Este trabalho intenciona contribuir com a viabilidade de um projeto popular de desenvolvimento para o campo brasileiro. Ancora-se em um processo educativo atrelado aos princípios da Educação do Campo, onde se discute formas de produzir conhecimento, novas metodologias, papéis da universidade pública e funções sociais da educação. Investiga formas de contemplar uma educação integral, vinculando esta a categorias como o trabalho e a cooperação. Exercita a construção de novos olhares, baseado num diálogo de saberes e mediados por uma cultura de cuidados, refletindo sobre realidades dos sujeitos do campo. Tem como foco de pesquisa a formação de educadores e gestores para as escolas do campo, construindo vínculos orgânicos entre processos educativos e políticos, econômicos e culturais, resultando em exercícios de contra-hegemonia críticos e reflexivos. Fez-se necessário entender e caracterizar: a formação dos sujeitos do campo no “Grande Sertão Brasília”, seus aspectos étnicos e culturais; os princípios e práticas da Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília. Objetiva analisar de que forma e que valores cooperativos estão sendo construídos na execução do projeto político pedagógico desta Licenciatura, na prática docente, nos diferentes tempos educativos desse processo formativo, e em que medida estão sendo incorporados nas ações pedagógicas desenvolvidas pelos educandos residentes no Assentamento Itaúna – GO. Busca ainda entender e aprofundar nas perspectivas teóricas, significados e sentidos da cooperação, vinculando-os intencionalmente com a formação consciente do sujeito político, emancipatório, participativo e autônomo. Para atingir os objetivos usamos análises de conteúdos em entrevistas semi-estruturadas, no sentido de aferir a construção e agregação de valores cooperativos e níveis de consciência dos atores que participam do processo formativo da LEdoC. A abordagem é quali-quantitativa mensurando a agregação devalores vinculados aos níveis de consciência política, atendendo a classificação ordinal da Escala de Likert que varia de -2 a +2, significando muito desfavorável para -2, quando houver conformidade com um sentido limitante ao fortalecimento do subfator, a muito favorável +2, existindo conformidade favorável ao subfator. Os valores intermediários -1, 0 e +1, correspondem à desfavorável, neutro e favorável. Os indicadores e seus subfatores (diferentes significados e sentidos) que representam os valores cooperativos descritos e analisados, apresentaram como resultados: no segmento dos educandos (as) de 0,74, própria de um nível intermediário entre o nível de consciência de senso comum e o nível de consciência populista; no segmento dos educadores de 1,45, própria de um nível de consciência política práxis/política, criadora, reflexiva apropriada a um grupo que está em processo de um modelo em construção, considerado inovador e que rompe com propostas pedagógicas tradicionais. A média entre os segmentos estudados foi de 1,09, que conforme metodologia escolhida se traduz em um nível de consciência política populista, onde podemos deduzir uma caracterização e uma relação de tutelamento entre os dois segmentos. Neste sentido podemos intuir que avançamos muito, mas que ainda existe um caminho a percorrer para atingirmos uma educação autônoma, libertária e que cumpra os pressupostos da LEdoC.

Referência:

SILVA, Vicente de Paulo Borges Virgolino da. A formação de valores cooperativos e as transformações nas práticas educativas: um estudo de caso de educandos da Licenciatura em Educação do Campo da UnB, no assentamento Itaúna – GO. 2012. 273 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012.

Disponível em:

Trabalho coletivo, interdisciplinaridade e auto organização dos educandos: contribuições da LEDOC para práticas educativas contra hegemônicas na experiência do ProJovem Campo Saberes da Terra do Distrito Federal

Trabalho coletivo, interdisciplinaridade e auto organização dos educandos: contribuições da LEDOC para práticas educativas contra hegemônicas na experiência do ProJovem Campo Saberes da Terra do Distrito Federal

Autor(a):

Elizana Monteiros dos Santos

Resumo:

O presente trabalho teve o objetivo de analisar as contribuições do processo formativo vivenciado na Licenciatura em Educação do Campo, para promover as Práticas Educativas Pedagógicas Contra-Hegemônicas no ProJovem Campo – Saberes Da Terra do Distrito Federal,trazendo para a análise o Projeto Político-Pedagógico da Licenciatura em Educação do Campo. Em que medida esta formação contribui para as práticas dos seus egressos foi uma das questões da pesquisa.Trazer elementos para tentar entender o território de Planaltina, onde foi implementado o Programa ProJovem Campo – Saberes da Terra. O ProJovem Campo tem educandos de todo o território de Planaltina-DF. O contexto da pesquisa foi a Escola no Campo, o Centro de Ensino Fundamental Pipiripau ll, onde ocorre o programa. O currículo do ProJovem Campo é Integrado e articulado aos saberes científicos e aos saberes populares, propondo um diálogo e um movimento, onde se objetiva a síntese e a produção de novos saberes. Uma característica conceituada como práxis. Utilizando como instrumento principal a roda de conversa, para a coleta de dados, a pesquisa qualitativa apresentou dados que foram utilizados na análise de conteúdo. A partir desta análise chegamos às categorias do trabalho; Trabalho Coletivo, Interdisciplinaridade, Pesquisa como Princípio Educativo e Auto-Organização dos Educandos, práticas educativas Contra-Hegemônicas, materializadas a partir da formação de Educadores e Educadoras na Licenciatura em Educação do Campo da Universidade de Brasília. Nesta perspectiva, fizemos uso de referenciais para essa análise, bem como para a fundamentação teórica: Caldart (2010, 2011, 2012, 2015); Molina (2012, 2014, 2015); Freitas (1999, 2007, 2010, 2011); Ferreira (2015). O trabalho trouxe a reflexão sobre a formação de Educadores do Campo. Com ênfase na compreensão dos elementos que caracterizam o Trabalho Coletivo dos educadores nesse processo que nos permitiu reunir elementos que subsidiem as práticas contra-hegemônicas na Educação do Campo dentro de uma experiência concreta de prática pedagógica, ocorrida dentro de um processo dialógico e permanente. Isso só foi possível dentro da proposta da Educação do Campo em construção pelos seus sujeitos: os Camponeses organizados nos Movimentos Sociais do Campo. A
escola dos trabalhadores e trabalhadoras do campo é a escola para o trabalho, com a vida e para a vida. Ação que, necessariamente, tem que ser fruto de um processo coletivo.

Referência:

SANTOS, Elizana Monteiro dos. Trabalho coletivo, interdisciplinaridade e auto organização dos educandos: contribuições da LEDOC para práticas educativas contra hegemônicas na experiência do ProJovem Campo Saberes da Terra do Distrito Federal. 2017. 148 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

Disponível em:

Ser criança camponesa no Cerrado

Ser criança camponesa no Cerrado

Autor(a):

Jaciara Oliveira Leite

Resumo:

Como é ser sujeito-criança no campo e o que expressam as crianças sobre suas vidas, seu lugar? Essa foi a questão central que inspirou esta pesquisa de doutorado realizada, principalmente, com e sobre as crianças que residem na Comunidade do Sertão – Chapada dos Veadeiros – GO, um território camponês localizado no bioma Cerrado. O objetivo geral da investigação foi: compreender e analisar a infância no/do campo, na comunidade participante da pesquisa, em diálogo com os estudos sobre Corpo, Educação do Campo e Sociologia da Infância. Desse objetivo, desdobraram-se três específicos: a) analisar o contexto atual camponês, em especial as relações com a educação e vida das crianças; b) identificar e analisar os espaços-tempo, as práticas e aspectos que caracterizam a vida das crianças; c) identificar e analisar os sentidos e significados atribuídos pelas crianças à escola e ao território. O trabalho orientou-se pela concepção de criança como sujeito social e, por isso mesmo, pela busca da construção compartilhada dos dados de pesquisa junto com elas. Privilegiou-se o diálogo e a observação das diferentes linguagens das crianças por meio, sobretudo, de estratégias lúdicas de pesquisa (SILVA, 2003). Os instrumentos principais foram: observação participante com registros em “Diários Camponês”; entrevistas/conversas estruturadas em torno de jogos e brincadeiras; desenho; registro iconográfico com fotos e vídeos; e os eventos-campo. Foram ao todo quatro anos de viagens de imersão no campo e de estudos teóricos que constituíram uma práxis de pesquisa com os sujeitos e o território. Esse processo indicou a constituição de infâncias camponesas “cerratenses” (BERTRAN, 2011) tecidas na interação dialética entre as crianças, o corpo, a natureza (o bioma Cerrado), o trabalho e os modos de viver camponês, que são atravessados pelas questões históricas e atuais de contradição entre campesinato (resistência) e poder público (ausência/intervenção) naquele território. É nesse contexto que as crianças experienciam às suas maneiras os diferentes espaços-tempo do território, com destaque especial para a escola, possibilidade concreta de acesso à Educação Básica no campo, central para a comunidade e para a constituição das crianças como sujeitos sociais.

Referência:

LEITE, Jaciara Oliveira. Ser criança camponesa no Cerrado. 2018. 230 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

Disponível em:

Das práticas educativas às políticas públicas: tramas e artimanhas pela educação do campo

Das práticas educativas às políticas públicas: tramas e artimanhas pela educação do campo

Autor(a):

Eliene Novaes Rocha

Resumo:

A trajetória da educação do campo é marcada pela luta dos movimentos e organizações sociais e sindicais do campo que têm a terra e a educação como bases de suas lutas. O ponto de partida para este estudo foram as práticas educativas desses movimentos e organizações do campo, que são transformadas em instrumento de pressão para a construção de políticas públicas de educação do campo, definidas como aquelas práticas educativas desenvolvidas para sua organização interna, na construção de princípios e metodologias que colocam a educação como estratégia de formação e transformação humana e ainda contribuem para um processo de organização social dos sujeitos coletivos na luta por direitos. Neste sentido, nosso objetivo central é estudar as categorias “campo”, “políticas públicas” e “desenvolvimento” na sua relação com as práticas educativas dos movimentos sociais do campo, identificando as contribuições para a construção da política pública de educação do campo e sua implementação pelo Estado. Esta é uma pesquisa de caráter qualitativo, tendo a pesquisa bibliográfica como matriz orientadora, permeada por diversos instrumentos que possibilitaram ampliação e melhor compreensão do objeto de estudo. A experiência vivenciada pela Bolsa da CAPES e da Fundação Carolina para conhecer as formas de organização da escola rural na Comunidade Autônoma da Catalunha, na Espanha, possibilitou ampliar o olhar sobre os movimentos educativos para além do Brasil, qualificando esta experiência. As contribuições e os resultados identificados neste processo de aproximação entre Brasil e Espanha permitiram identificar a resistência e as lutas pela educação para os povos que vivem no campo, visando garantir o direito a escola e educação. No Brasil os resultados deste estudo podem ser agrupados em três dimensões: na constituição de espaços dentro da própria sociedade civil, enquanto sujeito coletivo que luta por direitos; na institucionalização de espaços de diálogo e proposição com o objetivo de construir políticas públicas por dentro do Estado com a participação dos movimentos sociais do campo e, ainda, na construção de programas e ações voltados para a educação do campo que se propõem como frente de resistência a uma educação hegemônica. Apesar das disputas dentro do próprio Estado pela sua total inserção num modelo capitalista de produção, foi possível identificar políticas de educação do campo contra hegemônicas que se contrapõem ao modelo que exclui e expulsa os povos do campo do seu ambiente, de sua cultura, de suas identidades.

Referência:

ROCHA, Eliene Novaes. Das práticas educativas às políticas públicas: tramas e artimanhas pela educação do campo. 2013. 326 f., il. Tese (Doutorado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

Disponível em:

Educação do Campo e luta pela terra no contexto MATOPIBA: um estudo de caso sobre o Acampamento Zequinha Barreto , no oeste baiano

Educação do Campo e luta pela terra no contexto MATOPIBA: um estudo de caso sobre o Acampamento Zequinha Barreto , no oeste baiano

Autor(a):

Queina Lima da Silva

Resumo:

O tema desta dissertação é a Educação do Campo em contextos de luta pela terra. A pesquisa constitui um estudo de caso sobre o papel desempenhado pela Educação do Campo no processo de resistência e luta pela terra na comunidade Acampamento Zequinha Barreto, situada no município de Barreiras-Ba. Para tanto, o estudo analisa de forma articulada os seguintes aspectos: efeitos ambientais e sociais do avanço das agroestratégias sobre os meios de produção material e
simbólica da vida; estratégias acionadas pela comunidade para garantir a permanência na terra; lugar da escola na vida da comunidade e o seu papel pedagógico e político no processo de resistência. Para a coleta de dados foram utilizados: entrevista semiestruturada; observação das dinâmicas sociais cotidianas; roda de conversa; análise documental e diário de campo. Dentre os interlocutores que participaram da pesquisa estão: moradores da comunidade, Coordenador da Agência 10envolvimento, professor da Universidade Federal do Oeste Baiano e a docente que atuou na escola da comunidade. Com base nos dados levantados e nas análises empreendidas, é possível afirmar que as agroestratégias potencializadas pela fronteira agrícola do MATOPIBA, têm imprimido mudanças substanciais às dinâmicas social e espacial do município de Barreiras, o que
se observa pelo flagrante aumento das desigualdades sociais e pelos impactos socioambientais – muitos deles irreversíveis, como é o caso da diminuição das reservas hídricas e a extinção de espécies da fauna e flora do cerrado. A crescente degradação socioambiental compromete os modos de vida da população do campo, cuja sobrevivência e permanência no território dependem da sustentabilidade do cerrado. Não obstante, a pesquisa indica que, mesmo diante de condições adversas e provisórias e mesmo desassistida pelo Estado, a comunidade Zequinha Barreto tem logrado resistir e cultivar a terra por meio de estratégias comunitárias, diversificadas e criativas. A escola tem papel central nesse processo, pois é nela que se materializam importantes dimensões da vida: é onde adultos, crianças e jovens aprendem e ensinam a ler e escrever a palavra e o mundo; onde a lida com a terra e sua função social convertem-se em temas geradores que animam o ato de aprender e de ensinar; é o lugar do encontro comunitário, das festividades e da mobilização política. É também por meio da escola que a comunidade torna-se visível para o Estado. Portanto, ela é, a um só tempo, uma importante ferramenta de resistência, de formação política e de capacitação da comunidade para a produção material e simbólica da vida. Contudo, a recente nucleação da escola pelo poder local tem incidido de forma negativa sobre a capacidade de articulação e mobilização da comunidade. Além disso, o deslocamento das crianças para outras escolas as submete a um processo de violência física e simbólica, com fortes relatos de racismos e discriminação, que desencadeiam processos de evasão escolar e até mesmo de abandono da terra por famílias do acampamento.

Referência:

SILVA, Queina Lima da. Educação do Campo e luta pela terra no contexto MATOPIBA: um estudo de caso sobre o Acampamento Zequinha Barreto , no oeste baiano. 2018. 193 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

Disponível em:

Coleção Flores: a beleza nativa do Cerrado em cartaz

Coleção Flores: a beleza nativa do Cerrado em cartaz

São quatro peças gráficas, cada uma com 30 fotos de florações encontradas nas unidades de conservação do Distrito Federal

AGÊNCIA BRASÍLIA * | EDIÇÃO: RENATO FERRAZ

O Brasília Ambiental acaba de lançar mais uma obra para ilustrar e eternizar a biodiversidade e a beleza da flora nativa do Cerrado: quatro peças gráficas com fotos de 120 espécies da nossa flora, protegidas pelas Unidades de Conservação e pelos parques administrados pelo Instituto Brasília Ambiental. Elas fazem parte da série de cartazes Flores do Cerrado, lançada esta semana pela Diretoria de Implantação de Unidades de Conservação e Regularização Fundiária (Dipuc), com o apoio da Rede Ciência e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF). 

 

A série integra a coleção Eu Amo o Cerrado, da área de Educação Ambiental do órgão, e conta com quatro cartazes, cada um com fotos de 30 plantas. O trabalho tem como objetivo ilustrar a biodiversidade e a beleza da flora nativa do Cerrado. “As fotos resultam de levantamentos florísticos realizados no âmbito da criação das Unidades de Conservação e na elaboração dos Planos de Manejo”, explica Ana Lira.

A autora cita como exemplo as fotos feitas no estudo da flora do Parque Ecológico Cachoeirinha, localizado na Região Administrativa do Paranoá, no qual ocorreu o registro de, aproximadamente, 400 espécies. 

 

“Era uma ideia que sempre queríamos fazer, considerando o enorme acervo fotográfico acumulado nos anos de trabalho”, comemora a mestre em Botânica, analista de planejamento urbano e infraestrutura, Ana Lira, responsável pela identificação botânica das espécies, e autora das fotos junto com o auditor de Atividades Urbanas, Arquiteto e Urbanista, Pedro Braga.

“Essa descoberta nos fez indicar, inclusive, a recategorização deste parque para Refúgio de  Vida Silvestre”, conta, destacando que este tipo de registro revela a importância do levantamento primário, realizado em trabalho de campo pelos próprios técnicos do Instituto.

 

Na coleção as espécies nativas são separadas pela cor de suas flores. Os cartazes são: flores roxas e rosas, flores vermelhas e alaranjadas, flores amarelas e flores brancas. “A divisão por cor tornou os cartazes mais didáticos e atraentes. Sonhamos que este trabalho um dia evolua para um Guia de Flora das UC”, ressalta Ana Lira. Ela lembra a existência de cerca de 12 mil plantas no Cerrado e que 120 espécies são uma “pequena amostra” da riqueza da flora do Bioma.

A ideia, segundo Ana Lira, é também que os visitantes dos parques e unidades de conservação, ao encontrarem as flores nesses lugares, façam a conexão com os cartazes. 


Função ambiental

Até porque neles constam espécies endêmicas – só encontradas no Cerrado – e outras ameaçadas de extinção como a Lobelia brasiliensis (lobelia) e Anemopaegma arvense (catuaba). Um dos cartazes traz também duas espécies de gramíneas Paspalum lanciflorum e Arthropogon villosus, que revelam a beleza das flores das gramíneas. “Quem diria que capins teriam flores tão belas?”

Ana Lira enfatiza que as flores são a expressão reprodutiva de grande parte das plantas. Apesar de apreciarmos a beleza das cores das flores, não somos nós o alvo desse sinal, mas sim, os polinizadores. 

“A morfologia das flores indica afinidade com determinados animais, sinalizando a coevolução de muitas espécies. São fontes de alimentos para eles – como, por exemplo, morcegos, borboletas, aves, abelhas etc. Existe uma rede de conexões expressas no encontro da flor com os animais”, explica. 

A mestre em Botânica destaca o grande potencial ornamental das flores, ressaltando que as do Cerrado têm esta característica mais forte, porém, ainda muito negligenciada. ”Acredito que isso aconteça por falta de conhecimento de produção”, esclarece.

Ela ressalta que existe hoje o início de um movimento de restauração ecológica com flores do Cerrado no DF e cita como exemplo o Parque Ecológico da Asa Sul. Os cartazes podem ser acessados no site do Instituto http://www.ibram.df.gov.br/.

 

* Com informações do Instituto Brasília Ambiental

Alternativas para o bioma Cerrado

Alternativas para o bioma Cerrado

Alternativas para o bioma Cerrado

 

A coletânea reúne 12 capítulos, que oferecem uma visão ampla de práticas agroextrativistas, baseadas no uso sustentável da biodiversidade do Cerrado. Essas práticas constituem-se em potenciais alternativas ao modelo agroexportador que predomina no Cerrado, gerando danos sociais e ambientais significativos à sociedade brasileira e global.

 

Publicado pela Editora Mil Folhas, o livro é resultado da cooperação entre pesquisadores do Brasil e da França, que contaram com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Agropolis Fondation.

 

Disponível para o público interessado, em versão PDF, no site do Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural (PPG-Mader): https://ppgmader.com.br/livros-publicados.

Cachoeira do Bota Fora, PI

Cachoeira do Bota Fora, PI

Local: Cachoeira do Bota Fora, PI

 

Descrição do local: Localizada no município de Piripiri, a cachoeira do Bota Fora é um bom local para visitar em todas as épocas do ano, já que é perene.

 

Características de clima e vegetação serrana junto com a o clima e vegetação marcadamente piauiense reverberam nos caminhos e no que presenciamos na cachoeira.

 

Grandes árvores deixam um ambiente não tão iluminado e meio que emolduram todo o espaço dessa cachoeira, que é composta por pedras, água corrente e a queda d’água. Nesta, dá para você subir, dá para ficar sentado numa espécie de pequenos degraus que a sustentam, enfim, dá para aproveitá-la como quiser.

 

Como chegar: Através do google maps é possível traçar uma rota de onde você estiver até o local.

 

Dicas: A entrada é gratuita e, assim como muitas outras, não tem estrutura de bar ou restaurante ao redor então para quem pretende passar o dia, é necessário levar alimentos e água.

 

Fonte: https://www.conhecaopiaui.com/noticia/cachoeira-do-bota-fora-agua-o-ano-todo-e-somente-a-18-km-de-piripiri

Cachoeira do Xixá, PI

Cachoeira do Xixá, PI

Local: Cachoeira do Xixá, PI

 

Descrição do local: A cachoeira, distante quase 9 km do centro de Batalha e localizada no povoado Xixá, é formada por paredões de pedras com cerca de 10 metros de altura que formam quedas d’água e uma piscina natural.

 

O local é de fácil acesso com 3 km de estrada de terra e sendo necessário apenas uma trilha de 300 metros. 

 

Como chegar: Através do google maps é possível traçar uma rota de onde você estiver até o local.

 

Dicas: A entrada é gratuita e o ponto turístico também conta com um estabelecimento próximo com venda de bebidas e comidas. O melhor período para visitar a cachoeira é entre os meses de fevereiro e início de maio.

 

 

Fonte: https://www.portalr10.com/noticia/50313/conheca-a-cachoeira-do-xixa-localizada-no-municipio-de-batalha