Exposição Infanto-juvenil do Cerrado

EXPOSIÇÃO INFANTO-JUVENIL DO CERRADO

Com o tema “As belezas do Cerrado“, a primeira edição da Exposição Infanto-Juvenil do Cerrado, convida todos(a) para participar do concurso que além de promover a criatividade entre os estudantes, abre espaço também, para o debate e olhar para temas importantes como o nosso Cerrado brasileiro, que sofre diariamente com inúmeras queimadas. As inscrições e envio das obras deverão ser feitas até o dia 07/09/2020, pelo site oficial da SEDF. O informativo já se encontra nas Unidades Escolares do DF, via SEI (processo – 00080-00151875/2020-32) SEI_GDF – 45489949 – Informativo I Exposição do Cerrado_Regulamento_link Fonte: SINPRO-DF Os critérios de avaliação e informações sobre premiações, você pode conferir acessando o documento abaixo. Para se inscrever, basta acessar clicar aqui. Participe! Fonte: SINPRO-DF

11 de setembro – Dia Nacional do Cerrado

11 de setembro - Dia Nacional do Cerrado

No mês que celebramos a savana mais biodiversa do mundo, voltar os olhos para suas pautas políticas e sociais é crucial para pensarmos um modelo de desenvolvimento justo e sustentável. A proteção do Cerrado e suas populações interfere na economia, na segurança alimentar e nutricional, na distribuição de água e na riqueza cultural e ambiental do país. Além disso, ele é fundamental para o equilíbrio climático do planeta.

V Semana do Cerrado UnB – Mesa Redonda “O papel da educação ambiental na conservação do Cerrado”

V Semana do Cerrado UnB

Participação do Museu do Cerrado

O Museu do Cerrado irá participar da Mesa Redonda “O papel da educação ambiental na conservação do Cerrado” na V Semana do Cerrado no dia 11 de setembro (sexta-feira) às 14:00 horas. O encontro será transmitido ao vivo no YouTube, para ter acesso ao canal, clique no botão abaixo: 

Corre que ainda dá tempo de se inscrever na V Semana do Cerrado da UnB! Estamos muito felizes e ansiosos para receber todos vocês! Link para inscrição:

X ENECULT – Palestra: “Museu do Cerrado: uma experiência de ensino, pesquisa e extensão”

X ENCCULT - Encontro Científico Cultural de Alagoas

Palestra: "Museu do Cerrado: uma experiência de ensino, pesquisa e extensão"

Enccult: 10 anos debatendo práticas e reflexões sobre ensino, pesquisa e extensão” Dra Rosângela Azevedo Corrêa – Universidade de Brasília Palestra: “Museu do Cerrado: uma experiência de ensino, pesquisa e extensão” Dia 01/09 às 20:30 Debatedor: Prof. Dr. Jorge Luiz Lopes da Silva. Lab Int. de Paleontologia e Espeleoologia, MHN, Ufal. https://meet.google.com/vby-rnou-jrv?fbclid=IwAR22DVPwO5rZ12nwEXvYQoRLrFFdnUh5RFIIubpDjo3ExsDRXHYjghFCWNw Evento Regional, evento multidisciplinar e interdisciplinar, com bases consolidadas em sua X versão, contemplando várias áreas da Ciência, congregando cientistas de todo o Brasil e internacionais. Pesquisadores professores e alunos, profissionais, produtores privados, empreendedores, são nosso querido público. Acontecerá de 1 a 4 de setembro de 2020, com base no campus VI Uneal, Maceió. Este ano por causa da Pandemia, as atividades serão online.

Para saber mais sobre acesse o site:

Hamadryas velutina browni D.W. Jenkins, 1983

Hamadryas velutina browni, D.W. Jenkins, 1983

Nome(s) popular(es):

Borboleta.

História natural:

No Brasil, os registros dessa espécie foram feitos em 1960 e 1970. A espécie ocorre em três locais próximos, restrita ao norte do ecótono (área de transição) entre o Cerrado e o Pantanal, áreas de mata de galeria fechada. Informações sobre a biologia estão indisponíveis e há poucos exemplares conhecidos do táxon. Adultos foram observados entre os meses de março e julho, e é provável que H. velutina browni utilize plantas hospedeiras da família Euphorbiaceae, já que lagartas de outras espécies do gênero Hamadryas alimentam-se de Dalechampia (Euphorbiaceae).

Descrição:

Apresenta padrão de coloração similar ao de outras espécies do gênero Hamadryas Hübner, [1806].

Distribuição:

“É registrada nos municípios de Diamantino, Barra do Bugres (Estrada Barra do Bugres a Tangará, km 30-35) e Tapirapuã (MT) (Florida Museum of Natural History). Há registro desta subespécie também na Colômbia, porém, como há registros apenas de outras subespécies na região entre estas duas ocorrências, considera-se que seja uma população isolada ou que a população da Colômbia seja outra subespécie ainda não descrita” (ICMBIO, 2018, p. 126). Não existem informações populacionais.

Conservação:

Espécie categorizada como Em Perigo- EN (IUCN).

As principais ameaças são:

  • desmatamento;

  • alta conversão de habitat para áreas agrícolas e pecuárias;

  • fragmentação e substituição do ambiente natural, ocasionando isolamento das populações;

  • extração de madeira ( como as espécies são frequentes em matas fechadas, a extração limita áreas de ocorrência).

É necessário que mais estudos sejam feitos para localização de mais subespécies e conservação do habitat correspondente.

Referências

BECCALCONI,, G.W.; VILORIA, A.L.; HALL,, S.K.;  ROBINSON, G.S. Catalogue of the hostplants of the Neotropical butterflies/Catálogo de las plantas huésped de las mariposas neotropicales. Volume 8 ed. Monografías 3ercer Milenio: 2008, 536p.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

Joiceya praeclarus Talbot, 1928

Joiceya praeclarus, Talbot, 1928

Nome(s) popular(es):

Fadinha. 

História natural:

Dois machos da espécie coletados no Mato Grosso em 1927 haviam sido descritos, e por mais de 80 anos era o que se conhecia, até que em 2011 um macho foi observado e coletado em uma área de floresta ripária secundária em Foz do Iguaçu-PR, a 1200 km de distância do local coletado no Mato Grosso, sinalizando a possibilidade de uma maior distribuição geográfica e de algum comportamento que explique a raridade da espécie.

Descrição:

O padrão de coloração da espécie se assemelha ao de espécies do gênero Theope Doubleday, 1847 (Riodinidae: Nymphidiini) como T. eurygonina Bates, 1868, T. euselasina Hall, 2008 e T. cmielkei P. Jauffret & J. Jauffret, 2009” (ICMBIO, 2018, p. 173).

Distribuição:

Endêmica do Brasil, existem dois registros para o estado do Mato Grosso, em Tombador e Cuiabá, região de Cerrado, e um no Paraná, em uma mata ripária secundária, região de Mata Atlântica, em área rural de Foz do Iguaçu. Não há informações sobre população. A baixa densidade populacional pode estar relacionada a algum comportamento ainda não esclarecido, como o hábito de voar no dossel da floresta, que pode dificultar a observação e coleta desta espécie.

Conservação:

Espécie categorizada como Criticamente em Perigo- CR (IUCN).

A principal ameaça é a pressão antrópica, principalmente relacionada a agropecuária (uso intensivo de agrotóxicos e taxa alta de conversão dos ambientes) que gera fragmentação de habitat e isolamento das populações que possivelmente ocorram em outros locais.

É necessário o desenvolvimento de ações para conservação dos habitats onde espécies já foram encontradas, de pesquisas e criação de inventários para localizar novas populações e então fazer estudos de taxonomia, ecologia e biologia da espécie.

Referências

GREVE, Roberto R. et al. The Rediscovery Of Joiceya Praeclarus Talbot 1928 (Lepidoptera: riodinidae), more than 80 years after its description. Journal Of The Lepidopterists’ Society, [S.L.], v. 67, n. 1, p. 56-57, mar. 2013. Lepidopterists’ Society. http://dx.doi.org/10.18473/lepi.v67i1.a7.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

Strymon ohausi (Spitz, 1933)

Strymon ohausi, (Spitz, 1933)

Nome(s) popular(es):

Fadinha.

História natural:

Espécie de biologia e história natural ainda pouco conhecida, mas se sabe que S. ohausi ocorre em regiões de campo limpo no Cerrado e campos naturais no estado do Paraná. Outras espécies do gênero Strymon apresentam mirmecofilia (associação com formigas) facultativa no estágio larval.

Descrição:

Robbins e Nicolay (2001) descreveram a morfologia da espécie. “O padrão alar da espécie pode ser confundido com o de outras espécies de Lycaenidae de ambientes naturais abertos como Nicolaea cauter (Druce, 1907) e Arawacus tarania (Hewitson, 1868)” (ICMBIO, 2018, p. 170).

Distribuição:

Há registros da espécie nos municípios de Alto Paraíso e Pirenópolis (GO), São Caetano do Sul (SP), Diamantina (MG), Palmeira (PR) e Brasília (DF). A espécie endêmica do Brasil é restrita a ambientes de campos naturais e de Cerrado em áreas acima de 1.100 m de altitude, apesar de existir indícios de que seja localmente abundante (ex. PARNA da Serra do Cipó e PARNA das Sempre-Vivas, MG), não há informações populacionais disponíveis. “Desde sua descrição em 1933, não tem sido registrada em sua localidade-tipo, no município de São Caetano do Sul (SP). Apresenta redução de habitat ao longo de sua área de distribuição geográfica.” (ICMBIO, 2018, p. 170). 

Conservação:

Espécie categorizada como Em Perigo- EN (IUCN).

As principais ameaças são:

  • alteração no habitat em decorrência de ocupação urbana e queimadas;

  • destruição, perda, degradação e poluição de habitat por atividades agropecuárias conjuntamente aos efeitos do uso intensivo de agrotóxicos;

  • isolamento das populações ocasionado pelas ameaças anteriormente citadas.

São necessárias ações para conservação, como:

  • proteção das áreas de ocorrência da espécie;

  • manutenção das populações na UC e PARNA’s;

  • pesquisas voltadas para monitoramento das populações conhecida e descoberta de novas através de inventários específicos;

  • estudos sobre ecologia e biologia da espécie.

Referências

Brown Jr., K.S. 1993. Selected Neotropical species, p.146–149. In: New, T.R. (ed.). Conservation biology of Lycaenidae. Occasional Paper of the IUCN Species Survival Commission No 8. Gland: International Union for Conservation of Nature and Natural Resources. 173p.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

 

LANGNER, Simone et al. Association of three species of Strymon Hübner (Lycaenidae: Theclinae: Eumaeini) with bromeliads in southern Brazil. Journal Of Research On The Lepidoptera, [S.L.], v. 42, p. 50-55, jan. 2010.

 

ROBBINS, Robert K.; NICOLAY, Stanley S.. An overview of Strymon Hübner (Lycaenidae: Theclinae: Eumaeini). Journal Of The Lepidopterists’ Society, [S.L.], v. 55, n. 3, p. 85-100, jan. 2001.

Parides burchellanus (Westwood, 1872)

Parides burchellanus, (Westwood, 1872)

Outros nomes aplicados ao táxon:

Papilio numa Boisduval, 1836; Papilio jaguarae Foetterle, 1902; Papilio socama Schaus, 1902. Parides panthonus jaguarae (Foetterle, 1902) também foi sinonimizada com esta espécie.

Nome(s) popular(es):

Rabo-de-andorinha.

História natural:

Frequente em matas de galeria, voa sobre e ao longo dos cursos d’água, mesmo habitat de distribuição da planta hospedeira Aristolochia chamissonis Duchartre (Aristolochiaceae). A espécie é multivoltina (se reproduz várias vezes ao ano), e em Brumadinho, os adultos podem ser observados durante o ano todo com picos em alguns meses.

Descrição:

“Sexos praticamente semelhantes, sendo o macho diferenciado da fêmea pela presença de escamas odoríferas esbranquiçadas ao longo da margem anal da face dorsal da asa posterior” (FREITAS; MARINI-FILHO, 2011, p. 65). Descrição morfológica detalhada feita por Racheli (2006). 

Distribuição:

Parides burchellanus foi registrada em matas de galeria, em altitudes entre 800 m e 1.100 m, voando nas margens de riachos. Existem registros históricos em áreas que hoje estão muito alteradas, como os municípios de Sobradinho (DF), Anápolis (GO), Carmo do Rio Claro, Matosinhos (Rio das Velhas) e Uberaba (Farinha Podre) (MG), Batatais e Bauru (SP). A despeito de várias tentativas de localização, não há nenhum registro recente em nenhuma destas localidades. A distribuição atual da espécie inclui apenas Planaltina (DF), Planaltina de Goiás (alto rio Maranhão) (GO) e a região no entorno de Brumadinho, nas proximidades de Belo Horizonte”(ICMBIO, 2018, p. 98-99).

Endêmico do Brasil e também do Cerrado, as populações de P. burchellanus são pequenas, ocorrem em poucos lugares no bioma, em áreas isoladas distantes entre si e há pouca possibilidade de dispersão entre elas. As menores com 10 a 50 indivíduos, e a maior, com mais de 100 indivíduos localizada em Brumadinho (MG), estão em declínio por consequência das alterações antrópicas e degradação dos habitats.

Conservação:

Espécie categorizada como Criticamente em Perigo- CR(IUCN) e Vulnerável (ICMBio).

As principais ameaças são:

  • o desmatamento;

  • isolamento das populações conhecidas;

  • poluição dos córregos (já que estão associadas a cursos d’água);

  • a degradação, destruição e fragmentação do habitat, principalmente associada a uso do fogo, ocupação urbana, atividade rural e agropecuária.

Combater tudo isso envolve estratégias de conservação como:

  • manutenção da planta hospedeira, recuperação/conservação do habitat natural de ocorrência da espécie e também do curso d’água associado;

  • pesquisas e trabalhos relacionados à distribuição geográfica, localização de novas populações e monitoramento das conhecidas, taxonomia, ecologia, biologia, reintrodução das plantas hospedeiras e das espécies, e educação ambiental;

  • aumento do habitat e da conectividade da paisagem, através de restauração de matas e criação de UC’s de proteção integral e uso sustentável nas áreas de ocorrência.

Referências

BEDÊ, Lúcio Cadaval et al. Parides burchellanus (Westwood, 1872) (Lepidoptera, Papilionidae): new distribution records from southwestern Minas Gerais state, Brazil. Check List, [S.l.], v. 11, n. 3, p. 1663, may 2015. ISSN 1809-127X. doi:http://dx.doi.org/10.15560/11.3.1663.

 

FREITAS, A. V. L.; MARINI-FILHO, O. J. Plano de Ação Nacional para Conservação dos Lepidópteros Ameaçados de Extinção. Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio, 2011. 124 p. (Série Espécies Ameaçadas ; 13).

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

 

MIELKE, Olaf H. H.; MIELKE, Carlos Guilherme C.; CASAGRANDE, Mirna M.. Parides panthonus jaguarae (Foetterle) (Lepidoptera, Papilionidae) redescoberto em Minas Gerais, Brasil: sua identidade. Revista Brasileira de Zoologia, Curitiba, v. 21, n. 1, p. 9-12, Mar. 2004. https://doi.org/10.1590/S0101-81752004000100002.

 

RACHELI, T. The genus Parides: an unended quest, p.70. In: Bauer, F. & Frankenbach, T. (eds.). Butterflies of the World. Keltern, Deutschland: Goecke and Evers, 2006. 116p.

 

SILVA-BRANDÃO, K. L.; AZEREDO-ESPIN, A. M. L.; FREITAS, A. V. L.. New evidence on the systematic and phylogenetic position of Parides burchellanus (Lepidoptera: Papilionidae). Molecular Ecology Resources, [S.L.], v. 8, n. 3, p. 502-511, maio 2008. Wiley. http://dx.doi.org/10.1111/j.1471-8286.2007.02022.x.