O Cerrado é um Pedaço de Mim

O Cerrado é um Pedaço de Mim

A produção e a coleta dos frutos nativos do Cerrado permitem a conservação do bioma –que já perdeu 50% da área original-, pois mantém as árvores nativas em pé e freiam o desmatamento da área. Desde 2010, o WWF-Brasil incentiva o agroextrativismo e a formação de cooperativas como uma alternativa de proteger o Cerrado. O extrativismo vegetal sustentável gera renda e qualidade de vida para as comunidades locais, favorecendo a permanência dos povos tradicionais na zona rural e diminuindo a migração campo-cidade. Assista ao documentário “O Cerrado é um Pedaço de Mim” e conheça histórias de pessoas que fazem isso acontecer e homenageia esse bioma exclusivamente brasileiro. 

A fábrica é dos mehin: desenvolvimento sustentável e povos indígenas vistos a partir do caso da FrutaSã

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A fábrica é dos mehin: desenvolvimento sustentável e povos indígenas vistos a partir do caso da FrutaSã

Autor(a):

Juliana Almeida Noleto

Resumo:

Esta pesquisa tem como objetivo analisar a questão do desenvolvimento sustentável envolvendo sociedades indígenas. Os povos indígenas em questão são os Timbira, representados nessa análise pela Associação Wyty Catë das Comunidades Timbira do Maranhão e Tocantins. Mais especificamente, trata-se de um estudo de caso sobre a FrutaSã, uma pequena empresa que produz polpas de frutas do Cerrado por meio do extrativismo realizado em sua maioria por produtores rurais e por comunidades indígenas em menor escala. A fábrica, localizada em Carolina/MA, tem como principais objetivos colaborar para a manutenção de uma associação indígena e suas ações de cunho cultural nas aldeias, oferecer uma alternativa de renda aos pequenos produtores da região e manter o Cerrado em pé. Seus proprietários são uma organização indígena e outra indigenista. Fezse uma análise da trajetória do empreendimento ao longo dos últimos anos, das questões de fundo que o mantém como uma possibilidade de autonomia para os povos indígenas da região, e das estratégias utilizadas por estes povos para conciliar interesses relacionados à conservação da biodiversidade e de sua organização social e cultural. O referencial teórico abordado parte de uma revisão mais ampla da temática do desenvolvimento sustentável e etnodesenvolvimento com relação aos povos indígenas em sinergia com os conceitos de conservação da biodiversidade, autonomia e emancipação social.

Referência:

NOLETO, Juliana Almeida. A fábrica é dos mehin: desenvolvimento sustentável e povos indígenas
vistos a partir do caso da FrutaSã. 2009. 145 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento
Sustentável)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

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Desenvolvimento agrícola, gestão do território e efeitos sobre a sustentabilidade na região Centro-Oeste, Brasil

Desenvolvimento agrícola, gestão do território e efeitos sobre a sustentabilidade na região Centro-Oeste, Brasil

Autor(a):

Heliton Leal Silva

Resumo:

No contexto da integração internacional de mercados das últimas décadas, a modernização da agricultura e a incorporação de áreas até então voltadas para outros usos modificou o território de diferentes regiões do mundo. Nesse processo, o território brasileiro também ganhou novos conteúdos técnicos, científicos e informacionais. A partir da década de 1970, o Estado, por meio de políticas de investimentos para o campo, articulou os interesses entre o setor agrário e o industrial. O crescimento de redes territoriais deu suporte à constituição de complexos agroindustriais e ao alargamento das fronteiras agrícolas. Entre os efeitos ambientais desse processo verificou-se uma incipiente ocupação de alguns dos mais importantes biomas do país. Nas décadas recentes, com a expansão dos complexos grãos-carne e a integração da agricultura à matriz energética nacional, a agricultura brasileira, em particular a do Centro-Oeste, tem sido ainda mais potencializada. Em contraste, os investimentos públicos em equipamento do território têm sido limitados. Além disso, a expansão da agricultura, particularmente sobre o Cerrado, tem resultado em um aumento significativo da degradação ambiental. Tendo em vista as ameaças reais e potenciais, a busca pelo desenvolvimento sustentável da região torna-se uma necessidade. Como uma forma de sistematizar as reflexões, este artigo analisa o desenvolvimento agrícola, a gestão do território e seus efeitos sobre a sustentabilidade na região Centro-Oeste, no período 1956-2007.

Referência:

SILVA, Heliton Leal. Desenvolvimento agrícola, gestão do território e efeitos sobre a sustentabilidade na região Centro-Oeste, Brasil. 2008. 348 f., il. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008

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Crise hídrica na irrigação : o caso do Ribeirão Entre-Ribeiros (MG)

Crise hídrica na irrigação : o caso do Ribeirão Entre-Ribeiros (MG)

Autor(a):

Régis Ricci dos Santos

Resumo:

As atividades agrícolas se desenvolveram tecnicamente objetivando a maximização da produtividade. Entre os fatores que contribuíram para a evolução no ritmo de produção destacam-se a utilização da irrigação e o manejo do solo, a fim de tornar mais produtivas áreas anteriormente tidas como pouco adequadas para a atividade agrícola. Nesse contexto situa-se o Cerrado brasileiro. A discussão nesta dissertação trata da expansão da implantação de sistemas de irrigação na sub-bacia do ribeirão Entre-Ribeiros, tributário do rio Paracatu – que, por sua vez, é o principal afluente, em volume hídrico, da margem esquerda do rio São Francisco – em Minas Gerais. Tal processo produziu escassez de água na área, especialmente em função das captações sem os devidos cuidados técnicos. Ocorreu, então, a intervenção do Ministério Público, exigindo a readequação das práticas irrigantes. Esta readequação tem sido estruturada a partir de iniciativas dos próprios produtores, limitando-se os órgãos públicos às ações punitivas. Os objetivos do trabalho foram identificar as relações entre oferta e demanda hídrica na bacia, estudar as formas de atuação do poder público e os conflitos entre produtores e, por fim, sugerir possibilidades de desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada na bacia do Entre-Ribeiros. A metodologia adotada compreende, além da revisão bibliográfica, registro fotográfico, entrevistas, coleta de dados acerca da oferta e demanda de água na bacia, da área irrigada, das outorgas concedidas e sobre o volume de precipitação na região. Também houve análise de dois documentos que abordam o caso: o Inquérito Civil n.1/2002 e o Diagnóstico Ambiental da Bacia.

Referência:

SANTOS, Régis Ricci dos. Crise hídrica na irrigação : o caso do Ribeirão Entre-Ribeiros (MG). 2007. 116 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

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Políticas públicas e expansão da agroenergia no Brasil: contradições e desafios à sustentabilidade no ambiente rural em regiões do cerrado

Políticas públicas e expansão da agroenergia no Brasil: contradições e desafios à sustentabilidade no ambiente rural em regiões do cerrado

Autor(a):

Gesmar Rosa dos Santos

Resumo:

O objeto desta tese são as contradições e os desafios das políticas públicas no desenvolvimento da agroenergia. Analisa-se o contexto e indicativos de sustentabilidade nas regiões produtoras. Parte-se das contradições entre as diretrizes do Plano Nacional de Agroenergia (PNA) e do Programa Nacional de Produção e uso do Biodiesel (PNPB) tendo-se como referencial o Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS). Delimita-se o estudo no âmbito de quatro microrregiões homogêneas selecionadas no contexto da expansão da produção de álcool e de biodiesel da soja no bioma Cerrado, nos estados de Goiás e Mato Grosso. A hipótese adotada no trabalho é que as políticas públicas de agroenergia são direcionadas e são determinantes para o desenvolvimento comercial e industrial da agroenergia, mas o Estado não direciona essas políticas para contribuir com a sustentabilidade rural e regional. Aplica-se uma metodologia própria para análise das interações dos três níveis de governo na consolidação nas cadeias produtivas. Essa metodologia procura identificar e interpretar a tipologia das interações entre as políticas/ações da União, estados e municípios nas três dimensões do enfoque DRS: ambiental, econômica e social. São utilizadas observações de campo, bancos de dados Sidra/IBGE, sobre a produção agrícola, Contas Regionais e Rais/Caged do Ministério do Trabalho, bem como entrevistas abertas com atores locais e gestores públicos. Entre os resultados e conclusões do trabalho destacam-se: uma tipologia de políticas e ações das três instâncias de poder que reforça os interesses de agentes dominantes da área industrial na dinâmica da agroenergia; a manutenção de paradigmas da trajetória de acumulação de terra e renda na agricultura com a agroenergia; a formação de grupos distintos de municípios, com diferentes demandas de políticas públicas; a larga dependência do setor produtivo em relação ao Estado; as fragilidades estruturais e técnicas de pequenos agricultores, fator que facilita a expansão da agroenergia pelo arrendamento da terra. Destaca-se a não convergência da ação estatal nas dimensões social e ambiental, havendo maior efetividade da ação do Estado na isenção de tributos. Apontam-se sugestões de políticas no sentido de convergência com a sustentabilidade nas regiões produtoras.

Referência:

SANTOS, Gesmar Rosa dos. Políticas públicas e expansão da agroenergia no Brasil: contradições e desafios à sustentabilidade no ambiente rural em regiões do cerrado. 2011. xix, 264 f. Tese (doutorado) – Universidade de Brasília, Centro de desenvolvimento Sustentável, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável, 2011.

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O momento de plantar e o momento de colher: estudo etnoecológico na Vila Forte, Vão do Paranã – Goiás

O momento de plantar e o momento de colher: estudo etnoecológico na Vila Forte, Vão do Paranã - Goiás

Autor(a):

Raquel Lopes S.C. Grando

Resumo:

A comunidade negra rural Vila do Forte, localizada no sertão de Goiás, região do Vão do Paranã, foi estudada neste trabalho com o objetivo de realizar um levantamento etnoecológico a respeito do conhecimento ambiental de seus moradores. Procurou-se levantar as formas de uso dos recursos naturais bem como sua percepção sobre o ambiente natural. Os especialistas nativos foram escolhidos a partir de indicações da comunidade, sendo entrevistados os moradores mais antigos, pois detêm a experiência e conhecimento empírico tradicional. Pratica-se o sistema de agricultura itinerante das roças-de-toco, sendo identificadas as formas como o sistema é planejado com base na compreensão dos agricultores a respeito das fases da lua e sua influência nos cultivos e na natureza em geral. Este sistema encontra-se ameaçado por causa das mudanças em relação a posse de terras na região e pela mecanização da agricultura, fatos que têm impedido a sua continuidade. Por outro lado, os quintais são uma forma de subsistência praticada no Forte onde o conhecimento tradicional se mantém ativo. Foram estudados 5 quintais da comunidade, registrando 156 plantas cultivadas e 50 famílias botânicas. Destas, 57% são destinadas a alimentação e 19% tem uso medicinal. Temperos e ornamentação foram outros usos verificados. Roças e quintais são sistemas que contribuem para a manutenção da agrobiodiversidade local, além de permitirem a conservação on farm de recursos genéticos e variedades domésticas. Devido ao rico conhecimento a respeito da natureza e de seus elementos, adquirido secularmente e transmitido por gerações, a comunidade estudada cumpre um papel importante na conservação dos recursos naturais doCerrado, principalmente através de suas formas de manejo e de sua riqueza cultural.

Referência:

GRANDO, Raquel Lopes S. C. O momento de plantar e o momento de colher: estudo etnoecológico na Vila Forte, Vão do Paranã – Goiás. 2007. 159 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)- Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

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Gênero e sustentabilidade no Cerrado goiano

Gênero e sustentabilidade no Cerrado goiano

Autor(a):

Verônica Lima da Fonseca Almeida

Resumo:

Gênero e sustentabilidade no cerrado goiano é uma dissertação que trata da tradição e da modernidade presentes na vida de vários grupos familiares residentes no núcleo urbano do município de São João D’Aliança que fica localizado na região do nordeste do Estado de Goiás. Estes grupos familiares tradicionais são pessoas que nasceram no município, na região ou vieram de Minas Gerais e de outros Estados antes de 1960, tendo a agricultura de subsistência como a principal forma de sustento familiar. O objetivo geral da pesquisa foi de analisar como as relações de gênero foram alteradas pelos processos de mudanças sociais e ambientais ocorridas ao longo do tempo no interior dos grupos familiares tradicionais. Adota a abordagem teórica interdisciplinar, amparada principalmente nos estudos antropológicos, sociológicos e ambientais, seus principais focos de discussão. A pesquisa etnográfica foi utilizada com levantamento da memória dos mais velhos, através de entrevistas (gravadas e transcritas) e observações cotidianas no interior de suas residências, nas reuniões do Projeto Mulheres das Águas e em outros momentos. Iniciou-se em 2007, prosseguindo em 2008 e 2009. Os resultados demonstram que, de fato, o modo de vida dos grupos familiares tradicionais foi alterado: muitos deixaram de produzir por terem perdido suas terras, seja por venda forçada, simbólica, ingênua, seja ainda por arrendamento para os grandes proprietários das fazendas modernas. A agricultura mecanizada trouxe a principal transformação no cenário ambiental, com o desmatamento para uso da terra; e social; com o desemprego e os empregos temporários, hoje, as oportunidades mais comuns dos lavradores locais. Com isto muitos estão morando na parte urbana, sendo que os homens têm ficado na maior parte do tempo desempregados e as mulheres é que tem sustentado a casa com trabalhos precários. Por outro lado, muitas mulheres estão procurando seus direitos em função da política pública especifica, mas estas sentem que a falta de informação e assistência a mulher ainda é um problema. Também se verificou que muitas mulheres entendem que a degradação ambiental interferiu na sua produção: foi reduzida sua ação no quintal, na roça e no uso dos recursos naturais próprios do cerrado goiano.

Referência:

ALMEIDA, Verônica Lima da Fonseca. Gênero e sustentabilidade no Cerrado goiano. 2010. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

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“Pegada climática” do uso da terra: um diagnóstico do dilema entre o modelo de desenvolvimento agropecuário mato-grossense e mudanças climáticas no período 2001 – 2007

"Pegada climática" do uso da terra: um diagnóstico do dilema entre o modelo de desenvolvimento agropecuário mato-grossense e mudanças climáticas no período 2001 - 2007

Autor(a):

Diego Pereira Lindoso

Resumo:

Este trabalho tem por objetivo realizar uma avaliação préliminar dos trade-offs entre o atual modelo de desenvolvimento socioeconômico do centro-norte do MT, pautado na grande empresa agropecuária, e a manutenção dos serviços ecossistêmicos climáticos fornecidos pelas florestas e cerrados do estado, assim como estimar as contribuições de GEE da sojicultura, pecuária bovina extensiva e suinocultura. Para tal, elaborou-se a “pegada climática”, índice composto por dois indicadores: desmatamento acumulado e emissões de GEE por setor de uso da terra. Foram selecionados três municípios: Alta Floresta, Sorriso e Feliz Natal, cada um representando um estágio diferente de consolidação da fronteira agrícola, sendo o período analisado compreendido entre 2001 e 2007. Os indicadores foram construídos a partir de dados secundários, tanto oficiais, disponibilizados pelo INPE, IBGE, SEPLAN-MT, IBAMA, IPEA, MCT, quanto por aqueles fornecidos por ONGs (ICV e Imazon) e publicados na literatura especializada. O documento base, no que tange às emissões, foi o Primeiro Inventário Nacional de Emissões antrópicas de GEE, publicado em 2004 pelo MCT. Os resultados sugerem que os municípios em estágios iniciais de consolidação da fronteira agrícola são grandes emissores de GEE, devido ao desmatamento, enquanto aqueles de fronteira mais antiga, nos quais a agropecuária já se estabeleceu, as emissões são menos volumosas e associadas a setores de uso da terra. Contudo, apesar destes últimos geralmente apresentarem economias de baixo carbono, a devastação da maior parte da vegetação original em virtude de sistemas agropastoris resultaram em perdas significativas da capacidade das florestas e cerrados municipais manterem o fornecimento de serviços ambientais essenciais a mitigação das mudanças climáticas. Assim, apesar de não ter sido possível quantificar tais perdas, os resultados encontrados neste trabalho apontam para um modelo de desenvolvimento econômico potencialmente insustentável sob a perspectiva climática, demandando uma nova lógica de apropriação da natureza frente aos riscos que a questão climática representa para o equilíbrio dos sistemas naturais e construídos.

Referência:

LINDOSO, Diego Pereira. “Pegada climática” do uso da terra: um diagnóstico do dilema entre o modelo de desenvolvimento agropecuário mato-grossense e mudanças climáticas no período 2001 – 2007. 2009. 219 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)-Universidade de Brasília, 2009.

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Reconversão agroextrativista : perspectivas e possibilidades para o Norte de Minas Gerais

Reconversão agroextrativista : perspectivas e possibilidades para o Norte de Minas Gerais

Autor(a):

Álvaro Alves Carrara

Resumo:

Este trabalho tem por objetivo abordar analiticamente experiências agroextrativistas no cerrado do Norte de Minas Gerais que fazem parte do processo de Reconversão Agroextrativista cuja idéia está articulada a três problemáticas centrais: a degradação do cerrado; a concentração de terra e recursos naturais; e a desestruturação da forma de produzir do geraizeiro. O trabalho aponta que a Reconversão Agroextrativista pode vir a configurar em futuro próximo numa opção para a população tradicional existir e influenciar na sociedade capitalista mantendo sua autonomia  identidade. Entre as experiências analisadas pode-se destacar como semelhanças: a história de ocupação dos territórios pelos povos tradicionais incluindo indígenas, quilombolas, geraizeiros, que formaram comunidades como as que foram estudadas; o conhecimento local sobre uso e manejo dos ambientes e recursos naturais; comunidades cujos meios de vida e sistemas de produção foram desestruturados pelo impacto das políticas desenvolvimentistas de avanço das monoculturas de pasto e eucalipto, pelo carvoejamento; são comunidades e experiências que resistem à expropriação de terras e de recursos naturais por meio do capital; são comunidades que fazem resistência e apontam alternativas para a construção de meios de vida sustentáveis. Quanto às diferenças entre as três experiências aponta-se: as alternativas de resistência e de propostas para a melhoria de condições de vida – a comercialização da produção via cooperativa, a reconversão agroextrativista no território da comunidade de Vereda Funda e a proposta de criação de Reserva Extrativista do Areião; e os diferentes graus de organização social e política em que se encontram as comunidades. A proposta de Reconversão Agroextrativista pode contribuir para a formulação de estratégias que possam fortalecer e viabilizar o movimento de comunidades tradicionais do Norte de Minas pela reapropriação de seus territórios e pela construção de modos de vida sustentáveis, que promove a cultura, a qualidade de vida e que conserva o meio ambiente.

Referência:

CARRARA, Álvaro Alves. Reconversão agroextrativista : perspectivas e possibilidades para o Norte de Minas Gerais. 2007. 120 f., il. Dissertação(Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.

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