“Na boca da noite, na beira do mato, os sapos são astros!: educação ambiental através de literatura infantil”

"Na boca da noite, na beira do mato, os sapos são astros!: educação ambiental através de literatura infantil"

Autor(a):

Anna Clara Nery Junquilho

Resumo:

O Bioma Cerrado é a savana mais rica em anfíbios do mundo, essa riqueza de anfíbios está ameaçada, pois mais de 50% dos anuros do Cerrado são endêmicos e estão sumindo junto com o Bioma que já teve mais de 50% de sua área desmatada. O modelo de produção atual está aquém de um desenvolvimento sustentável, as futuras gerações irão enfrentar uma escassez de recursos naturais, o avanço da produção agrícola no Cerrado, junto com a aplicação de agrotóxicos, tem impacto direto sobre os meios físico e biótico. É importante que os profissionais do futuro, das novas gerações, tenham comprometimento com a conservação ambiental, bem como, saibam lidar com a escassez de recursos naturais e fontes de energia. A educação ambiental tem papel fundamental na formação individual da criança, bem como na relação dela com a natureza. ”Na boca da noite, na beira do mato, os sapos são astros!” É uma estória narrada por uma menina de sete anos que mora no bioma Cerrado e é apaixonada pela natureza. Com o objetivo de divulgar o trabalho de pesquisadores em anuros, e alertar sobre a importância da conservação ambiental no bioma Cerrado, de forma lúdica para crianças, este livro é também, um guia de anuros que descreve onze (11) espécies de sapos encontrados no Cerrado.

Referência:

JUNQUILHO, Anna Clara Nery. “Na boca da noite, na beira do mato, os sapos são astros!: educação ambiental através de literatura infantil”. 2018. 53 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

Disponível em:

Revisão sobre as espécies arbóreas nativas utilizadas na recuperação de áreas degradadas do Bioma Cerrado

Revisão sobre as espécies arbóreas nativas utilizadas na recuperação de áreas degradadas do Bioma Cerrado

Autor(a):

Jane Ane Villela Sigaud

Resumo:

A região do Bioma Cerrado tem sido cenário de grandes mudanças e devastações ambientais ao longo dos últimos anos. A expansão das fronteiras agrícolas assim como o uso da terra para mineração tem trazido graves consequências para a vegetação nativa. Desta maneira torna-se importante estudos a respeito de espécies nativas capazes de recuperarem estas áreas degradadas. Este estudo tem como objetivo agrupar as espécies mais utilizadas em plantios de recuperação de áreas degradadas no Cerrado, desta maneira foram listadas cinquenta espécies que foram introduzidas com maior frequência em plantios de recuperação. Destacaram-se entre estas as espécies Copaifera langsdorffii, Dipteryx alata, Genipa americana e Myracrodruon urundeuva por estarem presentes nos três tipos de degradação analisados. As características que mais influenciaram na escolha destas espécies foram a sobrevivência em campo, o baixo custo, espécies com possibilidades de usos múltiplos, atratividade para a fauna assim como incremento médio em altura e diâmetro ao longo do acompanhamento do projeto de recuperação.

Referência:

SIGAUD, Jane Ane Villela. Revisão sobre as espécies arbóreas nativas utilizadas na recuperação de áreas degradadas do Bioma Cerrado. 2015. ii, 31 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Mudanças no uso e cobertura da terra no sul do Maranhão entre os anos de 1995 e 2015

Mudanças no uso e cobertura da terra no sul do Maranhão entre os anos de 1995 e 2015

Autor(a):

Isabela Silveira Baptista

Resumo:

O Brasil tem sido considerado uma grande potência agrícola mundial nas últimas décadas, a maior parte devido à expansão da produção de commodities agrícolas (especialmente a soja e o milho) nos biomas Amazônia e Cerrado brasileiros. O aumento da área cultivada resulta na maioria das vezes no desmatamento ou conversão de áreas de vegetação nativa para a agricultura. No Cerrado, a expansão agrícola levou a perda de aproximadamente 40% da cobertura original até 2010. E, de modo mais específico, a região sul do Estado do Maranhão, fronteira com os Estados do Piauí e Tocantins, inserida no bioma Cerrado, com a maior parte de suas áreas consideradas ambientalmente frágeis, tem sido reportada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com aumentos subsequentes na produção de soja nos últimos anos. Entretanto, os dados do monitoramento dos biomas registram apenas a situação do desmatamento entre 2002 e 2010, incluindo o Sul do Estado do Maranhão. Isso indica a necessidade de informações espaciais e temporais mais detalhadas para entender a dinâmica da expansão agrícola nesta região. A presente pesquisa buscou estimar as mudanças do uso e cobertura da terra, quinquenalmente, entre 1995 e 2015 na região sul do Estado do Maranhão, localizada na fronteira com os Estados do Piauí e Tocantins. Para isso foram utilizados dados dos satélites da série Landsat e Rapideye e técnicas de geoprocessamento. Com base nos resultados deste estudo, estima-se uma perda de 335.317 hectares (~15%) de vegetação de cerrado entre 1995 e 2015 na área de estudo. A maior parte deste desmatamento está localizada em áreas de prioridade extremamente alta para a conservação da biodiversidade por critérios do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O presente estudo é, portanto, uma contribuição para o melhor entendimento dos impactos da expansão agrícola na vegetação nativa e
para a definição de estratégias de redução e monitoramento do desmatamento no bioma Cerrado brasileiro.

Referência:

BAPTISTA, Isabela Silveira. Mudanças no uso e cobertura da terra no sul do Maranhão entre os anos de 1995 e 2015. 2015. 56 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Custo de implantação de um plantio de espécies nativas do cerrado no âmbito da compensação florestal

Custo de implantação de um plantio de espécies nativas do cerrado no âmbito da compensação florestal

Autor(a):

Marina Salgado Fontenele

Resumo:

Diante dos problemas ambientais atuais e desmatamentos, a ferramenta da compensação florestal cria uma nova vertente de trabalho, voltada para a realização de plantios florestais de mudas nativas do bioma Cerrado. Essa atividade tem o intuito de compensar a supressão de indivíduos arbóreos retirados no ato da implantação de atividades potencialmente poluidoras. Esse trabalho avaliou os custos de implantação de um plantio de compensação florestal realizado por uma empresa localizada em Brasília/DF utilizando o método do Custo Médio de Produção1 (CMPr). Por meio da análise do fluxo de desembolsos dessa empresa para todas as etapas de implantação, determinou-se o custo médio de produção de R$ 6,30 para cada muda considerando a implantação e o monitoramento do plantio por um período de dois anos. Sendo assim a empresa obteve um lucro de 26,03% sobre o valor total do projeto, no qual a muda foi vendida à R$ 8,52. Determinou-se ainda que as etapas mais onerosas foram as de aquisição de insumos, em especial as mudas, e a de plantio, que inclui atividades de preparo do solo e o plantio propriamente dito. A aquisição de mudas corresponde a 59,17% do valor dos insumos e 24,5% do custo total do projeto. Concluiu-se, portanto que o projeto foi economicamente viável, mas que a empresa poderia aumentar a lucratividade caso se especializasse nas atividades mais onerosas e não as terceirizasse, como foi feito em algumas etapas de plantio e limpeza da área.

Referência:

FONTENELE, Marina Salgado. Custo de implantação de um plantio de espécies nativas do cerrado no âmbito da compensação florestal. 2015. vii, 37 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Descrição anatômica do lenho da espécie Miconia ferruginata DC (Melastomataceae)

Descrição anatômica do lenho da espécie Miconia ferruginata DC (Melastomataceae)

Autor(a):

Fernanda Guirelli Balzani

Resumo:

A família Melastomataceae ocorre no Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica no Brasil, a espécie Miconia ferruginata ocorre no Cerrado sensu stricto, campos e Cerradão no Brasil e Bolívia; é comum em vegetação secundária, constituindo uma fonte de alimento para a fauna e tem utilização medicinal. Neste trabalho faz-se a descrição anatômica da madeira de cinco espécimes Miconia ferruginata DC., que foram coletados no cerrado sensu stricto na Fazenda Água Limpa (FAL), DF-Brasília. As amostras de madeira foram retiradas a 30 cm do solo. São fornecidas fotomicrografias e dados qualitativos e quantitativos dos detalhes anatômicos da madeira. As características relatadas são as mesmas descritas na literatura como típicas para o gênero Miconia e para a família Melastomataceae. Esta espécie apresenta camadas de crescimento distintas; vasos com placas de perfuração simples, solitários e múltiplos, diâmetro médio de 54μm e comprimento médio de 308μm, pontoações intervasculares pequenas, guarnecidas e alternas, pontoações radio-vasculares semelhantes às intervasculares em tamanho e forma; parênquima axial paratraqueal escasso; fibras semelhantes a parênquima axial, septadas e não-septadas com variadas terminações; raios compostos por células procumbentes, eretas e quadradas misturadas através dos raios. Os resultados podem auxiliar em taxonomia e em estudos de anatomia ecológica.

Referência:

BALZANI, Fernanda Guirelli. Descrição anatômica do lenho da espécie Miconia ferruginata DC (Melastomataceae). 2015. 55 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Grande Sertão: Veredas – resgate e conservação de uma paisagem cultural

Grande Sertão: Veredas - resgate e conservação de uma paisagem cultural

Autor(a):

Guilherme Braga Neves

Resumo:

O estudo em tela buscou avaliar a paisagem cultural existente na obra Grande Sertão: Veredas e estabelecer uma relação com as unidades de conservação existentes na região em que se passa o livro, utilizando técnicas de geoprocessamento. As localidades retiradas do livro tiveram sua paisagem analisada por meio da fotointerpretação, buscando avaliar seus diferentes usos do solo, bem como a situação ambiental da área. Eu consegui apontar algumas localidades da obra, como o Liso do Sussuarão, cidade natal de Riobaldo, próximo a João Pinheiro e dos-Porcos, onde Diadorim passou sua infância. As regiões noroeste de Minas Gerais, sul da Bahia e leste de Goiás, apresentam extensas áreas ligadas a atividades do agronegócio, impulsionando a transformação da paisagem descrita na obra rosiana.

Referência:

NEVES, Guilherme Braga. Grande Sertão: Veredas – resgate e conservação de uma paisagem cultural. 2015. 63 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Composição florística e aspectos fenológicos de um fragmento de mata de galeria com vistas à restauração ecológica no cerrado, Distrito Federal

Composição florística e aspectos fenológicos de um fragmento de mata de galeria com vistas à restauração ecológica no cerrado, Distrito Federal

Autor(a):

Natanna Horstmann

Resumo:

O objetivo desse estudo foi caracterizar a composição florística e os aspectos fenológicos (floração e frutificação) de um fragmento de Mata de Galeria, no Distrito Federal, com vistas à restauração ecológica no bioma Cerrado. A coleta de dados foi mensal e ocorreu em um fragmento de Mata de Galeria (Núcleo Rural Tabatinga, Planaltina, DF, bacia do Rio Preto), durante um período de 18 meses pelo método do caminhamento. As espécies foram enviadas para confirmação e depósito no herbário da Embrapa Cenargen (CEN). As espécies foram classificadas em termos de síndromes de polinização e dispersão de diásporos, conforme literatura específica. O fragmento apresentou 148 espécies, 95 gêneros e 54 famílias, sendo 50% das espécies arbóreas, arbustos (21,9%), lianas (13,7%), ervas (7,5%) e subarbustos (6,8%). A floração e/ou frutificação ocorreu durante os 18 meses, com picos de floração em julho, dezembro e maio; e picos de frutificação em fevereiro, março e agosto. A polinização dependente de animais ocorreu em 93% das espécies: a melitofilia foi a principal (51%), insetos pequenos e pouco especializados (15%), ornitofilia (8%), anemofilia (7%), falenofilia (7%), miiofilia (5%), psicofilia (3%), quiropterofilia (2%) e cantarofilia (1%). Quanto à dispersão de diásporos, as quatro síndromes encontradas foram zoocoria (50% das espécies), anemocoria (43%), autocoria (6%) e barocoria (1%). Há um predomínio de árvores, seguidas pelos arbustos, lianas, ervas e subarbustos. Existem recursos de flores e frutos ao longo do ano e três picos de floração e frutificação. A polinização dependente de animais está em quase a totalidade das espécies (93%) e das quatro síndromes de dispersão de diásporos encontradas, a mais comum foi a zoocórica.

Referência:

HORSTMANN, Natanna. Composição florística e aspectos fenológicos de um fragmento de mata de galeria com vistas à restauração ecológica no cerrado, Distrito Federal. 2015. vi, 44 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Florística e estrutura da vegetação de áreas de cerrado sentido restrito, em diferentes substratos, Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – GO

Ocorrência e representatividade de anuros em unidades de conservação do Estado de Goiás e do Distrito Federal

Autor(a):

Samara Maciel

Resumo:

O bioma Cerrado possui elevada diversidade beta e alta taxa de endemismo de anfíbios. A presença de espécies em Unidades de Conservação, principalmente de proteção integral, é essencial para a sua conservação. Avaliei a representatividade das espécies de anuros do Distrito Federal e Goiás, através da compilação de dados de planos de manejo, estudos científicos e levantamentos de riqueza em Unidades de Conservação. Verifiquei se as informações disponíveis nos planos de manejo condizem com os registros realizados efetivamente nas UC, bem como e capacidade de fornecer informações importantes para a conservação de anuros. Analisei se a riqueza de anuros está relacionada com a riqueza florística e altitudes mínima e máxima das UC. A lista de espécies do Distrito Federal e Goiás totalizaram 56 e 104 espécies, respectivamente, representando 27 e 51% da riqueza de todo o bioma Cerrado. As taxas de endemismo de 27% para ambas as Unidades Federativas. Em média, 35% das espécies não estão representadas em UC e, portanto, não protegidas. O PARNA da Chapada dos Veadeiros mostrou uma grande importância para a conservação de espécies do Cerrado, possuindo 25% da riqueza do bioma. Áreas maiores mantém maior número espécies, mas muitas UC possuem menos espécies que o esperado pela relação espécies x área. A riqueza de anuros não foi explicada pela riqueza florística e altitude. A deficiência de informações e a falta de acurácia dos dados dos planos de manejo mostrou a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a composição de riqueza de anuros nas UC do Distrito Federal e Goiás.

Referência:

MACIEL, Samara. Ocorrência e representatividade de anuros em unidades de conservação do Estado de Goiás e do Distrito Federal. 2015. 33 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2015.

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Análise temporal (1989 a 1999) da ocorrência de incêndios florestais no Distrito Federal utilizando imagens Landsat

Análise temporal (1989 a 1999) da ocorrência de incêndios florestais no Distrito Federal utilizando imagens Landsat

Autor(a):

Menic Sander Pereira da Silva

Resumo:

O presente estudo gerou uma base de dados georreferenciada da localização, tamanho e recorrência de incêndios florestais no Distrito Federal durante os anos de 1989 a 1999, formando uma série histórica de uma década. As áreas dos incêndios foram delimitadas através da classificação supervisionada paralelepípedo. Foram analisadas a ocorrências dos incêndios dentro das unidades de conservação prioritárias para a conservação. Os dados mostraram que em média anualmente 20% da área queimada está localizada dentro de unidades prioritárias para a conservação. O ano de 1991 foi o que apresentou maior região queimada, totalizando 300,7 km² de cicatrizes de fogo, seguido pelo ano de 1994, ano em que 53% da área queimada foi dentro de unidades de conservação.

Referência:

SILVA, Menic Sander Pereira da. Análise temporal (1989 a 1999) da ocorrência de incêndios florestais no Distrito Federal utilizando imagens Landsat. 2014. 43 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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Análise de cenário de desmatamento para o estado de Goiás

Análise de cenário de desmatamento para o estado de Goiás

Autor(a):

Maria Luíza Corrêa Brochado

Resumo:

O Cerrado é o segundo maior bioma do País. Ocupa principalmente a região mais central do Brasil e possui aproximadamente 203 milhões de hectares (25% do território) (IBGE). Conta com grande diversidade biológica e presta serviços ambientais essenciais na regulação do ciclo hidrológico. Além dos aspectos ambientais, o Cerrado tem grande importância social. Muitas populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo etnias indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras, vazanteiros que, juntas, fazem parte do patrimônio histórico e cultural brasileiro, e detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade. Se, por um lado, com a antropização desse bioma, o país alcançou um respeitável patamar econômico, sobretudo pela elevada produção de grãos, carnes e derivados (commodities no mercado externo), por outro, hoje já se reconhece que uma significativa parcela de sua biodiversidade foi perdida (ou simplesmente não foi identificada a tempo), com o risco de extinção ainda presente. Muitos são os fatores que contribuem para a devastação do Cerrado. Entre eles pode-se citar: o processo de carvoarias, a preferencia pela agropecuária extensiva, a transformação local em pastagens, o inchaço das áreas urbanas, plantações de soja direcionadas ao mercado externo, bem como o cultivo da cana-de–açúcar (bioenergia), algodão, eucalipto (celulose) e queimadas. A região delimitada para o presente estudo é o estado de Goiás (estando inserido o Distrito Federal), por estar quase inteiramente inserido no cerrado, possuir a terceira maior área de vegetação entre os estados abrangidos pelo bioma, ocupar a nona posição entre as maiores economia do país e possuir perfil produtivo predominante na atividade agropecuária. Frente ao acelerado desmatamento no bioma, o presente estudo tem como objetivo modelar esse fenômeno no período de 2013 a 2040 para o estado de Goiás. Para construção do modelo, foram utilizadas informações de solos, centros urbanos, declividade, altitude, rodovias, desmatamento no período de 2008 a 2010 e unidades de conservação, bem como, Terras Indígenas. Os dados foram preparados em ambiente ArcGis 10.2 e depois as projeções de desmatamento foram geradas no software DINAMICA EGO.A resolução espacial utilizada foi de 120 metros. O modelo foi regionalizado por municípios. Optou-se por esse tipo de regionalização, pois o estado de Goiás vivencia uma grande explosão demográfica e um maior peso foi dado ao componente socioeconômico. A matriz de transição gerada para o modelo sem regionalização indicou que foram desmatados no estado de Goiás 10,4% de vegetação nativa no período de dois anos (2008 a 2010). A matriz de transição anual indica que foram desmatados 5,3% de vegetação nativa ao ano. Na geração de pesos observou-se que as variáveis mais determinantes para o fenômeno foram a distancia de centros urbanos, distancia de Rodovias e distancia do desmatamento. Os mapas de simulação e probabilidade gerados na simulação do modelo retrataram bem o desmatamento em 2010 em relação ao mapa referencia e indicaram as regiões de áreas de proteção integral e terras indígenas como baixas probabilidades de desmatamento e regiões de uso sustentável, em especial APA, com maiores probabilidades de ocorrência de desmatamento. Na validação do modelo as maiores similaridades foram encontradas para as janelas com tamanho de 13 x 13 pixels. Na simulação para o ano de 2040 verificou-se uma área desmatada de 275.064,7 Km². Apesar de as taxas de desmatamento calculadas nas matrizes de transição serem relativamente altas, o resultado final corrobora os estudos de diversas entidades acerca do desaparecimento do bioma até o ano de 2030.

Referência:

BROCHADO, Maria Luíza Corrêa. Análise de cenário de desmatamento para o estado de Goiás. 2014. 58 f., il. Monografia (Bacharelado em Engenharia Florestal)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

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