Cerrado e Amazônia juntos concentram 86% da área queimada nos ultimos 39 anos.

Cerrado e Amazônia juntos concentram 86% da área queimada nos últimos 39 anos

Juntos, o Cerrado e a Amazônia concentraram cerca de 86% da área queimada pelo menos uma vez no Brasil em 39 anos. No Cerrado, foram 88,5 Mha, ou 44% do total nacional. Na Amazônia, queimaram 82,7 Mha (42%).

O Cerrado, conhecido como a “caixa d’água” do Brasil, é o bioma que mais sofre com as queimadas, totalizando 44% da área queimada até outubro de 2022. A Amazônia não fica atrás, representando 42% das queimadas no país.

Os três municípios que mais  queimaram neste período foram Corumbá (MS), no Pantanal, seguido por São Félix do Xingu (PA), na Amazônia, e Formosa do Rio Preto (BA), no Cerrado.

A cada ano, uma média de 18,3 milhões de hectares, ou 2,2% do país, são afetados pelo fogo. A estação seca, entre julho e outubro, concentra 79% das ocorrências de área queimada no Brasil, sendo que setembro responde por um terço do total (33%).

Esse fogo não só destrói a biodiversidade mas também afeta diretamente as mudanças climáticas, liberando grandes quantidades de carbono na atmosfera. É urgente agir para proteger nossos biomas e garantir um futuro sustentável.

No DOSSIÊ AGRO É FOGO ressaltamos ainda que os incêndios atacam diretamente os modos de vida, as casas das pessoas e a saúde de quem mantém o Cerrado e a Amazônia de pé e viva. Conservar esses locais é garantir o direito à vida dos povos e comunidades tradicionais.

Fonte: agroefogo.org.br e brasil.mapbiomas.org

Biodiversidade do Cerrado

Biodiversidade do Cerrado

O Cerrado é “um sistema biogeográfico envolve um conjunto de fatores atmosféricos, hidrosféricos, litosféricos e biosféricos, incluindo também as populações humanas, ou seja, a ação conjunta do ar, da água, do fogo, da terra e dos seres vivos contribui para a formação do nosso Cerrado. A modificação em qualquer um desses elementos provoca alterações no sistema como um todo. Daí a importância de preservarmos os solos, os rios, a fauna, a flora e o modo de vida das populações tradicionais para a manutenção desse sistema biogeográfico. O Sistema Biogeográfico dos Cerrados não pode ser tomado como uma unidade homogênea, pois ostenta em seu domínio uma série de ambientes diversificados entre si, pelo caráter fisionômico e pela composição vegetal e animal. Estes ambientes constituem os seis subsistemas interatuantes do Cerrado: Subsistema dos Campos, Subsistema do Cerradão, Subsistema das Matas, Subsistema das Matas Ciliares e Subsistemas das Veredas e Ambientes Alagadiços”.

 

Fonte: BARBOSA, Altair Sales. Andarilhos da claridade: os primeiros habitantes do Cerrado. Goiânia: UCG, Instituto do Trópico Subúmido, 2002.

 

#cerrado #biodiversidade #sistemabiogeografico #museucerrado #fauna #flora

PRÉ-LANÇAMENTO PROJETO “CAMPOS DO CERRADO”

PRÉ-LANÇAMENTO PROJETO “CAMPOS DO CERRADO”

APRESENTAÇÃO DO VÍDEO NO FICA 2024 CIDADE DE GOIÁS. TEATRO SÃO JOAQUIM 

DIA 15/06 ÀS 15H  

 

No filme, o fotógrafo de natureza internacionalmente reconhecido, André Dib, empresta ao espectador um pouco do seu olhar para percebermos a grande beleza das plantas pequenas dos campos e savanas do Cerrado e o violeiro Josimar Pereira dos Santos canta e nos encanta sobre a importância desse ecossistema para manter o “berço das águas”. O filme lança oficialmente o projeto “Campos do Cerrado”, realizado pela SEMAD Goiás em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que tem como missão apresentar para a sociedade essa vegetação, sua beleza e importância para a vida no planeta.

Live -“Potencialidades e Desafios dos museus virtuais”

Live - "Potencialidades e Desafios dos museus virtuais"

É com imensa alegria que estamos festejando o 7° aniversário do Museu do Cerrado e queremos convidá-los(as) a participar da live – “Potencialidades e Desafios dos museus virtuais” – no dia 18 de junho às 15:00 no youtube do museu:

https://www.youtube.com/live/MEHGsHUnZ70                                                                                                          

Karen Worcman, fundadora e curadora do Museu da Pessoa que é um museu virtual e colaborativo de histórias de vida #somosnossashistorias

Rosângela Corrêa, fundadora e diretora geral do Museu do Cerrado que é um museu virtual para divulgar as culturas e a ciência no Cerrado #somoscerrado

Clovis Britto, professor no curso de Museologia da Universidade de Brasília, colaborador do Museu do Cerrado          

Convidem seus amigos e familiares, divulguem nas suas redes sociais.

7º Aniversário do Museu do Cerrado

7º Aniversário do Museu do Cerrado

O Museu do Cerrado reúne tudo aquilo que foi feito para e no Cerrado, dando espaço para que os visitantes possam entrar em nossas galerias e descobrir as suas mais diversas formas, cheiros, cores, produtos e sabores. O espaço virtual possibilita a disponibilização ampla e irrestrita do acervo do museu, assim como, divulga o que está sendo produzido por indivíduos, coletivos e instituições em relação ao Cerrado em seus mais diversos aspectos: histórico, arqueológico, antropológico, biológico, educativo, artístico, gastronômico, econômico, político, médico, etc. Assim, o museu virtual é uma ferramenta científica/pedagógica que nos permite contribuir para a construção coletiva do sentimento de pertença ao Cerrado, um espaço à colaboração, à conexão e à discussão e, por conseguinte, à criação de conhecimento e à intervenção social neste lugar que é elo de ligação de todos os biomas brasileiros através de suas águas.

KaluCast

KaluCast

KaluCast: https://museucerrado.com.br/podcast/


A herança cultural e as tradições do Território Kalunga carregam um papel fundamental para a preservação e valorização da nossa história, e muito já se fala sobre a diversidade e a riqueza dessas manifestações, que se fazem através de danças, festejos religiosos e culturais. Mas você sabe quem está por trás de toda a manutenção e preservação da cultura quilombola? É por isso que o Podcast Kalucast chegou para trazer debates, histórias e reflexões, o podcast busca fortalecer a voz e as narrativas do maior Quilombo do Brasil.


Mulheres negras e quilombolas são as detentoras dos saberes ancestrais, das rezas e da medicina natural. Foram e são fundamentais na organização social, produtiva e nas estratégias de resistência dentro e fora de seus territórios.


No 1° episódio do KaluCast, Guardiãs do Cerrado, Fiota, Percilia e Vera, três lideranças da Comunidade Quilombola Vão de Almas, compartilham seus saberes e reflexões sobre a relação com a terra, o Cerrado, os ensinamentos ancestrais e as tradições transmitidas de geração em geração. Elas destacam seus sonhos e enfatizam a necessidade de mudar a forma como tratamos nossos recursos naturais, alertando contra a ganância e a exploração desenfreada. Destacam a importância de plantar e cuidar do nosso Cerrado, preservar a oralidade, cuidar bem dos nossos filhos e aprender com tudo o que a terra nos oferece.               


Disponível em:

https://open.spotify.com/episode/7bAe6LQ5fhbvvIeCd2MnEWgo=1&sp_cid=f1dc8b14c81cad33a18c82e11e5acb7e&utm_source=embed_player_p&utm_medium=desktop&nd=1&dlsi=40c10ec147164e39


No 2º episódio do KaluCast, Saberes Ancestrais, convidamos a Marta Kalunga, que é mãe, artesã, empreendedora, condutora de visitantes e liderança responsável por realizar eventos e filmes culturais que celebram e preservam as nossas tradições. Para seguir os caminhos desse bate-papo, convidamos também a Hozana Francisca, grande mãe, benzedeira e rezadeira. No episódio, elas compartilham suas estratégias de resistência, lutas, sonhos e como os saberes ancestrais moldam suas vidas e comunidades. Marta Kalunga fala sobre sua experiência na preservação cultural através da Casa Memória da Mulher Kalunga, além de abordar a falta de protagonismo e reconhecimento das mulheres quilombolas. Enquanto isso, Hozana Francisca nos conduz por uma conversa de cura e muita fé, destacando a importância das rezas e das benzeduras na manutenção da saúde e bem-estar comunitário. Marta e Hozana revelam como seus conhecimentos e práticas ancestrais continuam a ser um alicerce para a organização e a sobrevivência de nossas comunidades, oferecendo uma visão inspiradora de resiliência e força. Ao ouvir suas histórias, podemos entender melhor a profundidade e a riqueza das tradições quilombolas e o papel crucial das mulheres na perpetuação dessas práticas.        


Disponível em:

https://open.spotify.com/episode/1VAALnEi8o5v42e4uVuhClgo=1&sp_cid=f1dc8b14c81cad33a18c82e11e5acb7e&utm_source=embed_player_p&utm_medium=desktop&nd=1&dlsi=4c5c6aadda104e8a

ATENÇÃO!!! SOS BRASIL!

ATENÇÃO!!! SOS BRASIL!

Segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), estima-se que estados e União tenham deixado de arrecadar R$ 12,9 bilhões com redução de 60% no ICMS e isenção total de IPI para certos tipos de agrotóxicos, considerando a comercialização de agrotóxicos em 2021. O montante representa, por exemplo, cinco vezes o orçamento destinado pela União em 2024 para a prevenção e combate a desastres naturais (R$ 2,6 bilhões).

Benefício para mercado de commodities
De acordo com as organizações, a isenção fiscal beneficia diretamente o mercado de commodities, voltadas para o mercado externo e não incide no aumento do preço dos alimentos que compõe a cesta básica para os consumidores, como argumenta entidades representativas do agronegócio.  

De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal, 89% da área total com uso de agrotóxicos em 2022 são voltadas para plantio de soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e pastagens. Com menos incentivos e pressão do agronegócio, de produção de alimentos para consumo interno sofre sequentes retrações. Enquanto a área de plantio de soja aumento em 187% de 2000 a 2021, no mesmo período o plantio de arroz diminuiu 54%, e a de feijão, 37%.  

Além da manifestação contrária à isenção pelas organizações, a Procuradoria Geral da República (PGR) na mesma ação, declarou que os incentivos aos agrotóxicos 

não se coadunam com os objetivos do Estado Democrático de Direito Ambiental. Os Conselhos Nacionais de Saúde e de Segurança Alimentar recomendaram aos ministros do STF que “rejeitem quaisquer proposições que resultem ou possibilitem a redução ou a isenção fiscal e tributária a agrotóxicos uma vez que estamos diante de perigos graves de saúde pública devido à exposição a essas substâncias nocivas”.  

É muito dinheiro que o Brasil deixa de arrecadar e poderia ser destinado a políticas essenciais, como educação, saúde e enfrentar a crise climática como a do Rio Grande do Sul.

Nesta quarta-feira (12//2024) o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento da ação que questiona a inconstitucionalidade desse benefício. É imperativo que a sociedade siga este julgamento importante.  

Saiba mais: https://bit.ly/3KJeUHy 

Conheça o novo Monumento Natural Cavernas de São Desidério, Bahia, CERRADO!

Conheça o novo Monumento Natural Cavernas de São Desidério, Bahia, CERRADO!

Mais uma unidade de conservação criada no Dia Mundial do Meio Ambiente através do decreto assinado pelo presidente Lula. A nova unidade abrange 16.619 hectares de Cerrado no município baiano de São Desidério. O território abriga um complexo de cavernas de extrema relevância para a ciência, conservação da biodiversidade e comunidades locais.
O novo Monumento Natural Cavernas de São Desidério busca preservar o Cerrado, sistemas flúvio-cársticos e sítios arqueológicos, além de proteger o Rio João Rodrigues, afluente do Rio São Desidério.
A criação deste monumento marca um avanço na proteção do Cerrado na região, permitindo atividades como turismo sustentável e agricultura familiar.

Entre os atrativos do Monumento Natural Cavernas de São Desidério estão:

Salão Coliseu, o maior salão de caverna conhecido no país, com mais de 25.000 m², localizado na Garganta do Bacupari.

– O maior lago subterrâneo do Brasil, situado no Buraco do Inferno da Lagoa do Cemitério, um  hotspot de diversidade da fauna subterrânea.

– O Sumidouro do João Baio, com variação regular do fluxo de água, um fenômeno raro em nível mundial.

– Outros locais de beleza cênica, como o Lago Azul, a Gruta do Catão, o Buraco da Sucupira e o Buraco da Sopradeira.

Mais informação:

https://www.gov.br/icmbio/pt-br/assuntos/noticias/ultimas-noticias/conheca-o-novo-monumento-natural-cavernas-de-sao-desiderio    

#ecomuseudocerradolaisaderne #MuseuCerrado #turismosustentavel #cerrado #saodesiderio 

Baunilhas

Baunilhas

 

A baunilha é uma planta trepadeira da família das orquídeas (Orchidaceae), pertencente ao gênero Vanilla. É a única orquídea que possui frutos aromáticos; por isso, é utilizada amplamente na indústria de alimentos, cosméticos e gastronomia. Embora o termo botânico que define o tipo de fruto da baunilha seja “cápsula”, ele é comumente chamado de “fava” ou “vagem”. Os frutos somente produzirão aroma quando em plena maturidade, o que pode ocorrer de forma natural ou artificialmente pelo processo de cura. 

Fonte: Cultivo de baunilha : práticas básicas / Luciano de Bem Bianchetti … [et al.]. – Brasília, DF : Embrapa, 2023. 

 

Em todo o mundo, são conhecidas cerca de 110 espécies do gênero. Dessas, apenas de 30 a 40 são aromáticas e ocorrem somente na América tropical e subtropical; deste total de espécies, cerca de 40 ocorrem no Brasil. 

Projeto Ró : uma mitopoética cerratense como objeto de aprendizagem poético para a arte-educação ambiental

Projeto Ró : uma mitopoética cerratense como objeto de aprendizagem poético para a arte-educação ambiental

Autor(a):

Thiago Falleiros Wirth Chaibub  

Resumo:

Por paixão pelo Cerrado e temor por seu desaparecimento, concebi, junto a um coletivo de artistas, um projeto de publicação de arte e poesia intitulado “Ró” (palavra xavante para Mundo/Cerrado), que consiste em um mito inventado sobre o fim e o recomeço do Cerrado, contado por meio de poemas e de imagens inspiradas na arte rupestre. Esse mito inventado representa um desejo de conexão com a natureza através de um retorno à ancestralidade, apresentando uma visão em que o equilíbrio ecológico do bioma é resgatado. Infelizmente, porém, a publicação nunca se consolidou. A partir do resgate do projeto Rö, este trabalho tem como objetivo investigar as possibilidades de sua aplicação como um Objeto de Aprendizagem Poético (OAP) voltado å Arte-Educação Ambiental (AEA). OAP é um conceito derivado do ensino de ciências, porém transformado para sua aplicação na Arte-Educação. A Arte-Educação Ambiental, por sua vez, trata-se de um construto ainda em formação, surgido da relação entre a Arte-Educação e a Educação Ambiental. Realizei uma análise do projeto R6, investigando sua mitopoética, seu conteúdo e sua qualidade como OAP para a AEA. Utilizando a metodologia da A/r/tografia, inserida na Pesquisa Educacional Baseada em Artes (PEBA), realizei também um relato do processo de investigação do projeto. A A/r/tografia coloca o próprio artista/pesquisador/professor e seu processo de pesquisa e produção em foco, em busca de equilíbrio entre poeticidade e ciência. A partir dessa investigação e da análise do projeto R6, espera-se que, futuramente, ele se consolide em um livro digital, que possa ser utilizado em práticas de AEA sobre o Cerrado, e possa ser apropriado, de várias formas, por educadores e pelo público em geral.

Referência:

CHAIBUB, Thiago Falleiros Wirth. Projeto Ró: uma mitopoética cerratense como objeto de aprendizagem poético para a arte-educação ambiental. 2021. 228 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2021.

Disponível em: