Desenvolvimento agrícola, gestão do território e efeitos sobre a sustentabilidade na região Centro-Oeste, Brasil

Autor(a):

Heliton Leal Silva

Resumo:

No contexto da integração internacional de mercados das últimas décadas, a modernização da agricultura e a incorporação de áreas até então voltadas para outros usos modificou o território de diferentes regiões do mundo. Nesse processo, o território brasileiro também ganhou novos conteúdos técnicos, científicos e informacionais. A partir da década de 1970, o Estado, por meio de políticas de investimentos para o campo, articulou os interesses entre o setor agrário e o industrial. O crescimento de redes territoriais deu suporte à constituição de complexos agroindustriais e ao alargamento das fronteiras agrícolas. Entre os efeitos ambientais desse processo verificou-se uma incipiente ocupação de alguns dos mais importantes biomas do país. Nas décadas recentes, com a expansão dos complexos grãos-carne e a integração da agricultura à matriz energética nacional, a agricultura brasileira, em particular a do Centro-Oeste, tem sido ainda mais potencializada. Em contraste, os investimentos públicos em equipamento do território têm sido limitados. Além disso, a expansão da agricultura, particularmente sobre o Cerrado, tem resultado em um aumento significativo da degradação ambiental. Tendo em vista as ameaças reais e potenciais, a busca pelo desenvolvimento sustentável da região torna-se uma necessidade. Como uma forma de sistematizar as reflexões, este artigo analisa o desenvolvimento agrícola, a gestão do território e seus efeitos sobre a sustentabilidade na região Centro-Oeste, no período 1956-2007.

Referência:

SILVA, Heliton Leal. Desenvolvimento agrícola, gestão do território e efeitos sobre a sustentabilidade na região Centro-Oeste, Brasil. 2008. 348 f., il. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008

Disponível em:

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