Projeto Ró : uma mitopoética cerratense como objeto de aprendizagem poético para a arte-educação ambiental

Projeto Ró : uma mitopoética cerratense como objeto de aprendizagem poético para a arte-educação ambiental

Autor(a):

Thiago Falleiros Wirth Chaibub  

Resumo:

Por paixão pelo Cerrado e temor por seu desaparecimento, concebi, junto a um coletivo de artistas, um projeto de publicação de arte e poesia intitulado “Ró” (palavra xavante para Mundo/Cerrado), que consiste em um mito inventado sobre o fim e o recomeço do Cerrado, contado por meio de poemas e de imagens inspiradas na arte rupestre. Esse mito inventado representa um desejo de conexão com a natureza através de um retorno à ancestralidade, apresentando uma visão em que o equilíbrio ecológico do bioma é resgatado. Infelizmente, porém, a publicação nunca se consolidou. A partir do resgate do projeto Rö, este trabalho tem como objetivo investigar as possibilidades de sua aplicação como um Objeto de Aprendizagem Poético (OAP) voltado å Arte-Educação Ambiental (AEA). OAP é um conceito derivado do ensino de ciências, porém transformado para sua aplicação na Arte-Educação. A Arte-Educação Ambiental, por sua vez, trata-se de um construto ainda em formação, surgido da relação entre a Arte-Educação e a Educação Ambiental. Realizei uma análise do projeto R6, investigando sua mitopoética, seu conteúdo e sua qualidade como OAP para a AEA. Utilizando a metodologia da A/r/tografia, inserida na Pesquisa Educacional Baseada em Artes (PEBA), realizei também um relato do processo de investigação do projeto. A A/r/tografia coloca o próprio artista/pesquisador/professor e seu processo de pesquisa e produção em foco, em busca de equilíbrio entre poeticidade e ciência. A partir dessa investigação e da análise do projeto R6, espera-se que, futuramente, ele se consolide em um livro digital, que possa ser utilizado em práticas de AEA sobre o Cerrado, e possa ser apropriado, de várias formas, por educadores e pelo público em geral.

Referência:

CHAIBUB, Thiago Falleiros Wirth. Projeto Ró: uma mitopoética cerratense como objeto de aprendizagem poético para a arte-educação ambiental. 2021. 228 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2021.

Disponível em:

Culturas Cerratenses

Culturas Cerratenses

As comunidades tradicionais do Cerrado se autodefinem tradicionalmente/historicamente a partir dos elementos do Cerrado com os quais têm mais convivência e intimidade –  pescadores, ribeirinhos, quilombolas, quebradeiras de coco babaçu, fundo e fecho de pasto, retireiros do Araguaia, vazanteiros, geraizeiros, barranqueiros, vacarianos, apanhadoras de flores de sempre-viva, veredeiros.

Os povos indígenas que nele vivem há mais de 12 mil anos – muito antes dos europeus pisarem no Brasil, são mais de 80 etnias, dentre Xavantes, Krahô-Kanela, Tapuias, Guarani Kaiowá, Terena, Xacriabas, Apinajé, Xerente, Karajá, Avá Canoeiro, Javaé, Xambioá, entre outros.

Toda a diversidade cultural dos povos indígenas e das comunidades tradicionais é patrimônio imaterial do Cerrado. Viva o Cerrado vivo e em pé!

Desmatamento Crescente no Cerrado aponta sua entrega á devastação agronegócio exportador

Desmatamento crescente no Cerrado aponta sua entrega á devastação pelo agronegócio exportador

No Relatório Anual do Desmatamento (RAD) feito pelo MapBiomas referente ao ano de 2023, apontam que 61% da área desmatada em todo o país estava no Cerrado e 25% na Amazônia; sendo que mais da metade de toda a área desmatada no Brasil em 2023 está no Cerrado: 1.110.326 milhão de hectares foram devastados, um aumento de mais de 67% em relação ao ano anterior; onde foram suprimidos 3.042 hectares de vegetação nativa por dia. A Amazônia foi o segundo bioma mais destruído com 454.271 hectares. Esta foi a primeira vez, desde o início da série histórica do RAD, em 2019, que o Cerrado passou a Amazônia em devastação.

 

O maior alerta de desmatamento do Brasil aconteceu no Cerrado, com área de 6.691 hectares, no município do Alto Parnaíba (MA). A região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, está na frente da expansão da destruição do Cerrado, três em cada quatro hectares desmatados no Cerrado em 2023 (74%) foram no Matopiba, devido ao agronegócio, estimulado pelo mercado internacional. Em 2004, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia respondiam juntos por 4,15% do valor exportado, enquanto que no ano passado, a fatia foi de 9,6%.  Dois terços (33) dos 50 municípios que mais desmataram no Brasil ficam no Cerrado, sendo que os 10 municípios com maior área desmatada no Cerrado estão todos localizados no Matopiba. No ranking dos municípios que mais desmataram no país está São Desidério (BA), cujo principal bioma é o Cerrado, com 40.052 hectares suprimidos.

 

A fraca regulação ambiental no bioma Cerrado é um dos fatores que explica sua devastação, porque o Código Florestal obriga produtores rurais a preservar 80% da vegetação em suas propriedades na Amazônia, enquanto essa taxa é de 20% no Cerrado. A flexibilização de leis que favorecem a grilagem, a ausência de demarcação e titulação de terras indígenas e quilombolas e a violência contra povos e comunidades tradicionais movimentam uma máquina de saquear e escoar commodities – principalmente a soja – para a China, Europa e Estados Unidos.

Assine a petição dirigida ao Governo Federal e Governo do Maranhão contra a pulverização aérea de #agrotóxicos sobre os corpos e plantações camponesas no Maranhão!

Assine a petição dirigida ao Governo Federal e Governo do Maranhão contra a pulverização aérea de #agrotóxicos sobre os corpos e plantações camponesas no Maranhão!


Comunidades camponesas no #Maranhão, estão sendo atacadas por produtores de soja com veneno pulverizado com aviões e drones sobre seus corpos e plantios familiares. E tudo isso com a conivência dos governos do Maranhão e do Brasil, que não têm feito esforços significativos para fiscalizar e proibir esta prática.

Despejado por aviões e drones em janeiro, fevereiro e março, os agrotóxicos estão destruindo toda a produção de milho, macaxeira, feijão, legumes, hortaliças e frutas das comunidades, além dos peixes, que não sobrevivem à contaminação dos rios. Uma arma química usada para expulsar camponeses de seus territórios ancestrais, ocupados há mais de um século.

No Brasil, apenas o Ceará tem uma lei que proíbe a pulverização aérea. Na União Europeia, a prática está banida desde 2009 por conta dos graves e comprovados riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Vamos dizer ao governo do Maranhão e ao governo brasileiro que eles precisam banir a pulverização aérea de veneno urgentemente.

Organizações ambientais e de direitos humanos da Argentina, Bolívia, Brasil, Alemanha e Paraguai também apresentaram uma queixa contra a Bayer AG à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), buscando responsabilizar a empresa pelos graves impactos da agricultura industrial na América do Sul.

Acesse: salveafloresta.org/acoes/1284

Cartilha Coleta e Beneficiamento de Sementes Nativas do Cerrado

Cartilha Coleta e Beneficiamento de Sementes Nativas do Cerrado

 

Beneficiar sementes nativas é semear o futuro da biodiversidade e da sustentabilidade. Por isso, compartilhamos com vocês a nossa cartilha sobre “Beneficiamento de Sementes Nativas”. O material visa orientar coletores no manejo de sementes nativas do Cerrado.

 

Nossa cartilha aborda a importância da restauração ecológica, um manejo para reverter e revitalizar ecossistemas comprometidos, ressaltando que a recomposição da vegetação pode ser realizada por meio do plantio de sementes, através da Muvuca.

 

Junte-se a nós nessa missão de valorizar e preservar nossas espécies nativas.

 

Disponível no nosso site: rsc.org.br (em publicações), essa cartilha faz parte do projeto “Tecendo Redes e Espalhando Sementes”, executado pela RSC, financiada pelo Fundo de Promoção de Paisagens Produtivas Ecossociais (PPP-ECOS) gerido pelo Instituto População Sociedade Natureza (ISPN).


Conservação do Cerrado entre cultura e história no Caminho de Cora Coralina – Goiás

Conservação do Cerrado entre cultura e história no Caminho de Cora Coralina - Goiás

Autor(a):

Célia Maria Machado  Ambrozio

Resumo:

Esta pesquisa concentrou-se na temática de conservação ambiental em conciliação com a valorização da diversidade cultural, tendo como estudo de caso o Caminho de Cora Coralina, em área da APA Serra dos Pireneus, nas cidades de Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás e Pirenópolis, no estado de Goiás. A pesquisa, de natureza quali-quantitativa, adotou, como metodologia instrumentos de registro da área de estudo, o levantamento dos aspectos sociohistóricos, culturais e ambientais, a pesquisa exploratória e a realização da trilha (caminhada) com captação de imagens, anotações e observações em campo, a realização de entrevistas com gravação de áudio, além do registro das técnicas adotadas na elaboração de mapas para análise das condições de formação de corredor ecológico no caminho. Os relatos das entrevistas foram interpretados visando atender ao objetivo da pesquisa de analisar as contribuições dos proprietários rurais do Caminho de Cora Coralina para a conservação ambiental do Cerrado, em especial para a formação de corredores, e os diálogos com elementos culturais presentes no caminho. A análise das estratégias e das articulações promovidas nas propriedades rurais para a conservação do Cerrado e a valorização cultural no Caminho consistiu na organização dos relatos e no reagrupamento dos elementos textuais de acordo com as características em comum, divididos em categorias: educação ambiental; reserva particular do patrimônio natural; corredores ecológicos e fortalecimento de unidades de conservação; agroecologia; preservação dos sítios históricos e naturais; saberes e fazeres tradicionais; e, por último, o fortalecimento das redes e a participação política no Caminho. Os resultados demonstram que a iniciativa de conectividade de paisagens no Caminho de Cora Coralina, interligando elementos naturais, históricos e culturais, por meio da união de esforços e de forma colaborativa, entre o estado e a sociedade civil, representa significativa estratégia de conservação do Cerrado, além de importante ferramenta na promoção da conscientização ambiental, criação de reservas naturais privadas, valorização histórica e cultural e sustentabilidade no meio rural. No entanto a pesquisa apontou a necessidade de melhoria contínua na governança do caminho, no sentido de promover maior integração, incentivo e apoio mútuo entre os atores envolvidos e ampliar programas voltados à sensibilização e incentivo para a conservação e da recuperação do bioma Cerrado e valorização de seu patrimônio natural, histórico e cultural.

Referência:

AMBROZIO, Celia Maria Machado. Conservação do cerrado entre cultura e história no Caminho de Cora Coralina – Goiás. 2022. 222 f., il. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023.

Disponível:

http://repositorio2.unb.br/jspui/handle/10482/45821

Filé de tilápia ao sal de baunilha

Filé de tilápia ao sal de baunilha

½ kg de filé de tilápia, sem pele e sem espinho

2 colheres de sopa de azeite de licuri ou óleo de coco babaçu

½ colher de sopa (rasa) de sal de baunilha

Pimenta do reino moída na hora (opcional)

Modo de fazer: Tempere os filés com uma parte do azeite (ou óleo) e pimenta. Use o restante do azeite no aquecimento de uma frigideira antiaderente e, na sequência, grelhar os filés por um lado. Vire os filés para grelharem do outro lado, e só então polvilhe-os com o sal de baunilha. Sirva em seguida.

Autora: Cláudia Nasser

Sal de Baunilha

Sal de Baulinha

½ kg de sal grosso

1 fava (grande) de baunilha

Modo de fazer: processar a fava com metade do sal e depois de parcialmente triturada,

acrescente a outra metade do sal e processe até ficar homogêneo.

* Guarde em recipiente de vidro bem vedado, em local escuro.

Este sal pode ser usado em vários preparos como por exemplo:

. temperar carne de suíno

. temperar frutos do mar e crustáceos

. substituir a noz moscada em purês

. temperar saladas

. aquela “pitada de sal “ em preparos doces como no bolo, pudim, cuscuz, arroz doce, ambrosia, etc.

Autora: Cláudia Nasser

Conservação do Cerrado entre cultura e história no Caminho de Cora Coralina – Goiás

Conservação do Cerrado entre cultura e história no Caminho de Cora Coralina - Goiá

Autor:

Célia Maria Machado  Ambrozio

Resumo:

Esta pesquisa concentrou-se na temática de conservação ambiental em conciliação com a valorização da diversidade cultural, tendo como estudo de caso o Caminho de Cora Coralina, em área da APA Serra dos Pireneus, nas cidades de Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás e Pirenópolis, no estado de Goiás. A pesquisa, de natureza quali-quantitativa, adotou, como metodologia instrumentos de registro da área de estudo, o levantamento dos aspectos sociohistóricos, culturais e ambientais, a pesquisa exploratória e a realização da trilha (caminhada) com captação de imagens, anotações e observações em campo, a realização de entrevistas com gravação de áudio, além do registro das técnicas adotadas na elaboração de mapas para análise das condições de formação de corredor ecológico no caminho. Os relatos das entrevistas foram interpretados visando atender ao objetivo da pesquisa de analisar as contribuições dos proprietários rurais do Caminho de Cora Coralina para a conservação ambiental do Cerrado, em especial para a formação de corredores, e os diálogos com elementos culturais presentes no caminho. A análise das estratégias e das articulações promovidas nas propriedades rurais para a conservação do Cerrado e a valorização cultural no Caminho consistiu na organização dos relatos e no reagrupamento dos elementos textuais de acordo com as características em comum, divididos em categorias: educação ambiental; reserva particular do patrimônio natural; corredores ecológicos e fortalecimento de unidades de conservação; agroecologia; preservação dos sítios históricos e naturais; saberes e fazeres tradicionais; e, por último, o fortalecimento das redes e a participação política no Caminho. Os resultados demonstram que a iniciativa de conectividade de paisagens no Caminho de Cora Coralina, interligando elementos naturais, históricos e culturais, por meio da união de esforços e de forma colaborativa, entre o estado e a sociedade civil, representa significativa estratégia de conservação do Cerrado, além de importante ferramenta na promoção da conscientização ambiental, criação de reservas naturais privadas, valorização histórica e cultural e sustentabilidade no meio rural. No entanto a pesquisa apontou a necessidade de melhoria contínua na governança do caminho, no sentido de promover maior integração, incentivo e apoio mútuo entre os atores envolvidos e ampliar programas voltados à sensibilização e incentivo para a conservação e da recuperação do bioma Cerrado e valorização de seu patrimônio natural, histórico e cultural.

Referência:

AMBROZIO, Celia Maria Machado. Conservação do cerrado entre cultura e história no Caminho de Cora Coralina – Goiás. 2022. 222 f., il. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural) — Universidade de Brasília, Brasília, 2023.

Disponível:

 

http://repositorio2.unb.br/jspui/handle/10482/45821