Fenologia, emergência, morfologia e produção de mudas de Emmotum nitens (Benth.) Miers

Fenologia, emergência, morfologia e produção de mudas de Emmotum nitens (Benth.) Miers.

Autor(a):

Marcus Vinicius Prado 

Resumo:

Emmotum nitens (Icacinaceae) é uma das espécies do bioma Cerrado com os maiores valores de índice de importância entre as ocorrentes em Cerradões de Latossolos distróficos, porém pouco é conhecido sobre a sua reprodução. Este trabalho foi realizado em dez indivíduos adultos nas proximidades da Reserva Ecológica Cerradão, onde as árvores foram georreferênciadas com auxílio de um aparelho GPS; Laboratório de Biologia Vegetal e Viveiro da Embrapa Cerrados, Planaltina – DF. Os objetivos deste trabalho foram: 1) Verificar o ciclo reprodutivo da espécie através de suas fenofases. Os frutos de Emmotum nitens permaneceram por um longo período nos indivíduos adultos, com um efeito aparente de frutificação contínua, embora o que tenha ocorrido foram diferentes estádios de desenvolvimento, tamanho, amadurecimento e dispersão. 2) Realizar um protocolo de coleta e beneficiamento de frutos para a obtenção de diásporos e sementesisoladas. A imersão em água dos frutos por 48 horas proporcionou uma alteração da consistência do exocarpo (polpa) facilitando a remoção do mesmo. O tempo médio para beneficiar uma amostra de 100 frutos foi de ±15 min. ou 2 horas e trinta minutos para beneficiar (1000) mil frutos; o uso de um dispositivo metálico desenvolvido para a extração de sementes propiciou que estas fossem retiradas do interior dos diásporos intactas. 3) Verificar o efeito das condições fitossanitárias de diásporos e a viabilidade de sementes armazenadas em dois diferentes ambientes (câmara fria – CF e temperatura ambiente de laboratório – TA). Após o período de oito meses de armazenagem, através do teste de tetrazólio (1%), as sementes apresentaram uma viabilidade de 94 e 86% para TA e CF, respectivamente. 4) Avaliar através de experimentos em laboratório a emergência e desenvolvimento de plântulas a partir de diásporos e sementes isoladas. A porcentagem média de emergência a partir de sementes isoladas foi de 3 e 4% e 9 e 8%, para o primeiro e segundo experimentos montados em câmara de germinação a 25 °C, já a partir de diásporos nas mesmas condições, a germinação e emergência não ocorreu. 5) Ilustrar e caracterizar os aspectos morfométricos de frutos, diásporos, sementes e plântulas; onde foi caracterizado no fruto, diásporo e semente: O tamanho (comprimento, largura e espessura), características externas e internas, morfologia e tipo de germinação. Os frutos são do tipo drupóide, mesocarpos lenhosos, semente com embrião axial, cotilédones foliáceos e germinação fanerocotiledonar. As plântulas possuem protófilos simples, alternos e sistema radicular axial. As plântulas aos 180 dias atingiram uma média de 23,6 cm de altura e diâmetro do coleto de 2,36 mm. 6) Avaliar o crescimento em diferentes substratos (Solo de Cerradão; Solo de Cerradão + Areia e Solo Cerradão + Areia + Adubo); para a produção de mudas de Emmotum nitens. O delineamento experimental utilizado foi o DBC com 8 blocos x 3 tratamentos x 10 repetições. Foram avaliadas as medidas alométricas da parte aérea, da raiz, número de folhas, diâmetro do caule e a razão raiz/parte aérea. Na produção de matéria seca foi avaliada a massa seca da parte aérea, da raiz e a massa seca total. A emergência das plântulas de Emmotum nitens iniciou aos 28 dias após o plantio, estendo até os 95 dias. Não houve diferença significativa entre os tratamentos em relação às medidas de crescimento, número de folhas, diâmetro do coleto e na produção de massa seca total. O investimento de crescimento em raiz foi maior que o da parte aérea, porém, na produção de massa seca, o investimento na parte aérea foi o dobro em relação ao investimento na raiz. A espécie Emmotum nitens apresentou neste trabalho a produção de plântulas anômalas a partir de sementes isoladas; mas quando o plantio foi feito por diásporos (mesocarpos lenhosos + sementes) em condições de viveiro, obteve-se plantas normais.

Referência:

ALVES, Marcus Vinicius Prado. Fenologia, emergência, morfologia e produção de mudas de Emmotum nitens (Benth.) Miers. 2012. vii, 107 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2012

Disponível em:

Mudanças na paisagem e estresse biológico: alterações cromossômicas, energéticas e epigenéticas em Boana albopunctata em área agrícola e conservada no Distrito Federal

Mudanças na paisagem e estresse biológico: alterações cromossômicas, energéticas e epigenéticas em Boana albopunctata em área agrícola e conservada no Distrito Federal

Autor(a):

Millena de Alburquerque Saturnino

Resumo:

Anfíbios, devido a características ecológicas, fisiológicas e reprodutivas, são considerados bons bioindicadores de qualidade ambiental, em diferentes níveis de organização. Com o avanço da produção agrícola no Cerrado, a vegetação nativa vem sendo rapidamente perdida e diversos ambientes estão sujeitos à massiva aplicação de agrotóxicos. O Distrito Federal é grande produtor de grãos, principalmente de soja, com 70 mil hectares de lavouras, que utilizam agrotóxicos de forma intensa, principalmente o herbicida glifosato. Desta forma, é importante avaliar como a alteração da paisagem se reflete na qualidade de vida dos organismos, avaliando respostas ao estresse. Utilizei o hilídeo Boana albopunctata para acessar o efeito de estresses biológicos, comparando uma área fortemente agrícola e uma Unidade de Conservação de Proteção Integral (UC), sobre a ocorrência de alterações nucleares em eritrócitos, condição corporal e assimetria flutuante. Não foram observadas diferenças significativas na proporção de alterações citológicas entre os dois locais de estudo, o que pode significar uma boa capacidade metabólica de xenobióticos da espécie, algum mecanismo genético que impeça tais alterações ou ainda que a concentração dos contaminantes agrícolas não atingiu níveis suficientes para causar tais alterações. A condição corporal dos indivíduos da área agrícola foi maior que na UC, provavelmente em decorrência de relaxamento ecológico. Não foi verificada assimetria flutuante nos indivíduos amostrados, por algum mecanismo epigenético da espécie que atue na manutenção da estabilidade do desenvolvimento ou porque o nível de estresse ambiental da área agrícola não foi suficiente para causar erros no desenvolvimento. Isso mostra que, por ser uma espécie generalista, abundante e boa colonizadora, Boana albopunctata não demostrou sensibilidade às mudanças ambientais causadas pelas atividades antrópicas, levantando questionamentos sobre seu potencial como bioindicador de estresse biológico.

Referência:

SATURNINO, Millena de Albuquerque. Mudanças na paisagem e estresse biológico: alterações cromossômicas, energéticas e epigenéticas em Boana albopunctata em área agrícola e conservada no Distrito Federal. 2017. 60 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

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Avaliação da sucessão ecológica e do desenvolvimento de árvores em uma lavra de cascalho revegetada do Distrito Federal, DF – Brasil

Avaliação da sucessão ecológica e do desenvolvimento de árvores em uma lavra de cascalho revegetada do Distrito Federal, DF - Brasil

Autor(a):

Carolina Rizzi Starr

Resumo:

O Cerrado brasileiro apresenta a maior biodiversidade florística entre as existentes no Mundo. 41,6% da cobertura vegetal do Cerrado foram substituídas em decorrência de atividades antrópicas. Uma dessas atividades é a mineração. O processo de recuperação de área degradada pela mineração é lento e complicado e envolve atividades de revegetação associado com manejos de solo. O presente experimento foi estabelecido em uma cascalheira explotada, localizada na ARIE Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo – DF. A cascalheira foi revegetada em 2003, metade da área da jazida foi escarificada e semeada com Stylosanthes spp. e a outra metade não recebeu nenhum tratamento de estrato herbáceo, o Stylosanthes spp. (conhecido comercialmente como mineirão) foi escolhido por se tratar de uma espécie nativa e cujo plantio é permitido em unidades de conservação e por que espécies herbáceas estabelecidas em local minerado crescem rápido, protegem o solo e incorporam matéria orgânica. Covas foram escavadas nas duas porções da jazida (com e sem Stylosanthes spp.), totalizando 72 mudas de 6 espécies (Inga edulis, Couepia grandiflora, Genipa americana, Hymenaea stigonocarpa, Kielmeyera lathrophyton e Tapirira guianensis) em cada metade da área 36 mudas receberam cobertura morta (mulch). Além disso mais 36 mudas das 6 espécies citadas foram implantadas em uma área de Cerrado preservado adjacente à jazida. A sobrevivência e o desenvolvimento das mudas arbóreas foram anualmente acompanhados desde o plantio, em 2004 até 2008. A porcentagem de árvores sobreviventes ao final de cinco anos foi de 67,2%, porem não houve sobreviventes de Kielmeyera lathrophyton. As mudas estabelecidas na área de solo não minerado (controle) apresentaram as maiores percentagens de mortes. Em relação ao incremento das espécies, o Inga edulis apresentou o melhor desempenho. Não houve nenhum tratamento significantemente melhor que o outro. Para avaliar a sucessão ecológica dos dois manejos, foram calculados índices fitossociológicos (cobertura linear, densidade relativa, cobertura relativa, freqüência relativa e IVI) e índices de Shanonn, Jaccard e Pielou. Foi observado que o plantio do estrato herbáceo aumentou a diversidade de espécies em 63%, uma diminuição da colonização por espécies exóticas em 20%,
um aumento da cobertura linear da área em 30%. Como no Cerrado os estratos herbáceos e arbóreos apresentam comportamento heliófitos a introdução de ambos os estratos proporciona uma competição, porém não foi observado significância no desenvolvimento de espécies arbóreas em questão.

Referência:

STARR, Carolina Rizzi. Avaliação da sucessão ecológica e do desenvolvimento de árvores em uma lavra de cascalho revegetada do Distrito Federal, DF – Brasil. 2009. 67 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

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Dinâmica da serapilheira e fluxos de Gases de Efeito Estufa em plantios de eucalipto e vegetação nativa do Cerrado

Dinâmica da serapilheira e fluxos de Gases de Efeito Estufa em plantios de eucalipto e vegetação nativa do Cerrado

Autor(a):

fabiana Piontekowski Ribeiro 

Resumo:

Em ecossistemas florestais a dinâmica da serapilheira e os fluxos de Gases de Efeito Estufa pode variar ao longo do tempo, de acordo com as condições edafoclimáticas de cada região. Solos florestais são importantes fontes de N2O e comumente possuem comportamento de dreno em relação ao CH4. Entretanto, é importante considerar a variabilidade temporal desses fluxos. Este estudo avaliou a dinâmica sazonal, bem como as interações com os condutores ambientais da serapilheira e dos fluxos de CH4 e N2O de solos sob plantios de eucaliptos e vegetação nativa do Cerrado. O estudo foi realizado no Distrito Federal, Brasil em três áreas: plantações de eucaliptos híbridos (Eucalyptus urophylla x Eucalyptus grandis) implantados em 2011 (E1) e em 2009 (E2) e vegetação nativa do Cerrado (CE). Para isso, procederam as coletas da serapilheira produzida, estocada e sua massa remanescente, ao longo de 720 dias. A avaliação da massa remanescente de serapilheira, em cada área foi realizada a partir da distribuição aleatória de litter bags sobre o solo. Foram realizadas análises químicas e dos componentes estruturais da parede celular da serapilheira remanescente. Também foi determinado o C estocado na serapilheira. Para coleta de gases as amostras de ar foram coletadas usando uma câmara de fechamento manual e a concentração de gás foi determinada por cromatografia gasosa. A temperatura do ar e do solo, o espaço poroso saturado por água (EPSA) e as concentrações de nitrogênio mineral, nitrato (NO3 -) e amônio (NH4 +) também foram monitorados. O comportamento dos fluxos diários de gases foi analisado para cada época (chuvosa e seca) e ano (acumulado anual). Como principais resultados foi verificado efeito da sazonalidade na produção de serapilheira. Para ambos os anos de avaliação foi observada maior biomassa e C na serapilheira no E2. Em contrapartida, a maior taxa de decomposição foi para o CE, especialmente no segundo ano de avaliação (massa remanescente aos 720 dias de 35 %, 37 % e 23 % para E1, E2 e CE, respectivamente), o que foi atribuído a maior liberação aparente de N, umidade do solo e biodiversidade na área nativa. Os teores de lignina aumentaram, os de celulose diminuíram e os de hemicelulose ficaram estáveis ao longo dos 720 dias, sugerindo que a decomposição da celulose é proporcional à perda de serapilheira e que a resistência à decomposição de lignina ocorre pelo menos até dois anos de avaliação. Também foi observado um aumento na concentração dos nutrientes N e P da massa remanescente e correlações positivas entre massa remanescente e as relações C:N e C:P. A relação C:N da serapilheira foi ≥ 76:1 no tempo 0 e ≥ 30:1 aos 720 dias para as três áreas. Os resultados do presente estudo reforçam a importância de pesquisas de longo prazo principalmente para decomposição de serapilheiras em ecossistemas florestais. Quanto aos fluxos de CH4 e N2O não houve um padrão claro em resposta às variações sazonais entre as áreas. Durante o período de estudo os fluxos médios de CH4 foram -22,48 -8,38 e -1,31 μg e os fluxos médios de N2O foram 5,45, 4,85 e 3,85 μg de para as áreas de E1, E2 e CE, respectivamente. Ao longo do período de avaliação, os influxos acumulados de CH4 foram de -1,86 a -0,63 kg ha-1 ano-1 (ano 1) e de -1,85 a -1,34 kg ha-1 ano-1 (ano 2). Os fluxos cumulativos de N2O nas três áreas foram ≤ 0,85 kg ha-1 ano -1 no ano 1 e ≤ 0,44 kg ha-1 ano-1 no ano 2. Esta avaliação também sugeriu que os picos de fluxos de CH4 e N2O ocorrem apenas alguns dias por ano e, portanto, têm pouco impacto nos fluxos anuais totais. A análise de todo o período de estudo indicou a captação de CH4 da atmosfera e a contribuição do CH4 e N2O para o potencial de aquecimento global (PAG) variou de 82 a 228 Kg CO2 eq ha-1 ano-1 para os plantios de eucalipto e de 57 a 82 Kg CO2 eq ha-1 ano-1 e vegetação nativa do Cerrado, e que conversão das áreas de uso para plantios florestais representou uma opção efetiva para a mitigação do potencial de emissão de gases de efeito estufa.

Referência:

RIBEIRO, Fabiana Piontekowski. Dinâmica da serapilheira e fluxos de Gases de Efeito Estufa em plantios de eucalipto e vegetação nativa do Cerrado. 2018. xii, 71 f., il. Tese (Doutorado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2018.

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Amostragem aleatória de ramos como técnica para quantificar a produção de frutos Caryocar brasiliense camp. (caryocaraceae)

Amostragem aleatória de ramos como técnica para quantificar a produção de frutos Caryocar brasiliense camp. (caryocaraceae)

Autor(a):

Lívia Marques Borges

Resumo:

O pequi é uma espécie típica do bioma Cerrado, cujo fruto é um importante produto florestal não madeireiro – PFNM. No entanto, o extrativismo dos frutos é feito, em geral, sem planos de manejo ou informações precisas sobre a produção. Este estudo foi realizado em uma área de cerrado sensu stricto, localizada na Reserva Ecológica e Experimental da Universidade de Brasília, Distrito Federal, com o objetivo de verificar a eficiência da amostragem aleatória de ramos para quantificar a produção de frutos de Caryocar brasiliense Camb. (pequi), visando o manejo sustentável da espécie. Para este estudo, a área selecionada foi inventariada, sendo amostradas 10 parcelas de 20×50 m distribuídas aleatoriamente no local. Em cada parcela, foram identificados botanicamente todos os indivíduos lenhosos arbóreo arbustivos com Db (diâmetro da base tomado a 30 centímetros do solo) igual ou superior a 5 cm. O inventário permitiu conhecer a composição florística e a estrutura da vegetação onde foram selecionados indivíduos de pequi para aplicação da amostragem aleatória de ramos. Após o inventário, foram sorteadas cinco árvores de Caryocar brasiliense, pertencentes a diferentes classes de diâmetro para aplicação da amostragem aleatória de ramos. Foram testadas duas técnicas de seleção de ramos: probabilidade uniforme e probabilidade proporcional ao diâmetro do ramo. A validação do método de amostragem foi feita comparando a produção de frutos de pequi estimada pelas duas técnicas de seleção de ramos com a produção real, obtida pela contagem total dos frutos nas árvores sorteadas. O erro amostral médio das cinco árvores, para uma intensidade amostral de dez caminhos, foi de 231,85 % e 151,82 % para a probabilidade uniforme e proporcional ao diâmetro, respectivamente. Foi verificado que a técnica de probabilidade proporcional ao diâmetro dos ramos produziu estimativas com menor erro do que a técnica de probabilidade uniforme. A maior produção de frutos, considerando as médias das cinco árvores, ocorreu no quadrante sudoeste (68,8 frutos) e no estrato mediano da copa (91,8 frutos). A amostragem aleatória de ramos se mostrou uma metodologia pouco precisa para estimar a produção de frutos de Caryocar brasiliense, sendo sua principal desvantagem o alto valor do erro amostral associado às estimativas.

Referência:

BORGES, Lívia Marques. Amostragem aleatória de ramos como técnica para quantificar a produção de frutos Caryocar brasiliense camp. (caryocaraceae). 2009. 147 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

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Quando um viveiro florestal torna-se um viveiro educador: estudo de caso em uma Escola Classe do Distrito Federal

Quando um viveiro florestal torna-se um viveiro educador: estudo de caso em uma Escola Classe do Distrito Federal

Autor(a):

Thiago Vinicius Pereira Leite

Resumo:

Realizar projetos de Educação Ambiental é um processo delicado e que deve ser feito de forma participativa, clara e objetiva; levando em consideração todo o contexto em que a comunidade onde o projeto será desenvolvido está inserida. Assim sendo, este trabalho visa utilizar a estrutura de um viveiro florestal como forma de educação ambiental para crianças do ensino fundamental da Escola Classe número 50, na EQNL 02/04, Setor L- Norte, em Taguatinga Norte, DF. O trabalho foi executado em duas etapas: a primeira foi a de reuniões, palestras e discussões com a comunidade da escola; e a segunda foi a execução propriamente dita do viveiro (de estrutura simples e econômica, de caráter permanente), contemplando práticas de germinação de sementes e produção de mudas de espécies nativas do Cerrado. Em seguida, foram efetuadas avaliações das atividades de educação realizadas, bem como documentação e feira cultural. A utilização da estrutura de um viveiro florestal como forma de educação ambiental para crianças, mostrou-se eficiente e cumpriu os objetivos propostos para este trabalho. O material produzido como: o vídeo, as fotos das atividades, os trabalhos desenvolvidos em sala de aula, o estande na feira cultural, demonstrou que o viveiro estimulou as atividades ambientais, que antes ocupava somente um bimestre do ano letivo e que passaram a ser tema nos quatro bimestres.

Referência:

LEITE, Thiago Vinicius Pereira. Quando um viveiro florestal torna-se um viveiro educador: estudo de caso em uma Escola Classe do Distrito Federal. 2008. 78 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

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Análise financeira da semeadura e do plantio de mudas arbóreas na restauração ecológica no Cerrado

Análise financeira da semeadura e do plantio de mudas arbóreas na restauração ecológica no Cerrado

Autor(a):

Mariana Rezende de Oliveira e Silva

Resumo:

Pesquisas relacionadas à restauração ecológica têm enfatizado principalmente os aspectos técnicos e biofísicos e deixado uma lacuna sobre os temas econômico financeiros. O objetivo deste trabalho foi analisar a relação entre custo e a efetividade da restauração da vegetação em fragmentos de Cerrado strictu senu degradados para criação de pastagem, por meio de duas estratégias: plantio de mudas e semeadura direta. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com os responsáveis pela execução de dois projetos, ambos localizados no Distrito Federal. Para análise de custos foi utilizada o Custeio por Absorção Parcial, considerando um horizonte de planejamento de dois anos, além do Custo Periódico Equivalente com base em uma projeção de
sete anos. Para os casos específicos aqui analisados, a semeadura direta foi mais barata (R$ 13.481,03/ha) do que o plantio de mudas (R$ 44.745,75/ha). O planejamento foi mais caro para semeadura direta enquanto a implantação e o monitoramento foram mais custosos no plantio de mudas Foi realizada análise de custoefetividade, sendo o indicador ecológico selecionado o percentual de cobertura do solo, estimado a partir do método de interceptação de pontos em linha. Para os casos estudados, a semeadura direta apresentou-se mais vantajosa, tanto em termos financeiros, quanto em resultados ecológicos. Na área de semeadura direta, a cobertura de espécies subarbustivas nativas (98,25%), apesar de expressivo, apresentou apenas três espécies de rápido crescimento e o percentual de cobertura de espécies arbóreas e arbustivas foi pouco expressivo. Já na área do plantio de mudas, o percentual de herbáceas nativas (5,44%) foi maior do que de árvores e arbustos, o que representa acréscimo de outras formas de vida.

Referência:

SILVA, Mariana Rezende de Oliveira e. Análise financeira da semeadura e do plantio de mudas arbóreas na restauração ecológica no Cerrado. 2019. [109] f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.

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Inteligência artificial associada à dados de satélite na predição do potêncial energético em área de cerradão

Inteligência artificial associada à dados de satélite na predição do potêncial energético em área de cerradão

Autor(a):

João Victor Carrijo

Resumo:

Os estudos sobre a capacidade produtiva florestal do Cerrado vêm ganhando atenção nos últimos anos, utilizando de inteligência artificial na estimativa de variáveis produtivas da floresta e demonstrando o poder dessa tecnologia para esse fim. Entretanto, maiores esforços de pesquisa devem ser feitos quanto a capacidade energética do mesmo, possibilitando assim a geração de informações importantes para a gestão e o manejo sustentável dessas áreas. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia de redes neurais artificiais associadas à dados de satélites para a estimativa do potencial energético em áreas de cerradão. O estudo foi conduzido em parcelas instaladas em uma área de cerradão em Tocantins, Brasil, onde foi realizado inventário florestal para obtenção de dados dendrométricos e amostras de material lenhoso e casca. O poder calorífico superior do material amostrado foi determinado segundo a norma brasileira NBR 8633 e a biomassa seca a 0% de umidade foi determinada com uso de modelos matemáticos. O produto desses dois valores definiu o potencial energético de cada indivíduo amostrado, posteriormente extrapolada por unidade de área. Seis índices de vegetação foram calculados para cada parcela a partir de uma imagem RapidEye e um teste de correlação foi realizado para determinar o índice a ser utilizado na modelagem do potencial energético. A modelagem foi realizada por meio da ferramenta Intelligent Problem Solver do software Statistica 7, utilizando a área basal e o Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI) como variáveis preditoras. A seleção da rede neural mais adequada foi feita segundo os critérios da análise gráfica, do erro médio da estimativa e do coeficiente de correlação. Por fim, a validação da rede selecionada foi realizada por meio do teste de t de Student e da diferença agregada. Em termos médios, o poder calorífico superior da madeira das espécies do cerradão foi de 19,234 ± 0,411 GJ.ton-1, enquanto para a casca foi de 19,878 ± 1,090 GJ.ton-1. Os resultados da modelagem revelaram que o potencial energético médio do cerradão é de 1.022,66 GJ.ha-1 ± 560,89 GJ.ha-1. A rede neural mais adequada apresentou erro de 11,27% e uma estrutura com dois neurônios na camada de entrada, oito na camada oculta e um na camada de saída, com funções de ativação dos tipos tangencial e sigmoidal. Os testes de validação demonstraram que não há diferença significativa entre os valores observados e os valores preditos pela rede neural.

Referência:

CARRIJO, João Victor. Inteligência artificial associada à dados de satélite na predição do potêncial energético em área de cerradão. 2019. 63 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.

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Efeito do fogo sobre a vegetação arbórea e herbácea em campo de murundus no Parque Estadual do Araguaia – MT

Efeito do fogo sobre a vegetação arbórea e herbácea em campo de murundus no Parque Estadual do Araguaia - MT

Autor(a):

Halina Soares Jancoski

Resumo:

Os campos de murundus (CMs) são formados por área plana ocupada pelo estrato herbáceo, inundável no período chuvoso, onde estão inseridos microrelevos ou murundus de terra cobertos por vegetação lenhosa típica do Cerrado. São encontrados principalmente no Brasil Central e ainda são pouco estudados. O estudo foi realizado em área amostral de 1 ha de CM no Parque Estadual do Araguaia (PEA), em Mo Grosso, com ocorrência de duas queimadas (2006 e 2007). Dois levantamentos foram realizados: antes da queimada (2005) e pós queimada (2008), com o intuito de analisar as mudanças florísticas e estruturais da vegetação herbácea e arbórea durante o período de três anos. Para avaliar o componente herbáceo-subarbustivo, a área de 1 ha foi dividida em 16 parcelas de 25 X 25 m cada. Para quantificar a vegetação herbáceo-subarbustiva utilizou-se um quadro de madeira (1 m X 1 m) lançado aleatoriamente duas vezes em cada parcela. Foram amostradas 35 espécies, 25 gêneros e 15 famílias. A diversidade foi de H’ = 2,38 nats. ind.-1em 2005 e H’ = 1,91 nats.ind. -1 em 2008. Os valores de H’ diferiram entre si entre os levantamentos (t = 4,86; p = 0,05). Para ambos o índice J’ foi de 0,91. As famílias com maior riqueza foram Poaceae (9 espécies) e Cyperaceae (5). Houve mudança na composição florística, na cobertura e na frequência da comunidade e das populações. A família que se destacou em cobertura e frequência foi Poaceae. Aristida pendula e Trachypogon plumosus foram as espécies que mais alteraram em cobertura e frequência relativa entre os levantamentos. Com relação ao componente arbustivo-arbóreo foi realizado o inventário da área de 1 ha, medindo-se todos os indivíduos com CAS ≥ 9 cm e suas alturas. Em 2008, foram avaliados todos os indivíduos sobreviventes de 2005, os indivíduos recrutas e também foram medidos CAS de todas as rebrotas ≤ 9 cm que apresentaram morte da parte aérea (top kill). Ocorreu mudança na estrutura e a composição florística do componente arbóreo se manteve, exceto para Protium unifoliolatum que não foi registrado na amostragem em 2008. Ao todo, foram amostrados 40 espécies, 34 gêneros e 23 famílias. A densidade diminuiu e a área basal aumentou no segundo levantamento. A frequência relativa foi o parâmetro que mais influenciou o IVI das espécies, seguida pela densidade relativa e dominância relativa. As dez espécies mais importantes em IVI mantiveram entre os levantamentos, mas em posições diferentes. Curatella americana e Andira cuyabensis foram as espécies com maior IVI, devido principalmente a dominância na área. As distribuições de diâmetros e de alturas apresentaram diferenças entre os dois levantamentos. Em 2008, surgiu uma nova classe de diâmetros (0 a 2,8 cm), devido ao decréscimo dos indivíduos que desenvolveram rebrotas com menores diâmetros após top kill. A taxa média anual de recrutamento (1,16%.ano-1 ) foi menor do que a taxa de mortalidade (2,95.ano-1), confirmando a diminuição da densidade. A mortalidade total foi de 9,3% e a taxa de caules destruídos foi de 33%. 70% dos indivíduos mortos apresentavam diâmetros entre 4,2 a 7,3 cm e 52% com altura entre 2 a 3 m. 35% dos indivíduos na área sofreram dano parcial com rebrota. Em 2008, foram quantificados 429 rebrotas contra 156 em 2005. 95% dos diâmetros das rebrotas em 2008 não ultrapassaram 2,22 cm. A interferência de queimadas na área durante os anos de estudo contribuiu para as mudanças na vegetação do CM.

Referência:

JANCOSKI, Halina Soares. Efeito do fogo sobre a vegetação arbórea e herbácea em campo de murundus no Parque Estadual do Araguaia – MT. 2010. xvi, 96 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2010.

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Estimativas de volume, biomassa e carbono para o carvoeiro: (sclerolobium paniculatum Vog. var. subvelutinum Benth)

Estimativas de volume, biomassa e carbono para o carvoeiro: (sclerolobium paniculatum Vog. var. subvelutinum Benth)

Autor(a):

Robert Morais Thompson

Resumo:

Este trabalho foi desenvolvido em uma área de cerrado sensu stricto da Fazenda Água Limpa, UnB, Brasília, DF com o objetivo de avaliar o potencial de produção de Sclerolobium paniculatum Vog. var. subvelutinum Benth, visando subsidiar a elaboração de técnicas para o uso sustentável da espécie em áreas naturais do cerrado sensu stricto. O carvoeiro (Sclerolobium paniculatum Vog. var. subvelutinum Benth.) é uma espécie típica do Cerrado, que se destaca por apresentar grande potencial econômico e social, principalmente para as comunidades rurais. Para atender este estudo indivíduos da espécie com diâmetro da base igual ou superior a 5 cm, foram demarcados em uma área experimental e, posteriormente derrubadas e cubados rigorosamente. Foram avaliadas as relações dendrométricas da espécie e testados modelos estatísticos para estimar volume, biomassa seca e estoque de carbono por árvore. Quanto as relações dendrométricas, o estudo mostrou que, em média, o volume dos galhos grossos de uma árvore representa cerca de 53% do volume de fuste mais galhos grossos de uma árvore. Verificou-se também a existência de uma tendência das menores classes de diâmetro possuírem menor porcentagem de casca. O modelo de Schumacher e Hall foi escolhido para estimar o volume, biomassa seca e o carbono do fuste. Além disso, o modelo de Schumacher e Hall também se destacou para estimar o volume da árvore considerando fuste mais galhos grossos e também a biomassa seca e carbono para fuste mais galhos e folhas. O modelo de Honner foi o que melhor estimou a biomassa seca do fuste e galhos em geral. O modelo de Meyer foi o que melhor estimou a biomassa seca e o carbono de fuste mais galhos grossos, e o carbono do fuste mais galhos em geral. A espécie apresentou potencial de interesse para uso sustentável em áreas de cerrado sensu stricto. Recomendou-se que sejam realizados outros estudos com a espécie, relacionados à silvicultura e a outros produtos potenciais que esta possa oferecer.

Referência:

THOMPSON, Robert Morais. Estimativas de volume, biomassa e carbono para o carvoeiro: (sclerolobium paniculatum Vog. var. subvelutinum Benth). 2009. 64 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

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