Levantamento etnobotânico de plantas medicinais na cidade de Ipameri – GO

Levantamento etnobotânico de plantas medicinais na cidade de Ipameri - GO

Autor(a):

ZUCCHI, M.R.; OLIVEIRA JÚNIOR, V.F.; GUSSONI, M.A.; SILVA, M.B.; SILVA, F.C.; MARQUES, N.E.

Resumo:

Os objetivos deste trabalho foram: identificar as espécies vegetais utilizadas com fins medicinais pela comunidade de Ipameri (Estado de Goiás); investigar as preferências com relação à produção e comercialização dessas plantas; e diagnosticar o perfil de gênero e as faixas etárias e salariais de seus usuários. Para isso, foram realizadas entrevistas estruturadas com 200 famílias da cidade e coletadas as plantas visando-se a sua correta identificação. O material foi herborizado, identificado e depositado no Herbário da Universidade Estadual de Goiás (HUEG). Das 200 famílias entrevistadas, 75 disseram não fazer uso de plantas com fins medicinais (37,5%), enquanto 125 afirmaram fazê-lo (62,5%). O grupo que utiliza relacionou 35 espécies mais empregadas: hortelã-rasteira (Mentha x villosa L.), boldo-sete-dores (Plectranthus barbatus Andrews.), capim-cidreira (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf.), quebra-pedra (Phyllanthus niruri L.), camomila (Chamomilla recutita (L.) Rauschert.), poejo (Mentha pulegium L.), guaco (Mikania glomerata Spreng.), mentrasto (Ageratum conyzoides L.), alfavacão (Ocimum gratissimum L.), losna (Artemisia canphorata Vill.), bálsamo (Eysenhardtia platycarpa Mich.), carqueja (Baccharis trimera (Less.) DC.), funcho (Foeniculum vulgare Mill.), babosa (Aloe vera L.) e malva (Althaea officinalis L.). Todas as famílias consumidoras (100%) afirmaram preferir as plantas cultivadas de forma orgânica, selecionando-as através da boa aparência (68% das famílias) e consumindo-as in natura (sem beneficiamento, 100%). A utilização de plantas medicinais em Ipameri é independente do sexo (54%, mulheres e 46%, homens) e se estende às várias faixas etárias e também sócio-econômicas, configurando-se assim, um bom mercado consumidor.

Referência:

ZUCCHI, M.R et al. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais na cidade de Ipameri – GO. Rev. bras. plantas med. Botucatu, 2013, vol.15, n.2, p.273-279.

Levantamento das Plantas Medicinais do Cerrado sensu stricto da Fazenda Paraíso – Dourados, MS

Levantamento das Plantas Medicinais do Cerrado sensu stricto da Fazenda Paraíso – Dourados, MS

Autor(a):

Zefa Valdivina Pereira, Cezesmundo Ferreira Gomes, Gilberto Lobtchenko, Maria Elizabete Soares Gomes, Paulo Diniz de Almeida Simões, Ruam Pedro Shoity Saruwatari, Vagner Freitas Rigo e Weverton do Prado Cordeiro

Resumo:

O interesse acadêmico a respeito do conhecimento que as populações detêm sobre plantas e seus usos têm crescido após a constatação de que a base empírica desenvolvida por elas ao longo de séculos pode, em muitos casos, ter uma comprovação científica, que habilitaria a extensão destes usos à sociedade industrializada.

O cerrado é bastante rico em espécies utilizadas na medicina popular, em função de características morfológicas, como xilopódios e cascas, que acumulam reservas e, com freqüência, possuem substâncias farmacologicamente ativas. Além disso, este bioma apresenta grande diversidade de como ordem, famílias e gêneros e quanto maior for a diversidade taxonômica em níveis superiores, maior é o distanciamento filogenético entre as espécies e maior é a diferença e diversidade química entre elas, demonstrando assim, sua importância para pesquisas com plantas medicinais.

Estudos com a flora medicinal no Mato Grosso do Sul restringem-se a poucos trabalhos e algumas monografias, as quais ficam pouco disponíveis para a comunidade científica e quando disponíveis, as plantas medicinais do cerrado são discutidas junto com espécies de outros ambientes e por isso não se tem um número exato de quantas são ocorrentes no cerrado Sul-mato-grossense. Nesse sentido, este trabalho teve por objetivo conhecer as plantas nativas comercializadas por ervateiros no cerrado da região de Dourados, MS, fornecendo dados sobre o número de espécies medicinais e contribuindo para a preservação, o manejo e o uso sustentável da vegetação da região.

Referência:

PEREIRA, Z.V.; GOMES, C.F.; LOBTCHENKO, G.; GOMES, M.E.S.; SIMÕES, P.D.A.; SARUWATARI, R.P.S.; RIGO, V.F.; CORDEIRO, W.P. Levantamento das

Plantas Medicinais do Cerrado sensu stricto da Fazenda Paraíso – Dourados, MS. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre. v. 5, supl. 1, jun., p. 249-251, 2007.

Disponível em:

Relações entre uso e cobertura da terra e unidades geomorfológicas na bacia hidrográfica do ribeirão Mestre D’armas (DF)

Relações entre uso e cobertura da terra e unidades geomorfológicas na bacia hidrográfica do ribeirão Mestre D’armas (DF)

Autor(a):

Pedro Ribeiro Martins

Resumo:

Nas últimas décadas, mais da metade da extensão original do bioma Cerrado foi transformada em pastagens, culturas anuais e outros tipos de uso. Apesar dessa intensificação, nos últimos vinte anos observou-se uma estabilização em relação à abertura de novas áreas antropizadas, principalmente, devido às características do meio físico desse bioma. O monitoramento dessas alterações pode ser feito por meio de dados de sensores orbitais, que possibilitam o mapeamento das dinâmicas das coberturas da terra e seus padrões de distribuição espacial. O objetivo deste trabalho foi avaliar a dinâmica da paisagem da bacia do ribeirão Mestre D’armas, por meio do levantamento do uso e cobertura da terra entre os anos de 1985 e 2014, e suas relações com o relevo. A partir dos dados adquiridos pelo projeto Shuttle Radar Topography Mission (SRTM), foi delimitada automaticamente a área de drenagem desta bacia. Foram mapeados os usos e coberturas da terra no intervalo estudado, tendo sido utilizados dados dos sensores Thematic Mapper (TM) e Operational Land Imager (OLI) a bordo dos satélites Landsat 5 e 8, repectivamente. Esses resultados foram avaliados em função do mapeamento geomorfológico realizado por Sena-Souza et al. (2014). A partir dos mapeamentos de cobertura da terra, constatou-se que as ocupações agropastoris são as principais responsáveis dentre as classes de uso da terra pela conversão de áreas naturais, padrão observado desde o início da ocupação do Cerrado. Com a sobreposição do mapeamento de cobertura ao de geomorfologia, observou-se que a unidade geomorfológica Rampa de Colúvio Proximal apresentou, em um período de 29 anos, uma perda de 10,68 km² de áreas naturais, sendo 7,25 km² por atividades agropastoris. Na unidade Rampa de Colúvio Distal, verificou-se uma conversão de 11,89 km² das áreas naturais, em sua maior parte, causada pelo adensamento urbano (8,35 km²). De 1985 a 2014, as áreas naturais da unidade Rebordo apresentaram uma perda de 9,86 km², com um aumento de 29,37% de áreas antrópicas neste período. Por fim, na unidade Frente de Recuo Erosivo, as áreas naturais, apresentando uma perda de 10,67% de sua área total em 29 anos, devido ao padrão de relevo acidentado que não favorece atividades humanas. As atividades antrópicas ficaram concentradas nas áreas das Rampas de Colúvio e também nas Chapadas. Esse padrão de ocupação pode influenciar futuros problemas relacionados à erosão nessa bacia. Dessa forma, é importante o desenvolvimento de estudos de quantificação dos processos erosivos da bacia, como subsídio para o ordenamento territorial.

Referência:

MARTINS, Pedro Ribeiro. Relações entre uso e cobertura da terra e unidades geomorfológicas na bacia hidrográfica do ribeirão Mestre D’armas (DF). 2015. 39 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

Disponível em:

Parâmetros físicos e químicos, resistividade e relação carbono e nitrogênio em solo de sistema agroflorestal mecanizado em região de Cerrado do Brasil Central

Parâmetros físicos e químicos, resistividade e relação carbono e nitrogênio em solo de sistema agroflorestal mecanizado em região de Cerrado do Brasil Central

Autor(a):

Mábia Kelly de Abreu Serpe

Resumo:

Com a intensificação na mudança de uso e cobertura do solo, cerca da metade do bioma Cerrado vem sofrendo conversão de paisagem nativa em pastagens e áreas agrícolas com influência direta na qualidade do solo. Os Sistemas Agroflorestais (SAF) têm se apresentado como uma alternativa conservacionista, visto que seu arranjo e forma de manejo tendem a melhorar a qualidade do solo. O objetivo deste trabalho foi determinar os parâmetros físicos e químicos, a resistividade e a relação carbono e nitrogênio em solo de um SAF mecanizado e comparar com uma área de pousio adjacente, a fim de realizar o diagnóstico sobre o estado de conservação do solo. A área estudada está localizada na subbacia do Ribeirão Santa Rita, Planaltina, DF, sendo uma área de pousio com histórico de plantio convencional e posteriormente manejo de braquiária com leguminosas e um SAF mecanizado adjacentes. Amostras de solo no intervalo de 0-15 cm de profundidade foram coletadas e a resistividade elétrica do solo foi obtida em campo pelo método de corrente contínua. No laboratório, determinou-se o pH em H2O e KCl, o teor gravimétrico de água no solo, a textura e composição química do solo, e a razão carbono e nitrogênio total do solo. A textura da área se classificou como muito argilosa, o teor gravimétrico variou entre 24,3 (±3,7) e 27,1 (±4,6) % no período de seca, e entre 43.2 (±4,06) e 47,5 (±6,4) % no período chuvoso. A resistividade ficou entre 4.292 (±933) e 1.896 (±1.036) Ohm.m no período de seca, e entre 1.048 (±155) e 666 (±125) Ohm.m no período chuvoso. A resistividade elétrica se mostrou como uma alternativa para caracterização do solo, visto que os dados encontrados foram condizentes com as análises de teor gravimétrico e textura do solo. Em relação aos parâmetros químicos, a análise de Cluster apresentou formação de dois grandes grupos, definidos pelo manejo adotado na área. A implementação do SAF proporcionou uma redução na razão C/N do solo. Mesmo o manejo implantado na área de pousio, se mostra benéfico para o solo, podendo assim, se apresentar como alternativa inicial de implantação para recuperação da qualidade do solo.

Referência:

SERPE, Mábia Kelly de Abreu. Parâmetros físicos e químicos, resistividade e relação carbono e nitrogênio em solo de sistema agroflorestal mecanizado em região de Cerrado do Brasil Central. 2015. 51 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

Disponível em:

Estrutura populacional do carvoeiro-da-mata na transição Mata de Galeria/ Ecótono/ Campo Sujo no Distrito Federal

Estrutura populacional do carvoeiro-da-mata na transição Mata de Galeria/ Ecótono/ Campo Sujo no Distrito Federal

Autor(a):

Simone Souto de Oliveira Santos

Resumo:

Estrutura Populacional do carvoeiro da mata na Transição Mata de Galeria / Ecótono / Campo Sujo. O presente trabalho tem como objetivo descrever a estrutura de tamanho e a distribuição espacial da população de Tachigali rubiginosa (Mart. ex Tul) Oliveira-Filho na transição Mata de Galeria do Capetinga/ Ecótono / Campo Sujo localizados na Fazenda Água Limpa no Distrito Federal. A área delimitada para estudo compreende o local onde há indícios de avanço da Mata de Galeria sobre o Campo Sujo, detectados pela presença de indivíduos jovens de T. rubiginosa. Foi realizado o censo da espécie no mês de junho de 2014 nos 20 transectos de 5 x 155 m, dispostos perpendicularmente ao córrego Capetinga e alocados no gradiente de borda que vai da Mata de Galeria para o Campo Sujo que circunda a mata. Foram realizadas medidas da altura e diâmetro dos indivíduos considerados adultos (DAP ≥ 5 cm) e somente altura para os indivíduos considerados arvoretas (altura > 1 m e DAP < 5 cm) e mudas (altura ≤ 1 m e DAP < 5 cm). Na área de estudo (1,55 ha) foram encontrados um total de 391 indivíduos, o que equivale a uma densidade de 252,25 ind.ha-1. Dos 391 indivíduos, 90 (23,01%) estão situados na área de Mata de Galeria; 141 (36,06%) em área de Ecótono e 160 (40,92%) no Campo Sujo. Dos 272 indivíduos regenerantes, o maior número foi encontrado na área de Campo Sujo e Ecótono, com 114 e 103 indivíduos, consecutivamente. A análise do coeficiente de dispersão com valor de 5,3 indicou uma distribuição espacial da população do tipo agregada, corroborando com o índice de Green de 16,84. A distribuição diamétrica indicou uma população com maior número de indivíduos concentrados na primeira (< 5 cm) e segunda classe (5,10 – 9,16 cm) contendo 69,56% e 13,81%, respectivamente. Nas demais classes observou-se um decréscimo do número de indivíduos, caracterizando assim uma população que segue distribuição em forma de “J” invertido. Há indícios de avanço de indivíduos da espécie T. rubiginosa da Mata de Galeria para o Campo Sujo, porém é importante à continuação desse monitoramento ao longo do tempo.

Referência:

SANTOS, Simone Souto de Olivera. Estrutura populacional do carvoeiro-da-mata na transição Mata de Galeria/ Ecótono/ Campo Sujo no Distrito Federal. 2015. 27 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2015.

Disponível em:

Análise do número de focos de calor, precipitação pluviométrica, umidade relativa do ar e incidência de raios no Distrito Federal entre 2005-2015.

Análise do número de focos de calor, precipitação pluviométrica, umidade relativa do ar e incidência de raios no Distrito Federal entre 2005-2015

Autor(a):

Igor Loureiro Duarte

Resumo:

O fogo é algo muito comum no Cerrado e a sua incidência natural se constitui fator importante para a formação da flora típica da região (fitofisionomia). Entretanto, alterações na frequência e na intensidade das queimadas,acarretam consequências prejudiciais ao bioma. Essas alterações de origem antrópica estão relacionadas à inserção de espécies vegetais invasoras, ao uso incorreto do fogo para atividades agrícolas e a falta de educação ambiental da população. Este trabalho investigou a ocorrência de queimadas mensais e anuais na região do Distrito Federal, no período de janeiro de 2005 a Dezembro de 2015, bem como a sua relação com fatores naturais como a precipitação pluviométrica, a umidade relativa do ar e a incidência de raios. Os dados coletados sobre as variáveis acima mencionadas foram analisados individualmente, relacionados em regressões lineares e correlacionados por meio de cálculos estatísticos. Após a análise dos resultados, constatou-se que 97,5% de todos os focos de calor ocorreram entre os meses de maio a outubro, período que coincide com o início e o fim da estiagem. Nesse mesmo período, foram registrados os valores máximos dos focos de calor e os índices mínimos para a precipitação pluviométrica, a umidade relativa do ar e a incidência de raios. Assim, os cálculos estatísticos evidenciaram que a correlação entre os raios e os focos de calor foi de apenas -0,54 e que a significância entre os dados correlacionados (valor p) foi estabelecida em 0,0011. Isto comprova a alta significância da correlação e diminui as chances da interpretação de que os raios sejam o fator natural de ignição causador das queimadas durante o período de estiagem — sugerindo que as ações de queimada na região tiveram origem antrópica. A pesquisa também constatou que os focos de calor mantiveram maior correlação com os dados de umidade relativa do ar quando o coeficiente de correlação registra -0,84 e um “valor p” de 0,0009, indicando que ocorrem mais focos de calor nos períodos de menor umidade do ar —momento em que a vegetação, por se encontrar muito seca, forma muito combustível e favorece ações antrópicas de ignição de queimadas.

Referência:

DUARTE, Igor Loureiro. Análise do número de focos de calor, precipitação pluviométrica, umidade relativa do ar e incidência de raios no Distrito Federal entre 2005-2015. 2016. 47 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Gestão Ambiental)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2016.

Disponível em:

Folhas fósseis da região de Planaltina de Goiás, Pleistoceno, Brasil

Folhas fósseis da região de Planaltina de Goiás, Pleistoceno, Brasil

Autor(a):

Cristiano Ferreira Leite

Resumo:

A Paleobotânica é o ramo da Paleontologia que estuda os fósseis vegetais e busca a reconstrução do passado da Terra. Nos arredores da cidade de Planaltina de Goiás, no leito do Córrego Paina, ocorrem depósitos de argilitos e siltitos de idade pleistocênica com fósseis de folhas bem preservados. O estudo desses materiais é importante, pois a região do Distrito Federal e entorno possui raros depósitos desse tipo e estes podem fornecer informações importantes sobre a evolução do bioma Cerrado na região nos últimos milhares de anos. Nesse trabalho, amostras de folhas fósseis de quatro níveis desses depósitos foram coletadas, preparadas e identificadas para o desenvolvimento de um estudo sobre a paleoflora fóssil da região. As folhas fósseis da área estudada apresentam uma diversidade composta por 7 famílias e 10 gêneros, sendo que gramíneas e Fabaceae estão presentes em todos os quatro níveis amostrados. Houve uma mudança no tipo de vegetação existente no local (mudança de predomínio de gramíneas na base para predomínio de plantas arbóreas no topo da sequência de rochas), mostrando que a sequência de rochas estudada representa uma sucessão de vegetação.

Referência:

LEITE, Cristiano Ferreira. Folhas fósseis da região de Planaltina de Goiás, Pleistoceno, Brasil. 2017. 33 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2017.

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Comercialização de Plantas Medicinais por “Raizeiros” na Cidade de Anápolis-GO

Comercialização de Plantas Medicinais por “Raizeiros” na Cidade de Anápolis-GO

Autor(a):

Edjane Ramos Dourado, Karla Nascimento Pereira Doca, Thaís Cristine de Carvalho Araujo
 

Resumo:

As plantas medicinais têm sido um importante recurso terapêutico desde os primórdios da antiguidade até nossos dias. Durante milhares de anos, os conhecimentos adquiridos foram repassados de geração em geração e acumulados por séculos (DI STASI, 1996). No entanto, desde o salto tecnológico da indústria farmacêutica, ocorrido nas décadas de 1950 e 1960, o uso terapêutico de plantas medicinais ficou restrito à abordagem leiga. Recentemente, as plantas medicinais, consideradas medicamentos de segunda categoria, voltaram à voga com a comprovação de ações farmacológicas relevantes e de uma excelente relação de custo-benefífcio (ROBERS et al, 1997). Motivada pela diversidade da flora nativa do cerrado, a condição sócio-econômica, a cultura popular e a divulgação de propriedades milagrosas das plantas, o comércio informal de plantas medicinais tem se mantido e vêm aumentando a cada dia no Estado de Goiás. Neste contexto estão inseridos os “raizeiros”, figuras marcantes com espaço garantido nas ruas, em feiras livres e mercados. Comercializam plantas medicinais e preparados líquidos  denominados “garrafadas”, orientando como usá-las e prepará-las para curar as mais diversas doenças, apesar de não terem, em geral, um conhecimento muito profundo sobre os verdadeiros usos dos vegetais que comercializam, seus efeitos adversos e interações medicamentosas (ARAÚJO et al, 2003). A falta de regulamentação do setor e o aumento da demanda pela fitoterapia vêm afetando negativamente a qualidade das plantas medicinais que são oferecidas à população AMARAL (2002). Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar as condições de comercialização de plantas medicinais por “raizeiros” na cidade de Anápolis-GO, bem como fazer um levantamento do perfil sócio-econômico desses comerciantes.

 

Referência:

DOURADO, E.R.; DOCA, K.N.P.; ARAÚJO, T.C.C. Comercialização de Plantas Medicinais por “Raizeiros” na Cidade de Anápolis-GO. Revista Eletrônica de Farmácia. v. 2, n. 2, p.67-69, 2005

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Semeadura direta para a restauração de área de cultivo abandonado no cerrado: efeito da profundidade do sulco e adubação.

Semeadura direta para a restauração de área de cultivo abandonado no cerrado: efeito da profundidade do sulco e adubação.

Autor(a):

Josiara da Silva Ribeiro

Resumo:

Poucos estudos foram conduzidos na semeadura direta de espécies nativas, por isso é importante identificar a capacidade de cada espécie e as características do solo no sucesso da emergência das plântulas de espécies importantes para a restauração. Este estudo avalia a semeadura direta na emergência de plântulas de 10 espécies lenhosas de uso econômico do bioma Cerrado. O estudo foi desenvolvido em área de cultivo abandonada na Fazenda Entre Rios, no Distrito Federal. O experimento foi realizado em blocos com quatro repetições de quatro tratamentos: T1: sem adubo, sulco profundo; T2: com adubo, sulco superficial; T3: com adubo, sulco profundo; T4: sem adubo, sulco superficial. Cada unidade experimental foi composta por 30 sementes de cada espécie em linhas de 30 metros de comprimento. A semeadura foi realizada em novembro de 2012 no início da estação chuvosa e as sementes não sofreram nenhum tratamento para quebrar a dormência. A taxa de emergência das mudas varia entre as espécies com valores mais baixos para Guazuma ulmifolia Lam. (0,7%) e maiores para Eugenia dysenterica (Mart.) DC. (44,5%), Dipteryx alata Vogel (37,92%) e Copaifera langsdorffii Desf. (38,1%). A ANOVA (mean effect) não mostrou diferença significativa entre os blocos (p = 0,09) e os tratamentos (p = 0,69) para qualquer espécie, o que mostra que a profundidade do sulco e a fertilização realizada não afetam o surgimento da semente das espécies consideradas.

Referência:

RIBEIRO, Josiara da Silva. Semeadura direta para a restauração de área de cultivo abandonado no cerrado: efeito da profundidade do sulco e adubação. 2017. 32 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2017.

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Estimativa da produtividade de frutos de uma população de pequi (Caryocar Brasiliense camb.,caryocaraceae)

Estimativa da produtividade de frutos de uma população de pequi (Caryocar Brasiliense camb.,caryocaraceae)

Autor(a):

Gervandisnider Lima Fagundes

Resumo:

O pequi (Caryocar brasiliense Camb.) é uma espécie nativa muito consumida pela população rural na região do Cerrado e durante a safra pode ser encontrado em feiras e mercados. O extrativismo do pequi fornece renda complementar a muitos dos pequenos produtores. O objetivo deste trabalho foi estimar a produtividade da polpa de frutos de pequi nos anos 2013 e 2014, no assentamento Márcia Cordeiro Leite, Planaltina, DF. Foram marcadas 60 árvores no primeiro ano e 54 no segundo, das quais foi medido o diâmetro do tronco a 30 cm do solo para calcular a área basal de cada árvore; todos os frutos foram contados. Foram coletados 100 (2013) e 60 (2014) frutos, dos quais foram avaliados o peso: do fruto completo, de um dos putâmens (no caso dos frutos com mais de um) e medidas: altura, largura e comprimento para estimativa do volume do mesmo. A espessura da polpa foi medida com auxílio de um paquímetro e o volume total estimado através da fórmula: (4/3π (ab+ac+bc))n, onde a, b, c são altura, largura e comprimento do putâmen, respectivamente e n=espessura da polpa. As análises de regressão entre área basal e produção de frutos, foi significativa somente para o ano de 2013, apesar de apenas 24% da produção de frutos ser explicada pela área basal da planta. A produção de frutos teve grande variação entre indivíduos e anos. O volume total de polpa produzida no primeiro ano foi de 0,0043 m3e 0,0032 m3no segundo ano. A comercialização de polpa de pequi é valorizada por volta de R$ 32,00/kg o que corresponderia à R$ 1.278,08 para a safra de 2013 e R$ 2.538,88 para safra de 2014.

Referência:

FAGUNDES, Gervandisnider Lima. Estimativa da produtividade de frutos de uma população de pequi (Caryocar Brasiliense camb.,caryocaraceae). 2017. 10 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2017.

Disponível em: