Semeadura direta para a restauração de área de cultivo abandonado no cerrado: efeito da profundidade do sulco e adubação.

Autor(a):

Josiara da Silva Ribeiro

Resumo:

Poucos estudos foram conduzidos na semeadura direta de espécies nativas, por isso é importante identificar a capacidade de cada espécie e as características do solo no sucesso da emergência das plântulas de espécies importantes para a restauração. Este estudo avalia a semeadura direta na emergência de plântulas de 10 espécies lenhosas de uso econômico do bioma Cerrado. O estudo foi desenvolvido em área de cultivo abandonada na Fazenda Entre Rios, no Distrito Federal. O experimento foi realizado em blocos com quatro repetições de quatro tratamentos: T1: sem adubo, sulco profundo; T2: com adubo, sulco superficial; T3: com adubo, sulco profundo; T4: sem adubo, sulco superficial. Cada unidade experimental foi composta por 30 sementes de cada espécie em linhas de 30 metros de comprimento. A semeadura foi realizada em novembro de 2012 no início da estação chuvosa e as sementes não sofreram nenhum tratamento para quebrar a dormência. A taxa de emergência das mudas varia entre as espécies com valores mais baixos para Guazuma ulmifolia Lam. (0,7%) e maiores para Eugenia dysenterica (Mart.) DC. (44,5%), Dipteryx alata Vogel (37,92%) e Copaifera langsdorffii Desf. (38,1%). A ANOVA (mean effect) não mostrou diferença significativa entre os blocos (p = 0,09) e os tratamentos (p = 0,69) para qualquer espécie, o que mostra que a profundidade do sulco e a fertilização realizada não afetam o surgimento da semente das espécies consideradas.

Referência:

RIBEIRO, Josiara da Silva. Semeadura direta para a restauração de área de cultivo abandonado no cerrado: efeito da profundidade do sulco e adubação. 2017. 32 f., il. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Naturais)—Universidade de Brasília, Planaltina-DF, 2017.

Disponível em:

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