Museu do Cerrado assinou Manifesto em Defesa da Convenção da Diversidade Biológica

Museu do Cerrado assinou Manifesto em Defesa da Convenção da Diversidade Biológica

Considerando que a Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) representa um acordo global visando à concretização do desenvolvimento sustentável;

 

Considerando que a CDB apresenta como objetivos a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos;

 

Considerando que a CDB, assinada em 1992, foi aprovada no Brasil pelo Decreto Legislativo nº 2, de 3 de fevereiro de 1994, e promulgada pelo Decreto Federal nº 2519, de 16 de março de 1998;

 

Considerando que a CDB ressalta o valor da diversidade biológica e de seus componentes em sua amplitude ecológica, genética, social, econômica, científica, educacional, cultural, recreativa e estética;

 

Considerando que a CDB reconhece a importância da diversidade biológica para a evolução e para a manutenção dos sistemas necessários à vida da biosfera, que é uma preocupação comum à humanidade, sendo os Estados responsáveis pela conservação de sua diversidade biológica e pela utilização sustentável de seus recursos biológicos;

 

Considerando que a CDB demonstra preocupação com a sensível redução da diversidade biológica causada por determinadas atividades humanas; que é vital prever, prevenir e combater na origem as causas da sensível redução ou perda da diversidade biológica; que diante de ameaças de redução ou perda da diversidade biológica a falta de plena certeza científica não deve ser usada como razão para postergar medidas para evitar ou minimizar essa ameaça; que a exigência fundamental para a conservação da diversidade biológica é a conservação in situ dos ecossistemas e dos habitats naturais e a manutenção e recuperação de populações viáveis de espécies no seu meio natural;

 

Considerando que a CDB reconhece que investimentos substanciais são necessários para conservar a diversidade biológica e que há expectativa de um amplo escopo de benefícios ambientais, econômicos e sociais resultantes desses investimentos, que a conservação e a utilização sustentável da diversidade biológica é de importância absoluta para atender as necessidades de alimentação, de saúde e de outra natureza da crescente população mundial, para o que são essenciais o acesso e a repartição de recursos genéticos e tecnologia;

 

Considerando que a conservação e a utilização sustentável da diversidade biológica fortalecerão as relações de amizade entre os Estados e contribuirão para a paz da humanidade, sendo necessário fortalecer e complementar instrumentos internacionais existentes para a conservação da diversidade biológica e a utilização sustentável de componentes, com a finalidade de conservar e utilizar de forma sustentável a diversidade biológica para benefício das gerações presentes e futuras;

 

Considerando que ao estabelecer o efetivo compromisso com um conjunto de premissas, como aquelas evidenciadas acima, dentre as quais destaca explicitamente ser vital prever, prevenir e combater na origem as causas da sensível redução ou perda da diversidade biológica, o Brasil se comprometeu internacionalmente com a conservação da diversidade biológica, bem como com a utilização sustentável de seus componentes;

 

Considerando que a CDB, como convenção internacional, encontra referendo no Sistema Jurídico Brasileiro; que o Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado consiste em direito humano fundamental, a ser protegido e defendido não só para as presentes, como também para as futuras gerações;

 

Considerando que a CDB traça princípios e regras a serem observados e imediatamente aplicados como forma de implementar o direito humano fundamental estabelecido na Constituição Federal de 1988, sendo, portanto, regras protetivas do direito humano fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, portanto a CDB tem status de norma constitucional, já que:
A Constituição Federal referenda a preservação da diversidade biológica como dever do poder público:
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:
I – preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
II – preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
III – definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.
§ 4º A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

 

Considerando que, mesmo diante de todas as obrigações reconhecidas e assumidas pelo Brasil no âmbito da CDB, acrescidas das obrigações constitucionais, no momento o Brasil é o único país, dentre 196 países que fazem parte da Convenção, que se opõe a aprovação de um documento que autoriza o orçamento de 2021 para o secretariado da Convenção de Diversidade Biológica da ONU, implicando em paralização dos seus trabalhos, incluindo o preparo da conferência sobre o tema prevista para acontecer no final de 2021;

 

Considerando ainda que a diplomacia brasileira não demonstra respeitar seu próprio compromisso como signatário da Convenção, assim como não demonstra respeitar os deveres, princípios e objetivos estabelecidos em sua própria Constituição Federal;

 

Considerando que as posturas adotadas pela diplomacia brasileira neste contexto despontam com uma quebra de contrato, que além de ensejar possíveis responsabilizações, entre suas consequências específicas, configuram prejuízo à continuidade e progresso nas discussões e acordos no âmbito da própria Convenção, e desta forma, aos seus propósitos, tais como a expectativa de aprovar como meta global a conservação de 30% do planeta, através da criação e manutenção de áreas protegidas;

 

Considerando que as posturas adotadas geram uma péssima imagem do país, afetando negativamente suas relações comerciais, a exemplo das comodities agrícolas (agronegócio);

 

Diante desses fatos, vimos solicitar ao Governo da República Federativa do Brasil que reveja imediatamente sua postura nas negociações diplomáticas, em conformidade com suas obrigações como país membro e signatário, no sentido de prover apoio integral aos trabalhos desenvolvidos no âmbito da Comissão da Diversidade Biológica da ONU.

 

A representação diplomática do Brasil recuou na obstrução dos trabalhos preparatórios para a Convenção da Diversidade Biológica em 2021, diante de intensas manifestações no Brasil e no Canadá. Veja o relato da reunião da ONU na aba DOCUMENTOS com o título INFORME MONTREAL CDB.

 

Segundo o relatório da reunião das partes, que se encerrou no dia 27 de novembro de 2020, o Brasil anuiu ao texto ao respeitar o silêncio de 48 horas. Sem obstrução, o cronograma e o orçamento foram aprovados permitindo o prosseguimento dos trabalhos em 2021.

Live: As fitofisionomias do Bioma Cerrado – Herbário da Universidade de Brasília

Live - Making off de um estudo científico: As fitofisionomias do Bioma Cerrado

Com Felipe Ribeiro e Bruno Walter

Quem estudou o Cerrado certamente já citou Ribeiro & Walter ou Walter & Ribeiro.

E quem conhece essa dupla não vai querer ficar de fora desta live que acontece hoje, às 20h lá no canal do Youtube do Herbário da Universidade de Brasília

(https://www.youtube.com/channel/UCP7jWRioLFCnc-1dXUPfXhQ)

Não perca essa oportunidade de saber mais sobre pesquisas com a Flora do Cerrado. Participe!

Mais informações no instagram do Herbário da UnB:

Programa de Formação – Agroextrativismo no Cerrado

Programa de Formação
Agroextrativismo no Cerrado

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com o objetivo de contribuir para o aprimoramento da produção agroextrativista e viabilizar o uso sustentável da biodiversidade, de forma a possibilitar a melhoria da qualidade de vida das comunidades e povos tradicionais do Cerrado, a Central do Cerrado, o WWF-Brasil, a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), a Universidade de Brasília (UnB) e o Núcleo do Pequi oferecem o Programa de Formação em Agroextrativismo no Cerrado.
O curso é gratuito e acontecerá de forma on-line entre os dias 3 de novembro e 5 de dezembro de 2020. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: www.inscricaocerrado.cegafiunb.com.
O Programa de Formação é voltado a agroextrativistas do Cerrado, associações e cooperativas de agricultores agroextrativistas do Cerrado, especialmente organizações do Mosaico Grande Sertão Peruaçu, associadas da Central do Cerrado e do Núcleo do Pequi, extensionistas, apoiadores e estudantes com interesse no tema.
Ao longo do curso serão abordados assuntos relacionados à gestão, organização da produção, beneficiamento, comercialização, logística, rastreabilidade, tributação, rotulagem, comunicação, marketing.
A formação terá carga total de 40 horas-aula e será certificada pela UnB. Além das videoaulas, os participantes contarão ainda com cartilhas, textos, artigos, encontros on-line, fóruns de debate e espaços para esclarecimento de dúvidas.
“Este curso é mais um instrumento de inclusão e fortalecimento das comunidades que vivem do Cerrado. Esperamos que ele contribua para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas, com a estruturação das cadeias de valor dos produtos agroextrativistas”, afirma o secretário-executivo da Central do Cerrado, Luis Carrazza.
O extrativismo vegetal sustentável é uma atividade estratégica para a conservação do Bioma que garante a geração de renda para as comunidades locais, contribuindo para a melhoria do padrão de vida e a permanência das populações tradicionais no Cerrado.
“As comunidades tradicionais do Cerrado acumulam conhecimento e modos de vidas que, de uma maneira geral, promovem a conservação do bioma e a valorização da sua biodiversidade. E fortalecer o mercado de produtos da sociobiodiversidade é uma forma de valorizar o ecossistema e promover um desenvolvimento regional mais inclusivo e com base na proteção dos habitats naturais”, Kolbe Soares, analista de conservação do WWF-Brasil.
 

SERVIÇO:
Programa de Formação em Agroextrativismo no Cerrado
Curso on-line, gratuito, voltado a agroextrativistas
Data: 03/11 a 5/12/2020
Inscrições: www.inscricaocerrado.cegafiunb.com

 

Veja o vídeo!

Apoie a ampliação do Parque Ecológico dos Jequitibás para conservação do Ribeirão Sobradinho

Apoie a ampliação do Parque Ecológico dos Jequitibás para conservação do
Ribeirão Sobradinho

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contamos com a sua assinatura para solicitar ao Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) a ampliação do Parque Ecológico do Jequitibás para proteção do Ribeirão Sobradinho
 
O Ribeirão Sobradinho drena toda a área urbana da região de Sobradinho, Sobradinho II e a área de expansão urbana de 120 condomínios localizados nessa região. Esse ribeirão vem sofrendo muito nas últimas décadas, devido a desmatamentos, erosão, queimadas, lixo, agrotóxicos, construções na área de preservação permanente, entre outros impactos ambientais.
O trecho do Ribeirão que se encontra na esfera do Parque Ecológico dos Jequitibás tem uma proteção singular devido à presença e senso de pertencimento da comunidade que usa, mas que também é zelosa e cuidadosa com o Parque. A população de Sobradinho cresceu muito nos últimos 26 anos, os trechos do Ribeirão que estão fora do Jequitibás sofreram processos acelerados de degradação. Queremos a recuperação ambiental do Ribeirão e a proteção e preservação de espécies ameaçadas de extinção. A comunidade pretende dar a esses trechos pelo menos a qualidade de vida que o Ribeirão tem no âmbito dos 11,2ha atuais do Parque dos Jequitibás.
Para a comunidade cuidar dos demais trechos do Ribeirão, fora da esfera do Parque dos Jequitibás em parceria com o poder público, é necessário incorporar segurança jurídica ao Ribeirão por meio da ampliação da poligonal do Parque dos Jequitibás, a montante até as primeiras nascentes da Quadra 18 e, a jusante, até chegar na fronteira da ETE da Caesb na Quadra 01, criando vínculos e corredores ecológicos, com a incorporação dos braços do Paranoazinho, do Canela de Ema e do Brejo da Loba.
O Art. 225 da Constituição Federal estabelece que: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, cabendo ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e de preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”
O Sistema Distrital de Unidades de Conservação da Natureza prevê que a ampliação dos limites de uma unidade de conservação, sem modificação dos seus limites originais, exceto pelo acréscimo proposto, pode ser feita por instrumento normativo do mesmo nível hierárquico do que criou a unidade, desde que precedida de estudos técnicos e de consulta pública.
Portanto, visando cumprir este preceito constitucional, a legislação ambiental Federal e Distrital em vigor, bem como, o fortalecimento dos valores da ética, solidariedade, justiça ambiental e o desenvolvimento sustentável, contamos com sua assinatura para solicitar o empenho do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) para fazer, em parceria com o movimento social organizado, a comunidade, os núcleos rurais e as escolas, a ampliação da poligonal do Parque Ecológico dos Jequitibás.
Para acessar a justificativa completa da reivindicação e outras informações sobre o movimento SOS Ribeirão Sobradinho, acesse nosso blog blogsosribeirao.wixsite.com/sosribeirao.

Abaixo-assinado: Apoie a ampliação do Parque Ecológico dos Jequitibás para conservação do Ribeirão Sobradinho

I Reunião da Rede Autônoma Brasileira de Antropologia

I Reunião da Rede Autônoma Brasileira
de Antropologia

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A Rede Autônoma Brasileira de Antropologia (RABA) é formada por estudantes dos cursos de bacharelado, pós-graduação em nível de mestrado e doutorado, professores, pesquisadores autônomos que atuam no terceiro setor, profissionais vinculados a órgãos públicos e privados, além de outros que se dedicam aos campo de vivências da antropologia.
Convidamos a tod@s para a I Reunião da Rede Autônoma Brasileira de Antropologia; um evento 100% online, gratuito, com a emissão de certificado e publicação de Anais.
Venham, a RABA vai ser linda e queremos acolher a tod@s!
Para maiores informações, acesse: https://linktr.ee/coletivoraba

ou encaminhe um e-mail para: coletivoraba@gmail.com.


A programação será realizada ao longo de todo o mês de NOVEMBRO de 2020.

 

Acompanhe a RABA nas redes:
Facebook: Coletivo RABA
Instagram: @coletivoraba
Twitter: @coletivoraba
YouTube: Rede Autônoma Brasileira de Antropologia


PARTICIPEM!

CEMA

Comitê Estudantil pelo Meio Ambiente

O CEMA (Comitê Estudantil pelo Meio Ambiente) é um grupo formado por estudantes da UnB engajados na luta pela preservação do meio ambiente.

Em busca de um envolvimento estudantil efetivo nas questões ambientais regionais e nacionais, extensão do conhecimento, representatividade política ambiental e posicionamento diante da problemática socioambiental, os cursos de Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental e Engenharia Florestal se reuniram em outubro de 2014 para maior articulação em prol dessas metas.

Os estudantes de Ciências da Vida que compõem o CEMA, se unem com o objetivo de promover o equilíbrio da relação do homem com a natureza garantindo o acesso aos recursos naturais de forma mais justa e democrática. Para isso, o grupo busca concretizar projetos de transição para a sustentabilidade, participar e divulgar debates político ambientais e difundir conhecimentos sobre o assunto dentro e fora do meio acadêmico, aumentando, assim, o interesse da sociedade por questões de cunho socioambiental.

 

Meios de contato:

 

🌏 https://cemaunb.wordpress.com/

Facebook: https://www.facebook.com/cemaunb

Email: cemaunb@gmail.com 

Centro de Desenvolvimento Sustentável

Centro de Desenvolvimento Sustentável

O Centro de Desenvolvimento Sustentável – CDS é uma unidade permanente de ensino, pesquisa e extensão da Universidade de Brasília – UnB, vinculada diretamente à Reitoria, por meio do Decanato de Pós-Graduação – DPG. É um espaço acadêmico cuja missão é promover a ética da sustentabilidade, por meio do diálogo entre saberes, da construção do conhecimento e da formação de competências.

 

O Centro de Desenvolvimento Sustentável possui três linhas de pesquisa:

1) Políticas Públicas, Cultura e Sustentabilidade

2) Tecnologia, Consumo e Sustentabilidade

3) Território, Meio Ambiente e Sociedade

 

Meios de contato:

 

Leonardo de Morais Celebrini

Assistente em Administração

☎ (61) 3107-6000

 

Luciana Amorim Silva

Assistente em Administração Arquivista

☎ (61) 3107-6001

 

📧 secretariappgcds@gmail.com

🌏 YouTube:https://bit.ly/CDSUNB | Facebook: https://www.facebook.com/centrodesenvolvimentosustentavel/

Laboratório de Ecossistemas

Laboratório de Ecossistemas

Como se organizam e funcionam as comunidades biológicas? Como o funcionamento das comunidades é afetado por mudanças ambientais? Essas indagações estão no centro dos avanços sobre o entendimento dos fluxos de energia e de matéria na Terra, interligando assim componentes bióticos e abióticos dos sistemas ecológicos. A Ecologia de Ecossistemas é ramo da Ecologia que tem como objeto de estudos desde a microbiota presente em uma porção mínima de solo até o maior nível de organização ecológica terrestre, a biosfera. Entender como a energia flui a partir da conversão dos raios solares pelos organismos fotossintetizantes até a dinâmica de decomposição de sua matéria têm sido questões chave para a Ecologia de Ecossistemas.

Hoje, o desenvolvimento da Ecologia de Ecossistemas tem profundas implicações sociais e econômicas ao auxiliar no entendimento de como os ecossistemas naturais e manejados respondem a distúrbios e mudanças ambientais, sejam eles antrópicas ou não. Tal entendimento pode ajudar a construir sociedades mais resilientes e preparadas para um ambiente em transição com mudanças mais intensas e frequentes. Isso inclui conhecer e valorizar os benefícios oriundos da manutenção da integridade dos ecossistemas.

O Laboratório de Ecossistemas foi criado em 1994 fazendo parte do Departamento de Ecologia do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da Universidade de Brasília (UnB). O laboratório tem como linhas de pesquisa a ecologia de ecossistemas tropicais e suas respostas às mudanças ambientais em diferentes escalas. Os estudos incluem ecossistemas terrestresaquáticos com foco no bioma Cerrado.

 

Meios de contato:

 

Laboratório de Ecologia de Ecossistemas
Instituto de Ciências Biológicas – IB
Universidade de Brasília – UnB
Campus Darcy Ribeiro
Brasília, 70910-900
Brasil

☎ +55 (61) 3107-2984 ou 3107-2987

📧  mercedes@unb.br

🌏 http://bustamantelab.com.br/pt/

UnB Cerrado

Centro UnB Cerrado

Por seu tamanho, abrangência e diversidade, o Cerrado é considerado um Bioma de grande importância para o Brasil. Na região da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste do Estado de Goiás, apresenta especial endemismo e, lamentavelmente, também grande quantidade de espécies ameaçadas de extinção. Somada a esta diversidade de flora e fauna, as paisagens são encantadoras, impressionando turistas e viajantes.

A região é a mais elevada do Planalto Central Brasileiro e importante cabeceira da Bacia Hidrográfica do Rio Tocantins, que alimenta a represa de Serra da Mesa. A sociodiversidade é outro aspecto marcante desta região, que reúne comunidades tradicionais quilombolas e de agricultores, uma comunidade indígena, além de agricultores familiares de diversas origens.

A região tem boa parte de seu território protegido pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV), diversas Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN) e a Área de Proteção Ambiental Pouso Alto. Por suas características naturais o PNCV, recebeu o título de Patrimônio da Humanidade, dado pela UNESCO e a região é parte da Reserva da Biosfera do Cerrado Goyaz, Fase II, definida pela mesma organização.

A despeito de todo esse reconhecimento de seu valor como patrimônio cultural e natural, graves ameaças pressionam a região: monoculturas, hidrelétricas e mineração – como parte do modelo de desenvolvimento neoliberal vigente, ambientalmente insustentável.

A destruição do Cerrado vem acompanhada pela erosão cultural e perda da identidade de suas comunidades que, mais do que qualquer um de nós, conhecem o valor do Bioma e detém conhecimentos importantes para seu uso e conservação.

Sensível a este quadro, a Universidade de Brasília implantou em Alto Paraíso de Goiás, por solicitação e apoio da comunidade local, este Centro de Extensão e Pesquisa, que tem como MISSÃO:

 

Promover a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento regional sustentável da Chapada dos Veadeiros, por meio da produção, divulgação e aplicação de conhecimentos científicos e do diálogo de saberes.

Entendemos que: o diálogo entre universidade e sociedade, a ecologia de saberes, a pesquisa científica e a formação de cidadãos para buscar práticas realmente sustentáveis poderão contribuir de forma efetiva para frear processo de delapidação do Bioma.

Convidamos você a conhecer o Centro UnB Cerrado. Participe, apoie, auxilie, cresça junto! Contamos com você na busca pela sustentabilidade deste maravilhoso bioma, fonte de vida para todos nós.

 

Meios de contato:

 

Rua das Mangabeiras, Quadra 07, Lote 09 – Bairro Setor Planalto 

73.770-000 – Alto Paraíso de Goiás-GO

☎ (62) 3446-1710

 

Campus Universitário Darcy Ribeiro, Bloco de Salas de Aula Norte (BSA Norte),

Sala A1 07/12,Universidade de Brasília – UnB

☎ (61) 3107-2239 

 

🌏 http://www.unbcerrado.unb.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13&Itemid=673

CRAD

Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas

O Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) é um centro de caráter multidisciplinar da Universidade de Brasília. São os objetivos deste Centro: promover e divulgar, cientificamente, estudos e pesquisas, bem como atividades de extensão em conservação da natureza e recuperação de áreas degradadas, visando aprofundar os conhecimentos relativos a esse setor; desenvolver modelos demonstrativos de recuperação e projetos em temas pertinentes às áreas de conhecimento referidas; incentivar o aprimoramento científico de profissionais nas áreas de conservação da natureza e recuperação de áreas degradadas e subsidiá-los para atividades de extensão e educação ambiental; contribuir para a pesquisa e o aperfeiçoamento do ensino, em todos os níveis, inclusive por meio da promoção de cursos de graduação e de pós-graduação, profissionalizantes, de especialização, capacitação de produtores rurais, oficinas, seminários, simpósios, conferências, congressos, mesas redondas, workshops, encontros, cursos de extensão, estágios, inclusive de pós-doutoramento, relativos à conservação da natureza e recuperação de áreas degradadas; promover o aperfeiçoamento científico de seus membros; e desenvolver pesquisas, consultorias, prestação de serviços, de âmbito nacional e internacional, nas áreas de sua atuação.

 

Meios de contato:

 

Campus Universitário Darcy Ribeiro, Brasília – CEP 70910-900, Gleba A, Ala Sul,

Prédio: JEANINE M. FELFILI – CRAD

☎ (61)3107-0099 – (61)3107-0097 – (61)3107-0096 

📧 crad@unb.br

🌏 http://www.crad.unb.br