Seminário Gestão Integrada das Unidades de Conservação na Serra dos Pirineus

Seminário Gestão Integrada das Unidades de Conservação na Serra dos Pirineus

A Serra dos Pireneus guarda uma riqueza natural e cultural que precisa ser protegida de forma colaborativa. 🌿
No dia 6 de junho, gestores, especialistas, organizações e a sociedade civil estarão reunidos para pensar juntos os caminhos da gestão integrada das unidades de conservação da região.
O seminário marca o início de um ciclo de encontros para fortalecer o trabalho em rede e construir soluções sustentáveis até 2027. Vem com a gente nessa jornada!
📍 Sede da COEPI, em Pirenópolis
📆 A partir das 8h30
📢 Evento aberto ao público

Criminalização de comunidades tradicionais de fundo fecho de pasto, BA

Criminalização de comunidades tradicionais de fundo fecho de pasto, BA

NOTA DE DENÚNCIA E REPÚDIO
Fecheiros e militantes do MAB são presos e criminalizados injustamente no município de Correntina, oeste da Bahia
Correntina – BA, 19 de maio de 2025

O Coletivo dos Fundos e Fechos de Pasto da Bacia do Rio Corrente, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Comissão Pastoral da Terra – CPT/BA, a Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais da Bahia (AATR/BA), a Campanha Nacional contra a Violência no Campo, a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP) e a Escola de Ativismo vêm a público manifestar veemente repúdio à criminalização de lideranças comunitárias e militantes do MAB, bem como denunciar as reiteradas violações de direitos humanos que vêm sendo praticadas contra comunidades tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto no oeste da Bahia.

Na última sexta-feira, 16 de maio de 2025, os trabalhadores rurais Solange Moreira Barreto e Silva — camponesa, fecheira, agente comunitária de saúde e militante do MAB — e seu esposo Vanderlei Moreira e Silva, também camponês e fecheiro, foram presos de forma arbitrária no aeroporto do Rio de Janeiro (RJ). O casal, em viagem pessoal planejada há três anos e com pacotes adquiridos desde 2024, foi detido sem que fossem previamente informados sobre as acusações que recaem sobre eles.

Além deles, outras quatro pessoas da mesma comunidade estão com mandados de prisão em aberto, sem qualquer conhecimento das razões legais que justificariam tais ordens. Desde a data das prisões, advogadas das entidades envolvidas tentam, sem êxito, obter habilitação junto ao processo criminal na Comarca de Coribe (BA). A negativa sistemática por parte do judiciário, somada à realização de audiência de custódia sem a presença da defesa legal, configura grave violação aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal.

As pessoas envolvidas são amplamente reconhecidas na região pelo seu compromisso com a defesa dos territórios tradicionais, da biodiversidade, dos recursos hídricos e dos direitos humanos. Trata-se, portanto, de um caso emblemático de prisão política e criminalização de lideranças que resistem à grilagem de terras públicas e à expropriação de territórios tradicionais no oeste baiano.

Os episódios de violência não se limitam às prisões. Na madrugada do dia 17 de maio, o rancho da comunidade de Brejo Verde foi destruído e incendiado, e agentes de segurança privada armados intimidaram trabalhadores no Fecho de Entre Morros, impedindo a realização de atividades tradicionais como o manejo coletivo do gado.

O terror institucionalizado segue em curso. No dia 19 de maio, cerca de oito viaturas das polícias Civil e Militar invadiram os territórios das comunidades de Brejo Verde e Aparecida do Oeste, arrombando residências sem mandado judicial e promovendo ameaças e violência psicológica contra familiares dos fecheiros criminalizados, gerando pânico e insegurança entre os moradores, que hoje vivem com medo de circular por suas próprias comunidades.

Desde a década de 1970, povos e comunidades tradicionais da região denunciam sistematicamente as violações de seus territórios a diversos órgãos públicos. A omissão estatal diante das constantes ações de grilagem, violência armada e destruição de bens comuns tem contribuído para o agravamento dos conflitos. Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Correntina é o município com maior número de conflitos agrários registrados na Bahia entre 1985 e 2023, totalizando 132 ocorrências — número que segue crescendo em 2024 e 2025. Há registros de destruição de ranchos, derrubada de pontes e cercas, ameaças a idosos, tentativa de homicídio, disparos de arma de fogo, coerções e fechamento de vias de acesso a áreas de uso coletivo.

O aparato policial do Estado da Bahia, com apoio de setores do judiciário, tem sido instrumentalizado para promover a repressão contra trabalhadores rurais, violando direitos humanos, territoriais e fundamentais das comunidades tradicionais. Diante dessa realidade, as entidades signatárias desta nota exigem:

  1. A libertação imediata dos trabalhadores presos injustamente;

  2. A habilitação imediata das advogadas da defesa nos autos do processo criminal;

  3. A suspensão das ações policiais em territórios de comunidades tradicionais, especialmente aquelas realizadas sem mandado judicial.

As organizações signatárias reafirmam seu compromisso com a defesa da vida, da dignidade dos povos tradicionais e do Estado Democrático de Direito.

MANIFESTO PELO FIM DO USO DO “CORRENTÃO” NO BRASIL

MANIFESTO PELO FIM DO USO DO “CORRENTÃO” NO BRASIL

 

ALERTA URGENTE
Uma prática extremamente destrutiva chamada “correntão” está devastando o Cerrado e outros biomas brasileiros.

Tratores arrastam uma corrente metálica gigante entre si, aniquilando a vegetação nativa, matando a fauna silvestre e colocando em risco o nosso futuro.

O Cerrado, conhecido como o berço das águas do Brasil, está sendo brutalmente atacado. Essa devastação compromete a biodiversidade, os recursos hídricos, as comunidades tradicionais e agrava a crise climática.

Deslize para o lado e entenda:

  1. O que é o correntão

  2. Danos ambientais devastadores

  3. Impacto social e climático

  4. O que você pode fazer para ajudar a dar fim a essa prática

É hora de agir.
Pressione pela aprovação do Projeto de Lei nº 5.268/2020, cobre uma fiscalização mais rigorosa e apoie organizações que lutam pela preservação ambiental.

Assine e compartilhe o manifesto pelo fim do correntão:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdV0IYiy84dCqJ7oehhDytHLNOS1L8Hf3kjmunWZeXXZaYR-g/viewform

#FimDoCorrentão #ProtejaOCerrado #AçãoPeloMeioAmbiente

27 de abril – Dia Mundial da Anta

27 de abril - Dia Mundial da Anta

A anta brasileira (Tapirus terrestris) é muito mais do que o maior mamífero terrestre da América do Sul: ela é uma verdadeira jardineira das florestas. Ao se alimentar de uma grande variedade de frutos e dispersar sementes por extensas áreas, a anta desempenha um papel crucial na formação, manutenção e regeneração de ecossistemas como florestas tropicais, cerrados e áreas alagadas. Sem ela, a dinâmica natural de muitas matas seria profundamente alterada.

Apesar de sua importância ecológica, a anta está atualmente classificada como Vulnerável à Extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e também no Brasil. Suas populações sofrem impactos distintos em cada bioma onde ocorre: no Cerrado, é o desmatamento e a expansão agropecuária; na Amazônia, a perda de habitat e a caça; na Mata Atlântica, o isolamento de populações e atropelamentos em rodovias. Cada região impõe desafios específicos, o que torna essencial o desenvolvimento de estratégias de conservação adaptadas a diferentes realidades locais.

Em 2025, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está conduzindo uma reavaliação atualizada do status de conservação da anta brasileira para a nova Lista Vermelha Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção. Paralelamente, avança também o segundo ciclo do Plano de Ação Nacional (PAN) dos Ungulados Ameaçados, que engloba a anta entre suas prioridades.

Esses instrumentos — a reavaliação e o PAN — são fundamentais para orientar políticas públicas, projetos de manejo e ações de proteção eficazes, garantindo a sobrevivência dessa espécie que ajuda a manter nossas florestas vivas e biodiversas.

Conservar a anta é conservar todo um ecossistema!

Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico

Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico

 

Prepare-se para virar carranca e levantar sua voz pelo Velho Chico!
Em sua 12ª edição, a campanha Eu Viro Carranca para Defender o Velho Chico chega com um formato inédito: pela primeira vez, todas as atividades acontecerão juntas, em um grande encontro na capital do país!

No dia 3 de junho de 2025, Brasília/DF será palco de um verdadeiro grito coletivo em defesa do Rio São Francisco. Serão atividades culturais, rodas de conversa, apresentações artísticas, painéis sobre revitalização do rio, além de muita mobilização popular para fortalecer a luta pela preservação de um dos maiores patrimônios naturais e culturais do Brasil.

O Velho Chico é vida, história e integração. Proteger suas águas é garantir o futuro de milhões de pessoas que dependem dele para viver, plantar, criar e sonhar.

💧 Reserve essa data: 03 de junho de 2025
📍 Local: Brasília/DF
🌎 Saiba mais e acompanhe a programação no site oficial: www.virecarranca.com.br

Venha fazer parte dessa corrente! Vire carranca, levante sua voz e defenda o Velho Chico!

DIA DOS POVOS INDÍGENAS

DIA DOS POVOS INDÍGENAS

O Brasil é, e sempre foi, terra indígena!
Muito antes das fronteiras que hoje conhecemos, os povos indígenas já moldavam a paisagem brasileira com sabedoria e respeito à natureza. A arqueologia vem mostrando que os territórios indígenas são muito mais amplos do que os poucos que foram oficialmente demarcados — quando há demarcação. As evidências estão gravadas no solo e na vegetação: sítios arqueológicos, vestígios cerâmicos, solos de terra preta antropogênica e alterações na composição das florestas testemunham essa longa história de ocupação e manejo.

Com um conhecimento refinado transmitido por gerações, os povos indígenas desenvolveram técnicas de mobilidade e uso sustentável dos recursos, respeitando os ciclos naturais e promovendo a regeneração da fauna e da flora, seja por meio de processos naturais ou do manejo intencional. Eles transformaram a floresta em casa, em farmácia, em espaço de rituais e de celebração da vida.

Cada território indígena é muito mais do que terra: é um espaço integrado de biodiversidade, alimento, cura e espiritualidade — uma verdadeira rede viva que conecta natureza, cultura e sabedoria ancestral.

Reconhecer essa história é reafirmar: nosso marco é ancestral.

Fonte: Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB)

Movimento Tapera Viva! 

Movimento Tapera Viva!

O Parque Natural Municipal da Tapera, um verdadeiro tesouro na Serra do Cipó (MG), precisa de você!
Estamos lançando um movimento de defesa, proteção, conservação e uso consciente do parque, unindo a força da comunidade e do poder público. Esta iniciativa nasceu das rodas de conversa promovidas pelo projeto de extensão da UFMG, em parceria com a Brigada Cipó, e agora queremos levar essa mobilização ainda mais longe!

Participe desse movimento coletivo em prol do Cerrado e ajude a garantir um futuro preservado para o Parque da Tapera. Sua contribuição é fundamental — qualquer valor faz a diferença!

💚 Faça sua doação via PIX:
CNPJ: 57.128.322/0001-38
Beneficiário: Associação Brigada Voluntária Cipó (conta exclusiva para a campanha)

Além de doar, você pode apoiar ainda mais compartilhando essa campanha com amigos, familiares e redes de contato. Vamos espalhar essa corrente de proteção!

Ah, e um detalhe especial: a tirinha que acompanha esta campanha faz parte do livro “Cerrado em Quadrinhos”, publicado pela incrível @peiropolis. Quer conhecer mais sobre essa obra que celebra a biodiversidade e a cultura do Cerrado? Dá uma olhada no site da editora!

JUNTOS PELO CERRADO, PELO PARQUE DA TAPERA E PELO FUTURO QUE QUEREMOS VER FLORESCER!

Recém-descoberta no Cerrado goiano, essa cigarra chama a atenção por seu rostro — uma estrutura extremamente longa que alcança até seu abdômen —, permitindo que ela se alimente de maneira eficiente mesmo em condições de extrema escassez hídrica. Esse detalhe anatômico, aliado ao seu comportamento resiliente, reforça seu papel ecológico: a Ariasa iporaensis se torna uma importante fonte de alimento para aves insetívoras durante a seca, ajudando a sustentar a cadeia alimentar em períodos críticos.

Outra curiosidade é sua incrível capacidade de adaptação: além de habitar áreas naturais, já foi registrada em ambientes urbanos, onde seu canto pode ser ouvido em praças, ruas e avenidas. Um verdadeiro símbolo de resistência e adaptação do Cerrado.

Quer saber mais sobre essa descoberta fascinante? Leia a reportagem completa no Terra da Gente:
Reportagem – Nova espécie de cigarra descoberta no Cerrado

Descubra a Ariasa iporaensis, a cigarra que desafia a seca! 

Descubra a Ariasa iporaensis, a cigarra que desafia a seca!

 

Com apenas 2,5 centímetros, essa pequena maravilha do Cerrado, a Ariasa iporaensis, impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo seu canto vibrante: um assobio fino e contínuo que ecoa entre março e setembro, justamente nos meses mais secos do ano, quando a maioria dos insetos se silencia.

Recém-descoberta no Cerrado goiano, essa cigarra chama a atenção por seu rostro — uma estrutura extremamente longa que alcança até seu abdômen —, permitindo que ela se alimente de maneira eficiente mesmo em condições de extrema escassez hídrica. Esse detalhe anatômico, aliado ao seu comportamento resiliente, reforça seu papel ecológico: a Ariasa iporaensis se torna uma importante fonte de alimento para aves insetívoras durante a seca, ajudando a sustentar a cadeia alimentar em períodos críticos.

Outra curiosidade é sua incrível capacidade de adaptação: além de habitar áreas naturais, já foi registrada em ambientes urbanos, onde seu canto pode ser ouvido em praças, ruas e avenidas. Um verdadeiro símbolo de resistência e adaptação do Cerrado.

Quer saber mais sobre essa descoberta fascinante? Leia a reportagem completa no Terra da Gente:
Reportagem – Nova espécie de cigarra descoberta no Cerrado

A fronteira do Matopiba: as novas faces da expansão do capital e seus conflitos

A fronteira do Matopiba: as novas faces da expansão do capital e seus conflitos

O livro “A fronteira do Matopiba: as novas faces da expansão do capital e seus conflitos” já está disponível no Portal de Livros Abertos da USP.
Acesse gratuitamente: Portal de Livros Abertos da USP
DOI: https://doi.org/10.11606/9788575065129

Organizado por Marta Inez Medeiros Marques (USP/FFLCH) e Vicente Eudes Lemos Alves (Unicamp), o livro reúne 21 estudos que exploram os processos, contradições e conflitos socioambientais ligados à expansão do agronegócio sobre o Cerrado, especialmente na região conhecida como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

Com abordagens que dialogam entre geografia, sociologia e planejamento territorial, a obra busca ampliar a compreensão sobre as transformações espaciais em curso nessa nova fronteira agrícola brasileira. É uma leitura fundamental para quem se interessa pelas dinâmicas econômicas, ambientais e sociais do campo e da cidade.

Palavras-chave: Geografia do Matopiba, Regionalização, Cerrado, Povos e Comunidades Tradicionais, Conflitos Socioambientais, Fronteira Agrícola.

Publicado em abril de 2025 pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/USP).

Estudo aponta indicadores para guiar projetos de restauração ecológica de campos naturais e savanas

Estudo aponta indicadores para guiar projetos de restauração ecológica de campos naturais e savanas

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e da Unicamp acabam de trazer uma novidade que pode dar um impulso nos projetos de recuperação de ecossistemas abertos degradados. Um novo estudo, publicado na revista Restoration Ecology, aponta quais são os melhores indicadores e valores de referência para orientar ações de restauração ecológica em campos naturais e savanas – ambientes para os quais ainda faltam muitas informações consolidadas.

A restauração ecológica busca devolver a vida e o equilíbrio funcional a ecossistemas danificados. Mas quando se trata de campos e savanas, ainda existem muitas dúvidas sobre como medir o sucesso dessas iniciativas. É aí que o trabalho se destaca: ele oferece ferramentas práticas para avaliar, de forma segura, se os projetos estão no caminho certo.

O estudo analisou 14 áreas de Cerrado remanescente localizadas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás, variando em clima, tipo de solo e frequência de fogo. Nessas áreas – que nunca foram degradadas – os cientistas investigaram fatores como composição de espécies vegetais, riqueza, cobertura do solo e biomassa aérea. Com essas informações, agora é possível ter parâmetros confiáveis para guiar novos projetos de restauração em ecossistemas abertos.

Quer saber mais? Confira a matéria completa: link

 

Fonte:
Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais – ABCD USP
Agência FAPESP