Modelagem do sequestro de carbono em plantação de eucalipto para fins energéticos no cerrado

Modelagem do sequestro de carbono em plantação de eucalipto para fins energéticos no cerrado

Autor(a):

José Daniel Echeverri Vergara

Resumo:

As florestas têm papéis importantes na mudança do clima, pois produzem combustíveis que quando são gerenciados de uma forma sustentável são uma alternativa benigna em substituição dos combustíveis fósseis, já que contribuem com absorção das emissões de CO2 em sua biomassa, nos solos e nos produtos delas derivadas. O plantio de novas florestas para fins energéticos pode ajudar a mitigar as mudanças do clima retirando CO2 da atmosfera. Sob certas condições, essas florestas podem crescer relativamente rápida, absorvendo o CO2 a taxas mais altas que nas florestas naturais. No caso do eucalipto, espécie estudada neste trabalho, o rápido crescimento fornece boa absorção de CO2 da atmosfera referente ao emitido durante a queima na geração de energia. Uma alternativa para a quantificação e estimativa da quantidade do CO2 absorvido pela floresta é a medida do potencial produtivo de florestas de eucalipto (PPL) que, com o emprego de modelos de ecossistemas que variam tanto em seus aspectos biogeoquímicos quanto nas suas resoluções temporais e espaciais pode-se estimar o PPL. Os modelos selecionados para este estudo foram o 3-PG e o Biome-BGC. A partir dos resultados obtidos na modelagem, foi possível verificar a aplicabilidade dos dois modelos 3-PG e Biome-BGC na estimativa da PPL e outras variáveis de saída para uma floresta energética de eucalipto na região do cerrado. O estudo revelou ainda que tem parâmetros de entrada nos modelos que precisam ser medidos com uma boa precisão, já que em função desses, a variação da PPL é muito grande. Finalmente o estudo revelou a importância de confrontar os dados obtidos pelos modelos 3-PG e Biome-BGC com dados experimentais, para melhorar o desempenho na estimativa baseado na modelagem.

Referência:

ECHEVERRI VERGARA, José Daniel Modelagem do sequestro de carbono em plantação de eucalipto para fins energéticos no cerrado. 2013. xvi, 103 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Mecânicas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

Disponível em:

A política pública de incentivo à estruturação da cadeia produtiva do pequi (Caryocar brasiliense)

A política pública de incentivo à estruturação da cadeia produtiva do pequi (Caryocar brasiliense)

Autor(a):

Sandra Regina Afonso

Resumo:

O extrativismo de produtos florestais não madeireiros (PFNMs) vem trazendo valores significativos ao país e às comunidades das florestas. Para o cerrado, a produção não madeireira tem se mostrado uma importante estratégia de desenvolvimento econômico e de estímulo à conservação do bioma. Apesar disso, o bioma vem sendo ameaçado pela política econômica de incentivo ao desenvolvimento agropecuário. Ainda assim, observam-se iniciativas de produtores agroextrativistas nos cerrados que, recentemente, passaram a receber políticas próprias. A presente tese avalia os resultados alcançados e as perspectivas futuras da política pública de incentivo à estruturação da cadeia produtiva do pequi, bem como analisa essa cadeia produtiva no norte de Minas Gerais. Observou-se que a atuação do Estado por meio dessa política pública, iniciada em 2008, alcançou resultados, para os atores envolvidos na cadeia produtiva do pequi, em ações de fortalecimento institucional e de aproximação com parceiros das instituições nas cinco dimensões estudadas: sócio-cultural, econômica, organizacional, institucional e ambiental. A análise diagnóstica e prospectiva da cadeia produtiva do pequi no norte de Minas Gerais contribuiu para a conclusão da necessidade de se aprimorar as políticas no sentido de se avançar nas dimensões ambiental e institucional, para atuarem sobre dois fatores críticos da cadeia produtiva do pequi: a vulnerabilidade das áreas de coleta e a dificuldade de acesso às políticas públicas, respectivamente. Finalmente, notou-se que a partir da implementação da política pública instituiu-se o Núcleo Gestor da Cadeia do Pequi e o Arranjo Produtivo Local no âmbito do estado de Minas Gerais. Contudo, ambas as instituições não garantiu ao público alvo da política o apoio estadual e a participação de uma instância de governança no âmbito da PNPSB. Perspectivas futuras de se estabelecer uma dinâmica de articulação entre o local, o estadual e o nacional a partir do PNPSB, poderão ser capazes de mudar esse quadro.

Referência:

AFONSO, Sandra Regina. A política pública de incentivo à estruturação da cadeia produtiva do pequi (Caryocar brasiliense). 2012. xiv, 162 f. Tese (Doutorado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012

Disponível em:

Modelagem da dinâmica do desmatamento na região do MATOPIBA até 2050

Modelagem da dinâmica do desmatamento na região do MATOPIBA até 2050

Autor(a):

Adriano Saraiva Aguiar

Resumo:

Os processos de conversão nos tipos de uso da terra no bioma Cerrado contribuíram para reduzir mais da metade de sua vegetação natural até o presente. Na região do MATOPIBA (MAranhão, TOcantins, PIauí e BAhia) a maior parte do desmatamento está relacionada às atividades de expansão da produção de commodities agrícola. O monitoramento do desmatamento no Cerrado é possível com o uso de dados de sensoriamento e ferramentas de geoprocessamento, que associados ao desenvolvimento de modelos espacialmente explícitos podem contribuir para melhor compreensão do processo de desmatamento, permitindo simular as prováveis trajetórias futuras deste fenômeno. No presente estudo, foram estimadas as acurácias das bases de dados do desmatamento disponibilizadas pelo PMDBBS-IBAMA/CSR (Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélites), que foram utilizadas como dados de entrada no programa DINÂMICA EGO para a modelagem futura do desmatamento na região do MATOPIBA. Para a modelagem do desmatamento foram construídos e assumidos três cenários (tendencial, otimista e pessimista) de desmatamento para a região de estudo até 2050. No cenário otimista, foram assumidas baixas taxas de desmatamento (0,90% a.a.), observadas entre 2008 a 2010, e a efetiva implementação da Lei Federal Nº 9.985/2000, que estabelece o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza-SNUC, e da Lei Federal Nº 12.651/2012, que alterou o Código Florestal. No cenário tendencial, também denominado “o mesmo de sempre”, foi assumida a perspectiva atual de taxa de desmatamento (1,20% a.a.). No cenário pessimista assumiu-se a maior taxa de desmatamento (1,30% a.a.), observada entre 2002 a 2008 na região de estudo, além da ausência da efetiva fiscalização e monitoramento ambiental. Os resultados dos cenários simulados indicam um aumento de 14,1%, 21% e 21,7% do total desmatado na região do MATOPIBA até 2050 assumindo-se os cenários otimista, tendencial e pessimista, respectivamente. Tais resultados implicariam na perda de 29,1 milhões, 34,1 milhões, e 34,6 milhões de hectares de vegetação nativa nos cenários otimista, tendencial e pessimista, respectivamente, até 2050 na área de estudo. Como consequência do desmatamento simulado, o número total de fragmentos da vegetação natural deverá aumentar drasticamente na região em todos os cenários estudados, passando de aproximadamente 21 mil fragmentos observados em 2010 para mais de 122 mil fragmentos simulados no cenário (otimista) em 2050. Nos piores cenários (tendencial e pessimista) a fragmentação poderia ser superior a 181 mil fragmentos até 2050, com severas implicações negativas aos recursos naturais e comprometimento dos serviços ecossistêmicos da região (por exemplo, os corredores ecológicos, a biodiversidade e os recursos hídricos). Por fim, entende-se que os resultados deste estudo podem contribuir para o poder público, sociedade civil organizada e iniciativa privada para a reflexão e tomada de medidas mais efetivas para evitar sérios problemas socioambientais num futuro breve na região de estudo.

Referência:

AGUIAR, Adriano Saraiva. Modelagem da dinâmica do desmatamento na região do MATOPIBA até 2050. 2016. xi, 95 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

Disponível em:

Insularização do Cerrado: comunidade de lagartos e respostas adaptativas de Gymnodactylus amarali em ilhas artificiais no reservatório da UHE Serra da Mesa

Insularização do Cerrado: comunidade de lagartos e respostas adaptativas de Gymnodactylus amarali em ilhas artificiais no reservatório da UHE Serra da Mesa

Autor(a):

Mariana Eloy de Amorim

Resumo:

Ambientes naturais são constantemente convertidos em fragmentos isolados por atividades humanas, trazendo impactos negativos aos ecossistemas e à biodiversidade. Entender os processos ecológicos nestes eventos e compreender como as espécies respondem a este tipo de perturbação é importante para a adoção de medidas conservacionistas. Ilhas continentais são excelentes modelos para o estudo dos efeitos do isolamento de populações, principalmente quando monitoradas desde a sua formação e por longos períodos tornando, processos ecológicos mais facilmente observáveis. No presente estudo, além de descrever a fauna de lagartos em área de Cerrado, avaliei os impactos gerados por processos de insularização em populações de lagartos endêmicos do Cerrado Gymnodactylus amarali. Para isso, realizei análise espacial e temporal em ilhas continentais de um reservatório hidrelétrico em área de Cerrado, acompanhando o processo de insularização durante 15 anos. Observei mudanças na ecologia e na morfologia da espécie, associadas aos efeitos da fragmentação de hábitat. Depois de 15 anos de isolamento, os lagartos apresentaram maior amplitude de nicho alimentar e morfologia mais adaptada ao consumo de novos alimentos, em comparação com os lagartos nas margens do reservatório. Tal resultado é possivelmente associado à liberação de recursos proveniente da redução da riqueza de lagartos nas ilhas. Observei o aumento na densidade de G. amarali nas ilhas pelo menos até cinco anos após o início do enchimento do reservatório. Esse aumento na densidade foi associado a queda na condição corporal destes animais. Este adensamento foi temporário, antecedendo a liberação ecológica. Encontrei evidências de que a formação de ilhas continentais molda finamente e de forma previsível a estrutura das espécies em comunidade ecológicas e ilustra que populações de lagartos podem responder rapidamente e em paralelo a mudanças ecológicas.

Referência:

AMORIM, Mariana Eloy de. Insularização do Cerrado: comunidade de lagartos e respostas adaptativas de Gymnodactylus amarali em ilhas artificiais no reservatório da UHE Serra da Mesa. 2015. xiv, 88 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

Disponível em:

Revista Turma do Cerrado

Revista da Turma do Cerrado

Foram criados em 1989 por Ribamar Araújo que tinha 17 anos na época. Apaixonado por animais e plantas ele sentia falta de conhecer os animais daqui, até porque, os escassos programas de tv da época só falavam de animais africanos. Então ele, menino curioso como ninguém, começou a pesquisar entre livros e enciclopédias e percebeu que tão perto dele existia uma fauna e flora riquíssima.

Daí nasceu a Turma do Cerrado que tem como personagens principais: Ciganinha a flor, Bandeira o tamanduá, Peba o tatu, Buraqueira Fofoqueira a coruja, Tuca o tucano e por fim Guarê o lobo guará.

Passou-se o tempo, e exatamente 28 anos depois, decidiu tirar os personagens da gaveta e lança-los com muito amor para todas as pessoas e de todas as idades. A Turma do Cerrado veio com a intenção de amarmos e conhecermos a nossa fauna e a nossa flora para reconhecermos o quanto podemos ter orgulho desse bioma maravilhoso.

 

Para ter acesso ao PDF, clique aqui!

A prática da educação ambiental em uma escola pública do Distrito Federal: um estudo de caso no ensino médio.

A prática da educação ambiental em uma escola pública do Distrito Federal: um estudo de caso no ensino médio.

“Este trabalho discute a inserção da Educação Ambiental por meio de um estudo de caso em uma escola de ensino médio da rede pública do Distrito Federal, utilizando como metodologia a etnopesquisa orientada pela escuta sensível dos seus protagonistas. Investiga-se de que forma acontece a inserção da Educação Ambiental (EA) na escola com intenção de compreender e avaliar à luz das referências dos seus autores e atores as dificuldades e acertos, identificando aspectos facilitadores dessa implantação na perspectiva de uma abordagem transversal das questões socioambientais no ensino formal.”


Para ter acesso ao PDF, clique aqui!

Quando o Parque (ainda) não é nosso. educação ambiental, pertencimento e participação social no parque sucupira, Planaltina (DF)

Quando o Parque (ainda) não é nosso. educação ambiental, pertencimento e participação social no parque sucupira, Planaltina (DF)

“O presente estudo parte da premissa teórica das macro tendências político ideológicas da Educação Ambiental como referências estruturantes para analisar os sentidos presentes nas práticas de Educação Ambiental desenvolvidas no âmbito do
Parque Sucupira, situado em Planaltina (DF). “

Para ter acesso ao PDF, clique aqui!

As águas que nos nutrem, conectam e ensinam: uma pesquisa-ação no Parque Olhos D’água

As águas que nos nutrem, conectam e ensinam: uma pesquisa-ação no Parque Olhos D’água

“A presente dissertação encontra-se referenciada nos pressupostos epistemológicos do paradigma da complexidade e da ecologia de saberes, através de uma compreensão reflexiva sobre o período de crise ambiental e transição paradigmática em que vivemos. Busca contribuir através do estabelecimento de conexões teóricas entre a ecologia e a educação, para o desenvolvimento de práticas educativas ambientais.
A educação ambiental desenvolvida possui alicerces na construção do sujeito ecológico, utilizando as bases epistemologicas da ecologia humana e da ecologia profunda para compreender a interação entre humano e meio ambiente, em suas distintas naturezas e propósitos.”

Para ter acesso ao PDF, clique aqui!

Relação vegetação-variáveis edáficas, fitossociologia e diversidade em formação florestal do Cerrado

Relação vegetação-variáveis edáficas, fitossociologia e diversidade em formação florestal do Cerrado

Autor(a):

Thalles Oliveira Martins

Resumo:

Objetivou-se verificar a existência de variações na composição e distribuição das espécies arbóreas em virtude das características químicas do solo, em uma Floresta estacional semidecidua e um Cerradão no município de Santo Antônio de Goiás – GO. Foram instaladas de forma aleatória na área 40 parcelas de 400 m² (20 x 20 m), sendo 25 parcelas distribuídas na Floresta Estacional Semidecidua e 15 parcelas distribuídas no Cerradão. Todos os indivíduos arbóreos de DAP>5,0cm em Floresta estacional semidecidua, e todos os indivíduos arbóreos com DAB >5,0cm no Cerradão foram amostrados. A riqueza de espécies apresentou amplitude 73 para o Cerradão e de 84 para a Floresta estacional semidecidua. Densidade 2227 ind.ha-1 para o Cerradão e 1699 ind.ha-1 para Floresta estacional semidecidua, dominância (30 e 39 m2 .ha-1 ), diversidade alfa (3,34 e 3,55 nats.ind.- 1 ). Foram coletadas amostras de solo em duas profundidades (0-20 e 30-50 cm). Através do teste de Mann-Whitney verificou-se as diferenças entres as medianas das variáveis edáficas das duas fitofisionomais. A classificação pelo método TWISPAN denominaram as espécies indicadoras e separaram as parcelas de ambas formações florestais. A análise de componentes principais (PCA) entre as parcelas e as variáveis edáficas, apresentou grupos consistentes entre os cátions ligados a fertilidade do solo (Ca2+ , Mg2+, K+ ) com as parcelas da Floresta Estacional Semidecidua, e outro grupo das parcelas pertencentes ao Cerradão onde o pH em H2O foi maior, e também maiores teores de saturação por alumínio (m%), Cu2+, Zn2+, Fe3+ e Al3+. Foram gerados diagramas de ordenação de espécies e variáveis edáficas por meio da análise de correspondência canônica (CCA) e as espécies de Floresta estacional semidedicua correlacionaram com uma maior quantidade de nutrientes (K+ e P- ), saturação por bases (V%), saturação por alumínio (m%), capacidade de troca de cátions a pH 7 (CTC T) e manganês. As espécies do Cerradão se correlacionaram com uma maior quantidade de Zinco (Zn2+), Ferro (Fe3+) e pH em H2O. O diagrama da CCA confirmou o gradiente florístico em virtude da tênue variação de fertilidade do solo.

Referência:

MARTINS, Thalles Oliveira. Relação vegetação-variáveis edáficas, fitossociologia e diversidade em formação florestal do Cerrado. 2017. xvi, 93 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

Disponível em:

Interação de fatores ecológicos e edáficos em áreas sob processo de recuperação no Cerrado em Paracatu – MG

Interação de fatores ecológicos e edáficos em áreas sob processo de recuperação no Cerrado em Paracatu – MG

Autor(a):

Daniel Alves Vieira

Resumo:

Restaurar ecossistemas do Bioma Cerrado é considerado um desafio, agravado quando ocorre colonização por espécies invasoras ou degradação pela exploração mineral. Diante disso, foi proposto estudar duas áreas em processo de restauração em Paracatu, MG, destacando mecanismos de interação ecológica (Capítulo I) e condições edáficas (Capítulo II) que possam estar relacionados ao sucesso do processo de recuperação. No Capítulo I, instalaram-se 10 parcelas de 20 x 20 m, mensurando-se todos os indivíduos que apresentavam diâmetros à altura de 30 cm do solo (DAS) > 5 cm, sendo mensuradas também suas alturas totais (HT) e diâmetros de copa (COPA). Da amostragem das mudas plantadas, três espécies de destaque em crescimento (DAS, HT e COPA) e abundantes na área de estudo foram investigadas como potenciais facilitadoras (Lithraeamolleoides, Terminaliaargenteae Peltophorumdubium), tendo características bióticas (cobertura por gramíneas, densidade e riqueza de regenerantes) e abióticas (umidade gravimétrica, luminosidade e resistência à penetração) mensuradas nos micro-hábitats abaixo de suas copas, tendo essas características comparadas com micro-hábitats de clareiras. As três espécies promoveram o controle do estabelecimento e desenvolvimento das gramíneas exóticas. O número de regenerantes nos micro-habitats abaixo de P. dubiume nas clareiras (onde ocorre abundância de gramíneas exóticas) foi superior aos outros dois micro-habitats investigados, e a principal variável explicando essas diferenças foi a menor compactação do solo em subsuperfície (20-40 cm) onde ocorrem esses indivíduos. Com base nisso, conclui-se que a espécie P. dubiumapresenta potencial de facilitação, porém a falta de banco de sementes viáveis no solo pode estar prejudicando o incremento do número e riqueza de regenerantes. No segundo capítulo, os indivíduos plantados na cascalheira foram amostrados e identificados em 11 transectos nas linhas de plantio, e tiveram os Diâmetros à altura do coleto (DAC) e HT mensurados. Foram determinadas a sobrevivência geral do plantio e a sobrevivência das duas espécies mais abundantes. Procedeu-se ao estudo da qualidade física/química do solo/substrato minerado, por meio da coleta de amostras em trincheiras abertas em quatro tipos de pontos: Cerrado (TC); em covas de plantas mortas (TM); em covas das mudas de indivíduos vivos da espécie mais abundante (TT); e em covas das mudas de indivíduos vivos da espécie de segunda maior abundância (TE). Constatou-se que as mudas plantadas na área encontram dificuldades em se estabelecerem e crescerem. As espécies Cecropiapachystachyae Tapiriraguianensis se destacaram das demais,demonstrando potencial em se estabelecerem em áreas degradadas por mineração, por apresentaram taxas de mortalidade baixas e crescimentos em DAC e HT relativamente altos. Os indicadores da qualidade física nas covas da cascalheira não foram limitantes, indicando que o preparo do substrato foi eficiente nesse aspecto. Foi observado que os teores de matéria orgânica em TM, TT e TE são baixos em comparação à TC, e que nos substratos das covas TE as condições químicas são semelhantes às de covas TM, sugerindo que C. pachystachyaé uma espécie com boa plasticidade, enquanto T. guianensisesteve presente em covas com maiores teores de fósforo.

Referência:

VIEIRA, Daniel Alves. Interação de fatores ecológicos e edáficos em áreas sob processo de recuperação no Cerrado em Paracatu – MG. 2017. xiii, 74 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

Disponível em: