Cunizza hirlanda planasia Fruhstorfer, 1910

Cunizza hirlanda planasia, Fruhstorfer, 1910

Nome(s) popular(es):

Borboleta. 

História natural:

É uma subespécie avistada em baixas densidades, de ocorrência restrita a poucos locais na região do Cerrado. Táxon de identificação fácil, foi registrado em locais com altitudes de 600 a 1.350 m. Kaminski et al. (2012), que descreve sobre os estágios imaturos e a planta hospedeira da subespécie, observou comportamento de “hilltopping” (comportamento de localização de parceiro) nos machos no município de Paracatu- MG e sugere que a C. hirlanda planasia seja multivoltina e altamente associada com a vegetação do Cerrado, como cerrado sensu stricto, especialmente as áreas abertas apesar de ter sido observada em matas de galeria. 

Descrição:

Não encontrada.

Distribuição:

Subespécie rara, endêmica do Brasil e possível endêmica do Cerrado, foi registrada em alguns locais no Planalto Central, Goiás (presente também no PE dos Pireneus), no Distrito Federal (presente também na APA Gama e Cabeça de Veado), e em Minas Gerais (município de Paracatu). Informações populacionais indisponíveis.

Conservação:

Espécie categorizada como Vulnerável- VU (IUCN).

A principal ameaça é o desmatamento, a degradação e perda de habitat. São necessárias pesquisas para melhor conhecimento das populações (localização e determinação de sua extensão de ocorrência) e também proteção das populações futuramente encontradas em UC’s de proteção integral.

Referências

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

 

KAMINSKI, Lucas A.; BARBOSA, Eduardo P.; FREITAS, André V. L.. Immature Stages of the Neotropical Mistletoe Butterfly Cunizza hirlanda planasia Fruhstorfer (Pieridae: Anthocharidini). Journal Of The Lepidopterists’ Society, [S.L.], v. 66, n. 3, p. 143-146, set. 2012. Lepidopterists’ Society. http://dx.doi.org/10.18473/lepi.v66i3.a4. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/69899. Acesso em: 26 jul. 2020.

Nyceryx mielkei Haxaire, 2009

Nyceryx mielkei, Haxaire, 2009

Nome(s) popular(es):

Mariposa.

História natural:

Mielke & Haxaire (2013) relatam que a espécie considerada rara, coletada apenas no início do período chuvoso, parece ser endêmica do Cerrado.

Descrição:

“Espécie próxima a Nyceryx brevis Becker, 2001. O macho difere pela coloração marrom avermelhada, em contraste com N. brevis que apresenta uma coloração geral acinzentada; pela maior envergadura; e principalmente pela macula escura mais discreta nas asas anteriores, que começa na margem interna e se alonga até a metade da asa; ausência de mancha escura na margem externa das asas posteriores. Fêmea similar ao macho de N. brevis, exceto a macula nas asas anteriores; asa dianteira com cerca de 20 mm, envergadura 46 mm; asa dianteira com ápice mais arredondado do que no macho; projeção central distal do abdômen ausente, como nas fêmeas das outras espécies do grupo. Espécie tipo do Brasil, Maranhão” (ICMBIO, 2018, p. 57). Descrições feitas também por Mielke & Haxaire (2013, p. 110) e Haxaire (2009).

Distribuição:

Endêmica do Brasil, pode ser encontrada em duas regiões no estado do Maranhão: na Serra do Penitente, fazenda Nova Holanda; em Balsas e em Retiro no município de Feira Nova do Maranhão. Informações populacionais indisponíveis.

Conservação:

Espécie categorizada como Criticamente em Perigo-CR (IUCN).

A principal ameaça é a expansão agrícola, que, somado ao uso intensivo de agrotóxicos, converte áreas nativas, principalmente para plantação de soja, ocasionando perda de qualidade, fragmentação e degradação do habitat. A raridade da espécie agrava ainda mais a situação. Pesquisas sobre distribuição geográfica, ecologia de populações e biologia da espécie são necessários não só para conhecimento sobre a mariposa, mas também para melhor manutenção e conservação das populações. 

Referências

HAXAIRE, Jean. Deux nouvelles espèces de Sphinx brésiliens (Lepidoptera, Sphingidae). The European Entomologist, [S.L.], v. 2, n. 1-2, p. 7-17, out. 2009.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

 

MIELKE, C. G. C.; HAXAIRE, J. A. Hawkmoths fauna of southern Maranhão state, Brazil, with description of a new species of Orecta Rothschild & Jordan, 1903 and the female of Nyceryx mielkei Haxaire, 2009 (Lepidoptera: Sphingidae). Nachrichten des Entomologischen Vereins Apollo, v. 34, n. 3, p. 109-116, nov. 2013.

 

Zonia zonia diabo Mielke & Casagrande, 1998

Zonia zonia diabo, Mielke & Casagrande, 1998

Nome(s) popular(es):

Diabinha.

História natural:

Morfologia descrita por Mielke & Casagrande (1997, p.986-987). Táxon se assemelha ao padrão encontrado nas outras subespécies de Zonia zonia, porém ainda pouco conhecido. Os machos voam a altura próxima de 15 m a procura de fêmeas para acasalar e para defender seus territórios, comportamento de “hilltopping’’, pousando em cima das folhas de árvores com 3 m de altura. Não há informações sobre a fêmea e a planta hospedeira.

Descrição:

Macho possui comprimento da asa anterior: 26-28 mm. Padrão dos desenhos como nas demais subespécies, diferindo no padrão de manchas apicais e medianas das asas. Informações sobre a fêmea e a planta hospedeira ainda indisponível.

Distribuição:

Endêmica do Brasil, ocorre em matas de galeria no Cerrado e florestas úmidas de Mata Atlântica. Registrada em topos de morro com altitude de até 800- 1.100 m nos municípios de Teodoro Sampaio- SP (PE do Morro do Diabo), Pirenópolis-GO (PE dos Pireneus) e Terra Rica- PR (Parque Municipal Três Morrinhos). Informações populacionais indisponíveis.

Conservação:

Espécie categorizada como Em Perigo- EN (IUCN) e Vulnerável (ICMBio).

A principal ameaça é o desmatamento e destruição do habitat natural, sendo assim, a conservação e manejo adequado do ambiente de ocorrência da subespécie é o mais importante. Além disso, é necessário e essencial o desenvolvimento de trabalhos em busca de fêmeas e populações, e também pesquisas voltadas para à ecologia, taxonomia, biologia e distribuição geográfica da subespécie acompanhado de investimento em educação ambiental.

Referências

Dolibaina, D.R.; Carneiro, E.; Dias, F.M.S.; Mielke, O.H.H.; Casagrande, M.M. Registros inéditos de borboletas (Papilionoidea e Hesperioidea) ameaçadas de extinção para o Estado do Paraná, Brasil: novos subsídios para reavaliação dos critérios de ameaça. Biota Neotropica, v. 10, n. 3, p. 75–81, Jul. 2010.

 

FREITAS, A. V. L.; MARINI-FILHO, O. J. Plano de Ação Nacional para Conservação dos Lepidópteros Ameaçados de Extinção. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio, 2011. 124 p. (Série Espécies Ameaçadas ; 13).

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

 

MIELKE, Olaf H. H; CASAGRANDE, Mirna M. Papilionoidea e Hesperioidea (Lepidoptera) do Parque Estadual do Morro do Diabo, Teodoro Sampaio, São Paulo, Brasil. Rev. Bras. Zool.,  Curitiba ,  v. 14, n. 4, p. 967-1001,  Dec.  1997 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-81751997000400013&lng=en&nrm=iso>. access on  26  July  2020.  https://doi.org/10.1590/S0101-81751997000400013.

 

 

Guarani

Guarani

Origem do nome

Os Guarani são conhecidos por distintos nomes: Chiripá, Kainguá, Monteses, Baticola, Apyteré, Tembekuá, entre outros. No  entanto, sua autodenominação é Avá, que significa, em Guarani, “pessoa”. 

 

Os grupos guarani que hoje vivem no Brasil são:

  • Mbya

  • Pãi-Tavyterã, conhecidos no Brasil como Kaiowá

  • Avá Guarani, denominados no Brasil Ñandeva

A nomenclatura referente aos Guarani, a exemplo de outros aspectos de sua tradição de conhecimento, é tema de difícil abordagem dada a variedade de nomes que podem assumir. Viajantes dos séculos XVI e XVII os classificaram de modo genérico como “índios de la generación de los guarani” (Cabeza de Vaca 1971; Azara 1969; MCA, 1952) e apresentaram uma enorme lista de nomes utilizados para designar os povos dessa “nação”, que se agrupavam, segundo descrição desses primeiros colonizadores, em pequenos grupos ou divisões que tomavam o nome do líder político-religioso local ou, ainda, o nome do lugar por ele ocupado. Sob uma mesma denominação podiam ser identificadas diferentes “comunidades” que viviam ao longo de um rio ou próximo de fontes de água e mato, assumindo, cada uma delas, denominação particular, razão pela qual há uma diversidade muito grande de nomes dados aos Guarani pelos conquistadores, tais como mbiguas, caracara, timbus, tucagues, calchaguis, quiloazaz, carios, itatines, tarcis, bombois, curupaitis, curumais, caaiguas, guaranies, tapes, ciriguanas (cf. Azara, 1969:203).

Localização do povo

Argentina, Bolívia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraguai

Referência

Rubem Ferreira Thomaz de Almeida; Fabio Mura. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_Kaiow%C3%A1>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

Equipe de edição da Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 26 de ago. de 2020. 

Ka’apor

Ka'apor

Foto: Vladimir Kozak, Museu Paranaense.

Origem do nome

Sua auto-denominação é Ka’apor ou Ka’apór (o apóstrofo representa uma parada da glote; o acento tônico na língua Ka’apor em geral cai na última sílaba). Outros nomes pelos quais são conhecidos são Urubu, Kambõ, Urubu-Caápor, Urubu-Kaápor, Kaapor.

Ka’apor parece derivar de Ka’a-pypor, “pegadas na mata” ou “pegadas da mata”. Outro significado aventado para Ka’apor é o de “moradores da mata”. Contudo, a expressão “moradores da mata” na verdade exprime-se melhor pelo nome que os Ka’apor atribuem aos índios caçadores-coletores Guajá, seus vizinhos, Ka’apehar.

A pessoa também pode ser identificada na língua Ka’apor como awá, que se refere à forma reflexiva (“alguém”) e ao sujeito, enquanto pessoa, nas sentenças interrogativas (“quem?”); awá está relacionado com os termos inflexivos referentes a “pessoa” e “povo” em várias outras línguas Tupi-Guarani. Kambõ parece ter sido assimilado do português “caboclo”, um termo aplicado aos Ka’apor pela maioria dos brasileiros da região nos dias de hoje, provavelmente de origem amazônica e freqüentemente usado pelos que falam a língua Ka’apor numa auto-referência quando em conversa com terceiros.

O termo Urubu foi evidentemente atribuído ao povo Ka’apor durante o século XIX pelos inimigos luso-brasileiros, sendo esta etmologia dada pelos próprios informantes Ka’apor, embora estes não se refiram a si mesmos pelo termo quando falando com terceiros. Os termos hifenizados Urubu-Caápor e Urubu-Kaápor foram introduzidos pelos indigenistas brasileiros nos anos 50, numa tentativa de padronizar, na etnologia, a grafia dos nomes de grupos nativos.

Localização do povo

Maranhão

Referência

William Balée. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Ka’apor>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

Umutina

Umutina

Origem do nome

Os Umutina foram inicialmente denominados pelos não-índios de ‘Barbados’, devido ao uso, por parte dos homens, de barbas confeccionadas a partir do cabelo de suas mulheres ou do pelo do macaco bugio. O grupo se autodenominava Balotiponé, cujo significado é ‘gente nova’. Somente após o contato e convivência com os índios Paresí e Nambikwara, em 1930, passaram a ser conhecidos por ‘Umotina’, ‘Omotina’, ou ‘Umutina’ (grafia utilizada desde a década de 40), que significa ‘índio branco’.

Localização do povo

Mato Grosso

Referência

Equipe de edição da Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Umutina>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

Tapirapé

Tapirapé

Meninos Tapirapé. Foto: Antônio Carlos Moura, s/d.

Origem do nome

Este povo que se autodenomina Apyãwa, segundo Baldus (1970) tem sua origem atribuída na região do baixo Tocantins, passando na segunda metade 15 do século VIII a viver às margens do rio Tapirapé. De acordo com Paula (2012), atualmente vivem em duas áreas indígenas situadas no nordeste do Estado: Terra Indígena Urubu Branco, onde estão localizadas seis aldeias e Área Indígena Tapirapé-Karajá, onde há uma aldeia, na qual a maior parte da população se identifica como Apyãwa (Tapirapé) e algumas famílias pertencentes ao povo Iny (Karajá), havendo também outras aldeias onde moram homens Apyãwa casados com mulheres Iny.

Localização do povo

Mato Grosso e Tocantins

Referência

André Toral. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Tapirap%C3%A9>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

Ramos, Polyana Rafaela. Povo Tapirapé: práticas agrícolas e meio ambiente no cotidiano da aldeia Tapi’itãwa. Cáceres/MT: UNEMAT, 2014. p. 14-15. Disponível em: <http://portal.unemat.br/media/oldfiles/ppgca/docs/Polyana_Rafaela_Ramos.pdf>. Acessado em: 26 de ago. de 2020.

Tembé

Tembé

Mulher com criança Tembé no Gurupi. Foto: Vincent Carelli, 1980.

Origem do nome

Os Tembé constituem o ramo ocidental dos Tenetehara. O grupo oriental é conhecido por Guajajara. Sua autodenominação é Tenetehara, que significa gente, índios em geral ou, mais especificamente, Tembé e Guajajara. Tembé, ou sua variante Timbé, constitui um nome que provavelmente lhes foi atribuído pelos regionais. De acordo com o lingüista Max Boudin, timbeb significaria “nariz chato”.

Localização do povo

De um modo geral, pode-se afirmar que os Guajajara, ramo oriental dos Tenetehara, se localizam no Estado do Maranhão, enquanto os Tembé, o ramo ocidental, no Estado do Pará. Entretanto, uma parte dos Tembé vive na margem direita do rio Gurupi, no estado maranhense.

Referência

Virgínia Valadão. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Temb%C3%A9>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

Guajá

Guajá

Foto: Michel Pellanders, 1996.

Origem do nome

Os Guajá se autodenominam Awá, termo que significa “homem”, “pessoa”, ou “gente”. As origens deste povo são obscuras, porém acredita-se que seja originário do baixo rio Tocantins no estado do Pará. Formava, provavelmente junto aos Ka’apor, Tembé e Guajajara (Tenetehara), um conjunto maior, da família lingüística Tupi-Guarani naquela região (Gomes 1988, 1989 & 1991; Balée 1994).

Localização do povo

Os Guajá em contato permanente vivem no noroeste do estado do Maranhão, nas Terras Indígenas Alto Turiaçu e Caru. Desde 1982 tentou-se estabelecer uma nova área para os Guajá, a TI Awá. A criação desta reserva em 2005, ligou a TI Caru à TI Alto Turiaçu, estabelecendo assim um terreno contínuo, em tese menos sujeito às invasões. Além de fornecer mais segurança, esta fusão proporciona aos Guajá uma maior área para continuar as suas atividades de subsistência. Servindo ainda como um território próprio, dado que a TI Caru e a TI Alto Turiaçu são compartilhadas com as etnias Ka´apor, Timbira e Guajajara.

Referência

Louis Carlos Forline. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guaj%C3%A1>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

Krikatí

Krikatí

Origem do nome

A autodenominação do grupo é Krĩcatijê, que quer dizer “aqueles da aldeia grande”, denominação esta que lhes é aplicada também pelos demais Timbira. Seus vizinhos imediatos, os Pukopjê, a eles se referem usando o designativo Põcatêgê que significa “os que dominam a chapada”.

Localização do povo

Maranhão

Referência

Maria Elisa Ladeira; Gilberto Azanha. Povos Indígenas no Brasil. Disponível em: <https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Krikat%C3%AD>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.

 

RODRIGUES, Aryon Dall’Igna. Línguas indígenas brasileiras. Brasília, DF: Laboratório de Línguas Indígenas da UnB, 2013. 29p. Disponível em: <http://www.letras.ufmg.br/lali/PDF/L%C3%ADnguas_indigenas_brasiliras_RODRIGUES,Aryon_Dall%C2%B4Igna.pdf>. Acesso em: 26 de ago. de 2020.