Substâncias antimicrobianas ou citotóxicas em micro-organismos endofíticos foliares

Substâncias antimicrobianas ou citotóxicas em micro-organismos endofíticos foliares

Autor(a):

Thiago Meirelles Casella

Resumo:

Devido à natureza simbiótica dos micro-organismos endofíticos, este estudo teve como objetivo investigar a atividade antibacteriana, antifúngica e citotóxica em metabólitos secundários de extratos de fungos endofíticos foliares de plantas do bioma Amazônia e Cerrado. Neste trabalho de tese foram isolados 147 micro-organismos cultiváveis (130 fungos, 3 bactérias e 14 fungos não identificados ou desconhecidos) a partir de 28 plantas (4 espécies coletadas no Brasil e 24 na Guiana Francesa). Todos os micro organismos foram identificados por análise molecular de regiões específicas de DNAr, com uso de técnicas de sequenciamento genômico. Fungos endofíticos da ordem Xylariales foram os de maior frequência de isolamento neste estudo, representados por 25 isolados. Extratos brutos em AcOEt foram produzidos a partir de culturas de cada micro-organismo isolado. Uma proporção relativa significante (23,1%) dos extratos demonstrou atividade em Candida albicans ATCC 10213, enquanto 4% foram ativos em Staphylococcus aureus ATCC 29213. O potencial citotóxico dos extratos foi avaliado para as linhagens celulares humanas KB (carcinoma cervical uterino), MDA-MB-435 (melanoma), e MRC-5 (fibroblastos de pulmão normal), resultando em proporção significante com atividade de inibição da proliferação celular (24,4%, 23,1% e 16,3%, respectivamente). Dezoito metabólitos secundários foram isolados a partir do fracionamento de oito extratos brutos endofíticos. Dezessete destas substâncias já tinham sido descritas anteriormente na literatura: ácido pilifórmico (24) e griseofulvina (25) isoladas de Xylaria cubensis SNB-GCI02; phomopirona A (26), pyrenocina A (27), alterperilenol (28) e novae-zelandina A (29) isoladas de Lewia infectoria SNB-GTC2402; 5-metilmelleina (31) e Dihidrosporothriolida (32) isoladas de Xylaria sp. SNB-GTC2501; mycoleptodiscina A (34) e mycoleptodiscina B (35) isoladas de Mycoleptodiscus sp. SNB-GTC2304; mycoepoxidieno (36) e altiloxina A (37) isoladas de Diaporthe pseudomangiferae SNB-GSS10; acremonisol A (40), semicochliodinol A (41) e cochliodinol (42) isoladas de Chaetomium globosum SNB-GTC2114; colletofragarona A2 (43) isolada de Colletotrichum sp. SNB-GTC0201; flavoglaucina (44) isolada de Eurotium rubrum BBS01. Dentre estas substâncias, a flavoglaucina (44) isolada de E. rubrum BBS01, demonstrou atividade comparável ao controle fluconazol em C. albicans (CIM de 4 μg.mL-1). Esta substância (44) apresentou IC50 >10 μM em células normais MRC-5, tornando-se candidata para estudos posteriores. Neste trabalho foi identificado pela primeira vez a atividade citotóxica da colletofragarona A2 (43), isolada de Colletotrichum sp. SNB GTC0201. A substância inédita nomeada pyrrocidina C (30) foi isolada a partir de L. infectoria SNB-GTC2402 e identificada através de análises espectroscópicas (Casella et al., 2013). A pyrrocidina C (30) foi ativa em S. aureus ATCC 10213 (CIM de 2 μg.mL-1), e não foi considerada citotóxica para as células normais MRC-5 (IC50 >10 μM), demonstrando seletividade na ação antimicrobiana. Estes resultados demonstram a grande diversidade fúngica endofítica em plantas do bioma Amazônia e Cerrado, e a quimiodiversidade associada aos metabólitos secundários destes micro-organismos. Fungos endofíticos tropicais, como os vistos neste trabalho, podem emergir como uma nova fonte de substâncias antimicrobianas e citotóxicas.

Referência:

CASELLA, Thiago Meirelles. Substâncias antimicrobianas ou citotóxicas em micro-organismos endofíticos foliares. 2014. 170 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Médicas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Avaliação in vitro de efeitos anti-inflamatórios de extratos de Pouteria torta (mart.) Radlk e Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk

Avaliação in vitro de efeitos anti-inflamatórios de extratos de Pouteria torta (mart.) Radlk e Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk

Autor(a):

Gabriel Ginani Ferreira

Resumo:

O processo inflamatório é um mecanismo complexo, composto por diversos tipos celulares e altamente regulado, servindo como uma linha de defesa primária na resposta imunitária contra diversos estímulos. Essa resposta, normalmente, é benéfica ao organismo, sendo autorregulada, reestabelecendo a homeostasia em pouco tempo, nesses casos classificada como inflamação aguda. Em certas condições, entretanto, a resposta inflamatória apresenta falhas em sua regulação, resultado de condições anormais, levando a perda de função do órgão ou tecido afetado, e ao desenvolvimento de diversas doenças, sendo classificada como inflamação crônica. Doenças inflamatórias crônicas afligem milhões de pessoas ao redor do globo que são obrigadas a aderir a tratamentos com muitos efeitos colaterais. Esse contexto torna indispensável o desenvolvimento de medicamentos anti-inflamatórios eficazes, econômicos e mais seguros do que os atuais, de forma a melhorar a qualidade de vida desses pacientes. Diante desse enorme desafio, as plantas medicinais ganham destaque como possíveis fontes de novas moléculas bioativas. O Cerrado brasileiro apresenta diversas espécies com imenso potencial, entre elas aquelas do gênero Pouteria, que tem sido usado como plantas medicinais dentro da medicina popular e recentemente tornaram-se alvos de diversos estudos. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a atividade anti inflamatória de extratos de folha de Pouteria torta e Pouteria ramiflora em macrófagos da linhagem J774A.1 ativados com 1 μg/mL de LPS. A viabilidade celular e citotoxidade foram avaliadas utilizando os métodos WST-8 e vermelho neutro, e a modulação de genes pró-inflamatórios empregando a técnica de quantificação relativa através de qPCR. A resposta inflamatória foi medida por meio da dosagem do mediador inflamatório óxido nítrico (NO) através de espectrofotometria pelo método de Griess. Os resultados obtidos após o estudo indicam atividades biológicas nas concentrações de 0,078, 0,039 e 0,020 mg/mL em todos os extratos testados. Nestas concentrações empregadas no tratamento, as células J774A.1 estimuladas com LPS não apresentam perda de viabilidade celular, reduziram a produção de NO e também a expressão do número de transcritos de genes marcadores de inflamação NF-κB, IL-6, TNF-α, COX-2 e iNOS. Os resultados sugerem que os extratos de Pouteria torta e Pouteria ramiflora apresentam substâncias primárias e secundárias com atividade anti-inflamatória demonstrada neste estudo, e por tratar-se de um fitocomplexo há que se considerar essa atividade biológica como de grande potencial terapêutico como anti-inflamatórios para estes extratos das plantas estudadas.

Referência:

FERREIRA, Gabriel Ginani. Avaliação in vitro de efeitos anti-inflamatórios de extratos de Pouteria torta (mart.) Radlk e Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk. 2016. vii, 68 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas)—Universidade de Brasília, Brasília, 2016.

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Contribuição à quimiotaxonomia de Anacardiaceae: estudo fitoquímico e das atividades antifúngicas e antitumorais de Astronium fraxinifolium Schott ocorrente no cerrado

Contribuição à quimiotaxonomia de Anacardiaceae: estudo fitoquímico e das atividades antifúngicas e antitumorais de Astronium fraxinifolium Schott ocorrente no cerrado

Autor(a):

Camila Miranda Moura

Resumo:

As infecções fúngicas são agravos persistentes à saúde pública. O atual quadro das micoses revela o aumento de sua incidência mundial e o surgimento de espécies com resistência intrínseca a antifúngicos disponíveis. Diante disso, a comunidade científica tem se empenhado na busca de alternativas terapêuticas. Os produtos naturais têm sido intensamente investigados quanto à atividade biológica. No Brasil, o bioma Cerrado se destaca pela rica diversidade química, sendo fonte promissora para o isolamento de metabólitos secundários ativos. Assim, este trabalho avaliou a atividade de extratos e substâncias da espécie do Cerrado, Astronium fraxinifolium Schott (Anacardiaceae), em leveduras, dermatófitos e células tumorais. Em uma triagem de atividade de extratos dos órgãos de A. fraxinifolium em diferentes polaridades, o extrato acetato de etila da casca da raiz foi o mais ativo, apresentando amplo espectro de ação em todos os fungos testados com valores de CIM de 0,24 a 125 ?g/mL. A partir desse extrato foram isolados dois triterpenos do tipo cicloartano: 3-?-cicloartenol (1) e 3-?-cicloeucalenol (2). Com interesse em contribuir para a quimiotaxonomia de Anacardiaceae, o extrato acetato de etila das folhas também foi submetido ao fracionamento cromatográfico devido ao seu perfil químico e ao interesse na fitoquímica da espécie.Desse extrato foram identificados uma cetona esteroidal – tremulona (3) – e dois triterpenos pentacíclicos – ?-amirina (4) e lupeol (5). Os compostos 1 e 2 apresentaram efeito citotóxico em células leucêmicas da linhagem HL-60 com valores de CI50 de 10,8 ?g/mL e 9,2 ?g/mL, respectivamente.

Referência:

MOURA, Camila Miranda. Contribuição à quimiotaxonomia de Anacardiaceae: estudo fitoquímico e das atividades antifúngicas e antitumorais de Astronium fraxinifolium Schott ocorrente no cerrado. 2014. 108 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas)—Universidade de Brasília, Brasília,
2014.

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Atividade antifúngica de tanino isolado de planta do cerrado

Atividade antifúngica de tanino isolado de planta do cerrado

Autor(a):

Norato Estrela Terra Theodoro Phellipe

Resumo:

O panorama mundial das infecções fúngicas é preocupante, devido ao aumento do número de casos. O surgimento de cepas resistentes aos medicamentos disponíveis e a elevada toxicidade destes fármacos justifica a busca por moléculas inovadoras. O presente trabalho avaliou extratos de Terminalia fagifolia Mart., planta da família Combretaceae, conhecida por capitão-do-mato é utilizada tradicionalmente para o tratamento de infecções. O extrato etanólico da madeira do caule foi selecionado para o fracionamento bioguiado pela atividade em leveduras e dermatófitos. A pesquisa reforça também a importância de se estudar e preservar o Cerrado.

Referência:

PHELLIPE, Norato Estrela Terra Theodoro. Atividade antifúngica de tanino isolado de planta do
cerrado. 2014. 108 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Médicas)—Universidade de Brasília, Brasília,
2014.

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Fitossociologia, diversidade e sua relação com variáveis ambientais em florestas estacionais do bioma cerrado no planalto central e nordeste do Brasil

Fitossociologia, diversidade e sua relação com variáveis ambientais em florestas estacionais do bioma cerrado no planalto central e nordeste do Brasil

Autor(a):

Ricardo Flores Haidar

Resumo:

Na matriz de formações abertas que predominam no bioma Cerrado, as florestas estacionais merecem destaque por ocuparam cerca de 30% de sua área territorial e constituírem a fitofisionomia mais ameaçada pela ação antrópica no bioma. A boa qualidade da madeira de algumas de suas árvores, a alta fertilidade de suas terras, além da mineração de rochas calcárias em algumas áreas são os principais fatores de degradação destas florestas. A ampla distribuição destas formações, nas distintas unidades de terra do bioma Cerrado, sob diferentes regimes de temperatura, precipitação e períodos de seca e, ainda, sobre características edáficas e topográficas distintas, propiciam variações florísticas e estruturais do componente arbóreo. O presente estudo foi desenvolvido em três florestas estacionais do bioma Cerrado, duas no setor do Planalto Central (Goiás e Distrito Federal) e uma no seu Setor Parnaibano (Piauí), às margens do bioma. Em Goiás, a amostragem foi conduzida no Parque Estadual Altamiro de Moura Pacheco (PEAMP), em fragmentos remanescentes da ação antrópica anterior à sua criação. No Distrito Federal, a amostragem foi realizada em uma encosta coberta continuamente por floresta na região de solos calcários da Fercal. No Piauí a amostragem foi conduzida nas manchas naturais desta fisionomia distribuídas de forma disjunta na matriz savânica do Parque Nacional de Sete Cidades (PNSC). O objetivo foi estudar a diversidade e a estrutura da comunidade arbórea (DAP > 5 cm), além de tentar relacionar as variações do substrato e relevo com a distribuição de suas espécies arbóreas. Realizou-se uma caracterização das variáveis ambientais (temperatura, precipitação, duração do período seco, aspectos físicos e químicos dos solos) e uma comparação florística e estrutural, entre as três florestas estacionais estudadas, para testar a hipótese de que mesmo submetidas a um largo espectro de variações ambientais estas florestas possuem em seu estrato arbóreo similaridades florísticas e estruturais. Foi utilizada metodologia padronizada na coleta de dados do componente arbóreo, através de amostragem aleatória em duas etapas sendo que em cada área foram amostradas 25 parcelas de 400 m² e mensurados todos os indivíduos lenhosos a partir de 5 cm de diâmetro a 1,30 metros a partir da altura do solo. A coleta e análise padronizada dos solos foram realizadas seguindo as recomendações da EMBRAPA. Apesar da amplitude de valores de riqueza (78 a 115 espécies).), densidade (1.059 a 1.840 ind.ha-1), dominância (18,08 a 22,72 m².ha-1) e diversidade alfa (3,36 a 4,05 nats.ind.-1) encontrada para as três florestas, os mesmos estão dentro do gradiente de valores obtidos em outras florestas estacionais brasileiras. As comunidades apresentaram estrutura de caráter auto-regenerativo, com distribuição de diâmetros apresentando a forma de J-reverso. Foi verificado um gradiente consistente de fertilidade e textura dos solos sob as três florestas e fortes variações de temperatura e duração da estação de seca entre os dois setores do bioma Cerrado, onde se inserem as áreas de estudo (setor do Planalto Central e da Bacia do rio Parnaíba). Os solos da região da Fercal são de textura franco-argilosa e os mais férteis relativamente, os do PNCS são extremamente arenosos e pobres em nutrientes, enquanto os solos do PEAMP são argilo-arenosos e possuem níveis intermediários nesse gradiente de fertilidade. Os resultados da classificação e ordenação da vegetação mostram alta diversidade beta entre as florestas estacionais, até mesmo ao longo dos remanescentes de floresta estacional do PEAMP e das manchas naturais do PNSC, em função das variações na textura e fertilidade do substrato e das mudanças na topografia do terreno, denotando uma elevada heterogeneidade florística e estrutural da vegetação em nível local. Na floresta estacional da Fercal a diversidade beta foi baixa em função a alta densidade de espécies edafo-especialistas que possuem ampla distribuição na amostra produzindo maior homogeneidade florística e estrutural. Ao se comparar as três amostras em termos florísticos e estruturais, a maior similaridade dá-se entre as florestas estacionais do Planalto Central, refletindo a maior proximidade geográfica das áreas em nível regional. Mesmo assim, a floresta estacional do Piauí é mais similar à floresta do PEAMP (Goiânia), em relação à da Fercal (Distrito Federal) indicando uma relação inversa ao gradiente de proximidade entre as florestas, que pode ser remetido às significativas variações de textura e fertilidade (PEAMP e PNSC) exercendo maior influência na estrutura e composição da vegetação do que o posicionamento geográfico das florestas estacionais em nível regional. São comuns as três florestas estacionais doze espécies, Agonandra brasiliensis, Machaerium acutifolium, Guettarda viburnoides, Aspidosperma subincanum, Anadenanthera colubrina, Myracrodruon urundeuva, Astronium fraxinifolium, Hymenaea courbaril, Matayba guianensis, Tabebuia serratifolia, Tabebuia impetiginosa e Sterculia striata. Destas, as quatro primeiras se destacam por possuírem populações com tamanhos similares nas três florestas o que indica serem tolerantes a uma ampla variação de condições ambientais no bioma Cerrado, pois ocorrem, de forma geral, em áreas de cerrado sensu stricto, matas de galeria e ciliares, assim como em florestas estacionais condição que realça a importância da vegetação matriz do bioma na manutenção das formações florestais. Os resultados podem subsidiar projetos de sivilcultura e recuperação ambiental nas áreas de estudo e em nível regional uma vez que foram obtidas relações espécie-ambiente com padrões comuns entre as matas do setor do Planalto Central e do setor Paranaibano do bioma Cerrado, apesar das distâncias e do posicionamento ecotonal do PNSC.

Referência:

HAIDAR, Ricardo Flores. Fitossociologia, diversidade e sua relação com variáveis ambientais em florestas estacionais do bioma cerrado no planalto central e nordeste do Brasil. 2007. 254 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

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A eficiência da semeadura direta para a revegetação de uma jazida de cascalho na fazenda Água Limpa, APA Gama Cabeça de Veado, Brasília, DF

A eficiência da semeadura direta para a revegetação de uma jazida de cascalho na fazenda Água Limpa, APA Gama Cabeça de Veado, Brasília, DF

Autor(a):

Larissa Carolina Amorim dos Santos

Resumo:

A recuperação de áreas degradadas pela mineração é um processo lento e oneroso. O plantio de mudas nativas tem sido a maneira mais comum de se revegetar áreas mineradas. Uma alternativa a esse método é a semeadura direta no substrato exposto. Redução de custo, incentivo aos processos de regeneração natural, maior diversidade de espécies e menor manutenção são algumas vantagens desse método. Este trabalho, portanto, visou à avaliação do sucesso do estabelecimento de espécies arbóreas nativas do Cerrado em uma jazida de cascalho. Para isso foram instalados três experimentos, na Fazenda Água Limpa, Universidade de Brasília, DF. Os experimentos foram instalados nos anos de 2006 e 2007, e foram acompanhados até aproximadamente os seis meses após a semeadura. Foram utilizadas oito espécies nativas do cerrado (Hymenaea stigonocarpa, Enterolobium gummiferum, Enterolobium contortisiliqum, Copaifera langsdorffii, Curatella americana, Solanum lycocarpum, Eugenia dysenterica e Cybistax antisyphilitica). Foram testados no primeiro experimento duas profundidades de covas e seis tipos adubações. No segundo experimento foram testados protetores físicos de germinação, e por fim no terceiro experimento foi testado o efeito alelopatico da Solanum lycocarpum. Após os 6 meses da semeadura, a área foi abandonada, não sofrendo nenhum tipo de manutenção. No ano de 2009, foi
realizada a nova mensuração da altura e do diâmetro dos indivíduos sobreviventes com o intuito de avaliar o desenvolvimento das espécies e o efeito dos tratamentos em longo prazo. Conclui-se no primeiro experimento que não houve diferenças significativas entre a utilização de diferentes profundidades de covas na sobrevivência e altura das plântulas de Hymenaea stigonocarpa, Enterolobium gummiferum e Copaifera langsdorffii. No segundo experimento os concluiu-se que protetores elevaram germinação das espécies Enterolobium contortisiliquum e Copaifera langsdorffi em 57%. No terceiro experimento, Solanum lycocarpum não apresentou influência no estabelecimento de Eugenia dysenterica e Curatella americana. Das oito espécies utilizadas nos experimentos somente Cybistax antisyphilitica, não se estabeleceu nos plantios.

Referência:

SANTOS, Larissa Carolina Amorim dos. A eficiência da semeadura direta para a revegetação de uma jazida de cascalho na fazenda Água Limpa, APA Gama Cabeça de Veado, Brasília, DF. 2010. xiv, 106 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

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Avaliação do desenvolvimento dos componentes arbóreos e herbáceos na recuperação de áreas degradadas na bacia do Ribeirão do Gama, Distrito Federal

Avaliação do desenvolvimento dos componentes arbóreos e herbáceos na recuperação de áreas degradadas na bacia do Ribeirão do Gama, Distrito Federal

Autor(a):

Ani Cátia Giotto 

Resumo:

As Matas de Galeria sao Areas de Preservacao Permanente, no entanto, estao sendo continuamente destruidas. O objetivo geral do presente estudo foi avaliar o desenvolvimento e a sobrevivencia de especies arboreas nativas do bioma Cerrado plantadas ha aproximadamente quatro anos em areas com diferentes tipos de degradacao da bacia do Ribeirao do Gama localizadas no Nucleo Horticola Suburbano Vargem Bonita e no Setor de Mansoes Park Way em Brasilia/DF., assim como, estudar a capacidade germinativa de especies de gramineas nativas do bioma Cerrado, para assim sugerir quais destas especies teriam potencial para serem incorporados em programas de recuperacao nesta bacia. Utilizou-se como modelo o “Nativas do Bioma”, com bases fitogeograficas e ecologicas, realizando o plantio com especies de Mata de Galeria pioneiras e nao pioneiras e de Cerrado sentido restrito. O modelo parte do pressuposto que especies nativas apresentam capacidade de adaptacao as condicoes bioticas e abioticas regionais. Utiliza-se, diferentes especies, de uso multiplo, com rapido crescimento e disponibilizacao de recursos a curto medio e longo prazo para a fauna e tambem para a sociedade local. Entre as sugestoes do Modelo encontra-se a nucleacao com especies herbaceas e arbustivas nativas do Bioma para o rapido recobrimento do solo. Os estudos da germinacao do estrato graminoso do Cerrado sao de extrem importancia para este bioma, para o encontro de resultados que possam ser utilizados na recuperacao de areas degradadas. O experimento foi instalado em cinco areas com diferentes situacoes de degradacao. Avaliou-se para especies arboreas a sobrevivencia, os incrementos em altura, diametro, areas de copa e desempenhos das especies. Para as gramineas nativas realizou-se a avaliacao do desenvolvimento em campo e, em laboratorio, os parametro germinativos foram tratamentos de acordo com as caracteristicas de cada unidade de dispersao das especies. Apos um periodo de plantio de 47 meses a taxa de sobrevivencia foi de 59%. Com relacao a sobrevivencia avaliada em tres periodos percebeu-se uma estabilizacao com leves vii decrescimos. As especies que se destacaram com taxas de sobrevivencia iguais ou maiores que 70% foram: Tapirira guianensis, Inga cylindrica, Anadenanthera colubrina, Tabebuia aurea e Hymenaea courbaril. Tabebuia aurea, especie de Cerrado sentido restrito, apresentou alta sobrevivencia em areas de Mata de Galeria. As especies de Mata de Galeria apresentaram os maiores desempenhos. Tapirira guianensis, nao pioneira de Mata de Galeria, se destaca pela plasticidade em relacao as diferentes condicoes ambientais e de degradacao, podendo ser classificada como pioneira antropica, devido a alta sobrevivencia e desenvolvimento elevado. Na avaliacao em campo verificou se a ausencia de emergencia de plantulas das gramineas nativas utilizadas. Observou-se grande variacao nos parametros de germinacao de sementes entre as especies estudadas em laboratorio. A germinabilidade variou de 0% a 98%, tempo medio entre 10 a 47 dias e Coeficiente de Velocidade de Germinacao de 0,81 a 22%. As gramineas nativas com alto potencial germinativo (acima de 85%) foram Paspalum hyalinum, Saccharum asperum, Eragrostis maypurensis e E. rufescens relaciona-se esse resultado ao regime de luz e temperatura a que foram submetidas. Setaria poiretiana, Mesosetum loliiforme, Aristida setifolia, Paspalum convexum, Axonopus capillaris, Panicum campestre, Echinolaena inflexa e Sporobolus ciliatus apresentaram baixas taxas de germinacao (0 a 25%). Inferindo-se assim, que as mesmas apresentam dormencia. A presenca de KNO3 aumentou a germinabilidade de E. maypurensis, S. ciliatus, A. capillaris e Panicum campestre e verificou-se que possui efeito especie-especifico para as especies. A remocao de estruturas resultou na superacao de dormencia em S. poiretiana, M. loliiforme, P. convexum e E. inflexa. Em diferentes temperaturas de armazenamento observou-se o comportamento negativo do poder de germinacao das especies S. poiretiana, M. loliiforme e P. convexum. Recomenda-se, entao, o uso das cariopses dessas apos um a quatro meses de coleta. Entre dois e quatro anos de plantio evidencia-se uma tendencia a estabilizacao na taxa de sobrevivencia das especies arboreas, e continuos acrescimos de incrementos, em altura e em diametro, das plantas utilizadas, demonstrando assim adequacao e resistencia do modelo “Nativas do Bioma” a dinamica do ambiente. Assim como as gramineas estudadas apresentaram caracteristicas germinativas diferenciadas, especie-especificas, o conhecimento das mesmas permite diversas estrategias na utilizacao de gramineas nativas na recuperacao de areas degradadas.

Referência:

GIOTTO, Ani Cátia. Avaliação do desenvolvimento dos componentes arbóreos e herbáceos na recuperação de áreas degradadas na bacia do Ribeirão do Gama, Distrito Federal. 2010. xvii, 85 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

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Comunidades epifítica e arbórea em matas de galeria no Distrito Federal, Brasil​

Comunidades epifítica e arbórea em matas de galeria no Distrito Federal, Brasil

Autor(a):

Rodolfo de Paula Oliveira

Resumo:

A comunidade epifítica vascular no bioma Cerrado carece de estudos, sendo que as Matas de Galeria possuem características que favorecem a ocorrência de epífitas, possibilitando este tipo de estudo. Buscando investigar características e eventuais diferenças dentre comunidades epifíticas, realizou-se a comparação dessas comunidades em dois ambientes em Matas de Galeria: um não inundável e outro inundável. Os levantamentos foram realizados em duas áreas, sendo cada área investigada quanto a esses dois ambientes, totalizando quatro trechos. A primeira área investigada foi a Fazenda Sucupira/FS (15º 52’ a 15º 56’ S, 48º 00’ a 48º 02’) e a segunda, a Fazenda Água Limpa/FAL (15° 56’ a 15° 59’ S, 47° 55’ a 47° 58’ O), ambas localizadas na porção sudoeste do Distrito Federal. Para amostragem, em cada trecho foram alocados aleatoriamente cinco transectos de 100 x 5 m, subdivididos em cinco parcelas de 20 x 5m. A comunidade arbórea (DAP ≥ 5 cm) se apresentou de forma distinta nos dois ambientes, tanto em questões florísticas quanto estruturais (Capítulo 2). No total foram amostrados 1.923 indivíduos arbóreos, sendo que 607 (31,6%) se comportaram como forófitos. Dentre as epífitas (Capítulo 3), Orchidaceae, com 21 espécies, foi a família mais representativa, seguida por Polypodiaceae (4), Bromeliaceae (3), Araceae (2) e Piperaceae (2). O ambiente inundável apresentou maior riqueza (34 espécies) do que o ambiente não-inundável (24). Apenas Campylocentrum neglectum, Campyloneurum angustifolium e Epidendrum avicola foram comuns aos quatro trechos, sendo que Serpocaulon fraxinifolium e Vanilla chamissonis estiveram presentes nos dois trechos inundáveis. A categoria ecológica mais frequente nos dois ambientes foi a das holoepífitas verdadeiras. O ambiente inundável apresentou maior densidade de epífitas e de forófitos, embora a riqueza e a densidade em apenas um forófito tenha sido superior no ambiente não-inundável. As epífitas tiveram preferência em colonizar a copa no ambiente não-inundável. Já no ambiente inundável, no trecho da FS a maior parte das epífitas se estabeleceram no fuste baixo dos forófitos, enquanto no trecho da FAL elas ocuparam, em sua maioria, a copa e o fuste alto dos forófitos, provavelmente devido à ocorrência de incêndios recorrentes. A epífita com maior Valor de Importância Epifítico (VIE) deste estudo foi Tillandsia tenuifolia, principalmente por sua capacidade de colonizar indivíduos mortos. A relação entre Valor de Importância (VI) da espécie arbórea e seu respectivo número de forófitos apresentou forte correlação positiva, levando em consideração que fatores como elevado DAP e tipos de casca podem ter influência na probabilidade da espécie abrigar epífitas. Os resultados apontam especificidades florísticas e estruturais na comunidade epifítica, corroborando diferenças já
conhecidas para comunidade arbórea em Matas de Galeria.

Referência:

OLIVEIRA, Rodolfo de Paula. Comunidades epifítica e arbórea em matas de galeria no Distrito Federal, Brasil. 2013. xiv, 86 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013

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Estoque de carbono em uma jazida revegetada no Distrito Federal: geração de créditos de carbono

Estoque de carbono em uma jazida revegetada no Distrito Federal: geração de créditos de carbono

Autor(a):

Lucinéia da Silva Sousa

Resumo:

A atividade agropecuária, seguida em menor extensão pelo extrativismo e mineração, são as principais atividades responsáveis pelas alterações ambientais na região do Cerrado. A revegetação surge como uma das estratégias de conservação que visa mudar o quadro
preocupante das áreas mineradas do Cerrado. O objetivo desta pesquisa foi de estimar o estoque de carbono orgânico em uma jazida de cascalho revegetada do Distrito Federal e seu potencial para a geração de créditos de carbono. A área de estudo está localizada na rodovia DF-130, km 8,5, região administrativa do Paranoá (DF). O experimento consistiu em doze módulos com plantio de seis espécies arbóreas em cada um, com tratamento de substrato sub-solado e coberto com uma leguminosa rasteira o Styloshantes sp. As seis espécies arbóreas são: abiu (Pouteria ramiflora), barú (Diperyx alata Vog), gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium Schott ex Spreng), gueroba (Syagrus oleraceae), ingá (Inga marginata) e jatobá (Hymenaea courbaril var. stilbocarpa (Hayne) Lee & Lang). O estoque de carbono orgânico das espécies arbóreas foi estimado por equações alométricas. O carbono no solo foi medido pelo método Walkley & Black. Nas herbáceas, tanto no compartimento aéreo como na raiz, o carbono orgânico foi medido pelo método de oxidação a quente conforme Manual do Ministério da Agricultura. A área da cascalheira degradada pela extração de cascalho esta sendo recuperada. A concentração de carbono na camada herbácea (parte aérea e raiz) da jazida revegetada após cinco anos de desenvolvimento é maior do que a quantidade existente no compartimento parte aérea das pastagens naturais do Cerrado. O total de carbono fixado pela revegetação na parte aérea das arbóreas, solo, parte aérea e raízes de herbáceas foi de 282,6 t CO2 ha-1, significando para o mercado de créditos o valor monetário de US$ 5.652,00. O custo do projeto de revegetação ficou em torno de US$ 3.900,00. Pode-se abater o custo de revegetaçao com créditos de C e se obterem 31% de lucro, possibilitando que este seja um trabalho de grande importância aos projetos do MDL.

Referência:

SOUSA, Lucinéia da Silva. Estoque de carbono em uma jazida revegetada no Distrito Federal: geração de créditos de carbono. 2010. xiv, 83 f.,il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

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Influência dos teores de lignina, holocelulose e extrativos na densidade básica e na contração da madeira e no rendimento e densidade do carvão vegetal de cinco espécies lenhosas do cerrado

Influência dos teores de lignina, holocelulose e extrativos na densidade básica e na contração da madeira e no rendimento e densidade do carvão vegetal de cinco espécies lenhosas do cerrado

Autor(a):

Iris Dias Santos

Resumo:

O objetivo do presente trabalho foi avaliar a influência das propriedades químicas (teores de lignina, holocelulose e extrativos) da madeira de cinco espécies lenhosas do cerrado(Pterodon pubescens, Dalbergia miscolobium, Sclerolobium paniculatum, Stryphnodendron adstringens e Vochysia thyrsoidea) na densidade básica, na contração da madeira, nos rendimentos e densidade aparente do carvão vegetal. As amostras foram coletadas na Fazenda Água Limpa, de propriedade da Universidade de Brasília, a partir de três árvores de cada uma das cinco espécies, perfazendo assim um total de 15 amostras: cinco tratamentos e três repetições. A densidade básica das madeiras variou entre 0,58 e 0,82g/cm3; a retração volumétrica entre 11,01 e 19,45%; os teores de lignina, extrativos e holocelulose variaram, respectivamente, entre 25,16 e 32,31%; 6,14 e 8,54% e 67,69 e 74,87%. Os rendimentos gravimétricos variaram entre 24,87 e 28,67%, enquanto que a densidade aparente do carvão vegetal variou entre 0,28 e 0,43%. A lignina apresentou correlação positiva e significativa, com a densidade básica da madeira e a densidade aparente do carvão vegetal; não apresentou correlação significativa com a retração volumétrica e o rendimento gravimétrico (embora com este último tenha indicado uma tendência positiva). Os extrativos totais não apresentaram correlação significativa com a densidade básica, a retração volumétrica, o rendimento gravimétrico e a densidade aparente do carvão vegetal. Por outro lado a holocelulose apresentou correlação positiva e significativa com a densidade básica da madeira. A densidade aparente do carvão vegetal, no entanto, não apresentou correlação significativa com a retração volumétrica e o rendimento gravimétrico do carvão vegetal, embora com este último tenha apresentado uma tendência negativa.

Referência:

SANTOS, Iris Dias. Influência dos teores de lignina, holocelulose e extrativos na densidade básica e na contração da madeira e no rendimento e densidade do carvão vegetal de cinco espécies lenhosas do cerrado. 2008. 57 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008

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