Restauração

Recuperação: restituição de um ecossistema ou de uma população silvestre degradada a uma condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original.

 

Recomposição: intervenção humana planejada e intencional em Áreas de Proteção Permanente  (APPs) e Reserva Legal (RL) degradadas ou alteradas para desencadear, facilitar ou acelerar o processo natural de sucessão ecológica e a recuperação de condições ambientais que garantam a proteção do solo, a existência de biodiversidade e o uso sustentável da vegetação nativa, incluindo, quando for o caso, a implantação de sistemas agroflorestais e silviculturais que consorciem espécies exóticas com nativas,

Fonte: Lei Federal 12.651/2012

 

Restauração Ecológica

Esse termo utilizado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Sociedade Internacional de Restauração consiste na ação humana para facilitar o processo de retorno dos elementos que compõem o ecossistema de uma área que foi degradada. Neste processo são considerados plantas, animais e todos os organismos encontrados anteriormente naquela localidade. O objetivo da Restauração Ecológica é que ao final deste processo a área esteja mais próxima ao que era antes de sua degradação.

Antes de começar um processo de restauração, é importante conhecer as características da área para realização da Restauração Ecológica.

A restauração pode tomar diversos caminhos. Muitas vezes, o que é realizado em determinada etapa da restauração pode não parecer com o que era antes da degradação. Conhecer bem as características da área é o primeiro passo para se alcançar a recomposição do ecossistema.

O Cerrado é um verdadeiro “mosaico” de vegetações, que vão de matas a campos. Sendo o Cerrado um bioma composto por vários tipos de vegetação, o projeto de restauração ecológica deve contemplar os diversos estratos que compõem as paisagens do Cerrado.Além das árvores, é importante a utilização de espécies de arbustos, ervas e capins.🌾🌿🌱

Neste sentido, fica difícil ter uma “área mais próxima do que era antes” se forem plantadas apenas árvores e arbustos. É aí, que entra a importância dos capins e ervas para o sucesso da restauração e também, da semeadura direta como método de plantio, que permite semear mais biodiversidade no processo de retorno da paisagem. Semear também garante mais biodiversidade ao processo de restauração.

Calendário de coleta de sementes nativas do Cerrado tem informações específicas da Chapada dos Veadeiros, para auxiliar o planejamento anual de coletores.
Produzido em parceria com a Rede de Sementes do Cerrado e Associação Cerrado de Pé, a peça reúne informações-chave sobre vinte espécies nativas entre árvores, arbustos, gramíneas e outras ervas recorrentes em áreas de cerrado aberto. De um lado, o cartaz compila dados de consulta cotidiana dos coletores, enquanto o verso, dobrado como um folder de 6 páginas, oferece mais detalhes sobre a cadeia produtiva envolvida na comercialização das sementes.

 

Disponível em:

https://www.rsc.org.br/media/attachments/2021/02/05/rsc-arq.pdf

O Cadastro Ambiental Rural – CAR, previsto na Lei 12.651/2012 que dispõe sobre a Proteção da Vegetação Nativa, também conhecida como novo Código Florestal, demostrou a necessidade de recomposição de passivos ambientais nos imóveis rurais, relacionados às Áreas de Preservação Permanente – APP, de Reserva Legal – ARL e de Uso Restrito -AUR, declarados no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural- SICAR. Um dos principais gargalos para promover a recomposição ambiental dessas áreas é a disponibilidade de sementes e mudas de espécies nativas mais indicadas, em especial aquelas com potencial para aproveitamento econômico. Assim, torna-se imprescindível a disponibilização de informações sobre espécies nativas, época de produção de frutos e de sementes adequadas a cada bioma brasileiro, a fim de orientar gestores de políticas públicas voltadas a produção rural sustentável, bem como agricultores, técnicos, viveiristas e demais interessados quanto ao período de coleta de frutos e sementes. Nesse sentido, este calendário traz o período mensal de coleta de frutos e sementes de espécies arbóreas e arbustivo-herbáceas nativas, com potencial econômico para a recomposição de APP e ARL com formações florestais, savânicas e campestres do bioma Cerrado. Cada espécie aqui sugerida foi selecionada a partir de dados da literatura especializada sobre plantas arbóreas que ocorrem no bioma e validadas com base em dados cadastrados em herbários e centros de pesquisa, e com o apoio de viveiristas regionais, especialistas e pesquisadores da Embrapa e academia. Esse trabalho foi baseado no levantamento realizado pela Embrapa, no âmbito do Projeto Especial “Soluções Tecnológicas para a Adequação da Paisagem Rural ao Código Florestal Brasileiro” (ver ainda https://www. embrapa.br/codigo-florestal), coordenado pelo Departamento de Transferência de Tecnologia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável e do Serviço Florestal Brasileiro. 

 

Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/316252698_Epoca_de_coleta_de_sementes_de_especies_para_a_recomposicao_ambiental_no_Bioma_Cerrado 

 

Guia de restauração do Cerrado : volume 1 : semeadura direta / Alexandre Bonesso Sampaio … [et al.]. Brasília : Universidade de Brasília, Rede de Sementes do Cerrado, 2015. Disponível em: https://www.rsc.org.br/files/Guia_de_restauracao_do_Cerrado.pdf


Sampaio, Alexandre Bonesso. Ervas e Arbustos para Restauração do Cerrado: Semeadura Direta/ Alexandre Bonesso Sampaio, José Felipe Ribeiro, Fabiana Souza, Lais Nehme, Gustavo Rocha. Brasília: Editora Rede de Sementes do Cerrado, 2019. Disponível em: https://www.rsc.org.br/media/attachments/2021/02/04/guia_ervasearbustospararestauraodocerrado-semeadura-direta.pdf