Joiceya praeclarus, Talbot, 1928

Nome(s) popular(es):

História natural:

Dois machos da espécie coletados no Mato Grosso em 1927 haviam sido descritos, e por mais de 80 anos era o que se conhecia, até que em 2011 um macho foi observado e coletado em uma área de floresta ripária secundária em Foz do Iguaçu-PR, a 1200 km de distância do local coletado no Mato Grosso, sinalizando a possibilidade de uma maior distribuição geográfica e de algum comportamento que explique a raridade da espécie.

Descrição:

O padrão de coloração da espécie se assemelha ao de espécies do gênero Theope Doubleday, 1847 (Riodinidae: Nymphidiini) como T. eurygonina Bates, 1868, T. euselasina Hall, 2008 e T. cmielkei P. Jauffret & J. Jauffret, 2009” (ICMBIO, 2018, p. 173).

Distribuição:

Endêmica do Brasil, existem dois registros para o estado do Mato Grosso, em Tombador e Cuiabá, região de Cerrado, e um no Paraná, em uma mata ripária secundária, região de Mata Atlântica, em área rural de Foz do Iguaçu. Não há informações sobre população. A baixa densidade populacional pode estar relacionada a algum comportamento ainda não esclarecido, como o hábito de voar no dossel da floresta, que pode dificultar a observação e coleta desta espécie.

Conservação:

Espécie categorizada como Criticamente em Perigo- CR (IUCN).

A principal ameaça é a pressão antrópica, principalmente relacionada a agropecuária (uso intensivo de agrotóxicos e taxa alta de conversão dos ambientes) que gera fragmentação de habitat e isolamento das populações que possivelmente ocorram em outros locais.

É necessário o desenvolvimento de ações para conservação dos habitats onde espécies já foram encontradas, de pesquisas e criação de inventários para localizar novas populações e então fazer estudos de taxonomia, ecologia e biologia da espécie.

Referências

GREVE, Roberto R. et al. The Rediscovery Of Joiceya Praeclarus Talbot 1928 (Lepidoptera: riodinidae), more than 80 years after its description. Journal Of The Lepidopterists’ Society, [S.L.], v. 67, n. 1, p. 56-57, mar. 2013. Lepidopterists’ Society. http://dx.doi.org/10.18473/lepi.v67i1.a7.

 

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2018. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Volume VII – Invertebrados. In: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. (Org.). Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. Brasília: ICMBio. 727p.

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