O genipapo e o giz no fazer epistemológico de autoria Xakriabá: reativação da memória por uma educação territorializada

barro, o genipapo e o giz no fazer epistemológico de autoria Xakriabá: reativação da memória por uma educação territorializada

Autor(a):

Célia Nunes Correa

Resumo:

Esta dissertação de mestrado teve como objetivo refletir sobre os saberes e os fazeres presentes no território, analisando as experiências de educação indígena mesmo antes da presença da escola e depois do amansamento dessa. Deste modo, o título se refere a esse trânsito de ciclos de saberes que envolve as diferentes agências (e agentes) pelas quais se produz o conhecimento, constituindo um fazer epistemológico de autoria Xakriabá. Esta pesquisa foi realizada no território indígena Xakriabá, na aldeia Barreiro Preto, na Escola Estadual Indígena Xukurank. Nos interessa elucidar como a (re)territorialização constitui um eixo troncal na experiência Xakriabá e como a escola se compromete com práticas que propõem um deslocamento do aprender por meio do que é vivido no corpo do território, ou no corpo-território. Buscamos compreender como a escola interage dentro da comunidade e como a mesma tem se comprometido na interlocução com outras narrativas e narradores que tem como matriz formadora o saber fazer pela ciência do território. A essa matriz formadora principiada no território, atribuo o mote para uma educação territorializada, que apresenta como ponto de partida e de chegada a potência da epistemologia nativa, presente na memória e na transmissão oral, além da presença ressonante em melodia na escrita Xakriabá. Metodologicamente, a pesquisa fundamentou-se nas Oficinas Reativadores de Memória: Memória nativa e Memória Ativa. A realização da oficina serviu como base para fortalecimento das transmissões dos conhecimentos tradicionais, por meio da reativa(ação) da memória, que é responsável pela circulação e manutenção da cultura, sobretudo aquela de tradição oral. No decorrer do trabalho busco explicitar o deslocamento de significados da escola na interface com território. Predomina na literatura que trata a experiência do calendário sociocultural nos Xakriabá, uma compreensão de que a cultura vem se firmando como elemento central nas escolas Xakriabá, entretanto, depois de adentrar e analisar esta experiência da escola Xukurank a partir das oficinas, concluímos que o saber corporificado que está ancorado no território é o elemento troncal e que sustenta a escola desde o seu amansamento, sendo o calendário sociocultural parte importante mas não a totalidade desse processo. Nesse sentido, a escola com interface no território tem sido cada vez mais, o lugar de educação territorializada que constitui a todos nós Xakriabá como corpo-território. 

Referência:

CORREA, Célia Nunes. O barro, o genipapo e o giz no fazer epistemológico de autoria Xakriabá: reativação da memória por uma educação territorializada. 2018. 218 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, 2018.

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Entre palmeiras: produção e transmissão de conhecimentos entre as gerações Apinaje, Tocantins

Entre palmeiras: produção e transmissão de conhecimentos entre as gerações Apinaje, Tocantins

Autor(a):

Vanusa da Silva Lima

Resumo:

A presente dissertação tem como objetivo central identificar e analisar os modos de produção e transmissão intergeracional de conhecimento tradicional associado aos diversos usos das palmeiras entre os Apinaje, elencando espontaneamente saberes e fazeres, parte deles armazenados na memória dos velhos guardiões da tradição. Os modos de produzir e transmitir esses conhecimentos para as novas gerações podem ser vislumbrados em momentos cotidianos, no trançar de uma esteira, levante de uma morada ou nos momentos ritualísticos, arrematados por um processo pedagógico próprio, a “Pedagogia Apinaje”. Este processo pedagógico se desdobra em novos meios de produzir e transmitir conhecimentos (oficinas, palestras, expedições de monitoramento) em moldes que despertem o interesse dos jovens, sem destoar do jeito de ser panhῖ. Os dados desta pesquisa foram obtidos em uma metodologia da vivência, da observação, ao longo de cinco anos, como assessora técnica de campo, e em momentos específicos para a pesquisa. 

Referência:

LIMA, Vanusa da Silva. Entre palmeiras: produção e transmissão de conhecimentos entre as gerações Apinaje, Tocantins. 2018. 148 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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O calendário agrícola na comunidade Kalunga Vão de Almas: uma proposição a partir das práticas de manejo da mandioca

O calendário agrícola na comunidade Kalunga Vão de Almas: uma proposição a partir das práticas de manejo da mandioca.

Autor(a):

Adão Fernandes da Cunha 

Resumo:

Este trabalho “O Calendário Agrícola na Comunidade Kalunga Vão de Almas: uma proposição a partir das práticas de manejo da mandioca” apresenta, como problema de pesquisa, como pensar as práticas agriculturais dentro do modelo de educação tradicional, trazendo novos elementos para a reconstrução e emancipação das propostas de educação escolar nas comunidades quilombolas. Debate ainda se a educação formal prepara os jovens Kalungas integralmente para a vida, respeitando e valorizando suas culturas dentro das práticas educativas escolares. O objetivo geral desta pesquisa foi realizar, junto aos estudantes de 7o ano do Ensino Fundamental e alunos da 1ª série do Ensino Médio da escola Estadual Calunga I. Extensão Santo Antônio, um trabalho de pesquisa-ação que resultasse na construção de um calendário agrícola local que possa fundamentar o próprio calendário escolar e as práticas de educação formal nesta escola. Tal ação deve considerar as práticas do manejo da mandioca nos processos de reconstrução e ressignificação da vida plena. Os objetivos específicos deste trabalho foram: fazer o levantamento do calendário agrícola local, tendo em vista as práticas de cultivo e processamento da mandioca; compreender esse calendário em relação às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola; identificar outros elementos da cultura dentro do calendário agrícola para o avanço nos processos de gestão da educação; e contribuir com a luta pela execução da lei 10.639/03 na Educação Escolar Quilombola. Os principais resultados desta pesquisa são a construção de um Calendário Agrícola e de uma “Baliza” orientadora. Apresentado ao programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável Junto a Povos e Territórios Tradicionais da Universidade de Brasília/UnB, este trabalho se torna elemento de fortalecimento da luta quilombola, não somente, pelo direito à educação inclusiva e contextualizada. Traz ainda a trajetória histórica da comunidade e da vida do pesquisador. De forma resumida, o trabalho se desafiou a promover e fortalecer a luta pela efetividade de políticas públicas de educação de qualidade para a comunidade quilombola.

Referência:

CUNHA, Adão Fernandes da. O calendário agrícola na comunidade Kalunga Vão de Almas: uma proposição a partir das práticas de manejo da mandioca. 2018. 152 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, 2018

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Uso do território a partir do modo de ser A’uwê Marãiwatsédé – Ti’a na dahoimanadzé Wahi’rata nori tsi Marãiwaitsété hoimandzébdzo hã.

Uso do território a partir do modo de ser A’uwê Marãiwatsédé - Ti’a na dahoimanadzé Wahi’rata nori tsi Marãiwaitsété hoimandzébdzo hã

Autor(a):

Cosme Rite

Resumo:

Este trabalho é sobre a história do meu povo, dos A’uwê uptabi Marãiwatsédé, irei contar essa história, irei contar como aconteceu o processo violento de retirada dos meus antepassados de seu local, da sua terra, nosso deslocamento para outra terra de outros grupos e a luta pela retomada do nosso território tradicional. A luta por este território está em reconstruir as nossas vidas, sem terra nós não construímos nossas vidas. As marcas nos nossos corpos que nos fazem Marãiwatsété tsipodo nunca se apagaram e queremos reavivê-las em nossa terra, por isso, desde o primeiro dia que nos retiraram de lá, lutamos para retornar. Expulsaram-nos de nosso território em 1966 e conseguimos ter nosso território de volta, reconhecido pelo Estado brasileiro, em 2012-2013. Este trabalho conta esta história, a violência aos que os povos indígenas são submetidos e a nossa resistência. 

Referência:

RITE, Cosme. Uso do território a partir do modo de ser A’uwê Marãiwatsédé – Ti’a na dahoimanadzé Wahi’rata nori tsi Marãiwaitsété hoimandzébdzo hã. 2017. 83 f., il. (Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Transformações do sistema agrícola da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso (Tocantins)

Transformações do sistema agrícola da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso (Tocantins)

Autor(a):

Lourivaldo dos Santos Souza

Resumo:

Este trabalho apresenta uma reflexão sobre o sistema agrícola praticado na Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso, localizada no município de Arraias (Tocantins), e tem como objetivo descrever a diversidade e a transformação dos sistemas de cultivos de roça de toco praticados na referida comunidade, com um recorte na biodiversidade local e nas transformações da agricultura de corte e queima. Para tanto, a pesquisa de campo envolveu entrevistas, questionários semiestruturados, percurso comentado aos setores de produção agrícola: roças e quintais, com 12 produtore(a)s1 de cinco núcleos familiares. Identificamos uma alta agrobiodiversidade, com 101 espécies e variedades, incluindo 5 variedades de arroz, 6 de feijão, 4 de milho e outras que demonstraremos no decorrer deste trabalho. Esta diversidade garantiu o sustento alimentar de muitas famílias kalungas durante muitos anos, frente ao desafio das invasões das terras por fazendeiros ocorridas há mais de 90 anos. Hoje, diante ao avanço rápido das monoculturas de larga escala no Cerrado, a referida comunidade se destaca pela biodiversidade e pela produção de alimentos em uma lógica de subsistência, com venda dos excedentes (sobretudo farinha de mandioca). No entanto, nos últimos anos, num contexto de reconhecimento e reocupação do território Quilombola, combinado a diversificação das atividades das famílias Kalunga nas cidades e a mudança do regime de chuva, observamos a perda de biodiversidade vegetal e a adoção crescente de novas técnicas de cultivo, como a conversão das roças em pastagens, o uso do trator e agroquímicos, utilizados para aumentar a produtividade do trabalho agrícola. No intuito de contribuir para a gestão territorial Quilombola, realizamos levantamento da biodiversidade cultivada, sementes que foram perdidas, e caracterização dos sistemas agrícolas.

Referência:

SOUZA, Lourivaldo dos Santos. Transformações do sistema agrícola da Comunidade Quilombola Kalunga do Mimoso (Tocantins): a agricultura de corte e queima em questão. 2018. 90 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Segurança alimentar e nutricional na perspectiva da cultura xavante da Aldeia São Marcos

Segurança alimentar e nutricional na perspectiva da cultura xavante da Aldeia São Marcos

Autor(a):

Oscar Wa’raiwẼ Urebete

Resumo:

Este trabalho discorre sobre questões relativas à segurança alimentar e nutricional na Aldeia São Marcos, na perspectiva da cultura Xavante, com foco para as situações de alteração, diminuição, substituição, abandono e as perspectivas de permanência e de continuidade dos costumes alimentares e nutricionais tradicionais, na atualidade. O texto se desenvolve a partir da análise do processo histórico em que houve a desvalorização da cultura alimentar própria entre os Xavante da Aldeia São Marcos, com a redução do uso de alimentação saudável tradicional, pós-contato com a sociedade não índia, e as condições de acesso às políticas públicas da segurança alimentar e nutricional. A metodologia utilizada foi a qualitativa e o trabalho de campo foi realizado por meio de entrevistas com anciãos e anciãs, bem como observação da comunidade da aldeia São Marcos. O resultado da pesquisa aponta para o fato de que um dos principais indicativos de mudança alimentar do povo Xavante é advindo do contato com os não indígenas. Além disso, não há políticas públicas adequadas que atendam essa população no que diz respeito à segurança alimentar e nutricional, o que tem causado diversas doenças advindas de carência alimentar e também de uso de alimentos como açúcar, óleo industrializado e álcool. Entretanto, verifica-se que, apesar de todas as mazelas, o povo Xavante mantém sua organização social e clânica de tempos imemoriais e, mesmo com indícios de ressignificação, conservam os rituais e principalmente os valores de respeito e reciprocidade, apesar do contato intermitente com a sociedade capitalista. 

Referência:

WA’RAIWẼ UREBETE, Oscar. Segurança alimentar e nutricional na perspectiva da cultura xavante da Aldeia São Marcos. 2017. 104 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Território retireiro em disputa: cerca que divide e a perda do território de uso comunal dos Retireiros e Retireiras do Araguaia no Mato Grosso

Território retireiro em disputa: cerca que divide e a perda do território de uso comunal dos Retireiros e Retireiras do Araguaia no Mato Grosso

Autor(a):

Lidiane Taverny Sales

Resumo:

Esta dissertação analisa as modificações no regime de utilização comunal dos varjões do Rio Araguaia, território dos Retireiros e Retireiras do Araguaia: As pressões e transformações socioterritorial ocorridas a partir do ano de 2003, os conflitos desencadeados devido à pressão expansão/invasão latifundiária, grileira e especulativa, a cerca como símbolo desta modificação, com destaque o ano de 2013, conflito vivido mais fortemente na comunidade. Bem como, estudar os processos de autoafirmação identitária de Retireiros e Retireiras do Araguaia, reforçadas em contextos de ataques, ameaças, usurpação e expropriação do território tradicional Mato Verdinho. Identidades política e de resistência ativadas e fortalecidas na busca de estratégias de defesa socioterritorial. Para busca de dados, apoiou-se na pesquisa ação participativa, ativista e engajada, com participação observante; roda de conversas e reuniões. Na busca das informações, registros e observações, segui os carreiros/trieros formados por gados e homens no território. Entre os resultados obtidos, ativadores de conflito socioterritorial, estimulador do abandono das práticas do uso em regime comunal do território tradicional, destaca-se a concentração fundiária, a cerca como elemento característico desta concentração, a especulação fundiária como garantia em empréstimos bancários, suprir a economia verde, o avanço do agronegócio e a renúncia de alguns retireiros ao acordo de convivência. As práticas históricas desiguais na distribuição e acesso à terra na região do médio Rio Araguaia matogrossense, intensificadoras de conflitos estão ainda fortemente ligada aos mecanismos estatais e políticos provocadoras de expropriações e invasão dos territórios tradicionais. 

Referência:

SALES, Lidiane Taverny. Território retireiro em disputa: cerca que divide e a perda do território de uso comunal dos Retireiros e Retireiras do Araguaia no Mato Grosso. 2018. 134 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Terras geraizeiras em disputa: os processos de autoafirmação identitária e retomada territorial de comunidades tradicionais de Rio Pardo de Minas frente à concentração fundiária​

Terras geraizeiras em disputa: os processos de autoafirmação identitária e retomada territorial de comunidades tradicionais de Rio Pardo de Minas frente à concentração fundiária

Autor(a):

Jonielson Ribeiro de Souza

Resumo:

Este trabalho analisa processos de autorreconhecimento identitário e retomada territorial de comunidades tradicionais geraizeiras a partir da problematização da questão da estrutura fundiária do município de Rio Pardo de Minas. Procura refletir sobre como a monocultura do eucalipto, implantada no norte do Estado de Minas Gerais a partir da década de 1970, impactou essas comunidades em seus aspectos produtivos culturais, sociais e fundiários, com foco nas comunidades Raiz, Moreira e Sobrado, daquele município. A concentração fundiária é uma das características históricas da região que foram intensificadas devido à acumulação de terras por grandes empresas monocultoras, promovida por mecanismos estatais de destinação de terras. Expropriadas de seus espaços de reprodução social e econômica, com a invasão dos monocultivos em suas áreas de uso comum, as chapadas, essas comunidades iniciaram processos de reação a partir dos anos 2.000, em lutas por direitos e meios de sobrevivência cultural e física e contra a invisibilização histórica a qual foram submetidas, utilizando-se de estratégias diversas. A pesquisa se apoia em uma participação observante, propiciada pelo envolvimento e articulação entre vários militantes e instituições, que formam redes de apoiadores à causa geraizeira, e também em entrevistas semiestruturadas, conversas, caminhadas transversais, leitura de bibliografia especializada, para fundamentação teórica, e consulta em documentos diversos, para levantamento de informações.

Referência:

SOUZA, Jonielson Ribeiro de. Terras geraizeiras em disputa: os processos de autoafirmação identitária e retomada territorial de comunidades tradicionais de Rio Pardo de Minas frente à concentração fundiária. 2017. 228 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Juventude indígena conectada: narrativas da nova geração do território indígena do Xingu (TIX)

Juventude indígena conectada: narrativas da nova geração do território indígena do Xingu (TIX)

Autor(a):

Letícia Maria de Freitas Leite

Resumo:

Esta dissertação é uma etnografia, na rede social Facebook, dos índios do Território Indígena do Xingu (TIX). Identifico nesta pesquisa 17 pontos ativos de internet dentro das quatro Terras Indígenas que compõem esse Território, e 850 sujeitos do TIX com conta no Facebook. Capturei postagens públicas da linha do tempo da rede social da juventude indígena conectada: jovens porta-vozes das diferentes sociedades do TIX que transitam em três lugares: aldeia, cidade e internet. Trago as narrativas dessa juventude indígena conectada através da interface de temas que cruzam conteúdos publicados no Facebook com relatos de entrevista que realizei com representantes dessas postagens. Engajamento, mobilização, demonstrações de hierarquia, o cinema ativista, o associativismo, as eleições municipais e a construção de uma Casa da Mulher Yawalapiti são exemplos de temas que a juventude conectada está curtindo e compartilhando na internet. 

Referência:

LEITE, Letícia Maria de Freitas. Juventude indígena conectada: narrativas da nova geração do território indígena do Xingu (TIX). 2017. 156 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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O divino lixo: o papel da educação ambiental na coleta e destinação final do lixo na romaria do vão de almas, em Cavalcante, Goiás

O divino lixo: o papel da educação ambiental na coleta e destinação final do lixo na romaria do vão de almas, em Cavalcante, Goiás

Autor(a):

Rogério Ribeiro Coelho 

Resumo:

O presente artigo tem por objetivo refletir sobre a questão dos resíduos produzidos durante o Festejo do Vão de Almas, em Cavalcante, Goiás, Brasil, seu descarte e destinação final, bem como, sobre as atividades interventivas de Educação Ambiental desenvolvidas na Escola Calunga I, Extensão da Escola Municipal Santo Antônio, durante e depois do festejo. Visa também descrever o processo de produção da Cartilha didática, entitulada: “Guia da coleta seletiva do festejo do Vão de Almas”, como produto final do mestrado profissional. A metodologia utilizada no presente trabalho foi a pesquisa qualitativa utilizando a observação participante, entrevistas e rodas de conversas. Com base nos dados coletados e analisados, conclui-se que as ações realizadas antes, durante e depois do festejo demostram que a educação ambiental é um eixo fundamental para a conscientização e para a reflexão sobre o lixo nos festejos, porque houve uma diminuição na produção desse material. No entanto, somente com uma gestão compartilhada e contínua, contando com o apoio da escola, da prefeitura e dos membros da comunidade poder-se-á unir forças para resolver o problema. 

Referência:

COELHO, Rogério Ribeiro. O divino lixo: o papel da educação ambiental na coleta e destinação final do lixo na romaria do vão de almas, em Cavalcante, Goiás. 2017. [64] f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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